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Paula Piccin

ESCAS/IPÊ e ELTI/YALE apoiam jovens lideranças no sul da Bahia

23 de agosto de 2022 Por Paula Piccin

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WhatsApp Image 2022 08 23 at 18.53.20Lançado pela parceria entre a ESCAS/IPÊ e ELTI/YALE – Environmental Leadership Training Initiative da Yale School of the Environment, o Programa de Liderança (Leadership Program) na área ambiental selecionou, em sua primeira edição, quatro ex-alunos para serem apoiados no desenvolvimento de seus projetos de conservação socioambiental no Sul da Bahia.

O programa tem por objetivo apoiar projetos de pesquisa, treinamento, intervenção rural e/ou produção de materiais educativos desenvolvidos no Sul da Bahia, com capacidade de desenvolvimento e implementação, dentro dos temas: Conservação da natureza; Restauração de paisagens e/ou ecossistemas; Sistemas sustentáveis de produção; e Comercialização de produtos agrícolas e florestais.

As jovens lideranças selecionadas participaram do curso de Adequação Ambiental e Produtiva em Propriedades Rurais, oferecido entre 2021 e 2022. Os selecionados têm acesso a apoio financeiro e/ou mentoria para aplicar o que aprenderam no curso.

Conheça os selecionados:

Thiago Guedes Viana      
Projeto: Rota do Orgânico: Proposta para ampliar a oferta de alimentos orgânicos na Bahia

Priscila Valente Batista Neto
Projeto: Promoção dos serviços ambientais em propriedades da agricultura familiar no território da Costa do Descobrimento.

Felipe Otávio Campelo e Silva
Projeto: Pesquisa de campo sobre o papel dos quintais produtivos na obtenção de serviços ecossistêmicos nos assentamentos agroecológicos no sul da Bahia, Brasil.

Anna Raquel Nunes Sanchez
Projeto: Planejamento e monitoramento do sistema produtivo: autonomia e inovação na unidade de produção da agricultura familiar.

Webinário
Thiago Guedes e Priscila Valente falarão sobre seus projetos e a experiência do curso num Webinario entitulado “Liderança Socioambiental no Brasil” no dia 1º de setembro. Eles contarão como, durante o curso, construíram projetos de intervenção para melhorar as vidas das comunidades locais e a sustentabilidade das paisagens no Sul da Bahia. No webinar, farão uma retrospectiva de como o curso os ajudou a identificar as demandas e oportunidades abordadas nos projetos que os levaram a ser selecionados para o Programa de Liderança.

Para participar e acompanhar, inscreva-se: https://yale.zoom.us/webinar/register/WN_aGOL-2zKSrmYhY5RA68CPw

 

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Desmatamento recorde na Amazônia reforça o papel das áreas protegidas para garantir conservação

23 de agosto de 2022 Por Paula Piccin

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A Amazônia vem sofrendo recordes de destruição nos últimos anos. Dados do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), do Imazon, divulgados nesta semana, mostram que nos últimos 12 meses, de agosto de 2021 a julho de 2022, foram derrubados 10.781 km² de floresta, a maior área devastada dos últimos 15 anos para o período, sendo 3% superior à registrada no relatório anterior.

Segundo o SAD, em julho de 2022, a maioria (62%) do desmatamento ocorreu em áreas privadas ou sob diversos estágios de posse. O restante do desmatamento foi registrado em Assentamentos (25%), Unidades de Conservação (11%) e Terras Indígenas (2%). “Como vemos, as áreas protegidas conseguem se manter com um índice bem menor de desmatamento, se comparadas a outras áreas, apesar de sofrerem cada vez mais pressão. Isso ressalta a importância de apoiar a proteção e gestão dessas áreas, das comunidades e modos de vida local e negócios associados à floresta em pé”, afirma Neluce Soares, coordenadora do LIRA – Legado Integrado da Região Amazônica, do IPÊ.  

Um relatório do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), publicado no dia 17 de agosto, que reuniu e analisou ocorrências que vão desde a exploração ilegal de recursos até os danos ao patrimônio indígena, revela que as invasões e ataques contra as terras indígenas aumentaram pelo sexto ano consecutivo e chegaram a 1.294 casos registrados em 2021.

