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Cibele Quirino

Grupo quer fortalecer ações de conservação e desenvolvimento econômico sustentável para o Sistema Cantareira

28 de outubro de 2021 Por Cibele Quirino

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Profissionais do terceiro setor e de governo estiveram reunidos no dia 25 de outubro para uma discussão sobre ações de conservação e desenvolvimento econômico para o Sistema Cantareira. O encontro, realizado pelo Governo do Estado de São Paulo, com apoio do IPÊ, reuniu cerca de 45 pessoas (maioria em participação online)*. A proposta foi entender como os atores presentes trabalham na região, com o objetivo de criar soluções conjuntas, que atendam às demandas ecológicas, sociais e econômicas do território. Em 2018, o projeto Semeando Água/IPÊ, no Encontro sobre Desafios e Oportunidades para aumentar a Segurança Hídrica no Sistema Cantareira, lançou um Plano de Ação inicial que, agora, integra as ações para a região.

Helena Carrascosa, engenheira agrônoma, coordenadora do Programa Nascentes na Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo (SIMA), afirmou que é preciso avançar com a integração e articulação entre os profissionais e instituições que já atuam na região. “Vamos dialogar, ver o que cada um já realiza, como a gente se articula para conseguir traçar planos e programas integrados para a região do Sistema Cantareira, evitando sobreposições e lacunas. Esse movimento não é novo, eu mesma já estive aqui em um evento do IPÊ para discutir o Sistema Cantareira, é a continuidade de um processo que vem amadurecendo na região”. O Sistema Cantareira é responsável pelo abastecimento de 7,6 milhões de pessoas na região metropolitana de São Paulo, além de Campinas e de Piracicaba. 

Simone Tenório, coordenadora de Políticas Públicas e Desenvolvimento Econômico Territorial do Projeto Semeando Água/IPÊ, complementou: “O objetivo é tornar a paisagem do Sistema Cantareira uma aliada da conservação dos recursos hídricos, da segurança alimentar e do equilíbrio climático. É muito importante que o desenvolvimento local seja feito sobre bases sustentáveis, considerando uma economia regenerativa”. 

Alexandre Gerard, que integra a equipe técnica do Programa Nascentes destacou as ações que vão ao encontro do objetivo de promover paisagens sustentáveis com incremento de renda. “Precisamos começar a construir essa governança compartilhada pensando em ações de restauração florestal e conservação aliadas às práticas agrícolas ecológicas”. 

 

Ações práticas que já acontecem na região

Os participantes estão sistematizando e consolidando a forma como já atuam na região e o potencial dessas ações a curto, médio e longo prazo, tendo em vista ampliar a escala de iniciativas nas frentes de conservação ambiental e geração de renda. Restauração florestal, PSA – Pagamento por Serviços Ambientais, práticas de conservação de solos, fomento a sistemas produtivos ecológicos e o engajamento de comunidades estão entre elas.

Henrique Bracale, especialista em conservação da TNC – The Nature Conservancy, compartilhou o mapeamento das ações em curso em Piracaia e Joanópolis, assim como o potencial de escalar cada uma delas. “O cercamento de áreas foi a primeira ação que colocamos no chão, em prática em Piracaia. O recurso é da ANA – Agência Nacional de Águas e a prefeitura faz a contratação via licitação. Fizemos 30 km, calculamos 50 km que podem ser feitos de maneira imediata e estimamos 200 km a médio e longo prazo. Na linha de Conservação de Florestas estamos falando de PSA – Pagamento por Serviços Ambientais via decreto. O recurso vem metade da cobrança pelo uso da água e metade do orçamento municipal. Hoje, cerca de 15 proprietários participam. No curto prazo, podemos falar de 50 contratos e a médio e longo prazo de 900”.   

Entre as ações em andamento no IPÊ relacionadas pelo engenheiro florestal Paulo Roberto Ferro estão a restauração ecológica com diversas metodologias de manejo, a restauração contínua de áreas prioritárias e os sistemas produtivos sustentáveis. “Até o momento, contamos com 30 hectares restaurados com recursos do Programa Petrobras Socioambiental e da Fundação Caterpillar. De imediato há o potencial de ampliar essa ação para mais 25 hectares e a médio/longo prazo para mais 10. Quanto às áreas prioritárias especificamente restauramos 3 hectares com recurso da Tree Nation, a curto prazo conseguiríamos escalar essa ação para mais 7 hectares e a médio/longo prazo para 21 hectares”. 

Aline Salim, que integra a equipe técnica do Programa Nascentes, apresentou as duas formas de avançar com a restauração, por meio da plataforma do governo do estado. “O Banco de Áreas tem como lógica facilitar o contato de quem tem área para restaurar com quem precisa restaurar. Enquanto os Projetos de Prateleira facilitam o processo de restauração, oferecendo aos possuidores de obrigações ambientais projetos pré-aprovados em áreas já definidas juntos aos proprietários que desejam receber a restauração sem custos e se comprometem a zelar por ela”.

O prefeito de Nazaré Paulista Murilo Pinheiro chamou a atenção para a questão dos loteamentos clandestinos. “Um dos pontos mais críticos é o parcelamento irregular do solo, em especial na divisa com grandes cidades como Guarulhos e São Paulo. Vejo a fiscalização dessas áreas (não apenas pela prefeitura) como uma questão-chave para a conservação da água”.  

