De maio a junho, duas iniciativas vinculadas às cadeias do cacau e da meliponicultura, apoiadas pela Fábrica de Inovações em Sociobioeconomia (FIS), neste ciclo 1 com foco na Amazônia, receberam as expedições dos Comitês de Inovação do FIS, ambas no estado do Amazonas.
Essa etapa tem como objetivo detalhar os desafios priorizados durante a jornada realizada, em fevereiro, na sede do IPÊ, em Nazaré Paulista/SP, refinar os conceitos dos protótipos e construir, de forma colaborativa, estratégias para sua implementação.
Floriana Breyer, co-líder da Frente de Bioeconomia do IPÊ e coordenadora da FIS, destaca os diferenciais da iniciativa. “Ao invés de partir de soluções previamente definidas, a FIS busca compreender profundamente os desafios enfrentados pelos territórios para desenvolver protótipos, experimentos e processos de aprendizagem capazes de criar novas tecnologias e gerar impacto duradouro”.
Segundo Andreson Sakuma membro do Comitê de Inovação da FIS “Tecnologia não começa no equipamento. Ela começa quando a gente observa o que acontece no território, entende o problema e constrói uma solução junto com quem vive essa realidade”.

A Fábrica de Inovações em Sociobioeconomia (FIS) é uma iniciativa do IPÊ em parceria com o Fundo LIRA – Legado Integrado Amazônico, do IPÊ, com apoio de financiadores como a Fundação Gordon and Betty Moore.
Cacau e Meliponicultura
As expedições deste primeiro semestre foram realizadas em duas regiões do Amazonas, a do Cacau na região de Borba na calha do Rio Madeira em parceria com Na’kau Chocolates e o Instituto Piagaçu e a da Meliponicultura em parceria com Amazônia Bee às margens do Rio Paraná do Ramos, município de Barreirinhas.
As expedições para as outras duas cadeias da sociobioeconomia apoiadas pelo FIS neste ciclo 1: pirarucu e babaçu estão previstas para final de agosto, início de setembro, momento da safra do Babaçu e do Manejo do Pirarucu.
“As expedições marcam a transição entre a etapa de escuta e a fase de implementação dos protótipos. Agora seguimos para um novo ciclo, com experimentos em campo, monitoramento dos resultados e fortalecimento das capacidades locais para que essas soluções possam evoluir junto com os territórios”, destaca Floriana.
Bastidores da expedição
- 10 dias em campo
- 1.600 km de rio percorridos ( 910 km pelo Rio Negro e Rio Madeira e 690 km na Rio Amazonas e Paraná do Ramos)
- 7 experimentos de fermentação do cacau embarcada (diferentes tratamentos dados ao cacau antes de entrar no processo fermentação)
- Oficinas de observação e monitoramento das condições ambientais vinculadas aos processos produtivos
- Intercâmbio entre sistemas de conhecimento, acadêmia e saberes tradicionais trabalhando juntos na cocriação de soluções.
Quem integra os Comitês vinculados às cadeias do cacau e do mel
Os Comitês são formados por integrantes do Núcleo de Conhecimento da FIS, especialistas convidados, pesquisadores e conhecedores locais vinculados às iniciativas participantes.
Integrantes em ordem alfabética
Comitê de Inovação do Cacau da FIS
Adriana Reis, especialista em cacau do Centro de Inovação do Cacau (CIC);
Anderson Sakuma, especialista em desenvolvimento tecnológico e integrante do Comitê de Inovação do Cacau da FIS;
Andrei Martinez, chocolatier;
Arthur Coimbra, empreendedor e sócio-fundador da Na’kau Chocolates;
Dona Lúcia, produtora de cacau de Manicoré;
Joel de Oliveira Moreira, produtor e anfitrião do polo produtivo que recebeu os experimentos em Borba;
Jônatas Silva, assessor técnico da Na’kau;
Luiz Matheus Barreto Farias, presidente do Instituto Piagaçu.
Comitê de Inovação da Meliponicultura da FIS
Anderson Sakuma, especialista em desenvolvimento tecnológico e integrante do Comitê de Inovação do Cacau da FIS;
Jatir Silva e demais meliponicultores vinculados à Associação Jurupará.
Mirian Batista, articuladora local da Amazônia Bee;
Rinaldo Oliveira, pesquisador e professor do IFAM;
Sidney Carvalho, sócio-fundador da Amazônia Bee.
Na governança e no direcionamento metodológico e estratégico também estão:
Claudio Padua, coordenador da Frente de Bioeconomia do IPÊ;
Fabiana Prado, gerente do Fundo LIRA;
Floriana Breyer, co-líder da Frente de Bioeconomia do IPÊ e coordenadora da FIS;
Neluce Soares, coordenadora executiva do Fundo LIRA.
Confira os avanços a partir das expedições realizadas no primeiro semestre
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