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abertura da COP17 em Yerevan

Conheça os princípios fundamentais que guiam a implementação do Marco Global de Biodiversidade

19 de outubro de 2026 Por Paula Piccin

O tema central da COP17 da Biodiversidade de 2026 é “Taking Action for Nature” (Agindo pela Natureza), com foco em transformar compromissos de alto nível em ações concretas e mensuráveis. Esta edição da COP vai fazer o primeiro balanço das ações de implementação das metas globais de biodiversidade, acordadas ainda em 2022, na COP15 – Kunming-Montreal Global Biodiversity Framework (KMGBF). A implementação das 23 metas deve seguir princípios fundamentais acordado entre as partes (196 países signatários da CBD – Convention on Biological Diversity). A seguir:

Direitos, Inclusão e Equidade

Contribuição e Direitos dos Povos Indígenas e Comunidades Locais, reconhecendo que esses grupos são guardiões da biodiversidade. Exige que seus direitos, saberes tradicionais, práticas e visões de mundo sejam respeitados e salvaguardados mediante consentimento prévio, livre e esclarecido, garantindo sua participação plena nas decisões e em conformidade com declarações internacionais (como a da ONU sobre os Direitos dos Povos Indígenas).

Abordagem Baseada nos Direitos Humanos, reconhecendo expressamente o direito a um meio ambiente limpo, saudável e sustentável.

Igualdade de Gênero,já que o êxito das ações depende da promoção da igualdade de gênero e do empoderamento das mulheres e meninas e da mitigação das desigualdades sociais.

Equidade Intergeracional, assegurando a inclusão e a participação ativa dos jovens nos processos decisórios.

Governança, Políticas e Capacidades

Abordagem Abrangente (Governo e Sociedade), exigindo forte empenho político no mais alto nível governamental, além de colaboração ativa entre diferentes esferas públicas e todos os setores da sociedade civil e privada.

Respeitar Contextos e Capacidades Nacionais. Mesmo que as metas sejam globais, a contribuição de cada país deve respeitar suas prioridades, circunstâncias particulares e capacidades locais.

Mobilização Pública, com estímulo à implementação por meio do engajamento e apoio do público em larga escala.

Direito ao Desenvolvimento, alinhando a conservação da biodiversidade ao desenvolvimento socioeconômico sustentável e responsável (com base na Declaração da ONU sobre o Direito ao Desenvolvimento).

Abordagem Ecossistêmica: ações devem seguir a abordagem integrada de gestão de ecossistemas adotada pela Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB).

Conhecimento, Valores e Educação

Diversidade de Sistemas de Valores que acolham visões plurais sobre a natureza (como Mãe Terra, Sistemas de Vida e Serviços Ecossistêmicos), integrando conceitos como os Direitos da Natureza nos países em que forem juridicamente reconhecidos.

Embasamento Científico e Inovação, determinando que o planejamento e a execução sejam fundamentados em evidências científicas, tecnologia e conhecimentos tradicionais.

Educação e Aprendizado Contínuo, com processos educacionais transformadores, transdisciplinares e contínuos (formais e informais), valorizando diferentes formas de saberes.

Recursos, Cooperação Internacional e Saúde

Equilíbrio dos Objetivos da CDB e Protocolos, equilibrando conservação, uso sustentável e repartição justa dos benefícios.

Conformidade Internacional e Princípios do Rio, a fim derespeitar os tratados internacionais vigentes sem alterar obrigações legais prévias e seguir os princípios da Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento.

Financiamento Adequado: princípio que determina que a execução integral do Marco requer recursos financeiros previsíveis, suficientes e de acesso facilitado.

Sinergia Institucional, incentivando a cooperação entre a CDB, outras convenções sobre biodiversidade e organismos internacionais para otimizar resultados.

Biodiversidade e Saúde (One Health), destacando a conexão direta entre saúde humana, animal e ambiental. Promove a abordagem de “Saúde Única” (One Health) para reduzir pressões sobre os ecossistemas, mitigar riscos à saúde pública e assegurar o acesso equitativo a produtos, vacinas e tecnologias associadas à biodiversidade.

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