Nova Coleção do Costurando o Futuro é lançada em Nazaré Paulista (SP)
::cck::279::/cck::
::introtext::
No dia 16 de agosto, o IPÊ lançou a nova coleção do projeto “Costurando o Futuro” na sua sede, em Nazaré Paulista. Chamada de “Olhares” é mais uma vez inspirada na beleza da Mata Atlântica, e traz a percepção das bordadeiras do projeto sobre a natureza que as cerca e sobre os projetos do IPÊ na região.
Com traços delicados e bordados exclusivos, bichos e plantas tomam forma em produtos para crianças e adultos. As peças foram criadas pela designer de moda Simone Nunes, responsável pela criação em grandes marcas como a Iódice. As criações foram desenvolvidas durante oficinas com a participação das mulheres. Dividida em mini coleções, quem compra o produto consegue conhecer o trabalho de reflorestamento do Instituto e as espécies da fauna e flora do bioma.
“Estamos muito felizes de ver nossos produtos expostos assim e a nova coleção está muito bonita. Mal acreditamos que fomos nós que fizemos. Tem desenhos nossos aqui!”, conta Neusa Alcântara Gonçalves de Assis, uma das bordadeiras do projeto.
A nova coleção teve apoio do Instituto C&A. Os produtos podem ser encontrados na Loja do IPÊ
Voluntários do Instituto C&A dão dicas sobre varejo
No dia do lançamento da coleção, o IPÊ recebeu em sua sede 50 funcionários da empresa C&A. Todos são voluntários do Instituto C&A, que organiza as atividades dos funcionários em diversas ONGs do Brasil. Na visita, os voluntários (foto) conheceram um pouco mais sobre o projeto do IPÊ “Costurando o Futuro”, financiado pelo Instituto e tiveram um momento de celebração, plantando árvores na beira do reservatório Atibainha.
O dia também foi reservado para troca de experiências entre as bordadeiras do projeto, a designer Simone Nunes e os profissionais de várias áreas da C&A. Todos participaram de uma oficina de bordados com as mulheres e, em seguida, realizaram rodadas de conversa com as mulheres e a equipe da Unidade de Negócios do IPÊ, sobre dicas sobre exposição de produtos, e-commerce, precificação e vendas a partir das redes sociais.
::/introtext::
::fulltext::::/fulltext::
O IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas foi escolhido como uma das 100 melhores ONGs para se doar, em uma premiação do Instituto Doar em parceria com a Revista Época. O resultado foi apresentado no dia 7 de agosto, em evento em São Paulo, com a participação de todas as organizações eleitas.
Serviços Ecossistêmicos no Sistema Cantareira
Pecuária neutra: negócios, clima e ambiente em equilíbrio
Produção de orgânicos e certificação
A busca pela interdisciplinaridade na conservação e o entendimento dos profissionais da necessidade cada vez maior de envolver o segmento social na discussão e participação foram os aspectos que também chamaram a atenção de Suzana Padua, ao longo do evento. “Trabalhar junto com a comunidade e de maneira interdisciplinar sempre foi o que acreditamos ser essencial para alcançarmos sucesso frente aos desafios socioambientais. A integração entre os saberes e entre o social e o ambiental estiveram presentes em diversas discussões no evento e eu achei isso muito bastante relevante”, comentou Suzana.
Rafael Morais Chiaravalloti (foto), pesquisador do IPÊ atuante em projetos de áreas protegidas, será palestrante em evento paralelo do WWF EFN, com o tema “Sobrepesca? Gestão de sistemas pesqueiros no Pantanal, Brasil”. O pesquisador usa a pesca do Pantanal no Brasil como um estudo de caso para desconstruir narrativas ambientais sobre acusações de que comunidades tradicionais são os responsáveis pelo declínio das populações de peixes no mundo. O estudo traz dados concretos mostrando que as políticas públicas focadas em desenvolvimento sustentável deveriam celebrar o uso tradicional das comunidades, ao invés da atual abordagem focada em suprimir a permanência dessas populações no Brasil e no mundo.
A coordenadora do Programa de Conservação do Mico-Leão-Preto, Gabriela Cabral Rezende (foto/Katie garrett), participa de um Knowledge Café, para tratar sobre as conquistas e desafios do projeto que busca proteger o mico na Mata Atlântica do interior do Estado de São Paulo. Dentre as conquistas para a proteção da espécie ao longo de mais de 30 anos de pesquisa, estão a melhora da sua categorização na lista vermelha da IUCN, a criação de uma Unidade de Conservação para conservar o hábitat (Estação Ecológica Mico-Leão-Preto) e ainda a inclusão da educação ambiental no currículo escolar das escolas públicas do município de Teodoro Sampaio, cidade base das pesquisas sobre a espécie.