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Notícias

18 de julho acontece o “Um Dia No Parque 2021”. Participe!

6 de julho de 2021 Por Paula Piccin

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Qual é a sua ligação com a Natureza? Essa é a provocação do Um Dia no Parque (UDNP) 2021- maior evento de mobilização pelas Unidades de Conservação no Brasil que será realizado em 18 de julho com programação online.

Nesta edição, nos dias 17 e 18 de julho, algumas UCs vão oferecer atividades presenciais, seguindo os protocolos de segurança que serão divulgadas no site oficial da campanha.  Cada região vai eleger um tema de interesse para expor em seus próprios meios de comunicação. Um exemplo de atividade é a discussão sobre como o clima influencia a visitação do Parque Nacional de São Joaquim, em Santa Catarina, quais seus efeitos para o ecoturismo e seus benefícios à rede hoteleira, setores de alimentação e turismo local, entre outros.

Gestores de Unidades de Conservação e parceiros que queiram oferecer atividades presenciais ou online no Um Dia No Parque devem realizar uma inscrição gratuita pelo e-mail contato@umdianoparque.net

O Um Dia No Parque (UDNP) é uma realização da Coalizão Pró-UCs (Pró Unidades de Conservação da Natureza), da qual o IPÊ faz parte, e busca conectar as pessoas com a natureza das Unidades de Conservação. 

Na mesma data,18 de julho, também é comemorada a instituição do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC)  (Lei 9.985/2000) que celebra 21 anos. O SNUC tem como objetivo potencializar o papel das Unidades de Conservação para que sejam planejadas e administradas de forma integrada, a fim de conservar os ecossistemas e a biodiversidade, gerar desenvolvimento e melhorias na qualidade de vida dos brasileiros e brasileiras.

Participe do Um Dia No Parque, desde já 

Nas redes sociais oficiais (instagram e facebook) a equipe do Um Dia No Parque vem mobilizando as pessoas para que compartilhem as próprias histórias respondendo à pergunta central dessa edição. A utilização da hashtag #umdianoparque permitirá que a equipe do UDNP identifique as manifestações nas redes sociais nos perfis abertos e assim compartilhar parte delas nas redes sociais do evento. 

Valem vídeos, textos ou áudios que contem histórias das pessoas que se apaixonaram por uma determinada área ou ainda vivências marcantes nos parques, por exemplo. Os depoimentos também podem ser enviados por e-mail para contato@umdianoparque.net 

Em 2020, mais de 150 Unidades de Conservação em todo o país participaram do UDNP. Em 2021, a expectativa é a de que a mobilização seja ainda maior. Na primeira edição, em 2018, 65 Unidades de Conservação participaram da ação e, no ano seguinte, o número quase quadruplicou, com 234 UCs de todos os biomas.

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Jogo da Memória com bichos brasileiros é parceria da MOL com Leiturinha e tem renda revertida para o IPÊ

5 de julho de 2021 Por Paula Piccin

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tatu verso Quem é assinante da Leiturinha, clube de livros infantis, recebeu no mês de junho livros direcionados à conservação ambiental e um brinde especial relacionado ao tema. E um dos brindes foi um jogo da memória dos bichos brasileiros, produzido pela Leiturinha e Editora MOL, em parceria com o IPÊ.

O jogo da memória é composto por cartas que formam pares de animais: um adulto e um filhote. Assim, ao completarem os pares, a criança e a família podem conhecer as formas e cores de alguns dos bichos brasileiros. É uma forma de levar educação ambiental e também de fazer com que mais pessoas possam conhecer e valorizar animais da nossa fauna, como a anta-brasileira, o mico-leão-preto e o peixe-boi da Amazônia.

O material teve redação e criação da equipe da MOL, com suporte técnico do IPÊ para a escolha das espécies retratadas. O produto é um brinde social, ou seja, a renda obtida com a venda do jogo para o Leiturinha, que presenteou seus assinantes, foi revertida ao IPÊ, e será aplicada no fortalecimento da instituição, que trabalha há quase 30 anos com o tema na Mata Atlântica, Amazônia, Pantanal e Cerrado.

