Últimas Notícias

Card1O Jogo da Memória “Nossos Bichos”, produzido pela Leiturinha e Editora MOL, em parceria com o IPÊ, já está entre os produtos comercializados na Banca do Bem, da Loja Leiturinha. São 20 cartas ilustradas com dez animais da fauna brasileira ameaçados de extinção que formam pares:  um adulto e um filhote. Brincando, as crianças e a família vão conhecer curiosidades sobre os animais representados, entre eles a anta-brasileira, o mico-leão-preto e o peixe-boi da Amazônia.

Essa é uma forma de levar educação ambiental e também de fazer com que mais pessoas possam conhecer e valorizar a fauna brasileira, incluindo animais dos seis biomas. O material teve redação e criação da equipe da MOL, com suporte técnico do IPÊ para a escolha das espécies retratadas.

Ao adquirir o Jogo da Memória “Nossos Bichos”, você também contribui com a conservação da biodiversidade, já que 20% do valor, descontado o custo de operação, se transforma em doação para o IPÊ. 

Em um primeiro momento, no mês de junho, o Jogo da Memória foi enviado como brinde aos assinantes do Leiturinha, clube de livros infantis. Até o momento, a renda obtida com a venda do jogo para o Leiturinha gerou R$ 16 mil em doação para o IPÊ. Esse valor será aplicado no fortalecimento da instituição, que trabalha há quase 30 anos com o tema na Mata Atlântica, Amazônia, Pantanal e Cerrado.

Prazo do TDR prorrogado para 10 de agosto. Contratação de Prestação de Serviço Pessoa Jurídica (PJ) para apoiar os trabalhos de educação e comunicação de projeto no estado do Espírito Santo, de acordo com planejamento e implementação dasatividades, em quatro assentamentos rurais nos municípios de Alto Rio Novo e Águia Branca.

O projeto “A educação como agente de mudanças: agroecologia, participação e sustentabilidade para assentamentos rurais e instituições na bacia do rio doce” é uma iniciativado IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas, por meio de sua escola, a ESCAS – EscolaSuperior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade, que conta com o financiamento da Fundação Renova.

Confira NOVO TDR AQUI

Prorrogado o TDR até 10 de agosto: Contratação de prestação de serviços pessoa jurídica (PJ) para apoiar o planejamento e realizar a implementação de atividades de agroecologia e conservação ambiental para oprojeto em quatro assentamentos rurais nos municípios de Alto Rio Novo e Águia Branca, ambos no Estado do Espírito Santo.

O projeto “A educação como agente de mudanças: agroecologia, participação e sustentabilidade para assentamentos rurais e instituições na bacia do rio Doce” é uma iniciativado IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas, por meio de sua escola, a ESCAS – EscolaSuperior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade, que conta com o financiamento daFundação Renova.

Confira novo TDR

A troca de experiência com pesquisadores do IPÊ marcou as duas Resoluções de Desafios propostas aos alunos da Pós-graduação em Gestão de Negócios Socioambientais, da ESCAS-IPÊ, nos meses de maio a julho, durante o último módulo do curso. 

PONTAL“Trouxemos para os alunos desafios reais enfrentados pelos pesquisadores do IPÊ em dois projetos: o Semeando Água, realizado no Sistema Cantareira (SP e MG) e o Corredores de Vida, no Pontal do Paranapanema (SP)”, afirma Eduardo Badialli, coordenador da Pós-graduação em Gestão de Negócios Socioambientais, da ESCAS – Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade do IPÊ. 

A Resolução de Desafios é uma atividade didático-pedagógica com objetivo de avaliar os alunos quanto à aplicação prática dos conhecimentos das disciplinas diante de desafios reais. “A expectativa é proporcionar aos alunos a experiência de consultores dos projetos”, destaca Rosa Maria Fischer, coordenadora do CEATS-USP – Centro de Empreendedorismo e Administração em Terceiro Setor, que desenvolve a orientação pedagógica do curso. 

A equipe da ESCAS-IPÊ reservou dois dias de aula para cada projeto com intervalo de três semanas. No primeiro encontro, os pesquisadores apresentaram o panorama do projeto, seguido dos desafios com conversas para esclarecimento de dúvidas. No segundo encontro, três semanas depois, os alunos trouxeram os planos/propostas para responder aos desafios. E mais uma vez tiveram a oportunidade de trocar experiências e insights com os pesquisadores. 

Desafios do Semeando Água

A equipe do Projeto coordenado por Alexandre Uezu trouxe para a turma desafios relacionados ao ganho de escala na implementação de sistemas produtivos, fomento ao empreendedorismo sustentável, comercialização estratégica e ampliação do número de atores sociais/apoiadores. 

