Trainees da Alpargatas visitam a sede do IPÊ
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Trainees da empresa Alpargatas, dona da marca Havaianas, visitaram, nos dias 15 e 16 de agosto, a sede do IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas, em Nazaré Paulista (SP). Na oportunidade, os jovens colaboradores conheceram de perto o trabalho de conservação da biodiversidade, por meio de ciência, educação e negócios sustentáveis, desenvolvido há 30 anos pela instituição.
A atividade foi uma maneira de aproximar os jovens em início de carreira do trabalho que o IPÊ realiza, aproveitando o momento para debaterem mais sobre questões relacionadas à sustentabilidade, que é, inclusive, um dos pilares de negócio da Alpargatas – dona da Havaianas, marca parceira do IPÊ.
“Um dia de experiência no IPÊ é a chance de as pessoas ficarem mais próximas da realidade do nosso trabalho, entenderem mais sobre a nossa causa e também de compreenderem um pouco mais sobre meio ambiente e sustentabilidade. Estar presente e vivenciar de perto atividades, como plantio de mudas nativas, ajuda quem participa a absorver mais os aprendizados”, afirma Andrea Peçanha, coordenadora da Unidade de Negócios Sustentáveis do IPÊ.
A programação contou com visitas às instalações da ESCAS – Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade, rodas de conversas, jogos educativos, palestras sobre a instituição e as ações do projeto Semeando Água, além do plantio de mudas nativas, realizadas pelos trainees com a supervisão de técnicos do instituto.
“Sustentabilidade está presente no dia a dia da Alpargatas, uma empresa centenária com forte histórico de conexão com a sociedade. Levar nossos trainees para conhecer o Ipê é fundamental para que eles entendam a importância desta parceria para a empresa e para o meio ambiente, aprendam, tragam novas ideias e se orgulhem dos frutos gerados com essa iniciativa”, afirma Gislaine Lima, Diretora Global de Atração e Desenvolvimento.
Parceria IPÊ e Havaianas
Considerada uma das principais marcas da Alpargatas, a Havaianas já soma 18 anos de parceria com o Instituto IPÊ. Durante esse período, mais de 16 milhões de pares de sandálias com artes inspiradas em espécies da fauna brasileira foram vendidas, revertendo mais de R$ 10 milhões para a manutenção do Instituto (7% do valor das vendas líquidas da linha).
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Reunidos no sítio de sr Geraldo Peixoto, produtor de cacau e café, pequenos produtores rurais que vivem no assentamento Laje, em Alto Rio Novo (ES), falaram sobre desafios socioambientais e sobre os seus sonhos para a região, uma importante área de produção de água e também de alimentos.
A atividade foi liderada por Leonardo Rodrigues, do IPÊ (em pé na foto), que atua com mediação de atividades participativas com comunidades. Segundo ele, o formato é o melhor caminho para que um projeto tenha sucesso. “O caminho ideal é aquele que permite a construção conjunta, a troca de conhecimento e informações entre as pessoas para que a comunidade se reconheça naquele planejamento, entendendo que foram os moradores que escolheram seguir por este ou aquele caminho, e não algo que foi trazido de fora e imposto por alguém. Essa é a base de um relacionamento de confiança entre os envolvidos em um projeto de transformação socioambiental”, explica.
Lançado pela parceria entre a ESCAS/IPÊ e ELTI/YALE – Environmental Leadership Training Initiative da Yale School of the Environment, o Programa de Liderança (Leadership Program) na área ambiental selecionou, em sua primeira edição, quatro ex-alunos para serem apoiados no desenvolvimento de seus projetos de conservação socioambiental no Sul da Bahia.
Segundo Edmilson (foto), o IPÊ é uma instituição muito presente na sua vida profissional. Integrante do projeto “Aguas vão rolar”, ele trabalhou por cerca de sete anos no viveiro de mudas nativas na comunidade Ribeirão Bonito. “Esse trabalho me despertou a vontade de concluir meus estudos. Assim, cursei Ciências Biológicas, no período noturno na Unoeste, em Presidente Prudente. Eu saia de casa por volta das 17h e retornava depois da meia noite, eram mais de 200 quilômetros de viagem diária. Foi um esforço que valeu a pena”, conta Edmilson orgulho da sua conquista.
Os assentados rurais locais já fizeram parte de um Diagnóstico Rural Participativo, que indicou, além da necessidade de criar alternativas de renda, a importância de iniciativas que apoiem a permanência e desenvolvimento dos jovens no campo. A coleta de sementes de espécies nativas pode ser uma delas, de acordo com Vanessa. Ela e representantes da Rede de Sementes foram responsáveis pela aplicação dos conhecimentos práticos sobre o tema com assentados como Marcela K. Magalhães, de Boa Esperança.
Flávia trouxe para a discussão o contexto dos dados. “A questão da métrica é bastante relevante porque o que a gente percebe é uma esquizofrenia de métricas e performances. As organizações se perdem por falta de uma tratativa contextualizada desses dados que é o que vira uma métrica efetiva. Não faltam dados, informações, mas sim uma estratégia clara de ESG, o que de fato ele representa para o contexto da empresa e onde esses indicadores estarão conectados. O segundo desafio é a questão sistêmica. Na medida em que os dados são coletados, é preciso que os sistemas tragam esses dados para a superfície para transformarmos em informação. E o terceiro ponto está relacionado aos colaboradores, entendendo se eles estão conectados com o ESG das empresas em que atuam”.
Na segunda sessão, Rudi Solon, diretor de Contas no Linkedin, moderou o encontro de Alexandre Canatella, Qintess e co-Fundador de CyberCook, e Priscila Cardoso, head de diversidade, equidade e inclusão na Jusbrasil.
Aron Belinky, da ABC Associados, trouxe a diferença entre ESG e Sustentabilidade. “ESG não é sinônimo de sustentabilidade. Sustentabilidade é uma visão de como desejamos estar, como nos vemos no futuro. Já o conceito de desenvolvimento sustentável traz o compromisso geracional e de cuidado com o planeta. Mas é preciso qualificar o desenvolvimento como uma estratégia. Abaixo disso temos normas, indicadores e o ESG que são diferentes olhares para implementarmos essa estratégia”.