Havaianas e IPÊ comemoram 15 anos de parceria com evento em Lisboa
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Lizandra Mayra Gasparro
Lisboa foi a cidade escolhida para acolher as comemorações de uma parceria de sucesso entre Havaianas e o IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas. No dia 16 de maio, representantes das duas marcas reuniram-se à beira do rio Tejo, no bar Ferroviário, para celebrarem os 15 anos em que caminham lado a lado na missão de conservar a biodiversidade brasileira.
“É um presente para Havaianas estar junto com IPÊ esse tempo todo, a instituição defende valores muito próximos dos nossos. Há 57 anos as Havaianas calçam os pés do mundo todo, e acreditamos que essa parceria é um ótimo instrumento para conscientizar a sociedade sobre as questões ambientais”, diz Guillaume Prou, Presidente de Havaianas da Região EMEA – (Europa, Médio Oriente e África).
O evento chamou atenção para a conservação da biodiversidade por meio da arte. Nesse sentido, o artista plástico brasileiro, Arlin Graff, que assina a coleção 2018/2019 das Havaianas-IPE, foi convidado para grafitar um muro em Lisboa, com uma das espécies da nova coleção. Quem passou pelo terminal de ônibus do bairro Algés, surpreendeu-se com a arara-vermelha que nascia em um muro de cerca de 30 metros de altura.
O jovem artista, natural de Tatuí (SP), hoje mora em Nova Iorque e estampa a sua arte em muros por todo o mundo, com um estilo marcado por cores vivas e formas geométricas. Foi na marcenaria de seu pai, no interior de São Paulo, que Arlin deu seus primeiros passos como artista, criando formas e objetos com as sobras de madeira. Estas criações influenciaram sua técnica abstrata e também os seus desenhos de animais.
“Uma das minhas grandes inspirações é a natureza, por isso quando me convidaram para fazer o mural, eu não pensei duas vezes. Poder fazer esse trabalho me trouxe a sensação de contribuir com algo que eu sei que faz toda a diferença!”, comentou Arlin Graff, ao lado, na foto com a presidente do IPÊ, Suzana Padua.
O processo de construção do grafite durou seis dias, e ao longo desse período muitos curiosos se aproximavam do artista e perguntavam sobre a arte e o porquê daquela arara-vermelha estar ali. “Essa é a parte mais gratificante de se trabalhar na rua. Despertar a curiosidade das pessoas abre uma porta para falarmos sobre questões importantes como a urgência de conservarmos a biodiversidade”, comenta Arlin.
Coleção pela biodiversidade
Além da Arara-Vermelha (Ara chloropterus), o artista gráfico retratou na nova coleção outras duas espécies da fauna brasileira que correm risco de extinção: a Onça-Pintada (Panthera onca) e o Mico-Leão Preto (Leontopithecus crysopygus).
A 15ª coleção lançada é fruto da parceria de Marketing Relacionado a Causas, entre a Havainas e o Instituto. Esta união contribui, desde 2004, na divulgação da riqueza da biodiversidade brasileira aos consumidores das sandálias.
“É uma honra muito grande ser parceira de uma empresa genuinamente brasileira, assim como o IPÊ. Nesses 15 anos de união, Havaianas nos confiou uma grande responsabilidade e soubemos responder à altura. Graças à parceria, conseguimos crescer e ampliar nossas ações de conservação da biodiversidade pelo Brasil todo”, diz Suzana Padua, Presidente do IPÊ.
As sandálias Havaianas-IPÊ apoiam diretamente na conservação da fauna e flora do País. Mais do que moda, é uma atitude em relação ao futuro do planeta: 7% do valor da venda são doados para a organização continuar desenvolvendo ações de pesquisas, educação, reflorestamento, negócios sustentáveis e atividades que envolvam políticas públicas.
“Eu acredito muito nas parceiras entre as empresas privadas e o terceiro setor, esta é uma excelente forma de comunicar uma causa aliada com um produto de qualidade”, comenta Guillaume Prou.
