Pular para o conteúdo
  • IPÊ
    • Sobre o IPÊ
    • Missão
    • Nosso Credo
    • Governança
    • Estratégias
    • Apoiadores e Parceiros
    • Prêmios
    • Imprensa
    • Ipeanos
    • Onde Estamos
    • Nossos Resultados
    • Relatórios Anuais
  • Doe Agora
    • Doe Florestas
    • Por que doar?
    • Arredonde Suas Compras
    • Doe com PayPal ou Conta Corrente
    • Doações internacionais
    • Adote uma Espécie
    • Proteja o Sistema Cantareira
  • Notícias
    • Últimas Notícias
  • Projetos
    • Baixo Rio Negro
    • Nazaré Paulista
    • Pantanal e Cerrado
    • Sul da Bahia
    • Pontal do Paranapanema
    • Projetos Temáticos
      • Voluntariado para Conservação
      • Pesquisa e Desenvolvimento / P&D
      • Áreas Protegidas
      • Integração Escola e Comunidade
      • Projeto Escolas Climáticas
      • Paisagens climáticas
      • Centro de Educação e Cooperação Socioambiental para o Clima
      • Fábrica de Soluções
      • Territórios da Vida Silvestre
  • Negócios Sustentáveis
    • Marketing Relacionado a Causas
    • Cases de MRC
    • Modelos de Parcerias
    • Iniciativas para Doação
    • Seja nosso Parceiro
  • Soluções em Educação
    • Escas
    • Mestrado Profissional
    • Pós-graduação
    • Cursos de Curta Duração
  • Publicações
    • Flora Regional
    • Boas Práticas em UCs
    • Atlas Cantareira
    • Artigos Científicos
    • Séries Técnicas, Guias e Outros Materiais
  • Estatuto
  • Código de Ética
  • Parcerias Públicas
  • Fale Conosco
  • Português

Mudança climática, ações de mitigação em tempos de El Niño e a educação como aliada, confira histórias reais a partir dessas perspectivas na região do Sistema Cantareira

22 de outubro de 2026 Por Cibele Quirino

Temperatura acima da média, com maior probabilidade de ondas de calor em todas as regiões do país está entre os potenciais efeitos do El Niño entre o segundo semestre de 2026 e o início de 2027. Segundo o INMet – Instituto Nacional de Meteorologia e órgãos parceiros, a chance de o fenômeno atingir intensidade muito forte entre outubro e dezembro é de 95%. Na região do Sistema Cantareira – onde o IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas atua com o Programa Semeando Água, em parceria com a Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, estabelecida por meio de convênio entre as duas instituições – as projeções indicam calor acima da média e um cenário de chuvas favorável, o que não é sinônimo de segurança hídrica.

O alto volume de chuva de setembro ajuda a contar essa história.  Dados do último relatório do Cemaden – Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, de outubro, chamam atenção para o fato de que o aumento de 342% da precipitação média sobre o Sistema Cantareira contribuiu com alta de 234% da vazão média, mas o armazenamento do sistema ficou em cerca de 40% da capacidade. No acumulado de chuvas no período de seca – de abril a setembro – o volume foi três vezes superior à média histórica, no entanto, isso refletiu em 10% de alta no volume do Cantareira em relação ao ano passado.

“A percepção dos reservatórios cheios cria uma ilusão de que a situação é confortável, quando na verdade não é. O aumento real da segurança hídrica está vinculado ao armazenamento de água no sistema, o que significa água absorvida pelo solo.  As projeções de um verão mais quente indicam aumento da evapotranspiração, com maior perda de umidade do solo e maior evaporação dos reservatórios, o que tende a reduzir a água armazenada no Sistema como um todo”, destaca a pesquisadora Letícia Duarte, que atua no Projeto Semeando Água, durante apresentação no último mês da pesquisa que realizou focada no reservatório Atibainha, na região do Sistema Cantareira, no Simpósio Conservação da Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável, da ESCAS, a escola do IPÊ, por onde já passaram mais de 8.500 alunos, do Mestrado Profissional, da Pós-graduação, de cursos de curta duração e in company.Durante pesquisa realizada no Mestrado na ESCAS, Letícia identificou as áreas prioritárias para concentrar esforços de conservação, restauração e melhoria dos sistemas produtivos e assim gerar o maior benefício socioambiental possível na região do Sistema Cantareira. “Olhei para uma das cinco sub-bacias do Sistema, a do rio Atibainha, em Nazaré Paulista e Piracaia, ambos municípios do estado de São Paulo, e por meio de softwares de modelagem simulei o ciclo hidrológico na bacia para identificar as áreas mais importantes para produção de água e controle de sedimentos”.