“Esta é a segunda vez que fazemos essa parceria com o Leiturinha. E como estamos falando de bichos brasileiros, nada mais justo do que contar com o IPÊ para essa missão, que é uma organização que atua de maneira forte com a conservação da maioria das espécies retratadas no joguinho”, afirma Joana Darc Leal Nunes, Analista de Relacionamento com ONGs.

A ação é um reforço e tanto para a biodiversidade brasileira, pois estimula as crianças a despertarem seu olhar para a natureza única do País. “A gente vê um apelo muito forte de produtos infantis para espécies que não são do Brasil. É importante reforçar, por meio de iniciativas como essa, a beleza e a importância das espécies que existem aqui, já que o país é megadiverso. Ficamos muito felizes de dar essa oportunidade de conhecimento aos assinantes do Leiturinha, e mais ainda por trabalharmos junto com a MOL, que tem ampla expertise no desenvolvimento de produtos que, além de terem muita qualidade, apoiam diversas causas urgentes no País”, afirma Andrea Peçanha, coordenadora da Unidade de Negócios do IPÊ.

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Programe-se: Webinar “Monitoramento da Biodiversidade e de Recursos Naturais” em 07 de julho com transmissão ao vivo

2 de julho de 2021 Por Paula Piccin

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Quatro profissionais que trabalham com participação social na Amazônia vão compartilhar suas experiências no painel “Monitoramento da Biodiversidade e de Recursos Naturais”, dia 07 de julho, às 16:00, no Webinar Experiências de Monitoramento Comunitário na Amazônia Brasileira, organizado pela Amazonia 2.0, IUCN – International Union for Conservation of Nature e também pela Comissão Nacional dos Membros da IUCN no Brasil.

Essa é uma ótima oportunidade para o diálogo sobre a importância da participação social na conservação da biodiversidade e das áreas protegidas. O evento será transmitido ao vivo pelos canais da UICN-SUR no Facebook e no YouTube.  

A pesquisadora do IPÊ Cristina Tófoli apresentará a experiência, os aprendizados e os desafios do projeto Monitoramento Participativo da Biodiversidade (MPB),realizado pelo IPÊ há oito anos na Amazônia, com múltiplos alvos (pirarucu, castanha-da-Amazônia, por exemplo). Mais de 570 pessoas já participaram das capacitações do MPB e mais de 4.800 se beneficiam desse conhecimento que também contribui com a gestão das Unidades de Conservação. 

Luiz Henrique Medeiros Borges, coordenador do Programa de Monitoramento da Biodiversidade no Acre, vai contar sobre o trabalho realizado no Parque Estadual Chandless. Já Fabiano Silva, coordenador executivo da Fundação Vitória Amazônica, vai compartilhar a experiência do Sistema de Monitoramento do Uso dos Recursos Naturais do Rio Unini. Enquanto Gina Leite, da WCS Brasil, trará para o debate a Ciência Cidadã realizada no Programa de Ciência Aberta e Águas Amazônicas. A mediação será de Angela Pellin, pesquisadora do IPÊ, especialista em Áreas Protegidas.  

MPB é parte da iniciativa para implementação do Programa de Monitoramento da Biodiversidade – Monitora do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio. A Fundação Gordon e Betty Moore, Programa ARPA e USAID são parceiros do MPB. 

O projeto Monitoramento Participativo da Biodiversidade em Unidades de Conservação da Amazônia – MPB é parte da implementação do Programa de Monitoramento da Biodiversidade – Monitora, desenvolvido pelo IPÊ em parceria com o ICMBio, e conta com o apoio da Fundação Gordon e Betty Moore, Programa ARPA e USAID.

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Em encontro, especialistas criam as bases de plano estratégico para conservação de áreas protegidas do Pantanal

1 de julho de 2021 Por Paula Piccin

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Em um  Workshop Virtual Áreas Protegidas no Pantanal, na última semana de junho (28 a 30 de junho), mais de 70 especialistas traçaram as bases de um planejamento estratégico para áreas protegidas no bioma.

