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Pecuária Sustentável​

13 de novembro de 2020 Por IPE

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::introtext::

No Brasil, onde o gado ocupa 3/4 das terras agrícolas, a pecuária convencional traz desafios ao degradar o solo e reduzir a qualidade das pastagens, gerando grande impacto na produtividade (cerca de 80% das pastagens apresentam algum grau de degradação), no meio ambiente e no bem-estar animal. As mudanças climáticas e a crescente demanda por produtos de alta qualidade indicam que precisamos construir, urgentemente, um futuro para uma pecuária sustentável. Esse modelo de pecuária deve ser capaz de simultaneamente:

– aumentar a produtividade e a rentabilidade dos sistemas;

– gerar bem-estar animal;

– aumentar a geração de bens ambientais e serviços ecossistêmicos; e

– facilitar a liberação de terras frágeis e marginais para a restauração ecológica.

Para alcançar esses objetivos, é preciso acelerar a transição da pecuária convencional não sustentável para sistemas mais ambientalmente amigáveis, por exemplo, com os sistemas silvipastoris (SPS).

Projeto Acelerando a Adoção de uma Pecuária Sustentável com Treinamento Especializado no Brasil

O projeto piloto é uma colaboração entre o IPÊ, a Escola de Estudos Florestais e Ambientais da Universidade de Yale e sua Iniciativa de Liderança e Treinamento Ambiental (Yale ELTI) e o Centro de Pesquisa em Sistemas de Produção Agrícola Sustentável (CIPAV), da Colômbia.

Saiba como ele acontece.

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SAIBA MAIS

Projeto Acelerando a Adoção de uma Pecuária Sustentável com Treinamento Especializado no Brasil

O projeto piloto é uma colaboração entre o IPÊ, a Escola de Estudos Florestais e Ambientais da Universidade de Yale e sua Iniciativa de Liderança e Treinamento Ambiental (Yale ELTI) e o Centro de Pesquisa em Sistemas de Produção Agrícola Sustentável (CIPAV), da Colômbia.

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::ac_titulo_acordeon|0|ac_acordeon::Por que pecuária sustentável?::/ac_titulo_acordeon|0|ac_acordeon::
::ac_texto_acordeon|0|ac_acordeon::

No Brasil, onde o gado ocupa 3/4 das terras agrícolas, a pecuária convencional
traz desafios ao degradar o solo e reduzir a qualidade das pastagens, gerando
grande impacto na produtividade (cerca de 80% das pastagens apresentam algum
grau de degradação), no meio ambiente e no bem-estar animal. As mudanças
climáticas e a crescente demanda por produtos de alta qualidade indicam que
precisamos construir, urgentemente, um futuro para uma pecuária sustentável. Esse
modelo de pecuária deve ser capaz de simultaneamente:

– aumentar a produtividade e a rentabilidade dos sistemas;

– gerar bem-estar animal;

– aumentar a geração de bens ambientais e serviços ecossistêmicos; e

– facilitar a liberação de terras frágeis e marginais para a restauração ecológica.​

Para alcançar esses objetivos, é preciso acelerar a transição da pecuária
convencional não sustentável para sistemas mais ambientalmente amigáveis, como
os sistemas silvipastoris (SPS). Esses sistemas integram árvores, forragens,
gramíneas e outros recursos de forrageio em um único uso do solo que favoreça o
bem-estar animal, promova o uso eficiente da água e o sequestro de carbono
atmosférico, respeite a natureza e a biodiversidade e produza alimentos saudáveis
em abundância para as pessoas.​

Infelizmente, o custo de implementação ainda é uma barreira para a adoção
maciça desse sistema. Entretanto, uma vez implementado, seu desempenho, em
termos de produção de carne e leite por hectare, vai além das comparações com a
pecuária convencional baseada em monoculturas de pastagens.

