TDR ENCERRADO: IPÊ contrata para projeto de monitoramento de biodiversidade
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Programação: “Desafios e oportunidades para aumentar a segurança hídrica no Sistema Cantareira”
08:30 – 09:00 Recepção
09:10 Abertura
Eduardo Ditt, engenheiro agrônomo formado pela Esalq/USP, mestre em Ciência Ambiental pelo PROCAM/USP e doutor em Pesquisa Ambiental pelo Imperial College London. Faz parte da equipe do IPÊ desde 1992 e participa de diversas iniciativas relacionadas à pesquisa e conservação, com foco em serviços ecossistêmicos e projetos de carbono.
Painel I Desafios do Sistema Cantareira
09:10 – 09:25 Cenário atual do Sistema Cantareira
Em 2018, o nível do Sistema Cantareira já atingiu o nível mais baixo ao registrado no cenário que antecedeu a crise de abastecimento de 2013 e 2015. Ao contrário do cenário de pré escassez hídrica, as consequências até então estimadas pelos pesquisadores, passaram a fazer parte do dia a dia da população que teve o abastecimento em alguns casos criticamente comprometido. Pós esse período crítico, quais aprendizados já foram colocados em prática frente a esse contexto? Quais conhecimentos apesar de já identificados continuam ainda restritos à teoria?
Alexandre Uezu, biólogo formado pelo Instituto de Biociências/USP, mestre e doutor em Ecologia pela mesma universidade, professor permanente da ESCAS – Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade – e coordenador geral do projeto Semeando Água, uma realização do IPÊ com patrocínio da Petrobras, através do programa Petrobras Socioambiental e Governo Federal.
09:25 – 09:40 A relação intrínseca entre floresta e água e as diferenças entre os investimentos para tratar a água em bacias degradadas e com significativa cobertura florestal
A água produzida na região de cada bacia hidrográfica possui extrema relação com a cobertura florestal ou a falta dela e o uso do solo. Tratar a água de bacias com matas ciliares preservadas e fazer o mesmo em bacias degradadas são medidas com características distintas nas mais diversas esferas, incluindo no custo. Conheça os investimentos envolvidos se mantidas as condições atuais para tratar a água do PCJ (Piracicaba, Capivari e Jundiaí) X a prestação do serviço na mesma bacia com o aumento da área florestal. Confira as alternativas para reverter o processo de degradação das bacias hidrográficas. Diante desse conhecimento quais são os caminhos para ter a preservação dos recursos naturais como aliada da segurança hídrica?
Lucia Vidor de Sousa Reis, agente Ambiental da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), atua como representante da companhia no Comitê de Bacias Hidrográficas dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, na Câmara de Saúde Ambiental.
09:40 – 09:55 Previsões para o Sistema Cantareira e os eventos extremos esperados
No mês de julho, a região Sudeste está quase na metade da estação seca, que vai até setembro. No final de janeiro deste ano, o Sistema Cantareira registrou 50% da capacidade, quando o ideal seria 60%, em 2013, o volume era de 52,3%. Em 10 de junho, o Sistema Cantareira contava com 45,6% da capacidade, estava mais baixo do que o período que antecedeu a maior crise hídrica do Estado de São Paulo, em 2013, com 58,3%. Por outro lado, quais são os prognósticos climáticos do Sistema Cantareira a curto e médio prazo? Atitudes articuladas e a efetiva participação dos diferentes atores sociais podem mudar o rumo da história. O que pode ser feito na escala regional para aumentar a resiliência do Sistema em relação às mudanças climáticas? Conheça o papel que a sua instituição ocupa e as responsabilidades frente a esse cenário.
Adriana Cuartas, chefe e pesquisadora da Divisão de Monitoramento e Alertas do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).
09:55 – 10:10 Demanda de água e adaptação às variações climáticas
Pós 2015 como a empresa vem mitigando e se adaptando aos efeitos das variações climáticas, especialmente quanto à quantidade e à distribuição das chuvas? Com o plantio de cerca mais de 300 mil mudas no Sistema Cantareira, a companhia chegará a 2 milhões de árvores plantadas no Cantareira desde 2007. Quais resultados são esperados com o plantio? Quais são as outras ações que a companhia articula nessa direção? Segundo estudos da Sabesp, qual será a demanda de água para os próximos anos? Como a empresa se prepara para prover o recurso?
