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Cibele Quirino

Vaga na área de educação para o Projeto Escolas Climáticas

22 de novembro de 2021 Por Cibele Quirino

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O IPÊ abriu processo seletivo para contratação de profissional na área de educação ambiental, preferencialmente de educador(a), no âmbito do Projeto Escolas Climáticas.

Local previsto de execução das atividades: Nazaré Paulista (SP), Paulínia (SP) e outros municípios na área de abrangência do Sistema Cantareira de abastecimento de água.

Confira o edital e envie sua candidatura até 06 de dezembro. 

 

 

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Conheça os bastidores de pesquisa que analisa amostras de pernilongo em desenvolvimento em Nazaré Paulista

19 de novembro de 2021 Por Cibele Quirino

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Mais de 400 alunos, de cinco escolas públicas de Nazaré Paulista, participam do projeto Ciência Cidadã, do IPÊ, que busca identificar os pernilongos mais presentes na região para propor soluções práticas com potencial de reduzir esse número. 

A pesquisa é realizada em parceria com a Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, e conta com o apoio do Laboratório de Saúde Ambiental, da Faculdade de Saúde Pública da USP. O projeto é patrocinado pela Conservation, Food and Health Foundation. 

Em novembro, alunos, educadores e familiares iniciaram a coleta e o armazenamento dos pernilongos em tubos no freezer (abaixo de 0ºC, para preservação do DNA). Até o fim do ano, o material será entregue ao pesquisador Pedro M. Pedro, do IPÊ, que lidera a pesquisa. A  iniciativa é uma integração do projeto Ciência Cidadã  com as  Escolas Climáticas, do Projeto Semeando Água, também uma realização do IPÊ, com patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental e Governo Federal, com apoio do IAMAR – Instituto Alair Martins, braço social do Grupo Martins.

O pesquisador Pedro M. Pedro comemora a mobilização de alunos, educadores e familiares. “Essa pesquisa tem um significado muito especial, porque tem a ver com a Ciência Aberta, que tem como objetivo tornar as pesquisas mais acessíveis em todos os sentidos, tanto no acesso aos dados para a sociedade, quanto na questão econômica com forma de torná-la viável em escala, já que buscamos a redução do custo. Atualmente, o trabalho de campo (a coleta dos dados crus) representa muitas vezes o valor mais elevado em iniciativas de biologia e ecologia. Com o envolvimento dos cidadãos conseguimos superar esse obstáculo e avançar com estudos que vão trazer resultados práticos com aplicabilidade para o próprio território. O protocolo que está sendo avaliado pode ser mais uma ferramenta prática com potencial de ser utilizada por agências de monitoramento epidemiológico por conta da redução dos custos”. 

No laboratório

Com os tubos repletos de pernilongos, Pedro iniciará a análise das amostras no Laboratório de Saúde Ambiental da USP, da Faculdade de Saúde Pública. O processo desenvolvido pelo pesquisador conta com inovação também nessa fase, com direito ao uso de equipamento feito em impressora 3D e ainda com ferramentas simples, como uma serra tico-tico. 

Durante a fase piloto, Pedro em parceria com o desenvolvedor Sérgio Augusto Góes de Almeida reduziu os custos da pesquisa de maneira expressiva. “Como para essa pesquisa precisamos de uma análise relativamente simples, conseguimos avançar nessa direção com o uso da impressora 3D.  Já que não precisamos de todas as funcionalidades das máquinas dos laboratórios mais especializados. Estamos vivendo um período na ciência em que avanços tecnológicos possibilitam reduzir custos mantendo a qualidade dos estudos”. 

Pedro explica que o equipamento impresso será utilizado em uma parte importante da extração do DNA de pernilongos. “A extração do DNA começa quando coloco bolinhas de aço inox dentro de cada tubo, que uma vez agitados por uma serra tico-tico vão transformar as amostras em ´pó de pernilongo´. Em seguida, adiciono reagentes magnéticos que grudam exclusivamente no DNA e são atraídos pelo ímã da plataforma, assim separando o DNA dos demais materiais. A plataforma desses ímãs (impressa em 3D) melhora o custo X benefício, tornando a pesquisa mais acessível. O custo dessa estrutura no mercado é superior a R$ 10 mil,  mas com a tecnologia de impressão conseguimos por cerca de R$ 5 reais. Com o DNA extraído dessa fase seguiremos para a etapa de reações de PCR, o sequenciamento de DNA e a  identificação das espécies presentes nos tubos de cada participante (por meio da amplificação de marcadores moleculares)”.

A expectativa do pesquisador é compartilhar os dados com educadores e alunos no início de 2022.  Até lá, Pedro Pedro e Andrea Pupo  têm encontros semanais  com alunos e educadores  nas escolas para esclarecer dúvidas e  compartilhar o andamento da pesquisa. 

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IPÊ compartilha aprendizados em eventos sobre Áreas Protegidas

19 de novembro de 2021 Por Cibele Quirino

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Projetos que integram as Soluções Integradas em Áreas Protegidas, do IPÊ, estiveram entre as experiências apresentadas no X SAPIS – Seminário Brasileiro sobre Áreas Protegidas e Inclusão Social e no V ELAPIS – Encontro Latino-Americano sobre Áreas Protegidas e Inclusão Social, ambos realizados em novembro de maneira online com o tema “Autogestão e desenvolvimento territorial sustentável de áreas protegidas: diálogos, aprendizados e resiliência”.

 

Cpia de MAF 2011 06 Cristalino 1971 Editar

 

LIRA – Legado Integrado da Região Amazônica

Neluce Soares, coordenadora executiva do projeto LIRA/IPÊ apresentou o resumo do estudo Avaliação da Efetividade de Gestão das Áreas Protegidas na Amazônia: Perspectivas das diferentes metodologias. “Esse tema está intrinsecamente ligado à missão do LIRA que é contribuir com o aumento da efetividade de gestão das áreas protegidas visando a manutenção da cobertura florestal e a resiliência às suas ameaças”, afirma. 

