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Dias 20 e 21 de agosto, em Brasília, acontece a oficina de encerramento do componente de Parceira em Rede do projeto Motivação e Sucesso na Gestão de Unidades de Conservação (MOSUC). Um arranjo construído nos últimos dois anos que envolveu 30 unidades de conservação, incluindo dois núcleos de gestão integrada e uma unidade especial avançada.

O projeto contou com a colaboração de 12 instituições locais e mais de 50 colaboradores de apoio à gestão, abrangendo uma área de quase 29 milhões de hectares em unidades de conservação nos estados de Roraima, Amazonas, Amapá, Pará, Mato Grosso, Rondônia e Acre. “Um imenso território que abriga uma diversidade proporcional e permite dizer que há muitas amazônias dentro da Amazônia. Este encontro em Brasília representa o fim de um ciclo, mas o sentimento é de alegria, de dever cumprido e de celebração. Todos nós que passamos por essa experiência estamos mais preparados para enfrentar os desafios que estão por vir. Essa rede nos tornou mais fortes. Temos muito o que agradecer aos gestores, às instituições colaboradores locais que confiaram no trabalho do IPÊ e na nossa proposta de construção de parceira em rede”, afirma Angela Pellin, coordenadora de projetos do IPÊ.

A Oficina também será um momento de reflexão sobre os resultados obtidos, refletir sobre os aprendizados, trocar experiências e de construção coletiva dos sonhos em comum das instituições envolvidas nas unidades de conservação. O MOSUC mostra com resultados que o trabalho em rede fortalece as relações institucionais, potencializa ações no território, permite ampliar a escala e envolve as comunidades locais no entendimento e reconhecimento das comunidades em seus territórios, complementa Fabiana Prado, cdo núcleo de articulação institucional do IPÊ.

Esta atividade é desenvolvida pelo IPÊ em parceria com o ICMBio, com apoio de Gordon and Betty Moore Foundation. Confira mais sobre os resultados do MOSUC no relatório de atividades.

 

O IPÊ é um dos participantes convidados do Fórum Sul-americano de Conservação da UICN - União Internacional para a Conservação da Natureza, que acontece até 14 de agosto, em Ciudad del Este, Paraguai.

Membros da UICN, representantes das comissões de especialistas, do secretariado e diferentes atores regionais reúnem-se para conhecer os avanços alcançados no contexto do programa atual da organização e os principais impactos nas políticas públicas voltadas à conservação. Cerca de 100 participantes debatem os pontos principais da agenda pós 2020, assim como os compromissos assumidos em 2016 (durante o Congresso Mundial da Natureza) e os avanços da agenda ambiental.

Angela Pellin, coordenadora de projetos do IPÊ, e Marcos Tito, da UICN, fizeram uma palestra sobre as Outras Medidas Efetivas de Conservação Baseadas em Área (OMECs), criadas para responder às necessidades da Parceria Global para o Alcance da Meta 11 de Aichi e da Aliança Latino-americana para o fortalecimento das áreas protegidas. As OMECs são estratégias a serem contabilizadas como ações para redução da perda de biodiversidade.

"As OMECs são importantes pois na América do Sul existem muitas iniciativas que apoiam a conservação da biodiversidade mas não são reconhecidas como áreas protegidas. Essas iniciativas não têm sido contabilizadas no alcance das Metas Aichi e não contam com bases de dados que reúnam essas informações. Entender melhor essas áreas e sua governança é fundamental para pensar em estratégias de fortalecimento e conservação integrada", afirma Angela. Segundo ela, alguns exemplos são o grande número de reservas privadas ou de áreas de conservação municipais e locais que existem na América Latina que ainda não compõem os sistemas oficiais de áreas protegidas. "As OMECs também permitem maior criatividade nas estratégias de conservação e valorizam iniciativas não governamentais feitas por proprietários privados, comunidades locais, indígenas entre outros", defende.