Hélio Rubens Gonçalves Figueiredo, assessor da diretoria metropolitana da Sabesp e coordenador do Fórum de Responsabilidade Socioambiental da Diretoria.
10:10 – 10:40 Rodada de perguntas
10:40 –10:55 Intervalo
Painel II Medidas implementadas que já fazem diferença e as lacunas que devem ser respondidas
11:00 – 11:15 Resiliência das áreas de mananciais frente às mudanças climáticas: transformar paisagens e difundir resultados
A conservação da natureza, incluindo em propriedades privadas, traz uma série de benefícios – que vão além do local – são difusos e por conta dessa característica atingem também a população localizada a centenas de quilômetros de distância. Ações locais têm impacto na conservação dos recursos naturais nas esferas regional e nacional. Um dos melhores exemplos para compreender essa dinâmica é observar a dependência entre preservação de florestas, restauração de áreas degradadas com a qualidade e quantidade de água. Nesse contexto, instrumentos legais têm força para incentivar a promoção de paisagens mais sustentáveis. Quais são os principais que podem ser implementados no Sistema Cantareira? Descubra os aspectos que deveriam ser considerados na conservação das áreas de mananciais, mas que têm ficado de fora, dificultando assim a obtenção dos resultados inicialmente esperados.
Maria José Brito Zakia, engenheira florestal e consultora no Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais (IPEF).
11:15 – 11:30 Índice de Risco de Escassez Hídrica: resultados e as alternativas de respostas
Como uma das maiores empresas do país respondeu às consequências da crise hídrica (2013-2015) com aprimoramento corporativo? A Petrobras desenvolveu em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro o Índice de Risco de Escassez Hídrica. O instrumento avalia o risco de escassez hídrica em cada uma das instalações da petroleira e permite assim antecipar ações capazes de garantir a continuidade do trabalho. Na prática, como esse índice funciona e com quais alternativas a empresa é capaz de responder aos diferentes cenários? Pós-crise, o que mudou na área de atuação da companhia?
André Bueno Portes, coordenador de Recursos Hídricos e Efluentes (SMS/MA/BRH/RHE) Gerência de Biodiversidade e Recursos Hídricos da Petrobras.
11:30 – 11:45 Consequências da crise para a Replan, medidas de prevenção e o fortalecimento de ações regionais
Os impactos da crise hídrica nas atividades da maior refinaria nacional em capacidade de processamento de petróleo, com 69 mil m³/dia, o equivalente a 434 mil barris. Quais resultados a aplicação do Índice de Risco de Escassez Hídrica na bacia do PCJ já trouxe para a Replan? A articulação entre os diferentes atores sociais na tentativa de somar esforços para evitar novas crises desponta como questão central quando o assunto envolve um recurso compartilhado. Quais atitudes sintetizam a participação da empresa no contexto regional?
Paulo Lovo Júnior, engenheiro químico especializado como engenheiro de processamento na Petrobras, conduziu os trabalhos da Replan durante a crise hídrica.
11:45 – 12:15 Rodada de perguntas
12:15 – 13:30 Almoço
Painel III Estratégias para a conservação dos recursos hídricos: resultados e o desafio de dar escala às iniciativas
13:30 – 13:45 Ações do Governo Estadual para conservação dos recursos hídricos com foco no Sistema Cantareira
O Programa Nascentes desenvolvido pela Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo (SMA) tem na conservação do solo, por meio da restauração das matas ciliares, uma medida central. A iniciativa converte 90% do valor das multas em ações para a preservação ambiental via Termo de Compromisso de Recuperação Ambiental. Estão em andamento projetos em 142 municípios que somam mais de 9.500 hectares em processo de restauração. Quais são os resultados já obtidos por meio do programa instituído em 2014 em continuidade ao Programa Mata Ciliar (PMC)? Como o órgão vem trabalhando a integração entre recursos hídricos e sistemas produtivos? No Sistema Cantareira e entorno especificamente quais ações são desenvolvidas?