A escolha por Lisboa
Segundo Guillaume Prou, os modelos das Havaianas-IPÊ tem uma forte adesão no mercado Europeu, principalmente em Portugal. O consumidor se interessa pelas estampas de animais com cores vibrantes. Pensando nisso, a marca aproveitou a grande aceitação do mercado, para comemorar os 15 anos de parceria com o Instituto na capital portuguesa.
O lançamento da coleção 2018/2019 marca também o início do verão europeu, um bom momento para comunicar que por trás da qualidade e beleza das sandálias, há uma causa importante sendo defendida.
“Nosso propósito esse ano, é aproveitar a grande aceitação do mercado Europeu para comunicar que as Havaianas IPÊ é muito mais do que um produto bonito e de qualidade, queremos contar a história dessa parceria e dos projetos que envolvem a conservação da biodiversidade brasileira”, diz Prou.
Resultados
Em 14 anos, já foram vendidos mais de 14 milhões de pares, que geraram cerca de 8 milhões de reais, destinados à causa. Só em 2018, foram vendidas 692.580 sandálias e R$ 665.157,41 reais.
A parceria é uma parcela importante dos recursos para garantir a evolução e crescimento sustentado da instituição. Ela complementa as ações realizadas por meio de vários projetos em vários biomas do Brasil. Desde 2004, o IPÊ já alcançou alguns números gerais importantes como mais de 3 milhões de árvores nativas plantadas na Mata Atlântica, formando o maior corredor florestal plantado do Brasil. Ações como essas contribuem para a conservação de espécies de animais ameaçados de extinção, bem como na manutenção da água em locais estratégicos, como o Sistema Cantareira, um dos maiores complexos hídricos do Brasil.
O produto pode ser encontrado nas lojas físicas e site de Havaianas, bem como na Loja do IPÊ.
Os trabalhos de Arlin Graff podem ser vistos em: www.arlingraff.com
Fotos: Pedro Mota
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Para chegar até lá, Lucas usou a nova plataforma do
Giovana Cristina Magro de Souza, estudante do curso de bacharel em Ciências Biológicas da UNESP e aluna de iniciação científica, chegou ao projeto do IPÊ por meio da professora Laurence Culot. Começou os trabalhos de campo apoiando na colocação de rádios-colares e agora realiza seus estudos com o objetivo de contribuir com dados para o programa de conservação. Os trabalhos dela com o mico analisam se os besouros coprófagos (aqueles que removem massas fecais em áreas de pastagens) enterram as sementes presentes nas fezes dos micos-leões-pretos, a profundidade disso e os fatores ambientais envolvidos. “Este trabalho apoia a conservação do mico no sentido de mostrar as relações que esse primata tem com a natureza e, assim, mostrar a importância dele dentro de seu habitat. Participar do projeto me proporcionou uma experiência de campo e de estar em contato com a realidade do mico-leão-preto, entender melhor o animal e de saber melhor como fazer um trabalho de campo com primatas”, afirma.
Em 2018, 15 alunos participaram do MBA Gestão de Negócios Socioambientais. Realizado pela ESCAS, na sua sede em Nazaré Paulista
Dia 27 de abril o mundo todo celebra as quatro espécies de anta conhecidas na natureza. Este animal, cheio de peculiaridades físicas, como uma pequena tromba conhecida como “probóscide”, é um dos mais antigos habitantes do nosso planeta (fósseis encontrados na América do Sul datam de 2,5 a 1,5 milhão de anos atrás). Mas, apesar de tantos motivos para comemorar a vida destes animais, eles se encontram na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas de Extinção, tamanhos os impactos das ameaças sofridas por eles.
No Brasil, a palavra “anta” é usada injustamente como um termo pejorativo para definir alguém que não tem inteligência. É o equivalente a idiota nos Estados Unidos. Como você acha que podemos mudar isso?