Segundo a pesquisadora, a efetividade varia significativamente entre as Unidades de Conservação e as metodologias. “Na avaliação de cada Unidade de Conservação (UC) precisamos considerar o contexto de cada uma delas e também as notas de cada indicador que compõem o índice. Com as médias que vimos no estudo são necessários avanços nessas UCs – Unidades de Conservação para que elas consigam alcançar os objetivos de criação, continuem sendo essa barreira contra o desmatamento, sejam oportunidades de pólos de desenvolvimento territorial, mantendo a floresta em pé e protegendo a cultura e o modo de vida dos povos e das comunidades tradicionais”.

Além de Neluce Soares, também assinam o estudo do LIRA, Angela Pellin, assessora de avaliação e monitoramento; Letícia Dias, analista técnica, e Fabiana Prado, gerente geral do LIRA. 

O LIRA/IPÊ também organizou o evento paralelo “Redes Colaborativas para a Conservação:  aprendizados e perspectivas” que apresentou experiências de redes de várias regiões do Brasil: Rede Gestora do Corredor de Biodiversidade do Rio Paraná, Rede de Trilhas de Longo Percurso, Rede Cuca, além da Rede LIRA. 

Fabiana Prado mostrou o potencial da articulação de múltiplos atores em prol de um objetivo em comum. “O LIRA desde a concepção é um projeto colaborativo. Desenhamos um arranjo de colaboração entre doadores com foco na conservação de áreas protegidas na Amazônia para formar uma rede de projetos como forma de potencializar impactos diretamente 35 mil pessoas”. 

Atualmente, a Rede LIRA conta com 94 instituições entre associações indígenas e extrativistas, organização da sociedade civil, empresas, cooperativas, instituições de pesquisas e governamentais, sendo 51 organizações envolvidas diretamente e 43 organizações parceiras. O LIRA é uma iniciativa idealizada pelo IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas, Fundo Amazônia e Fundação Gordon e Betty Moore, parceiros financiadores do projeto.

 

MOSUC – Motivação e Sucesso na Gestão das Unidades de Conservação 

A experiência de parceria em rede para apoio à gestão de Unidades de Conservação federais da Amazônia também integrou a programação do evento. A pesquisadora Angela Pellin apresentou modelo testado pelo IPÊ em 30 UCs, com o envolvimento de 12 instituições locais e o apoio de 50 colaboradores à gestão. A iniciativa abrangeu uma área de quase 29 milhões de hectares em Unidades de Conservação nos estados de Roraima, Amazonas, Amapá, Pará, Mato Grosso, Rondônia e Acre. 

“O trabalho em rede fortalece as relações institucionais, potencializa ações no território, permite ampliar a escala e envolve as comunidades locais no entendimento e reconhecimento das comunidades em seus territórios. Entre os ganhos está o aumento da integração da UC com as comunidades locais, o fortalecimento institucional de pequenas instituições parceiras e a ampliação da efetividade de gestão das UCs apoiadas”, destacou Angela Pellin, que coordenou a iniciativa.

Monitoramento Participativo da Biodiversidade

Leonardo da Silveira Rodrigues, pesquisador associado ao IPÊ, e Cristina Tófoli, coordenadora do projeto MPB – Monitoramento Participativo da Biodiversidade organizaram e participaram do evento paralelo “Democratização científica e intercâmbio de saberes para o fortalecimento de áreas protegidas”. 

O evento paralelo contou ainda com a colaboração de Marcos Ortiz, historiador e doutor em Sociologia e Educação de Adultos; Edel Moraes, extrativista e vice-presidente do Memorial Chico Mendes; Letícia Santiago de Moraes, secretária da Juventude do Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS) e Kaio Lopes de Lima, da Universidade Estadual do Maranhão. 

“Se queremos participação social nas tomadas de decisão e clarificar para a sociedade a importância de se conservar a biodiversidade é fundamental que o saber científico seja compreendido por todos”, destacou Leonardo Rodrigues.

Cristina Tófoli trouxe para a conversa os aprendizados da tecnologia social Encontros de Saberes, no projeto MPB/IPÊ, para democratizar a informação científica e o intercâmbio de conhecimentos no programa Monitora, do ICMBio – Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. “Um mês antes da realização do Encontro já conversamos com as comunidades tradicionais sobre algumas das informações do monitoramento. No dia do Encontro reunimos uma diversidade de atores (comunidade tradicionais, gestores das UCs, profissionais que representam o governo local, universidades, ONGs, centros de pesquisas) para discutir ciência em uma linguagem acessível a todos. No final, pensamos juntos em  um Plano de Ação para conservação da biodiversidade e o desenvolvimento sustável”.

Desde 2018, o MPB/IPÊ já realizou oito encontros de saberes em sete Unidades de Conservação na Amazônia com mais de 500 participantes.  O Projeto MPB conta com apoio da Fundação Gordon e Betty Moore, USAID, Programa ARPA e mais de 20 instituições locais.

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Nota de apoio à Txai Suruí

28 de junho de 202311 de novembro de 2021 Por Cibele Quirino

Depois de um discurso expressivo em Glasgow, com enorme repercussão mundial, Txai Suruí, 24 anos, única brasileira e indígena a falar na abertura da Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, vem sofrendo ataques de extremistas imbuídos de discursos de ódio e preconceitos racistas e misóginos.

O IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas, por meio do LIRA – Legado Integrado da Região Amazônica, manifesta por meio desta nota apoio absoluto à Txai Suruí, essa jovem liderança representante dos povos indígenas da Amazônia, que vem trilhando um caminho corajoso e significativo na luta pelos direitos dos povos originários.

O fato não é um caso isolado, infelizmente, e as constantes ameaças e violências contra os povos da floresta mostram a importância da atuação das instituições que trabalham integradas na região.