Helena Carrascosa, engenheira agrônoma, coordenadora do Programa Nascentes na Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo (SMA).
13:45 – 14:00 Pagamento por Serviços Ambientais (PSA)
Com mais de 10 anos de histórico, o PSA conta atualmente com mais de 2.000 produtores rurais que recebem pelos serviços ambientais prestados a partir da conservação dos recursos naturais na propriedade. 57 projetos estão em andamento e correspondem a 400 mil hectares de áreas protegidas. De que forma o projeto garante melhor qualidade e quantidade de água? Quais experiências são sinônimo de Boas Práticas? Quais são os desafios para ampliar a implementação do Programa?
Consuelo Franco Marra, geóloga, especialista em Recursos Hídricos na Coordenação de Implementação de Projetos Indutores da Agência Nacional de Águas (ANA).
14:00 – 14:15 Boas Práticas para o produtor rural
O produtor rural tem papel fundamental na conservação e recuperação de recursos hídricos, mas qual é o olhar desse ator social chave sobre o desafio da boa gestão da água? Mobilizar ainda mais produtores como parceiro na gestão da água é estratégico. Como dar escala a essa aliança? Para o produtor aliar produção com conservação em muitos casos é mais do que uma escolha, mas necessidade. Os benefícios difusos da conservação dos recursos naturais começam com o produtor rural, nas terras que pertencem a ele, mas com potencial de impactar a sociedade com benefícios ou dificuldades. Nesse contexto, quais trabalhos são considerados referências?
Wander Bastos, presidente da Associação dos Sindicatos Rurais do Vale do Paraíba (Assivarp).
14:15 – 14:30 A força das ações locais para o cenário regional e a articulação com os ODS das Agenda 2030
Entre os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, dois se referem diretamente à água, o ODS 6 Água Potável e Saneamento e o ODS 14 Vida na Água, o fato reforça a importância do recurso para a Agenda 2030 e ao mesmo tempo mostra as dimensões do desafio. Com a conservação e recuperação dos cursos d’água e nascentes do Sistema Cantareira, os diferentes atores sociais articulados têm potencial de contribuir em que medida com as metas dos ODS? Na prática, os resultados desse movimento estarão presentes de que forma nas esferas local, regional e nacional? De que forma essas ações podem promover uma nova realidade e atrair novos parceiros?
Carolina Ayres, consultora em Estratégia e Educação para a Sustentabilidade – Fundadora da Humana Sustentável.
14:30 – 14:45 Intervalo
14:45 Rodada de discussões e fechamento
Durante o evento, as perguntas serão organizadas por grupo e respondidas durante a Rodada de Discussões e fechamento. Com essa medida, os realizadores do Encontro buscam garantir que cada palestrante tenha condição de responder as dúvidas de maneira mais completa e já articuladas com todas as questões levantadas durante o evento.
Como empresas, órgãos públicos, proprietários de terras e a sociedade podem alinhar medidas para fortalecer a integração e a implementação das ações capazes de contribuir com o incremento do volume do Sistema Cantareira? Na tentativa de articular os principais atores sociais e buscar alternativas em resposta a essa pergunta, o projeto Semeando Água, do IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas, com patrocínio da Petrobras, através do programa Petrobras Socioambiental e Governo Federal, promove o Encontro sobre os desafios e oportunidades para aumentar a segurança hídrica no Sistema Cantareira, em 03 de julho, na sede do IPÊ, em Nazaré Paulista.
O evento formado por três painéis vai discutir os desafios, as medidas que já fazem diferença e as lacunas que devem ser respondidas, além das estratégias para a conservação dos recursos hídricos, os resultados e os desafios para ganhar escala. Serão 12 apresentações de pesquisadores, lideranças governamentais, representantes da Agência Nacional de Água (ANA), de produtores rurais, da Sabesp e da Petrobras e da Replan.