Os profissionais, que atuam em mais de 20 iniciativas no Mato Grosso e Mato Grosso do Sul,  além de integrantes de redes nacionais e internacionais, discutiram sobre as oportunidades para a conservação do bioma e proteção das populações que vivem no território (comunidades tradicionais, indígenas e quilombolas). A partir das discussões, o grupo vai gerar um relatório que servirá de base para o plano estratégico, que será publicado em julho.

As discussões abordaram uma diversidade de temas, por exemplo, como as áreas protegidas podem se proteger dos grandes incêndios e como as comunidades podem ser envolvidas em atividades para a conservação. “Chegamos à conclusão de que vamos buscar caminhos alternativos para criação das Unidades de Conservação no Pantanal. Além da identificação e do fomento à criação de RPPNs – Reservas Particulares do Patrimônio Natural como uma possibilidade, também vamos atuar para viabilizar o uso das áreas da união por comunidades tradicionais, por meio do Termo de Autorização de Uso Sustentável (TAUS)”, pontua o biólogo que está à frente da iniciativa, Rafael Chiaravalloti, professor da ESCAS-IPÊ e pesquisador das organizações SCBI (EUA) e IPÊ, e diretor científico da Ecoa – Ecologia e Ação. 

Como ponto de partida para o debate, o grupo utilizou o estudo desenvolvido pelas pesquisadoras do IPÊ, Angela Pellin, Jussara Reis e Giovana Dominicci sobre a relação entre a conservação do Pantanal e as áreas protegidas. Elas analisaram as características das áreas protegidas públicas e privadas, além de instrumentos de proteção existentes na região, identificando as fortalezas, fraquezas e as oportunidades no bioma.  

“Apesar do Pantanal ser considerado Patrimônio Natural da Humanidade e Reserva da Biosfera pela Unesco, a área protegida por Unidades de Conservação públicas ou privadas ainda é pequena. Como resultado essas áreas sofrem com a falta de investimentos adequados para a sua proteção e gestão. Para avançar em uma agenda de conservação e usos sustentáveis no bioma é necessário um esforço integrado e multissetorial, agregando o poder público, sociedade civil, instituições de pesquisas, comunidades locais e proprietários de terras da região”, destaca Angela Pellin, especialista em Áreas Protegidas do IPÊ. 

O evento foi realizado pelo IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas, junto com Smithsonian Conservation Biology Institute (SCBI), The Pew Charitable Trusts,  Embrapa Pantanal e Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (CENAP/ICMBio).    

Participaram do Workshop Virtual Áreas Protegidas no Pantanal profissionais das organizações abaixo (em ordem alfabética).

Ampara Animal

APA Baía Negra

Barranco Alto EcoLodge

Comunidade da Barra do São Lourenço

Ecoa – Ecologia e Ação

Embrapa Pantanal

ESCAS-IPÊ – Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade  

Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama)

Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ)

Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio)

Instituto das Mulheres Negras do Pantanal (IMNEGRA)

Instituto do Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul)

Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA)

Ministério Público Federal (MPF / MS – Corumbá)

Natureza e Cultura Internacional

Panthera’s Conservation Scientist

Refúgio Ecológico Caiman

RPPN Alegria

RPPN Santa Cecília II

Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMA-MT)

Sesc Pantanal

Sistema Nacional de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais (Prevfogo)/ Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA)

Smithsonian Conservation Biology Institute (SCBI)

SOS Pantanal

The Pew Charitable Trusts

Universidade Estadual de Mato Grosso (UNEMAT)

Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) 

Via Fauna

WWF-Brasil 

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Coalizão Pró-UC quer debates públicos sobre PL313/2000 que impacta Resex no Brasil. Organizações podem aderir

30 de junho de 2021 Por Paula Piccin

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Nota Técnica – Coalizão Pró-UC – Clique para aderir

O Projeto de Lei 313/2000 busca alterar o art. 18 da Lei Federal nº 9.985/2000 “para adequar a definição de Reserva Extrativista (Resex) a fim de compatibilizar a criação de rebanhos de bovinos e bubalinos”. A Coalizão Pró-UC manifesta as seguintes preocupações em relação a essa proposta de alteração na Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação:

1. A Reserva Extrativista é uma categoria de unidade de conservação destinada à utilização por parte de populações extrativistas tradicionais, cuja subsistência baseia-se no extrativismo e, complementarmente, na agricultura de subsistência e na criação de animais de pequeno porte. Tem como objetivos básicos proteger os meios de vida e a cultura dessas populações, e assegurar o uso sustentável dos recursos naturais da unidade.