Txai Suruí é do povo Paiter Suruí e fundadora do Movimento da Juventude Indígena no estado. Estudante de Direito, trabalha no departamento jurídico da Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé.

O projeto Conectando Terras Indígenas da Associação Kanindé, parceira do IPÊ por meio do projeto LIRA, contribui para a conservação de 2.694.827 hectares de floresta e o fortalecimento de cinco associações indígenas e uma extrativista para atuarem no desenvolvimento sustentável de seus territórios.

O LIRA agrega essa rede de apoio e segue na tentativa de um mundo de compreensão mútua, inclusão, reconhecimento de direitos e cuidado com as formas de vida no planeta.

Leia o discurso de Txai Suruí na abertura da COP26:

Meu nome é Txai Suruí, eu tenho só 24, mas meu povo vive há pelo menos 6 mil anos na floresta Amazônica. Meu pai, o grande cacique Almir Suruí me ensinou que devemos ouvir as estrelas, a Lua, o vento, os animais e as árvores.

Hoje o clima está esquentando, os animais estão desaparecendo, os rios estão morrendo, nossas plantações não florescem como antes. A Terra está falando. Ela nos diz que não temos mais tempo.

Uma companheira disse: vamos continuar pensando que com pomadas e analgésicos os golpes de hoje se resolvem, embora saibamos que amanhã a ferida será maior e mais profunda?

Precisamos tomar outro caminho com mudanças corajosas e globais.

Não é 2030 ou 2050, é agora!

Enquanto vocês estão fechando os olhos para a realidade, o guardião da floresta Ari Uru-Eu-Wau-Wau, meu amigo de infância, foi assassinado por proteger a natureza.

Os povos indígenas estão na linha de frente da emergência climática, por isso devemos estar no centro das decisões que acontecem aqui. Nós temos ideias para adiar o fim do mundo.

Vamos frear as emissões de promessas mentirosas e irresponsáveis; vamos acabar com a poluição das palavras vazias, e vamos lutar por um futuro e um presente habitáveis.

É necessário sempre acreditar que o sonho é possível.

Que a nossa utopia seja um futuro na Terra.

Obrigada!

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Tartarugas da Amazônia: monitoramento avança em Parque Nacional e Reserva Extrativista

9 de novembro de 2021 Por Cibele Quirino

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Pesquisadores realizaram mais uma fase do monitoramento de quelônios amazônicos no Parque Nacional (Parna) do Jaú e na Reserva Extrativista (Resex) Unini, no Amazonas, entre 22 de outubro e 02 de novembro. A atividade integra o projeto Monitoramento Participativo da Biodiversidade em Unidades de Conservação (MPB), uma realização do IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas. Nessa ação, o projeto analisou os dados de quatro espécies de quelônios: tartaruga-da-amazônia (Podocnemis expansa), tracajá (Podocnemis unifilis), iaçá (Podocnemis sextuberculata) e irapuca (Podocnemis erythrocephala). 

Por meio dessa ação, os pesquisadores obtiveram dados sobre o deslocamento dos indivíduos dentro de um mesmo rio, estimativas como taxa de crescimento, razão entre os sexos e faixa etária dos indivíduos por espécie. A coleta é realizada com uma rede de captura. Os animais são coletados, marcados e soltos. “Tais resultados são importantes para gerar subsídios para a gestão de áreas protegidas com base no estado de conservação das espécies”, afirma Virgínia Bernardes, coordenadora científica do projeto. Os indicadores proporcionam análises populacionais de quelônios que historicamente recebem pressão de caça, uma vez que são recurso alimentar na Amazônia.

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Crédito da foto: Alexandre da Silva Souza

A ação contou em um primeiro momento com ciclo de capacitação entre comunitários e monitores de biodiversidade nas regiões dos Rios Jaú e Unini. Já a segunda etapa consistiu na coleta de dados a partir do protocolo “Ninhos Protegidos” que inclui material para realização do monitoramento dos ninhos até o nascimento dos filhotes. O monitoramento é realizado por voluntários das comunidades entre os meses de setembro até janeiro com orientação dos pesquisadores do IPÊ.  

MPB Quelonios

Crédito da foto: Alexandre da Silva Souza 

Até 2020, a equipe monitorou: 1.199 indivíduos de quelônios aquáticos registrados, 22.757 ninhos e 851.571 filhotes nascidos. 

As expedições simultâneas nos rios Unini e Jaú são realizadas por equipes formadas por monitores locais, voluntários, técnicos e pesquisadores. Pesquisadores, voluntários e estudantes de graduação vinculados ao IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas e ao CEQUA – Centro de Estudos dos Quelônios da Amazônia do INPA – Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia estiveram à frente da equipe técnica, unindo a prática com aprendizado.

Saiba mais sobre o MPB 

Conheça o Livro Monitoramento Participativo da Biodiversidade – Aprendizados em Evolução:

Confira o vídeo sobre projeto

Sobre o MPB

O Projeto de Monitoramento Participativo da Biodiversidade em Unidades de Conservação da Amazônia (MPB) apoia a implementação do Programa Nacional de Monitoramento da Biodiversidade (Monitora), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e conta com apoio da Fundação Gordon e Betty Moore, USAID, Programa ARPA e mais de 20 instituições locais.

Desde 2013, o projeto realiza o monitoramento participativo da biodiversidade e promove o envolvimento socioambiental para o fortalecimento da gestão e da conservação da biodiversidade em unidades de conservação da Amazônia. Esse processo é estratégico para entender e moderar a extensão de mudanças que possam levar à perda de biodiversidade local, subsidiar o manejo adequado dos recursos naturais e promover a manutenção do modo de vida das comunidades locais e a obtenção de renda de maneira sustentável. A principal motivação do MPB é fomentar a participação social como alicerce para compreensão e conservação da biodiversidade.

