Youth Climate Leaders fazem dia de imersão no IPÊ
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As mudanças climáticas já fazem parte da nossa realidade e, para encarar os desafios socioambientais deste e dos próximos anos, a startup Youth Climate Leaders (Jovens Líderes Climáticos Brasil) prepara jovens com uma capacitação intensa no tema. A proposta é que eles sejam capazes de tomar decisões pessoais e profissionais com um olhar mais abrangente para essa questão. Durante dois meses, 35 jovens de 17 a 37 anos passaram por aulas, palestras e vivências que despertaram neles um desejo e técnicas de transformação socioambiental, com vistas a reduzir o impacto das mudanças climáticas nas nossas vidas. Para terminar esse período intenso, o grupo escolheu o IPÊ para um dia de trocas de conhecimentos entre pesquisadores e coordenadores de projetos do Instituto.
“Os jovens do programa estão em transição de carreira, em busca de um propósito. Buscamos sempre essa imersão em algum local que desenvolve trabalhos com meio ambiente, contato com especialistas da área e, claro, esse contato com a natureza. É um modo de mostrar como é isso na prática e no Brasil. O IPÊ tem toda a estrutura que precisamos e foi muito interessante esse momento”, explica Flavia Bellaguarda, uma das fundadoras do Youth Climate Leaders e assessora de mudança do clima do ICLEI.
No IPÊ, os alunos tiveram a chance de conhecer alguns projetos, a ESCAS – Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade e a Unidade de Negócios Sustentáveis.
“Todos os projetos desenvolvidos pelo IPÊ têm como base a pesquisa aplicada. Nesse processo, mobilizar a comunidade é também uma característica do nosso trabalho. Sabemos que um dia os projetos terão um fim e a ideia é envolver e capacitar a comunidade para que ela tenha condição de seguir adiante. A proximidade com a comunidade nos projetos desenvolvidos pelo IPÊ envolve inclusive a criação de protocolos em conjunto, como acontece no Monitoramento Participativo da Biodiversidade (MPB) em Unidades de Conservação da Amazônia, uma parceria com Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio)”, afirmou Eduardo Badialli, coordenador de cursos da ESCAS.
O grupo também conferiu apresentação de Andrea Pupo, coordenadora desta área no Projeto Semeando Água, que contribui para o aumento da segurança hídrica do Sistema Cantareira. Durante vídeo apresentado sobre os principais desafios da água na região, muitos lembraram da crise hídrica que assolou a região metropolitana de São Paulo de 2014/2015. ”Aumentar a resiliência do Sistema Cantareira passa necessariamente por melhorar o uso do solo na região. Isso significa que precisamos recuperar mais de 100 mil hectares de pastagens degradadas e restaurar 21 mil hectares de Áreas de Preservação Permanente (APPs), o que equivale a plantar 35 milhões de árvores. Sabemos que não resolveremos essa questão sozinhos, mas entendemos que, de maneira integrada, com Manejo de Pastagem, Restauração Florestal, Educação Ambiental, Políticas Públicas e Comunicação, isso é possível”, afirma Andrea.
Para celebrar o dia de visita, o grupo participou de um plantio de árvores na beira de uma das represas do Sistema Cantareira (a Atibainha), contribuindo com a restauração para segurança hídrica, realizada pela IPÊ nessa região. Ali, já foram plantadas mais de 300 mil árvores nativas, protegendo nascentes e beira de represas.
Este foi o quarto curso do Youth Climate Leaders no Brasil. Em agosto, esses jovens farão uma imersão na Alemanha. A inciativa já capacitou 100 jovens que hoje fazem parte de uma rede global. www.youthclimateleaders.org
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Um dos maiores prêmios de conservação do mundo, o National Geographic Society/Buffett Award for Leadership in Conservation (Prêmio National Geographic Society/Buffett para Liderança em Conservação) foi entregue no dia 12 de junho, em Washington DC (EUA), para a brasileira Patrícia Medici, cientista que é referência mundial nos estudos sobre a anta brasileira (Tapirus terrestris), há mais de 23 anos. O prêmio também foi dado a Tomas Diagne, que atua há mais de 25 anos na conservação de tartarugas de água doce ameaçadas de extinção. A premiação destaca o trabalho de cientistas na conservação de vida selvagem e recursos naturais e é oferecida todos os anos a profissionais de dois continentes, África e América do Sul.
Alguns estudos científicos sobre a relação da natureza para o bem estar humano e melhoria das condições de saúde das pessoas têm relatado os diversos benefícios que o contato com ambientes naturais pode gerar. Embora crescentes, as pesquisas ainda são tímidas frente ao potencial do tema. Para contribuir com essa questão, a mestre pela ESCAS, Juliana Gatti, trouxe à luz esse assunto como produto final de seu mestrado, olhando para uma área bastante específica, a oncologia infantil.