José Fernando Calistron Valle, analista de recursos ambientais da Fundação Florestal, gestor das APAs Piracicaba/Juqueri-Mirim e Sistema Cantareira, destacou a região como provedora de serviços ecossistêmicos, em especial a água. “Todo mundo reconhece a importância do Sistema Cantareira para abastecimento, além da região metropolitana de São Paulo, ele também contribui com o abastecimento público das regiões metropolitanas de Campinas e de Piracicaba. As pessoas esquecem que os municípios que compõem o Sistema Cantareira formam uma área ambiental protegida. A escolha dos municípios de Nazaré, Piracaia e Joanópolis para as ações de recuperação hídrica no  Plano de Manejo da APA do Sistema Cantareira – aprovado em 2020 – representa a zona mais importante de proteção, que é a zona de proteção dos atributos da água. Estamos trabalhando em uma unidade territorial muito importante e que traz a possibilidade do desenvolvimento econômico de maneira ambientalmente adequada”.

Alessandro Silva de Oliveira compartilhou as expectativas da ARSESP – Agência Reguladora dos Serviços Públicos do estado de São Paulo com a rede. “A ARSESP tem o interesse de induzir que as empresas reguladas no setor de saneamento tenham participação ativa na segurança hídrica, para minimizar ou reduzir a situação da falta de água, que tem se mostrado uma situação crônica. Queremos convidar/ convencer o setor a se inscrever nessa rede de relacionamento e dar condição de oferecer que as empresas de saneamento façam esse trabalho, seja por meios próprios, contratados ou por meio de cooperação com as organizações. Nessa reunião, estamos mais como observadores dessas práticas”.  

Participaram da reunião (ordem alfabética) *: 

ANA – Agência Nacional de Águas

Iniciativa Verde 

Prefeitura de Nazaré Paulista 

Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), por meio da Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável (CDRS) de Bragança Paulista.

Sabesp 

Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente (SIMA), por meio da Coordenadoria de Fiscalização e Biodiversidade (CFB) de Campinas, da Coordenadoria de Recursos Hídricos (CRHi), do Programas Município Verde e Azul e do Programa Nascentes, Governo do estado de São Paulo

Programa Município Verde Azul

TNC – The Nature Conservancy Brasil 

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Fórum Voluntariado: saiba mais sobre o painel Vozes do Voluntariado: Inspira Ação

15 de outubro de 2021 Por Cibele Quirino

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No segundo painel Vozes do Voluntariado: Inspira Ação, do I Fórum de Voluntariado em Unidades de Conservação, uma iniciativa do IPÊ, realizada na quinta-feira 14 de outubro, lideranças do ICMBio – Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, da Rede de Trilhas e de Brigadas Comunitárias compartilharam diferentes perspectivas sobre o voluntariado e como tem sido o desenvolvimento desse trabalho.  

Felipe Martins, analista ambiental do ICMBio e coordenador do Programa de Voluntariado do Parque Nacional da Tijuca, revelou as estratégias que fortalecem o vínculo da sociedade com a Unidade de Conservação. “O Programa do Parque com mais de 18 anos conta com sete linhas de ação entre atividades planejadas, como mutirões mensais, e não planejadas, como brigada voluntária, por exemplo. É importante que o voluntário consiga visualizar o resultado do próprio esforço, o ganho, com atividades que tenham começo, meio e fim. Tenho um grupo de voluntários coordenadores que me ajuda com o Programa”. 

Pedro Cunha e Menezes, diplomata e atual diretor da Rede Brasileira de Trilhas de Longo Curso, destacou a importância da criação de um verdadeiro sistema integrado de áreas protegidas. “O uso público como ferramenta de conservação já está consolidado. Precisamos que todos trabalhem juntos por um sistema de Unidades de Conservação e não por um conjunto, para que nossos filhos possam ter Unidades de Conservação conectadas”.  A Rede de Trilha contabiliza 10 mil voluntários. 

André Luís Macedo Vieira, analista ambiental do ICMBio e responsável pelo Núcleo de Gestão Integrada de Carajás, no sudeste do Pará, compartilhou uma série de avanços em um contexto repleto de desafios. “Inicialmente, os voluntários foram mobilizados com a função de nos ajudar nesse processo de sensibilização social, de promover o sentimento de pertencimento na sociedade local. O resultado foi muito positivo. Começamos com 20 voluntários em 2016 e desde então cerca de 300 já colaboraram conosco. Muitos que começaram como voluntários atualmente trabalham conosco no ICMBIO ou em parceiros. A metodologia que usamos em Carajás é muito forte em formação, em um ciclo de aproximadamente 2 anos com espaços de formação, discussão e interação”.  

Maria de Lourdes de Arruda contou sobre o trabalho voluntário como brigadista comunitária na Área de Proteção Ambiental da Baía Negra, no Pantanal. “Em 2020, tivemos muito fogo, na área em que atuo mais de 75% do território foi queimado, mas não desistimos e estamos aqui com nossos parceiros. A cada dia contamos com mais pessoas dispostas a ajudar a cuidar do que é nosso, da nossa natureza”. 

