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Com o tema “Sistemas Agroflorestais Desafios e oportunidades para promoção e o desenvolvimento da Agricultura Sustentável”, Haroldo Borges Gomes, coordenador de projetos do IPÊ, compartilhará a experiência dos Sistemas Agroflorestais (SAFs), no Pontal do Paranapanema (SP), no 3º Congresso Internacional Online de Agroflorestas Biodiversas (Safweb).

O evento acontece de 03 a 08 de agosto. A estreia da apresentação por video será dia 07 de agosto, às 19h, no site www.safweb.com.br.  

Mais de 20 anos de experiência prática 

O pesquisador destaca que, desde o início, a implementação dos SAFs no Pontal do Paranapanema, Oeste do Estado de São Paulo, foi realizada pelo IPÊ em parceria com os assentados rurais e pequenos produtores. “Esse grupo passou a cultivar alimentos 100% livres de adubos químicos, o que garante mais segurança para os produtores, em dois momentos – durante os cuidados com os cultivos e no consumo. Vou mostrar os resultados que conseguimos sem o uso de adubos químicos”. 

Haroldo ressalta que um dos principais aprendizados dos SAFs se refere ao espaçamento entre as espécies no plantio. “Em consórcio com a floresta são cerca de 2 a 4 mil mudas de café por hectare. Além disso, junto com as árvores, os plantios funcionam como área segura de passagem para a fauna, o que ainda agrega valor ao produto A presença das árvores neste sistema torna o café menos suscetível à geada, e às pragas, que representam risco para a produção”, comenta.

O maior volume de café produzido nos SAFs na região do Pontal Paranapanema tem hoje como principal mercado pequenos comércios na cidade de São Paulo. Na experiência do IPÊ, o SAF está integrado ao projeto Corredores da Mata Atlântica, com grande impacto para a proteção da biodiversidade no bioma.

Ampliar a variedade de alimentos

Além dos benefícios socioeconômicos, os SAFs diversificam a alimentação das famílias, o que tem um peso ainda maior para os pequenos agricultores.  A variedade de espécies – característica dos SAFs – contribui também com a segurança alimentar dos agricultores. O Projeto Café com Floresta – realizado desde 2001 – une o café (Coffea arabica L.) a cultivos como feijão, milho, mandioca, abóbora, batata doce, tomatinho, quiabo e espécies de árvores nativas da Mata Atlântica. 

Diversificar fonte de renda  

Para Haroldo, um desafio repleto de oportunidade é a questão da escala na agricultura familiar. “O alinhamento entre os pequenos produtores sobre quais alimentos serão cultivados, em especial quanto à principal produção dos SAFs é essencial. No caso, dos SAFs do Pontal é o café. Esse combinado entre os produtores para que todos façam a mesma escolha sobre um cultivo é o caminho mais rápido para que os pequenos produtores consigam volume na produção e acessem maiores mercados. O volume para a comercialização é importante e na maioria das vezes decisivo”. 

Serviço
3º Congresso Internacional Online de Agroflorestas Biodiversas (3º Safweb)
Inscrição:  www.safweb.com.br
De 03 a 08 de agosto

Palestra: Sistemas Agroflorestais Desafios e oportunidades para promoção e o desenvolvimento da Agricultura Sustentável -  em 07 de agosto, às 19:00.
Investimento para o evento : R$ 39,00 à vista ou 8 parcelas de R$ 5,54

As apresentações ficarão disponíveis no site após evento para os inscritos.

 

 

Jogar é divertido, sai da rotina e pode ser educativo. Não só porque passa conhecimentos, mas envolve as pessoas por meio de valores, crenças, sugestões e possíveis caminhos que o participante reflete se quer ou não seguir. A ferramenta é uma forma perfeita para atrair os mais variados públicos para disseminar os temas da conservação da biodiversidade, entre eles, a proteção da fauna.

Muitos autores mencionam a motivação intrínseca que os jogos geram no aprendizado. Brincar e aprender são ações intimamente relacionadas e essa complementação fica ainda mais favorável porque o jogo propicia um ambiente descontraído, que atrai ainda mais o participante.