Letícia Duarte compartilha seu trabalho durante o Simpósio

As áreas prioritárias, segundo Letícia, estão localizadas na porção norte da bacia, em Piracaia – na região próxima da nascente do rio Atibainha, que chegam a produzir cerca de cinco vezes mais água (627.56 mm – 956.90 mm) do que nas regiões que respondem pelos menores volumes (0.00 – 161.15 mm). “Essas áreas da porção norte e cabeceiras da bacia são as mais importantes para recarga hídrica no aquífero profundo, o que é essencial tendo em vista a contribuição mais perene para os reservatórios, menos suscetível a oscilações relacionadas com as estações do ano e condições climáticas de seca vs. chuva. Essas áreas também são as que perdem menos solos e produzem menos sedimentos, contribuindo para manutenção de uma melhor qualidade de água gerada na bacia e armazenada no reservatório”, esclarece a pesquisadora. Após o Mestrado, Letícia, que segue desenvolvendo estudos na região, analisou o impacto de diferentes soluções baseadas na natureza para aumentar a resiliência do sistema, diante de três condições climáticas. A restauração florestal e os sistemas produtivos sustentáveis despontaram como as melhores estratégias para conservação da água na região do reservatório Atibainha.  

Alexandre Uezu, pesquisador no IPÊ e professor da ESCAS, que mediou o tema Restauração, no Simpósio, alerta sobre os potenciais efeitos do El Niño. “Se fosse um verão típico, dentro da média, entraríamos com cerca de 40% de volume do Cantareira na estação chuvosa – outubro a março – e normalmente subiria para 60% até o fim desse período, para enfrentar o próximo período seco. No entanto, como no atual cenário existe a ameaça de um verão mais seco, isso, de fato, representa um risco”.

Com os efeitos das mudanças do clima e neste ano sob a influência do El Niño, muitos têm questionado a relevância da média histórica e Uezu explica a relevância. “A média histórica ajuda a gente a entender a mudança em termos de volume, não dá para descartar, mas é preciso considerar o aumento da variabilidade”.

Educação como estratégica na formação de cidadãos

Andrea Pupo, coordenadora do projeto Escolas Climáticas, realizado na região do Sistema Cantareira, reforçou, durante o Simpósio, o potencial das ações de educação ambiental com alunos como estratégia para formar cidadãos comprometidos com os desafios locais e interessados em acompanhar os temas de meio ambiente e mudanças climáticas. Os resultados reforçam o potencial de vivências na natureza cinco anos após as atividades.

Andrea Pupo durante apresentação no Simpósio Conservação da Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável, da ESCAS

“Durante meu trabalho de mestrado na ESCAS, a escola do IPÊ, analisei 90 estudantes dos Ensinos Fundamental II e Médio de Nazaré Paulista que participaram de ações de educação ambiental por ao menos três anos letivos e comparei os resultados com os de 90 estudantes que nunca participaram de qualquer atividade. No grupo 1, cerca de 40% dos jovens lembravam de notícias relacionadas ao meio ambiente mesmo após três anos da participação nas atividades de educação ambiental. Enquanto no grupo 2 menos de 10%. Outro dado que chama a atenção é a mobilização social. Enquanto o grupo 1, os jovens mesmo até três anos depois participaram de coleta de resíduos na represa ou ainda de combate a pequenos focos de incêndios. No grupo 2, a mobilização em prol do coletivo não existiu”. O projeto Escolas Climáticas é fruto da parceria entre o IPÊ e o Instituto Alair Martins (IAMAR) e nasceu dentro do Programa Semeando Água.  

Em tempos de mudanças climáticas e de El Niño – vivências como essa que articulam uma série de conhecimentos e aproximam os jovens de desafios reais e locais – são vistas como diferenciais não apenas de forma imediata, mas em especial no longo prazo.

Para Cristiana Martins, coordenadora do Mestrado Profissional da ESCAS, a escola do IPÊ, que atua com alunos na outra ponta – a da pós-graduação – experiências baseadas em ciência com aplicação prática provocam outra resposta tanto em jovens quanto em adultos. “O cenário atual está repleto de desafios, mas também de oportunidades. Reconhecer a dimensão do desafio, identificar o potencial de ações locais e regionais, articular conhecimentos, ter empatia com diversos públicos e a partir disso propor soluções são capacidades que já são e serão cada vez mais valorizadas. Esse compromisso com a realidade está presente tanto nas formações vinculadas aos projetos do IPÊ quanto nas aulas do Mestrado”. Os trabalhos mencionados acima foram apresentados em evento na sede do Instituto em comemoração aos 30 anos da ESCAS, a escola do IPÊ.

 

Categorias Notícias Tags Andrea Pupo, Cristiana Martins, El Niño, ESCAS, Instituto de Pesquisas Ecológicas, IPÊ, Letícia Duarte, Sistema Cantareira
Evento debate como acelerar a implementação de Soluções Baseadas na Natureza (SbN)

Deixe um comentário Cancelar resposta

Posts Recentes

  • Mudança climática, ações de mitigação em tempos de El Niño e a educação como aliada, confira histórias reais a partir dessas perspectivas na região do Sistema Cantareira
  • Evento debate como acelerar a implementação de Soluções Baseadas na Natureza (SbN)
  • Oportunidade: Seleção de pessoa jurídica para fortalecimento das cadeias da sociobiodiversidade no Cerrado
  • Inscrições estão abertas para o EcoSwim 2026, competição une natação, conservação e educação climática, no Pacaembu 
  • Estados discutem avanços nas estratégias de conservação da Biodiversidade