Encerramento

O ilustrador Rodrigo Bueno, facilitador gráfico, apresentou um trabalho em processo de desenvolvimento com os destaques do último painel. Em breve, essa e as demais facilitações gráficas estarão na área de Publicações no site do evento.  

No encerramento, Angela Pellin, coordenadora de projetos no IPÊ, agradeceu a todos os palestrantes, a presença do público e destacou a importância da consolidação de redes pela conservação e sobre o quanto o voluntariado é inclusivo. “Cada um à sua maneira pode se envolver e se engajar nessa causa, vimos as experiências dos Estados Unidos, Alemanha, mas nós, aqui Brasil, também temos experiência lindíssimas, estamos construindo o nosso caminho e mostrando todo o potencial que o voluntariado tem para aumentar o engajamento da sociedade nas nossas Unidades de Conservação. Vimos que o voluntariado pode ser também um instrumento de inclusão, de profissionalização, de engajamento e de participação.No dia 28 de outubro, segundo dia do Fórum, vamos apresentar uma síntese dos resultados do I Encontro de Boas Práticas em Unidades de Conservação e discutir as perspectivas do voluntariado de conservação“.  O segundo dia (28 de outubr) também será transmitido pelo Canal do IPê no Youtube. 

Cibele Tarraço, da comunicação do IPÊ, reforçou o potencial dos programas para a conservação. “O voluntariado é uma estratégia essencial para a conservação da natureza com a aproximação da sociedade das nossas Unidades de Conservação. Para atingirmos esse propósito precisamos de todos os atores envolvidos juntos e agradeço a todos que integram essa rede”. 

O Fórum contou com o apoio da Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável, por meio da GIZ, da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) com apoio técnico do Serviço Florestal dos Estados Unidos (USFS) e do Projeto LIRA – IPÊ. Além de apoio institucional do ICMBio, SEMAD – GO, IMASUL – MS, Fundação Florestal – SP, Rede Brasileira de Trilhas de Longo Curso, Comitê Brasileiro-UICN, Coalizão Pró-UC, Rede Nacional de Brigadas Voluntárias (RNBV), Confederação Nacional de RPPN (CNRPPN) e Grupo de Estudos de Voluntariado Empresarial (GEVE).

 

Confira a abertura

Saiba mais sobre o Painel 1: Voluntariado para Conservação: experiências internacionais e brasileira

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Fórum Voluntariado: confira o painel experiências internacionais e brasileira

15 de outubro de 2021 Por Cibele Quirino

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O primeiro painel Experiências internacionais e brasileira, do Fórum de Voluntariado em Unidades de Conservação, uma iniciativa do IPÊ, realizada na quinta-feira 14 de outubro reuniu, de maneira 100% online, os aprendizados do ICMBio/Brasil; do Serviço Florestal dos Estados Unidos e do Parque Natural de Eifel, na Alemanha.

Paulo Russo, coordenador geral de proteção do ICMBio, compartilhou a trajetória feita em parceria com o IPÊ e com outras organizações que levaram ao aumento expressivo no número de voluntários cadastrados no sistema do ICMBio em três anos. “Em 2019, tínhamos 750 voluntários, a partir do momento que começamos a abrir os canais de diálogo, com a ajuda de parceiros como o IPÊ, conseguimos chegar a 40 mil voluntários cadastrados no sistema. Saímos de menos de mil para 40 mil cadastrados. Nosso maior desafio é acolher os voluntários. Até o momento, 5 mil foram absorvidos pelo programa, mas o nosso coração bate forte com todas essas pessoas mobilizadas”. 

Kristin Schmitt, coordenadora do Programa de Voluntariado e Serviço Regional do USFS, na região das Montanhas Rochosas, destacou as oportunidades que o voluntariado representa para a gestão das Unidades de Conservação. “Já temos cinco gerações trabalhando conosco. O mais importante é entender a construção de relações, incluindo a participação na gestão, fomentando a inovação e o compartilhamento de ideias”. 

Sylvia Montag, do Parque Natural de Eifel, na Alemanha, trouxe exemplos de como tornar o voluntariado mais inclusivo.  “O que mais me tocou foi quando trabalhei com voluntários quando era responsável pelo desenvolvimento de uma trilha inclusiva que pode ser usada por pessoas cegas e também por aquelas que utilizam cadeiras de rodas, sem precisar da ajuda de outras pessoas. Também desenvolvemos modelo de paisagem do parque para ser tocado, dessa forma a pessoa tem a oportunidade de conhecer a paisagem”.  Sylvia também compartilhou dois aprendizados, como o engajamento de empresas e escolas, que estão no livro “Boas Práticas Voluntariado, Trilhas de longa distância e Marca de Origem” escrito por ela e disponível gratuitamente no site do evento na área de Publicações. 

Confira a abertura do evento 

Painel 2: Vozes do Voluntariado: Inspira Ação

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I Fórum de Voluntariado em Unidades de Conservação destaca estratégicas que fortalecem as áreas protegidas a partir do envolvimento da sociedade

15 de outubro de 2021 Por Cibele Quirino

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Mais de 10 lideranças que atuam pela conservação das áreas protegidas no Brasil e no exterior estiveram reunidas nesta quinta-feira (14 de outubro) para valorizar e compartilhar os aprendizados sobre o voluntariado como uma estratégia de engajamento social em prol da biodiversidade. O I Fórum de Voluntariado em Unidades de Conservação (UCs), uma iniciativa do IPÊ, realizado de maneira 100% online, mobilizou cerca de 200 pessoas ao vivo e contava com mais de 1.300 visualizações até às 20:00. No próximo dia 28, a partir das 15:00 acontecerá o segundo dia de evento.

