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“O mato só ajuda”. Confira como os SAFs estão beneficiando pequenos agricultores no Pontal do Paranapanema

19 de abril de 2018 Por Paula Piccin

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Há mais de 15 anos, o IPÊ vem desenvolvendo novas alternativas de produção sustentável junto com as famílias assentadas no Pontal do Paranapanema. Com os Sistemas Agroflorestais (SAFs), o Instituto aposta no grande potencial de desenvolvimento e fortalecimento da agricultura familiar, contribuindo para uma transição para a agroecologia. A ideia central é promover um ponto de equilíbrio produtivo ecologicamente funcional e economicamente viável para os pequenos produtores.

A proposta dos SAFs nessa região, é cultivar culturas anuais e perenes variadas entre árvores nativas da Mata Atlântica. Essa variedade traz riqueza ecológica, promove a recuperação do solo e diversificação produtiva, além de colaborar com a geração de renda ao produtor. Mais do que isso, gera benefícios à biodiversidade, por ser uma estratégia para a recomposição da paisagem local, já que as áreas com esse sistema servem como trampolins ecológicos, que facilitam a dispersão animal e vegetal entre os fragmentos florestais e ajudam na reconexão do bioma.

Em 2017, o IPÊ trabalhou com as 51 famílias em 51 hectares de terras dentro de 13 assentamentos, em três municípios: Teodoro Sampaio, Mirante do Paranapanema e Euclides da Cunha Paulista. Nesses assentamentos, os SAFs foram implementados com apoio técnico e financeiro do Instituto nas Áreas de Reserva Legal e áreas comuns de produção dentro dos lotes. Ao todo, foram plantadas 60 espécies nativas e 10 espécies frutíferas, café e outras culturas anuais, como a mandioca.

A assistência técnica e extensão rural (ATER), insumos e ferramentas fazem parte do suporte dado pelo IPÊ aos assentados, para o desenvolvimento das agroflorestas na região. No ano, 15 tratoritos (maquinário usado para ajudar na lavoura) foram distribuídos e hoje são utilizados de forma compartilhada entre os agricultores. 

“O mato só ajuda”

A família de Zilma da Silva é uma das beneficiadas pela iniciativa. Em seu terreno de 16 hectares, no assentamento Nova Esperança (Euclides da Cunha Paulista), onde já mantinha plantações como a mandioca, em modelo convencional, ela separou um hectare para desenvolver os Sistemas Agroflorestais. Mas Zilma não começou isso recentemente. A agricultora apostou na ideia há mais de 10 anos, quando o IPÊ ainda implementava o projeto Café com Floresta, um dos primeiros projetos do Instituto na região com a proposta de plantar árvores junto com a produção agrícola.

“Entrei no projeto porque eu sempre tive vontade de ter árvores nativas. Os meninos do IPÊ vieram com a ideia e eu topei plantar nativas e café. E nunca me arrependi. Ouvi muita gente dizendo que eu ia perder terra, que não ia ganhar nada. Mas eu ganhei”, conta.

Desde 2015, em uma nova etapa dos SAFs no Pontal, ela aceitou mais um desafio: plantar frutas e outras culturas debaixo das árvores. Com apoio técnico do IPÊ, Zilma afirma que muita coisa mudou, desde então. “A gente planta pra consumir e pra ter renda, claro, mas com o SAF é diferente. Não colocamos veneno na plantação e ainda trabalhamos debaixo de sombra. A diferença é enorme pro nosso próprio bem estar. Tenho muita coisa no terreno que eu uso para consumo meu. Não compro nada de fora que eu posso produzir aqui e ainda consigo vender e ganhar uma renda. Outra coisa que a gente aprendeu foi que o mato que cresce e que a gente corta é bom e enriquece o solo quando a gente deixa ele abafando a terra. Antes a gente tirava todo o capim e deixava a terra ‘pelada’. Hoje a gente sabe que o mato só ajuda”, afirma.

