Projetos do IPÊ estão comprometidos com a agenda global dos ODS
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Reconhecido pelos resultados em trabalhos com assentados rurais, especialmente por meio dos Sistemas Agroflorestais (SAFs), o IPÊ dividiu os conhecimentos sobre o tema com pequenos produtores rurais de Águia Branca e Alto Rio Novo, municípios do Espírito Santo, por meio de um curso nos assentamentos Rosa de Saron, Laje e Boa Esperança, nos dias 5, 6 e 7 de abril de 2022.
Haroldo Borges Gomes (foto), facilitador do curso e pesquisador do IPÊ, falou sobre a importância dos SAFs para uma produção agrícola mais sustentável, que beneficie as pessoas e a natureza. Assim como os produtores, Haroldo é também um assentado rural. Morador do Pontal do Paranapanema (oeste de São Paulo), local onde o IPÊ realiza diversos projetos de pesquisa, reflorestamento, educação ambiental e extensionismo rural, ele hoje é mestre em Agronomia e Sistemas de Produção (Unesp) e há mais de 20 anos participa de projetos direcionados ao tema.
Os Sistemas Agroflorestais (SAFs) são sistemas produtivos que potencializam a produção de forma sustentável equilibrando ganhos econômicos, sociais e ambientais. No Pontal, junto a assentados rurais, o IPÊ atua em uma área de grande impacto para a proteção da Mata Atlântica e toda a sua biodiversidade.
Os projetos direcionados para esse sistema já renderam resultados importantes como: levar benefícios socioeconômicos a mais de 200 pessoas ao longo dos anos, contribuir com a segurança alimentar de famílias a partir de uma produção agroecológica e também com a formação do maior corredor reflorestado de Mata Atlântica, que beneficia espécies da fauna. Um dos grandes destaques da produção no Pontal é o café sombreado, cultivado entre as árvores da Mata Atlântica.
Desde o início, a implementação dos SAFs na região foi realizada pelo IPÊ em parceria com os assentados rurais e pequenos produtores. “O grupo que participa do nosso projeto passou a cultivar alimentos 100% livres de adubos químicos, o que garante mais segurança para os produtores, desde o cultivo até o consumo”, afirma Haroldo.
Os agricultores do Espírito Santo tiveram acesso a informações essenciais para a produção dentro desse sistema. Por exemplo, o espaçamento entre as espécies de árvores e culturas como o café e espécies frutíferas. “Em consórcio com a floresta são cerca de 2 a 4 mil mudas de café por hectare. Além disso, junto com as árvores, os plantios funcionam como área segura de passagem para a fauna, o que ainda agrega valor ao produto A presença das árvores neste sistema torna o café menos suscetível à geada, e às pragas, que representam risco para a produção”, comenta.
Para entender melhor como a dinâmica poderia ser feita, os participantes foram convidados a desenhar o modelo ideal de SAF nos seus lotes, pensando em como a implementação do sistema seria interessante e como poderia fazer parte do PIP – Plano Individual de Propriedade, que está sendo construído em parceria com o projeto “Educação, Paisagem e Comunidade”, responsável por essa edição do curso, com financiamento da Fundação Renova.
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O projeto “Educação, Paisagem e Comunidade”, realizado pela ESCAS e IPÊ no Espírito Santo, promoveu nos dias 5, 6 e 7 de abril o curso de Capacitação em Sistemas Agroflorestais (SAFs) e Conservação Ambiental para assentados rurais de Águia Branca e Alto Rio Novo.
O curso reuniu cerca de 100 pessoas e tratou sobre um modelo de produção mais sustentável, que melhora a qualidade da produção e ao mesmo tempo conserva recursos naturais muito importantes para a região, como a água. Além disso, agrega valor também a produtos que já são cultivados na região (como o café), já que são produzidos com mais qualidade e sem o uso de agrotóxicos.
Representantes das associações dos assentamentos Rosa de Saron e Boa Esperança, além de membros dos sindicatos dos trabalhadores rurais das cidades participantes e profissionais da Fundação Renova estiveram presentes ao longo dos dias acompanhando as aulas com os profissionais do IPÊ, entre eles o professor Haroldo Borges Gomes, que conduz projetos de SAFs no Pontal do Paranapanema. O trabalho do IPÊ no oeste paulista inspirou as ações no Espírito Santo.
