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Notícias

Em encontro, especialistas criam as bases de plano estratégico para conservação de áreas protegidas do Pantanal

1 de July de 2021 by Paula Piccin

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Em um  Workshop Virtual Áreas Protegidas no Pantanal, na última semana de junho (28 a 30 de junho), mais de 70 especialistas traçaram as bases de um planejamento estratégico para áreas protegidas no bioma.

Os profissionais, que atuam em mais de 20 iniciativas no Mato Grosso e Mato Grosso do Sul,  além de integrantes de redes nacionais e internacionais, discutiram sobre as oportunidades para a conservação do bioma e proteção das populações que vivem no território (comunidades tradicionais, indígenas e quilombolas). A partir das discussões, o grupo vai gerar um relatório que servirá de base para o plano estratégico, que será publicado em julho.

As discussões abordaram uma diversidade de temas, por exemplo, como as áreas protegidas podem se proteger dos grandes incêndios e como as comunidades podem ser envolvidas em atividades para a conservação. “Chegamos à conclusão de que vamos buscar caminhos alternativos para criação das Unidades de Conservação no Pantanal. Além da identificação e do fomento à criação de RPPNs – Reservas Particulares do Patrimônio Natural como uma possibilidade, também vamos atuar para viabilizar o uso das áreas da união por comunidades tradicionais, por meio do Termo de Autorização de Uso Sustentável (TAUS)”, pontua o biólogo que está à frente da iniciativa, Rafael Chiaravalloti, professor da ESCAS-IPÊ e pesquisador das organizações SCBI (EUA) e IPÊ, e diretor científico da Ecoa – Ecologia e Ação. 

Como ponto de partida para o debate, o grupo utilizou o estudo desenvolvido pelas pesquisadoras do IPÊ, Angela Pellin, Jussara Reis e Giovana Dominicci sobre a relação entre a conservação do Pantanal e as áreas protegidas. Elas analisaram as características das áreas protegidas públicas e privadas, além de instrumentos de proteção existentes na região, identificando as fortalezas, fraquezas e as oportunidades no bioma.  

“Apesar do Pantanal ser considerado Patrimônio Natural da Humanidade e Reserva da Biosfera pela Unesco, a área protegida por Unidades de Conservação públicas ou privadas ainda é pequena. Como resultado essas áreas sofrem com a falta de investimentos adequados para a sua proteção e gestão. Para avançar em uma agenda de conservação e usos sustentáveis no bioma é necessário um esforço integrado e multissetorial, agregando o poder público, sociedade civil, instituições de pesquisas, comunidades locais e proprietários de terras da região”, destaca Angela Pellin, especialista em Áreas Protegidas do IPÊ. 

O evento foi realizado pelo IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas, junto com Smithsonian Conservation Biology Institute (SCBI), The Pew Charitable Trusts,  Embrapa Pantanal e Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (CENAP/ICMBio).    

Participaram do Workshop Virtual Áreas Protegidas no Pantanal profissionais das organizações abaixo (em ordem alfabética).

Ampara Animal

APA Baía Negra

Barranco Alto EcoLodge

Comunidade da Barra do São Lourenço

Ecoa – Ecologia e Ação

Embrapa Pantanal

ESCAS-IPÊ – Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade  

Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama)

Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ)

Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio)

Instituto das Mulheres Negras do Pantanal (IMNEGRA)

Instituto do Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul)

Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA)

Ministério Público Federal (MPF / MS – Corumbá)

Natureza e Cultura Internacional

Panthera’s Conservation Scientist

Refúgio Ecológico Caiman

RPPN Alegria

RPPN Santa Cecília II

Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMA-MT)

Sesc Pantanal

Sistema Nacional de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais (Prevfogo)/ Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA)

Smithsonian Conservation Biology Institute (SCBI)

SOS Pantanal

The Pew Charitable Trusts

Universidade Estadual de Mato Grosso (UNEMAT)

Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) 

Via Fauna

WWF-Brasil 

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Coalizão Pró-UC quer debates públicos sobre PL313/2000 que impacta Resex no Brasil. Organizações podem aderir

