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Cibele Quirino

Projeto MPB celebra 9 anos de atuação em Unidades de Conservação da Amazônia

23 de maio de 2022 Por Cibele Quirino

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equipe MPB 9anos web

Pesquisadores do projeto Monitoramento Participativo da Biodiversidade (MPB), do IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas, se reuniram nos dias 18 a 20 de maio, na sede da instituição, em Nazaré Paulista, para celebrar os 9 anos de atuação. O encontro discutiu as ações de monitoramento, a participação comunitária, os resultados e as expectativas para os próximos meses do projeto, que será finalizado em agosto deste ano.

“Esse momento é um espaço de celebração das atividades desenvolvidas nas Unidades de Conservação (UCs) em quase uma década do MPB. Ver tantas pessoas engajadas pela construção coletiva, conservação da biodiversidade e o envolvimento das comunidades no projeto é, sem dúvida, o nosso maior legado”, destaca Cristina Tófoli, coordenadora do projeto MPB.

Desenvolvido desde 2013, em parceria com Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), com apoio de Gordon and Betty Morre Foundation, USAID e Programa ARPA – Áreas Protegidas da Amazônia, o MPB atende atualmente 17 UCs, totalizando quase 12 milhões de hectares. O projeto tem como diferencial promover o envolvimento das comunidades para fortalecer a gestão e a conservação da biodiversidade em Unidades de Conservação na Amazônia.

Troca de Saberes

Além do monitoramento participativo, o Encontro dos Saberes, uma iniciativa, promovida em parceria com o ICMBio desde 2018, é um espaço de diálogo entre moradores locais, pesquisadores, monitores e gestores de Unidades de Conservação a respeito das experiências de cada um sobre a biodiversidade local com base nos resultados do monitoramento.

Desde o início do projeto MPB, em 2014, o IPÊ já realizou 16 encontros de saberes presenciais e dois seminários amplos envolvendo diversos parceiros da instituição como lideranças locais, gestores do ICMBio, monitores e pesquisadores.

O projeto também possibilitou capacitação para diversos comunitários dos territórios atendidos pelo MPB. Desde a sua implementação, mais de 4.000 pessoas se beneficiaram do projeto.

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Estudantes da Universidade do Colorado Boulder retomam cursos presenciais da ESCAS/IPÊ, desta vez na Amazônia 

17 de maio de 2022 Por Cibele Quirino

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Neste mês, 10 alunos de pós-graduação e dois professores da Universidade do Colorado Boulder (Estados Unidos) estão reunidos com alunos de pós-graduação e dois professores da UEA – Universidade Estadual do Amazonas no curso Sustentabilidade no Brasil: Uma Abordagem Interdisciplinar de Desenvolvimento socioambiental, Governança e Liderança nas Florestas do Brasil, que teve início na Amazônia. Na sequência, na semana de 23/05, os alunos internacionais vão participar do módulo que será desenvolvido na Mata Atlântica, no sul da Bahia, junto com alunos e professores da UESC – Universidade Estadual de Santa Cruz.  O objetivo é compreender os desafios, avanços e oportunidades da sustentabilidade no Brasil. Toda ação conta com coordenação da equipe da ESCAS/IPÊ.

Colorado Amazonia 2022

Trata-se de uma parceria de mais de 10 anos da ESCAS/IPÊ – Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade com a Universidade do Colorado Boulder (Estados Unidos). Após dois anos sem aulas presenciais, devido à pandemia, a parceria retornou, começando pelo Amazonas.

Os estudantes terão conhecimento das políticas, dos programas e de iniciativas que estão se esforçando para alcançar os objetivos de conservação e desenvolvimento sustentável, incluindo o fomento à bioeconomia sustentável. 

 

Colorado Amazonia 2022 2

O curso é acompanhado por tradutores estudantes, que ajudam a preencher a lacuna entre os idiomas. Dessa forma, estudantes norte-americanos e brasileiros estão trabalhando em conjunto com foco em cinco temas-chave:  Conservação e Restauração Florestal; Sistemas alimentares; Governança; Bioeconomia; e Desenvolvimento Sustentável. 

Nos primeiros dias, o grupo esteve em Manaus onde conheceu o INPA – Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia e o MUSA – Museu da Amazônia. Na semana de 16 de maio, a programação inclui viagem de ônibus até Novo Airão/AM, chegando lá vão descer o Rio Negro no barco Maíra do IPÊ para visitar comunidades indígenas e tradicionais rurais, localizadas no Mosaico de Áreas Protegidas do Baixo Rio Negro. O objetivo é proporcionar que os estudantes tenham acesso a diferentes pontos de vista de pessoas comprometidas com o desenvolvimento sustentável aliado à conservação da floresta. 

No fim da semana, cada grupo de alunos apresentará as descobertas e reflexões sobre a região. Na sequência, o grupo da Universidade do Colorado Boulder (Estados Unidos) seguirá para a Mata Atlântica, no sul da Bahia, em que trabalhará em conjunto com alunos e professores da UESC – Universidade Estadual de Santa Cruz, com o objetivo de conhecer o panorama, os avanços, desafios e oportunidades na região.  

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Em 22 de maio é celebrado o dia Internacional da Biodiversidade. Você sabe o que é biodiversidade? 

16 de maio de 2022 Por Cibele Quirino

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Em termos gerais, biodiversidade significa a variedade de vida existente no planeta. É a riqueza e diversidade de espécies do mundo natural. Isso também pode ser traduzido como a variabilidade genética, que faz do mundo um lugar tão rico e diverso. Dentre essa riqueza toda, estão seres microscópicos, insetos, plantas, animais… inclusive os seres humanos! Sim, por mais que estejamos tão desconectados da natureza, nós, humanos, também somos parte da biodiversidade do planeta. 