A produção sem uso de agrotóxico também é um dos princípios dos SAFs. No lote, os produtores têm os recursos para combater naturalmente pragas que podem afetar a produção e o manejo do solo com uso de adubo natural também é uma forma de enriquecer os plantios.

 

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Segunda etapa de criação do novo mapa das áreas prioritárias para conservação da Mata Atlântica é concluída

28 de junho de 202318 de abril de 2018 Por Paula Piccin

 

Cerca de 35 especialistas (membros de universidades, pesquisadores, representantes de organizações da sociedade civil) que atuam na Mata Atlântica reuniram-se na última semana para dar continuidade ao desenho do novo mapa de áreas com prioridade de conservação no bioma. A Oficina Técnica para Definição de Alvos e Metas de Conservação da Biodiversidade da Mata Atlântica aconteceu em Atibaia (SP), cidade onde o primeiro mapa com esse mesmo objetivo foi construído em 1999.  Essa foi a segunda etapa de um projeto que começou no ano passado e que será finalizado até dezembro de 2018, fruto de um trabalho do Ministério do Meio Ambiente (MMA) em conjunto com o IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas.

O processo todo consiste em cinco fases: a avaliação do processo anterior (realizada por meio de uma pesquisa pública em 2017/18); a definição de alvos e metas para a conservação; a definição da superfície de custo; a definição de áreas de uso sustentável; e, finalmente, a definição de áreas e ações prioritárias para a conservação, uso sustentável e repartição dos benefícios da biodiversidade.

Na primeira etapa do projeto, foram levantadas e sistematizadas as bases de informações sobre os potenciais alvos de conservação, tais como espécies ou processos terrestres e aquáticos. Na segunda, de 11 a 13 de abril, foram definidos alvos e metas, seguindo um planejamento sistemático, que apoia o processo de escolha das áreas prioritárias à conservação. Para isso, são considerados princípios importantes como a representatividade em biodiversidade, a funcionalidade de conservação no longo prazo, a eficiência e o custo-benefício dos alvos da conservação, a complementariedade a áreas já existentes, a flexibilidade a partir da combinação de metas de conservação, e, por fim, o fator do “insubstituível”, considerando áreas indispensáveis para alcançar as metas de conservação.

“Essa é uma excelente oportunidade de aplicar a ciência mais recente e melhor conhecimento sobre a biodiversidade à questão de como alocar investimentos em conservação no país”, afirma Clinton Jenkins, coordenador técnico da iniciativa e pesquisador do IPÊ.

Os participantes definiram um conjunto de espécies, processos e serviços ecossistêmicos que necessitam ser considerados prioritários quando o assunto é conservação, seguindo critérios em bases científicas. Alguns exemplos são as espécies consideradas ameaçadas, endêmicas (existem exclusivamente em apenas uma determinada região), com distribuição restrita, fitofisionomias, áreas importantes para a biodiversidade e de captação de água para abastecimento humano. O próximo passo será a definição da superfície de custos de conservação, com encontro agendado para junho de 2018. 

“Nesta segunda atualização do mapa de áreas prioritárias do bioma Mata Atlântica estamos trabalhando com uma base de dados bem mais consistente e com tecnologias que nos permitem alcançar resultados mais precisos. A contribuição trazida pelos especialistas que participaram da oficina nesses três dias e outros que tem apoiado o processo a distância, sem dúvida, está sendo fundamental para que seja possível incluir nas análises uma boa parte do conhecimento mais atual disponível sobre a biodiversidade no bioma”, afirma Angela Pellin, pesquisadora do IPÊ.

