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IPÊ lança projeto Ecoforte Redes e reforça importância da articulação para desenvolvimento territorial no ES 

15 de abril de 202615 de abril de 2026 Por Cibele Quirino

Crédito da foto principal: Marcos Antonio Burgarelli/Fundação Banco do Brasil

O IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas lançou hoje (15 de abril) o Projeto Ecoforte Redes: Estruturação e Fortalecimento da Rede Capixaba de Agroecologia e Sociobiodiversidade, no município de Águia Branca/ES. A iniciativa é uma parceria com a Fundação Banco do Brasil e o BNDES. O evento de lançamento reuniu governo federal, estadual e municipal, organizações da sociedade civil, além da comunidade local.   

O projeto integra o Programa Ecoforte, iniciativa nacional voltada ao fortalecimento de redes da agroecologia, produção orgânica e extrativismo sustentável, tem o objetivo de apoiar a recuperação e conservação da Bacia do Rio Doce e será executado até março de 2028.  

Na cerimônia de lançamento, Jailson Quiuqui, prefeito de Águia Branca, destacou o trabalho coletivo que tem sido desenvolvido no território e articulado pelo IPÊ e a presença de uma grande diversidade de instituições, como representantes das escolas, sindicatos rurais, SENAR, Incaper, MST, MPA, Associação de Coletores de Sementes de Alto Rio Novo. 

Para Eduardo Ditt, diretor executivo do IPÊ, “o Instituto é um dos atores articuladores no território e tem conseguido costurar parcerias para desenvolver ações sustentáveis na região. Esse é o mote do IPÊ há 34 anos e que vamos continuar colocando muita energia aqui”, afirmou. 
 
Robson Vicente, representante da Fundação Banco do Brasil, contou como o BNDES e Fundação Banco do Brasil alocaram R$100 milhões para construção do Ecoforte, dos quais R$2,3 milhões estão vindo para o território capixaba, por meio do edital que o IPÊ concorreu. 

“Todas as instituições presentes aqui contribuíram para a gente ganhar esse edital, enviando documentos, participando da construção do edital. Esse é um momento de celebração dessa conquista do Ecoforte e de explicitar o interesse federal em fortalecer a agroecologia, a produção sustentável e as redes produtivas”, disse Isadora Ruttul, da equipe do projeto. 

Ester Sabino, gerente de Educação Ambiental e Articulação Social da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEAMA), pontuou a capacidade do IPÊ de agregar diferentes instituições para desenvolver um trabalho em rede.  
 
Zilda Onofri, assessora na Secretaria Nacional de Diálogos Sociais e Articulação de Políticas Públicas na Secretaria Geral da Presidência, reforçou o quanto a presidência visa trabalhar em parceria com os coletivos com as organizações sociais, e que o Ecoforte tem exatamente este papel. 


Entrega de resultados de projetos do IPÊ na região realizados em parceria com MMA 

O IPÊ também  celebra a entrega dos resultados de duas grandes iniciativas locais: o Centro de Educação e Cooperação Socioambiental – CECSA.Clima e o Programa Paisagens Climáticas, realizados em parceria respectivamente com Fundo Nacional de Meio Ambiente e Fundo Nacional de Mudança do Clima (FNMC), ambos iniciativas do Ministério do Meio Ambiente e Mudanças do Clima. 

Para o Centro de Educação e Cooperação Socioambiental, o IPÊ criou um Plano de Cooperação Territorial (e no conjunto de territórios nele contidos) para o enfrentamento educador e ambientalista das mudanças do clima, comprometendo os agentes, as iniciativas e as organizações mapeadas e envolvidas nos processos formadores promovidos pelo Centro. Além disso, promoveu a mobilização de atores institucionais com potencial de influenciar no uso do solo da região e o desenvolvimento sustentável para melhorias na resiliência social e sua rede de interações frente às mudanças climáticas, articulando a Governança Territorial. Junto à comunidade, também realizou oficinas de integração dos atores para produção e elaboração participativa do “Plano de Cooperação Socioambiental” no território para o enfrentamento educador e ambientalista das mudanças do clima. 

Já no âmbito do Programa Paisagens Climáticas, o IPÊ estruturou corredores ecológicos prioritários para restauração e produção sustentável, como forma de combate à desertificação. Como estratégia de implementação, foram implantadas quatro unidades demonstrativas que integram restauração ecológica e sistemas produtivos sustentáveis, com uso de tecnologias sociais e abordagens de adaptação baseada em ecossistemas (AbE), e ações de capacitação – oficinas, cursos e dias de campo – com foco na agricultura familiar, especialmente mulheres e juventude rural. 

Ao todo, 120 propriedades foram envolvidas e 217 propriedades analisadas (base ampliada), com identificação de passivos em APP e Reserva Legal (aproximadamente 4,6 hectares por propriedade e cerca de 1.000 hectares de passivos ambientais). Mais de 170 agricultores passaram por oficinas, cursos e dias de campo com foco em agricultura familiar, com prioridade para mulheres e juventude rural. Além disso, o projeto mapeou e mobilizou mais de 20 instituições e organizações, associações, cooperativas, assistência técnica e poder público para uma estruturação de rede territorial de apoio à transição produtiva. 

Daniel Peter Beniamino, diretor de Políticas de Gestão Ambiental Rural – DGAR/SNPCT do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, afirmou que esse tipo de projeto, como Cecsa Clima, Paisagens Climáticas e agora o Ecoforte  são projetos que mostram a presença do governo federal nos territórios, “A gente está vendo para onde está indo o dinheiro federal e quais são os objetivos do governo federal que é a  soberania alimentar e que os territórios sejam autônomos e produtivos de maneira sustentável. A ideia nos próximos anos é continuar com esses projetos em rede”, afirmou.  

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