Materia2 Nurseries gerao de renda credito Laurie Hedges

E por que ela é tão importante a ponto de ter um dia pra celebrar? A data foi criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) para despertar conscientização a respeito da importância da diversidade biológica e sua conservação em todos os ecossistemas. Isso porque sem essa diversidade, tudo o que conhecemos e utilizamos para que a nossa vida seja viável fica muito difícil de existir.

Graças à biodiversidade que é possível ter agricultura, medicamentos, roupas, materiais diversos. Quer exemplos? São árvores que nos fornecem fibras vegetais, madeira e papel. São animais e plantas que fornecem substâncias para a cura de diversas doenças. Além disso, a variedade de microorganismos no solo e sua riqueza, possibilita alimentos em quantidade e qualidade. Por mais que existam tecnologias, materiais sintéticos e meios não naturais de produção, é impossível viver e ter qualidade de vida sem essa biodiversidade natural.

Entretanto… (sim, tem sempre um porém!)

As ações do homem estão afetando a biodiversidade em uma velocidade impressionante. Pesquisas já confirmaram que estamos caminhando em um ritmo mil vezes maior de destruição e de extinção de espécies dessa biodiversidade, do que se ela acontecesse de forma natural. Perdemos seres vivos que sequer foram pesquisados ou conhecidos pela ciência. E aqueles já conhecidos estão em constante risco. Quer um exemplo? No nordeste brasileiro, recentemente foi lançada a lista vermelha das espécies do Ceará e ali dois animais que são estudados pelo IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas já estão extintos: a anta-brasileira e o tatu-canastra. A destruição florestal e perda de espaços de vida (habitat), o uso indiscriminado de agrotóxicos e a caça ilegal estão entre as causas do desaparecimento desses animais.

Tatu canastra

A extinção de uma espécie é algo muito impactante para a vida de um ecossistema – a anta, por exemplo, tem uma grande função na floresta porque ela é uma jardineira: repõe plantas e árvores no ambiente a partir dos frutos e sementes que come, digere e deposita no solo. Perder uma anta é perder um agente que mantém a floresta viva!

Aquidauana MS Pantanal INCAB IPE Credito da Foto Joao Marcos Rosa

 

Clima e biodiversidade: ecossistemas saudáveis e clima equilibrado são fundamentais para o bem-estar humano 

Apenas pelas questões mencionadas, perder biodiversidade já seria um problema grande, mas essa destruição também agrava um dos maiores desafios que enfrentamos hoje, a crise climática. Você já sabe que com aquecimento do planeta, eventos extremos têm ocorrido com muito maior frequência: períodos de secas e chuvas fora de época e mais prolongados; falta de água em vários lugares; falta de alimentos e de recursos diversos importantes para a sobrevivência de populações. Isso tem aprofundado as diferenças sociais e econômicas, o que piora a qualidade de vida dos seres humanos. Hoje vemos de forma cada vez mais frequente pessoas perdendo suas casas, precisando migrar para outros lugares; aumento no custo dos alimentos, medicamentos e energia; entre outros efeitos das mudanças climáticas.

Area em restauracao proxima a represa atibainha Credito Cibele Quirino Projeto Semeando Agua

Vamos olhar de forma prática para isso? No mercado ou na feira livre, a oferta de produtos da estação tem caído porque a produção de muitos alimentos tem sido afetada ou pela falta de chuvas ou pela grande intensidade dela. Quando o produto existe em baixa quantidade, o preço dele aumenta. A falta de água também tem afetado nosso bolso, deixando a energia mais cara por períodos mais longos durante o ano. Já notou?

Clima e biodiversidade caminham juntos e são interdependentes. As florestas e toda a sua teia de vida são responsáveis por manter o clima estável, gerando chuvas – que impactam as produções agrícolas e armazenando carbono, elemento que impacta no aumento do aquecimento global. A biodiversidade existente em ambientes florestais, savanas ou manguezais nos faz mais resilientes aos impactos das mudanças climáticas. 

Na Amazônia, cerca de 5 milhões de quilômetros quadrados fazem isso e tentam manter o equilíbrio natural que se reflete em várias regiões do Brasil.

quelonios

Outros biomas como Mata Atlântica, Pantanal e Cerrado também têm essas e outras funções que completam a dinâmica da vida, impactando o Brasil e o mundo.

Falando em clima e biodiversidade, é importante lembrar também que estamos vivendo ainda os efeitos sociais e econômicos de uma pandemia causada pelo desequilíbrio ambiental gerado pela degradação ambiental sem precedentes. Há pesquisas que dizem que doenças como a Covid-19 podem se tornar mais frequentes do que gostaríamos, porque ela é efeito da relação nada sustentável do homem com o ambiente natural. 

Um sistema em equilíbrio é bom para todo mundo. Mas como mudar esse cenário que parece tão instável? 

É importante primeiro perceber a interdependência entre biodiversidade, florestas e clima. Em segundo lugar, é necessário que estejamos atentos aos cuidados com as florestas e a biodiversidade, apoiando iniciativas que coloquem a conservação dos ambientes naturais como prioridade. Isso passa pelo apoio a marcas e empresas sócio/ambientalmente responsáveis, pela cobrança de governantes e órgãos públicos pela responsabilidade de zelar por esse bem comum, pelo consumo mais responsável e pelo apoio a causas que trabalham por essas mudanças.
 
Mico leao preto Pontal do Paranapanema by Gabriela Cabral Rezende WEB 1

Empresas, sociedade civil e governos atuando juntos, têm potencial de desenvolver mecanismos para alcançar as mudanças necessárias, gerando mais segurança às pessoas. Que mudanças são essas? De acordo com a ONU: conservar e restaurar ecossistemas, combater e reverter a degradação e empregar planejamento de paisagem para evitar, reduzir e mitigar mudanças no uso da terra; promover uma transição para a agricultura, pesca e sistemas alimentares sustentáveis; transformar em verdes as infraestruturas nas cidades e empregar soluções baseadas na natureza, reduzindo ou até eliminando o uso de combustíveis fósseis, mudando as matrizes energéticas.

