Projeto acompanha pesca experimental no lago de Balbina
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Inaugurada em 1989, a Usina Hidrelétrica de Balbina (UHE Balbina), no rio Uatumã, em Presidente Figueiredo (AM), possui um lago de mais de 2.300 km2, em que o principal atrativo pesqueiro é o tucunaré (Cichla spp.).
Entre governo e pescadores locais existe um acordo que funciona como ferramenta de manejo dos recursos pesqueiros, especificamente para a espécie. Com a demanda dos pescadores pela liberação de redes tipo malhadeiras para a captura de tucunarés e outras espécies de peixes, uma pescaria experimental foi realizada em dezembro de 2017 e repetida entre os dias 17 a 22 de junho de 2018, com o objetivo de verificar a viabilidade de utilização do equipamento.
“De posse destes resultados será possível ter informações cientificas que auxiliem na tomada de decisões para a liberação ou não das malhadeiras e com isso possibilitando a manutenção e conservação dos estoques de tucunaré”, afirma Wendell Medeiros, engenheiro de pesca e pesquisador local do IPÊ, no projeto Monitoramento Participativo de Biodiversidade, em parceria com o ICMBio.
A pescaria experimental aconteceu dentro e fora da Reserva Biológica (Rebio) Uatumã. Ao todo, foram coletados 643 peixes distribuídos em 25 espécies, sendo 338 e 24 espécies coletados dentro da Rebio e 305 e 18 espécies coletados fora da Unidade de Conservação. Os peixes foram levados para o laboratório de triagem montado no acampamento, para tomada de medidas, verificação do sexo e outros aspectos biológicos.
“Os resultados preliminares de descrição da composição da ictiofauna no lago da UHE Balbina tornam evidentes o papel da REBIO Uatumã na proteção e preservação das espécies de peixes locais”, ressalta Wendell Medeiros.
A atividade foi realizada em parceria com o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Amazônica (CEPAM) do ICMBio e a Rebio Uatumã, com a participação de especialistas em taxonomia e biologia de peixes do Instituto de Nacional de Pesquisas na Amazônia (INPA).
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Entre os dias 19 e 21 de junho de 2018, foi realizada em Florianópolis/SC a Oficina para Análise de Custos para a Conservação da Biodiversidade da Mata Atlântica, uma iniciativa do Ministério do Meio Ambiente com o IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas. Essa foi a segunda oficina participativa realizada durante o processo de atualização do mapa de áreas e ações prioritárias para conservação da biodiversidade na Mata Atlântica. O objetivo foi o levantamento de informações espacializadas, organização e sistematização de um banco de dados georreferenciados e consulta a especialistas para definição de uma superfície de custos para a Mata Atlântica.
Na Reserva Extrativista (Resex) rio Unini (Amazonas), o projeto Monitoramento Participativo de Biodiversidade tem como foco monitorar os quelônios da região. Ali, com a comunidade, IPÊ e ICMBio implementam um sistema de monitoramento para a conservação de tartarugas, tracajás e irapucas. Tão importante quanto o monitoramento dessas espécies, é levar ao conhecimento da população os resultados desse trabalho a todos que participam desse projeto conjunto.
É praticamente impossível falar do Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, sem mencionar a grandiosidade dessa Unidade de Conservação. Localizado entre o Amapá e o Pará, o maior Parque Nacional do Brasil tem cerca de quatro milhões de hectares. Isso significa ser quase do tamanho do estado do Rio de Janeiro e maior do que a Bélgica. Essa imensidão guarda riquezas biológicas importantes da Amazônia – muitas delas ainda não descobertas ou estudadas pela ciência.
IPÊ annual report 2017. Bilingual edition (Portuguese / English), with projects, testimonials of beneficiaries and partners and what we have developed in favor of Brazilian biodiversity together with supporters, communities, donors, students and teachers from ESCAS, researchers and all those who help transform the socio-environmental reality in Brazil.