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Brasil aprova Estratégia Nacional de Voluntariado no Manejo Integrado do Fogo  

15 de junho de 202615 de junho de 2026 Por Paula Piccin

Construção de Política Pública teve participação do IPÊ e reconhece papel da sociedade na prevenção e no combate a incêndios florestais 
 
Após quase dois anos da publicação da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, Lei nº 14.944, de 31 de julho de 2024, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima aprovou a Estratégia Nacional de Voluntariado no Manejo Integrado do Fogo, por meio da Resolução Nº 5, de 2 de junho de 2026.  

A Estratégia Nacional orienta a participação da sociedade no voluntariado no manejo integrado do fogo, estimulando a troca de saberes e a colaboração entre os diferentes setores sociais, reconhecendo e valorizando sua contribuição para a proteção de paisagens, territórios, culturas e modos de vida das populações locais, para a conservação da biodiversidade e para o equilíbrio climático. 

“Uma política pública como essa é motivo de celebração e um marco relevante para o Brasil. Estamos diante do reconhecimento da importância de milhares de pessoas que atuam no manejo integrado do fogo, muitos dos quais compõem as brigadas florestais voluntárias e comunitárias no país”, afirma Angela Pellin, coordenadora de projetos do IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas. 

Estudos realizados pelo Instituto, entre 2023 e 2026, identificaram mais de 220 brigadas florestais voluntárias e comunitárias em todas as regiões do Brasil. Isso representa um reforço expressivo e complementar aos esforços governamentais, o que amplia a capacidade operacional das instituições ambientais de resposta aos incêndios florestais.  

Ao reconhecer e implementar a Estratégia Nacional, segundo Angela, o Brasil dá um passo importante para ampliar a articulação entre sociedade civil e governo, estabelecendo competências e diretrizes relacionadas à segurança, coordenação e governança. “Dessa forma, essas pessoas e coletivos que já atuam na prevenção e combate aos incêndios florestais terão suas atividades fortalecidas, ampliando a proteção da vegetação nativa, dos territórios e seus modos de vida”.   

A Estratégia Nacional é orientada por Planos de Ação, Projetos Político-Pedagógicos, Planos de Comunicação e Guias de Boas Práticas de Brigadas Florestais. Entre 2022 e 2025 o IPÊ, organização da sociedade civil, apoiou a construção desses instrumentos junto aos órgãos federais de gestão socioambiental:  Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), com apoio da Cooperação Brasil-Alemanha para o Desenvolvimento Sustentável, por meio da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ). 

Esses instrumentos foram construídos com base em estudos técnicos, jurídicos e econômicos, de forma coletiva, por meio da colaboração entre governo, instituições da sociedade civil e brigadas florestais voluntárias e comunitárias. Com a aprovação da Estratégia, todos esses materiais deverão ser disponibilizados em breve para acesso livre à população interessada.

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