A multiplicidade de atores sociais, conhecida como um dos desafios, quando o assunto é água será um dos pontos fortes do evento. Para Alexandre Uezu, coordenador do projeto, essa é uma característica que proporcionará ainda mais força aos resultados que são esperados com a iniciativa. “Com o programa do Encontro, produtores rurais, empresas, centros de pesquisa, governo, órgãos responsáveis pela gestão e a empresa que realiza a operação; todos eles estarão representados, buscamos dar espaço para profissionais das diversas áreas envolvidas com a temática contribuírem com a discussão. A solução para garantir sustentabilidade aos recursos hídricos, nesse caso, com destaque para o Sistema Cantareira, deve ter como base a integração”.
A escolha da data na metade da estação seca no Sudeste também é estratégica. Atualmente, o volume registrado no Sistema está mais baixo quando comparado ao período que antecedeu a pré-crise. “Os níveis de precipitação estão menores do que o esperado pela média histórica e não sabemos até quando essa condição se manterá”, afirma Alexandre Uezu.
Nesse contexto, o programa do Encontro traz à tona questões-chave que vão desde o cenário atual, passando pelo prognóstico para o Sistema Cantareira, a demanda de água em um futuro próximo, resiliência das áreas de mananciais, mecanismos desenvolvidos pelas empresas como medidas de prevenção, ações do governo estadual, o impacto das mudanças climáticas, a importância do produtor rural, Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) e a conexão de todo esse cenário com os ODS da Agenda 2030.
Para Simone Tenório, pesquisadora do IPÊ e coordenadora de Políticas Públicas do Projeto Semeando Água, outro ponto de destaque será a construção de produtos capazes de influenciar políticas públicas que contribuam para a preservação do maior sistema da região metropolitana paulista. “O evento tem como propósito a elaboração de uma carta de intenção e de um Plano de Ação como forma de somar esforços para aumentar a segurança hídrica do Sistema. Nesse sentido, o Encontro busca abordar as lacunas que dificultam a implementação de ações e propor soluções práticas capazes de fazer a diferença. A sinergia com os ODS da Agenda 2030 também está no programa, como caminho para contextualizar a importância das ações locais para o cumprimento de metas globais”.
O evento é exclusivo para convidados, contará com transmissão simultânea pelo canal do IPÊ no Youtube e tem o apoio da Noví.
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O IPÊ, por meio do Projeto de Monitoramento Participativo da Biodiversidade em Unidades de Conservação na Amazônia, está selecionando um profissional para atuar como consultor na condução de processos de construção coletiva de resultados e compartilhamento de informação, conhecimento e aprendizados a partir das coletas de dados e cursos realizadas no âmbito do Programa Nacional de Monitoramento da Biodiversidade (Monitora) do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio.
Local Previsto de Execução das Atividades: Unidades de Conservação na Amazônia: RESEX do Cazumbá-Iracema (Acre); RESEX Tapajós Arapiuns (Pará), Flona Jamari (Rondônia) e Parna Montanhas do Tumucumaque (Amapá), sede do IPÊ em Nazaré Paulista (São Paulo) e Brasília (Distrito Federal).
Saiba mais AQUI.
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Inaugurada em 1989, a Usina Hidrelétrica de Balbina (UHE Balbina), no rio Uatumã, em Presidente Figueiredo (AM), possui um lago de mais de 2.300 km2, em que o principal atrativo pesqueiro é o tucunaré (Cichla spp.).
Entre governo e pescadores locais existe um acordo que funciona como ferramenta de manejo dos recursos pesqueiros, especificamente para a espécie. Com a demanda dos pescadores pela liberação de redes tipo malhadeiras para a captura de tucunarés e outras espécies de peixes, uma pescaria experimental foi realizada em dezembro de 2017 e repetida entre os dias 17 a 22 de junho de 2018, com o objetivo de verificar a viabilidade de utilização do equipamento.
“De posse destes resultados será possível ter informações cientificas que auxiliem na tomada de decisões para a liberação ou não das malhadeiras e com isso possibilitando a manutenção e conservação dos estoques de tucunaré”, afirma Wendell Medeiros, engenheiro de pesca e pesquisador local do IPÊ, no projeto Monitoramento Participativo de Biodiversidade, em parceria com o ICMBio.