Mas o ponto forte está em como, através de uma ferramenta lúdica, consegue-se ensinar um conteúdo educacional muitas vezes denso e abstrato, além de fazê-lo simples, divertido e sobretudo atrativo. Dessa maneira, o jogador pode se sentir à vontade com o processo de aprendizagem, já que dispõe de um espaço amigável para desinibir-se e expressar-se com naturalidade e sem medo. Essa condição permite maior abertura ao tema oferecido e também facilita relacioná-lo com a realidade. Os jogos muitas vezes requerem que o participante se envolva profundamente, o que ativa mecanismos de aprendizagem nem sempre possíveis nas formas tradicionais de ensino.

Com o crescente uso de tecnologia, os jogos têm a tendência de serem cada vez mais utilizados pelo seu fácil acesso. Diversas instituições educativas e mesmo empresariais estão à procura de novos caminhos para contrapor o sistema formal de ensino ou novas práticas profissionais que atinjam resultados duradouros e significativos. Esse processo não se dá somente com alunos infanto-juvenis, mas também com adultos.

Essas foram as premissas que o IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas utilizou para desenhar dois jogos, cada um com propósitos próprios. O primeiro, ProvocAção, foi elaborado por alunos de mestrado da escola do IPÊ, a Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade (Escas), em 2014, com o propósito de levantar questões relacionadas à conservação da água do reservatório Atibainha, que é parte do Sistema Cantareira, onde a instituição está sediada. A importância do Cantareira é inegável, já que fornece água para São Paulo capital e muitas cidades da região metropolitana, e o IPÊ estava na época desenvolvendo o projeto Água Boa, com forte componente educacional.

O segundo jogo foi desenhado para estimular reflexões sobre sustentabilidade nos meios empresariais e recebeu o nome Sustentabilidade em Jogo: soluções para organizações e seus desafios na sustentabilidade. Neste, os participantes se debruçam em temas relacionados à sustentabilidade por horas a fio e fazem relações com as atividades e o dia a dia do ambiente de trabalho.

ProvocAção
Informações científicas e a participação dos cidadãos são fundamentais em projetos que lidam com situações complexas como a conservação de água, que envolve muita gente e áreas diferentes de conhecimento e ação. O objetivo foi difundir saberes e práticas para a proteção dos recursos hídricos, capacitando e incentivando o exercício de uma cidadania responsável, com vistas a atingir transformações socioambientais.

O Projeto Água Boa elaborou uma cartilha que aponta que “uma visão integrada dos recursos hídricos deve contemplar temas como o abastecimento de água tratada, a coleta e tratamento do esgoto, o sistema de coleta de lixo e as formas de ocupação das áreas de risco, ao longo dos córregos, associada à supressão das matas ciliares”. Sobretudo, se preocupou em como esses temas são interligados e como afetam a qualidade de vida e a sustentabilidade da vida urbana.

O material apresenta indicadores (majoritariamente quantitativos) que mostram, através de medidas, as condições atuais dos quatro temas para monitorar e reportar os avanços ou recuos da cidade na direção da sustentabilidade. Além disso, fornece sugestões e iniciativas concretas para minimizar ou solucionar os problemas identificados. 

Os temas apresentam informações importantes de serem disseminadas, assim como questões provocativas. Muita pesquisa foi feita sobre cada um dos assuntos tratados e um jogo de cartas e dois tabuleiros acabou sendo a estratégia escolhida para repassar os conteúdos. As cartas são compostas de informações e perguntas direcionadas a alunos de todas as idades, da pré-escola (com ajuda de adultos), educação básica e até ensino médio, professores e membros da comunidade em geral. Todo o material foi elaborado pelos mestrandos da Escas e sua equipe acadêmica, com a colaboração dos professores da rede escolar.

A Secretaria de Educação aprovou o projeto, que foi inclusive mostrado a vereadores da região de Nazaré Paulista, local onde o trabalho foi realizado. Atingiu quase dois mil alunos e mais de cem professores e os resultados foram posteriormente avaliados indicando um sucesso significativo.