“A participação dos assentados nos surpreendeu. Apesar de estarem já na época da colheita de café e com muito trabalho no campo, reservaram um tempo para ouvir sobre esse novo modelo, o que demonstra que há interesse e comprometimento em tentar novas formas de produção”, afirma Vanessa Silveira, educadora e mobilizadora social do projeto.
A produção de café nessa região do Espírito Santo já é tradicional. Por essa razão, os produtores puderam tirar dúvidas com relação ao plantio dessa cultura dentro do modelo do SAF, ou seja, entre árvores da Mata Atlântica, na sombra, e sem agrotóxicos. A comercialização também foi um ponto bastante discutido, já que se trata de um produto com maior valor agregado, por ser orgânico.
Matheus Nogueira, morador do assentamento Beija-Flor e moderador do projeto afirma que o curso foi muito positivo e acredita que o café tem um grande potencial para ser produzido sob esse sistema na região. “As pessoas com quem eu conversei ficaram animadas em testar a ideia porque já conhecem a produção do café. O SAF é novo pra gente, ainda não temos essa cultura de produzir café orgânico, mas acredito que é uma questão de falar mais sobre isso, de educar mesmo. É uma produção que garante mais valor ao produto e pode ser bastante benéfico para as famílias”, diz.
No Pontal do Paranapanema, local onde o IPÊ desenvolve SAFs com café há mais de 20 anos, os resultados são relevantes para as famílias que adotaram o sistema. O produto é comercializado em cidades como São Paulo e também consumido pelas famílias.
“Sem contar que a produção gera bem estar para a natureza, porque usa árvores nativas, e bem estar ao próprio agricultor, porque trabalha na sombra e com uso de menos defensivos agrícolas”, afirma Haroldo Borges, orientador do curso e também assentado rural no Pontal do Paranapanema, onde atualmente monitora o trabalho com café junto a 51 famílias.
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The history of IPÊ is closely linked to the history of conservation of the black-lion-tamarin (Leontopithecus chrysopygus), a species that is a symbol of the state of São Paulo and that only exists in its west. It was there that the institute began its first scientific research project to save the species form extinction, still in the late 1980s, and expanded its complementary studies for the sustainable development of the region, with reforestation, environmental education and income for the population. Leading this movement were Claudio and Suzana Padua (pictured), who together with students and young professionals, officially founded the institute in 1992.
The institute, which started with less than 10 researchers, currently has 30 projects/year carried out by around 100 professionals in four biomes. As a Brazilian non-governmental organization to complete three decades is full of meanings, and, even in the face of many challenges, the IPÊ reinforces the principles and values that guide all actions since the beginning. All IPÊ studies are carried out in the field, in search of solutions to the challenges of society, especially rural producers, traditional and indigenous communities, with benefits that go beyond the limits of the territories in which we operate.
For the institute, form the beginning, it was evident that, in order to preserve biodiversity it was necessary to mobilize communities, students, local leaders, public authorities and arouse the interest of potential supporters and founders. In this direction, IPÊ established a model that has in Environmental Education and in the formation of partnerships, allies of scientific research of practical application. Every year, IPÊ benefits 12,000 people directly with our actions in the Atlantic Forest, at the Cerrado, Pantanal and the Amazon.
We work in a network
We are very proud of our network, after all we do nothing alone. Donors, funders, supporters, advisors, peer institutions and communities have always been and are fundamental in this process that involves growth, evolution and results. The partnership in the history of IPÊ – with public agencies, universities, the third sector and the private sector – is a central issue for gaining scale with results that benefit everyone, after all, we share only one planet with biodiversity.
With the private initiative, we have around 20 partnerships. In 18 years, we launched together with Havaianas, seventeen collections for adults and four for children, which value Brazilian biodiversity. So far, 57 species of Brazilian fauna have been collected. Initiatives like this reinforce our actions and take the message of how strategic it is to conserve our biodiversity to an ever-widening audience.
Our trajectory and next steps
As a way of contributing to the gain in scale that actions in the sustainable area in Brazil and abroad, IPÊ created ESCAS – School of Environmental Conservation and Sustainability with short courses, of postgraduate and professional master’s degrees (concept 4, CAPES, 4-5). It was the first NGO to have a master’s degree in the biodiversity conservation area, in 2008. More than 7,000 professionals have already graduated from ESCAS courses.