30 de June de 2021 by Paula Piccin

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Nota Técnica – Coalizão Pró-UC – Clique para aderir

O Projeto de Lei 313/2000 busca alterar o art. 18 da Lei Federal nº 9.985/2000 “para adequar a definição de Reserva Extrativista (Resex) a fim de compatibilizar a criação de rebanhos de bovinos e bubalinos”. A Coalizão Pró-UC manifesta as seguintes preocupações em relação a essa proposta de alteração na Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação:

1. A Reserva Extrativista é uma categoria de unidade de conservação destinada à utilização por parte de populações extrativistas tradicionais, cuja subsistência baseia-se no extrativismo e, complementarmente, na agricultura de subsistência e na criação de animais de pequeno porte. Tem como objetivos básicos proteger os meios de vida e a cultura dessas populações, e assegurar o uso sustentável dos recursos naturais da unidade.

2. De acordo com dados do Cadastro Nacional de Unidades de Conservação (CNUC), o Brasil conta com 95 Reservas Extrativistas, abrangendo um total de 15,6 milhões de hectares. A maioria destas áreas está na Amazônia, que responde por 76 Resex, totalizando 14,6 milhões de hectares (3,49% do bioma).

3. Quanto ao uso e ocupação do território, a proporção de áreas de pastagens nessas unidades é relativamente pequena: (i) na Amazônia, existem 358 mil hectares de pastagens dentro de 14,7 milhões de ha de Resex. Importante dizer que esse total de áreas de pasto estão concentradas em pouquíssimas reservas extrativistas: Só a Resex Jaci-Paraná, em Rondônia, tem 108 mil ha de pastagem; a Resex Chico Mendes, aproximadamente, 60 mil ha, e a Resex Verde Para Sempre, cerca de 30 mil ha; (ii) no Cerrado, existem 11 mil hectares de pastagens dentro de um total de 100 mil ha protegidos por Resex, sendo que somente a Resex Mata Grande comporta 7 mil ha de pastagens; (iii) na Mata Atlântica, existem 6 mil ha de pastagens dentro de 71 mil ha protegidos por Resex.

4. Esses dados mostram que, embora a questão precise ser disciplinada, a produção pecuária em Resex é exceção e não regra para a categoria.

5. Uma unidade de conservação de uso sustentável busca compatibilizar a proteção da natureza com o modo de vida de populações tradicionais, resguardando os recursos naturais locais e os direitos dessas comunidades. Há que se destacar que existe demanda por parte de algumas famílias beneficiárias de criação destes animais para subsistência ou complementação de renda, na modalidade de produção em pequena escala. Porém, permitir a criação de animais de grande porte em todas as Reservas Extrativistas brasileiras, de maneira indistinta, pode contribuir para que alguns poucos criadores de rebanhos inviabilizem os modos de vida e o uso sustentável da Resex para todo o restante da população local, considerando os impactos ambientais e sociais envolvidos com a atividade.

6. A criação desses rebanhos em Resex vem sendo objeto de análise e gestão por parte do ICMBio, visto que essa atividade gera conflitos em relação à gestão, dada a inexistência de respaldo legal ou de diretrizes para o desenvolvimento desta atividade.

7. O cadastro das famílias beneficiárias das UCs de uso sustentável é uma ferramenta essencial para identificar o número e o perfil das famílias que residem nestas unidades, e contribui para a definição da realidade produtiva e para o acesso a serviços e políticas públicas para as comunidades tradicionais (Instrução Normativa nº 35, de 27 de dezembro de 2013). De acordo com os dados disponíveis até o momento, existem 60.1891 famílias beneficiárias de UCs de Uso Sustentável (especialmente Resex e Flonas). Das 66 Resex federais, apenas constam informações a respeito de 62, distribuídas da seguinte maneira: para 28 delas não há dados, em 11 o cadastro está em elaboração, em duas o processo está em vias de ser publicado e, em apenas 21 o perfil das famílias já foi publicado, seja em portaria exclusiva, seja no plano de gestão da área. Vale destacar que, para algumas áreas muito importantes para esse debate, como a Resex Verde para Sempre, por exemplo, não existem dados sobre o perfil dos  beneficiários até o momento. O cadastro seria uma ferramenta muito útil para avaliar o impacto da mudança proposta com o presente PL e seu atraso representa um prejuízo institucional para as famílias beneficiárias.