A pescaria experimental aconteceu dentro e fora da Reserva Biológica (Rebio) Uatumã. Ao todo, foram coletados 643 peixes distribuídos em 25 espécies, sendo 338 e 24 espécies coletados dentro da Rebio e 305 e 18 espécies coletados fora da Unidade de Conservação. Os peixes foram levados para o laboratório de triagem montado no acampamento, para tomada de medidas, verificação do sexo e outros aspectos biológicos.
“Os resultados preliminares de descrição da composição da ictiofauna no lago da UHE Balbina tornam evidentes o papel da REBIO Uatumã na proteção e preservação das espécies de peixes locais”, ressalta Wendell Medeiros.
A atividade foi realizada em parceria com o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Amazônica (CEPAM) do ICMBio e a Rebio Uatumã, com a participação de especialistas em taxonomia e biologia de peixes do Instituto de Nacional de Pesquisas na Amazônia (INPA).
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Entre os dias 19 e 21 de junho de 2018, foi realizada em Florianópolis/SC a Oficina para Análise de Custos para a Conservação da Biodiversidade da Mata Atlântica, uma iniciativa do Ministério do Meio Ambiente com o IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas. Essa foi a segunda oficina participativa realizada durante o processo de atualização do mapa de áreas e ações prioritárias para conservação da biodiversidade na Mata Atlântica. O objetivo foi o levantamento de informações espacializadas, organização e sistematização de um banco de dados georreferenciados e consulta a especialistas para definição de uma superfície de custos para a Mata Atlântica.
Compõem a superfície de custos quaisquer atividades antrópicas com algum nível de incompatibilidade com ações de conservação da biodiversidade. Essa superfície indicará, ao final do processo, áreas com relativa dificuldade em implantar ações de conservação na Mata Atlântica. Algumas das atividades analisadas durante a oficina foram: urbanização, mineração, barramentos de rio, aeroportos, portos, usinas termelétricas, estradas, ferrovias, hidrovias, atividades agrossilvipastoris, entre outras.
A oficina teve 53 participantes, entre representantes do setor produtivo, órgãos governamentais, organizações da sociedade civil e especialistas em impactos ambientais. Ao final da oficina, foram classificadas 31 diferentes atividades antrópicas que comporão a superfície de custos.
Os dados reunidos nesta oficina auxiliarão na priorização de áreas com menor conflito para as ações de conservação e igualmente importantes para o alcance das metas de conservação estabelecidas.
“A Oficina foi muito positiva. Pudemos identificar regiões com mais compatibilidade com os custos de conservação, em consenso com os diversos grupos que participaram”, afirma Clinton Jenkins, pesquisador do IPÊ e coordenador técnico do trabalho. Jenkins destaca que o processo de construção do novo mapa tem sido bastante eficiente com a abrangência da metodologia utilizada. “Décadas atrás a tendência era ver apenas maior número de espécies, agora a ideia é achar uma solução mais eficiente, usando mais critérios, por meio do conceito de planejamento sistemático de conservação”, diz.
Mais duas oficinas estão agendadas ainda para 2018, com vistas a concluir a atualização do mapa e efetivar a sua renovação. Em agosto, haverá uma oficina para identificar oportunidades de uso sustentável, e tem como perspectiva envolver ONGs, profissionais que atuam com serviços ecossistêmicos e comunidades tradicionais. A última oficina, em novembro, dará origem ao mapa final.
Sobre o mapa de áreas prioritárias
A seleção de áreas prioritárias para a conservação é um instrumento de política pública para apoiar a tomada de decisão, de forma objetiva e participativa, no planejamento e implementação de ações para conservação da biodiversidade brasileira, tais como a criação de unidades de conservação (UC), licenciamento, fiscalização e fomento ao uso sustentável. As regras para a identificação de tais Áreas e Ações Prioritárias foram instituídas formalmente pelo Decreto nº 5.092/2004 no âmbito das atribuições do MMA.