Realizado a cada quatro anos, o Fórum Sul-americano de Conservação é uma etapa importante na construção do programa quadrienal da UICN e para discutir as prioridades regionais para que a organização siga cumprindo seu papel e liderança como a maior e mais diversa rede ambiental do mundo.

As instituições que subscrevem este documento reforçam a importância do Fundo Amazônia para programas, projetos e atividades de conservação da floresta e interiorização do desenvolvimento sustentável em localidades remotas e com populações vulneráveis na Amazônia e com benefícios para todo o Brasil. Portanto, o Fundo Amazônia deve ser defendido por todos nós.

A Amazônia ocupa a maior parte do território nacional e é lar de 30 milhões de pessoas. Porém todos nós brasileiros dependemos deste que é o maior bioma do mundo. O território é bem diverso e complexo: há produtores de grande e médio portes, agricultores familiares, ribeirinhos, extrativistas e povos indígenas. Em comum entre eles, existe o desafio de manejar os recursos naturais para geração de renda e negócios, tanto para fins privados quanto comunitários e coletivos.

O que os diferencia, porém, é a forma de lidar com esse ambiente. Porque a Amazônia se impõe às decisões que cada um toma em seu dia a dia: se, para alguns, a floresta é um obstáculo para o desenvolvimento, para muitos ela é a base de sua vida e, como tal, deve ser conservada e manejada de maneira sustentável.

Nesse sentido, os recentes debates sobre o Fundo Amazônia, ainda que equivocados, geram ocasião para analisar os seus impactos sobre a conservação da floresta e o desenvolvimento de cadeias produtivas, assim como são uma oportunidade para a sociedade brasileira ter contato com temas relacionados ao desenvolvimento sustentável da Amazônia.

Ações de comando e controle são o primeiro passo nesse sentido e foram implementadas pelo Governo Brasileiro anos atrás -- que resultou na queda significativa do desmatamento entre 2004 e 2015. Entretanto essas ações têm limitação de eficácia; portanto é preciso programas e projetos estruturantes para a promoção de uma nova agenda de desenvolvimento para a região, com inclusão social e produtiva.

Hoje o Fundo Amazônia financia 103 projetos implementados por órgãos governamentais (38), instituições de pesquisa (6), organizações da sociedade civil (58) e organismo internacional (1). Dos R$ 1,8 bilhões comprometidos pelo Fundo Amazônia, órgãos públicos (federal, estadual e municipal) representam 60% e organizações da sociedade civil pouco menos de 37%. Tais projetos são analisados tecnicamente por uma equipe de profissionais do BNDES. A aprovação desses projetos se dá por meio de um processo técnico, objetivo e transparente. Todos os projetos tiveram que desenvolver argumentos e lógicas de intervenção baseadas nas estratégias e eixos temáticos definidos pelo Governo Brasileiro (por meio do Fundo Amazônia e o Ministério do Meio Ambiente) e integradas às políticas públicas municipais, estaduais e federais.

Nos últimos dez anos, as instituições signatárias desta carta trabalham e promovem:

  • O apoio de mais de 3 mil projetos e empreendimentos de geração de renda sustentável tomaram corpo e entregaram resultados;
  • Retorno de R$ 26 milhões foram obtidos pela comercialização de produtos sustentáveis de base florestal;
  • A valorização da agricultura familiar, com mais de 15 mil famílias, fomentando o uso do solo sustentável;
  • A realização de quinze feiras de produtos sustentáveis, que aproximaram quem produz de quem consome, aumentando a segurança alimentar, a diversificação de cardápio dinamizando a economia da Amazônia;
  • A estruturação e fortalecimento de Rede de Sementes nativas envolvendo 700 coletores, gerando R$ 2 milhões em renda e contribuindo com a restauração de 6 mil hectares;
  • Apoio à conservação de 100 milhões de hectares com ações de empoderamento e capacitação para geração de renda com as populações que ali vivem;
  • Redução de desmatamento em 67% nas taxas de desmatamento (2000-2017) em unidades de conservação estaduais no Amazonas atendidas.