O grupo 1 apresentou planejamento que alinha a implementação de sistemas produtivos com instrumentos econômicos, como as Certificações de Carbono e de Biodiversidade e os PSA - Pagamentos por Serviços Ambientais. Já o grupo 2 desenvolveu plano com exemplos de iniciativas que têm potencial de contribuir com o ganho de escala, por meio do fortalecimento da sustentabilidade financeira. 

Para promover o desenvolvimento econômico sustentável com estímulo ao empreendedorismo, o grupo 3 propôs o uso de metodologias de Oficinas de Futuro e da Cartografia Social para avanços nas áreas de Inovação, Comercialização, Capacitação e Cultura. Já o grupo 4 desenvolveu estudo com estratégias de comercialização divididas em: Distribuição de cestas, Programas de Governo, além de via Associações/Cooperativas. Os alunos também trouxeram para a equipe do projeto contribuições voltadas ao Fortalecimento das Redes de Comercialização.  

Alexandre Uezu, coordenador do Projeto Semeando Água, destaca que as perspectivas dos alunos reforçam os próximos passos do projeto e trazem também novas oportunidades. “Só tenho a agradecer pelo empenho dos quatro grupos que entenderam os desafios da região. Eles realmente entraram de cabeça nas provocações. Já estávamos pensando em algumas das questões levantadas pelos alunos e os trabalhos fortalecem essas necessidades. Ao mesmo tempo, eles também apresentaram propostas com contribuições valiosas”. 

Também participaram da Resolução de Desafios junto com Uezu:  Andrea Pupo, coordenadora de educação ambiental do projeto, Simone Tenório, coordenadora de Políticas Pública e Cibele Quirino, à frente da área de Comunicação do projeto.

Desafios Corredores de Vida 

Laury Cullen Jr., pesquisador do IPÊ, que coordena o projeto Corredores de Vida, realizado no Pontal do Paranapanema (SP), provocou a turma com os desafios da restauração florestal alinhada à gestão dos créditos de carbono.

O grupo 1 desenvolveu matriz para analisar os potenciais riscos inerentes à obtenção de créditos de carbono, tendo em vista decisões estratégicas para a operação. O grupo 2 apresentou reflexões sobre a jornada das empresas que estabelecem net zero e também quanto à importância de ir além das compensações via compra crédito de carbono com benefícios sociais e ambientais.

“Fiquei tocada pela profundidade das análises e pela assertividade com que apresentaram os trabalhos”, comenta Rosa Maria Fischer. O pesquisador do IPÊ concorda com a coordenadora do CEATS-USP. “Quero dar os parabéns ao grupo. As discussões realizadas nos dois dias foram produtivas para a turma, mas também para quem está no dia a dia do projeto”, comenta Laury que contou com a companhia de Ricardo Gomes César, pós-doutorando que realiza estudos sobre Carbono na região e de Laion Pazian, economista da Biofílica, empresa que desenvolve e realiza a gestão e a comercialização dos créditos de carbono no projeto.  

Badialli, coordenador da Pós-Graduação, destaca a pluralidade de formações como uma característica importante para as discussões da turma. “É sempre muito interessante notar como cada aluno articula o conteúdo das aulas com a própria experiência. A diversidade tanto de formações quanto de experiência dos alunos agrega muito às discussões do curso”. 

 

Conheça a opinião dos alunos 

Semeando Água 

“Gostei de ver o quanto as soluções foram complementares, elas tangenciaram vários pontos em comum”, Stephanie Bradfield, analista de inovação.

“Foi muito rico. Criar soluções não é o mais difícil, precisamos realmente pensar em soluções que entreguem resultados para aquela realidade”, Thaisa Frutoso, gerente de marketing.  

“Fiquei muito entusiasmado com o projeto e também indignado. Deveria haver um compromisso efetivo da região beneficiada pela água do Cantareira. As pessoas abrem a torneira, mas não sabem o significado da água, tudo o que está relacionado para que a água chegue até ali”, Renato Moreira, administrador de empresas. 

Corredores de Vida 

“Foi enriquecedor entender o quão complexo é fazer o desenho de um projeto de carbono. Propor algo que realmente seja interessante para todos os envolvidos”, Tarcísio da Silva Santos Júnior, biólogo com mestrado e doutorado em Ecologia. 

“Trata-se de uma solução que se enquadra para qualquer proprietário, é possível desenhá-lo de acordo com os interesses de cada um”. Ana Beatriz Tukada de Melo, engenheira florestal. 

“Notar as diferentes visões dos grupos, diante do mesmo desafio, é algo bem interessante, gostei muito dessa metodologia”, Camila Rodriguez, engenheira ambiental.    