2. De acordo com dados do Cadastro Nacional de Unidades de Conservação (CNUC), o Brasil conta com 95 Reservas Extrativistas, abrangendo um total de 15,6 milhões de hectares. A maioria destas áreas está na Amazônia, que responde por 76 Resex, totalizando 14,6 milhões de hectares (3,49% do bioma).

3. Quanto ao uso e ocupação do território, a proporção de áreas de pastagens nessas unidades é relativamente pequena: (i) na Amazônia, existem 358 mil hectares de pastagens dentro de 14,7 milhões de ha de Resex. Importante dizer que esse total de áreas de pasto estão concentradas em pouquíssimas reservas extrativistas: Só a Resex Jaci-Paraná, em Rondônia, tem 108 mil ha de pastagem; a Resex Chico Mendes, aproximadamente, 60 mil ha, e a Resex Verde Para Sempre, cerca de 30 mil ha; (ii) no Cerrado, existem 11 mil hectares de pastagens dentro de um total de 100 mil ha protegidos por Resex, sendo que somente a Resex Mata Grande comporta 7 mil ha de pastagens; (iii) na Mata Atlântica, existem 6 mil ha de pastagens dentro de 71 mil ha protegidos por Resex.

4. Esses dados mostram que, embora a questão precise ser disciplinada, a produção pecuária em Resex é exceção e não regra para a categoria.

5. Uma unidade de conservação de uso sustentável busca compatibilizar a proteção da natureza com o modo de vida de populações tradicionais, resguardando os recursos naturais locais e os direitos dessas comunidades. Há que se destacar que existe demanda por parte de algumas famílias beneficiárias de criação destes animais para subsistência ou complementação de renda, na modalidade de produção em pequena escala. Porém, permitir a criação de animais de grande porte em todas as Reservas Extrativistas brasileiras, de maneira indistinta, pode contribuir para que alguns poucos criadores de rebanhos inviabilizem os modos de vida e o uso sustentável da Resex para todo o restante da população local, considerando os impactos ambientais e sociais envolvidos com a atividade.

6. A criação desses rebanhos em Resex vem sendo objeto de análise e gestão por parte do ICMBio, visto que essa atividade gera conflitos em relação à gestão, dada a inexistência de respaldo legal ou de diretrizes para o desenvolvimento desta atividade.

7. O cadastro das famílias beneficiárias das UCs de uso sustentável é uma ferramenta essencial para identificar o número e o perfil das famílias que residem nestas unidades, e contribui para a definição da realidade produtiva e para o acesso a serviços e políticas públicas para as comunidades tradicionais (Instrução Normativa nº 35, de 27 de dezembro de 2013). De acordo com os dados disponíveis até o momento, existem 60.1891 famílias beneficiárias de UCs de Uso Sustentável (especialmente Resex e Flonas). Das 66 Resex federais, apenas constam informações a respeito de 62, distribuídas da seguinte maneira: para 28 delas não há dados, em 11 o cadastro está em elaboração, em duas o processo está em vias de ser publicado e, em apenas 21 o perfil das famílias já foi publicado, seja em portaria exclusiva, seja no plano de gestão da área. Vale destacar que, para algumas áreas muito importantes para esse debate, como a Resex Verde para Sempre, por exemplo, não existem dados sobre o perfil dos  beneficiários até o momento. O cadastro seria uma ferramenta muito útil para avaliar o impacto da mudança proposta com o presente PL e seu atraso representa um prejuízo institucional para as famílias beneficiárias.