Algumas mudanças estão acontecendo, mas em ritmo mais lento que o necessário. Aos cidadãos cabe atenção e acompanhamento para que possamos sempre que estiver ao nosso alcance, contribuir para essa transição urgente. 

Quer apoiar ações pela biodiversidade? Faça uma doação.

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Pesquisador do Programa de Conservação do Tatu-canastra recebe prêmio internacional Future For Nature 2022 na Holanda 

13 de maio de 2022 Por Cibele Quirino

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Gabriel Massocato, biólogo e pesquisador do Programa de Conservação do Tatu-canastra, desenvolvido pelo Instituto de Conservação de Animais Silvestres (ICAS) e o Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ), recebeu nesta sexta-feira (13 de maio), o prêmio internacional “Future for Nature Awards 2022”, na Holanda, que reconhece e apoia jovens conservacionistas comprometidos com a conservação de espécies animais e vegetais. Neste ano, a premiação registrou a inscrição de mais de 250 candidatos.   

Apaixonado pela vida selvagem desde criança, Gabriel é formado em biologia pela Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), localizada na cidade de Dourados, a cerca de 230 quilômetros da capital sul-mato-grossense, e desde 2012 – quando se voluntariou no Programa de Conservação do Tatu-canastra, tem se dedicado à conservação da vida selvagem, assumindo o compromisso de salvar o maior dos tatus no Brasil. O tatu-canastra é considerado o engenheiro do ecossistema, já que desempenha um importante papel no meio ambiente, pois, suas tocas servem de abrigo para muitos outros animais, mas ele infelizmente está ameaçado de extinção pela perda de habitat e fragmentação da natureza.  

 

Gabriel Massocato recebendo o prêmio Future for Nature

“Essa espécie ainda é pouco conhecida pela nossa sociedade e se nada for feito a curto e médio prazo, ela pode desaparecer das principais áreas naturais do Brasil. Por isso, acredito que através das pesquisas, da conscientização e realizando um trabalho em conjunto com as comunidades locais, nós podemos unir esforços e buscar soluções inovadoras para a conservação e tornar o tatu-canastra um embaixador da biodiversidade”, disse Gabriel. 

Com relação ao prêmio, o biólogo ressalta que além da premiação em dinheiro – que será destinada à pesquisa pela conservação da espécie, a maior conquista deste reconhecimento é a oportunidade de celebrar a ciência e a importância mundial que foi concedida a um projeto brasileiro. 

“Esta premiação vai possibilitar a ampliação dos nossos esforços para proteger o tatu-canastra, através da criação de Unidades de Conservação, que tem o objetivo de evitar a extinção iminente da espécie e organizar expedições de campo para estudar e monitorar esses animais e o seu habitat. Além disso, será necessário continuar estabelecendo parcerias com pesquisadores, proprietários rurais, empresas, comunidades locais e governos em prol da conservação deste e de outros animais que são impactados direta ou indiretamente pela presença do tatu-canastra”, explicou o biólogo. 

Atuação no Programa de Conservação do Tatu-canastra 

Com mais de 10 anos de trabalho no projeto que teve início em 2010 e que hoje é realizado em diversos biomas da América do Sul, Gabriel ajudou a conduzir as pesquisas de longo prazo no Pantanal, onde foram identificadas as necessidades biológicas e ecológicas do tatu-canastra e também auxiliou no treinamento de mais de 80 voluntários conservacionistas. 

De acordo com Arnaud Desbiez, presidente do ICAS e fundador do projeto, Gabriel participou da criação do Plano de Ação Nacional do Tatu-canastra e também atuou na formação de uma brigada de incêndio comunitária, que está preparada para proteger uma área de 1.500 km2 do Pantanal da Nhecolândia. 

“Ver alguém que iniciou como voluntário em nosso projeto e que hoje ocupa a posição de coordenador do projeto no Pantanal é uma imensa alegria. Além disso, Gabriel se tornou um grande amigo e um profissional essencial na execução de muitas outras atividades do ICAS e é muito querido e respeitado por toda a nossa equipe e nós não poderíamos estar mais contentes e honrados com esse merecido reconhecimento” ressaltou Arnaud. 

Future for Nature 

Em 2008, Patrícia Medici, coordenadora da INCAB-IPÊ, presidente do Grupo de Especialistas em Anta da IUCN/SSC, foi uma das primeiras vencedoras do Prêmio FFN. A INCAB-IPÊ, projeto liderado por Patrícia, conta com o maior banco de dados sobre a anta-brasileira no mundo e atua pela conservação da espécie reconhecida pelos cientistas como jardineira das florestas, pela contribuição expressiva com o próprio ambiente em que vive. Ou seja, onde tem semente que passou pelo trato digestivo do animal, tem semente pronta para germinar.  

Em 2019, a bióloga Fernanda Abra foi uma das vencedoras pelo trabalho com Ecologia de Estradas. Fernanda atua como consultora na INCAB-IPÊ – Iniciativa Nacional para a Conservação da Anta Brasileira, do Instituto de Pesquisas Ecológicas e no Projeto Bandeiras e Rodovias (IPÊ e ICAS – Instituto de Conservação de Animais Silvestres).  

Sobre o ICAS 

O ICAS – Instituto de Conservação de Animais Silvestres é uma organização sem fins lucrativos criada em 2010, com o objetivo de oferecer suporte para iniciativas dedicadas à conservação da biodiversidade, mais especificamente do tatu-canastra e do tamanduá-bandeira e que busca produzir conhecimentos baseados na ciência e na pesquisa, além de promover a coexistência entre o ser humano e a vida silvestre, através da elaboração de ações e de políticas públicas eficientes e sustentáveis em defesa da vida. 