A busca de informação sobre os caminhos para se estimular produções sustentáveis levou o engenheiro agrônomo Ricardo Gomes ao Mestrado Profissional da ESCAS-IPÊ. Ele também chegou à gerência do programa Desenvolvimento Territorial do sul da Bahia, do Instituto Arapyaú, parceiro da ESCAS no Mestrado Turma Bahia.  

“Entrei no Mestrado Profissional para me aperfeiçoar, conhecer as oportunidades para trabalhar com produtores rurais, tornando o campo viável e despertando assim o interesse desse público em permanecer na região. Entendi que a proposta do Mestrado - Conservação Ambiental com Desenvolvimento Sustentável - poderia me ajudar a aprofundar meus conhecimentos e ampliar meu repertório”, conta Ricardo, que na época atuava como coordenador do Cacau para Sempre, uma política pública do estado da Bahia, desenvolvida pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento e Integração Regional (Sedir). 

Oportunidade profissional

No início do Mestrado, em 2014, Ricardo participou de um processo seletivo do Instituto Arapyaú e conseguiu a oportunidade de analista. “O Arapyaú estava iniciando a agenda de apoio às cadeias produtivas sustentáveis, com cacau, silvicultura tropical e turismo associado à experiência. Além de uma quarta frente de fomento ao empreendedorismo comunitário”.

Ricardo relata que na época já conhecia a cadeia produtiva do cacau e ampliou o conhecimento sobre as demais frentes durante o Mestrado. “Por conta do trabalho desenvolvido no estado da Bahia e também pela minha família que está na terceira geração de produtores de cacau, eu já conhecia com certa profundidade essa cadeia produtiva. Como o Arapyaú já contava com a agenda de silvicultura tropical, aproveitei para desenvolver como trabalho de conclusão de curso um Guia Prático de Silvicultura Tropical para o Sul da Bahia e assim ampliar meus conhecimentos”.

Estratégia

O dia a dia no Instituto Arapyaú e o avanço das aulas do Mestrado reforçaram para Ricardo a importância da articulação para o desenvolvimento territorial. “O entendimento da potência do trabalho em rede veio a partir do Mestrado e do trabalho no Arapyaú. Tive um amadurecimento muito forte dessa compreensão. Até então, eu tinha no histórico passagem por multinacional, empresa familiar, a vivência como produtor rural, experiência em governos municipal e estadual, mas no terceiro setor isso é muito mais forte. Todo conhecimento assimilado, adquirido no Mestrado, eu usei muito no Arapyaú e uso até hoje.”

Liderança

Um ano depois, em 2015, Ricardo assumiu a gerência da área e desenvolveu a estruturação de um programa para o território. “Começamos a ter também um olhar de planejamento sobre as melhores tomadas de decisão para alavancar as propostas. É outra instância de responsabilidade, de olhar estratégico e de ampliação de rede, o que tem muito valor”. A equipe também cresceu. Quando Ricardo começou como analista no Arapyaú ele contava com um gerente na área. Atualmente, a equipe que ele coordena conta com três analistas. “Um desses profissionais atua no âmbito da economia do cacau, o outro é um especialista em educação e um terceiro profissional está em um projeto ambicioso de articulação com diversos atores sociais – um projeto de desenvolvimento regional do território apoiados pelo Arapyaú”. 

Na prática

O aumento da renda está entre os resultados obtidos pelos produtores rurais beneficiados pelas ações do Instituto. “Seja pelo incremento de produtividade, a partir de práticas sustentáveis, seja por oportunidades que articulamos na avaliação do cacau de qualidade, não apenas a venda, mas a relação com os centros de inovação do cacau, por exemplo. Quando pequenos produtores são incluídos no mercado de cacau de alto valor agregado, a remuneração pode chegar acima de 150% do valor da commoditie. Na média, o aumento é de 70% de agregação de valor.  Esse resultado pode ser atingido em três meses, seis meses ou em um ano – depende muito do perfil de quem está trabalhando”, explica o gerente do Programa e egresso da ESCAS.

Na esfera da educação, o Instituto também contribui com a educação pública. “Notamos melhora significativa nos dois municípios em que desenvolvemos ações - Una e Uruçuca, na Bahia. Atuamos com a formação de professores e acompanhamos o rendimento em sala”, explica Ricardo. Os dados registrados pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2019, divulgados em setembro de 2020, estão no Relatório 2020 do Instituto Arapyaú.  O município de Una/BA aumentou em 0,5 a pontuação no Ideb de 2019 e alcançou a meta determinada para o município de 4,8 pontos nos anos iniciais do Ensino Fundamental.  Enquanto Uruçuca avançou 0,6 ponto no índice e ficou com 4,2 – a 0,1 de alcançar a meta de 2019 (de 4,3 pontos). Segundo o Relatório do Instituto, no estado da Bahia, apenas 22% dos municípios apresentaram evolução no índice igual ou superior aos municípios de Una e Uruçuca.