8. Além da ausência de informações sobre as famílias, falta também instrumento de planejamento, gestão e governança para muitas unidades. De acordo com o CNUC, 27,37 % das Resex no Brasil ainda não contam com um conselho gestor e 69,47% não dispõem de plano de manejo3 . Dentre as 66 Resex que são federais, 27 delas contam com plano de gestão .

9. Assim, o PL 313/2000 é considerado fator de risco às Reservas Extrativistas de todos os biomas brasileiros, e não apenas àquelas da Amazônia. Não se pode dimensionar a contribuição que ele traria para a solução dos conflitos existentes. Adicionalmente, alterar a lei do SNUC em um momento em que a legislação ambiental brasileira vem sendo alvo de flexibilização, pode ser uma ameaça, com impacto negativo que pode tomar dimensões muito maiores do que aquele que o PL pretende resolver.

10. Desse modo, considerando todo contexto supracitado, é imprescindível que o PL 312/2020 seja debatido com as comunidades diretamente envolvidas e afetadas pelo referido projeto. Cabe destacar que a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho, da qual o Brasil é signatário e que foi ratificada em 2004, estabelece em seu artigo 6o que populações indígenas, quilombolas ou extrativistas – que se organizam coletivamente – sejam consultadas antecipadamente não apenas diante da possibilidade de projetos de infraestrutura como estradas, hidrelétricas e portos, mas também “cada vez que sejam previstas medidas legislativas ou administrativas suscetíveis de afetá-los diretamente”. Ainda não foi feita uma consulta livre, prévia, informada e de boa-fé sobre o PL 313/2020 junto aos moradores das Reservas Extrativistas e suas entidades representativas, de tal modo que um amplo debate faz-se necessário para que a solução encontrada seja adequada à realidade de povos e populações tradicionais que habitam e sobrevivem desses territórios. 4 Painel Dinâmico de Informações (ICMBio). . http://qv.icmbio.gov.br/ 3 Painel das Unidades de Conservação Brasileiras (Ministério do Meio Ambiente).

Sobre a Coalizão: A Coalizão Pró Unidades de Conservação da Natureza (Pró UC) é uma rede de instituições da sociedade civil, que tem como objetivo promover, junto à sociedade, o que consideramos as melhores e mais eficientes formas de proteger e conservar o patrimônio natural brasileiro, para essa e as futuras gerações. Para tanto, promove a articulação entre os setores, o debate junto à sociedade e desenvolve estratégias para o fortalecimento das Unidades de Conservação (UCs) em todo o território nacional. Ela é formada pelas seguintes organizações: Conservação Internacional (CI-Brasil), Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, Fundação SOS Mata Atlântica, IMAFLORA, Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ), Imazon, Instituto Semeia, Rede Nacional Pró Unidades de Conservação, The Nature Conservancy (TNC) e WWF-Brasil.

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Comunidades da Amazônia recebem curso gratuito sobre monitoramento de quelônios e pirarucu

10 de novembro de 202230 de junho de 2021 Por Paula Piccin

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Cerca de 50 monitores da biodiversidade participam do curso de Monitoramento Participativo da Biodiversidade com foco em quelônios aquáticos e pirarucu, na Reserva Extrativistas (Resex) Médio Juruá e Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Uacari, ambas localizadas no Amazonas, de 29 de junho a 02 de julho. 

Após 18 meses de atividades a distância, por conta da pandemia de Covid-19, o curso ministrado por pesquisadores do IPÊ e da UFAM – Universidade Federal do Amazonas é a primeira iniciativa presencial do projeto MPB – Monitoramento Participativo da Biodiversidade, do IPÊ, seguindo os protocolos de prevenção à Covid-19. 

Durante o encontro, os participantes têm a oportunidade de avaliar os resultados da última temporada e de se engajar nas atividades do segundo semestre de 2021. Entre as novidades apresentadas está a coleta digital, por meio do aplicativo ODK, já utilizado pelo projeto MPB nos protocolos florestais e pela primeira vez em UCs com alvos de monitoramentos aquáticos. 

O encontro é realizado na Base da FAS – Fundação Amazônia Sustentável, na RDS Uacari, em parceria com o Programa Pé-de-Pincha (UFAM), o ICMBio local e a SEMA/AM – Secretaria do Meio Ambiente do Amazonas. 