Para reverter o problema, uma das estratégias do LIRA é transformar as áreas protegidas, ou seja, terras indígenas e unidades de conservação, em um polo de desenvolvimento regional e territorial. “Se a população local tiver uma renda eficiente e esses povos forem fortalecidos, há menor chance de invasão e, consequentemente, desmatamento. A consolidação dessas áreas vai além da proteção ao desmatamento, pois representam culturas, línguas, economia, governança, presença do Estado e conservação da biodiversidade”, diz Neluce.

O LIRA tem como objetivo – junto a uma rede de parceiros de vários setores, que atuam no território, inclusive o Imazon – conservar a floresta, a biodiversidade, a função climática da bacia Amazônica e o desenvolvimento socioambiental e cultural de povos e comunidades tradicionais. “Valorizar e fortalecer quem protege e cuida da floresta é uma maneira de diminuir o processo destrutivo”, afirma Neluce Soares.

(foto de capa: Imazon)

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Na contramão do desmatamento a restauração florestal desponta no Pontal do Paranapanema e aquece o mercado regional

16 de agosto de 2022 Por Paula Piccin

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O Brasil é o país que mais desmata florestas primárias no mundo. Somos responsáveis por 40% da degradação florestal mundial. Na contramão do desmatamento, há três décadas, o IPÊ trabalha com restauração de paisagens e conservação de animais em extinção, com destaque para o mico-leão-preto (Leontopithecus chrysopygus), no Pontal do Paranapanema, no extremo Oeste Paulista. Nesses 30 anos a instituição fez grandes avanços: o mico-leão-preto saiu da categoria de “criticamente ameaçado” para “ameaçado”; e já reflorestou 5,4 milhões de árvores. Em 2022 a meta é plantar mais de 1 mil hectares. Já para 2023 a intenção é superar o plantio do ano anterior.

O grande aumento de áreas plantadas trouxe resultados positivos não só na questão ambiental como aqueceu o mercado regional, com a geração de empregos e renda. Outro aspecto importante, foi o surgimento de novas empresas prestadoras de serviços em restauração florestal. Alguns novos empreendedores locais viram nova chance de se engajarem neste processo.    Esse é o caso dos irmãos José do Carmo e Edmilson Bispo, sócios na Bispo Serviço de Restauração Ecológica. A empresa vai plantar e realizar a manutenção de 116 hectares de mudas nativas do bioma Mata Atlântica, divididas em duas grandes propriedades na região. A empresa já contratou quatro colaboradores, porém, segundo os sócios, o plano é ampliar a equipe de campo para sete pessoas. “Neste momento que o país atravessa uma crise financeira é gratificante a Bispo estar em expansão no seu quadro de colaboradores”, disse Edmilson.

Os irmãos Bispo são filhos de assentados, os pais têm um lote no assentamento Ribeirão Bonito, em Teodoro Sampaio/SP, no Pontal. Assim, adquiriram experiência com plantio de agrofloresta, sistema onde plantavam algodão e feijão nas entrelinhas das árvores nativas, em parceria com o IPÊ.

WhatsApp Image 2022 08 16 at 21.09.51 2Segundo Edmilson (foto), o IPÊ é uma instituição muito presente na sua vida profissional. Integrante do projeto “Aguas vão rolar”, ele trabalhou por cerca de sete anos no viveiro de mudas nativas na comunidade Ribeirão Bonito. “Esse trabalho me despertou a vontade de concluir meus estudos. Assim, cursei Ciências Biológicas, no período noturno na Unoeste, em Presidente Prudente. Eu saia de casa por volta das 17h e retornava depois da meia noite, eram mais de 200 quilômetros de viagem diária. Foi um esforço que valeu a pena”, conta Edmilson orgulho da sua conquista.

Depois de formado Edmilson trabalhou em outros estados entre eles no Mato Grosso do Sul. Porém, em 2021, novamente a parceria com o IPÊ retorna para sua vida profissional. Dessa vez o trabalho é voltado para a restauração de florestas área de atuação onde o empreendedor consegue juntar toda sua experiência adquirida ao longo da sua jornada na área de preparo de solo, plantio e manutenção das mudas, além de administrar o fluxo financeiro da empresa e o quadro de colaboradores. “Acredito que a forma com que eu e minha família trabalhamos em parceria com o IPÊ, lá no passado, é que proporcionou essa oportunidade atual para a empresa Bispo. Trabalhar com seriedade é o caminho para longas parceria”, disse Edmilson.