ProvocAção foi desenhado para que os usuários pudessem conhecer o que está acontecendo em Nazaré Paulista nas temáticas ambientais (água, lixo, esgoto e florestas urbanas), mas de forma integrada. Verificou-se que o jogo estimula o pensamento crítico e o exercício de cidadania, pois muitos passaram a refletir e agir para modificar suas condutas pessoais em relação às práticas socioambientais.

Sustentabilidade em Jogo: soluções para organizações e seus desafios na sustentabilidade

Comunicar sustentabilidade com todos os seus conceitos e valores, não é tarefa simples. O tema está cercado por uma série de jargões e teorias que, muitas vezes, ainda não conseguem dialogar com a prática diária das pessoas, seja em âmbito pessoal ou profissional. Em organizações, não é raro que, embora seus setores produtivos estejam engajados e já desenvolvendo projetos com olhar para a sustentabilidade, os demais colaboradores ou parceiros ainda não tenham internalizado tais práticas ou compreendam seu valor.

A ferramenta Sustentabilidade em Jogo foi idealizada pelo professor da Escas Marcos Ortiz. É um jogo de tabuleiro e cartas que tem a proposta de debater os assuntos mais importantes relacionados à sustentabilidade, analisando percepções e promovendo reflexões sobre o tema de maneira agradável e lúdica, de modo a facilitar o aprendizado e a retenção do conhecimento. Dentro do contexto inserido na realidade dos participantes, o jogo leva as pessoas a entenderem a importância da vida, gente, bicho e planta, mesmo que estejam distantes das grandes áreas florestais que abrigam espécies ameaçadas. Há incentivos, por exemplo, para que elas descubram animais também no ambiente urbano, além de tratar da complexidade dos temas que o termo representa.

A proposta é mobilizar a participação, desenvolvendo um senso de colaboração entre os jogadores para a compreensão e superação de obstáculos na implementação da sustentabilidade nos ambientes de trabalho e práticas diárias. O ponto alto do jogo são os momentos de desafios, quando as equipes buscam estratégias conjuntas para a resolução de problemas reais enfrentados pelas organizações e seus profissionais.

A iniciativa já foi aplicada a profissionais de organizações como bancos e cadeias de lojistas variados e teve boa acolhida, inclusive a repetição com equipes diferentes da mesma empresa.

Os resultados indicam maior interesse e disposição em adotar posturas e resolver problemas identificados dentro das instituições. O fato de haver chamadas posteriores para que seja aplicado a outras equipes mostra interesse e a possibilidade de um número maior de funcionários serem atingidos.

Considerações adicionais

Os jogos, sem dúvida, são ferramentas eficazes de aprendizado e de envolvimento dos participantes. Muitas vezes os temas são novos e complexos para aquele público e, por isso, ajudam na compreensão de forma lúdica e divertida.

No campo da educação ambiental, o jogo engloba todas as características que compõem seus objetivos, ou seja, ajudam a aumentar conhecimentos, revisar valores e exercitar reflexões que levem a escolhas conscientes, além de incentivar a participação em ações que transformam realidades.

Um dos pontos relevantes a ser lembrado é o valor da avaliação durante e depois dos jogos serem elaborados. O educador ou quem crie um jogo pode achar que a ferramenta é eficaz, mas não percebe nuances a serem melhoradas. Por isso, recomenda-se que além de questionários de avaliação, por exemplo, a observação seja feita atentamente para se monitorar o grau de interesse ou não em participar de cada etapa e quais os temas que são mais ou menos estimulantes. Além disso, a avaliação evita desperdício de tempo, recursos e energia, pois só se deve imprimir uma versão final do jogo e do material didático quando há indicações de que os objetivos estão sendo atingidos.