The 50 national and international awards won by the researchers and the institute – among them the Whitley Gold Award (2020,2015,2008), Social Entrepreneur Folha SP and Schwab Foundation (2009), UBS Visionaris Global (2019), Ford Awards (2009), Best NGOs to Donate to (2017) – reinforce that we are on the way.
Next steps
In view of the results obtained so far, we have expanded our goal, check out the results we hope to achieve in 5 years: 20 thousand people directly benefited/year, reach 9 thousand professionals trained by ESCAS, benefit 380 families/year, train 300 masters.
Our main goals are also to remove all the species with which we work directly from the red list of endangered species or improve their classification on this list. Furthermore, in 30 years, we want to reach the mark of 150 million trees planted.
Restoration of forests, protection of water courses, conservation of species and sustainable development are all measures that add to efforts to combat climate changes and contribute to the balance of the planet, which became even more evident in the context of the Covid-19 pandemic.
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IPÊ has worked in the Atlantic Forest since its creation. Check out the main results for biodiversity conservation and sustainable development.
Atlantic Forest in Western São Paulo:
In Pontal of Paranapanema, the Dream Map prepared jointly by rural producers, public agencies, other institutions that also work in the region and IPÊ researchers identified the priority areas for restoration. As a way of reconciling biodiversity conservation with food diversity and income generation for rural producers, the Map included among the strategies the implementation of SAFs – Agroforestry Systems in small properties and the creation of community nurseries.
Today there are nine community nurseries located in the Pontal do Paranapanema region, closely monitored by IPÊ, five of which are led by women. They highlight the potential for sustainable development. In 2020, these nurseries produced approximately 800,000 seedlings and benefited 26 families. The production potential, however, is almost doubled and, since the environmental liabilities of Western São Paulo is 77 thousand hectares, the tendency is for growth in the production of the nurseries.
Ivone Ribeiro Campos Félix, owner of Viveiro Floresta for 4 years, reveals the progress of the business and the next steps. “I started producing 17,600 seedlings a year. In 2020, the nursery produced 150,000 seedlings and the plan is to expand production”.
With the income from the nursery, Ivone guarantees the university education of her two daughters. “Peace, contribution to the environment, completing their daughters’ graduation are the results I take with my nursery”, she highlights.
Atlantic forest on Cantareira System
Among the actions carried out by IPÊ in the region, which has one of the largest water supply systems in the world, is forest restoration with almost 400,000 Atlantic forest seedlings already planted, especially near the water courses of the supply, which provide 7,6 million people in the metropolitan region of São Paulo. Encouraging the implementation of sustainable production systems on rural properties is also a strategy with the potential to contribute to increasing the resilience of the Cantareira System.
In the Cantareira System region, prioritizing changes which a view to better use of the land guarantees benefits not only for those who live in rural areas, as is the case with rural products, but also for the population that receives the water and that often about 100km away. “The best use of land and forest restoration are the regulators of water quantity and quality, but also of rural productivity and biodiversity”, explains Alexandre Uezu, researcher and coordinator of the project Sowing Water, carried out by IPÊ – Ecological research Institute, sponsored by Petrobras, through the Petrobras Social-Environmental Program and the Federal Government.
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IPÊ arrived in the Pantanal to research for conservation of Brazilian tapirs, through LCTI – Lowland Conservation Tapir Initiative. In the biome, we have also advanced with research to conservation the life of the giant armadillo.
In addition to research on species, we are working on the issue of sustainable livestock in the Pantanal and we are active in fire brigades with farmers and communities.
With the advances of researches, we expanded our actions to the Cerrado, involving, besides tapirs and armadillos, studies for the survival of the giant anteater. Over the time, we managed to organize the world’s largest database on the lowland tapir, in addition to unpublished data on the giant armadillo, which even support public policy actions in favor of wildlife and human beings.
The LCTI – Lowland Conservation Tapir Initiative seeks to influence the decision-making process with the government to combat current threats and prevent the extinction of the tapir and its remaining habitats.
“It is already clear that large-scale agriculture in the Brazilian Cerrado is resulting in pesticide and metal exposure in concentrations that exceed environmental safety and may have adverse health effects on tapirs and, perhaps, other animals. We need to look more seriously at this issue that affects wild animals and human lives. It is inadmissible to use pesticides without criteria and without supervision”, emphasizes Patrícia Médici, researcher and coordinator of LCTI/IPÊ. The project also has fronts of action in the Atlantic Forest and in the Amazon.