Suzana Padua, co-fundadora e presidente do IPÊ, abriu o evento destacando a biodiversidade brasileira, o histórico do IPÊ em parceria com o ICMBio pelo fortalecimento do voluntariado e a importância da ampliação dessa rede. “O Brasil é um país megadiverso, temos uma responsabilidade muito grande com esse patrimônio natural, quanto mais pessoas conseguirmos envolver em programas de voluntariado, melhor. Nos juntamos ao ICMBio (em 2016) para fortalecer uma rede de voluntariado, mas hoje essa rede pode se estender para Unidades de Conservação municipais, estaduais e aí sim, vamos ter um sistema de unidade de conservação, um sistema de proteção”.

María Olatz Cases, diretora do projeto regional áreas protegidas locais, da GIZ – Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável, ressaltou o número de apoiadores já na primeira edição do Fórum. “São 15 entidades apoiadoras, é uma lista grande que reflete a relevância do voluntariado nas áreas protegidas no Brasil. Esse evento é um momento coletivo de reflexão e fortalecimento do tema. Nos dias de hoje, sabemos uma gestão isolada não consegue superar os atuais desafios da perda de biodiversidade e da crise climática. O voluntariado é uma peça-chave na gestão colaborativa e também uma dessas ações transformadoras que a nossa sociedade está precisando”.

Jayllen VERA, coordenadora do Programa Brasil do Serviço Florestal dos Estados Unidos, pontuou a importância do voluntariado em ações preventivas aos incêndios. “Atualmente atuamos em parceria com a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) no Brasil no manejo florestal e na prevenção do fogo e reconhecemos que o voluntariado tem um papel importantíssimo nesses temas”.

Fabiana Prado, coordenadora do Projeto LIRA – Legado Integrado da Região Amazônica, do IPÊ, comentou que a construção de redes também é estratégica no voluntariado e mencionou os valores compartilhados pelos voluntários. “Não fazemos nada sozinhos, destaco a importância de trabalharmos em rede com as organizações. O voluntariado em UCS é algo que nos aproxima de nossa atuação como cidadão, para uma ação coletiva em um espaço público; algo muito nobre”.  

Após a fala de Fabiana, o público assistiu ao Manifesto com a visão do IPÊ sobre voluntariado em Unidades de Conservação.   

Na sequência, a jornalista Cláudia Gaigher (TV Globo/TV Morena) que realizou uma série de matérias sobre os incêndios no Pantanal em 2020 reforçou o potencial da soma de esforços. “Depois dos grandes incêndios do Pantanal, tivemos uma mudança que espero seja mantida, pessoas no mundo inteiro se mobilizaram para fazer doações para as ONGs, para os institutos de pesquisa e com isso foi possível montar brigadas voluntárias, ribeirinhas.   Quando a gente fala em voluntariado não precisa ser apenas em um momento de tragédia. De casa, dentro da sua expertise, da sua doação, daquilo que você pode, você consegue fazer a diferença”.  Nos incêndios no Pantanal, estudo revela que 17 milhões de animais morreram até 48 horas após a passagem de fogo . “Vendo esse ano o que a tragédia gerou de mudança, me trouxe uma esperança muito grande”, completa a jornalista.

O Fórum contou com o apoio da Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável, por meio da GIZ, da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) com apoio técnico do Serviço Florestal dos Estados Unidos (USFS) e do Projeto LIRA – IPÊ. Além de apoio institucional do ICMBio, SEMAD – GO, IMASUL – MS, Fundação Florestal – SP, Rede Brasileira de Trilhas de Longo Curso, Comitê Brasileiro-UICN, Coalizão Pró-UC, Rede Nacional de Brigadas Voluntárias (RNBV), Confederação Nacional de RPPN (CNRPPN) e Grupo de Estudos de Voluntariado Empresarial (GEVE).

Saiba mais sobre:

Painel 1: Voluntariado para Conservação: experiências internacionais e brasileira

Painel 2: Vozes do Voluntariado: Inspira Ação

 

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Alunos de Nazaré Paulista participam de pesquisa científica sobre pernilongos

13 de outubro de 2021 Por Cibele Quirino

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A partir de outubro, alunos de cinco escolas públicas de Nazaré Paulista que participam da ação Escolas Climáticas, do Projeto Semeando Água, uma realização do IPÊ, com patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental e Governo Federal, e apoio do IAMAR – Instituto Alair Martins, braço social do Grupo Martins –  vão iniciar a coleta de pernilongos nas próprias casas. A ação marca a primeira fase da parceria com o projeto Ciência Cidadã, uma pesquisa científica realizada pelo IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas em parceria com a Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, e o apoio do Laboratório de Saúde Ambiental, da Faculdade de Saúde Pública da USP. O projeto é patrocinado pela Conservation, Food and Health Foundation. 

