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Paula Piccin

Trainees da Alpargatas visitam a sede do IPÊ

25 de agosto de 2022 Por Paula Piccin

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trainee alpa3Trainees da empresa Alpargatas, dona da marca Havaianas, visitaram, nos dias 15 e 16 de agosto, a sede do IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas, em Nazaré Paulista (SP). Na oportunidade, os jovens colaboradores conheceram de perto o trabalho de conservação da biodiversidade, por meio de ciência, educação e negócios sustentáveis, desenvolvido há 30 anos pela instituição. 

A atividade foi uma maneira de aproximar os jovens em início de carreira do trabalho que o IPÊ realiza, aproveitando o momento para debaterem mais sobre questões relacionadas à sustentabilidade, que é, inclusive, um dos pilares de negócio da Alpargatas – dona da Havaianas, marca parceira do IPÊ.

“Um dia de experiência no IPÊ é a chance de as pessoas ficarem mais próximas da realidade do nosso trabalho, entenderem mais sobre a nossa causa e também de compreenderem um pouco mais sobre meio ambiente e sustentabilidade. Estar presente e vivenciar de perto atividades, como plantio de mudas nativas, ajuda quem participa a absorver mais os aprendizados”, afirma Andrea Peçanha, coordenadora da Unidade de Negócios Sustentáveis do IPÊ.

A programação contou com visitas às instalações da ESCAS – Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade, rodas de conversas, jogos educativos, palestras sobre a instituição e as ações do projeto Semeando Água, além do plantio de mudas nativas, realizadas pelos trainees com a supervisão de técnicos do instituto.

“Sustentabilidade está presente no dia a dia da Alpargatas, uma empresa centenária com forte histórico de conexão com a sociedade. Levar nossos trainees para conhecer o Ipê é fundamental para que eles entendam a importância desta parceria para a empresa e para o meio ambiente, aprendam, tragam novas ideias e se orgulhem dos frutos gerados com essa iniciativa”, afirma Gislaine Lima, Diretora Global de Atração e Desenvolvimento. 

Parceria IPÊ e Havaianas

Considerada uma das principais marcas da Alpargatas, a Havaianas já soma 18 anos de parceria com o Instituto IPÊ. Durante esse período, mais de 16 milhões de pares de sandálias com artes inspiradas em espécies da fauna brasileira foram vendidas, revertendo mais de R$ 10 milhões para a manutenção do Instituto (7% do valor das vendas líquidas da linha).

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Diagnóstico Rural Participativo traça sonhos e planejamento para assentamento Laje, no Espírito Santo

24 de agosto de 2022 Por Paula Piccin

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DRP LAJE4Reunidos no sítio de sr Geraldo Peixoto, produtor de cacau e café, pequenos produtores rurais que vivem no assentamento Laje, em Alto Rio Novo (ES), falaram sobre desafios socioambientais e sobre os seus sonhos para a região, uma importante área de produção de água e também de alimentos.

O encontro foi promovido pelo projeto Educação, Paisagem e Comunidade, que acontece também em mais outros três assentamentos: Boa Esperança e Beija-Flor, na mesma cidade, e Rosa de Saron, no município de Águia Branca (ES). A ideia é que os técnicos do IPÊ tracem em conjunto com os produtores um planejamento para o território, partindo de um Diagnóstico Rural Participativo (DRP). Veja como isso aconteceu nos outros assentamentos.

Desafios como ter água em quantidade e qualidade, poder ampliar a produção e o escoamento dos produtos, garantir oportunidades no campo para os jovens, plantar corredores de mata nativa e restaurar a paisagem, além de desenvolver ações coletivas, via associações, foram alguns dos pontos mais tocados pelos participantes.

O processo de criação coletiva do projeto faz parte da metodologia do IPÊ, adotada em projetos em outros lugares do Brasil, como nos assentamentos do Pontal do Paranapanema (SP). A ideia é que as comunidades apontem as suas expectativas com relação ao trabalho que será executado em conjunto com o Instituto e que se sinta parte fundamental da ação, garantindo, assim maior envolvimento e aproveitamento das ações implementadas.