Sobre o projeto MPB 

A atividade faz parte da parceria entre IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio, por meio do Programa Nacional de Monitoramento da Biodiversidade – MONITORA e do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Amazônica – CEPAM.

A iniciativa é uma atividade do projeto Monitoramento Participativo da Biodiversidade em Unidades de Conservação da Amazônia – MPB, desenvolvido pelo IPÊ em parceria com o ICMBio, com apoio de Gordon and Betty Moore Foundation e USAID.

Saiba mais sobre o projeto MPB – Monitoramento Participativo da Biodiversidade, do IPÊ

Conheça o Livro sobre o Monitoramento Participativo da Biodiversidade 2ª edição_JUL19  

Saiba mais sobre nossos resultados

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Monitores da Resex do Baixo Juruá participam de capacitação online sobre o pirarucu

30 de junho de 2021 Por Paula Piccin

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O projeto MPB – Monitoramento Participativo da Biodiversidade, do IPÊ, vem reinventando a forma de trabalhar com comunidades tradicionais em 17 Unidades de Conservação (UCs) na Amazônia.  Com a pandemia, os cursos online são a forma de dar sequência ao trabalho realizado com monitores da biodiversidade, incluindo os manejadores do pirarucu, o maior peixe com escamas de água doce do mundo.  

No mês de maio, seis monitores da Reserva Extrativista (Resex) do Baixo Juruá, no Amazonas, participaram de curso online que mostrou o protocolo de monitoramento do pirarucu e orientou os manejadores sobre o preenchimento dos formulários com informações bioecológicas e socioeconômicas. 

Ministrado por Ana Maíra Bastos Neves, pesquisadora local do IPÊ, e Claudia Gemaque, bolsista do CEPAM – Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Amazônica/ ICMBio – Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade o curso integra uma série de encontros tendo em vista o aprimoramento do manejo do pirarucu. 

Entre os participantes do curso estava Raimundo Ferreira Lima (Dinda), um dos manejadores e membro da Associação dos Trabalhadores Rurais de Juruá (ASTRUJ) que destacou a importância do monitoramento para as comunidades tradicionais.

“O manejo do pirarucu é uma importante fonte de renda para as comunidades, mas não é só por isso que continuamos realizando o manejo. Eles querem conservar a espécie, o ganho real não é o financeiro e sim a possibilidade de continuarem encontrando pirarucu na região”. Desde 2014, o projeto MPB, do IPÊ, já monitorou 216.699 kg pescados de pirarucu em áreas de manejo. 

Os membros da ASTRUJ apoiaram a iniciativa recebendo os monitores da Resex na sede da Associação para a realização do curso. A medida é necessária uma vez que a Unidade de Conservação não possui acesso à internet. O curso seguiu todos os protocolos de prevenção da Covid-19.

A primeira capacitação a distância foi realizada a cerca de um ano em julho de 2020. 

Cursos de capacitação estão entre as atividades da parceria entre IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), por meio do Programa Nacional de Monitoramento da Biodiversidade (MONITORA) e do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Amazônica (CEPAM), com apoio da Fundação Gordon e Betty Moore, USAID e ARPA.

Implementação   

O monitoramento do pirarucu na Resex do Baixo Juruá teve início em 2019 com a capacitação de 13 monitores, incluindo a gestora da Unidade de Conservação (UC).

O que é o protocolo do pirarucu?

É um dos Protocolos que compõem o Subprograma Aquático Continental do programa MONITORA (IN nº 03 de 04/09/17), que consiste em um roteiro seguido pelos monitores que fazem levantamentos sobre a biodiversidade pelo MPB – Monitoramento Participativo da Biodiversidade, do IPÊ, e programa Monitora/ICMBio. 

O protocolo do pirarucu foi criado de forma participativa, com apoio de gestores de UCs do ICMBio e SEMA – Secretaria Estadual do Meio Ambiente do Amazonas, manejadores de pirarucu, analistas ambientais do IBAMA, pesquisadores e técnicos do IPÊ e parceiros. 