 

Spray, raquete de choque, chinelo e palma

O pesquisador Pedro explica que o monitoramento dos pernilongos é feito a partir da coleta dos animais mortos sem restrições quanto ao uso de spray, raquete de choque, chinelo ou até mesmo esmagando os pernilongos com as mãos.  “Nessa pesquisa utilizarei nas amostras enviadas a técnica conhecida como metabarcoding, que possibilita identificar as espécies de pernilongos por meio do DNA, por esse motivo a falta de uma das patas por exemplo não compromete o resultado. Ter um animal inteiro é um dos principais desafios da técnica mais utilizada no momento – a morfologia baseada nas características externas do animal e em que a falta de uma pata, por exemplo, impossibilita a identificação da espécie. Por ter uma logística simples e ser relativamente econômico, o metabarcoding possibilita também ampliar a frequência e escala geográfica do monitoramento e pode assim ser uma ferramenta adicional para agências de vigilância”.

 

Abaixo de 0ºC 

A única questão-chave para preservar o DNA dos pernilongos nessa pesquisa liderada pelo pesquisador Pedro é a atenção ao armazenamento. “É preciso guardá-los dentro de um tubo com tampa – que será fornecido pelo projeto aos interessados em participar. A partir do primeiro pernilongo capturado, o tubo precisa ficar no congelador abaixo de 0ºC. É possível guardar centenas de pernilongos no mesmo recipiente”. Dessa forma, Pedro afirma que as condições para o desenvolvimento da Ciência estão garantidas dentro de casa. “Após a entrega dos tubos com os pernilongos pelos alunos, terei as amostras para analisar e em cerca de um mês apresentar os resultados nas escolas. Cada aluno participante receberá uma lista com as espécies de pernilongo que ele coletou identificadas e a proporção relativa entre elas. A partir desse momento vamos tentar entender por que elas estão presentes na casa dele para assim buscarmos ações com potencial de reduzir essa presença”. 

Investigue o seu bairro 

Entre os parceiros do Projeto Ciência Cidadã está a FATEC – Faculdade de Tecnologia de Bragança Paulista.  Em setembro, alunos do curso Tecnólogo em Análise e Desenvolvimento de Sistemas iniciaram os estudos para criação do aplicativo. A expectativa é que a primeira fase seja concluída ainda neste ano. 

Na prática, já nessa fase inicial, os alunos das escolas de Nazaré Paulista vão conseguir colocar o local da coleta via GPS, a data de início da coleta e o número do tubo que ele recebeu para armazenar os pernilongos. 

“Os alunos também vão contribuir com dados importantes para uma base de dados associada ao aplicativo. Os interessados poderão registrar, via aplicativo, áreas específicas no bairro que favoreçam a presença de uma espécie dada de pernilongo. Vamos pedir a cada participante que faça o reconhecimento de um raio de 1 km em relação à casa onde mora, pontuando no aplicativo onde há um lago, por exemplo, boca de lobo, área abandonada, piscinas. Essas informações são importantes para identificarmos as razões que estão contribuindo para o resultado que será encontrado e propormos medidas com potencial de melhorar a qualidade de vida, por exemplo”. 

Pesquisa Piloto 

Para testar a técnica desenvolvida e a preservação do DNA dos pernilongos armazenados em tubos no congelador da casa dos participantes, Pedro e sua esposa Marcela Beraldo, mestra em Ciências Sociais e Humanas Aplicadas, realizaram pesquisa inicial entre o final de 2019 e o primeiro semestre de 2020. Participaram do estudo 22 cidadãos que vivem no estado de SP, entre Piracicaba até Cachoeira Paulista e uma pessoa de Brasília. “Como a maioria vive em áreas urbanas, o pernilongo mais frequente foi o Aedes aegypti, isso já era esperado, mas quando mostrei o resultado todos ficaram desconfortáveis. Uma coisa é saber que existe o Aedes aegypti, espécie que pode transmitir dengue e febre amarela urbana, e outra bem diferente é alguém te mostrar que ele estava no seu quarto”. 

Quanto às pessoas que vivem em áreas rurais, a pesquisa possibilitou a identificação de dois problemas resolvidos com medidas simples. “Na casa de um dos participantes identifiquei pernilongos associados ao esgoto (Culex quinquefasciatus). Conversando com o participante descobri que havia uma fossa ecológica no local e apesar de ter a saída de gás fechada com uma rede, ainda permitia que os pernilongos entrassem e se reproduzissem lá dentro. Com o fechamento mais adequado da saída de gás, com uma tela mais fina, os pernilongos praticamente desapareceram da casa desse participante. Ele me contou que o índice está próximo de zero”.

Outra situação identificada foi a presença do gênero Mansonia, um grupo relacionado à presença de plantas macrófitas que flutuam na água – como, por exemplo, Aguapé (Eichhornia crassipes). “Essa participante contou que desde os últimos anos havia uma verdadeira infestação de pernilongo e ninguém sabia o motivo. Na pesquisa, a partir da identificação da espécie, observamos o entorno no Google Maps e vimos um lago coberto por essas plantas nas proximidades da casa dela. No histórico das imagens é possível fazer a relação entre o aumento dessas plantas, nos últimos anos, com o agravamento da infestação de pernilongos. Com a retirada dessas plantas do lago é possível eliminar essas espécies de pernilongo”, conclui Pedro Pedro, descrevendo um projeto com alta aplicabilidade.  