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Confira os destaques do I Encontro de Boas Práticas em Voluntariado em Unidades de Conservação

29 de outubro de 2021 Por Cibele Quirino

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Com o objetivo de estimular o voluntariado em Unidades de Conservação e o compartilhamento de experiências e boas práticas, o IPÊ realizou neste mês (20 e 21) o I Encontro de Boas Práticas em Voluntariado em Unidades de Conservação, de forma 100% online. 

Angela Pellin, pesquisadora do IPÊ à frente da organização do Fórum + Encontro na área de Voluntariado para Conservação, contou sobre o evento que teve como público-alvo gestores de Unidades de Conservação. “Foram dois dias de trabalho com discussões muito intensas, tivemos mais de 700 inscritos e recebemos mais de 40 Boas Práticas de todo o Brasil – via edital. Foi muito difícil selecionar as boas práticas que já estão no nosso site e os participantes. Contamos com 100 participantes que avançaram em temas-chave em cinco Grupos de Trabalho”.  

Acompanhe as discussões dos Grupos de Trabalho

 

Gestão e Operacionalização de Programas e Iniciativas

Entre os destaques dos desafios relacionados pelo Grupo 1 está a necessidade de avanço do voluntariado como política pública. “Como organizações da sociedade civil e governo temos que atender a essa demanda da sociedade”, disse Angela Pellin. Quanto aos aprendizados, a pesquisadora do IPÊ destacou a importância de um planejamento sistêmico. “Precisamos pensar o voluntariado de forma estratégica, considerando todo o sistema de unidades de conservação brasileiro, e tratá-lo como uma oportunidade de ampliar a participação e engajamento da sociedade na conservação”. 

Capacitação, Pesquisa e Monitoramento

Os resultados do Grupo 2 foram apresentados por Victor Eduardo Lima Ranieri, professor da USP. “A viabilidade financeira é, sem dúvida, um desafio comum a todas as experiências, em menor ou maior grau. Além dela, temos também o engajamento de voluntários de longa permanência para projetos de longo prazo, como monitoramento da biodiversidade, por exemplo. O avanço nessa direção significa a melhor qualidade do trabalho”. Na esfera das Soluções e Aprendizados, Victor destacou a adaptação das capacitações para os variados públicos, a diversificação das parcerias e aproveitar a vivência dos voluntários de longa permanência, já que eles se tornam facilitadores. 

Uso Público

O Grupo 3 teve os seus resultados  apresentados por Pedro Cunha e Menezes, um dos diretores da Rede Brasileira de Trilhas de Longo Curso, que elencou a resistência de algumas Unidades de Conservação em receber voluntários. “É preciso uma capacitação dos gestores nesse sentido para saber melhor aproveitar os voluntários que são uma rica e diversificada mão-de-obra, fazem o que fazem por amor e comprometimento. Isso precisa de governança e capacitação, pensando em uma lógica de trabalho continuado ao invés de mutirões”. Outro desafio pontuado por Menezes é o não reconhecimento. “Temos visto com certa frustração a falta de reconhecimento em algumas Unidades de Conservação. O ganho para o voluntário é se sentir parte. Precisamos considerá-lo como parte da equipe, o que também significa participar do processo decisório”. 

Brigadas Voluntárias e Comunitárias

O Grupo 4 apresentado por Helaine Saraiva Matos, consultora técnica do Serviço Florestal dos Estados Unidos no Brasil, reforçou como estratégica a continuidade de brigadas ao longo do ano. “Entre os desafios está a ampliação do número de brigadas voluntárias e comunitárias permanentes. As experiências selecionadas mostram que existem brigadas que resistem o ano todo, realizando ações de prevenção e combate ao fogo, transformando os territórios nas esferas sociais e ambientais. Outro aprendizado se refere às brigadas que avançaram em parceria com órgãos públicos e privados”. 

Educação e Comunicação

O Grupo 5 apresentado por Cibele Tarraço, que integra a Comunicação do IPÊ, trouxe entre os desafios: planejamento, capacitação e sustentabilidade. “A estruturação de programas diversos e inclusivos desde a criação é um desafio, assim como a boa comunicação ajuda na relação com os voluntários e também a mobilizar ainda mais pessoas pela causa”. Quanto às soluções, Cibele destaca iniciativas que têm em comum o médio/ longo prazo. “Dentro do monitoramento e avaliação identificamos que é preciso organização, tempo e recurso”. Quanto ao reconhecimento do voluntário, Cibele ressalta três esferas. “É preciso entender o impacto para o voluntário, para a Unidade de Conservação e para o Sistema”, completa.  

Saiba tudo sobre a estreia do Fórum de Voluntariado + I Encontro de Boas Práticas

Confira a abertura

Saiba mais sobre o Painel 1: Voluntariado para Conservação: experiências internacionais e brasileira

Painel 2: Vozes do Voluntariado: Inspira Ação

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Saiba tudo sobre a estreia do Fórum de Voluntariado e o I Encontro de Boas Práticas

28 de junho de 202329 de outubro de 2021 Por Cibele Quirino

O segundo dia do I Fórum Brasileiro de Voluntariado em Unidades de Conservação, realizado pelo IPÊ, reuniu mais de 150 pessoas ao vivo no canal do YouTube, dia 28/10. Na programação, profissionais de organizações da sociedade civil, de governo e de empresas interessadas em estabelecer pontes a partir do voluntariado como ação capaz de fortalecer a sociedade e as áreas protegidas. 

Angela Pellin, pesquisadora do IPÊ e coordenadora da iniciativa, destaca que o evento superou as expectativas. “Já na primeira edição contamos com mais de 15 apoiadores, o público também surpreendeu no melhor dos sentidos, foram mais de 1.300 inscritos de todo o Brasil para os dois dias de evento. Tivemos discussões importantes e que vão abrir caminho para uma nova fase do Voluntariado no Brasil. Eu comecei minha trajetória profissional como voluntária. Decidi trabalhar com Unidades de Conservação por conta do voluntariado e é uma honra, uma felicidade muito grande ver todo esse movimento acontecer”. 