The Giant Armadillo Project (Periodontes maximus), a partnership between the IPÊ and the ICAS – Institute for the Conservation of Wild Animals of the Pantanal, carried out in the Atlantic Forest and Cerrado, for over 10 years it has been developing actions to conserve the largest of the 20 armadillo species, also called ecosystem engineers. “With climate changes and the trend of rising temperatures, giant armadillo burrows can help the species survive these changes and extreme temperatures”, explain Arnaud Desbiez, coordinator of Giant Armadillo Project. Among the results obtained by the project is the fact that the species integrates the list of mammals used to guide the creation of protected areas and conservation corridors in South Mato Grosso.
With the project Flags and Highways, the IPÊ and partners evaluate, monitoring and indicate solutions to the problem of being run over and accidents with the giant anteater on the roads of the State of South Mato Grosso. The roads present alarming rates of death of wild animals by hit. Advances in this direction will make roads safer for people and anteaters and have the potential to benefit other species as well.
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IPÊ will be 30 years old in 2022. More than 20 of them dedicated to the conservation of biodiversity in the amazon territory. All projects carried out in the region are part of the solutions for amazon which brings together initiatives aimed at strengthening communities and protected areas in the biome. Work on the biome began on the lower Negro river and later expanded into a major initiative called Integrative Solutions for Amazon Conservation.
Currently, in the lower Negro river, is realized the Navegando Educação Empreendedora na Amazônia. The team travels through the communities carrying out surveys on businesses and their entrepreneurs to devise strategies that can give impetus to these works. Everything happens with the support of the Maria I school boat, which navigates the waters of the rivers to reach the residents of the Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Puranga-Conquista. The project has the support of the LIRA/IPÊ project – Legado Integrado da Região Amazônica and a partnership with Linkedin, the largest professional social network in the world.
In the 2010s, IPÊ supported the formalization and strengthening of local organizations, with documentation for access to public policies aimed at family farmers and artisans, contributing to the business infrastructure.
Craftsman Célio Arago (pictured left), for example, is among those benefited by IPÊ. Workshops, the courses and exchanges contributed to the further development of his skills as an artisan, a craft he learned from his father. From the Nova Esperança community, Célio’s pieces won the world and were nominated for awards. After the project, Célio today shares what he learned with the young people.
“The learning I had with IPÊ opened many doors for me. Now I teach young people in my community so that they have the same chance as me”.
Within the Soluções Integradas, IPÊ develops the following actions:
MOSUC – Motivação e Sucesso na Gestão de Unidades de Conservação held since 2012, in partnership with ICMBio and support from the Gordon and Betty Moore Foundation. A key action front is the national restructuring of the ICMBio Volunteering Program, which was supported by IPÊ in various ways, from visual communication to the digital restructuring of the volunteer register.
Since 2012, IPÊ has supported the strengthening of the National System of Conversation Units, encouraging the sharing of good management practices, fostering arrangements that expand human capital to support management, and building platforms that disseminate information and knowledge about the UCs.
MPB – Monitoramento participativo da biodiversidade, which, since 2013, has been monitoring biodiversity in 18 Conservation Units (12 million hectares) in the Amazônia with the contribution of local communities. This process is essential to understand and moderate the extent of changes that may lead to the loss of local biodiversity, support the proper management of natural resources, and promote the maintenance of the way of life of local communities. The MPB project is part of the initiative to implement the Programa de Monitoramento da Biodiversidade – Monitora of ICMBio (Chico Mendes Institute for Biodiversity Conservation), USAID, Gordon and Betty Moore Foundation and ARPA Program are MPB partners.
LIRA – Integrated legacy of the Amazon region, as of 2019, the actions were expanded with the project that focuses on increasing the effectiveness in the management of 86 protected areas (Conversation Units of Indigenous Lands), with integrated and networked work in the Amazônia. The project covers 34% of the protected areas in the Amazônia, considering 20 Federal UCs, 23 State UCs and 43 Indigenous Lands, in the regions of High Negro River, Low Negro River, North of Pará, Xingú, Madeira-Purus and Rondônia-Acre. LIRA is an initiative conceived by IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas, the Amazônia Fund and the Gordon and Betty Moore Foundation, the project’s financing partners.
