Encontros dos Saberes movimentam UCs da Amazônia
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As ações, promovidas pelo IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas em parceria com o ICMBio, já foram realizadas em três unidades de conservação este ano.
Moradores da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Itatupã-Baquiá, no Pará, se reuniram, no último dia 8 de abril, para dialogar a respeito dos resultados do monitoramento participativo da biodiversidade realizado no local. O encontro, promovido pelo Projeto de Monitoramento Participativo da Biodiversidade (MPB), do IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas, em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), reuniu cerca de 70 comunitários.

Durante o evento, monitores locais e pesquisadores do IPÊ e do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Amazônica (Cepam), do ICMBio, compartilharam as experiências da coleta de dados do automonitoramento da pesca sobre as espécies de peixes encontradas na região e debateram os resultados do projeto de monitoramento de 2017 a 2021. “Esse momento é fundamental para consolidar a nossa proposta de monitoramento participativo. Pois, toda a comunidade é chamada para discutir sobre os resultados da pesquisa e, a partir dessa troca de saberes, de fato, apontar os melhores caminhos para a conservação desse território”, destaca Ana Maira Neves, pesquisadora do IPÊ.
Segundo o monitor local Manoel Chaves de Sousa, conhecido como seu Codó, a atividade ajuda a fortalecer a organização comunitária da unidade de conservação. “Acompanhar os resultados do monitoramento é importante para toda a comunidade. Primeiro porque nos abastece de informação sobre a nossa biodiversidade. Segundo porque fortalece a nossa conscientização sobre a preservação da natureza. E terceiro, auxilia no nosso fortalecimento comunitário, incentivando a participação de todos nesse diálogo”.
A RDS Itatupã-Baquiá foi a terceira unidade de conservação da Amazônia a sediar a temporada 2022 do Encontro dos Saberes. Os outros dois eventos foram realizados na Reserva Biológica (REBIO) do Rio Trombetas, no Pará, e na Reserva Extrativista (RESEX) Baixo Juruá, no Amazonas.

Rio Trombetas
O encontro sediado na REBIO do Rio Trombetas abriu a temporada dos Encontros de Saberes este ano. A atividade reuniu 45 participantes, entre comunitários, monitores locais, gestores da unidade de conservação e pesquisadores do IPÊ e ICMBIO. O evento, realizado no dia 24 de março, apresentou as análises parciais do monitoramento de quelônios aquáticos amazônicos e destacou a dinâmica populacional das espécies Tracajá, Tartaruga-da-Amazônia e Pitiú.

Baixo Juruá
Na RESEX Baixo Juruá, a ação reuniu 82 pessoas. Durante o encontro, os participantes acompanharam e discutiram os resultados do automonitoramento da pesca, que envolvem diversas espécies, e do monitoramento do manejo do pirarucu.
O encontro, realizado no dia 1º de abril, ocorreu no galpão da paróquia de Nossa Senhora de Fátima, no município de Juruá. Além dos monitores locais e pesquisadores do IPÊ e ICMBio, o encontro também contou com a participação de lideranças comunitárias da Floresta Nacional (Flona) de Tefé e representantes da Secretaria Municipal de Desenvolvimento, Produção e Abastecimento de Juruá, Polícia Militar do Estado do Amazonas, Gabinete Municipal, Colônia de Pescadores Z-21, Câmara Municipal de Juruá.
Troca de Saberes
Desde o início do projeto MPB, em 2014, o Instituto de Pesquisas Ecológicas já realizou 11 encontros de saberes presenciais e dois seminários amplos envolvendo diversos parceiros da instituição como lideranças locais, gestores do ICMBio, monitores e pesquisadores.
Este ano ainda estão previstos mais seis encontros presenciais em unidades de conservação. Os eventos serão realizados na RESEX Rio Unini e Parque Nacional do Jaú, no Amazonas; RESEX do Cazumbá-Iracema, no Acre; Floresta Nacional Jamari e RESEX Rio Ouro Preto, em Rondônia; e Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, no Amapá.
O Projeto MPB conta com apoio da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional – USAID e da Fundação Beth Moore.
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The history of IPÊ is closely linked to the history of conservation of the black-lion-tamarin (Leontopithecus chrysopygus), a species that is a symbol of the state of São Paulo and that only exists in its west. It was there that the institute began its first scientific research project to save the species form extinction, still in the late 1980s, and expanded its complementary studies for the sustainable development of the region, with reforestation, environmental education and income for the population. Leading this movement were Claudio and Suzana Padua (pictured), who together with students and young professionals, officially founded the institute in 1992.


Craftsman Célio Arago (pictured left), for example, is among those benefited by IPÊ. Workshops, the courses and exchanges contributed to the further development of his skills as an artisan, a craft he learned from his father. From the Nova Esperança community, Célio’s pieces won the world and were nominated for awards. After the project, Célio today shares what he learned with the young people.