Para Haroldo Borges, coordenador de restauração ecológica em campo, dar oportunidade para jovens da região faz parte da missão do IPÊ. “Resumindo, é dar condições para pessoas possam viver na região, empreender, gerar novas oportunidades e se empoderar cada vez mais do conhecimento e ajudar a conservar a Biodiversidade local”, comenta.

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Curso de beneficiamento de sementes dá chance de nova atividade a assentados no ES

28 de julho de 2022 Por Paula Piccin
Lavinia ES coletadesementes

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No mês de julho, em parceria com a Rede de Sementes, o projeto do IPÊ “Educação, Paisagem e Comunidade”, promoveu o curso de coleta e beneficiamento de sementes nativas para produtores rurais dos assentamentos Beija-Flor, Boa Esperança e Laje, do município de Alto Rio Novo (Espírito Santo/ES). Também participaram representantes da Fundação Renova e Sindicato dos Trabalhadores Rurais. A atividade é parte de uma parceria iniciada em junho com a rede.

A coleta de sementes é o primeiro passo para a criação e desenvolvimento de viveiros de espécies nativas, que podem apoiar a renda dos assentados na região. “Viveiros de café e de cacau já são comuns, mas de outras plantas e árvores nativas – que é uma expertise do IPÊ com assentados no Pontal do Paranapanema – ainda não é uma prática na região, mas tem muito potencial”, explica Vanessa Silveira, educadora e mobilizadora social do projeto.

Lavinia ES coletadesementesOs assentados rurais locais já fizeram parte de um Diagnóstico Rural Participativo, que indicou, além da necessidade de criar alternativas de renda, a importância de iniciativas que apoiem a permanência e desenvolvimento dos jovens no campo. A coleta de sementes de espécies nativas pode ser uma delas, de acordo com Vanessa. Ela e representantes da Rede de Sementes foram responsáveis pela aplicação dos conhecimentos práticos sobre o tema com assentados como Marcela K. Magalhães, de Boa Esperança.

“O IPÊ tá colocando em pauta alguns assuntos, como é a produção, como pode ser melhorada, pra gente continuar evoluindo. A gente está gostando bastante dos cursos porque com eles a gente vai poder formar um viveiro de mudas e produzir dentro de nossas casas, dentro do nosso terreno e ajudar na renda familiar. Os jovens também estão bem interessados nisso”, afirma Marcela.

De acordo com Vanessa, do IPÊ, atividades como essa são pensadas também como forma de envolver as crianças e despertar o interesse pelas espécies nativas da região.

“Boleira, leiteira, azedinho, urucum, o coqueiro jerivá, o federgoso, e a noz moscada. A boleira a gente tira a casca grossa e dá pra tirar a casca fininha, deixando ela branca”, comenta  Lavínia Rodrigues, de 12 anos (foto), uma das mais curiosas e inspiradas em conhecer as espécies nativas da região e também em praticar a coleta de sementes. O curso a ajudou a começar a praticar essa atividade que ela não conhecia e que agora é capaz de descrever.

Rede de Sementes

A Rede de Sementes, parceira do IPÊ nesse projeto, tem como objetivo coletar para plantio quase 13 mil quilos de sementes ainda este ano. Com elas, são realizadas semeaduras para o programa de recuperação de Áreas de Preservação Permanente e de recarga hídrica da bacia do rio Doce. O programa tem objetivo de restaurar 40 mil hectares de floresta nativa.

O curso é iniciativa do projeto do IPÊ e sua escola, ESCAS, com financiamento da Fundação Renova.

 

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Agricultores do ES farão intercâmbio com produtores do Pontal do Paranapanema (SP)

26 de julho de 2022 Por Paula Piccin

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Educação é um dos pilares mais importantes do projeto que o IPÊ realiza em assentamentos na área rural do Espírito Santo. Em razão disso, o Instituto busca proporcionar trocas de conhecimentos entre técnicos, pesquisadores e produtores rurais.

Em novembro, mais de 40 produtores dos assentamentos Beija-Flor, Boa Esperança e Laje, da cidade de Alto Rio Novo, e do assentamento Rosa de Saron, em Águia Branca (ES), farão um intercâmbio de conhecimentos com produtores, também assentados, do Pontal do Paranapanema, extremo oeste de São Paulo.

