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cidadãos locais apoiam a redescoberta da anta na caatinga

Cidadãos pesquisadores: Como os moradores da Caatinga ajudaram a encontrar a anta no bioma onde a espécie havia sido declarada Regionalmente Extinta

16 de abril de 2026 Por Raquel Alves

A equipe de pesquisadoras da INCAB – Iniciativa Nacional para a Conservação da Anta Brasileira, projeto do IPÊ, fez uma grande descoberta, em 2024: a anta brasileira não está regionalmente extinta na caatinga, como se acreditava. O animal foi encontrado em localidades do norte de Minas Gerais, oeste da Bahia e sul do Piauí. Mas essa descoberta só foi possível graças aos moradores locais. Desde 2023, a equipe vem realizando expedições pela Caatinga em busca de relatos sobre a presença histórica e atual das antas e, nesse processo, a participação das pessoas locais na coleta de informações científicas tem sido essencial para o estabelecimento das atividades da INCAB-IPÊ no bioma.

A equipe realizou, em março de 2026, a quarta expedição pela Caatinga da Bahia. Em 2023, a missão era descobrir se a anta esteve presente na Caatinga no passado; em 2024, olhar para a anta no presente; em 2025, entender se a espécie era residente ou apenas visitante da região. Este ano, a missão foi determinar locais para capturar indivíduos para estudos de longo prazo. Desde a descoberta do primeiro registro histórico, até o avistamento da primeira pegada da anta, a equipe foi guiada por indicações e relatos dos moradores. Esta interação entre pesquisadores e sociedade é chamada de ciência cidadã e esta é a base fundamental dos estudos da INCAB-IPÊ sobre a anta na Caatinga.

“É muito claro para nossa equipe que não teríamos encontrado as antas caatingueiras sem o apoio das comunidades da região. A Caatinga nos ensinou que essas pessoas têm muito conhecimento sobre a fauna e a flora locais, conhecimento que nem sempre é buscado por nós pesquisadores. Uma de nossas entrevistadas no oeste da Bahia, uma senhora, líder comunitária e ambientalista, Dona Maria da Glória, nos relatou que ‘A anta nunca deixou de existir na região do Rio Carinhanha. O animal sempre esteve por aqui e nós sabíamos, mas ninguém [pesquisadores] veio perguntar.’ Relatos e testemunhos como este nos mostram que ainda temos muito a aprender com essas pessoas incríveis, detentoras de conhecimentos e sabedoria que vão muito além das revisões bibliográficas!”, relata Patrícia Medici, Coordenadora da INCAB-IPÊ.

A ciência cidadã é um processo de democratização do conhecimento em que pesquisadores e cidadãos são aliados nas coletas de dados para investigações científicas. O Brasil é enorme e ainda há muito a ser descoberto na pesquisa e conservação de espécies, mas, para isso, é muito importante contar com o conhecimento das comunidades locais – aqueles que estão em contato direto com a natureza e com as espécies em estudo. Entre 2023 e 2026, a INCAB-IPÊ realizou mais de 300 entrevistas com moradores da Caatinga nos estados de Minas Gerais, Bahia e Piauí, e muitas delas foram emblemáticas ao demonstrar a importância dessa aliança entre a ciência e as pessoas do local de estudo.

Um dos entrevistados no interior da Caatinga Bahiana, um senhor de 96 anos chamado Abdo, ao ser questionado sobre o motivo das antas terem desaparecido de algumas localidades da Caatinga, respondeu prontamente o que estudos posteriores corroboraram. “Por três razões… primeiro, desmataram tudo, segundo, o pessoal comeu muita anta e, terceiro, a água foi se tornando cada vez mais escassa”. A sabedoria das pessoas da região sobre as ameaças à conservação de espécies é vital para as pesquisas.

Agora, com o auxílio dos moradores, a INCAB-IPÊ determinou os locais potenciais para a captura de antas na Caatinga da Bahia e, em Novembro de 2026, retornará ao bioma para as primeiras capturas, visando à instalação de colares de telemetria satelital e a coletas biológicas para estudos de saúde e genética.

POR QUE A ANTA FOI DECLARADA REGIONALMENTE EXTINTA NA CAATINGA?

O trabalho da INCAB-IPÊ na Caatinga surgiu a partir da publicação da Lista Vermelha Nacional do ICMBio – Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, no ano de 2012, que classificou a anta como Regionalmente Extinta no bioma. Naquele ano, o ICMBio reuniu um grupo diverso de profissionais brasileiros, incluindo o IPÊ, para avaliar o status de conservação das espécies de ungulados ameaçados do Brasil: anta, queixada e diversas espécies de cervídeos.

“Naquele momento, nós realizamos uma avaliação em nível nacional e, separadamente, para cada bioma. Os profissionais que estavam presentes, eu inclusa, listaram a anta como Regionalmente Extinta na Caatinga, pois os poucos dados que vieram para a mesa, naquele momento, apontavam para isso. De lá para cá, refletimos muito sobre essa tomada de decisão extremamente importante, baseada em pouquíssimas informações. Então surgiu uma grande vontade de percorrer a Caatinga em busca de informações mais consistentes sobre o histórico da anta, seu passado e presente, na região”, explica Patrícia Medici.

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