LEONARDO RODRIGUESA atividade foi liderada por Leonardo Rodrigues, do IPÊ (em pé na foto), que atua com mediação de atividades participativas com comunidades. Segundo ele, o formato é o melhor caminho para que um projeto tenha sucesso. “O caminho ideal é aquele que permite a construção conjunta, a troca de conhecimento e informações entre as pessoas para que a comunidade se reconheça naquele planejamento, entendendo que foram os moradores que escolheram seguir por este ou aquele caminho, e não algo que foi trazido de fora e imposto por alguém. Essa é a base de um relacionamento de confiança entre os envolvidos em um projeto de transformação socioambiental”, explica.

Há mais de 15 anos vivendo no assentamento Laje, Geraldo comenta que quando chegou não existiam árvores no local e que o eucalipto que havia ali teve de ser derrubado para dar lugar a árvores nativas, que ajudassem na produção de água. “A gente sabe da importância das árvores para proteger a água que temos aqui. Sem água não somos nada e queremos plantar ainda mais para garantir esse futuro”, comenta.

A região onde está o Laje e os outros assentamentos são de grande importância não só para a produção local de alimentos e produtos que abastecem a região e é vendida a empresas, como para a produção da água que chega à bacia do Rio Doce. Com a atividade, os quatro DRPs foram concluídos. Nos assentamentos onde o processo já foi realizado, os assentados estão na fase de desenvolvimento de atividades como mapeamento de seus sítios e implementação de piquetes para futuras intervenções, que podem ser reflorestamento ou ainda implementação de SAFs.

Em conjunto com essas atividades de implementação de ações, o IPÊ desenvolve capacitações e intercâmbios para que os assentados tenham acesso a conhecimentos e possam diversificar atividades e renda em seus lotes. Esse é o caso do curso sobre recursos hídricos e o mais recente de coleta de sementes.

O projeto é realizado pela ESCAS/IPÊ – Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade, com financiamento da Fundação Renova.

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ESCAS/IPÊ e ELTI/YALE apoiam jovens lideranças no sul da Bahia

23 de agosto de 2022 Por Paula Piccin

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WhatsApp Image 2022 08 23 at 18.53.20Lançado pela parceria entre a ESCAS/IPÊ e ELTI/YALE – Environmental Leadership Training Initiative da Yale School of the Environment, o Programa de Liderança (Leadership Program) na área ambiental selecionou, em sua primeira edição, quatro ex-alunos para serem apoiados no desenvolvimento de seus projetos de conservação socioambiental no Sul da Bahia.

O programa tem por objetivo apoiar projetos de pesquisa, treinamento, intervenção rural e/ou produção de materiais educativos desenvolvidos no Sul da Bahia, com capacidade de desenvolvimento e implementação, dentro dos temas: Conservação da natureza; Restauração de paisagens e/ou ecossistemas; Sistemas sustentáveis de produção; e Comercialização de produtos agrícolas e florestais.

As jovens lideranças selecionadas participaram do curso de Adequação Ambiental e Produtiva em Propriedades Rurais, oferecido entre 2021 e 2022. Os selecionados têm acesso a apoio financeiro e/ou mentoria para aplicar o que aprenderam no curso.

Conheça os selecionados:

Thiago Guedes Viana      
Projeto: Rota do Orgânico: Proposta para ampliar a oferta de alimentos orgânicos na Bahia

Priscila Valente Batista Neto
Projeto: Promoção dos serviços ambientais em propriedades da agricultura familiar no território da Costa do Descobrimento.

Felipe Otávio Campelo e Silva
Projeto: Pesquisa de campo sobre o papel dos quintais produtivos na obtenção de serviços ecossistêmicos nos assentamentos agroecológicos no sul da Bahia, Brasil.

Anna Raquel Nunes Sanchez
Projeto: Planejamento e monitoramento do sistema produtivo: autonomia e inovação na unidade de produção da agricultura familiar.