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IPÊ leva Ciência Cidadã a alunos de escolas públicas de Nazaré Paulista (SP)

13 de outubro de 2021 Por Cibele Quirino

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Aproximar os alunos de escolas públicas da Ciência e estimular que eles testem as próprias hipóteses, com base em conhecimento científico, é a proposta de mais um trabalho do IPÊ- Instituto de Pesquisas Ecológicas, em Nazaré Paulista (SP). Até mesmo um aplicativo está em desenvolvimento especificamente para isso. 

Na primeira semana de outubro, pesquisadores do IPÊ iniciaram a apresentação do projeto Ciência Cidadã nas Escolas Climáticas a educadores da rede pública de ensino de Nazaré Paulista. O projeto tem como público-alvo os alunos de 11 a 17 anos, mas com o potencial de mobilizar também os familiares dos estudantes e as comunidades do entorno das cinco escolas do município que contam gratuitamente com a ação Escolas Climáticas, do Projeto Semeando Água, uma realização do IPÊ, com patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental e Governo Federal, e apoio do IAMAR – Instituto Alair Martins, braço social do Grupo Martins.

“Vejo a escola como o maior agregador de um bairro. Acredito que realizar pesquisa científica a partir das escolas, mobilizando educadores e alunos é uma maneira eficiente para monitorarmos um bairro inteiro. Se tivermos 100 pessoas de um bairro coletando informações ao mesmo tempo será algo inovador e com a Ciência Cidadã temos essa oportunidade”, afirma Pedro M. Pedro, pesquisador do IPÊ à frente do projeto Ciência Cidadã, uma realização do IPÊ em parceria com a Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, e o apoio do Laboratório de Saúde Ambiental, da Faculdade de Saúde Pública da USP. O projeto é patrocinado pela Conservation, Food and Health Foundation. 

Pesquisa na prática com… pernilongos

Com a proximidade do final do ano, com temperaturas mais elevadas e maiores volumes de chuva aumenta também a incidência de pernilongos – o ponto de partida dessa edição do projeto Ciência Cidadã voltado à aplicabilidade dos resultados. “A ideia é monitorar pernilongos, tanto aqueles que transmitem doenças como por exemplo a dengue, Aedes aegypti, mas também outras espécies que raramente são vetores de doenças, mas incomodam e podem chegar a comprometer a qualidade de vida, como o gênero Mansonia. A partir da identificação das espécies mais frequentes em cada bairro temos condição de pesquisar e dizer por que aquela espécie está presente e o que é preciso fazer para eliminá-la”. 

Segundo o pesquisador, a ideia é a de que os alunos utilizem esses dados para o desenvolvimento de projetos. “O objetivo da Ciência Cidadã é que os alunos não apenas contribuam com a Ciência, mas também que produzam conhecimento, gerem dados, testem, hipóteses e analisem os resultados. Vamos iniciar uma ação não apenas de vigilância, mas de educação e estimulando o interesse pela ciência. Os estudantes terão a oportunidade de registrar, com a orientação dos professores e da equipe do projeto, essas descobertas em publicações científicas – esse é o meu sonho que o envolvimento deles vá além dessa pesquisa inicial”. 

O pesquisador destaca ainda a importância do estudo diante das consequências das mudanças climáticas. “O monitoramento de pernilongos é especialmente relevante ao tema de mudanças climáticas porque a distribuição e comportamento de várias espécies é substancialmente impactado por alterações no clima, principalmente no regime de chuvas. Tendo em mente que essas mudanças podem também alterar a frequência e severidade de epidemias transmitidas por esses insetos, o monitoramento participativo desenvolvido neste projeto é cada vez mais estratégico para a sociedade”. 

Andrea Pupo, coordenadora do Projeto Escolas Climáticas, destaca a importância do envolvimento dos professores com a pesquisa. “Temos uma oportunidade ímpar com essa pesquisa de desenvolvermos ciência nas escolas com aplicabilidade prática no município. Podemos incorporar o projeto ao currículo escolar e assim enriquecer o desenvolvimento de habilidades dos alunos, de forma participativa, democrática e prática. Os alunos serão os protagonistas e quanto mais essa pesquisa e os assuntos relacionados estiverem presentes no dia a dia das disciplinas, melhor”. 

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Confira os avanços do Projeto Semeando Água na esfera de Políticas Públicas e Desenvolvimento Territorial

13 de outubro de 2021 Por Cibele Quirino

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O Projeto Semeando Água tem avançado em uma série de ações voltadas ao fortalecimento de uma rede intersetorial que visa contribuir com o desenvolvimento sustentável na região do Sistema Cantareira.  Para múltiplos atores sociais (governo, iniciativa privada e organizações da sociedade civil) esse objetivo é visto como estratégico como forma de conciliar crescimento de produtividade no campo, com aumento da renda e conservação dos serviços da natureza, com ênfase para a água.