Os dois jogos do IPÊ aqui mencionados foram avaliados durante sua elaboração e mostraram que os participantes perceberam relevância nos temas propostos, inclusive indicando interesse na fauna brasileira. Jogos específicos direcionados a uma espécie ou a muitas podem contribuir para sua proteção, reafirmando a importância de cada ser na cadeia de vida do planeta. Esses são exemplos que ajudam a inspirar o desenvolvimento de estratégias que mais parecem brincadeiras, mas que são úteis na transmissão e absorção de conhecimentos que levem a posturas de valorização da vida e de como se envolver na resolução de problemas para melhor protegê-la.

 

 

Crianças e pais têm encontro marcado no próximo sábado, 27 de junho, às 15h, na Live Contação de Histórias, com base no livro “Brasileirinhos da Amazônia”. O evento online vai divertir e levar informação às crianças sobre os tesouros vivos da maior floresta tropical em extensão do mundo. A obra de Lalau e Laurabeatriz, publicada pela Companhia das Letrinhas, será contada por Kelly Orasi, do @conteboashistorias, no canal do Cinecultura https://www.youtube.com/cinecultura.

Essa é uma iniciativa do IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas, ONG que atua há mais de 28 anos pela conservação da biodiversidade brasileira. A parceria do Instituto com o Cinecultura é uma forma de popularizar ainda mais o tema entre o público amante da cultura, que já acompanha o canal, e levar uma atividade diferente para aqueles que já conhecem o trabalho do Instituto.

Além da história, quem assistir poderá conhecer um pouco mais do IPÊ e seus trabalhos, além de conferir também um bate-papo com um dos autores do livro, o poeta Lalau.

A Floresta Amazônica guarda entre suas árvores a maior reserva de biodiversidade do planeta. São incontáveis plantas, insetos e animais que vivem e mantêm viva a nossa grande floresta, do cachorro-do-mato-vinagre ao besouro-hércules. A contação de histórias ao vivo é indicada para crianças a partir de 4 anos.

Para não esquecer, inscreva-se no canal: https://www.youtube.com/cinecultura

DIA 27 DE JUNHO
SÁBADO!
15H00

 

 

De onde estiver, você pode contribuir com o plantio de árvores em áreas estratégicas de países em desenvolvimento, beneficiando a conservação da biodiversidade, as comunidades locais, o planeta e você mesmo. Isso tudo sem gastar nada! Apenas optando pelo Ecosia quando fizer buscas na internet: www.ecosia.com

Pesquisas dos usuários do Ecosia, mecanismo de pesquisa na internet desenvolvido como negócio social, já financiaram o plantio de 400 mil mudas nativas da Mata Atlântica no maior corredor reflorestado do Brasil, no Pontal do Paranapanema (São Paulo), o que representa uma área maior do que 250 hectares, ou 250 campos de futebol. 

O corredor está entre os destaques do IPÊ, dos tantos parceiros, apoiadores e financiadores que tornaram possível esse sonho. Em 2019, a Ecosia com sede em Berlim (Alemanha), também passou a fazer parte dessa história. E essa pode ser também a sua escolha! 

Pesquisa segura e com impacto socioambiental

A empresa reforça na página oficial que o foco do negócio social está no plantio de árvores e por isso não salva as pesquisas dos usuários, não rastreia os sites visitados, não vende os dados dos usuários para anunciantes e todas as pesquisas são criptografadas.

Pieter Van Midwoud, responsável pelos projetos apoiados pela Ecosia, visitou o Pontal do Paranapanema para conhecer de perto o projeto que conecta dois importantes fragmentos florestais: o Parque Estadual Morro do Diabo com a Estação Ecológica Mico-leão-preto.

“Eles estão desenvolvendo um Mapa de Sonhos de como eles querem essa área que concilia restauração florestal com a produção de agricultores. Isso é realmente uma forte visão e eu estou feliz de estarmos trabalhando juntos aqui, plantando as primeiras 400 mil árvores, mas quem sabe o que nós iremos fazer no futuro”. O plantio de árvores está no propósito da empresa - desde a fundação há 10 anos – como forma de contribuir com as florestas, o empoderamento das comunidades e o planeta. Os resultados obtidos com o Corredor beneficiam também a fauna local que inclui onças-pintadas, jaguatiricas e o mico-leão-preto. 