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::ac_titulo_acordeon|1|ac_acordeon::Objetivo do projeto::/ac_titulo_acordeon|1|ac_acordeon::
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Apoiar um pecuarista tradicional no processo de transformação da sua fazenda convencional em uma unidade piloto de um sistema silvipastoril, onde outros agricultores possam aprender os princípios e detalhes técnicos para implementar e operar suas próprias fazendas leiteiras sustentáveis. O projeto será monitorado pelo período mínimo de três anos.

 

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O projeto possui as seguintes etapas:

Mapeamento da propriedade em colaboração com o produtor e sua família para o zoneamento das atividades produtivas, de restauração e conservação de forma a aumentar a produtividade, a sustentabilidade e a resiliência da fazenda.

Seleção das espécies de árvores, arbustos e pastagens que melhor se adequem ao clima e que tragam maior produtividade, melhorem as condições do solo e os serviços ecossistêmicos e promovam bem-estar animal e benefícios para a biodiversidade local.

Implantação do SPS.

Realização de um workshop com vivência prática sobre pecuária sustentável na propriedade.

Monitoramento e avaliação dos resultados em termos de aumento de produtividade, de carbono orgânico no solo e em serviços ecossistêmicos. Além do monitoramento com relação à produção de:

Leite – A avaliação da qualidade do leite realizada a partir da comparação dos resultados anteriores e posteriores à implantação do sistema. É esperado um aumento na porcentagem de sólido totais.
Solo – Avaliação das mudanças na composição de nutrientes e de carbono orgânico. As amostras de solo são coletadas previamente e periodicamente durante todo o processo de implantação do SPS. Como referência serão coletadas também amostras nas áreas de remanescentes florestais. Uma ideia é o envolvimento de jovens e crianças da comunidade local nesse processo através de um programa de “investigadores mirins”, onde os mesmos possam executar algumas coletas e medidas científicas e com isso serem também sensibilizados para questões ambientais.
Custos de produção – Análise de custo da produção leiteira antes/depois da implantação do SPS.

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Miriam Lúcia Lages Perilli – IPÊ
Andrea Peçanha Travassos – IPÊ
Zoraide Calle Diáz – ELTIi/Colômbia
Desirée Lopes – ELTI

 

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Danone

 

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::ac_titulo_acordeon|5|ac_acordeon::Mais Sobre a Parceria ELTI e IPÊ::/ac_titulo_acordeon|5|ac_acordeon::
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Levar informação prática para produtores rurais em áreas de florestas tropicais, de forma que eles tenham condição de implementar os ensinamentos apresentados nos cursos em suas propriedades está entre os principais objetivos da ELTI – Environmental Leadership & Training Initiative, iniciativa de Liderança e Capacitação Ambiental da Escola de Silvicultura e Estudos Ambientais, da Universidade de Yale.

No Brasil, a ELTI realiza essas ações em parceria com projetos do IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas e a ESCAS – Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade. As ações tiveram início em 2018, nas regiões do Sistema Cantareira e no Pontal do Paranapanema, e em 2019, por meio do projeto piloto Acelerando a Adoção de uma Pecuária Sustentável com Treinamento Especializado no Brasil.

No Sistema Cantareira (SP), a ELTI já desenvolveu cursos de capacitação para produtores rurais com o objetivo de contribuir por meio de práticas sustentáveis no campo com o aumento da segurança hídrica. No Pontal do Paranapanema (SP), o curso teve como propósito estimular sistemas produtivos sustentáveis que protejam a biodiversidade remanescente da Mata Atlântica de interior, sustentem os serviços ecossistêmicos e apoiem o bem-estar social nesta paisagem.

O projeto piloto, em parceria com a Danone, teve como proposta apoiar um pecuarista tradicional no processo de transformação da sua fazenda convencional em uma unidade demonstrativa (modelo) de um sistema silvipastoril, onde outros agricultores possam aprender os princípios e detalhes técnicos para implementar e operar suas próprias fazendas leiteiras sustentáveis.

 

 

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