Áreas Prioritárias no Brasil

Até o final do ano, o MMA terá mapeado as áreas prioritárias para a conservação da biodiversidade em todo os biomas brasileiros. As Áreas Prioritárias para a Conservação, Utilização Sustentável e Repartição dos Benefícios da Biodiversidade são um instrumento de política pública para apoiar a tomada de decisão, de forma objetiva e participativa e o planejamento e implementação de ações, como criação de unidades de conservação, licenciamento, fiscalização e fomento ao uso sustentável. As regras para a identificação de tais Áreas e Ações Prioritárias foram instituídas formalmente pelo Decreto nº 5092/2004 no âmbito das atribuições do MMA. Cabe ainda ao ministério disponibilizar os meios e os instrumentos necessários ao processo de atualização das Áreas e Ações Prioritárias, de forma a garantir a participação da sociedade e o alcance do resultado, que deve refletir as decisões tomadas nas oficinas participativas, usando como subsídio as bases de dados compiladas durante o processo.

Na primeira etapa do processo de atualização foram ouvidas mais de 220 instituições e pessoas que atuam de alguma maneira com ações na Mata Atlântica, que responderam a um formulário público, disponibilizado pelo IPÊ e MMA. A proposta foi conhecer os trabalhos realizados no bioma, os dados de pesquisa em biodiversidade já levantados por profissionais, além de entender os desafios e quais ações podem ser melhoradas. A partir disso, as bases de informações que serão utilizadas no processo de atualização foram avaliadas, definindo-se os alvos e metas de conservação do bioma que servirão de base, juntamente com a análise de custos e oportunidades, para a geração do mapa final de áreas prioritárias para a conservação.

 

“As áreas prioritárias para conservação da biodiversidade são um importante instrumento para orientar as políticas públicas de conservação e já estão associadas a outras leis e regulamentos, como a lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação e a Lei de Proteção de Vegetação Nativa. A atualização das áreas prioritárias de forma participativa, contando com a participação dos principais especialistas na área de conservação do Brasil, é fundamental para aprimorar o uso desse instrumentos em outras políticas públicas nacionais e estaduais, como no licenciamento ambiental e fiscalização”, comenta Mateus Motter Dala Senta, Ministério do Meio Ambiente (MMA).

 

O trabalho do MMA e IPÊ acontece no âmbito do Projeto Biodiversidade e Mudanças Climáticas na Mata Atlântica, coordenado pelo MMA no contexto da Cooperação para o Desenvolvimento Sustentável Brasil-Alemanha, parte da Iniciativa Internacional de Proteção do Clima (IKI) do Ministério Federal do Meio Ambiente, Proteção da natureza, Construção e Segurança Nuclear (BMUB) da Alemanha. Conta com o apoio técnico da Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ) e apoio financeiro do Banco de Fomento Alemão (KfW). 

 

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Doação facilitada com o Polen

28 de junho de 202317 de abril de 2018 Por Paula Piccin

Em 2017, pelo terceiro ano consecutivo, o IPÊ foi beneficiário do Polen, uma startup que busca facilitar e simplificar o ato da doação pelas pessoas. Ao fazer a compra de produtos por meio de um plugin ou por meio do site da iniciativa, o cliente escolhe uma Organização da Sociedade Civil (OSC) para a qual o Polen irá direcionar uma doação – feita pela loja/empresa da qual a pessoa está comprando. Ou seja, a doação não custa nada a mais na compra da pessoa. Doa-se sem gastar! No ano passado, foram repassados R$60 mil para as OSCs brasileiras cadastradas. A startup alcançou 10 mil potenciais doadores, que utilizam a ferramenta, e dobrou o número de OSCs cadastradas, que hoje é de 250.

Renata Chemim, co-fundadora do Polen, é otimista com relação ao crescimento desse movimento de doação. “Não tenho dúvidas de que o interesse em participar de movimentos como esse tem aumentado, principalmente quando é relacionado à marcas sendo solidárias/responsáveis socialmente. O consumidor tem exigido posicionamento de suas marcas preferidas, o que vai totalmente a favor da corrente que estamos gerando. Além disso, ferramentas que facilitam a interação entre público/OSCs vão ser cada vez mais utilizadas, em um mundo onde pedir um táxi ou comida não precisa de mais que um clique, doar não pode ser diferente”, afirma.