O IPÊ acredita no voluntariado como estratégia para mais participação social na gestão das Unidades de Conservação. Por meio do voluntariado é possível criar senso de pertencimento e promover o engajamento da sociedade na conservação. 

Caminhos para o fortalecimento do Voluntariado para a Conservação: experiências internacionais

Marco Van Der Ree, diretor executivo de desenvolvimento e mobilização de recursos na América Latina da TNC – The Nature Conservancy, trouxe para o Fórum o contexto atual de crises múltiplas e como o voluntariado em áreas protegidas está inserido em uma rede global em prol do desenvolvimento sustentável. “Estamos a alguns dias da COP-26 sobre Mudanças Climáticas, essa será uma conferência superimportante para as tomadas de decisão sobre as questões de mudanças climáticas, desenvolvimento sustentável e clima; está tudo relacionado. A Covid-19 é uma crise pequena em relação ao que está por vir com as mudanças climáticas e os problemas decorrentes da crise de biodiversidade. O voluntariado no Brasil entra nesse contexto, de prevenir o fogo e contribuir com as Unidades de Conservação – ações de grande importância relacionadas ao clima e à biodiversidade”. 

Jim Barborak, assessor do Centro para a Gestão de Áreas Protegidas da Colorado State University, trouxe os aprendizados da atuação nos Estados Unidos. “É preciso que o voluntariado faça parte da cultura nacional e não apenas ser um programa isolado de uma ONG ou de uma instituição do governo”. Para Barborak, no voluntariado não existem limites. “A possibilidade de o voluntariado precisar ser real desde o momento em que a pessoa começa a caminhar até o fim da vida”. O assessor também enfatizou como é estratégico mobilizar as novas gerações. “Os jovens serão os futuros líderes das Unidades de Conservação. O voluntariado é também a porta de entrada de profissionais que vão atuar pelas áreas protegidas no serviço público ou ainda na iniciativa privada”. A história da pesquisadora do IPÊ Angela Pellin – mencionada acima – exemplifica a oportunidade vista por Jim.  

I Encontro de Boas Práticas em Voluntariado em Unidades de Conservação

Angela Pellin, pesquisadora do IPÊ à frente da organização do Fórum + Encontro na área de Voluntariado para Conservação, contou sobre o evento, que teve como público-alvo gestores de Unidades de Conservação e parceiros. “Foram dois dias de trabalho com discussões muito intensas, tivemos mais de 700 inscritos e recebemos mais de 40 Boas Práticas de todo o Brasil – via edital. Foi muito difícil selecionar as boas práticas que já estão no nosso site e os participantes. Contamos com 100 participantes que avançaram em temas-chave em cinco Grupos de Trabalho”.  

Iniciativa Privada também ganha com o voluntariado

Silvia Naccache, fundadora e voluntária do GEVE – Grupo de Estudos de Voluntariado Empresarial, reforçou como as empresas também ganham com o voluntariado. “Essa é uma temática perfeita, todo mundo ganha, quem pratica a ação na descoberta e no desenvolvimento de talentos, amplia a visão de mundo. Ganha a organização, o projeto, a causa. A empresa que mobiliza, engaja para a ação ganha na descoberta de novas lideranças, no desenvolvimento de habilidade e do senso de pertencimento em relação à empresa, inclusive com orgulho, e também no relacionamento com a comunidade”.

No entanto, para obter todos esses resultados, Silvia destaca o planejamento. “É preciso promover uma gestão/ operacionalização eficiente do programa de voluntariado com oportunidades bem descritas e o gerenciamento do programa como um todo e também dos voluntários no dia a dia, um grande desafio, com liderança, planejamento, formalização, orçamento, treinamentos, supervisão, monitoramento e ainda as avaliações com indicadores e metas”.  

Gustavo Narciso, gerente executivo do Instituto C&A, apresentou a experiência do instituto que há 30 anos conta com um programa de voluntariado corporativo. “É um dos mais antigos do Brasil, temos como proposta fortalecer a comunidade a partir da moda e o voluntariado é uma das ferramentas. Os colaboradores da C&A têm até três dias que podem doar para o trabalho voluntário, isso favorece o engajamento. Realizamos uma imersão de voluntariado no IPÊ com cerca de 20 voluntários no projeto Costurando o Futuro.” O projeto é realizado desde 2002 na zona rural de Nazaré Paulista, interior de São Paulo, com famílias de bordadeiras da região que complementam a renda por meio dos valores obtidos com a venda dos produtos. 

Entre os pontos-chave da imersão realizada no IPÊ esteve a troca de conhecimento entre as mulheres que integram o projeto Costurando o Futuro, do IPÊ, e os voluntários. “Alinhamos como poderíamos contribuir com o projeto e convidamos os colaboradores com tais expertises. Os voluntários da C&A ensinaram às mulheres do projeto técnicas de exposição, paleta de cores, tendências, reutilização de matéria-prima, vendas online. Em contrapartida, os voluntários tiveram um conhecimento muito prático e robusto sobre a importância das Unidades de Conservação, além do plantio de árvores com troca de conhecimento com os especialistas do IPÊ”. 

Gustavo Narciso também apresentou dicas de como os gestores de voluntariado gostariam de ser abordados por profissionais das unidades de conservação e das organizações da sociedade civil organizada gerando valor para as duas pontas. 