Webinário
Thiago Guedes e Priscila Valente falarão sobre seus projetos e a experiência do curso num Webinario entitulado “Liderança Socioambiental no Brasil” no dia 1º de setembro. Eles contarão como, durante o curso, construíram projetos de intervenção para melhorar as vidas das comunidades locais e a sustentabilidade das paisagens no Sul da Bahia. No webinar, farão uma retrospectiva de como o curso os ajudou a identificar as demandas e oportunidades abordadas nos projetos que os levaram a ser selecionados para o Programa de Liderança.

Para participar e acompanhar, inscreva-se: https://yale.zoom.us/webinar/register/WN_aGOL-2zKSrmYhY5RA68CPw

 

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Desmatamento recorde na Amazônia reforça o papel das áreas protegidas para garantir conservação

23 de agosto de 2022 Por Paula Piccin

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A Amazônia vem sofrendo recordes de destruição nos últimos anos. Dados do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), do Imazon, divulgados nesta semana, mostram que nos últimos 12 meses, de agosto de 2021 a julho de 2022, foram derrubados 10.781 km² de floresta, a maior área devastada dos últimos 15 anos para o período, sendo 3% superior à registrada no relatório anterior.

Segundo o SAD, em julho de 2022, a maioria (62%) do desmatamento ocorreu em áreas privadas ou sob diversos estágios de posse. O restante do desmatamento foi registrado em Assentamentos (25%), Unidades de Conservação (11%) e Terras Indígenas (2%). “Como vemos, as áreas protegidas conseguem se manter com um índice bem menor de desmatamento, se comparadas a outras áreas, apesar de sofrerem cada vez mais pressão. Isso ressalta a importância de apoiar a proteção e gestão dessas áreas, das comunidades e modos de vida local e negócios associados à floresta em pé”, afirma Neluce Soares, coordenadora do LIRA – Legado Integrado da Região Amazônica, do IPÊ.  

Um relatório do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), publicado no dia 17 de agosto, que reuniu e analisou ocorrências que vão desde a exploração ilegal de recursos até os danos ao patrimônio indígena, revela que as invasões e ataques contra as terras indígenas aumentaram pelo sexto ano consecutivo e chegaram a 1.294 casos registrados em 2021.

Para reverter o problema, uma das estratégias do LIRA é transformar as áreas protegidas, ou seja, terras indígenas e unidades de conservação, em um polo de desenvolvimento regional e territorial. “Se a população local tiver uma renda eficiente e esses povos forem fortalecidos, há menor chance de invasão e, consequentemente, desmatamento. A consolidação dessas áreas vai além da proteção ao desmatamento, pois representam culturas, línguas, economia, governança, presença do Estado e conservação da biodiversidade”, diz Neluce.

O LIRA tem como objetivo – junto a uma rede de parceiros de vários setores, que atuam no território, inclusive o Imazon – conservar a floresta, a biodiversidade, a função climática da bacia Amazônica e o desenvolvimento socioambiental e cultural de povos e comunidades tradicionais. “Valorizar e fortalecer quem protege e cuida da floresta é uma maneira de diminuir o processo destrutivo”, afirma Neluce Soares.

(foto de capa: Imazon)

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Na contramão do desmatamento a restauração florestal desponta no Pontal do Paranapanema e aquece o mercado regional

16 de agosto de 2022 Por Paula Piccin

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O Brasil é o país que mais desmata florestas primárias no mundo. Somos responsáveis por 40% da degradação florestal mundial. Na contramão do desmatamento, há três décadas, o IPÊ trabalha com restauração de paisagens e conservação de animais em extinção, com destaque para o mico-leão-preto (Leontopithecus chrysopygus), no Pontal do Paranapanema, no extremo Oeste Paulista. Nesses 30 anos a instituição fez grandes avanços: o mico-leão-preto saiu da categoria de “criticamente ameaçado” para “ameaçado”; e já reflorestou 5,4 milhões de árvores. Em 2022 a meta é plantar mais de 1 mil hectares. Já para 2023 a intenção é superar o plantio do ano anterior.

