Pesquisadores do IPÊ testam modelos de baixo custo para restauração florestal
Pesquisadores do IPÊ testam modelos de baixo custo para restauração florestal

junho 2014 bProjeto “Semeando Água” analisa espécies da Mata Atlântica e métodos que viabilizem a restauração em áreas prioritárias no Sistema Cantareira

Uma pesquisa realizada por especialistas do IPÊ vem testando e monitorando espécies nativas e métodos de baixo custo que servirão para restauração florestal. O estudo é realizado em um viveiro, em Nazaré Paulista (SP), construído pelo projeto “Semeando Água”, que é patrocinado pela Petrobras, e há oito meses desenvolve ações que permitam a conservação de corpos hídricos em propriedades rurais que compõe o Sistema Cantareira, por meio de capacitação, restauração e educação ambiental.

O projeto vem selecionando propriedades rurais que possuam áreas prioritárias para a restauração florestal como: entornos de rios, lagos e nascentes. E, junto com os proprietários os pesquisadores do “Semeando Água” escolhem o local mais apropriado para receber a intervenção.

Assim que a área a ser restaurada é definida, os pesquisadores adotam um dos modelos de baixo custo para a realização do trabalho. Os modelos utilizados envolvem a condução de: regeneração natural, nos casos em que fragmentos de florestas próximos contribuem com a dispersão de sementes, e assim a regeneração acontece; semeadura de espécies que melhor se adaptam ao local; e plantios de mudas.

Para apoiar as ações de restauração florestal pesquisadores utilizam o viveiro para estudar as mudas nativas quanto ao seu tempo de germinação e desenvolvimento para decidir quais espécies devem ser utilizadas em campo. “Estamos observando como as espécies se desenvolvem no viveiro, observamos os comportamentos de germinação e dessa forma conseguimos ter informação suficiente para a tomada de decisão”, explica a pesquisadora e coordenadora do projeto Patrícia Paranaguá.

Com a capacidade de produzir seis mil mudas, o viveiro fornecerá parte das mudas que o projeto precisará para restaurar os 15 hectares previstos. A pesquisadora explica que a função do viveiro vai além de prover mudas: “Nossa intenção com o viveiro é extrapolar a ideia de fornecimento de mudas. Ele é peça fundamental para a geração de conhecimento sobre a biologia reprodutiva de espécies para restauração florestal”, explica Patrícia.