Érika Santana, integrante do comitê gestor e porta-voz do CBVE – Conselho Brasileiro de Voluntariado Empresarial, coordenadora do voluntariado corporativo da Sabesp, apresentou os resultados de um censo que teve como objetivo reconhecer a atuação das cercas de 20 empresas do Conselho relacionada aos ODS – Objetivos do Desenvolvimento Sustentável. “Realizamos um questionário sobre como a rede atua na agenda ambiental utilizando os conceitos dos ODS. Conseguimos elencar os cinco principais ODS que tiveram adesão das empresas: 42,86% realizaram ações voltadas ao ODS 06 – Água Potável e Saneamento; 50% ao ODS 11 Cidades e Comunidades Sustentáveis, 14% ao ODS Ação Contra a Mudança Climática; 14,29% ao ODS 15 Vida Terrestre e 62,29% ao ODS 17 Parcerias e Meios de Implementação”.

A porta-voz apresentou o potencial de mobilização da rede. “São 500 mil colaboradores nas 20 empresas, 36 mil voluntários e 915.000 pessoas alcançadas”. E ainda pontuou que todos podem contribuir com a conservação ambiental mesmo dentro de casa. “O banho racional, não jogar óleo na pia e separar o lixo para a coleta seletiva são ações que também contribuem com o sistema, está tudo integrado”. Érika compartilhou também as principais estratégias do Conselho para o voluntariado corporativo.  “Traduzir o voluntariado corporativo a partir do ESG – Environmental, Social Governance (Meio Ambiente, Social e Governança). Estimular os gestores para essa pauta. A oportunidade de participar de experiências que sejam significativas, isso tem um impacto muito grande para os voluntários e gerar conteúdo – como essa live – tem um valor muito grande”. 

O Fórum contou com o apoio da Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável, por meio da GIZ, da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) com apoio técnico do Serviço Florestal dos Estados Unidos (USFS) e do Projeto LIRA – IPÊ. Além de apoio institucional do ICMBio, SEMAD – GO, IMASUL – MS, Fundação Florestal – SP,  Rede Brasileira de Trilhas de Longo Curso, Naturatins – Instituto Natureza do TocantinsComitê Brasileiro-UICN, Coalizão Pró-UC, Rede Nacional de Brigadas Voluntárias (RNBV), Confederação Nacional de RPPN (CNRPPN) e Grupo de Estudos de Voluntariado Empresarial (GEVE).

I Encontro de Boas Práticas em Voluntariado em Unidades de Conservação

Confira a abertura

Saiba mais sobre o Painel 1: Voluntariado para Conservação: experiências internacionais e brasileira

Painel 2: Vozes do Voluntariado: Inspira Ação

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Grupo quer fortalecer ações de conservação e desenvolvimento econômico sustentável para o Sistema Cantareira

28 de outubro de 2021 Por Cibele Quirino

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Profissionais do terceiro setor e de governo estiveram reunidos no dia 25 de outubro para uma discussão sobre ações de conservação e desenvolvimento econômico para o Sistema Cantareira. O encontro, realizado pelo Governo do Estado de São Paulo, com apoio do IPÊ, reuniu cerca de 45 pessoas (maioria em participação online)*. A proposta foi entender como os atores presentes trabalham na região, com o objetivo de criar soluções conjuntas, que atendam às demandas ecológicas, sociais e econômicas do território. Em 2018, o projeto Semeando Água/IPÊ, no Encontro sobre Desafios e Oportunidades para aumentar a Segurança Hídrica no Sistema Cantareira, lançou um Plano de Ação inicial que, agora, integra as ações para a região.

Helena Carrascosa, engenheira agrônoma, coordenadora do Programa Nascentes na Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo (SIMA), afirmou que é preciso avançar com a integração e articulação entre os profissionais e instituições que já atuam na região. “Vamos dialogar, ver o que cada um já realiza, como a gente se articula para conseguir traçar planos e programas integrados para a região do Sistema Cantareira, evitando sobreposições e lacunas. Esse movimento não é novo, eu mesma já estive aqui em um evento do IPÊ para discutir o Sistema Cantareira, é a continuidade de um processo que vem amadurecendo na região”. O Sistema Cantareira é responsável pelo abastecimento de 7,6 milhões de pessoas na região metropolitana de São Paulo, além de Campinas e de Piracicaba. 

Simone Tenório, coordenadora de Políticas Públicas e Desenvolvimento Econômico Territorial do Projeto Semeando Água/IPÊ, complementou: “O objetivo é tornar a paisagem do Sistema Cantareira uma aliada da conservação dos recursos hídricos, da segurança alimentar e do equilíbrio climático. É muito importante que o desenvolvimento local seja feito sobre bases sustentáveis, considerando uma economia regenerativa”. 

Alexandre Gerard, que integra a equipe técnica do Programa Nascentes destacou as ações que vão ao encontro do objetivo de promover paisagens sustentáveis com incremento de renda. “Precisamos começar a construir essa governança compartilhada pensando em ações de restauração florestal e conservação aliadas às práticas agrícolas ecológicas”. 

 

Ações práticas que já acontecem na região

Os participantes estão sistematizando e consolidando a forma como já atuam na região e o potencial dessas ações a curto, médio e longo prazo, tendo em vista ampliar a escala de iniciativas nas frentes de conservação ambiental e geração de renda. Restauração florestal, PSA – Pagamento por Serviços Ambientais, práticas de conservação de solos, fomento a sistemas produtivos ecológicos e o engajamento de comunidades estão entre elas.

Henrique Bracale, especialista em conservação da TNC – The Nature Conservancy, compartilhou o mapeamento das ações em curso em Piracaia e Joanópolis, assim como o potencial de escalar cada uma delas. “O cercamento de áreas foi a primeira ação que colocamos no chão, em prática em Piracaia. O recurso é da ANA – Agência Nacional de Águas e a prefeitura faz a contratação via licitação. Fizemos 30 km, calculamos 50 km que podem ser feitos de maneira imediata e estimamos 200 km a médio e longo prazo. Na linha de Conservação de Florestas estamos falando de PSA – Pagamento por Serviços Ambientais via decreto. O recurso vem metade da cobrança pelo uso da água e metade do orçamento municipal. Hoje, cerca de 15 proprietários participam. No curto prazo, podemos falar de 50 contratos e a médio e longo prazo de 900”.   