A ideia é que eles conheçam de perto as iniciativas do IPÊ na região como Sistemas Agroflorestais com café sombreado, viveiros comunitários e os corredores reflorestados em áreas de reserva legal na região, incluindo o maior da Mata Atlântica, com 2,4 milhões de árvores, dentro da fazenda Rosanela. Os aprendizados poderão apoiar os assentados no desenvolvimento de ações que melhoram a produção local, possibilita novas alternativas de renda e a conservação de água que influencia a bacia do Rio Doce.

A atividade faz parte do projeto Educação, Paisagem e Comunidade, realizado pelo IPÊ, sua escola ESCAS e com financiamento da Fundação Renova.

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ESG NA PRÁTICA: Confira a sessão Valuation 2.0 – Metrificando Resultados do ESG

10 de novembro de 20225 de julho de 2022 Por Paula Piccin

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Cristina Pinho, presidente do conselho do Instituto Luisa Pinho Sartori, moderou a terceira sessão do ESG Na prática, uma parceria entre o IPÊ e o Linkedin, que contou com a participação de Gabriel Leal De Barros, sócio e economista-chefe da Ryo Asset, e de Flavia Spadafora, Sócia-Diretora da KPMG/ São Paulo. 

ESG Sessao 3 internaFlávia trouxe para a discussão o contexto dos dados. “A questão da métrica é bastante relevante porque o que a gente percebe é uma esquizofrenia de métricas e performances. As organizações se perdem por falta de uma tratativa contextualizada desses dados que é o que vira uma métrica efetiva. Não faltam dados, informações, mas sim uma estratégia clara de ESG, o que de fato ele representa para o contexto da empresa e onde esses indicadores estarão conectados. O segundo desafio é a questão sistêmica. Na medida em que os dados são coletados, é preciso que os sistemas tragam esses dados para a superfície para transformarmos em informação.  E o terceiro ponto está relacionado aos colaboradores, entendendo se eles estão conectados com o ESG das empresas em que atuam”.

Gabriel reiterou o aspecto levantado por Flávia. “Conectar os dados com o propósito da empresa é superimportante para não termos números frios. Criar um padrão, uma régua única, para mensurarmos as ações das empresas é, sim, um gargalo.  Esses dois pontos são fundamentais para tocarmos essa agenda em um futuro próximo de forma mais vigorosa.  O mercado de ações tem tentado avançar nessa direção, mas sem a padronização há dificuldade para escalar a precificação do que as empresas estão fazendo na agenda ESG. Uma vez definido padrão mínimo para reportarmos os resultados vamos conseguir dar escala para isso”.  

Cristina pontuou como essencial a forma como o relatório de sustentabilidade é tratado na empresa. “Precisa ser da mesma forma que o relatório financeiro. O ESG é uma agenda de gestão de risco. O mercado tem estudado e tentado entender as nuances, a questão do accountability padronizado será essencial para darmos escala. A agenda ESG traz resiliências às empresas suportarem o que acontece no mundo, mas essa construção da resiliência precisa de tempo”.  

Assista à sessão

Confira também:

Abertura e Semente de Impacto: ESG nas Organizações

ESG na Prática: Erros e Acertos   
 
Curso: ESG da Teoria à Prática: Lidando com a Complexidade

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ESG NA PRÁTICA: Assista à Sessão Erros e Acertos

10 de novembro de 20225 de julho de 2022 Por Paula Piccin

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ESG Sessao 2 internaNa segunda sessão, Rudi Solon, diretor de Contas no Linkedin, moderou o encontro de Alexandre Canatella, Qintess e co-Fundador de CyberCook, e Priscila Cardoso, head de diversidade, equidade e inclusão na Jusbrasil. 

Rudi questionou Alexandre Canatella sobre como colocar na prática o ESG. Para Alexandre, é preciso investir em educação. “Precisamos formar gerações de filhos, colaboradores e acionistas alinhados com questões de sustentabilidade”.

Para o empreendedor muitos erros são a consequência da falta de alinhamento com o propósito. “Tem muitas estratégias que não dão certo porque a gente precisa entender a jornada. Precisamos utilizar o ESG como propulsor para a empresa, mas também para colaboradores”, destaca Canatella. 

