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WhatsApp Image 2021 12 27 at 17.19.14O IPÊ lamenta profundamente a morte de Edward Wilson, um dos maiores cientistas e naturalistas e amantes da natureza, considerado o “herdeiro” de Darwin. Wilson se especializou em formigas, muito devido a um acidente que sofreu quando jovem que o dificultou a visão, mas que superou brilhantemente pela paixão que adquiriu por criaturas pequenas. Geneticista e evolucionista, escreveu mais de 30 livros, alguns dos quais provocativos por irem contra a corrente de pensamentos estabelecidos e pela ousadia de juntar campos como ciência e religião.

Um de seus livros, Biodiversidade, foi traduzido por Carlos Penna, na época Conselheiro do IPÊ, e contou com apresentação do Claudio Padua (um dos fundadores do IPÊ). Carlinhos, como carinhosamente o chamávamos, também não mais está entre nós. 

O IPÊ agradece ao Wilson, ao Carlinhos e a todos que dedicam suas vidas à valorização e à proteção da vida na Terra.

(Foto de capa: Reuters/Gretchen Erti)

thomas lovejoy e suzana e cpQuando um conservacionista morre, o planeta perde um defensor. No caso de Tom Lovejoy, o Brasil o tinha como ferrenho amante do país, em especial da Amazônia. Para quem ama a natureza dói na alma saber que não mais está entre nós.

Durante anos eu, Suzana, convivi com Tom nas avaliações dos candidatos a bolsas de doutorado do programa do WWF - Russell E. Train Education for Nature. Sempre ponderado e com argumentos claros e sensíveis, defendia seus pontos de vista sobre um ou outro estudante de diferentes partes do mundo. Além disso, claro, vários de nós o encontramos inúmeras vezes em eventos no Brasil e mundo afora. 

Na foto que publicamos estão (da esquerda para a direita), eu, Suzana Padua, Avecita Chicchon, Tom Lovejoy, Marianne Schmink, Connie Campbell e Claudio Padua em um encontro sobre a Amazônia realizado na Universidade da Flórida. Que bom que temos essas lembranças memoráveis em sua companhia.

Vá em paz, Tom! Sua contribuição ficará para sempre em nossos corações. Seu legado é imenso e só temos a agradecer por tudo o que fez pela proteção da riqueza natural do planeta Terra. 

Suzana Padua e IPÊ

 

Lideranças de assentamentos localizados em Teodoro Sampaio, Mirante do Paranapanema e Euclides da Cunha Paulista, no extremo Oeste do estado de São Paulo participaram da capacitação “Execução das Atividades de Capacitação para Comercialização”, na segunda quinzena de novembro, no escritório do IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas, em Teodoro Sampaio.

A capacitação teve como objetivo contribuir para comercialização de produtos dos SAFs – Sistemas Agroflorestais na região. Trata-se de uma ação que integra o Projeto de Desenvolvimento Rural Sustentável – Microbacias II – Acesso ao Mercado (PDRS) vinculado à Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente (SMA), com recurso do Fehidro - Fundo Estadual de Recursos Hídricos.

Ministrada pelos técnicos Josenilton Xavier do Amaral e Natália Capellin, da Amater - Cooperativa de Trabalho e Assessoria Técnica, Extensão Rural e Meio Ambiente, a iniciativa teve como resultado prático o desenvolvimento conjunto de uma matriz estratégica para comercialização dos produtos dos SAFs com os supermercados locais e regionais.  A matriz tem como base o Business Model Canvas, ferramenta de planejamento estratégico, que permite desenvolver e esboçar modelos de negócios novos ou existentes.

Para Zilma da Silva, agricultora e presidente da Associação Nova Esperança, de Euclides da Cunha Paulista, a capacitação foi positiva e reativou a pretensão de comercializar os produtos do SAF. “O curso me encheu de esperança”, revela.

Os participantes têm o compromisso de multiplicar as informações para os demais agricultores familiares que são beneficiados pelo Projeto de Desenvolvimento Rural Sustentável – Microbacias II – Acesso ao Mercado (PDRS) vinculado à Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente (SMA).

Amaral, técnico da Amater, ressalta que a logística é um gargalo a ser resolvido e destaca o potencial do fortalecimento e da aliança entre as associações. “O importante é a união para buscar alternativas, como entregas em conjunto, por exemplo, com potencial de trazer melhorias para todos”, afirma.