Na região do Pontal do Paranapanema, um hectare de floresta restaurada neutraliza aproximadamente 96 toneladas de carbono ou 340 toneladas de equivalente CO2. Isso significa que as 400 mil mudas da Ecosia vão neutralizar aproximadamente 19.200 toneladas de carbono ou 68.000 toneladas de equivalente CO2. 

Nos projetos do IPÊ, o alinhamento entre conservação ambiental e desenvolvimento social é uma constante. Diretamente, 35 famílias e 163 pessoas receberam treinamento em produção de mudas e prática de restauração florestal. O apoio da Ecosia representou ganho extra às 153 pessoas que produzem as mudas nos oito viveiros comunitários e também aquelas que plantam e acompanham o desenvolvimento das mudas durante três anos, até que as mudas tenham condição de enfrentar por conta própria as adversidades.

“Muito obrigado à Ecosia que está nos ajudando a consolidar uma parte do nosso mapa dos sonhos para concluirmos a principal conexão entre duas áreas remanescentes de oeste da Mata Atlântica”, afirma Laury Cullen Júnior, pesquisador do IPÊ e coordenador do projeto Corredores da Mata Atlântica. 

Confira o vídeo produzido pela Ecosia, que mostra alguns dos projetos apoiados pela empresa em todo o mundo, incluindo o projeto do IPÊ. 
https://youtu.be/MpAWfmOkuWg

O técnico de sistema de informações geográficas (SIG), Henrique Shirai, do IPÊ, está entre os sete finalistas da 2ª Edição do Prêmio MapBiomas, na categoria Geral, com o trabalho Dinâmica da conectividade da paisagem na Mata Atlântica. O produto foi apresentado como conclusão do Mestrado Profissional em Conservação da Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável, da ESCAS – Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade/IPÊ, em 2019.  O resultado do prêmio será divulgado em breve.

O Prêmio MapBiomas tem como objetivo premiar e estimular trabalhos que tenham contribuído para a produção de conhecimento sobre mudanças de cobertura e uso do solo no Brasil. Na pesquisa, Henrique avalia a evolução do estado de conectividade das paisagens da Mata Atlântica, identifica prioridades de restauração, compara as mudanças ocorridas após os intervalos de tempo, caracteriza a configuração da conectividade da paisagem e identifica tendências de incremento e decréscimo de conectividade.

“Através do cálculo do Índice Integral de Conectividade (IIC) para os fragmentos dos anos de 1987, 1997, 2007 e 2017, caracterizei a conectividade da paisagem do bioma, identificando áreas importantes para a restauração da conectividade, áreas fundamentais para sua manutenção e tendências nas suas fitofisionomias. Esse estudo mostrou uma análise capaz de nortear intervenções necessárias não apenas para a conservação da biodiversidade, mas fundamentais também para a sustentabilidade das sociedades humanas.”, explica Shirai.  

A partir da análise da configuração atual da conectividade da paisagem, Shirai identificou cinco áreas que devem ser consideradas como prioridades nas ações de restauração:
1. Região da Serra do Mar e Floresta de Araucária
2. Região das Florestas Costeiras da Bahia
3. Região das Florestas Costeiras nos estados do Espírito Santo e Rio de Janeiro e Florestas de Interior de Minas Gerais
4. Região das Florestas Costeiras de Pernambuco
5. Região das Florestas do Alto Paraná.

O estudo reforça que apesar das leis de proteção, o desmatamento continua acontecendo. Diante desse cenário, Shirai traz à tona a importância de estratégias com potencial de somar esforços para a conservação e restauração da Mata Atlântica, como a maior participação da sociedade civil, a criação de mercados e formas produtivas mais sustentáveis e o desenvolvimento de mecanismos de incentivos viáveis a preservação. Shirai pontua como exemplo o sucesso de casos em que a integração econômica e ambiental de agricultura agroflorestal e instrumentos de pagamentos por serviços ambientais resultaram em melhora na conservação.  

Confira aqui o trabalho