A inciativa surgiu a partir de um sonho de Renata e seu parceiro Fernando Ott em fazer algum movimento que pudesse impactar a sociedade de alguma maneira. Com a experiência de Fernando no e-commerce e de Renata em produção cultural, passaram a ver a responsabilidade social como um diferencial de vendas. “O nosso maior desafio foi fazer as pessoas acreditarem que a gente estava falando sério. Em 2014 era difícil convencer porque não existia isso no Brasil ainda”, conta Renata.

Após quatro anos de muito trabalho e da implantação de novas estratégias, a startup tem agora o objetivo de consolidar-se como um instrumento de impacto social para o varejo. As metas são melhorar o sistema, dobrar o número de usuários, trazer as 100 melhores OSCs do Brasil para o portifólio, além de gerar mais conteúdo relevante para as instituições apoiadas.

“Cada dia mais as pessoas, principalmente as novas gerações, estão interessadas em fazer o bem, em devolver algo para a sociedade e fazer a diferença. As pessoas querem ter propósito nas suas vidas e tudo isso passa pelo ‘doar algo seu para alguém’. Gosto de fazer parte desse momento em que o interesse, vontade e principalmente cobrança por transparência cresce a cada dia”, conclui Renata.

DOE PARA O IPÊ COM O POLEN

 

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Mestrandos ESCAS/IPÊ criam plano de comunicação para Parque Estadual da Serra do Conduru e APA Itacaré/Serra Grande

12 de abril de 2018 Por Paula Piccin

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Grande beleza e elevada biodiversidade cercam o Parque Estadual da Serra do Conduru (PESC) e a Área de Proteção Ambiental (APA) da Costa de Itacaré/Serra Grande, no sul da Bahia, e também muitos desafios, como a falta de regularização fundiária, desmatamento, ocupações irregulares, entre outros. Criado em 1997, pelo Governo do Estado da Bahia, como medida compensatória à construção da Rodovia BA-001, trecho Ilhéus/Itacaré, o PESC possui uma das maiores biodiversidades do planeta e com alto grau de endemismo, ou seja, no mundo todo, diversas espécies de plantas e aves só existem ali. Todo o entorno do PESC é englobado por Áreas de Proteção Ambiental (APA), sendo a APA da Costa de Itacaré/Serra Grande, de grande  relevância local.

Além desses desafios das Unidades de Conservação (UCs), comuns às várias áreas protegidas no Brasil, PESC e APA buscaram a ESCAS/IPÊ para apoia-los na elaboração de uma estratégia que os ajudassem também com desafios de comunicação junto aos atores sociais que geram impactos relevantes à sua consolidação, como as comunidades, os parceiros e os apoiadores.

Para contribuir com essa missão, a ESCAS/IPÊ – Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade, lançou um desafio aos alunos do seu Mestrado Profissional, do sul da Bahia, a fim de que desenhassem um plano de comunicação para as UCs. A ideia do plano é que ele sirva como um instrumento estratégico de apoio para a transformação e melhoria dos fluxos de comunicação das UCs com seus públicos de interesse. Considerando-se que a comunicação é o meio de qualquer organização se relacionar com a sociedade, estabelecer um planejamento de ações, mensuração e avaliação da comunicação é um dos passos mais importantes para que esse relacionamento seja efetivo.

A criação do plano se deu dentro de uma das disciplinas do Mestrado Profissional chamada “Resolução de Desafios”, que propõe colocar o aluno frente a frente com problemas reais em sustentabilidade, dando a eles oportunidade de participar do desenvolvimento de um produto aplicável seja por empresas, organizações socioambientais ou ainda governamentais.

Com orientação das jornalistas Maria Zulmira de Souza (idealizadora do Repórter Eco/TV Cultura) e Paula Piccin (coordenadora de comunicação do IPÊ), os alunos realizaram o trabalho ao longo de uma semana, a partir de orientações teóricas e vivências práticas.