Priscila Cardoso ressaltou como chave a importâncias de as decisões mobilizarem pessoas e também a liderança das empresas. “A gente precisa pensar em soluções com aderência humana e não às salas de reuniões. As empresas precisam jogar esse jogo da sustentabilidade que gera impacto nas pessoas. A liderança precisa estar engajada, sem isso a gente não consegue trabalhar, começando pela presidência, a gente tem que encontrar uma forma de mostrar a importância e impactar as pessoas”. A partir disso, segundo ela, é que a empresa passa a levar o tema ao seu consumidor, para ganhar participação dos seus públicos e multiplicar o impacto. 

Assista à sessão Erros e Acertos

Confira também as sessões:

Abertura e Semente de Impacto: ESG nas Organizações

Valuation 2.0: Metrificando Resultados do ESG

Curso: ESG da Teoria à Prática: Lidando com a Complexidade

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ESG NA PRÁTICA: fique por dentro das principais discussões da segunda edição do evento

10 de novembro de 20225 de julho de 2022 Por Paula Piccin

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ESG na Prática, uma parceria do IPÊ com o LinkedIn, reuniu nesta terça-feira (05/07) 10 especialistas para discutir os desafios e as oportunidades do ESG a partir de três sessões: Semente de Impacto: ESG nas Organizações, ESG na Prática: Erros e Acertos e Valuation 2.0: Metrificando Resultados do ESG. O evento realizado no formato híbrido marcou a retomada, desde o início da pandemia, das atividades no espaço do LinkedIn para eventos presenciais e contou com transmissão online via Zoom e também no perfil do IPÊ na rede social. 

Suzana Padua, presidente do IPÊ, deu as boas-vindas as todos nesta segunda edição destacando o ESG como estratégia. “Estamos em uma país mega diverso e precisamos acordar para o valor da biodiversidade e a sustentabilidade é o caminho, nessa direção o ESG é promissor”. 

Sessão 1 Semente de Impacto: ESG nas Organizações 

Graziela Comini, vice-presidente do IPÊ, deu início como moderadora à primeira sessão com provocações. “Muito do ESG que vemos nas empresas é uma visão reducionista de relatório e como trazer princípios de ESG para trazer transformações que viabilizem o impacto socioambiental? Para que estamos fazendo tudo isso?”

Adriana Machado, fundadora do Briyah Institute, destacou a responsabilidade no contexto do ESG. “Precisamos ampliar o olhar, conectar mais e identificar tendências que estão emergindo. O accountability fala sobre a importância de abraçarmos a nossa responsabilidade, pessoas devem agir como donos para gerar resultados”. 

ESG Sessao1 Aron BelinkyAron Belinky, da ABC Associados, trouxe a diferença entre ESG e Sustentabilidade. “ESG não é sinônimo de sustentabilidade. Sustentabilidade é uma visão de como desejamos estar, como nos vemos no futuro. Já o conceito de desenvolvimento sustentável traz o compromisso geracional e de cuidado com o planeta. Mas é preciso qualificar o desenvolvimento como uma estratégia. Abaixo disso temos normas, indicadores e o ESG que são diferentes olhares para implementarmos essa estratégia”. 

Ricardo Mastroti, empreendedor que atua no CEBDS (Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável), chamou atenção para o motivo que move a ação. “A grande função deveria ser que o coletivo prevaleça sobre o individual, na natureza essa é a regra, que é muito diferente do que estamos fazendo. Precisamos trazer essa humildade de olhar na natureza e extrair aprendizados”.

Para Belinky, o imediatismo que compromete a visão de médio/longo prazo deve ser enfrentado com estratégia. “A ampliação da visão da empresa é essencial, o conjunto de onde ela se coloca combinando com a a ideia de como o negócio contribui com a nova forma da sociedade funcionar, se dentro dos limites do planeta ou do lado oposto. A segunda variável é a competitividade. Nesse novo mercado, o seu negócio vai satisfazer necessidades semelhantes, mas a empresa tem vantagens ou desvantagens em relação aos concorrentes, está melhor ou pior posicionada?”.

Mastroti ressalta que para avançar na direção do ESG é precisa resgatar o ser humano nas organizações, com valores comuns.  “Enquanto tivermos o abismo entre a vida profissional (o executivo) e o pai (vida pessoal) isso mostra que perdemos valores, a solução passa por cada  pessoa poder ser quem ela é no ambiente de trabalho, onde costumamos não falar de amor ou de cuidado. Como levar isso para o trabalho, esse é um grande desafio”.