O grande aumento de áreas plantadas trouxe resultados positivos não só na questão ambiental como aqueceu o mercado regional, com a geração de empregos e renda. Outro aspecto importante, foi o surgimento de novas empresas prestadoras de serviços em restauração florestal. Alguns novos empreendedores locais viram nova chance de se engajarem neste processo.    Esse é o caso dos irmãos José do Carmo e Edmilson Bispo, sócios na Bispo Serviço de Restauração Ecológica. A empresa vai plantar e realizar a manutenção de 116 hectares de mudas nativas do bioma Mata Atlântica, divididas em duas grandes propriedades na região. A empresa já contratou quatro colaboradores, porém, segundo os sócios, o plano é ampliar a equipe de campo para sete pessoas. “Neste momento que o país atravessa uma crise financeira é gratificante a Bispo estar em expansão no seu quadro de colaboradores”, disse Edmilson.

Os irmãos Bispo são filhos de assentados, os pais têm um lote no assentamento Ribeirão Bonito, em Teodoro Sampaio/SP, no Pontal. Assim, adquiriram experiência com plantio de agrofloresta, sistema onde plantavam algodão e feijão nas entrelinhas das árvores nativas, em parceria com o IPÊ.

WhatsApp Image 2022 08 16 at 21.09.51 2Segundo Edmilson (foto), o IPÊ é uma instituição muito presente na sua vida profissional. Integrante do projeto “Aguas vão rolar”, ele trabalhou por cerca de sete anos no viveiro de mudas nativas na comunidade Ribeirão Bonito. “Esse trabalho me despertou a vontade de concluir meus estudos. Assim, cursei Ciências Biológicas, no período noturno na Unoeste, em Presidente Prudente. Eu saia de casa por volta das 17h e retornava depois da meia noite, eram mais de 200 quilômetros de viagem diária. Foi um esforço que valeu a pena”, conta Edmilson orgulho da sua conquista.

Depois de formado Edmilson trabalhou em outros estados entre eles no Mato Grosso do Sul. Porém, em 2021, novamente a parceria com o IPÊ retorna para sua vida profissional. Dessa vez o trabalho é voltado para a restauração de florestas área de atuação onde o empreendedor consegue juntar toda sua experiência adquirida ao longo da sua jornada na área de preparo de solo, plantio e manutenção das mudas, além de administrar o fluxo financeiro da empresa e o quadro de colaboradores. “Acredito que a forma com que eu e minha família trabalhamos em parceria com o IPÊ, lá no passado, é que proporcionou essa oportunidade atual para a empresa Bispo. Trabalhar com seriedade é o caminho para longas parceria”, disse Edmilson.

Para Haroldo Borges, coordenador de restauração ecológica em campo, dar oportunidade para jovens da região faz parte da missão do IPÊ. “Resumindo, é dar condições para pessoas possam viver na região, empreender, gerar novas oportunidades e se empoderar cada vez mais do conhecimento e ajudar a conservar a Biodiversidade local”, comenta.

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Curso de beneficiamento de sementes dá chance de nova atividade a assentados no ES

28 de julho de 2022 Por Paula Piccin
Lavinia ES coletadesementes

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No mês de julho, em parceria com a Rede de Sementes, o projeto do IPÊ “Educação, Paisagem e Comunidade”, promoveu o curso de coleta e beneficiamento de sementes nativas para produtores rurais dos assentamentos Beija-Flor, Boa Esperança e Laje, do município de Alto Rio Novo (Espírito Santo/ES). Também participaram representantes da Fundação Renova e Sindicato dos Trabalhadores Rurais. A atividade é parte de uma parceria iniciada em junho com a rede.

A coleta de sementes é o primeiro passo para a criação e desenvolvimento de viveiros de espécies nativas, que podem apoiar a renda dos assentados na região. “Viveiros de café e de cacau já são comuns, mas de outras plantas e árvores nativas – que é uma expertise do IPÊ com assentados no Pontal do Paranapanema – ainda não é uma prática na região, mas tem muito potencial”, explica Vanessa Silveira, educadora e mobilizadora social do projeto.