“A proposta do Mestrado é ter turmas com pessoas de diferentes formações profissionais. Nosso objetivo foi passar informações técnicas de apoio, mostrando a eles a importância da comunicação e como desenhar um planejamento que seja eficiente. Ao mesmo tempo, desenvolvemos com eles aprendizados de liderança e coordenação de equipes, reflexões sobre o papel da comunicação na vida e carreira desses alunos e sobre como as pessoas são capazes de desenvolver um produto de impacto real”, conta Cristiana Martins, coordenadora do Mestrado Profissional.

Pensando comunicação

Os mestrandos tiveram oportunidade de desenvolver o plano partindo de um diagnóstico sobre o PESC/APA, revisitando o histórico das UCs e entrevistando os públicos de interesse: gestores, comunidades do entorno e que esperam regularização fundiária, ONGs parceiras, Amigos do PESC, funcionários, entre outros. A partir disso, refletiram os papéis de cada um deles para a melhoria dos fluxos comunicativos e estabeleceram um planejamento que conta com ações até 2020 para o enfrentamento de grandes questões atuais, como a deficiência na regularização fundiária, melhoria nos canais de comunicação digitais, comunicação visual, entre outros.

“Todo processo foi enriquecedor. Primeiro porque nos expôs a um contexto que não é comum pra gente (para mim, pelo menos, enquanto advogada). A gente sabe da importância da comunicação e o tanto de problemas que se consegue evitar quando ela flui bem, mas nem sempre refletimos sobre como estamos nos comunicando com as pessoas, como nos comunicamos com nós mesmos. Passamos uma semana em contato com a comunidade, em contato com os gestores, somando expertises para criar esse plano. Para mim vai ficar também como uma experiência pessoal, que poderei aplicar na minha vida, porque a comunicação é um primeiro passo muito importante para a gente conseguir seguir nas negociações, no diálogo, e tentar construir alguma coisa mais significativa”, afirmou Ariene Cerqueira, mestranda da ESCAS e voluntária do Ministério Público do Estado da Bahia, na Promotoria de Justiça Regional de Meio Ambiente Costa do Cacau Leste (MPBA -Base Ambiental UESC).

O plano foi apresentado aos gestores das UCs, Marcelo Barreto e Erika Campos, que aprovaram o resultado e pretendem coloca-lo em prática a partir do alinhamento junto ao Conselho Gestor das unidades. “A Unidade de Conservação é um desafio imenso e precisa renovar e colher novos olhares e novas contribuições, como a de vocês para esse plano de comunicação”, afirmou Marcelo. Para Erika, foi um trabalho bastante completo, que olhou para os diversos aspectos da relação do PESC e da APA com os seus públicos. “Eu gostei muito desse planejamento porque ele admite que a comunicação é um processo e traz a diversidade de atores que envolvem a consolidação das UCs. Achei o trabalho bem sistêmico, dando conta de toda realidade”, disse.

“As UCs estão geralmente vivendo vários conflitos e desafios com tantos públicos que é quase impossível pensar em não ter uma estratégia de comunicação com eles. Muitas unidades ainda não olharam para esse componente. Já está na hora de mudar essa história. Nesse momento em que temos agora como alcançar tantos públicos diversos com ajuda da tecnologia, por exemplo, um plano de comunicação pode ajudar e muito a tornar realidade o sonho de implementação e consolidação das UCs no Brasil, tão vitais para a conservação”, afirma Maria Zulmira de Souza.

A ESCAS/IPÊ – Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade tem seu Mestrado Profissional aprovado e com nota 4 pela CAPES. No sul da Bahia, conta com apoio da Veracel, Fibria, Instituto Cargill e Instituto Arapyaú, buscando incentivar lideranças socioambientais nessa área de grande importância para a biodiversidade.