8. Além da ausência de informações sobre as famílias, falta também instrumento de planejamento, gestão e governança para muitas unidades. De acordo com o CNUC, 27,37 % das Resex no Brasil ainda não contam com um conselho gestor e 69,47% não dispõem de plano de manejo3 . Dentre as 66 Resex que são federais, 27 delas contam com plano de gestão .

9. Assim, o PL 313/2000 é considerado fator de risco às Reservas Extrativistas de todos os biomas brasileiros, e não apenas àquelas da Amazônia. Não se pode dimensionar a contribuição que ele traria para a solução dos conflitos existentes. Adicionalmente, alterar a lei do SNUC em um momento em que a legislação ambiental brasileira vem sendo alvo de flexibilização, pode ser uma ameaça, com impacto negativo que pode tomar dimensões muito maiores do que aquele que o PL pretende resolver.

10. Desse modo, considerando todo contexto supracitado, é imprescindível que o PL 312/2020 seja debatido com as comunidades diretamente envolvidas e afetadas pelo referido projeto. Cabe destacar que a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho, da qual o Brasil é signatário e que foi ratificada em 2004, estabelece em seu artigo 6o que populações indígenas, quilombolas ou extrativistas – que se organizam coletivamente – sejam consultadas antecipadamente não apenas diante da possibilidade de projetos de infraestrutura como estradas, hidrelétricas e portos, mas também “cada vez que sejam previstas medidas legislativas ou administrativas suscetíveis de afetá-los diretamente”. Ainda não foi feita uma consulta livre, prévia, informada e de boa-fé sobre o PL 313/2020 junto aos moradores das Reservas Extrativistas e suas entidades representativas, de tal modo que um amplo debate faz-se necessário para que a solução encontrada seja adequada à realidade de povos e populações tradicionais que habitam e sobrevivem desses territórios. 4 Painel Dinâmico de Informações (ICMBio). . http://qv.icmbio.gov.br/ 3 Painel das Unidades de Conservação Brasileiras (Ministério do Meio Ambiente).

Sobre a Coalizão: A Coalizão Pró Unidades de Conservação da Natureza (Pró UC) é uma rede de instituições da sociedade civil, que tem como objetivo promover, junto à sociedade, o que consideramos as melhores e mais eficientes formas de proteger e conservar o patrimônio natural brasileiro, para essa e as futuras gerações. Para tanto, promove a articulação entre os setores, o debate junto à sociedade e desenvolve estratégias para o fortalecimento das Unidades de Conservação (UCs) em todo o território nacional. Ela é formada pelas seguintes organizações: Conservação Internacional (CI-Brasil), Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, Fundação SOS Mata Atlântica, IMAFLORA, Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ), Imazon, Instituto Semeia, Rede Nacional Pró Unidades de Conservação, The Nature Conservancy (TNC) e WWF-Brasil.

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Comunidades da Amazônia recebem curso gratuito sobre monitoramento de quelônios e pirarucu

10 de November de 202230 de June de 2021 by Paula Piccin

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Cerca de 50 monitores da biodiversidade participam do curso de Monitoramento Participativo da Biodiversidade com foco em quelônios aquáticos e pirarucu, na Reserva Extrativistas (Resex) Médio Juruá e Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Uacari, ambas localizadas no Amazonas, de 29 de junho a 02 de julho. 

Após 18 meses de atividades a distância, por conta da pandemia de Covid-19, o curso ministrado por pesquisadores do IPÊ e da UFAM – Universidade Federal do Amazonas é a primeira iniciativa presencial do projeto MPB – Monitoramento Participativo da Biodiversidade, do IPÊ, seguindo os protocolos de prevenção à Covid-19. 