Lavinia ES coletadesementesOs assentados rurais locais já fizeram parte de um Diagnóstico Rural Participativo, que indicou, além da necessidade de criar alternativas de renda, a importância de iniciativas que apoiem a permanência e desenvolvimento dos jovens no campo. A coleta de sementes de espécies nativas pode ser uma delas, de acordo com Vanessa. Ela e representantes da Rede de Sementes foram responsáveis pela aplicação dos conhecimentos práticos sobre o tema com assentados como Marcela K. Magalhães, de Boa Esperança.

“O IPÊ tá colocando em pauta alguns assuntos, como é a produção, como pode ser melhorada, pra gente continuar evoluindo. A gente está gostando bastante dos cursos porque com eles a gente vai poder formar um viveiro de mudas e produzir dentro de nossas casas, dentro do nosso terreno e ajudar na renda familiar. Os jovens também estão bem interessados nisso”, afirma Marcela.

De acordo com Vanessa, do IPÊ, atividades como essa são pensadas também como forma de envolver as crianças e despertar o interesse pelas espécies nativas da região.

“Boleira, leiteira, azedinho, urucum, o coqueiro jerivá, o federgoso, e a noz moscada. A boleira a gente tira a casca grossa e dá pra tirar a casca fininha, deixando ela branca”, comenta  Lavínia Rodrigues, de 12 anos (foto), uma das mais curiosas e inspiradas em conhecer as espécies nativas da região e também em praticar a coleta de sementes. O curso a ajudou a começar a praticar essa atividade que ela não conhecia e que agora é capaz de descrever.

Rede de Sementes

A Rede de Sementes, parceira do IPÊ nesse projeto, tem como objetivo coletar para plantio quase 13 mil quilos de sementes ainda este ano. Com elas, são realizadas semeaduras para o programa de recuperação de Áreas de Preservação Permanente e de recarga hídrica da bacia do rio Doce. O programa tem objetivo de restaurar 40 mil hectares de floresta nativa.

O curso é iniciativa do projeto do IPÊ e sua escola, ESCAS, com financiamento da Fundação Renova.

 

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Agricultores do ES farão intercâmbio com produtores do Pontal do Paranapanema (SP)

26 de julho de 2022 Por Paula Piccin

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Educação é um dos pilares mais importantes do projeto que o IPÊ realiza em assentamentos na área rural do Espírito Santo. Em razão disso, o Instituto busca proporcionar trocas de conhecimentos entre técnicos, pesquisadores e produtores rurais.

Em novembro, mais de 40 produtores dos assentamentos Beija-Flor, Boa Esperança e Laje, da cidade de Alto Rio Novo, e do assentamento Rosa de Saron, em Águia Branca (ES), farão um intercâmbio de conhecimentos com produtores, também assentados, do Pontal do Paranapanema, extremo oeste de São Paulo.

A ideia é que eles conheçam de perto as iniciativas do IPÊ na região como Sistemas Agroflorestais com café sombreado, viveiros comunitários e os corredores reflorestados em áreas de reserva legal na região, incluindo o maior da Mata Atlântica, com 2,4 milhões de árvores, dentro da fazenda Rosanela. Os aprendizados poderão apoiar os assentados no desenvolvimento de ações que melhoram a produção local, possibilita novas alternativas de renda e a conservação de água que influencia a bacia do Rio Doce.

A atividade faz parte do projeto Educação, Paisagem e Comunidade, realizado pelo IPÊ, sua escola ESCAS e com financiamento da Fundação Renova.

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ESG NA PRÁTICA: Confira a sessão Valuation 2.0 – Metrificando Resultados do ESG

10 de novembro de 20225 de julho de 2022 Por Paula Piccin

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Cristina Pinho, presidente do conselho do Instituto Luisa Pinho Sartori, moderou a terceira sessão do ESG Na prática, uma parceria entre o IPÊ e o Linkedin, que contou com a participação de Gabriel Leal De Barros, sócio e economista-chefe da Ryo Asset, e de Flavia Spadafora, Sócia-Diretora da KPMG/ São Paulo. 