 

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IPÊ e Ministério do Meio Ambiente realizam atualização das áreas e ações prioritárias na Mata Atlântica

28 de junho de 202311 de abril de 2018 Por Paula Piccin

Entre os dias 11 e 13 de abril, o IPÊ, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente (MMA), realiza a Oficina Técnica para Definição de Alvos e Metas de Conservação da Biodiversidade da Mata Atlântica. O encontro acontece no hotel Faro, em Atibaia, e vai viabilizar a atualização do mapa das áreas e ações prioritárias para a conservação do bioma.

Para a atualização desse mapa, foram ouvidas mais de 220 instituições e pessoas que atuam de alguma maneira com ações na Mata Atlântica, que responderam a um formulário público, disponibilizado pelo IPÊ e MMA. A proposta foi conhecer os trabalhos realizados no bioma, os dados de pesquisa em biodiversidade já levantados por profissionais, além de entender os desafios e quais ações podem ser melhoradas. A partir disso, agora, os participantes trabalharão em conjunto para avançar na produção de um mapa que será público, com o objetivo de ajudar a construção de políticas públicas em benefício da sociobiodiversidade da Mata Atlântica. Nos dias de oficina, as bases de informações utilizadas no processo serão avaliadas, definindo-se os alvos e metas de conservação do bioma e validando os mapas de distribuição dos alvos de conservação.

As Áreas Prioritárias para a Conservação, Utilização Sustentável e Repartição dos Benefícios da Biodiversidade são um instrumento de política pública para apoiar a tomada de decisão, de forma objetiva e participativa e o planejamento e implementação de ações, como criação de unidades de conservação, licenciamento, fiscalização e fomento ao uso sustentável.

As regras para a identificação de tais Áreas e Ações Prioritárias foram instituídas formalmente pelo Decreto nº 5092 no âmbito das atribuições do MMA. Cabe ainda ao ministério disponibilizar os meios e os instrumentos necessários ao processo de atualização das Áreas e Ações Prioritárias, de forma a garantir a participação da sociedade e o alcance do resultado, que deve refletir as decisões tomadas nas oficinas participativas, usando como subsídio as bases de dados compiladas durante o processo.

O trabalho do IPÊ e MMA acontece no âmbito do Projeto Biodiversidade e Mudanças Climáticas na Mata Atlântica, coordenado pelo MMA no contexto da Cooperação para o Desenvolvimento Sustentável Brasil-Alemanha, parte da Iniciativa Internacional de Proteção do Clima (IKI) do Ministério Federal do Meio Ambiente, Proteção da natureza, Construção e Segurança Nuclear (BMUB) da Alemanha. Conta com o apoio técnico da Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ) e apoio financeiro do Banco de Fomento Alemão (KfW).

 

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Projeto lança livro infantil sobre tamanduá-bandeira para ajudar na conservação do animal no Cerrado do Mato Grosso do Sul

4 de abril de 2018 Por Paula Piccin

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O icônico tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) é considerado vulnerável à extinção, de acordo com a Lista Vermelha das Espécies (IUCN/ União Internacional para a Conservação da Natureza). No Cerrado, essa vulnerabilidade se dá, principalmente, pela falta de habitat, devido à conversão de florestas em áreas para atividade agropecuária e devido a atropelamentos nas rodovias, especialmente as que cortam o Mato Grosso do Sul. No Estado, o tamanduá é a terceira espécie com maior incidência de atropelamentos, perdendo apenas para o cachorro-do-mato e o tatu-peba.

 Além das altas velocidades nas estradas, os atropelamentos dos tamanduás ocorrem devido a crenças populares de que o animal atrai mau agouro. “Essas crenças acabam virando motivo de perseguição com os animais. Há quem acredite, por exemplo, que, ao cruzar com um desses bichos, a sorte só volte se bater no focinho dele. Outros, em posse de veículos, acabam cometendo o atropelamento proposital.”, conta a bióloga Mariana Catapani.

