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O Instituto C&A, parceiro do IPÊ no projeto Costurando o Futuro, está disponibilizando o recurso de 7,5 mil reais para a sustentabilidade financeira da iniciativa nos próximos dois meses (abril e maio). Em decorrência da pandemia Covid19, as atividades do grupo de mulheres bordadeiras de Nazaré Paulista estão impactadas, com redução da produção e das vendas.

“Estamos felizes em fortalecer nossa parceria neste momento incomum que estamos enfrentando neste momento no mundo todo”, enviou em nota, o Instituto.

“Somos muito gratos ao Instituto C&A. É importante que, neste momento de crise, as Organizações da Sociedade Civil possam contar ainda mais com seus parceiros para superar seus desafios. Especialmente em projetos que incentivam o empreendedorismo social, que estão sendo bastante impactados. O apoio de empresas e de toda a sociedade é fundamental agora”, comenta Andrea Peçanha, coordenadora da Unidade de Negócios do IPÊ.

Confiança. Essa é a palavra que resume o resultado de mais um "Encontro de Saberes" realizado desta vez na comunidade Tambaquizinho, na Reserva Biológica (Rebio) do Abufari, no Estado do Amazonas, ainda em fevereiro.

O evento reuniu 44 pessoas entre monitores, representantes do ICMBio, IPÊ, INPA e UFAM. Também participaram comunitários de mais três comunidades: Macapá, Tauamiri e Fazenda.

Foi um momento muito importante para ouvir as dúvidas, os desejos e até mesmo críticas sobre a atuação de instituições e pesquisadores na região. O diálogo estabelecido no encontro resultou em um ambiente muito favorável para a continuidade dos projetos de automonitoramento da pesca e do PELD/DIVA - Pesquisas Ecológicas de Longa Duração, que avalia a dinâmica da diversidade de peixes.

“Sinto que agora os comunitários entenderam realmente a importância das pesquisas, do monitoramento, pois mostramos a eles os resultados e discutimos formas de melhorar a pesca. Foi um momento de descobertas e de estabelecimento de uma relação ainda maior de confiança”, comenta Marcela Juliana Albuquerque, pesquisadora do IPÊ.

Esse sentimento está expresso na fala de Raimundo Vieira, da comunidade Fazenda. “A gente ajuda a conservar, porque sabe o que pode e não pode. Temos que deixar isso tudo para os filhos e netos”, disse.

Já Pedro Farias, da Comunidade Tambaquizinho revela que tem monitorado porque quer melhorias. “Porque dentro da reserva tem área de proteção e área que podemos usar, então eu quero poder pescar e chegar em casa tranquilo”.

O que é o encontro de saberes - O Encontro de Saberes tem se revelado uma experiência muito rica e tem aumentado o interesse das comunidades na luta pela conservação da biodiversidade. Os encontros de saberes oferecem aos pesquisadores, monitores e gestores, um diálogo entre eles para que cada um, com o saber que possui, com a sua experiência, com sua vivência no monitoramento, dialogue olhando para a biodiversidade a partir da lente da ciência, no caso dos pesquisadores; jurídico-administrativa, no caso dos gestores; e da lente do conhecimento tradicional e da sua experiência vivencial, no caso dos monitores.

A atividade faz parte da parceria entre IPÊ e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), por meio do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Amazônica (CEPAM), que faz parte do Programa Nacional de Monitoramento da Biodiversidade (MONITORA), Subprograma Aquático Continental.

A iniciativa faz parte do projeto de “Monitoramento Participativo da Biodiversidade em Unidades de Conservação da Amazônia”, desenvolvido pelo IPÊ em parceria com o ICMBio, com apoio de Gordon and Betty Moore Foundation e USAID.

Obs.: Em virtude da pandemia de Covid-19, as atividades presenciais do projeto estão suspensas desde o dia 10 de março. Continuamos a prestar atendimento às comunidades de maneira remota.

 

Mais de 500 profissionais já ampliaram as oportunidades no mercado de trabalho e aperfeiçoaram as pesquisas desenvolvidas, por meio do domínio das principais ferramentas de bioestatísticas.  A próxima edição do Programa R para Biologia da Conservação 100% online terá início no próximo dia 10 de abril, com o professor Marcos Vidal, referência no assunto. A iniciativa é uma parceria da ESCAS/IPÊ – Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade com o Bocaina – Biologia de Conservação. 

No Programa dividido em seis módulos, de 10 semanas, o participante terá conhecimento prático sobre: Elementos Básicos de Bioestatística; Coleta de dados e delineamento amostra; Testes de hipótese; Principais testes de hipóteses usados em biologia; Elementos de estatística multivariada; Análise de biodiversidade; Análise espacial e SIG no R. 

O método do professor Marcos tem reapresentado a estatística como grande aliada das pesquisas. Simone Benedet, que realizou o curso durante o doutorado de Ecologia, conta como o Programa transformou desafios em oportunidades reais.

“Fiz o Programa R na primeira edição em 2015 e costumo dizer que ele mudou minha vida profissional. Brinco com o antes e o depois do R... Eu tinha muito medo do R e muito medo de estatística. Me achava incapaz de aprender e já no segundo módulo estava sem medo e consegui desenvolver os gráficos mais elementares que eu precisava para as análises exploratórias e ao final do curso eu já estava gostando do programa! Isso era uma coisa que jamais imaginaria, eu dizia para todo mundo que jamais iria gostar deste programa e hoje eu adoro mexer no R, me sinto segura e muito capaz”, comenta. 

A parceria entre a ESCAS e a Bocaina Biologia de Conservação está no quinto ano e segue com essa turma para última edição deste ciclo. 

Programa R para Biologia da Conservação
100% online
Professor Marcos Vidal
Início: 10 de abril
Investimento: 6x de 165,50 sem juros

Garanta já sua participação: http://biologiadaconservacao.com.br/carrinho-r-7
No link do curso é possível conferir mais de 10 depoimentos de alunos

 

Considerando os potenciais riscos de transmissão de coronavírus (SARS-CoV-2) aos primatas não humanos, seguindo as recomendações emitidas em 25 de março de 2020 pela Sociedade Brasileira de Primatologia e outras instituições especialistas em primatas, e visando reduzir o risco de introduzir ou expor os primatas com os quais desenvolvemos pesquisas a esse novo vírus, as atividades de campo do Programa de Conservação do Mico-leão-preto/IPÊ estão suspensas por tempo indeterminado.

A equipe segue trabalhando com as atividades que não exigem presença em campo ou contato com os micos.

 

Os projetos do IPÊ estão atentos às necessidades de prevenção do Covid-19 junto às comunidades tradicionais e populações indígenas na Amazônia, onde realizamos projetos.

Desde o dia 13 de março, nossas operações estão suspensas até o final do mês de abril, mas o atendimento às comunidades não. No projeto Monitoramento Participativo da Biodiversidade, que acontece em 17 Unidades de Conservação da Amazônia, continuamos prestando assistência às comunidades, gestores e monitores de maneira remota. Enquanto isso, nossa equipe segue com o planejamento das atividades a serem realizadas após o período de quarentena.

Saiba mais sobre o Monitoramento Participativo da Biodiversidade.