Com projetos desenvolvidos nos biomas Pantanal, Mata Atlântica e Cerrado, o ICAS possui uma equipe multidisciplinar que atua na tomada de decisão baseada no diálogo, considerando o envolvimento das partes interessadas (stakeholders) e a inclusão e participação das comunidades locais através da inovação, capacitação, educação e comunicação, além de desenvolver ações em parcerias com outros pesquisadores e instituições públicas e privadas. Saiba mais em https://www.icasconservation.org.br/ 

Sobre o IPÊ  

O IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas é uma organização brasileira sem fins lucrativos que trabalha pela conservação da biodiversidade do país, por meio de ciência, educação e negócios sustentáveis. Fundado em 1992, tem sede em Nazaré Paulista (São Paulo), onde também fica o seu centro de educação, a ESCAS – Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade.  

Presente nos biomas Mata Atlântica, Amazônia, Pantanal e Cerrado, o Instituto realiza cerca de 30 projetos ao ano, aplicando o Modelo IPÊ de Conservação, que envolve pesquisa científica de espécies, educação ambiental, envolvimento e mobilização comunitária, conservação de habitats e da paisagem e apoio à construção de políticas públicas. Além de projetos locais, o Instituto também implementa trabalhos em diversas regiões, seguindo os temas Áreas Protegidas, Áreas Urbanas e Pesquisa & Desenvolvimento (Capital Natural e Biodiversidade).  

O IPÊ é responsável pelo plantio de mais de 3 milhões de árvores na Mata Atlântica, contribui diretamente para a conservação de seis espécies de fauna, realiza educação ambiental e capacitação para 12 mil pessoas por ano, em média. Os projetos beneficiam 200 famílias com ações sustentáveis e conhecimento sobre conservação ambiental. 

Para o desenvolvimento dos projetos socioambientais, a organização conta com parceiros de todos os setores e trabalha como articulador em frentes que promovem o engajamento e o fortalecimento mútuo entre organizações socioambientais, iniciativa privada e instituições governamentais. https://www.ipe.org.br 

Confira como foi a cerimônia: Livestream Future For Nature Award Event 2022

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No Pontal, fundadora do Ecosia visita floresta restaurada a partir de buscas na internet

11 de maio de 2022 Por Cibele Quirino

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A equipe do IPÊ que atua no Pontal do Paranapanema recebeu nos primeiros meses deste ano a visita de uma das fundadoras do Ecosia – mecanismo de pesquisa na internet desenvolvido como negócio social, que transforma buscas na internet em doação de árvores reais. Os projetos selecionados pelo Ecosia como destino das doações aliam restauração florestal ao empoderamento das comunidades e com o planeta.

“O IPÊ é um parceiro perfeito para apoiar. É gratificante ver os técnicos do IPÊ, viveiristas e profissionais das empresas de plantio unidos em prol da restauração e como esse trabalho representa fortalecimento das comunidades. O trabalho do IPÊ com o Mapa dos Sonhos é muito inspirador e precisa ser sempre mostrado ao mundo, destaca Fátima Gonzáles Torres, que atua também como produtora e estrategista de conteúdo/ vídeo no Ecosia, que tem sede Berlim/Alemanha.  

 

Fatima Ecosia 2022

Durante a visita ao extremo Oeste do estado de São Paulo, Fátima e a equipe registraram uma série de imagens que revelam o trabalho realizado a partir das doações do Ecosia, parceiro do IPÊ desde 2019. As buscas dos usuários já possibilitaram o plantio de 836 hectares (cerca de 836 campos de futebol) com mais de 1,5 milhão de árvores nativas da Mata Atlântica da região. Com as imagens captadas, Fátima também mostra na prática ao usuário do Ecosia, as transformações a partir das buscas na internet. “Minha expectativa foi superada ao presenciar claramente o tripé: condições climáticas, biodiversidade e a comunidade embutido no Mapa dos Sonhos. Nessa visita, aprendi muito com o IPÊ e esse aprendizado será compartilhado com outros projetos”. O IPÊ já plantou na região mais de 5 milhões de árvores, incluindo o maior corredor já restaurado na Mata Atlântica com 2,4 milhões de árvores.  

Ecosia equipe Fatima

 

Laury Cullen, coordenador de projetos e pesquisador do IPÊ, destaca que a Ecosia é uma instituição consolidada no mercado internacional, está entre as cinco maiores nesse formato de “clique árvores”. “É uma organização presente que visita regularmente as áreas de plantio financiada por eles, no Pontal. Posso afirmar que IPÊ e Ecosia construíram uma relação de confiança. Tanto é que a parceria tende a crescer, pois a organização alemã pretende ampliar investimentos em áreas de plantio com o IPÊ”, pontua. 

Plante árvores com as suas buscas na internet sem gastar nada

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Mestrado Profissional da ESCAS conta com cinco bolsas de estudo

6 de maio de 2022 Por Cibele Quirino

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Para a Turma 2022, o Mestrado Profissional em Conservação da Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável oferece, até o momento, 5 bolsas de estudo, cobrindo todo o período do curso (2 anos). Interessados têm até 29 de julho às 17:00 para realizar a inscrição e concorrer a uma vaga.   

– 2 bolsas de estudo do WWF/EUA – Programa Russel Train/Education For Nature (EFN).

Uma das bolsas cobre 100% do valor do curso e é destinada a um candidato proveniente dos estados da Amazônia Legal, ou países da Amazônia Andina.

Já a segunda bolsa de estudo, subsidia 40% do valor da mensalidade, é destinada a quem desenvolverá o Trabalho de Conclusão sobre os temas relacionados no edital, como: Conservação de ecossistemas e restauração para proteger, restaurar e evitar a degradação da biodiversidade; Justiça socioambiental para promover o respeito aos direitos socioambientais; Envolvimento da sociedade em estilos de vida sustentáveis, e Economia verde para desenvolver soluções que demonstrem que é possível atingir desenvolvimento econômico sem impactos ao meio ambiente e respeitando os direitos das pessoas. 

