Viveiros Agroflorestais

Os viveiros agroflorestais produzem mudas de espécies da Mata Atlântica que são usadas pelos assentados em suas propriedades. Além disso, são fonte de renda para famílias e de conhecimento para estudantes no Pontal do Paranapanema. 

Viveiros Comunitários

Com os viveiros comunitários, assentados rurais produzem mudas de espécies florestais para serem utilizadas em suas propriedades e serem comercializadas. O projeto auxilia os assentados da reforma agrária no planejamento de suas propriedades, enfatizando as práticas agroflorestais e silvipastoris, estimulando a criação de bosques agroflorestais nas suas propriedades, formando ilhas florestais de biodiversidade que servem de "trampolins ecológicos" ou refúgio de fauna.

A criação de viveiros comunitários é uma ferramenta muito útil na integração e capacitação das famílias de assentados às técnicas agroflorestais, que proporcionam um melhor aproveitamento das propriedades, conservando o ambiente a um menor custo. O IPÊ realiza a Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) periodicamente aos viveiros, fornecendo alguns insumos básicos para a sua continuidade, como substrato e sementes, mas principalmente ajudando o agricultor a formar seu conhecimento.

Atualmente, existem 11 viveiros comunitários, que beneficiam que produzem anualmente uma média de 400 mil mudas florestais. 

Viveiro Escola

O "viveiro escola" foi criado por meio de uma parceria entre o IPÊ e a COCAMP/MST. Localizado no parque industrial da COCAMP/MST, o viveiro tem uma produção anual média de 150 mil mudas. São produzidas mudas de espécies nativas como o Guaritá (Astronium graveolen), Peroba Rosa (Aspidosperma polyneuron), Pau Marfim (Balfourodendron riedelianum), Cedro Rosa (Cedrela fissillis), Copaíba (Copaifera langsdorffii); espécies frutíferas silvestres como o Caju (Anacardium occidentale), Jaca (Artocarpus heterophylus), Pitanga (Eugenia uniflora), Araça (Psidium araça), além de espécies exóticas de interesse comercial como a Teca (Tectonia grandis), Eucalipto (Eucalyptus spp.) e acácia (Acacia manjium).

Um dos objetivos desse viveiro é não só produzir mudas florestais para projetos do IPÊ e da COCAMP/MST como capacitar estudantes locais (técnicos agrícolas e técnicos em meio ambiente), em uma nova possibilidade de atuação profissional.

Os viveiros agroflorestais são parte de uma estratégia de conservação elaborada pelo IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas e seus parceiros, com o objetivo de restaurar a paisagem fragmentada do Pontal do Paranapanema.

São importantes produtores de mudas florestais utilizadas pelos projetos agroflorestais de restauração de habitat, como os projetos Abraço Verde, Corredores Agroflorestais, Café com Floresta, entre outros.

Os viveiros também são importantes centros de capacitação, onde as famílias de assentados da reforma agrária que integram os grupos dos viveiros recebem constante assistência técnica por meio da ATER agroecológica feita pelos pesquisadores do IPÊ.

Outro aspecto relevante é a capacitação oferecida pelo "viveiro escola" a estudantes de colégios técnicos da região, através de um programa de estágio.

É importante ressaltar a geração de renda direta e indireta às famílias assentadas da reforma agrária através da venda de mudas florestais.