Check out the main highlights of IPÊ in the Amazon:
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De 7 a 18 de março, integrantes do projeto “Educação, Paisagem e Comunidade”, realizado no Espírito Santo, visitaram outros projetos do IPÊ na Mata Atlântica, promovidos em conjunto com comunidades e assentados rurais. Participaram desse intercâmbio, coordenadores técnicos e mediadores do projeto.
“O projeto “Educação Paisagem e Comunidade”, que acontece em assentamentos das cidades de Águia Branca e Alto Rio Novo (ES), é inspirado em ações já consolidadas do IPÊ em áreas de Mata Atlântica e, por essa razão, a visita dos técnicos e mediadores é relevante para o andamento dos trabalhos. A inspiração para o desenho nessa iniciativa foi a experiência bem sucedida do IPÊ no Pontal do Paranapanema”, explica Eduardo Badialli, coordenador.
As visitas começaram em Nazaré Paulista, onde fica a sede do IPÊ e onde o Instituto realiza o projeto Semeando Água, iniciativa patrocinada pela Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental e Governo Federal. Na região do Sistema Cantareira, produtores realizam plantios de árvores e também produções mais sustentáveis, com o objetivo de melhorar os ganhos econômicos e conservar a água. Na sequência, a visita ocorreu no Pontal do Paranapanema, onde o IPÊ realiza há 30 anos projetos de pesquisa de fauna, plantios florestais para formação de corredores e também iniciativas de geração de renda a partir dos Sistemas Agroflorestais e viveiros comunitários.
“São muitos os pontos de convergência entre ambos os projetos, principalmente pelo fato de trabalhar junto à comunidade, no caso, assentamentos da reforma agrária, para a restauração de paisagens e conservação dos recursos, entendendo a educação como a base de todo o processo, capaz de trazer soluções socioambientais, mesmo em cenários tão distintos. A metodologia de envolvimento comunitário, capacitação de agricultores, jovens e mulheres, de pensar o desenvolvimento rural e a restauração de paisagens junto às famílias, são pontos comuns entre os projetos”, explica Vanessa Silveira, educadora ambiental e responsável técnica na inserção territorial.
A visita dos técnicos também é uma preparação para a ida de alguns produtores rurais ao Pontal do Paranapanema, ver de perto o resultado das ações do IPÊ e trocar informações com outros produtores.
“Muitos aspectos observados são também de interesse dos assentados daqui, como a capacitação técnica e geração de renda para as famílias, trabalho e oportunidades para jovens e mulheres do campo através de negócios sustentáveis, produção de mudas nativas, viveiros comunitários, SAf’s, Café com Floresta, assim como a conservação dos recursos naturais”, diz Vanessa.
Para Edmilson Teixeira Jr, responsável pelo extensionismo rural do projeto, a visita foi importante para desenhar os próximos passos das ações de maneira mais integrada às atividades já executadas pelo IPÊ, especialmente com relação a questões técnicas.
“O que estamos desenvolvendo no ES é muito parecido com o que se faz no Cantareira com relação à área técnica, mas já vamos aprimorar ações como plano de voo com drones, demarcação de APPs e nascentes. A partir da troca de ideias sobre restauração também identificamos como implementar novas técnicas que vão nos ajudar na região do Espírito Santo”, comenta.
Utilizar a experiência com viveiros de mudas e café é, segundo Edmilson, o próximo passo para apoiar os agricultores locais na inovação da produção e geração de renda.
“Acredito ser essencial a capacitação para o trabalho com viveiros de mudas. Isso é algo que a gente consegue replicar aqui. A maioria aqui sabe trabalhar com cacau e café, mas com cursos, poderão ver como o plantio de nativas pode fortalecer a produção e isso vai agregar muito valor dentro do assentamento. Além disso, depois de conhecer de perto, entendemos que o café com floresta pode ser sim uma iniciativa inovadora e interessante para os assentados”, conclui.
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A equipe de mediadores do projeto “Educação, Paisagem e Comunidade”, realizado pelo IPÊ no Espírito Santo, esteve em São Paulo para acompanhar de perto as ações do Instituto no estado e conhecer os trabalhos realizados junto a pequenos produtores e assentados rurais.
As atividades aconteceram de 7 a 18 de março, e começaram com uma visita a Nazaré Paulista, onde fica a sede do IPÊ e da ESCAS – Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade. Ali, além de fazerem uma imersão de conteúdo, conhecendo os projetos do IPÊ em diversos locais do Brasil, os mediadores puderam ter contato com pesquisadores que atuam diariamente com conservação da biodiversidade, e puderam entender melhor como são os projetos no Instituto.