– 3 bolsas internas da ESCAS, de 50% da mensalidade. Podem concorrer a essas bolsas, qualquer candidato que não esteja concorrendo às bolsas do WWF.

Confira o edital e saiba mais sobre

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ESCAS está com inscrições abertas para Mestrado Profissional e Pós-graduação

30 de junho de 20256 de maio de 2022 Por Cibele Quirino

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Profissionais que buscam transformar desafios em oportunidades, obtendo formação prática para subsidiar a tomada de decisão frente aos desafios socioambientais têm duas oportunidades para seguir nessa direção.  

A ESCAS – Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade, do IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas está com inscrições abertas para o processo seletivo do Mestrado Profissional em Conservação da Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável e para a turma 2022 da Pós-graduação em Gestão de Negócios Socioambientais, ambos até 29 de julho de 2022.

Nos dois cursos, o aluno terá acesso ao compartilhamento dos desafios enfrentados por profissionais que estão na linha de frente da sustentabilidade, com todos os aprendizados inerentes à superação. Por conta da pandemia, os cursos são realizados no formato híbrido, com aulas online ao vivo e encontros presenciais agendados com antecedência na sede da ESCAS/IPÊ em Nazaré Paulista/SP. 

Mestrado Profissional

No Mestrado Profissional em Conservação da Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável os alunos encontrarão uma jornada de aprendizado inovadora com sólidos conhecimentos científicos, múltiplas vivências relacionadas aos principais temas da Conservação da Biodiversidade e do Desenvolvimento Sustentável, além de governança e resolução de desafios reais.

As aulas do curso que tem nota 4 na CAPES em uma escala que vai até 5 terão início em setembro de 2022 e término em agosto de 2024. Saiba mais e inscreva-se no processo seletivo 

Com duas linhas de Pesquisa: Conservação da Biodiversidade /  Meio Ambiente, Sociedade e Sustentabilidade, o mestrado profissional atrai o interesse de profissionais de diversas formações, como biólogos, engenheiros agrônomos e florestais, gestores socioambientais, coordenadores e diretores da área de Responsabilidade Socioambiental que têm em comum o objetivo de transformar realidades, criar/aperfeiçoar processos, ampliar o diálogo com os diferentes atores sociais e assim promover o Desenvolvimento Sustentável.

No corpo docente estão profissionais que são referência em suas áreas de atuação, eles estão na ponta da inovação socioambiental, tanto em projetos no terceiro setor, quanto na iniciativa privada e na esfera governamental.

Saiba mais sobre Bolsas de Estudo

Pós-graduação em Gestão de Negócios Socioambientais

As aulas para empreendedores e profissionais que buscam implementar modelos de negócios reais com base na sustentabilidade socioambiental e econômica, no valor compartilhado e nos negócios inclusivos terão início em agosto de 2022 e término em fevereiro de 2024. 

Saiba mais e inscreva-se

Durante o curso, o aluno terá a oportunidade de reconhecer na prática a transversalidade do tema como aliada das transformações capazes de articular geração de valor socioambiental com rentabilidade financeira. 

A real implementação dos negócios de impacto é abordada a partir das seguintes macroáreas: Contexto Socioambiental presente e futuro, Sustentabilidade dos Negócios, Ferramentas de Gestão (Contabilidade/ Direito / Marketing), Estratégias e Inovações no Campo Socioambiental, Sustentabilidade nas Cadeias de Valor e O Campo dos Negócios Socioambientais. 

O corpo docente multidisciplinar reúne os principais expoentes nas respectivas áreas que buscam a partir de soluções inovadores proporcionar escala à sustentabilidade para assim transformar realidades. 

A Pós-graduação em Gestão de Negócios Socioambientais é uma iniciativa da ESCAS – Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade, principal frente educacional do IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológica com orientação pedagógica do CEATS/FEA/USP – Centro de Empreendedorismo Social e Administração em Terceiro Setor. 

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Cientistas brasileiros publicam carta de alerta sobre os riscos que a biodiversidade e a população do Pantanal devem enfrentar nos próximos anos

5 de maio de 2022 Por Cibele Quirino

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A carta “A tragédia dos comuns: como decisões sutis, mas legais, ameaçam uma das maiores áreas úmidas do planeta” foi publicada pelo periódico BioScience em maio de 2022, e mostra que o Pantanal está sob a maior ameaça da história

O Pantanal é um Patrimônio Nacional de uso restrito cuja exploração deve ser ecologicamente sustentável, de acordo com o “novo Código Florestal”, e talvez seja atualmente um dos maiores e mais bonitos exemplos de sustentabilidade no planeta. A maior parte de seus 179.000 quilômetros quadrados é usada para a pecuária tradicional, bem como para a pesca por comunidades tradicionais, pela população local e por pescadores esportivos, com relativamente pouco impacto nos ecossistemas. Entretanto, há um número crescente de tentativas de implementar uso intensivo e intervencionista na região para os próximos anos, ameaçando o bioma.

Por essa razão, a carta “A tragédia dos comuns: Como decisões sutis e ´legais´ ameaçam uma das maiores áreas úmidas no mundo”, publicada  na revista científica BioScience, em maio de 2022, é um alerta sobre como uma série de pequenas decisões locais criam um cenário perigoso para o futuro do Pantanal. A publicação é assinada por quatro pesquisadores brasileiros Fernando Tortato (Panthera), Walfrido Moraes Tomas (Embrapa Pantanal), Rafael Morais Chiaravalloti (IPÊ e Smithsonian Conservation Biology Institute) e Ronaldo Morato (CENAP/ICMBio).