ESG Sessao 3 internaFlávia trouxe para a discussão o contexto dos dados. “A questão da métrica é bastante relevante porque o que a gente percebe é uma esquizofrenia de métricas e performances. As organizações se perdem por falta de uma tratativa contextualizada desses dados que é o que vira uma métrica efetiva. Não faltam dados, informações, mas sim uma estratégia clara de ESG, o que de fato ele representa para o contexto da empresa e onde esses indicadores estarão conectados. O segundo desafio é a questão sistêmica. Na medida em que os dados são coletados, é preciso que os sistemas tragam esses dados para a superfície para transformarmos em informação.  E o terceiro ponto está relacionado aos colaboradores, entendendo se eles estão conectados com o ESG das empresas em que atuam”.

Gabriel reiterou o aspecto levantado por Flávia. “Conectar os dados com o propósito da empresa é superimportante para não termos números frios. Criar um padrão, uma régua única, para mensurarmos as ações das empresas é, sim, um gargalo.  Esses dois pontos são fundamentais para tocarmos essa agenda em um futuro próximo de forma mais vigorosa.  O mercado de ações tem tentado avançar nessa direção, mas sem a padronização há dificuldade para escalar a precificação do que as empresas estão fazendo na agenda ESG. Uma vez definido padrão mínimo para reportarmos os resultados vamos conseguir dar escala para isso”.  

Cristina pontuou como essencial a forma como o relatório de sustentabilidade é tratado na empresa. “Precisa ser da mesma forma que o relatório financeiro. O ESG é uma agenda de gestão de risco. O mercado tem estudado e tentado entender as nuances, a questão do accountability padronizado será essencial para darmos escala. A agenda ESG traz resiliências às empresas suportarem o que acontece no mundo, mas essa construção da resiliência precisa de tempo”.  

Assista à sessão

Confira também:

Abertura e Semente de Impacto: ESG nas Organizações

ESG na Prática: Erros e Acertos   
 
Curso: ESG da Teoria à Prática: Lidando com a Complexidade

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ESG NA PRÁTICA: Assista à Sessão Erros e Acertos

10 de novembro de 20225 de julho de 2022 Por Paula Piccin

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ESG Sessao 2 internaNa segunda sessão, Rudi Solon, diretor de Contas no Linkedin, moderou o encontro de Alexandre Canatella, Qintess e co-Fundador de CyberCook, e Priscila Cardoso, head de diversidade, equidade e inclusão na Jusbrasil. 

Rudi questionou Alexandre Canatella sobre como colocar na prática o ESG. Para Alexandre, é preciso investir em educação. “Precisamos formar gerações de filhos, colaboradores e acionistas alinhados com questões de sustentabilidade”.

Para o empreendedor muitos erros são a consequência da falta de alinhamento com o propósito. “Tem muitas estratégias que não dão certo porque a gente precisa entender a jornada. Precisamos utilizar o ESG como propulsor para a empresa, mas também para colaboradores”, destaca Canatella. 

Priscila Cardoso ressaltou como chave a importâncias de as decisões mobilizarem pessoas e também a liderança das empresas. “A gente precisa pensar em soluções com aderência humana e não às salas de reuniões. As empresas precisam jogar esse jogo da sustentabilidade que gera impacto nas pessoas. A liderança precisa estar engajada, sem isso a gente não consegue trabalhar, começando pela presidência, a gente tem que encontrar uma forma de mostrar a importância e impactar as pessoas”. A partir disso, segundo ela, é que a empresa passa a levar o tema ao seu consumidor, para ganhar participação dos seus públicos e multiplicar o impacto. 

