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No mês de dezembro, o Circuito MOSUC (do projeto Motivação e Sucesso na Gestão de Unidades de Conservação) chegou à Reserva Extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, no Acre. Fabiana Prado, gerente de articulação institucional do IPÊ e  Angela Pellin, coordenadora do projeto, e Tiago Juruá, do  ICMBio,  foram recebidos pelo parceiro local, a Associação dos Seringueiros do Seringal Cazumbá.

A Resex foi criada pelo movimento dos seringueiros que atuam na região há 16 anos, com arranjos produtivos da castanha e do açaí, além do artesanato e da farinha, para o fortalecimento das comunidades. O Plano de Trabalho da unidade inclui o cadastramento de famílias moradoras da Resex, o apoio ao acesso das famílias a políticas públicas de fortalecimento comunitário e aos arranjos produtivos locais e ao programa de voluntariado. Há ainda uma forte ação de base, de organização comunitária e de educação para o desenvolvimento territorial, além de parcerias com outros atores com o objetivo de trazer outras ações para a Resex. 

Por meio de parcerias em rede, o MOSUC tem incentivado a implementação de diversas políticas públicas, fortalecendo as comunidades tradicionais, os negócios sustentáveis da sociobiodiversidade e o território, além de apoiar a associação dos seringueiros como parceira da gestão.

O Circuito MOSUC começou em agosto deste ano e já passou por Roraima, Amazonas e Amapá. Desde então, o IPÊ visita as UCs e os parceiros locais no apoio à gestão dessas. A iniciativa se repetirá nos territórios de atuação do projeto que, ao todo, envolvem 12 instituições parceiras, 30 Unidades de Conservação e 54 colaboradores locais envolvidos no apoio à gestão.

Acompanhe pelo nosso facebook essa expedição que acontece até o primeiro trimestre de 2019.

O projeto MOSUC tem parceria do ICMBio e apoio de Gordon and Betty Moore Foundation.

 

O Programa de Educação Ambiental "Um Pontal Bom para Todos" desenvolve estratégias para levar informação ambiental a um número cada vez maior de pessoas em uma região prioritária para a conservação da Mata Atlântica, no Pontal do Paranapanema.
 
Com apoio da Disney Conservation Fund para o programa de Conservação do Mico-Leão-Preto, a equipe do IPÊ levou informação ambiental a mais de 1,5 mil estudantes em municípios como Teodoro Sampaio, Euclides da Cunha Paulista, Marabá, Presidente Epitácio, Primavera e Rosana, localizados próximo aos fragmentos da Estação Ecológica Mico-Leão-Preto, uma das mais importantes Unidades de Conservação do interior paulista.
 
"Levamos aos estudantes exposições sobre o mico-leão-preto, realizamos palestras, momentos de videos e oficinas de arte sobre o animal. Tudo com o objetivo de aproximá-los da espécie que só existe nessa região e que é símbolo do Estado de São Paulo", explica Maria das Graças Souza, coordenadora de Educação Ambiental do IPÊ no Pontal.
 
Uma das atividades mais aguardadas no ano pelos alunos, entretanto, foi a subida ao topo do Parque Estadual Morro do Diabo, como aconteceu com os mais de 100 estudantes do ensino fundamental da Escola Estadual João Pinheiro Correia, da cidade de Rosana (SP). "O IPÊ trouxe o morro para dentro da nossa escola com música, oficinas e várias atividades. Mas também proporcionou algo que muitos dos alunos nem sonhavam fazer um dia que era subir a trilha dentro do Parque Estadual. Poucos alunos conheciam essa riqueza que temos aqui", comenta a diretora Vera Lucia Corghe.
 
Ao longo do ano, o IPÊ também realizou capacitações de professores da rede pública, sobre como aplicar o conteúdo socioambiental na sala de aula e aproximar os alunos da biodiversidade local. Vera foi uma das 70 professoras que participaram desses cursos.
 
"No nosso currículo escolar temos que discutir a questão ambiental e o IPÊ trouxe conhecimento de qualidade para nós, complementando aquilo que a gente já faz. O conteúdo sobre meio ambiente é fundamental na formação dessas crianças e muitas vezes o professor não tem todas as ferramentas para aplicar. Mas o que a gente pode fazer para melhorar esse currículo nós fazemos. As atividades extras são de grande importância, pois o aluno não aprende só em sala de aula. Esse contato com a natureza amplia o olhar deles e a consciência para a conservação", diz Vera.

 

A Floresta Nacional (FLONA) do Jamari fica em Rondônia e seus 220 mil hectares protegem a fauna e a flora de uma área especial da Amazônia. Ali, em uma ação pioneira no Brasil, foram concedidos 96 mil hectares à exploração manejada de madeira. Por meio de um edital, , as empresas AMATA e MADEFLONA receberam a concessão dessa exploração madeireira, de forma sustentável. O restante da Flona é dividido em áreas de concessão para mineração, áreas de conservação, onde não há uso direto, e ainda permite a permanência de uma família de moradores tradicionais.

Mesmo que a exploração madeireira seja feita de maneira adequada e controlada, é necessário compreender os impactos dessa atividade para a vida da fauna nessa Unidade de Conservação. Para isso, o IPÊ desenvolve junto com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a comunidade e os parceiros locais, o projeto Monitoramento Participativo da Biodiversidade. O trabalho acontece há mais de cinco anos, promovendo a troca de conhecimentos entre técnicos e comunidades e o desenvolvimento de atividades de formação e capacitação de monitores da floresta. Contando com o apoio de parcerias locais: Ação Ecológica Guaporé – ECOPORÉ, Centro de Estudos Rioterra, Universidade Federal de Rondônia – UNIR, Instituto Federal de Rondônia – IFRO, Madeflona, Amata, Metalmig, Estanho de Rondônia – ERSA (CSN) e BRASCAN.

Com cursos e workshops sobre aplicação dos protocolos de monitoramento, cerca de 100 pessoas já foram capacitadas como monitores para a coleta de dados sobre biodiversidade, que inclui, acompanhar mamíferos e aves cinegéticas (que correm risco de caça), borboletas frugívoras e plantas lenhosas.

No protocolo da Flona Jamari, por exemplo, uma das estratégias para monitoramento é o uso de armadilhas fotográficas (cameras trap). A partir das imagens geradas pelas câmeras é possível coletar dados que ajudam a identificar os efeitos da exploração madeireira sustentável no grupo dos mamíferos de médio e grande porte e das aves cinegéticas.

Neste video, é possível conhecer mais de perto esse trabalho, que conta com apoio de Gordon and Betty Moore Foundation, USAID e Programa ARPA.