Com o objetivo de desmistificar essa e outras ideias que prejudicam a vida da espécie, o projeto Bandeiras e Rodovias, do ICAS – Instituto de Conservação de Animais Silvestres em parceria com o IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas, produziu o livro infantil “O Incrível Tamanduá Bandeira”. A ideia é levar informação a crianças e jovens sobre a importância da espécie, sua ecologia e comportamentos, de forma a conscientizá-los sobre o respeito à vida desses bichos.

Para a criação do livro, foram utilizados os conhecimentos levantados por Bruna Oliveira, Biologa e coordenadora do Projeto Tatu Canastra Cerrado e  Mariana, que é doutoranda do programa de Ciências Ambientais da Universidade de São Paulo (USP).Elas avaliaram as crenças populares sobre a espécie a partir de mais de 500 entrevistas na região de Cerrado do Mato Grosso do Sul. “Existem diversas questões apontadas pelos entrevistados sobre não gostar da espécie, de crenças à baixa percepção estética sobre o animal. Isso é um processo psicológico e algo que passa de geração em geração. Espero que com esse livro, possamos alcançar as crianças para que elas cresçam com um olhar livre de preconceitos e desse tipo de crença que só prejudica essa espécie tão importante”, afirma Mariana.

A publicação conta também com um Manual do Professor, com atividades para serem executadas em sala de aula com os alunos, e ilustrações do biólogo Pedro Rodrigues Busana. As artes são resultados do seu mestrado profissional na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). “Os desenhos têm uma abordagem científica baseados em observações científicas e entrevistas com profissionais com a função de delinear o que precisaria ficar evidente nessa arte. Buscamos um traço mais realista, para que as crianças identifiquem os animais quando avistá-los. Ao divulgar isso para as crianças, acreditamos que possamos alcançar também os adultos, já que elas são multiplicadoras de informação para os pais”, comenta Pedro.

O lançamento durante Congresso da SZB – Sociedade Brasileira de Zoológicos, no dia 6 de Abril, em Brasília.  Ao todo, cinco mil exemplares serão distribuídos gratuitamente em escolas públicas (com prioridade para as rurais), em cidades com ocorrência de tamanduás no Mato Grosso do Sul. O pesquisador  Arnaud Desbiez, Coordenador do Projeto Bandeiras e Rodovias. acredita que o livro é uma ferramenta importante para ampliar o conhecimento sobre o trabalho de conservação. “Este Ano a Sociedade Brasileira de Zoológicos está lançando o Ano do Tamanduá, assim, vamos trabalhar com os diferentes zoológicos da SZB para poder alcançar  e distribuir o livro e o manual  nas salas de aula do país. Esse apoio dos educadores de zoológicos é fundamental para a gente poder aumentar o alcance da nossa mensagem pela proteção da espécie”, diz.

 

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“Semeando Água” tem novo blog

2 de abril de 2018 Por Paula Piccin

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O projeto “Semeando Água”, patrocinado pela Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, lançou seu novo blog. No endereço http://semeandoagua.ipe.org.br, é possível acompanhar todas as ações do projeto, que trabalha pela conservação dos recursos hídricos no Sistema Cantareira.

 

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ESCAS/IPÊ: Confira os cursos de curta duração com inscrições abertas!

29 de março de 2018 Por Paula Piccin

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Ainda dá tempo para se inscrever nos cursos de curta duração da ESCAS!

  • Como implementar os ODS em empresas e organizações (últimas vagas)
    De 06 a 08 de Abril
  • Ecologia de Paisagem Aplicada a Diagnósticos Ambientais (últimos dias para inscrição)
    De 19 a 22 de Abril
  • Software R aplicado à Análise de Biodiversidade (1° lote com desconto)
    De 02 a 05 de Agosto

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IPÊ e ICMBio realizam plantio na Estação Ecológica Mico-Leão-Preto, em Euclides da Cunha Paulista (SP) no Pontal do Paranapanema

16 de março de 2018 Por Paula Piccin

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O IPÊ realizou o primeiro plantio de árvores nativas de 2018 no Pontal do Paranapanema. Desta vez, na Estação Ecológica (ESEC) Mico-Leão-Preto, localizada nos municípios de Teodoro Sampaio e Euclides da Cunha Paulista (SP). O evento contou com mais de 40 voluntários.

