Promover um espaço de diálogo participativo para dialogar sobre os próximos passos da restauração florestal, na região do Pontal do Paranapanema, no oeste paulista, está entre os objetivos da 2ª Econsulta, do projeto Corredores de Vida, do IPÊ, que será realizada na próxima sexta-feira 13 de março, no Parque Estadual Morro do Diabo, das 8h às 17h.
O encontro reunirá profissionais que atuam na cadeia da restauração, a comunidade, gestores públicos, pesquisadores e tomadores de decisão. Além de discutir os desafios e as oportunidades no médio e longo prazo, esse também será um momento para apresentar os resultados mais recentes (dos últimos quatro anos) do projeto ARR Corredores de Vida com o recorte da comercialização de créditos de carbono. Vale ressaltar que o IPÊ atua com o projeto Corredores de Vida há mais de 25 anos na região, com objetivo de com a restauração florestal conectar unidades de conservação como o Parque Estadual Morro do Diabo, a ESEC Mico-leão-preto a Áreas de Proteção Permanente (APP) e Reservas Legais de propriedades privadas favorecendo a conservação da biodiversidade.
Participação na prática
Segundo a educadora Maria das Graças de Souza, mais conhecida como Gracinha, as Econsultas têm como referência as Econegociações, do IPÊ, realizadas incialmente a partir do Programa de Conservação do Mico-leão-preto há mais de 40 anos. Atualmente, esse processo de escuta e participação atende também a requisitos internacionais relacionados à validação de projetos de carbono. No caso do ARR Corredores de Vida, a realização das Econsultas integra as exigências da Verra, certificadora voltada ao mercado voluntário de carbono. No Pontal do Paranapanema, o projeto tem como meta sequestrar 29 milhões de toneladas de CO2, por meio da restauração de 75 mil hectares prioritários dentro do passivo ambiental estimado em 240 mil hectares, ao longo de 50 anos.
O consultor Leonardo Rodrigues destaca a Econsulta como um momento central para que toda comunidade dialogue e construa, de forma coletiva, a agenda da restauração florestal no território. “É um grande exercício de nivelar as informações para, a partir desse entendimento comum, propor ações favoráveis para o Pontal”, explica.
Já Aline Souza, coordenadora de projetos de Comunidades do IPÊ, ressalta a transparência como ativo dessa dinâmica “Envolver diferentes atores nesse encontro é uma forma de contribuir para a construção de soluções ambientais, sociais e econômicas alinhadas às realidades do território, fortalecendo a colaboração em relação às ações de conservação da biodiversidade”.