O Segundo Processo de Atualização das Áreas Prioritárias da Mata Atlântica teve início em novembro de 2017, com previsão de encerramento em dezembro de 2018. O trabalho está sendo coordenado pelo Departamento de Conservação de Ecossistemas (DECO) da Secretaria de Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente e realizado em parceria com o IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas.
Este trabalho é desenvolvido no âmbito do Projeto Biodiversidade e Mudanças Climáticas na Mata Atlântica, coordenado pelo MMA no contexto da Cooperação para o Desenvolvimento Sustentável Brasil-Alemanha, parte da Iniciativa Internacional de Proteção do Clima (IKI) do Ministério Federal do Meio Ambiente, Proteção da natureza, Construção e Segurança Nuclear (BMUB) da Alemanha. O projeto conta com o apoio técnico da Deutsche Gesellscha fürInternaonale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH e apoio financeiro do Banco de Fomento Alemão (KfW).
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Na Reserva Extrativista (Resex) rio Unini (Amazonas), o projeto Monitoramento Participativo de Biodiversidade tem como foco monitorar os quelônios da região. Ali, com a comunidade, IPÊ e ICMBio implementam um sistema de monitoramento para a conservação de tartarugas, tracajás e irapucas. Tão importante quanto o monitoramento dessas espécies, é levar ao conhecimento da população os resultados desse trabalho a todos que participam desse projeto conjunto.
Com esse propósito, pesquisadores do IPÊ percorreram, em junho, as nove comunidades do Rio Unini (Barcelos/AM).
Cerca de 100 comunitários receberam as informações relevantes sobre o projeto Monitoramento Participativo de Quelônios no Rio Unini. A expedição foi realizada em parceria com o ICMBio e contou com a participação de outras instituições parceiras como Fundação Vitória Amazônica – FVA e Associação de Moradores do Rio Unini.
Na expedição, foram apresentados os resultados sobre os bichos de casco da região desde 2014 a 2017, compreendendo três Unidades de Conservação (UCs): Resex Unini, Parque Nacional do Jaú e Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã. Virginia Bernardes e Gustavo Mahé, do IPÊ, estiveram presentes para explicar como funciona o monitoramento e seus resultados. Desde 2014, mais de 10 praias são protegidas desde a desova até o nascimento dos filhotes e já foram soltos por volta de 11 mil filhotes: 7.180 tracajás, 2.400 irapucas e 1.800 tartarugas-da-Amazônia.”Esse é um ótimo resultado, os números demonstram que as praias estão sendo cada vez mais protegidas. Começamos com duas comunidades e hoje todas as nove comunidades estão participando do projeto. Sucesso deve ser atribuído ao esforço dos comunitários monitores. No Rio Unini contamos com 65 monitores, destes 90% já foram capacitados”, afirma Virginia.
Edmilson Fragoso da Silva ,morador da comunidade Tapiira, confirma.”Já é o segundo ano consecutivo que as tartarugas-da-Amazônia escolhem nossa praia protegida para desovar, com o projeto hoje sabemos que podemos aumentar o número de ninhos simplesmente protegendo as praias”.
O sucesso do projeto no Rio Unini tem relação com o envolvimento dos monitores com as instituições parceiras durante as capacitações bianuais, que acontecem de forma regional no âmbito do Programa de Quelônios Do Mosaico do Baixo Rio Negro PQMBRN.
Complemento para monitoramento
Ao longo da expedição, os pesquisadores validaram junto aos comunitários a inclusão de um novo formulário complementar para o protocolo de monitoramento, elaborado em parceria com Sistema de Monitoramento de Recursos Naturais do Rio Unini (Simur), que é aplicado na região há 10 anos, pela Fundação Vitória Amazônica (FVA). Neste novo formulário foram acrescentadas duas perguntas para serem realizadas durante o questionário para monitoramento, que deve refinar ainda mais as análises. Agora, as comunidades se comprometeram a testar a proposta do protocolo.
A expedição alcançou as comunidades Lago das Pedras, Terra Nova, Patauá, Tapiira, Manapana, Lago das Pombas, Floresta II, Vista Alegre e Vila Nunes.
O projeto Monitoramento Participativo de Biodiversidade é uma iniciativa do IPÊ em parceria com o ICMBio, com apoio de USAID, Beth e Gordon Moore Foudation e Programa ARPA.