Durante o encontro, os participantes têm a oportunidade de avaliar os resultados da última temporada e de se engajar nas atividades do segundo semestre de 2021. Entre as novidades apresentadas está a coleta digital, por meio do aplicativo ODK, já utilizado pelo projeto MPB nos protocolos florestais e pela primeira vez em UCs com alvos de monitoramentos aquáticos. 

O encontro é realizado na Base da FAS – Fundação Amazônia Sustentável, na RDS Uacari, em parceria com o Programa Pé-de-Pincha (UFAM), o ICMBio local e a SEMA/AM – Secretaria do Meio Ambiente do Amazonas. 

Sobre o projeto MPB 

A atividade faz parte da parceria entre IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio, por meio do Programa Nacional de Monitoramento da Biodiversidade – MONITORA e do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Amazônica – CEPAM.

A iniciativa é uma atividade do projeto Monitoramento Participativo da Biodiversidade em Unidades de Conservação da Amazônia – MPB, desenvolvido pelo IPÊ em parceria com o ICMBio, com apoio de Gordon and Betty Moore Foundation e USAID.

Saiba mais sobre o projeto MPB – Monitoramento Participativo da Biodiversidade, do IPÊ

Conheça o Livro sobre o Monitoramento Participativo da Biodiversidade 2ª edição_JUL19  

Saiba mais sobre nossos resultados

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Monitores da Resex do Baixo Juruá participam de capacitação online sobre o pirarucu

30 de June de 2021 by Paula Piccin

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O projeto MPB – Monitoramento Participativo da Biodiversidade, do IPÊ, vem reinventando a forma de trabalhar com comunidades tradicionais em 17 Unidades de Conservação (UCs) na Amazônia.  Com a pandemia, os cursos online são a forma de dar sequência ao trabalho realizado com monitores da biodiversidade, incluindo os manejadores do pirarucu, o maior peixe com escamas de água doce do mundo.  

No mês de maio, seis monitores da Reserva Extrativista (Resex) do Baixo Juruá, no Amazonas, participaram de curso online que mostrou o protocolo de monitoramento do pirarucu e orientou os manejadores sobre o preenchimento dos formulários com informações bioecológicas e socioeconômicas. 

Ministrado por Ana Maíra Bastos Neves, pesquisadora local do IPÊ, e Claudia Gemaque, bolsista do CEPAM – Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Amazônica/ ICMBio – Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade o curso integra uma série de encontros tendo em vista o aprimoramento do manejo do pirarucu. 

Entre os participantes do curso estava Raimundo Ferreira Lima (Dinda), um dos manejadores e membro da Associação dos Trabalhadores Rurais de Juruá (ASTRUJ) que destacou a importância do monitoramento para as comunidades tradicionais.

“O manejo do pirarucu é uma importante fonte de renda para as comunidades, mas não é só por isso que continuamos realizando o manejo. Eles querem conservar a espécie, o ganho real não é o financeiro e sim a possibilidade de continuarem encontrando pirarucu na região”. Desde 2014, o projeto MPB, do IPÊ, já monitorou 216.699 kg pescados de pirarucu em áreas de manejo. 

Os membros da ASTRUJ apoiaram a iniciativa recebendo os monitores da Resex na sede da Associação para a realização do curso. A medida é necessária uma vez que a Unidade de Conservação não possui acesso à internet. O curso seguiu todos os protocolos de prevenção da Covid-19.

A primeira capacitação a distância foi realizada a cerca de um ano em julho de 2020. 

Cursos de capacitação estão entre as atividades da parceria entre IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), por meio do Programa Nacional de Monitoramento da Biodiversidade (MONITORA) e do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Amazônica (CEPAM), com apoio da Fundação Gordon e Betty Moore, USAID e ARPA.

Implementação   

O monitoramento do pirarucu na Resex do Baixo Juruá teve início em 2019 com a capacitação de 13 monitores, incluindo a gestora da Unidade de Conservação (UC).

O que é o protocolo do pirarucu?

