Projeto Desenvolvimento de Tecnologias para Valoração de Serviços Ecossistêmicos e do Capital Natural em Programas de Meio Ambiente

Projeto Desenvolvimento de Tecnologias para Valoração de Serviços Ecossistêmicos e do Capital Natural em Programas de Meio Ambiente

Desde 2015, IPÊ e Duke Energy Geração Paranapanema (desde 2017 CTG Brasil), em parceria com o Laboratório de Ecologia Espacial e Conservação (LEEC UNESP Rio Claro), Grupo de Estudos em Tecnologia LiDAR (GET-LiDAR ESALQ-USP), Fazenda Rosanela, Estação Ecológica do Mico Leão Preto (ICMBio) e Parque Estadual do Morro do Diabo (IF-SMA) deram um salto na inovação em prol da sustentabilidade, e iniciaram o projeto “Desenvolvimento de Tecnologias para Valoração de Serviços Ecossistêmicos e do Capital Natural em Programas de Meio Ambiente”, por meio de investimentos do programa de P&D regulado pela Aneel. O trabalho visa contribuir com os serviços ecossistêmicos chaves (sequestro de carbono, qualidade da água, qualidade do solo e biodiversidade), utilizando as tecnologias para valoração de serviços ecossistêmicos e o capital natural das empresas.

Serviços Ecossistêmicos são os benefícios fornecidos pelos ecossistemas, e que são úteis para a humanidade, direta ou indiretamente e o Capital Natural é a somatória de todos esses benefícios, resultantes de um ecossistema equilibrado, fornecedor de produtos tangíveis como a água potável, alimentos, madeira e intangíveis como valor espiritual e cultural.

O projeto tem como objetivo desenvolver uma metodologia integrada na valoração do Capital Natural dos serviços ecossistêmicos oferecidos pelos programas de reflorestamento da Duke Energy – Brasil (desde 2017 CTG Brasil) e corredores ecológicos no Pontal do Paranapanema, extremo oeste paulista. A área de estudo é o Corredor da Fazenda Rosanela, que faz a ligação entre as principais Unidades de Conservação (UCs) da região: a Estação Ecológica do Mico-Leão-Preto (ESEC MLP) e o Parque Estadual do Morro do Diabo (PEMD). Este último é o maior remanescente de Mata Atlântica de interior do Estado de São Paulo, com uma área de aproximadamente 36 mil hectares.

Para o desenvolvimento de uma metodologia integrada estão sendo contemplados quatro serviços ecossistêmicos chaves: sequestro de carbono, qualidade da água, qualidade do solo e biodiversidade, por serem de grande importância para interesses locais e globais.

O sequestro de carbono é uma preocupação global, devido à urgência na redução de gases de efeito estufa na atmosfera. A água potável um benefício para todos e o mais conhecido dos serviços ecossistêmicos. A produtividade do solo é essencial para a uma agricultura produtiva e para a eventual recuperação dos ecossistemas naturais. A biodiversidade é uma das propriedades fundamentais da natureza, responsável pelo equilíbrio e pela estabilidade dos ecossistemas.

Com o desenvolvimento desse projeto pretende-se responder a cinco questões fundamentais:

1) Qual é o valor do “Capital Natural” em programas ambientais?
2) Como a taxa de acúmulo de biomassa florestal (carbono) varia com a configuração física das florestas e o tempo de revegetação/regeneração e qual o valor de mercado desse acúmulo de biomassa?
3) Como a qualidade da água varia com a configuração física e com o uso do solo atual e passado?
4) Qual o impacto das áreas de revegetação na condição de solo (perda de solo como variável principal)?
5) Qual o impacto das áreas de revegetação na biodiversidade local (aves e anfíbios como indicadores principais)?

Para responder a estas perguntas serão unificados os esforços de amostragem de campo, desenvolvimento de um banco de dados espaço-temporal das variáveis ambientais que influenciam os serviços dos ecossistemas, e o desenvolvimento de modelos de produção de serviços ecossistêmicos.

O objetivo final é a capacidade de estimar as taxas de sequestro de carbono, efeitos na qualidade da água e as condições do solo, e mudanças na biodiversidade, dada a presença de áreas de revegetação e regeneração. Usando esses dados, podemos então estimar o valor do Capital Natural devido dos investimentos em restauração. Tais resultados também serão muito valiosos para o desenvolvimento de sistemas de pagamentos por serviços ecossistêmicos na bacia do Rio Paranapanema e para as políticas de sustentabilidade da empresa.

Outro aspecto importante desse projeto é a integração com o curso de mestrado da ESCAS – Escola Superior de Conservação e Sustentabilidade, por meio do fornecimento de cinco bolsas de pesquisa para os alunos que desenvolverão suas dissertações com os respectivos temas propostos no projeto.

 

IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas
Laury Cullen Jr.
Simone Fraga Tenório P. Linares
Fernando Lima
Clinton Jenkins
Alexandre Uezu
Williana Marin
Haroldo Borges
Nivaldo Campos

ESALQ - USP
Luiz Carlos Estraviz

Bolsistas de Mestrado ESCAS/IPÊ
Anália Carneiro
Raphaela Cantarino
Vitor Sonoda Falcão
Marina Ferreira
Natália Rongetta

Bolsista ESALQ-USP
Luisa Gurjão

Realização
IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas
CTG Brasil
*Investimentos do programa de P&D regulado pela Aneel

Parceiros
Laboratório de Ecologia Espacial e Conservação (LEEC UNESP Rio Claro)
Grupo de Estudos em Tecnologia LiDAR (GET-LiDAR ESALQ-USP)
Fazenda Rosanela
Estação Ecológica do Mico Leão Preto (ICMBio)
Parque Estadual do Morro do Diabo (IF-SMA)