Assista à sessão Semente de Impacto: ESG nas Organizações 

Confira também as sessões: 

ESG na Prática: Erros e Acertos 

Valuation 2.0: Metrificando Resultados do ESG 

Curso: ESG da Teoria à Prática: Lidando com a Complexidade

 

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IPÊ mobilizes Alpargatas/Havaianas employees to volunteer for conservation in the Jaraguá State Park

1 de julho de 2022 Por Paula Piccin

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WhatsApp Image 2022 06 28 at 15.28.23Volunteering is one the most relevant instruments of mobilization for the conservation of biodiversity. IPÊ has been encouraging these actions in partnerships with NGOs and the corporate world. In the month of the environment, 22 employees from Alpargatas/Havaianas (an IPÊ partner for 18 years) participated in a volunteer action at the Jaraguá State Park, in the city of São Paulo. The activity involves a lot of hands-on work, with the identification and division of 28 species from seedlings and seed collection, organization of the nursery, transplantation of 550 seedlings of Juçara-palm, an endangered species, and planting of tree seedlings.

The program began early in the morning with a presentation by Gustavo Lopes do Espírito Santo, manager of the Jaraguá State Park, about the Conservation Unit (UC) considered a World Heritage Site by Unesco. The park is home of one of the last remnants of Atlantic Forest in the São Paulo Metropolitan Region and is part of São Paulo Green Belt Biosphere Reserve.

Next, Andrea Peçanha, coordinator of the IPÊ Business Unit, highlighted corporate volunteering as strategic for the conservation of biodiversity.” The potential for companies to involve employees in an initiative like this reinforces corporate values and a sense of collectivity and belonging. After all, we can all contribute to the conservation of protected areas and biodiversity. Bringing employees together at the UC reinforces the maturity of this relationship between IPÊ and Alpargatas/Havaianas, which can inspire other companies to follow this path, with a position that mobilizes employees to act for the conservation of our parks and protected areas”, she says.

Maria José de Martini, head of Sustainability and Reputation at Alpargatas/Havaianas, explains how volunteering is applied within the company. “In the area of social responsibility, we promote inclusion through education, social entrepreneurship and volunteering, one of the main pillars of the global strategy”, comments.

Most of the volunteers from Alpargatas/Havaianas participated for the first time in an action like this. “This was our first major delivery within the new global strategy, the first of many. And there is nothing better than starting with a partner (IPÊ) with whom we have worked for 18 years. Many employees had never done a voluntary action. Some were already volunteers and loved the new initiative with nature, it was an incredible day. We already have collaborators interested in the next editions, wanting to participate, asking when the next action will be”.

The actions at the nursery were guide by professionals from the Park and two technicians from the IPÊ, Gustavo Brichi and Paulo Roberto Ferro. The team also planted seedlings and hiked to Pico of Jaraguá, which gives its name to the unit, with an altitude of 1135 meters. The word Jaraguá, Tupi origin, means “Lord of the Valleys”.

For Gustavo Lopes do Espírito Santo, manager of State Park of Jaraguá, initiatives like this reinforce volunteering as a strategy to engage society through nature. “It was an enriching activity, without a doubt the opportunity to expose the importance of protected areas to engaged and committed groups, it contributed to improving the services offered to the public and awake a feeling of affection and belonging to the space. No doubt serving as inspiration for new actions”. On the day, the 22 volunteers totaled 130 hours of volunteering dedicated to the conservation unit, 6 hours of each participant.

Andrea Peçanha emphasizes that the initiative exceeded the expectations of the collaborators. “Everyone was positively impressed with the receptivity of the Florestal Foundation team that works in the Park and with the management in the Unit. The interest was so much that the participants were already planning the next opportunity to visit the place.” 

Collective good, in the end we are all biodiversity.       

The action of volunteers contributed to the revitalization of the nursery that produces native of Atlantic Forest seedlings for the restauration of degraded areas within the UC, which is essential to help protection of this important remnant and its biodiversity, as explained Angela Pellin, researched which coordinates Volunteering front for Conservation, at IPÊ. “It’s the type of initiative where everyone wins: The Park, which received support from volunteers and materials donated to revitalize part of the nursery, the volunteers who have a different day, in contact with nature and a lot of learning, and Alpargatas, which has the opportunity to carry out an integrative action with its employees, which reflects the company’s commitment to the environment”, emphasizes.

