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Conservação do Mico-Leão-Preto

10 de novembro de 202221 de julho de 2022 Por IPE

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O Programa de Conservação do Mico-Leão Preto foi a semente para a criação do IPÊ. Os esforços de conservação iniciaram ainda em 1984, quando Claudio Valladares Padua decidiu mudar completamente de vida para se dedicar à conservação dessa espécie rara, que um dia foi considerada extinta da natureza, mas que foi redescoberta nos anos 70.

Conheça mais sobre essa história.

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As pesquisas e ações combinadas de educação ambiental e restauração florestal, já surtiram efeitos muito positivos para a espécie, como a mudança de categoria de ameaça e apoio a criação de Unidades de Conservação.

O Mico-Leão Preto, cientificamente chamado Leontopithecus chrysopygus, é uma das espécies de primatas mais raras e ameaçadas do mundo. Endêmico da Mata Atlântica do interior do Estado de São Paulo já foi considerado extinto da natureza por muitos anos e, ainda hoje, sua situação é grave visto que a espécie era listada no Red Data Book (UICN) como criticamente ameaçada de extinção. Hoje, devido aos esforços do projeto Mico-Leão Preto do IPÊ este mico é listado em uma categoria mais esperançosa. A maior ameaça à conservação do mico-leão preto é a fragmentação das florestas que ocasiona o isolamento e declínio das populações restantes e a consequente degradação do seu habitat.

O Programa de Conservação Mico-Leão-Preto envolve não apenas a conservação dos micos, mas também de todo o ecossistema em que eles ocorrem. A ideia é utilizar a espécie como um símbolo ou “guarda-chuva” para a conservação de áreas florestais prioritárias. O objetivo é recuperar áreas degradadas e/ou criar corredores que conectem os fragmentos de matas onde famílias de micos se encontram isoladas.

Muitas dessas ações dependem de um programa bem elaborado de educação ambiental, que transmita conhecimentos científicos de maneira acessível e sensibilize o público para a importância da conservação desses primatas. Finalmente, o projeto vem buscando alternativas de desenvolvimento sustentável que possam valorizar a natureza local e gerar renda, contribuindo para a efetiva melhoria de vida das comunidades locais e conquistando aliados para a conservação.

Durante os anos de estudos com a espécie podemos listar os seguintes resultados:

  • Conhecimento da biologia/ecologia da espécie em toda sua área de distribuição;
  • Descoberta de novas subpopulações e novas áreas prioritárias à espécie;
  • Atualização da estimativa populacional da espécie, com incremento de 50% no tamanho populacional conhecido;
  • Influência em políticas públicas específicas para a conservação da espécie, que contribuíram na criação de uma Unidade de Conservação Federal (Estação Ecológica Mico-leão-preto);
  • Estudos específicos de técnicas de manejo para a espécie (translocação, reintrodução e dispersão);
  • Ações de educação ambiental e envolvimento comunitário em cinco municípios da área de ocorrência da espécie, atingindo públicos distintos (estudantil, professores, diretores, comunidades rurais e urbanas);
  • Centenas de estudantes capacitados;
  • Mais que dez teses (mestrado e doutorado) produzidas com os dados de pesquisa;

 

VOCÊ PODE AJUDAR ESSE TRABALHO! DOE AGORA PARA A CONSERVAÇÃO DO MICO-LEÃO-PRETO

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Manejo de Metapopulação

  1. Monitorar as populações selvagens de mico-leão-preto conhecidas;
  2. Analisar a viabilidade de subpopulações isoladas e do estado da conservação de fragmentos florestais com ocorrência do Mico-Leão-Preto;
  3. Manejo genético e demográfico de pequenas populações isoladas através de formação de grupos novos e translocações para florestas protegidas;
  4. Estudos ecológicos sobre os recursos chaves essenciais para a sobrevivência dos micos
  5. Estudos de reprodução da espécie em cativeiro e em vida-livre;
  6. Novos experimentos de técnicas de manejo conservacionista.

Educação Ambiental e Envolvimento Comunitário

  1. Atividades com escolas;
  2. Atividades em eventos de celebração com comunidades urbanas e rurais;
  3. Atividades específicas para gêneros;
  4. Projetos de geração de renda alternativa;
  5. Capacitação de comunidades e estudantes/profissionais.

Restauração de Habitat 

  1. Seleção e mapeamento de regiões prioritárias à conservação da espécie;
  2. Projetos de capacitação em comunidades rurais;
  3. Projetos de restauração de habitat (corredores) com comunidades rurais e urbanas;
  4. Monitoramento das áreas restauradas.

Outras atividades

  1. Análise de dados e produção de relatórios e artigos científicos;
  2. Captação de recursos.

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  • Gabriela Cabral Rezende, M.Sc. Coordenadora – contato: gabriela@ipe.org.br
  • Leonardo Henrique da Silva. Coordenador de campo.
  • José Wilson Alves. Assistente de campo.
  • André Pereira de Albuquerque. Assistente de campo.

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  • Whitley Fund for Nature – Continuation Funding Spring 2014
  • Ecosystem Alliance
  • Durrell Wildlife Conservation Trust – Durrell Conservation Academy Award
  • Idea Wild
  • Margot Marsh Biodiversity Foundation / Conservation International (CI)
  • Disney Worldwide Conservation Fund
  • Mohamed bin Zayed Species Conservation Fund
  • Lion Tamarins of Brazil Fund

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  • Centro Nacional de Pesquisas e Conservação de Primatas Brasileiros – CPB/ICMBio
  • Fundação Florestal do Estado de São Paulo – Parque Estadual Morro do Diabo
  • ICMBio – Estação Ecológica Mico-leão-preto e Floresta Nacional de Capão Bonito
  • Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo
  • SISBio/IBAMA – Sistema de Autorização e Informação em Biodiversidade
  • IUCN/SSC Primate Specialist Group
  • Fundação Parque Zoológico de São Paulo
  • COTEC/IF – Comissão Técnico-Científica do Instituto Florestal
  • Parque Zoológico Municipal Quinzinho de Barros – Sorocaba/SP

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