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O IPÊ está contratando assistente de monitoramento da biodiversidade aquática continental, com ênfase em pesca, para Manaus (Amazonas).
O objetivo é auxiliar o IPÊ e o CEPAM/ICMBio na implementação dos protocolos de monitoramento de pesca em diferentes unidades de conservação.
Perfil: Ter formação e/ou experiência na área de biologia, ecologia, engenharia de pesca ou áreas a fins, de preferência nível Mestrado. Desejável ter habilidade com planilhas eletrônicas e conhecimento básico de banco de dados. Ter experiência com recursos pesqueiros na Amazônia e apresentar habilidade para articulação com pescadores e comunidades tradicionais. Ter disponibilidade para viajar para as áreas a serem monitoradas e potencialmente trabalhar no final de semana quando for necessário para logística de trabalhos em campo. Disponibilidade para residir em Manaus-AM é altamente recomendável.
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Em continuidade ao trabalho de atualização das áreas prioritárias para a conservação, uso sustentável e repartição dos benefícios da biodiversidade da Mata Atlântica, o IPÊ e o Ministério do Meio Ambiente realizam, até o dia 21 de junho, a “Oficina Técnica para Análise de Custos para Conservação da Biodiversidade da Mata Atlântica”, em Florianópolis (SC). O encontro é a terceira etapa da produção do novo mapa de áreas prioritárias da Mata Atlântica. Saiba mais sobre.
O evento tem a participação de especialistas de diferentes instituições, que buscam refletir a realidade dos diferentes setores que atuam no bioma. Os participantes da Oficina irão avaliar e opinar sobre o processo, fornecendo dados sobre os setores que representam ou sobre pesquisas que têm realizado, auxiliando na avaliação dos dados disponibilizados e na pertinência da sua inclusão como parte da superfície de custos.
“O objetivo da oficina é estimar onde pode existir maior dificuldade de implementação de conservação (o custo na linguagem das análises). A ideia é que um bom entendimento desse custo na extensão do bioma Mata Atlântica ajudaria na minimização de conflitos no futuro entre conservação e outras atividades”, explica Clinton Jenkins, coordenador técnico do projeto.
Com os resultados deste processo, IPÊ e Ministério do Meio Ambiente esperam poder usar os dados como uma ferramenta que contribua para um sistema de planejamento mais eficaz para o novo mapa de áreas e ações prioritárias da Mata Atlântica. “Com isso, investimentos e esforços, tanto do governo quanto da iniciativa privada,poderão ser aplicados para subsidiar uma estratégia espacial que promova ações integradas de conservação e uso sustentável da biodiversidade da Mata Atlântica”, afirma Angela Pellin, do IPÊ.
O que é o custo de conservação?
O custo de conservação representa os usos conflitantes à conservação de biodiversidade que ocorrem em cada unidade de planejamento e a dificuldade relativa para implementar ações de conservação.
Áreas com ecossistemas íntegros, sem nenhum outro uso ou ameaça, têm valores mínimos de custo de conservação. Em contrapartida, áreas extensamente ocupadas por atividades de outros setores terão valores máximos de custo de conservação. Valores altos de custo de conservação não significam, necessariamente, que tais áreas não serão selecionadas como prioritárias, mas caso existam áreas com atributos semelhantes e custos mais baixos estas serão preferidas no sistema de seleção. A principal vantagem de se considerar os custos para a conservação na escolha de áreas é diminuir o conflito na implementação. Quanto menor o custo do conjunto de áreas prioritárias escolhidas, maior é a probabilidade de sucesso na consolidação da conservação.
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O IPÊ abriu edital para seleção e contratação de pessoa jurídica para prestação de serviço de adequação de sistemas produtivos em propriedades rurais, considerando especialmente a pecuária e as áreas de preservação permanente no âmbito do projeto Semeando Água, patrocinado pela Petrobras. A contratação é voltada preferencialmente para empresas que contam com profissionais na área de zootecnia, agronomia, florestais e afins.
Saiba mais no EDITAL.
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