O plantio foi realizado em uma área de recuperação florestal da ESEC, uma das Unidades de Conservação mais importantes da região. No mutirão desta sexta, foram plantadas 150 árvores e, ao todo, serão plantadas  2000 nativas de várias espécies.

A ESEC, de 6.680,6200 hectares, junto com o Parque Estadual Morro do Diabo, de 33.845,33 hectares, formam o maior pedaço de Mata Atlântica de interior que restou na região, protegendo a espécie símbolo do Estado de São Paulo, o mico-leão-preto. As duas áreas são conectadas por um grande corredor reflorestado pelo IPÊ, que tem quase 20 quilômetros de extensão.

O reflorestamento na estação ecológica é parte de um projeto sobre mudanças climáticas chamado Climate Crowd. Em 2017, o IPÊ realizou um levantamento na região, entrevistando 33 moradores e trabalhadores da área rural sobre a percepção deles a respeito do clima. Na pesquisa, os entrevistados associaram as mudanças do clima ao longo das últimas duas décadas com as mudanças percebidas na natureza como a falta de sazonalidade nas estações do ano, o desaparecimento e a mortalidade de espécies e o avanço de pragas. A partir desse diagnóstico, foram traçadas algumas estratégias de mitigação e adaptação às mudanças climáticas localmente, como o plantio de árvores.

O evento teve apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e da organização internacional WWF.

 

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IPÊ está de volta com o Projeto ¨Semeando Água¨

14 de março de 2018 Por Paula Piccin
AGUA NAZARE

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*Do Blog Semeando Água

Mais uma vez o Sistema Cantareira está no centro das discussões sobre segurança hídrica e é nesse contexto que o IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas, reinicia, com patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, o ¨Semeando Água¨, projeto que tem como foco a recuperação dos serviços ecossistêmicos por meio do manejo adequado das pastagens e da conservação e restauração florestal na margem de nascentes e rios.

Por meio de metodologias que envolvem extensão rural, educação ambiental e comunicação, as ações acontecerão durante dois anos, até 2019, em oitos municípios do Sistema Cantareira: Mairiporã, Nazaré Paulista, Joanopólis, Piracaia, Bragança Paulista, todos no Estado de São Paulo, e Extrema, Itapeva Camanducaia, no Estado de Minas Gerais.

A primeira edição do projeto, que aconteceu de 2013 a 2015, teve como resultado a implantação de 15 hectares com 10 modelos de baixo custo de restauração florestal, a implantação de 34,8 hectares de manejo de pastagem ecológica e também a realização de capacitações e campanhas de sensibilização para a conservação da água.

Para a segunda edição estão previstas a implantação de 20 hectares de manejo de pastagem ecológica, a restauração florestal de 10 hectares em APPs hídricas, o monitoramento físico-químico e biológico dos benefícios do manejo de pastagem ecológica, além de cursos de capacitação ambiental para educadores, asssessoria à projetos socioambientais nas escolas e novas campanhas de conscientização.

¨Além da ampliação das áreas e dos cursos, nessa nova etapa o diferencial é ganhar escala por meio de influência em políticas públicas de forma a aproveitar o contexto da exigência do CAR (Cadastro Ambiental Rural) e da legislação florestal que está começando a vigorar agora entre outras políticas públicas. Com a obrigatoriedade da adequação ambiental das propriedades esse é um momento importante que o projeto pode influenciar positivamente¨, afirma Alexandre Uezu, coordenador do projeto.

Entre as primeiras principais ações do ¨Semeando Água¨ está a participação no 8º Fórum Mundial da Água, um dos congressos ambientais mais importantes do mundo, que acontece de 18 a 23 de março de 2018, em Brasília.

 

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