Na contramão do desmatamento a restauração florestal desponta no Pontal do Paranapanema e aquece o mercado regional
::cck::1080::/cck::
::introtext::
O Brasil é o país que mais desmata florestas primárias no mundo. Somos responsáveis por 40% da degradação florestal mundial. Na contramão do desmatamento, há três décadas, o IPÊ trabalha com restauração de paisagens e conservação de animais em extinção, com destaque para o mico-leão-preto (Leontopithecus chrysopygus), no Pontal do Paranapanema, no extremo Oeste Paulista. Nesses 30 anos a instituição fez grandes avanços: o mico-leão-preto saiu da categoria de “criticamente ameaçado” para “ameaçado”; e já reflorestou 5,4 milhões de árvores. Em 2022 a meta é plantar mais de 1 mil hectares. Já para 2023 a intenção é superar o plantio do ano anterior.
O grande aumento de áreas plantadas trouxe resultados positivos não só na questão ambiental como aqueceu o mercado regional, com a geração de empregos e renda. Outro aspecto importante, foi o surgimento de novas empresas prestadoras de serviços em restauração florestal. Alguns novos empreendedores locais viram nova chance de se engajarem neste processo. Esse é o caso dos irmãos José do Carmo e Edmilson Bispo, sócios na Bispo Serviço de Restauração Ecológica. A empresa vai plantar e realizar a manutenção de 116 hectares de mudas nativas do bioma Mata Atlântica, divididas em duas grandes propriedades na região. A empresa já contratou quatro colaboradores, porém, segundo os sócios, o plano é ampliar a equipe de campo para sete pessoas. “Neste momento que o país atravessa uma crise financeira é gratificante a Bispo estar em expansão no seu quadro de colaboradores”, disse Edmilson.
Os irmãos Bispo são filhos de assentados, os pais têm um lote no assentamento Ribeirão Bonito, em Teodoro Sampaio/SP, no Pontal. Assim, adquiriram experiência com plantio de agrofloresta, sistema onde plantavam algodão e feijão nas entrelinhas das árvores nativas, em parceria com o IPÊ.
Segundo Edmilson (foto), o IPÊ é uma instituição muito presente na sua vida profissional. Integrante do projeto “Aguas vão rolar”, ele trabalhou por cerca de sete anos no viveiro de mudas nativas na comunidade Ribeirão Bonito. “Esse trabalho me despertou a vontade de concluir meus estudos. Assim, cursei Ciências Biológicas, no período noturno na Unoeste, em Presidente Prudente. Eu saia de casa por volta das 17h e retornava depois da meia noite, eram mais de 200 quilômetros de viagem diária. Foi um esforço que valeu a pena”, conta Edmilson orgulho da sua conquista.
Depois de formado Edmilson trabalhou em outros estados entre eles no Mato Grosso do Sul. Porém, em 2021, novamente a parceria com o IPÊ retorna para sua vida profissional. Dessa vez o trabalho é voltado para a restauração de florestas área de atuação onde o empreendedor consegue juntar toda sua experiência adquirida ao longo da sua jornada na área de preparo de solo, plantio e manutenção das mudas, além de administrar o fluxo financeiro da empresa e o quadro de colaboradores. “Acredito que a forma com que eu e minha família trabalhamos em parceria com o IPÊ, lá no passado, é que proporcionou essa oportunidade atual para a empresa Bispo. Trabalhar com seriedade é o caminho para longas parceria”, disse Edmilson.
Para Haroldo Borges, coordenador de restauração ecológica em campo, dar oportunidade para jovens da região faz parte da missão do IPÊ. “Resumindo, é dar condições para pessoas possam viver na região, empreender, gerar novas oportunidades e se empoderar cada vez mais do conhecimento e ajudar a conservar a Biodiversidade local”, comenta.
::/introtext::
::fulltext::::/fulltext::
Os assentados rurais locais já fizeram parte de um Diagnóstico Rural Participativo, que indicou, além da necessidade de criar alternativas de renda, a importância de iniciativas que apoiem a permanência e desenvolvimento dos jovens no campo. A coleta de sementes de espécies nativas pode ser uma delas, de acordo com Vanessa. Ela e representantes da Rede de Sementes foram responsáveis pela aplicação dos conhecimentos práticos sobre o tema com assentados como Marcela K. Magalhães, de Boa Esperança.
Flávia trouxe para a discussão o contexto dos dados. “A questão da métrica é bastante relevante porque o que a gente percebe é uma esquizofrenia de métricas e performances. As organizações se perdem por falta de uma tratativa contextualizada desses dados que é o que vira uma métrica efetiva. Não faltam dados, informações, mas sim uma estratégia clara de ESG, o que de fato ele representa para o contexto da empresa e onde esses indicadores estarão conectados. O segundo desafio é a questão sistêmica. Na medida em que os dados são coletados, é preciso que os sistemas tragam esses dados para a superfície para transformarmos em informação. E o terceiro ponto está relacionado aos colaboradores, entendendo se eles estão conectados com o ESG das empresas em que atuam”.
Na segunda sessão, Rudi Solon, diretor de Contas no Linkedin, moderou o encontro de Alexandre Canatella, Qintess e co-Fundador de CyberCook, e Priscila Cardoso, head de diversidade, equidade e inclusão na Jusbrasil.
Aron Belinky, da ABC Associados, trouxe a diferença entre ESG e Sustentabilidade. “ESG não é sinônimo de sustentabilidade. Sustentabilidade é uma visão de como desejamos estar, como nos vemos no futuro. Já o conceito de desenvolvimento sustentável traz o compromisso geracional e de cuidado com o planeta. Mas é preciso qualificar o desenvolvimento como uma estratégia. Abaixo disso temos normas, indicadores e o ESG que são diferentes olhares para implementarmos essa estratégia”.
Volunteering is one the most relevant instruments of mobilization for the conservation of biodiversity. IPÊ has been encouraging these actions in partnerships with NGOs and the corporate world. In the month of the environment, 22 employees from Alpargatas/Havaianas (an IPÊ partner for 18 years) participated in a volunteer action at the Jaraguá State Park, in the city of São Paulo. The activity involves a lot of hands-on work, with the identification and division of 28 species from seedlings and seed collection, organization of the nursery, transplantation of 550 seedlings of Juçara-palm, an endangered species, and planting of tree seedlings.
Ten volunteers from different cities in Brazil and with different professional experiences participated on the last holiday (June 15th to 19th/22) in a different action: supporting entrepreneurs in the Amazon to improve the results of their businesses through the exchange of ideas and clarification of questions related to the topic. The activity is part of the “Project Navigating Entrepreneurial Education in the Amazon”, carried out by IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas, in partnership with LinkedIn, the biggest professional social media in the world.
One of the volunteers was Gabriel Leal de Barros (photo), chief economist at Ryo Asset, an investment company in Rio de Janeiro. The opportunity to get to know the project and the lower Rio Negro brought new perspectives to the professional, who was able to help entrepreneurs in essential topics such as accounting, pricing and the legal and bureaucratic issues involved in the development of a business. “Entrepreneurship in Brazil always has its challenges, they can be bureaucratic, capital, etc. In the Amazon, even with all the challenges – energy, logistics, seasonality – this is already happening and I could see it here, talking to these entrepreneurs. But I believe that the main point for us to achieve efficiency for the business is in the coordination of all this, so that the entrepreneur can have his business in a profitable way, that the product can reach the final consumer in a viable and, of course, in a sustainable way.”, said Gabriel.