ESG na Prática - Confira a sessão 3 Economia Verde: Habilidades e Profissões para um Mundo Sustentável

Na terceira sessão do dia, no evento ESG na Prática, o moderador Rudi Solon, diretor de contas do LinkedIn, parceiro do IPÊ, iniciou o painel pontuando o crescimento da procura por habilidades vistas como verdes (ligadas ao universo da sustentabilidade). “Olhando para as tendências, em todo mundo, desde 2007, temos visto nos dados do LinkedIn, o aumento da busca por profissionais com habilidades verdes, já que governos e empresas intensificam suas ações para alcançar metas climáticas e de sustentabilidade”.

Rudi também destaca que essas habilidades não são exclusivas das profissões diretamente relacionadas à temática. “Esse crescimento não é necessariamente em áreas tradicionais (verdes), o que vemos no LinkedIn, são profissões que tradicionalmente não estão ligadas a habilidades verdes. Por exemplo, um designer de produtos de embalagens pode minimizar o plástico nas embalagens de um produto”.

Fabio Alperowitch, diretor da FAMA Investimentos, ressaltou a particularidade do momento atual. “Precisamos pensar em dois aspectos, nessa questão da responsabilidade (das empresas) e como isso deve originar novas oportunidades de profissão, tanto ligadas a questões sociais, ambientais, de economia circular, quanto da compreensão do contexto da empresa dentro do seu papel e da sua economia. Mas também precisamos considerar o contexto local, brasileiro. Sustentabilidade é local e não global. Temos que tomar um pouco de cuidado com a agenda ESG que está sendo implementada no Brasil, uma agenda internacional desconsiderando questões locais”.

Segundo Claudio Padua, fundador do IPÊ, professor e reitor da ESCAS – Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentável, a história recente do Brasil conta com exemplos que mostram a importância de investimentos em duas direções para avançarmos da economia do século XIX para a economia do século XXI.  “A prova de que o empreendedorismo com conhecimento é parte fundamental dessa história está em três setores brasileiros que cresceram brutalmente nos últimos anos: o setor de aviação (Embraer), setor de papel e celulose – Brasil é o maior produtor no mundo (Suzano) – e a Embrapa que fez uma mudança drástica no agronegócio”.

Padua contou também o que tem feito como forma de contribuir nessa direção. “Criei uma escola diferenciada de pós-graduação (ESCAS-IPÊ) e também estou criando empresas dentro da economia verde para mostrar que isso é possível”.

Carolina Santos Pecorari, diretora de Sustentabilidade & ESG LATAM - Cervejaria AMBEV, compartilhou a estratégia da AMBEV. “Sabíamos que não daria para atingir nossas metas superambiciosas sozinhos, por isso lançamos junto uma aceleradora que visa justamente incentivar os empreendedores com soluções socioambientais que nos ajudem no atingimento dessas metas”.

Segundo Carolina, internamente, a AMBEV tem buscado oferecer a oportunidade para que independente do cargo ou da área, as pessoas tenham a oportunidade de contribuir com a Sustentabilidade. “Estamos garantindo que cada vez mais pessoas que queiram trabalhar com o tema, trabalhem independente da posição que ocupam”.

Joaquim Levy, diretor de estratégia econômica e relações de mercado no Safra, trouxe para a discussão a importância dos indicadores. “É muito importante conseguirmos medir a efetividade fazendo uma referência ao mercado de carbono, a capacidade de reduzir a emissão e de capturá-lo, assim como a questão de carbono no solo. Primeiro para sabermos que estamos fazendo a coisa certa, segundo para sermos eficientes e levarmos isso para o âmbito internacional para o reconhecimento dessas abordagens como legítimas e eficazes para o problema climático”.

Levy também destacou a sustentabilidade como caminho com melhores oportunidades para as empresas. “As empresas perceberam que virar as costas para o meio ambiente não vai dar certo. Na verdade, os custos aumentam e o acesso aos mercados fica fragilizado, na medida que a gente não toma cuidado para reduzir a pegada de carbono das atividades empresariais. Isso, aliás, faz parte de uma visão mais ampla de repensar o papel das empresas”.

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