Estrada Parque PANTANAL

Crédito: Rafael Morais Chiaravalloti (IPÊ e Smithsonian Conservation Biology Institute)

Já em 2001, o Dr. J.F. Gottgens (University of Toledo, USA) e seus colegas publicaram um artigo chamando a atenção para o problema, o qual eles chamaram de “tirania das pequenas decisões”, como a maior ameaça ao Pantanal. Vinte anos mais tarde, secas intensas e incêndios de grandes proporções nos últimos anos (cerca de 17 milhões de vertebrados morreram por efeito direto dos incêndios de 2020), aumento no desmatamento, erosão, poluição e represamento de rios continuam a representar sérios desafios à conservação do Pantanal. 

De acordo com os autores, as sinergias entre diferentes ameaças têm o potencial de causar profundas consequências ecológicas e sociais que são difíceis de estimar. Essas ameaças vêm principalmente das mudanças climáticas globais e do desmatamento da Amazônia (a fonte das chuvas que fazem o Pantanal ser uma área úmida), bem como do desmatamento, da erosão e do represamento dos rios na bacia do Rio Paraguai, na escala regional.  Na escala mais local, as ameaças se originam dos interesses na implementação de uma hidrovia baseada em intervenções permanentes no rio Paraguai, da adoção de práticas de produção mais intensiva, com supressão da vegetação nativa e simplificação das paisagens em grandes áreas, além do uso inadequado do fogo para manejo da vegetação.

Estrada Parque PANTANAL2Crédito: Rafael Morais Chiaravalloti (IPÊ e Smithsonian Conservation Biology Institute) 

Os autores mencionam ações locais em andamento que, apesar de seguirem os trâmites legais, não consideram os seus impactos em cascata. “Usando uma metáfora recente para os ataques sutis ao Pantanal, nós estamos assistindo à “cupinização” do Pantanal, uma comparação com os efeitos de um ataque de cupins sobre um pedaço de madeira. Isto é, os pequenos “buracos” espalhados vão sendo feitos sem que nos demos conta do dano real em uma visão superficial. Se nós não cuidarmos de olhar as coisas em detalhe, esses “buracos” se tornam tão numerosos que podem levar o Pantanal a um grande risco”, diz Chiaravalloti.

Um exemplo apresentado na carta é o crescente número de hidrelétricas e projetos hidrelétricos nas bacias dos rios que formam o Pantanal, as quais podem causar alterações profundas na hidrologia e aporte de nutrientes para os ecossistemas. Mais recentemente, há a aprovação preliminar para a construção do Porto Barranco Vermelho, às margens do rio Paraguai, em Cáceres, Mato Grosso, ocorrida em janeiro de 2022, pelo Conselho Estadual de Meio Ambiente daquele estado.  O licenciamento levou em conta apenas as consequências locais do empreendimento sem considerar que este porto só poderá ser viável se uma hidrovia com intervenções de engenharia for implementada no rio Paraguai em direção ao sul. Esta hidrovia pode constituir uma ameaça substancial ao Pantanal devido ao seu potencial de influenciar negativamente a assinatura hidrológica dos ecossistemas.  “O Pantanal é um ecossistema moldado pelo regime hidrológico, onde a extensão e a duração das cheias sazonais são vitais para a manutenção da biodiversidade, da pecuária tradicional e do uso de recursos por comunidades tradicionais. Nós estamos assistindo a convergência de ameaças que comprometem o pulso de inundação e podem levar ao desaparecimento do Pantanal como nós o conhecemos hoje”, diz Tortato.

O que é evidente a partir de todas estas ações é que interesses individuais ou setoriais são implementados em detrimento de interesses coletivos relativos à conservação do Pantanal. Este tipo de situação é conhecido como a “tragédia dos comuns” ou a “tirania das pequenas decisões”.

“Alinhadas, estas ações têm o potencial de provocar a perda de biodiversidade e do modo de vida no Pantanal como nós conhecemos, mas talvez de causar um profundo dano em um dos maiores e mais bonitos exemplos de sustentabilidade que temos no mundo atualmente”, conclui Chiaravalloti.

Apoie o trabalho do IPÊ na proteção de biomas como o Pantanal. Faça uma doação!

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Encontro na Resex do Cazumbá-Iracema, no Acre, discute a conservação da biodiversidade local

4 de maio de 2022 Por Cibele Quirino

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A Reserva Extrativista do Cazumbá-Iracema, no Acre, foi a sétima unidade de conservação da Amazônia a sediar a temporada 2022 dos Encontro dos Saberes. A iniciativa, promovida pelo Projeto de Monitoramento Participativo da Biodiversidade (MPB), do IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas, em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), ocorreu entre os dias 29 e 30 de abril e reuniu cerca de 60 participantes.

“A RESEX do Cazumbá-Iracema possui um histórico de organização e envolvimento com o projeto MPB que já dura oito anos. Este é o segundo Encontro dos Saberes que realizamos aqui e a nossa percepção é que a comunidade tem se apropriado do projeto de monitoramento da melhor forma possível. E é nesse momento de troca de conhecimentos, onde todos são chamados para discutir sobre os resultados do monitoramento, que percebemos a importância desses espaços de diálogo e escuta ativa para o fortalecimento dos arranjos locais e a conservação da floresta”, destaca Débora Lehmann, coordenadora técnica do projeto MPB.

Além dos moradores da RESEX, o evento também reuniu pesquisadores do IPÊ e de instituições parceiras como a Universidade Federal do Acre (UFAC) e SOS Amazônia, gestores da unidade de conservação, analistas ambientais do ICMBio e representantes do conselho da unidade, oriundos das secretarias de educação e de meio ambiente do município de Sena Madureira, território que abriga a Unidade de Conservação. Segundo a coordenadora, o encontro cumpriu o seu objetivo ao funcionar como um espaço de diálogo entre diferentes atores sociais a respeito das experiências de cada um sobre o monitoramento, a conservação da biodiversidade local e o uso das informações na gestão da UC.