Entre as ações em andamento no IPÊ relacionadas pelo engenheiro florestal Paulo Roberto Ferro estão a restauração ecológica com diversas metodologias de manejo, a restauração contínua de áreas prioritárias e os sistemas produtivos sustentáveis. “Até o momento, contamos com 30 hectares restaurados com recursos do Programa Petrobras Socioambiental e da Fundação Caterpillar. De imediato há o potencial de ampliar essa ação para mais 25 hectares e a médio/longo prazo para mais 10. Quanto às áreas prioritárias especificamente restauramos 3 hectares com recurso da Tree Nation, a curto prazo conseguiríamos escalar essa ação para mais 7 hectares e a médio/longo prazo para 21 hectares”. 

Aline Salim, que integra a equipe técnica do Programa Nascentes, apresentou as duas formas de avançar com a restauração, por meio da plataforma do governo do estado. “O Banco de Áreas tem como lógica facilitar o contato de quem tem área para restaurar com quem precisa restaurar. Enquanto os Projetos de Prateleira facilitam o processo de restauração, oferecendo aos possuidores de obrigações ambientais projetos pré-aprovados em áreas já definidas juntos aos proprietários que desejam receber a restauração sem custos e se comprometem a zelar por ela”.

O prefeito de Nazaré Paulista Murilo Pinheiro chamou a atenção para a questão dos loteamentos clandestinos. “Um dos pontos mais críticos é o parcelamento irregular do solo, em especial na divisa com grandes cidades como Guarulhos e São Paulo. Vejo a fiscalização dessas áreas (não apenas pela prefeitura) como uma questão-chave para a conservação da água”.  

José Fernando Calistron Valle, analista de recursos ambientais da Fundação Florestal, gestor das APAs Piracicaba/Juqueri-Mirim e Sistema Cantareira, destacou a região como provedora de serviços ecossistêmicos, em especial a água. “Todo mundo reconhece a importância do Sistema Cantareira para abastecimento, além da região metropolitana de São Paulo, ele também contribui com o abastecimento público das regiões metropolitanas de Campinas e de Piracicaba. As pessoas esquecem que os municípios que compõem o Sistema Cantareira formam uma área ambiental protegida. A escolha dos municípios de Nazaré, Piracaia e Joanópolis para as ações de recuperação hídrica no  Plano de Manejo da APA do Sistema Cantareira – aprovado em 2020 – representa a zona mais importante de proteção, que é a zona de proteção dos atributos da água. Estamos trabalhando em uma unidade territorial muito importante e que traz a possibilidade do desenvolvimento econômico de maneira ambientalmente adequada”.

Alessandro Silva de Oliveira compartilhou as expectativas da ARSESP – Agência Reguladora dos Serviços Públicos do estado de São Paulo com a rede. “A ARSESP tem o interesse de induzir que as empresas reguladas no setor de saneamento tenham participação ativa na segurança hídrica, para minimizar ou reduzir a situação da falta de água, que tem se mostrado uma situação crônica. Queremos convidar/ convencer o setor a se inscrever nessa rede de relacionamento e dar condição de oferecer que as empresas de saneamento façam esse trabalho, seja por meios próprios, contratados ou por meio de cooperação com as organizações. Nessa reunião, estamos mais como observadores dessas práticas”.  

Participaram da reunião (ordem alfabética) *: 

ANA – Agência Nacional de Águas

Iniciativa Verde 

Prefeitura de Nazaré Paulista 

Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), por meio da Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável (CDRS) de Bragança Paulista.

Sabesp 

Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente (SIMA), por meio da Coordenadoria de Fiscalização e Biodiversidade (CFB) de Campinas, da Coordenadoria de Recursos Hídricos (CRHi), do Programas Município Verde e Azul e do Programa Nascentes, Governo do estado de São Paulo

Programa Município Verde Azul

TNC – The Nature Conservancy Brasil 

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Fórum Voluntariado: saiba mais sobre o painel Vozes do Voluntariado: Inspira Ação

15 de outubro de 2021 Por Cibele Quirino

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No segundo painel Vozes do Voluntariado: Inspira Ação, do I Fórum de Voluntariado em Unidades de Conservação, uma iniciativa do IPÊ, realizada na quinta-feira 14 de outubro, lideranças do ICMBio – Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, da Rede de Trilhas e de Brigadas Comunitárias compartilharam diferentes perspectivas sobre o voluntariado e como tem sido o desenvolvimento desse trabalho.  

Felipe Martins, analista ambiental do ICMBio e coordenador do Programa de Voluntariado do Parque Nacional da Tijuca, revelou as estratégias que fortalecem o vínculo da sociedade com a Unidade de Conservação. “O Programa do Parque com mais de 18 anos conta com sete linhas de ação entre atividades planejadas, como mutirões mensais, e não planejadas, como brigada voluntária, por exemplo. É importante que o voluntário consiga visualizar o resultado do próprio esforço, o ganho, com atividades que tenham começo, meio e fim. Tenho um grupo de voluntários coordenadores que me ajuda com o Programa”. 

Pedro Cunha e Menezes, diplomata e atual diretor da Rede Brasileira de Trilhas de Longo Curso, destacou a importância da criação de um verdadeiro sistema integrado de áreas protegidas. “O uso público como ferramenta de conservação já está consolidado. Precisamos que todos trabalhem juntos por um sistema de Unidades de Conservação e não por um conjunto, para que nossos filhos possam ter Unidades de Conservação conectadas”.  A Rede de Trilha contabiliza 10 mil voluntários. 