Aprimoramento 

O protocolo do pirarucu está em fase de teste e aprimoramento, com a participação dos grupos de manejo de quatro UCs, uma área de Acordo de Pesca (Resex Unini, Resex Baixo Juruá, Resex do Médio Juruá, RDS Uacari e Área de Acordo de Pesca do Baixo-Médio Juruá), que colocarão todas as etapas em prática. 

O resultado desse trabalho será o desenvolvimento de uma ferramenta padrão para avaliar o status da espécie e a eficiência ambiental, econômica e social do manejo sustentável de pirarucu.

Sobre o projeto MPB 

A atividade faz parte da parceria entre IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio, por meio do Programa Nacional de Monitoramento da Biodiversidade – MONITORA  e do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Amazônica – CEPAM.

A iniciativa é uma atividade do projeto Monitoramento Participativo da Biodiversidade em Unidades de Conservação da Amazônia – MPB, desenvolvido pelo IPÊ em parceria com o ICMBio, com apoio de Gordon and Betty Moore Foundation e USAID.

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Confira três áreas estratégicas para fortalecer as áreas protegidas

25 de junho de 2021 Por Paula Piccin

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Para o lançamento do Portal Proteja, os parceiros da iniciativa convidaram pessoas que representam áreas-chave para o desenvolvimento sustentável das áreas protegidas no Brasil: Saberes ancestrais + Comunicação + Educação. “Os desafios demandam articulação e comunicação com diversos setores da sociedade. Por isso nossos convidados de hoje representam os povos que vivem nas áreas protegidas com Edel Moraes, vice-presidente do Memorial Chico Mendes; jornalistas que comunicam e sensibilizam sobre esse tema, com Paulina Chamorro; e educadores comprometidos com a formação das futuras gerações, com Bráulio Dias, professor na Universidade de Brasília”, revela Sylvia Mitraud, secretária executiva do Proteja. 

Para Edel, essa é uma oportunidade de trazer as vozes das mulheres da floresta e das crianças. “Estamos em um processo, saindo da condição de objeto da pesquisa para a de pesquisadores. Podemos inclusive debater sobre o que escrevem sobre nós. O Proteja é importante para proteger a memória, a história das comunidades e dos povos tradicionais. Durante muito tempo disseram que na Floresta Amazônica havia bicho, árvore e água, e muito pouco se falou das pessoas, dos povos, das comunidades tradicionais que protegem a floresta”. Edel é mestre em Desenvolvimento Sustentável em Povos e Territórios Tradicionais.  

Sobre a curadoria do Portal Proteja, Edel reforça a importância do comentário de Sylvia. “Quando você diz que seremos ouvidos na validação dos materiais que estarão no Portal eu não me arrependo de ter aceitado seu convite para participar desse processo. Vamos trazer a sabedoria das nossas forças e das nossas comunidades, as belezas, os encantos, mas também as lutas e os desafios”. 

Paulina Chamorro, responsável pelo podcast Vozes do Planeta e co-fundadora da Liga das Mulheres pelo Oceano, destaca a importância do Portal para os comunicadores. “Fico extremamente feliz com o lançamento do Portal. Como a Edel pontuou, era extremamente difícil encontrar um lugar que trouxesse o conhecimento tradicional no seu devido patamar, mas isso agora é passado. Ter um lugar organizado com informações sobre espaços naturais do Brasil, cultura e sociobiodiversidade vai nos ajudar muito a encontrar elementos que tragam luz para as histórias. Precisamos criar essas pontes para contribuir com uma sociedade democrática, informada e com acesso gratuito à informação”. 

Já Bráulio reforça a urgência das pessoas entenderem a importância das áreas protegidas. “Com 85% da população no Brasil vivendo em áreas urbanas, elas precisam conhecer e visitar as áreas protegidas. Várias pesquisas no mundo questionam as pessoas que vivem em cidades com perguntas simples: ´De onde vem a água que você bebe?’ A maioria das pessoas não sabe a resposta. Ao mesmo tempo, elas estão preocupadas com a questão da água, sentem os impactos do racionamento e quando a água está com baixa qualidade. No entanto, elas não fazem a relação, que se há água disponível é porque existem áreas que protegem essa água”.