 

ES RESEX Cazumb Iracema Adison Ferreira 16

Crédito da foto: Adison Ferreira/IPÊ

“Esse encontro tem um significado muito importante para a nossa comunidade, pois esse trabalho de monitoramento participativo empodera os extrativistas e nos ajuda a entender melhor sobre a manutenção da nossa biodiversidade. Essa ideia de juntar o saber tradicional dos moradores da RESEX com o conhecimento técnico dos pesquisadores é fundamental para esse empoderamento. Afinal, a conservação da nossa floresta e, consequentemente, do nosso modo de vida, depende desse entendimento sobre a importância da sustentabilidade”, afirma o líder comunitário, Aldeci Cerqueira Maia, conhecido como Nenzinho.

Localizada as margens do rio Caeté e dispondo de uma área de mais de 750 mil hectares, a RESEX do Cazumbá-Iracema é referência em governança local de unidades de conservação no Brasil. Em 2014, a RESEX iniciou a parceria com projeto MPB, por meio do monitoramento participativo da castanha-da-amazônia. Ao longo dos anos, novos alvos de monitoramento participativo foram inseridos como os de mamíferos, aves, borboletas e plantas, que compõe o monitoramento do protocolo florestal.

ES RESEX Cazumbá Iracema Adison Ferreira 3 Crédito da foto: Adison Ferreira/IPÊ

Encontrinho

Além do evento aberto a toda comunidade, realizado no dia 30, a unidade de conservação também sediou no dia anterior uma reunião menor, denominada de “Encontrinho dos Saberes”. O espaço serviu com um alinhamento entre a gestão local do ICMBio (NGI Sena Madureira), os monitores locais e pesquisadores sobre os resultados das análises dos dados e as experiências de cada ator envolvido. No encontro maior, os moradores acompanharam de perto os resultados sobre o monitoramento participativo de castanha-da-amazônia, mamíferos, aves, borboletas e plantas e debateram sobre as informações coletadas em oito anos de projeto.

Para Ilnaiara Sousa, pesquisadora local do IPÊ, o evento fecha um importante ciclo iniciado há oito anos. “O monitoramento participativo trouxe importantes resultados para a Resex.  Além do protocolo florestal básico, a unidade também realizou o protocolo complementar da castanha. As informações coletadas a partir do projeto foram essenciais para a gente compreender a dinâmica local em relação à produção do fruto, à qualidade das árvores, à cadeia produtiva, e tantos outros aspectos. E o resultado disso só foi possível graças à participação efetiva da comunidade. Por isso, a sensação que temos ao final do projeto é de dever cumprido e ao mesmo tempo da certeza de que o monitoramento participativo precisa e deve continuar”.

Troca de Saberes

Desde o início do projeto MPB, em 2014, o Instituto de Pesquisas Ecológicas já realizou 14 Encontros dos Saberes presenciais e dois grandes seminários envolvendo diversos parceiros da instituição como lideranças locais, gestores do ICMBio, monitores e pesquisadores de diversas instituições.

Este ano estão previstos 10 encontros presencias nas unidades de conservação onde o IPÊ atua. Os próximos eventos serão realizados na RESEX Rio Unini e no Parque Nacional do Jaú, no Amazonas e no Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, no Amapá.

O Projeto MPB conta com apoio da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional – USAID e da Fundação Beth Moore.

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27 de abril é celebrado o Dia Mundial da Anta, o maior mamífero terrestre da América do Sul 

26 de abril de 2022 Por Cibele Quirino

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Se alguém dissesse que você é uma anta, provavelmente você iria se magoar. Mas não deveria. O dia 27 de abril é marcado pelo DIA MUNDIAL DA ANTA, e a anta-brasileira (Tapirus terrestris) é uma das espécies mais importantes do país e o maior mamífero terrestre da América do Sul. No mundo, há quatro espécies de anta: além da anta-brasileira, temos a anta-da-montanha (que vive nos Andes), a anta-centro-americana (encontrada na América Central) e a anta-asiática (Indonésia, Malásia, Mianmar e Tailândia).  

O Brasil possui a maior especialista do mundo em antas! Patrícia Medici é engenheira florestal, mestre e doutora em conservação de vida selvagem, e se apaixonou pelo bicho há 25 anos! Desde então, dedica a sua vida a estudar o seu comportamento e desenhar meios de conservar a anta brasileira em nosso país. O trabalho da Patrícia acontece no Pantanal, Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica. Ela e a equipe da INCAB – Iniciativa Nacional para a Conservação da Anta Brasileira, um projeto do IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas, agora se preparam para conseguir apoio para começar as pesquisas sobre as antas da Caatinga.  

 

Credito da foto Joao Marcos Rosa web

Crédito da foto: João Marcos Rosa

O trabalho de Patrícia e sua equipe já rendeu a criação do maior banco de dados sobre a espécie no mundo. O impacto da pesquisa de longo prazo é tanto que reflete na conquista de nove prêmios internacionais recebidos ao longo dos anos, incluindo o mais recente deles, o Whitley Gold Award (2020), considerado o Oscar Verde da Conservação.  

INCAB pati equipe

Patricia explica que, no Brasil, a anta vive diferentes realidades de acordo com os biomas. “Em boa parte do Pantanal e no norte da Amazônia a espécie está em uma melhor situação quando comparada às antas que vivem na Mata Atlântica e no Cerrado. Na Mata Atlântica, um recente estudo publicado pelo grupo de Patrícia mostrou que menos de 2% das populações de antas que vivem no bioma são viáveis no longo prazo. Já no Cerrado, as antas lidam com muitas rodovias e colisões constantes, caça ilegal e um risco elevado de contaminação por agrotóxicos, em função da expansão da agropecuária em larga escala”. 

