Enquanto o uso de saquinhos tradicionais ainda é a regra em grande parte dos plantios na região Norte, a campanha de 2026 do Projeto REFLORA traz uma novidade que muda essa dinâmica: as mudas em tubetes.

Com essas mudas, boa parte produzida nos quatro viveiros instalados pelo projeto nas comunidades na RDS Puranga Conquista, no Baixo Rio Negro, em Manaus (AM), o projeto reduz a geração de lixo plástico em campo, já que os tubetes voltam para os viveiros para serem reutilizados em novas produções, e agiliza a logística e os plantios, já que nesse formato mais compacto, fica mais fácil de transportar e plantar.
Para que não se leve as bandejas com tubetes para o campo, as mudas são tiradas e organizadas em um rocambole. As espécies selecionadas são as que o comunitário escolheu para o sistema de plantio de sua área.

No caso do Sistema de Enriquecimento em Faixas, o rocambole é organizado a partir da diversidade de mudas, na quantidade exata para cada faixa de plantio.
FAZENDO O ROCAMBOLE
As espécies são organizadas de forma aleatória sobre uma lona aberta, a ideia é garantir diversidade no rocambole de mudas, evitando que indivíduos da mesma espécie fiquem lado a lado.


Entre 30 e 40 mudas formam cada rocambole. Elas são enroladas nesse formato de forma que facilite o transporte, uma vez que o rocambole pesa bem menos do que se a mesma quantidade de mudas estivessem sendo transportadas no formato de saquinho. E além disso, elas também otimizam o plantio.
Chegando na área do comunitário, o rocambole volta a ser aberto para o plantio das mudas. Como já as mudas já estão na quantidade e na ordem apropriada, o plantio fica mais ágil, reduzindo o tempo da equipe.



Mais uma curiosidade: as lonas utilizadas nos rocamboles também são reutilizadas.