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Conheça tudo sobre Áreas Protegidas do Brasil: Portal Proteja já conta com cerca de 700 publicações

10 de novembro de 202225 de junho de 2021 Por Paula Piccin

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Uma biblioteca digital com tudo sobre áreas protegidas. Esse é o Portal Proteja, lançado dia 24 de junho, por um grupo de organizações socioambientais brasileiras, entre elas o IPÊ. O objetivo é facilitar o acesso à informação e mobilizar a sociedade em ações em defesa das áreas protegidas do Brasil. 

O IPÊ é parceiro da iniciativa por meio das Soluções Integradas em Áreas Protegidas, e integra o Conselho Deliberativo em conjunto com outras seis ONGs: IPAM – Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia, ISA – Instituto Socioambiental, Imazon – Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia, WCS Brasil – Wildlife Conservation Society, TNC Brasil – The Nature Conservancy Brasil e Funbio. O Proteja tem o apoio da Fundação Moore e a colaboração internacional da GIZ.

O evento de lançamento 100% online, por conta da pandemia, contou com a participação de três convidados: Edel Moraes, vice-presidente do Memorial Chico Mendes; Bráulio Dias, professor na Universidade de Brasília, e Paulina Chamorro, jornalista ambiental.  

“O portal é a espinha dorsal de uma iniciativa colaborativa que visa informar, sensibilizar e mobilizar a sociedade em defesa das áreas protegidas do Brasil. Nessa era digital apesar da crescente disponibilidade de dados, as informações estão dispersas e muitas vezes não são sequer identificadas como conteúdos relativos às áreas protegidas”, afirma Sylvia Mitraud, secretária executiva do Proteja.  

Durante a abertura, o público teve a oportunidade de conferir os depoimentos de profissionais das 16 organizações que atuam de maneira colaborativa na construção do portal, já são cerca de 700 conteúdos gratuitos sobre áreas protegidas, entre publicações, vídeos, artigos científicos, mapas, além do ProtejaTalks em parceria com o UDNP – Um Dia No Parque e de um podcast recém-lançado. A princípio estão previstos cinco episódios. A próxima edição do Um Dia no Parque será em 18 de julho. 

Fabiana Prado, coordenadora de Projetos do IPÊ, destaca a importância do Portal Proteja. “No IPÊ trabalhamos com Ciência, Educação e Negócios Sustentáveis e por isso somos parceiros do Proteja. Acreditamos no Portal Proteja como um espaço importante para melhorarmos a educação no Brasil”. 

Sylvia Mitraud ressalta a curadoria do Proteja como um aspecto central. “Por meio da curadoria garantimos a qualidade do Portal. No momento os curadores são os membros do Conselho Deliberativo, mas estamos em uma busca ativa para ampliar o número de parceiros institucionais de diversos setores da sociedade. Vamos convidar outras organizações, comunidades tradicionais e povos indígenas para nos ajudar na curadoria desse conteúdo. Precisamos de muitos contribuindo com esse esforço, esse é um trabalho de todos nós”. Interessados em fazer parte devem entrar em contato com o Proteja pelo fale conosco ou por meio dos parceiros.

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Inscrições prorrogadas: Turmas em Nazaré Paulista/SP e Porto Seguro/BA

24 de junho de 2021 Por Paula Piccin

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Até 07 de agosto às 17:00, as inscrições estão abertas para o processo seletivo das suas turmas do Mestrado Profissional da ESCAS em Conservação da Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável.  

A turma São Paulo conta com duas bolsas de estudo – uma integral e outra semi-integral – ambas vinculadas ao WWF (EUA) via o Programa Russel Train/Education for Nature (EFN). Já a turma Bahia tem o valor das mensalidades parcialmente subsidiado pelos parceiros: Instituto Arapyaú e Veracel.

EDITAL PORTO SEGURO (BA)

EDITAL NAZARÉ PAULISTA (SP)

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