As antas têm baixo potencial reprodutivo, incluindo um ciclo reprodutivo bastante longo com o nascimento de um único filhote após uma gestação de 13-14 meses e intervalos entre nascimentos de até três anos. Dessa forma a perda de um animal tem um impacto significativo para a conservação da espécie a longo prazo. 

Curiosidades sobre essa espécie incrível! 

 A fêmea da anta-brasileira pode chegar a pesar 300 kg, contar com até 2 metros de comprimento e 1,10 m de altura! Com todo esse tamanho, a anta que é herbívora/vegetariana ingere entre oito e nove quilos de alimento/dia incluindo folhas, ramos, brotos, caules, cascas de árvores, plantas aquáticas, além de frutos que correspondem a mais de 50% da dieta.  

 

Aquidauana MS Pantanal INCAB IPE Credito da Foto Joao Marcos Rosa

Crédito da foto: João Marcos Rosa

 

Jardineira das florestas e atleta: Por conta da ingestão desses frutos, em geral com grandes sementes, e por um trato digestivo capaz de otimizar a germinação, a anta é reconhecida pelos cientistas como jardineira da floresta, pela contribuição expressiva com o próprio ambiente em que vive. Ou seja, onde tem semente que passou pelo trato digestivo do animal, tem semente pronta para germinar!!! 

Outra característica da espécie é o fato de percorrer longas distâncias. A anta vive em áreas de em média 800 hectares (cerca de 800 campos de futebol) e percorre entre 3 e 9 km/dia, levando sementes de uma área para outra. Uma floresta sem antas é uma floresta que corre grande perigo de extinção. Isso não é nenhum exagero! 

Pesquisadores também consideram a anta uma “espécie sentinela”, capaz de nos alertar para os riscos presentes no ambiente onde outras espécies da fauna, animais domésticos e comunidades rurais vivem. Estudos científicos realizados a partir de amostras biológicas de anta, tais como sangue, tecido, entre outras, têm identificado elevados níveis de agrotóxicos no Cerrado do Mato Grosso do Sul.  

A ciência ainda reconhece a anta como uma espécie guarda-chuva. Isso significa que uma vez que as áreas onde vivem sejam adequadamente conservadas, uma série de outras espécies também serão beneficiadas.  

Trata-se também de um dos mais antigos habitantes do nosso planeta (fósseis encontrados na América do Sul datam de 2,5 a 1,5 milhão de anos atrás). 

Espécie injustiçada: #antaÉelogio  

Apesar de todo os serviços que esse animal realiza, no Brasil, ele ainda é visto por muitos como um ser de pouca inteligência. “No entanto, a ciência já mostrou por meio de estudos que a anta tem um número elevado de neurônios e é um animal de extrema importância para a sociobiodiversidade. Essa percepção errônea sobre a anta afasta o interesse das pessoas pela conservação de uma espécie que está na lista vermelha de ameaçadas de extinção como vulnerável, tanto na lista nacional (ICMBio/MMA – Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) quanto na internacional (IUCN – União Internacional para a Conservação da Natureza). Afinal, com esta associação pejorativa, como as pessoas podem desenvolver um senso de orgulho por este animal?”, questiona Patricia Medici, coordenadora da INCAB-IPÊ.  

A pesquisadora revela que a origem dessa falsa percepção (algo difundido apenas no Brasil) está no período colonial. “Quando os portugueses chegaram à costa do Brasil, conheceram a anta e pelo tamanho e porte do animal tentaram domesticá-la para o transporte de cargas. No entanto, como um animal selvagem, a espécie não se submeteu. Pelo fato de não conseguirem domesticá-la, passaram a relacioná-la a um animal de pouca inteligência, o que a ciência já mostrou que não é verdade”.  

Para desmistificar essa ideia, desde 2015, a INCAB-IPÊ conta com a campanha permanente de disseminação da hashtag #antaÉelogio. O objetivo é transformar essa injustiça em reconhecimento pela importância da espécie para a sociobiodiversidade. Campanhas nas redes sociais, camisetas, ações nas áreas de pesquisa estão entre as iniciativas realizadas por pesquisadores do projeto na busca por esclarecer essa fake news! Nos próximos meses, o público terá a oportunidade de conferir nas redes sociais da INCAB e do IPÊ, histórias reais acompanhadas por pesquisadores por mais de 10 anos na Fazenda Baía das Pedras, no Pantanal da Nhecolândia, no estado do Mato Grosso do Sul. A trama apresentará as histórias incríveis dos animais que participam da pesquisa nesse cenário paradisíaco! 

Dia da Anta: Por que 27 de abril? 

 Desde 2008, Anthony Long, um australiano apaixonado por antas, também vem somando esforços para transformar injustiça em reconhecimento. Como forma de contribuir com a conservação da espécie, Anthony articulou o estabelecimento de 27 de abril como o Dia Mundial da Anta. “Ao contrário dos elefantes, rinocerontes, leões, tigres e outros mamíferos de grande porte, as antas não aparecem na mente da maioria das pessoas. As pessoas não sabiam o que são as antas, esses animais não apareciam em filmes, livros infantis ou de qualquer outra maneira que outros animais – mais populares – apareciam”, contou Anthony Long, em entrevista ao IPÊ. No filme Encanto, vencedor do Oscar 2022 na categoria animação, a anta faz uma ponta. “A espécie aparece em poucas cenas, mas, sem dúvida, é um avanço”, destaca Patrícia Medici.  

 Anthony Long revela que a escolha foi cuidadosamente planejada. “Na época não havia nenhum evento significativo em nenhum lugar do mundo. O dia escolhido não entra em conflito com a Páscoa (cai depois da última data possível) e por ser em abril, há probabilidade de um clima melhor na maioria dos países para que eventos ao ar livre pudessem acontecer”. 

INCAB-IPÊ 

World Tapir Day 

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