Em 2021, reforçamos a importância do desenvolvimento socioeconômico sustentável para as cidades do Sistema Cantareira, por meio de um nota que traz um consolidado sobre o quanto a região é estratégica para a produção de uma série de serviços da natureza, entre elas a água. O desenvolvimento socioeconômico sustentável é fundamental para essa região inclusive para as atividades com potencial de ampliação como a agricultura de base agroecológica e o turismo, por exemplo, tendo em vista o incremento a curto, médio e longo prazo.

Em 2020, participamos do processo de construção do Plano de Manejo das Áreas de Proteção Ambiental (APAs) Sistema Cantareira e Represa Bairro da Usina. Entre os destaques na esfera das articulações institucionais está também o Encontro sobre Desafios e Oportunidades para aumentar a Segurança Hídrica no Sistema Cantareira, realizado pela equipe do Projeto Semeando Água, em 03 de julho de 2018, na sede do IPÊ, em Nazaré Paulista. O evento reuniu produtores rurais, pesquisadores, representantes da iniciativa privada e da esfera governamental que compartilharam os desafios e elaboraram em conjunto Carta do Sistema: intenções e ações para assegurar a disponibilidade hídrica de um dos sistemas mais importantes do planeta. 

Dessa forma, a ideia é somar esforços com ações essenciais para a região em cinco áreas:

Uso do Solo; 
Criação, Sistematização e Disponibilização da Informação; 
Educação Ambiental e Capacitação; 
Fortalecimento Institucional e Comunitário; 
Apoio no direcionamento, aplicação e  formulação de Políticas Públicas além do desenvolvimento econômico territorial

Na linha das parcerias estratégicas, o IPÊ e a Fundação Florestal organizaram o Simpósio Técnico-Científico do Continuum Cantareira , em 30 e 31 de outubro de 2019, também na sede do Instituto, em Nazaré Paulista, a partir de Termo de Cooperação Técnica. Entre os resultados obtidos está a identificação de lacunas de informação, o reconhecimento dos pesquisadores atuantes na região, a elaboração de documentos norteadores para a pesquisa no contínuo e a formação da Rede Cantareira. 

Ao todo, profissionais de 36 instituições de ensino e pesquisa participaram do evento, além de gestores de Unidades de Conservação da região e coordenadores da Fundação Florestal. O Simpósio também mobilizou profissionais de agências financiadoras de pesquisa como a FAPESP – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo e a Agência PCJ – Piracicaba, Capivari e Jundiaí.   

Nesses dois anos, vale ressaltar também a participação da equipe do Projeto Semeando Água em grupos-chave, como: 

– Conselho Gestor das APAS Piracicaba/Juqueri-Mirim Área II, Sistema Cantareira e Represa Bairro da Usina, incluindo na elaboração dos Planos de Manejo das Áreas de Proteção Ambiental (APAs) Sistema Cantareira e Represa Bairro da Usina (Decreto nº 65.244, de 14 de outubro de 2020). 

– Câmaras Técnicas dos Comitês do PCJ: CT de Educação Ambiental, CT Rural, CT Plano de Bacias e CT de Recursos Naturais.

– Na Frente Parlamentar Ambientalista, da Assembleia Legislativa do Estado, a equipe do Projeto participa de dois Grupos de Trabalho: Defesa da Água e do Saneamento de São Paulo e Florestas Unidades de Conservação e Agroecologia. 

–  Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, um movimento multisetorial, composto por entidades que lideram o agronegócio no Brasil, reunindo organizações civis da área de meio ambiente e clima, representantes do meio acadêmico, associações setoriais e companhias líderes nas áreas de madeira, cosméticos, siderurgia, papel e celulose, entre outras.

– Grupo Finanças Verdes da Coalizão, os pesquisadores do Projeto contribuem na elaboração de propostas para influenciar as linhas de crédito voltadas ao setor agropecuário que serão encaminhadas ao Ministério da Agricultura.

– O convite da Prefeitura Municipal de Nazaré, juntamente com a SABESP e a Agência PCJ para elaboração em conjunto com o IPÊ de uma proposta para PSA – Pagamento por Serviços Ambientais com apoio dessas instituições. Essa iniciativa uma vez estabelecida tem o potencial de trazer benefícios aos produtores rurais e para a região nas esferas sociais, econômicas e ambientais.

O Projeto Semeando Água conta com patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental e Governo Federal, apoio da Caterpillar Foundation, da Tree Nation, da FAPESP – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo e do CNPq – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. São parceiros do projeto: o IAMAR – Instituto Alair Martins, braço social do Grupo Martins, a UFLA – Universidade Federal de Lavras, a UFSCAR – Universidade Federal de São Carlos, Unifesp – Universidade Federal de São Paulo (São José dos Campos), Instituto Florestal, entre outros.

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Chamada de Projetos: IPÊ abre edital, através do projeto LIRA, para apoio a projetos em Áreas Protegidas da Amazônia

8 de outubro de 2021 Por Cibele Quirino

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O LIRA – Legado Integrado da Região Amazônica abre novo edital para selecionar projetos de iniciativas comunitárias sustentáveis em Áreas Protegidas da Amazônia.  As inscrições vão até 07/11/21 e devem ser feitas somente através do email:  lira.edital@ipe.org.br

É uma oportunidade de recursos para associações representantes de povos e comunidades tradicionais exercerem seus propósitos como guardiões das florestas.