É um dos Protocolos que compõem o Subprograma Aquático Continental do programa MONITORA (IN nº 03 de 04/09/17), que consiste em um roteiro seguido pelos monitores que fazem levantamentos sobre a biodiversidade pelo MPB – Monitoramento Participativo da Biodiversidade, do IPÊ, e programa Monitora/ICMBio. 

O protocolo do pirarucu foi criado de forma participativa, com apoio de gestores de UCs do ICMBio e SEMA – Secretaria Estadual do Meio Ambiente do Amazonas, manejadores de pirarucu, analistas ambientais do IBAMA, pesquisadores e técnicos do IPÊ e parceiros. 

Aprimoramento 

O protocolo do pirarucu está em fase de teste e aprimoramento, com a participação dos grupos de manejo de quatro UCs, uma área de Acordo de Pesca (Resex Unini, Resex Baixo Juruá, Resex do Médio Juruá, RDS Uacari e Área de Acordo de Pesca do Baixo-Médio Juruá), que colocarão todas as etapas em prática. 

O resultado desse trabalho será o desenvolvimento de uma ferramenta padrão para avaliar o status da espécie e a eficiência ambiental, econômica e social do manejo sustentável de pirarucu.

Sobre o projeto MPB 

A atividade faz parte da parceria entre IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio, por meio do Programa Nacional de Monitoramento da Biodiversidade – MONITORA  e do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Amazônica – CEPAM.

A iniciativa é uma atividade do projeto Monitoramento Participativo da Biodiversidade em Unidades de Conservação da Amazônia – MPB, desenvolvido pelo IPÊ em parceria com o ICMBio, com apoio de Gordon and Betty Moore Foundation e USAID.

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Confira três áreas estratégicas para fortalecer as áreas protegidas

25 de June de 2021 by Paula Piccin

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Para o lançamento do Portal Proteja, os parceiros da iniciativa convidaram pessoas que representam áreas-chave para o desenvolvimento sustentável das áreas protegidas no Brasil: Saberes ancestrais + Comunicação + Educação. “Os desafios demandam articulação e comunicação com diversos setores da sociedade. Por isso nossos convidados de hoje representam os povos que vivem nas áreas protegidas com Edel Moraes, vice-presidente do Memorial Chico Mendes; jornalistas que comunicam e sensibilizam sobre esse tema, com Paulina Chamorro; e educadores comprometidos com a formação das futuras gerações, com Bráulio Dias, professor na Universidade de Brasília”, revela Sylvia Mitraud, secretária executiva do Proteja. 

Para Edel, essa é uma oportunidade de trazer as vozes das mulheres da floresta e das crianças. “Estamos em um processo, saindo da condição de objeto da pesquisa para a de pesquisadores. Podemos inclusive debater sobre o que escrevem sobre nós. O Proteja é importante para proteger a memória, a história das comunidades e dos povos tradicionais. Durante muito tempo disseram que na Floresta Amazônica havia bicho, árvore e água, e muito pouco se falou das pessoas, dos povos, das comunidades tradicionais que protegem a floresta”. Edel é mestre em Desenvolvimento Sustentável em Povos e Territórios Tradicionais.  

Sobre a curadoria do Portal Proteja, Edel reforça a importância do comentário de Sylvia. “Quando você diz que seremos ouvidos na validação dos materiais que estarão no Portal eu não me arrependo de ter aceitado seu convite para participar desse processo. Vamos trazer a sabedoria das nossas forças e das nossas comunidades, as belezas, os encantos, mas também as lutas e os desafios”. 

Paulina Chamorro, responsável pelo podcast Vozes do Planeta e co-fundadora da Liga das Mulheres pelo Oceano, destaca a importância do Portal para os comunicadores. “Fico extremamente feliz com o lançamento do Portal. Como a Edel pontuou, era extremamente difícil encontrar um lugar que trouxesse o conhecimento tradicional no seu devido patamar, mas isso agora é passado. Ter um lugar organizado com informações sobre espaços naturais do Brasil, cultura e sociobiodiversidade vai nos ajudar muito a encontrar elementos que tragam luz para as histórias. Precisamos criar essas pontes para contribuir com uma sociedade democrática, informada e com acesso gratuito à informação”. 