Os efeitos positivos dos projetos executados têm impactos além das datas de suas respectivas conclusões: tal qual uma pedra jogada num lago, elas inspiram outros públicos a seguir o mesmo caminho sustentável, além de promoverem a economia local em médio e longo prazos. O desafio está longe do fim e é preciso integrar programas, projetos e ações de todos os setores para que o objetivo final do Governo Brasileiro, e de todos os cidadãos do planeta, seja alcançado: conservação plena da Amazônia para continuidade do fornecimento de serviços ambientais (água, regulação climática), produtos da floresta (açaí, copaíba, farinha de mandioca, Pirarucu etc.) e a valorização dos povos da floresta e seus conhecimentos.

Subscrevem à esta carta as seguintes organizações não-governamentais (em ordem alfabética):

Fundação Amazonas Sustentável (FAS)

Instituto Centro de Vida (ICV)

Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Conservação da Amazônia (IDESAM)

Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (IMAFLORA)

Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM)

Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPE)

Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (IMAZON)

Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB)

Instituto Ouro Verde (IOV)

Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN)

Instituto Socioambiental (ISA)

Operação Amazônia Nativa (OPAN)

 

O IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas leva à UMAPAZ, durante a Virada Sustentável, um dia inteiro de atividades gratuitas para quem quer saber mais sobre nossos desafios socioambientais. Venha passar um dia divertido e de muito aprendizado.

Dia 24 de Agosto, a partir das 10h
UMAPAZ
Av. Quarto Centenário, 1268 - Vila Mariana, São Paulo 

1 - Game Sustentabilidade em Jogo: o Sistema Cantareira na sua vida
10h00

Em São Paulo tratar de sustentabilidade passa necessariamente pela questão do Sistema Cantareira que responde pelo abastecimento de água de 7,6 milhões de pessoas na capital e na região metropolitana de São Paulo.
A água do Sistema Cantareira é destinada para o abastecimento de moradias e de empresas da região metropolitana de São Paulo, além das regiões de Campinas e de Piracicaba.

Embora seja enorme em capacidade, o sistema está longe da sua plena capacidade e a população ainda sofre grandes riscos de escassez de água. Com o jogo, será possível para os participantes conhecerem a realidade deste sistema de abastecimento, seus desafios, e propor soluções. Além disso, é uma maneira para que, mesmo aqueles que não utilizam desta água no seu dia-a-dia, compreendam o processo de produção e distribuição da água nas cidades e, claro, despertar a consciência para seu melhor uso. 

O jogo é aberto à participação de jovens a partir de 15 anos e adultos interessados no tema.

2 - Negócios Socioambientais: Palestra e roda de conversa
13h00

Nesta roda de conversa, teremos a palestra Negócios Socioambientais de Sucesso, com o empreendedor Fabio Takara, seguida de uma discussão com os participantes sobre como é possível gerar impacto positivo na sociedade por meio de um negócio socioambiental. Fabio é formado no MBA Gestão de Negócios Socioambientais do IPÊ e fundador da Firgun, uma startup que mescla crédito acessível a microempreendedor e investimento para pessoa física. Após palestra, os interessados poderão saber mais sobre o curso e como participar.

3 - Game Sustentabilidade em Jogo: a Amazônia também fica em São Paulo 
14h30

O que a cidade de São Paulo tem a ver com a Amazônia? Neste jogo os participantes vão entender a conexão entre o maior bioma do Brasil e o seu cotidiano. A cada passo no jogo de tabuleiros, serão desafiados a descobrir um sabor, um cheiro, uma planta ou animal da Amazônia, mas também desafiados a soluções para que os recursos naturais da Amazônia sejam conservados. O jogo também pretende mostrar para os participantes a riqueza dos povos que vivem ali na floresta e as inovações que essa área tão relevante pro país e para o mundo trazem para as populações.

O jogo é aberto à participação de jovens a partir de 15 anos e adultos interessados no tema.