O LIRA é uma iniciativa idealizada pelo IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas, junto com Fundo Amazônia e Fundação Gordon e Betty Moore, que são parceiros financiadores. Trata-se do segundo maior programa de conservação brasileiro e foi concebido para aumentar a efetividade de gestão das áreas protegidas da Amazônia – as unidades de conservação e as terras indígenas. A iniciativa abrange 34% do território das áreas protegidas da Amazônia, nas regiões do Alto Rio Negro, Baixo Rio Negro, Norte do Pará, Xingu, Madeira-Purus e Rondônia-Acre.

O Lira tem uma atuação em rede com ações já iniciadas em 2020. A Rede LIRA é formada por 8 projetos apoiados nos 6 blocos territoriais, 82 organizações atuando em rede, 35.610 beneficiários diretos, 48 municípios abrangidos nos estados do AM, PA, MT, RO e AC, 40 mi de hectares protegidos, 20 povos indígenas envolvidos e 15 comunidades extrativistas.

Quem pode participar?

1. Associações civis de base, sem fins lucrativos, representantes de povos e comunidades indígenas;

2. Associações civis de base, sem fins lucrativos, representantes de povos e comunidades extrativistas e tradicionais;

3. Cooperativas.

As organizações devem estar constituídas há pelo menos um ano.

Para saber mais acesse o nosso site: https://lira.ipe.org.br/index.php/edital2

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Mulheres do campo: Sistemas agroflorestais beneficiam agricultora no Pontal do Paranapanema

27 de agosto de 2021 Por Cibele Quirino

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Há seis anos, ela deixou a cidade de Assis/SP para morar no assentamento Haroldina, situado em Mirante do Paranapanema/SP, no extremo Oeste do estado de São Paulo. Logo que completou um ano de roça, foi contemplada com o projeto Sistemas Agroflorestais (SAF), em Mirante do Paranapanema (SP), extremo Oeste paulista. 

No Projeto,  pesquisadores e técnicos do IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas atuam em conjunto com agricultores que confiaram na proposta de implantação dos SAFs nos anos de 2015 e 2016 – combinando o plantio de espécies arbóreas nativas com árvores frutíferas e café. 

Próximo à entrada do lote da família de Sônia, estão distribuídas 600 árvores nativas da Mata Atlântica, de 25 espécies. São 400 árvores frutíferas, como laranja, limão e graviola que garantem sombra aos 2.600 pés de café.  Essa é proposta do SAF, plantar uma linha de árvores nativas e uma linha de árvores frutíferas, com espaçamento de oito metros entre elas. Neste espaço entre as duas linhas, planta-se o café sombreado e agroecológico. Sônia, entretanto, aproveita a área para cultivar  também alimentos de ciclos mais curtos, como  batata-doce, amendoim, milho, feijão de corda, caxi, quiabo etc. Trabalhar à sombra é um grande benefício, diz Sônia.

“Numa região quente como é o Pontal do Paranapanema, onde os termômetros chegam a registrar 40 graus, plantar e colher na sombra do meu SAF é enxergar a mão de Deus na perfeição da natureza”.

Parte da produção é comercializada com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), responsável pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) que contribui para aumentar a inserção dos assentados nas políticas públicas  voltadas ao desenvolvimento rural. O excedente vai para a mesa e proporciona à Sônia e ao marido Nivaldo Antônio Moura uma alimentação totalmente isenta de agrotóxicos. A fartura é tamanha que o casal doa alimentos para os familiares, amigos e vizinhos.

Saiba mais sobre as ações no Pontal do Paranapanema

Restauração da Mata Atlântica beneficiará o Clima, a Comunidade e a Biodiversidade, no Pontal do Paranapanema (SP)

Produtor rural contribui com os corredores florestais na adequação ao CAR, no Pontal do Paranapanema (SP)

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LIRA/IPÊ e Conexsus lançam Planos de Promoção Socioeconômicos para áreas protegidas na Amazônia

18 de agosto de 2021 Por Cibele Quirino

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Em seis volumes, os Planos de Promoção Socioeconômicos (PPSE) em áreas protegidas na Amazônia trazem análise do potencial de desenvolvimento, diretrizes e ações estratégicas para a consolidação e crescimento de Negócios Comunitários Sustentáveis (NCS). 

A publicação é uma iniciativa do Projeto LIRA – Legado Integrado da Região Amazônica/IPÊ em parceria com o Instituto Conexões Sustentáveis – Conexsus. Todos os Planos estão disponíveis para download gratuito no site do LIRA. Dessa forma, o LIRA/IPÊ e a Conexsus buscam contribuir com iniciativas, fundos e redes de bioeconomia para a implementação das oportunidades e das soluções apontadas pelo estudo.

Cada volume do Plano se refere a uma área protegida que tem ou terá investimentos financeiros do LIRA/IPÊ para Negócios Comunitários Sustentáveis (NCS). 

O fomento aos NCS desponta como oportunidade para transformar as áreas protegidas em pólos de desenvolvimento local. Nessa direção, promover a bioeconomia amazônica ao reduzir ameaças e valorizar o conhecimento tradicional integrado à economia estão entre as questões-chave. Tudo isso, respeitando a autonomia e as práticas culturais e produtivas dessas populações. 

Saiba mais sobre o LIRA

 

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