André Luís Macedo Vieira, analista ambiental do ICMBio e responsável pelo Núcleo de Gestão Integrada de Carajás, no sudeste do Pará, compartilhou uma série de avanços em um contexto repleto de desafios. “Inicialmente, os voluntários foram mobilizados com a função de nos ajudar nesse processo de sensibilização social, de promover o sentimento de pertencimento na sociedade local. O resultado foi muito positivo. Começamos com 20 voluntários em 2016 e desde então cerca de 300 já colaboraram conosco. Muitos que começaram como voluntários atualmente trabalham conosco no ICMBIO ou em parceiros. A metodologia que usamos em Carajás é muito forte em formação, em um ciclo de aproximadamente 2 anos com espaços de formação, discussão e interação”.  

Maria de Lourdes de Arruda contou sobre o trabalho voluntário como brigadista comunitária na Área de Proteção Ambiental da Baía Negra, no Pantanal. “Em 2020, tivemos muito fogo, na área em que atuo mais de 75% do território foi queimado, mas não desistimos e estamos aqui com nossos parceiros. A cada dia contamos com mais pessoas dispostas a ajudar a cuidar do que é nosso, da nossa natureza”. 

Encerramento

O ilustrador Rodrigo Bueno, facilitador gráfico, apresentou um trabalho em processo de desenvolvimento com os destaques do último painel. Em breve, essa e as demais facilitações gráficas estarão na área de Publicações no site do evento.  

No encerramento, Angela Pellin, coordenadora de projetos no IPÊ, agradeceu a todos os palestrantes, a presença do público e destacou a importância da consolidação de redes pela conservação e sobre o quanto o voluntariado é inclusivo. “Cada um à sua maneira pode se envolver e se engajar nessa causa, vimos as experiências dos Estados Unidos, Alemanha, mas nós, aqui Brasil, também temos experiência lindíssimas, estamos construindo o nosso caminho e mostrando todo o potencial que o voluntariado tem para aumentar o engajamento da sociedade nas nossas Unidades de Conservação. Vimos que o voluntariado pode ser também um instrumento de inclusão, de profissionalização, de engajamento e de participação.No dia 28 de outubro, segundo dia do Fórum, vamos apresentar uma síntese dos resultados do I Encontro de Boas Práticas em Unidades de Conservação e discutir as perspectivas do voluntariado de conservação“.  O segundo dia (28 de outubr) também será transmitido pelo Canal do IPê no Youtube. 

Cibele Tarraço, da comunicação do IPÊ, reforçou o potencial dos programas para a conservação. “O voluntariado é uma estratégia essencial para a conservação da natureza com a aproximação da sociedade das nossas Unidades de Conservação. Para atingirmos esse propósito precisamos de todos os atores envolvidos juntos e agradeço a todos que integram essa rede”. 

O Fórum contou com o apoio da Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável, por meio da GIZ, da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) com apoio técnico do Serviço Florestal dos Estados Unidos (USFS) e do Projeto LIRA – IPÊ. Além de apoio institucional do ICMBio, SEMAD – GO, IMASUL – MS, Fundação Florestal – SP, Rede Brasileira de Trilhas de Longo Curso, Comitê Brasileiro-UICN, Coalizão Pró-UC, Rede Nacional de Brigadas Voluntárias (RNBV), Confederação Nacional de RPPN (CNRPPN) e Grupo de Estudos de Voluntariado Empresarial (GEVE).

 

Confira a abertura

Saiba mais sobre o Painel 1: Voluntariado para Conservação: experiências internacionais e brasileira

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Fórum Voluntariado: confira o painel experiências internacionais e brasileira

15 de outubro de 2021 Por Cibele Quirino

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O primeiro painel Experiências internacionais e brasileira, do Fórum de Voluntariado em Unidades de Conservação, uma iniciativa do IPÊ, realizada na quinta-feira 14 de outubro reuniu, de maneira 100% online, os aprendizados do ICMBio/Brasil; do Serviço Florestal dos Estados Unidos e do Parque Natural de Eifel, na Alemanha.

Paulo Russo, coordenador geral de proteção do ICMBio, compartilhou a trajetória feita em parceria com o IPÊ e com outras organizações que levaram ao aumento expressivo no número de voluntários cadastrados no sistema do ICMBio em três anos. “Em 2019, tínhamos 750 voluntários, a partir do momento que começamos a abrir os canais de diálogo, com a ajuda de parceiros como o IPÊ, conseguimos chegar a 40 mil voluntários cadastrados no sistema. Saímos de menos de mil para 40 mil cadastrados. Nosso maior desafio é acolher os voluntários. Até o momento, 5 mil foram absorvidos pelo programa, mas o nosso coração bate forte com todas essas pessoas mobilizadas”. 

Kristin Schmitt, coordenadora do Programa de Voluntariado e Serviço Regional do USFS, na região das Montanhas Rochosas, destacou as oportunidades que o voluntariado representa para a gestão das Unidades de Conservação. “Já temos cinco gerações trabalhando conosco. O mais importante é entender a construção de relações, incluindo a participação na gestão, fomentando a inovação e o compartilhamento de ideias”. 

Sylvia Montag, do Parque Natural de Eifel, na Alemanha, trouxe exemplos de como tornar o voluntariado mais inclusivo.  “O que mais me tocou foi quando trabalhei com voluntários quando era responsável pelo desenvolvimento de uma trilha inclusiva que pode ser usada por pessoas cegas e também por aquelas que utilizam cadeiras de rodas, sem precisar da ajuda de outras pessoas. Também desenvolvemos modelo de paisagem do parque para ser tocado, dessa forma a pessoa tem a oportunidade de conhecer a paisagem”.  Sylvia também compartilhou dois aprendizados, como o engajamento de empresas e escolas, que estão no livro “Boas Práticas Voluntariado, Trilhas de longa distância e Marca de Origem” escrito por ela e disponível gratuitamente no site do evento na área de Publicações. 

Confira a abertura do evento 

Painel 2: Vozes do Voluntariado: Inspira Ação

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