Artigo: Por que educação ambiental é tão importante para unidades de conservação?
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Por Suzana Padua
Presidente do IPÊ
A realidade das unidades de conservação no Brasil é bastante desafiadora. São poucos funcionários para uma enorme quantidade de terras que precisam ser protegidas e geridas. Os recursos são escassos e as ameaças contínuas.
O investimento por hectare em áreas protegidas é menor no Brasil do que em outros países e isso se reflete em recursos insuficientes para uma gestão apropriada, aportes aquém das demandas em todos os campos necessários para a proteção efetiva das unidades de conservação. Ou seja, faltam materiais básicos, profissionais em áreas diversas e recursos para investimentos em oportunidades que venham a surgir. Muitas unidades de conservação que contém grande riqueza biológica contam com muito pouco para sua manutenção e proteção devida.
A deficiência de profissionais quando comparada ao tamanho das áreas é marcante, como se observa no gráfico acima. Faltam gestores, pesquisadores, comunicadores, pessoal de manutenção e serviços gerais, além, claro, de educadores ambientais. Todos esses profissionais teriam papéis fundamentais, cada um em seu campo, mas a educação ambiental poderia trazer benefícios singulares, principalmente no que tange ao envolvimento de comunidades que vivem dentro ou ao redor das unidades de conservação. Ao invés de serem mais uma ameaça, como normalmente acaba acontecendo, essas pessoas devem se tornar parceiras na proteção das áreas. As unidades de conservação têm o potencial de serem polos irradiadores de um desenvolvimento regional sustentável e, com a participação ativa das pessoas locais, as chances de proteção de sua integridade aumentam, ao mesmo tempo que benefícios socioambientais são proporcionados. As áreas protegidas precisam deixar de ser consideradas empecilhos para o progresso, como se ouve com bastante frequência, para passarem a ser vistas como oportunidades de melhorias socioambientais e econômicas.
A educação ambiental tem o potencial de contribuir com essa mudança. Saiba mais aqui.
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O IPÊ lamenta profundamente a morte de Edward Wilson, um dos maiores cientistas e naturalistas e amantes da natureza, considerado o “herdeiro” de Darwin. Wilson se especializou em formigas, muito devido a um acidente que sofreu quando jovem que o dificultou a visão, mas que superou brilhantemente pela paixão que adquiriu por criaturas pequenas. Geneticista e evolucionista, escreveu mais de 30 livros, alguns dos quais provocativos por irem contra a corrente de pensamentos estabelecidos e pela ousadia de juntar campos como ciência e religião.
Quando um conservacionista morre, o planeta perde um defensor. No caso de Tom Lovejoy, o Brasil o tinha como ferrenho amante do país, em especial da Amazônia. Para quem ama a natureza dói na alma saber que não mais está entre nós.
Manejadores de pirarucu da Reserva Extrativista (Resex) do Rio Unini, localizada no Estado do Amazonas, município de Novo Airão, na Amazônia, promoveram pela primeira vez a I Feira do Pirarucu Manejado, em outubro. Cerca de 10 monitores da biodiversidade estavam envolvidos com a ação. Os monitores integram o projeto MPB – Monitoramento Participativo da Biodiversidade, um projeto do IPÊ com o ICMBio – Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, por meio do MONITORA – Programa Nacional de Monitoramento da Biodiversidade e do CEPAM – Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Amazônica que coordena o subprograma aquático continental. O IPÊ apoiou a realização do evento.