Assista à sessão Erros e Acertos

Confira também as sessões:

Abertura e Semente de Impacto: ESG nas Organizações

Valuation 2.0: Metrificando Resultados do ESG

Curso: ESG da Teoria à Prática: Lidando com a Complexidade

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ESG NA PRÁTICA: fique por dentro das principais discussões da segunda edição do evento

10 de novembro de 20225 de julho de 2022 Por Paula Piccin

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ESG na Prática, uma parceria do IPÊ com o LinkedIn, reuniu nesta terça-feira (05/07) 10 especialistas para discutir os desafios e as oportunidades do ESG a partir de três sessões: Semente de Impacto: ESG nas Organizações, ESG na Prática: Erros e Acertos e Valuation 2.0: Metrificando Resultados do ESG. O evento realizado no formato híbrido marcou a retomada, desde o início da pandemia, das atividades no espaço do LinkedIn para eventos presenciais e contou com transmissão online via Zoom e também no perfil do IPÊ na rede social. 

Suzana Padua, presidente do IPÊ, deu as boas-vindas as todos nesta segunda edição destacando o ESG como estratégia. “Estamos em uma país mega diverso e precisamos acordar para o valor da biodiversidade e a sustentabilidade é o caminho, nessa direção o ESG é promissor”. 

Sessão 1 Semente de Impacto: ESG nas Organizações 

Graziela Comini, vice-presidente do IPÊ, deu início como moderadora à primeira sessão com provocações. “Muito do ESG que vemos nas empresas é uma visão reducionista de relatório e como trazer princípios de ESG para trazer transformações que viabilizem o impacto socioambiental? Para que estamos fazendo tudo isso?”

Adriana Machado, fundadora do Briyah Institute, destacou a responsabilidade no contexto do ESG. “Precisamos ampliar o olhar, conectar mais e identificar tendências que estão emergindo. O accountability fala sobre a importância de abraçarmos a nossa responsabilidade, pessoas devem agir como donos para gerar resultados”. 

ESG Sessao1 Aron BelinkyAron Belinky, da ABC Associados, trouxe a diferença entre ESG e Sustentabilidade. “ESG não é sinônimo de sustentabilidade. Sustentabilidade é uma visão de como desejamos estar, como nos vemos no futuro. Já o conceito de desenvolvimento sustentável traz o compromisso geracional e de cuidado com o planeta. Mas é preciso qualificar o desenvolvimento como uma estratégia. Abaixo disso temos normas, indicadores e o ESG que são diferentes olhares para implementarmos essa estratégia”. 

Ricardo Mastroti, empreendedor que atua no CEBDS (Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável), chamou atenção para o motivo que move a ação. “A grande função deveria ser que o coletivo prevaleça sobre o individual, na natureza essa é a regra, que é muito diferente do que estamos fazendo. Precisamos trazer essa humildade de olhar na natureza e extrair aprendizados”.

Para Belinky, o imediatismo que compromete a visão de médio/longo prazo deve ser enfrentado com estratégia. “A ampliação da visão da empresa é essencial, o conjunto de onde ela se coloca combinando com a a ideia de como o negócio contribui com a nova forma da sociedade funcionar, se dentro dos limites do planeta ou do lado oposto. A segunda variável é a competitividade. Nesse novo mercado, o seu negócio vai satisfazer necessidades semelhantes, mas a empresa tem vantagens ou desvantagens em relação aos concorrentes, está melhor ou pior posicionada?”.

Mastroti ressalta que para avançar na direção do ESG é precisa resgatar o ser humano nas organizações, com valores comuns.  “Enquanto tivermos o abismo entre a vida profissional (o executivo) e o pai (vida pessoal) isso mostra que perdemos valores, a solução passa por cada  pessoa poder ser quem ela é no ambiente de trabalho, onde costumamos não falar de amor ou de cuidado. Como levar isso para o trabalho, esse é um grande desafio”.

Assista à sessão Semente de Impacto: ESG nas Organizações 

Confira também as sessões: 

ESG na Prática: Erros e Acertos 

Valuation 2.0: Metrificando Resultados do ESG 

Curso: ESG da Teoria à Prática: Lidando com a Complexidade

 

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