“Aprendi várias coisas que posso levar pra minha vida e na vida da minha família aprendi a ter paciência e sempre olhar os dois lados da história, abriu a minha visão tanto para o meio ambiente quanto a como enxergar as pessoas ao meu redor sem julgar”, disse Jacimara Oliveira, moderadora e moradora do assentamento Laje. Eder Luiz Dias, do assentamento Boa Esperança, corcorda e completa: “O que me chamou mais atenção foi a forma do IPÊ trabalhar, com diversos projetos diferentes para um objetivo comum e como é importante o envolvimento de todas as pessoas (técnicos e comunidade) para que o projeto tenha resultados positivos”.
Os moderadores do projeto são jovens assentados rurais. Suas famílias são produtoras na região onde o trabalho do IPÊ acontece, nos assentamentos Rosa de Saron (em Águia Branca) e Boa Esperança, Laje e Beija-Flor (em Alto Rio Novo), todos no Espírito Santo.
Elisa Maciel, que é estudante de veterinária, também participou do intercâmbio e destaca como a experiência agregou conhecimentos. “O levantamento de fauna e flora, o apreço pelos talentos locais, a unidade representativa que visitamos, oficinas de produção de mudas nas escolas e as conversas interativas onde os assentados colocam seu ponto de vista sobre os conhecimentos. Tudo isso me chamou atenção. O intercâmbio me permitiu olhar além do horizonte, pontos que eu nem imaginava que tinham tanta relevância na biodiversidade e sociedade”, comenta Elisa Maciel, moradora de Rosa de Saron.
Com relação à aplicação das técnicas que todos puderam conhecer, Matheus Nogueira, morador do assentamento Beija Flor comenta sobre alternativas interessantes de produção. “Vejo que os SAFs, são bem importantes para fomentar essa ideia e conseguimos implantar isso, além também dos viveiros de nativas. Como aqui alguns assentamentos já tem um certo conhecimento com viveiros, seria uma ótima possibilidade”, conta o moderador.
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Você sabia que a segurança hídrica está entre as questões mais urgentes diante das mudanças climáticas? De acordo com o Painel Intergovernamental de Mudanças do Clima (IPCC), o Brasil deve enfrentar nos próximos anos uma redução significativa no volume médio de chuvas, além de um aumento da temperatura média da ordem de 3 a 3,5 graus num cenário mais otimista e de 5,0 a 5,5 graus num cenário mais pessimista (se mantivermos as atuais emissões e o desmatamento), ao mesmo tempo que espera-se um aumento do volume médio de chuvas em áreas mais concentradas – principalmente nas regiões Sul e Sudeste – ocasionando as cenas já conhecidas de alagamentos, enchentes e deslizamentos. Segundo a comunidade científica internacional, no caso da água, a relação é clara: o ciclo hidrológico é intrinsecamente vinculado às condições climáticas, que estão mudando rapidamente.
Além de alterações severas nos regimes de seca e chuva – que já vêm sendo sentidas ao longo das últimas décadas – o desmatamento e mal uso do solo destroem nascentes e comprometem o sistema que proporciona água potável para a população. Além disso, chuvas torrenciais na cidade não significam necessariamente uma melhora nos índices dos reservatórios, já convivemos com a contradição de chuvas fortes e reservatórios abaixo do limite seguro. O que estamos vendo em São Paulo – e Região Metropolitana – é um desequilíbrio das condições ambientais cujo resultado é um sistema hídrico pouco resiliente a essas alterações que são hoje nossa realidade.
Na região do Sistema Cantareira, um dos maiores reservatórios do mundo que abastece mais de 7 milhões de pessoas (aproximadamente, 42% da população da RMSP), o trabalho realizado desde 2013 pelo projeto Semeando Água é de apoiar ativamente a conservação da biodiversidade local, melhorando o uso do solo, o manejo de áreas degradadas, realizando plantios de mudas de árvores nativas em áreas de nascentes, recuperando a vegetação e dando suporte a proprietários rurais.
O objetivo é que, mesmo em momentos de crise, o sistema tenha condições de se adaptar e ser resiliente, sobretudo diante da maior ameaça humanitária dos nossos tempos: as emergências climáticas.
Avanços obtidos pelo Projeto Semeando Água – iniciativa do IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas com patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental e Governo Federal.
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