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In the Amazon, volunteers support sustainable businesses in communities in the Puranga Conquista reserve (AM)

10 de novembro de 202229 de junho de 2022 Por Paula Piccin

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WhatsApp Image 2022 06 22 at 19.06.32 1Ten volunteers from different cities in Brazil and with different professional experiences participated on the last holiday (June 15th to 19th/22) in a different action: supporting entrepreneurs in the Amazon to improve the results of their businesses through the exchange of ideas and clarification of questions related to the topic. The activity is part of the “Project Navigating Entrepreneurial Education in the Amazon”, carried out by IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas, in partnership with LinkedIn, the biggest professional social media in the world.

After a research during 2021, IPÊ found that the Puranga Conquista Sustainable Development Reserve (SDR), located in Manaus’ rural areas (Amazonas) and which protects almost 100 thousand hectares of the Amazon, has about 147 entrepreneurs, who work in more than 330 small business in the territory. This is the largest study on the topic about the region. Besides fishing and agriculture, which are subsistence activities, most of the 17 studied communities have tourism as a source of income, along with activities that are part of this entire chain, such as handicrafts, accommodation, food, hiking services and cultural experiences. All these activities were severely impacted by the Covid-19 pandemic and, consequently, so the income of several families. The state of Amazonas, the epicenter of the pandemic in Brazil, recorded a 66% drop in revenue from this sector, directly reflecting tourism within protected areas, compromising this socioeconomic activity and other chains associated with tourism indirectly.

Based on this diagnosis, the Institute and its partner LinkedIn selected 47 projects with growth and development potential, which underwent a new screening. Now, 21 businesses are guided by volunteer professionals who are supporting entrepreneurs in challenges related to logistics, communication, marketing, infrastructure and accounting.

“Economic activities that generate income within the Amazon territory are important for socio-environmental conservation, as they can be allies for residents to settle in their territories, developing sustainable practices that conserve biodiversity, and reducing the need to look for work in Manaus – which is generally risky and can lead to conditions of social and economic vulnerability”, says Nailza Porto, the project coordinator.

It is important to mention that riverside communities are not fully covered by socioeconomic and environmental policies. In addition to the current Brazilian scenario, aggravated by the dismantling of environmental policies, it is necessary to promote mechanisms and strategies aimed at community-based conservation, particularly seeking to overcome extreme events due to the climate crisis. Therefore, it is necessary to create innovative and more circular arrangements in face of the current moment, adopting strategies to awaken a systemic view of the importance of a healthy environment as a natural barrier to environmental and climate crisis events.

Volunteers in action

gabriel leal barrosOne of the volunteers was Gabriel Leal de Barros (photo), chief economist at Ryo Asset, an investment company in Rio de Janeiro. The opportunity to get to know the project and the lower Rio Negro brought new perspectives to the professional, who was able to help entrepreneurs in essential topics such as accounting, pricing and the legal and bureaucratic issues involved in the development of a business. “Entrepreneurship in Brazil always has its challenges, they can be bureaucratic, capital, etc. In the Amazon, even with all the challenges – energy, logistics, seasonality – this is already happening and I could see it here, talking to these entrepreneurs. But I believe that the main point for us to achieve efficiency for the business is in the coordination of all this, so that the entrepreneur can have his business in a profitable way, that the product can reach the final consumer in a viable and, of course, in a sustainable way.”, said Gabriel.

Over the course of the four-day activity, the volunteers went from being teachers to mentors. Each one of them will closely monitor, over the course of a month, the businesses supported by the project, acting as sponsors of the initiatives. The goal is to assist in the business plan and action proposal for each project for the coming months. There are those who want to expand their ventures, others need financial adequacy, or even purchase instruments and equipment, in addition to facing issues of logistics and supply of energy and internet, major bottlenecks in the region.

To reach the communities, IPÊ uses its School Boat, the Maíra I, where the volunteers spent every day during the meeting days. The institute has owned the boat since 2003, it was a donation from the Martins Group, and it was renovated in August 2021 after the approval of the new project.

The experience gave the volunteers a new look at nature, helping professionals to get to know a region of Brazil that is often not included in tourist itineraries, although it is extremely rich in biodiversity, culture, and natural attractions.

The “Project Navigating Entrepreneurial Education in the Amazon” also has support from the LIRA/IPÊ project – Integrated Legacy of the Amazon Region.

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