Já Bráulio reforça a urgência das pessoas entenderem a importância das áreas protegidas. “Com 85% da população no Brasil vivendo em áreas urbanas, elas precisam conhecer e visitar as áreas protegidas. Várias pesquisas no mundo questionam as pessoas que vivem em cidades com perguntas simples: ´De onde vem a água que você bebe?’ A maioria das pessoas não sabe a resposta. Ao mesmo tempo, elas estão preocupadas com a questão da água, sentem os impactos do racionamento e quando a água está com baixa qualidade. No entanto, elas não fazem a relação, que se há água disponível é porque existem áreas que protegem essa água”.

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Conheça tudo sobre Áreas Protegidas do Brasil: Portal Proteja já conta com cerca de 700 publicações

10 de November de 202225 de June de 2021 by Paula Piccin

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Uma biblioteca digital com tudo sobre áreas protegidas. Esse é o Portal Proteja, lançado dia 24 de junho, por um grupo de organizações socioambientais brasileiras, entre elas o IPÊ. O objetivo é facilitar o acesso à informação e mobilizar a sociedade em ações em defesa das áreas protegidas do Brasil. 

O IPÊ é parceiro da iniciativa por meio das Soluções Integradas em Áreas Protegidas, e integra o Conselho Deliberativo em conjunto com outras seis ONGs: IPAM – Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia, ISA – Instituto Socioambiental, Imazon – Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia, WCS Brasil – Wildlife Conservation Society, TNC Brasil – The Nature Conservancy Brasil e Funbio. O Proteja tem o apoio da Fundação Moore e a colaboração internacional da GIZ.

O evento de lançamento 100% online, por conta da pandemia, contou com a participação de três convidados: Edel Moraes, vice-presidente do Memorial Chico Mendes; Bráulio Dias, professor na Universidade de Brasília, e Paulina Chamorro, jornalista ambiental.  

“O portal é a espinha dorsal de uma iniciativa colaborativa que visa informar, sensibilizar e mobilizar a sociedade em defesa das áreas protegidas do Brasil. Nessa era digital apesar da crescente disponibilidade de dados, as informações estão dispersas e muitas vezes não são sequer identificadas como conteúdos relativos às áreas protegidas”, afirma Sylvia Mitraud, secretária executiva do Proteja.  

Durante a abertura, o público teve a oportunidade de conferir os depoimentos de profissionais das 16 organizações que atuam de maneira colaborativa na construção do portal, já são cerca de 700 conteúdos gratuitos sobre áreas protegidas, entre publicações, vídeos, artigos científicos, mapas, além do ProtejaTalks em parceria com o UDNP – Um Dia No Parque e de um podcast recém-lançado. A princípio estão previstos cinco episódios. A próxima edição do Um Dia no Parque será em 18 de julho. 

Fabiana Prado, coordenadora de Projetos do IPÊ, destaca a importância do Portal Proteja. “No IPÊ trabalhamos com Ciência, Educação e Negócios Sustentáveis e por isso somos parceiros do Proteja. Acreditamos no Portal Proteja como um espaço importante para melhorarmos a educação no Brasil”. 

Sylvia Mitraud ressalta a curadoria do Proteja como um aspecto central. “Por meio da curadoria garantimos a qualidade do Portal. No momento os curadores são os membros do Conselho Deliberativo, mas estamos em uma busca ativa para ampliar o número de parceiros institucionais de diversos setores da sociedade. Vamos convidar outras organizações, comunidades tradicionais e povos indígenas para nos ajudar na curadoria desse conteúdo. Precisamos de muitos contribuindo com esse esforço, esse é um trabalho de todos nós”. Interessados em fazer parte devem entrar em contato com o Proteja pelo fale conosco ou por meio dos parceiros.