Publicações

  • outubro 2026
  • setembro 2026
  • agosto 2026
  • julho 2026
  • junho 2026
  • maio 2026
  • abril 2026
  • março 2026
  • fevereiro 2026
  • janeiro 2026
  • dezembro 2025
  • novembro 2025
  • outubro 2025
  • setembro 2025
  • agosto 2025
  • julho 2025
  • junho 2025
  • maio 2025
  • abril 2025
  • março 2025
  • fevereiro 2025
  • janeiro 2025
  • dezembro 2024
  • novembro 2024
  • outubro 2024
  • setembro 2024
  • agosto 2024
  • julho 2024
  • junho 2024
  • maio 2024
  • abril 2024
  • março 2024
  • fevereiro 2024
  • janeiro 2024
  • dezembro 2023
  • novembro 2023
  • outubro 2023
  • setembro 2023
  • agosto 2023
  • julho 2023
  • junho 2023
  • maio 2023
  • abril 2023
  • março 2023
  • fevereiro 2023
  • janeiro 2023
  • dezembro 2022
  • novembro 2022
  • outubro 2022
  • setembro 2022
  • agosto 2022
  • julho 2022
  • junho 2022
  • maio 2022
  • abril 2022
  • março 2022
  • fevereiro 2022
  • janeiro 2022
  • dezembro 2021
  • novembro 2021
  • outubro 2021
  • setembro 2021
  • agosto 2021
  • julho 2021
  • junho 2021
  • maio 2021
  • abril 2021
  • março 2021
  • fevereiro 2021
  • janeiro 2021
  • dezembro 2020
  • novembro 2020
  • outubro 2020
  • setembro 2020
  • agosto 2020
  • julho 2020
  • junho 2020
  • maio 2020
  • abril 2020
  • março 2020
  • fevereiro 2020
  • janeiro 2020
  • dezembro 2019
  • novembro 2019
  • outubro 2019
  • setembro 2019
  • agosto 2019
  • julho 2019
  • junho 2019
  • maio 2019
  • abril 2019
  • março 2019
  • fevereiro 2019
  • janeiro 2019
  • dezembro 2018
  • novembro 2018
  • outubro 2018
  • setembro 2018
  • agosto 2018
  • julho 2018
  • junho 2018
  • maio 2018
  • abril 2018
  • março 2018
  • fevereiro 2018
  • janeiro 2018
  • dezembro 2017
  • novembro 2017
  • outubro 2017
  • setembro 2017
  • agosto 2017
  • julho 2017
  • junho 2017
  • maio 2017
  • abril 2017
  • março 2017
  • fevereiro 2017
  • janeiro 2017
  • dezembro 2016
  • novembro 2016
  • outubro 2016
  • setembro 2016
  • agosto 2016
  • julho 2016
  • junho 2016
  • maio 2016
  • janeiro 2016
  • dezembro 2015
  • novembro 2015
  • outubro 2015
  • setembro 2015
  • agosto 2015
  • julho 2015
  • junho 2015
  • maio 2015
  • abril 2015
  • março 2015
  • fevereiro 2015
  • janeiro 2015
  • dezembro 2014
  • novembro 2014
  • outubro 2014
  • setembro 2014
  • agosto 2014
  • julho 2014
  • junho 2014
  • maio 2014
  • abril 2014
  • março 2014
  • fevereiro 2014
  • janeiro 2014
  • dezembro 2013
  • novembro 2013
  • outubro 2013
  • setembro 2013
  • julho 2013
  • junho 2013
  • maio 2013

Categorias

  • Áreas Protegidas
  • Baixo Rio Negro
  • Boas Práticas
  • Cases de MRC
  • Centro de Educação e Cooperação Socioambiental para o Clima
  • COP-16 Agenda
  • COP16
  • COP17
  • COP30
  • Cursos
  • Depoimentos
  • Doe
  • Home
  • Iniciativas para Doação
  • IPÊ
  • IPÊ
  • ipe em movimento
  • Não categorizado
  • Negócios Sustentáveis
  • Notícias
  • Paisagens Climáticas
  • Pesquisa e Desenvolvimento
  • Pontal do Paranapanema
  • Projetos
  • Projetos Temáticos
  • publicacoes
  • ra.2022
  • Relatórios Anuais
  • Uncategorised

Onde Estamos

Rod. Dom Pedro I, km 47
Nazaré Paulista, SP, Brasil
Caixa Postal 47 – 12964-022
Tel: (11) 3590-0041

Mapa para o IPÊ
Escritórios
Ouvidoria

Redes Sociais

  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube
  • Linkedin

Política de Privacidade
Programa de Privacidade
Políticas de Cookies

Termos de Uso | Estatuto
Copyright © Ipê – Instituto de Pesquisas Ecológicas.
Email: ipe@ipe.org.br

  • Português
kraken onion kraken darknet kraken tor