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Inscrições prorrogadas: Turmas em Nazaré Paulista/SP e Porto Seguro/BA

24 de June de 2021 by Paula Piccin

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Até 07 de agosto às 17:00, as inscrições estão abertas para o processo seletivo das suas turmas do Mestrado Profissional da ESCAS em Conservação da Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável.  

A turma São Paulo conta com duas bolsas de estudo – uma integral e outra semi-integral – ambas vinculadas ao WWF (EUA) via o Programa Russel Train/Education for Nature (EFN). Já a turma Bahia tem o valor das mensalidades parcialmente subsidiado pelos parceiros: Instituto Arapyaú e Veracel.

EDITAL PORTO SEGURO (BA)

EDITAL NAZARÉ PAULISTA (SP)

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IPÊ leva conhecimento ambiental a jovens atletas do Red Bull Bragantino

24 de June de 2021 by Paula Piccin

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*Com informações de Red Bull Bragantino

Em comemoração ao Dia do Meio Ambiente (5 de junho), o IPÊ foi convidado para um encontro virtual com os jogadores do Sub-14 e Sub-15 do Red Bull Bragantino, time da cidade de Bragança Paulista. 

O objetivo principal do encontro foi proporcionar aos atletas uma reflexão acerca das relações humanas com os recursos naturais do planeta, a partir de um entendimento prévio, que foi compartilhado pela Magda Andrade, assistente social do Massa Bruta e Andrea Pupo Bartazini, coordenadora de projetos de educação ambiental do IPÊ,sobre a importância da preservação e conservação ambiental, sustentabilidade e reciclagem.

Já no início da conversa, os meninos foram questionados sobre o que passava na mente deles quando o assunto era Meio Ambiente, e as reações foram muito positivas, ditando o ritmo da conversa. Na sequência, Andréa mostrou uma apresentação sobre a Mata Atlântica, bioma predominante na região de Jarinu. 

“Nosso objetivo com as atividades educativas é contribuir na conscientização acerca do papel individual e coletivo dos adolescentes/atletas com o ambiente, pois consumimos recursos naturais o tempo todo. E, com essas ações, esperamos gerar atitudes mais conscientes e responsáveis na relação com a natureza”, ponderou, Magda Andrade.

Durante todo o encontro, a participação e o interesse da garotada chamaram a atenção das mediadoras, e ao final, foi possível notar o entendimento por parte dos jovens jogadores acerca do tema, como foi o caso de Arthur Ribeiro, do Sub-15:

“Eu gostei bastante da atividade, me ajudou muito a ter uma visão diferente sobre o assunto. Algumas coisas que eu não sabia que faziam mal ao meio ambiente e agora eu pude aprender, trazendo coisas boas à minha mente”. 

A conversa terminou falando um pouco sobre o papel de todos na conservação da Biodiversidade e o que cada um pode fazer para ajudar a diminuir o impacto ecológico.  Para Andrea Pupo, o papo foi bem agradável e proveitoso.

“Foi muito interessante, porque eram meninos de 13, 14 e 15 anos muito atentos e participativos. Uma coisa que me chamou muito a atenção e foi o fato de os meninos terem chamado familiares para assistir a apresentação e isso me deixa muito feliz, é um sinal que as pessoas estão sensibilizadas, querem ouvir falar sobre Meio Ambiente, querem aprender mais e eu espero de verdade que os meninos possam ser exemplos de pessoas e futuros atletas que possuem esse olhar sensível para a conservação ambiental”. Finalizou coordenadora de projetos de educação ambiental do IPÊ.

Essa não foi a primeira vez que o Red Bull Bragantino se juntou ao IPÊ em ações para a conscientização sobre o meio ambiente. Em outubro de 2020, o clube promoveu uma ativação social no Twitter, arrecadando mudas para o reflorestamento de uma área localizada no Sistema Cantareira. https://www.redbullbragantino.com.br/noticia/red-bull-bragantino-enfrenta-as-queimadas-da-regiao-em-jogo-promovido-no-twitter 

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ESCAS-IPÊ traz Carlos Klink em Aula Magna gratuita. Inscreva-se agora!

24 de June de 2021 by Paula Piccin

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Inscreva-se para a Aula Magna gratuita sobre Mudanças Climáticas, com Carlos Klink, professor convidado do Mestrado Profissional e da Pós-graduação Lato Sensu da ESCAS e um dos principais especialistas no tema. Klink possui 30 anos de experiência nos temas uso da terra, mudança do clima, financiamento verde e capacitação, em parceria com instituições públicas, privadas, acadêmicas e ONGs, no Brasil e no exterior. Foi Secretário Nacional para Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente/MMA e Secretário Executivo do Ministério do Meio Ambiente.

A Aula Magna é iniciativa é da ESCAS – Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade, do IPÊ.

“Neste ano, no final de abril, o presidente dos Estados Unidos Joe Biden convidou as principais lideranças políticas, econômicas, científicas e da sociedade civil mundiais para um summit on climate. A pauta é clara: como as maiores economias do planeta podem e devem fortalecer sua ambição no combate aos efeitos da mudança global do clima. O objetivo já está definido: limitar o crescimento do aquecimento global a 1,5° C até o fim do século. O desafio é certamente monumental e requer uma concertação de esforços: planos de ação, mudanças econômicas e tecnológicas, negociações políticas e jurídicas; já se nota em muitos países engajamento da sociedade civil, da academia, das empresas, dos bancos, e dos governos. E no Brasil, para onde iremos?”, comenta Carlos Klink. 

Programe-se! Interessados receberão certificado de participação. 

CLIQUE AQUI E PARTICIPE

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IPÊ é parceiro do Proteja: biblioteca virtual sobre áreas protegidas no Brasil

18 de June de 2021 by Paula Piccin

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O Portal Proteja (www.proteja.org), que chega com o compromisso de constituir a maior biblioteca virtual sobre áreas protegidas do Brasil, será lançado em 24 de junho, às 16h, num evento on-line que reunirá representantes de entidades civis, governamentais, acadêmicas e universitárias e demais pessoas interessadas no tema da conservação ambiental. Inscreva-se aqui.

Com uma plataforma digital robusta e eficiente, o Proteja é uma iniciativa multiatores que conta com a participação de 16 organizações socioambientais e engloba outras ações, como o Proteja Talks – uma série de palestras inspiradas no TED Talks destinada a promover o debate, dar voz aos diversos atores e mostrar diferentes perspectivas de entendimento do tema – e podcasts que apresentam as ameaças e pressões sofridos por esses territórios, assim como as mais recentes e inovadoras ações para protegê-los.

A iniciativa busca o engajamento de novos parceiros como organizações não governamentais, associações comunitárias, universidades e institutos de pesquisa atuantes em todo o país. A intenção é que essas entidades possam utilizar o portal como fonte de informações para campanhas de sensibilização, estudos, pesquisas, projetos e, ao mesmo tempo, contribuam na produção de conteúdo com base em suas atividades ligadas às áreas protegidas. 

O objetivo do Portal Proteja é facilitar o acesso a dados confiáveis e informação de qualidade de forma organizada sobre áreas protegidas para subsidiar o trabalho dessas organizações, auxiliar nos processos de tomada de decisão e facilitar a compreensão do tema. A finalidade é ainda colaborar para o fortalecimento dos profissionais e das instituições comprometidas com a defesa, conservação e desenvolvimento sustentável das áreas protegidas do Brasil através do diálogo e ações coletivas. 

O Proteja oferece acesso gratuito a todos os interessados e é gerido por meio de parceria das mais respeitáveis instituições socioambientais da sociedade civil. 

Entidades parceiras do Portal Proteja: Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), Fundação Vitória Amazônica (FVA), Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam), Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), Instituto Floresta Tropical (IFT), Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ), Instituto Socioambiental (ISA), Associação de Defesa Etnoambiental (Kanindé), The Nature Conservancy (TNC), Wildlife Conservation Society (WCS) Brasil , Woodwell Climate Research Center e World Wild Fund for Nature (WWF) Brasil. 

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