Aline Souza, técnica do IPÊ, reforça os SAFs como aliados do desenvolvimento sustentável. “Vejo o SAF com um sistema essencial para agricultura familiar pelo fato de estar ancorado na questão socioeconômica com geração de renda e diversidade de produção, garantindo a segurança alimentar no campo e na cidade. Os SAFs também são ativos no quesito meio ambiente com produção de sementes, conservação da flora e da fauna.” Na região, 51 famílias implantaram em seus lotes SAFs sob a orientação dos técnicos do IPÊ.

Marilene Lima Santana, moradora do assentamento Ribeirão Bonito, em Teodoro Sampaio, compartilha da mesma opinião. “Concordo com a Aline quando ela ressalta a importância ambiental que o SAF proporciona. No meu lote a agrofloresta foi a salvação para um córrego que corta meu lote, caso contrário, o mesmo já estaria assoreado”, pontua.

Para o ano de 2022, estão previstas, pelo Projeto de Desenvolvimento Rural Sustentável – Microbacias II – Acesso ao Mercado (PDRS), três capacitações, na região, com datas a definir.

 

Lideranças de assentamentos localizados em Teodoro Sampaio, Mirante do Paranapanema e Euclides da Cunha Paulista, no extremo Oeste do estado de São Paulo participaram da capacitação “Execução das Atividades de Capacitação para Comercialização”, na segunda quinzena de novembro, no escritório do IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas, em Teodoro Sampaio.

A capacitação teve como objetivo contribuir para comercialização de produtos dos SAFs – Sistemas Agroflorestais na região. Trata-se de uma ação que integra o Projeto de Desenvolvimento Rural Sustentável – Microbacias II – Acesso ao Mercado (PDRS) vinculado à Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente (SMA), com recurso do Fehidro - Fundo Estadual de Recursos Hídricos.

Ministrada pelos técnicos Josenilton Xavier do Amaral e Natália Capellin, da Amater - Cooperativa de Trabalho e Assessoria Técnica, Extensão Rural e Meio Ambiente, a iniciativa teve como resultado prático o desenvolvimento conjunto de uma matriz estratégica para comercialização dos produtos dos SAFs com os supermercados locais e regionais.  A matriz tem como base o Business Model Canvas, ferramenta de planejamento estratégico, que permite desenvolver e esboçar modelos de negócios novos ou existentes.

Para Zilma da Silva, agricultora e presidente da Associação Nova Esperança, de Euclides da Cunha Paulista, a capacitação foi positiva e reativou a pretensão de comercializar os produtos do SAF. “O curso me encheu de esperança”, revela.

Os participantes têm o compromisso de multiplicar as informações para os demais agricultores familiares que são beneficiados pelo Projeto de Desenvolvimento Rural Sustentável – Microbacias II – Acesso ao Mercado (PDRS) vinculado à Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente (SMA).

Amaral, técnico da Amater, ressalta que a logística é um gargalo a ser resolvido e destaca o potencial do fortalecimento e da aliança entre as associações. “O importante é a união para buscar alternativas, como entregas em conjunto, por exemplo, com potencial de trazer melhorias para todos”, afirma.

Aline Souza, técnica do IPÊ, reforça os SAFs como aliados do desenvolvimento sustentável. “Vejo o SAF com um sistema essencial para agricultura familiar pelo fato de estar ancorado na questão socioeconômica com geração de renda e diversidade de produção, garantindo a segurança alimentar no campo e na cidade. Os SAFs também são ativos no quesito meio ambiente com produção de sementes, conservação da flora e da fauna.” Na região, 51 famílias implantaram em seus lotes SAFs sob a orientação dos técnicos do IPÊ.

Marilene Lima Santana, moradora do assentamento Ribeirão Bonito, em Teodoro Sampaio, compartilha da mesma opinião. “Concordo com a Aline quando ela ressalta a importância ambiental que o SAF proporciona. No meu lote a agrofloresta foi a salvação para um córrego que corta meu lote, caso contrário, o mesmo já estaria assoreado”, pontua.

Para o ano de 2022, estão previstas, pelo Projeto de Desenvolvimento Rural Sustentável – Microbacias II – Acesso ao Mercado (PDRS), três capacitações, na região, com datas a definir.

MPB Acompanhamento pirarucu Marcela SilvaManejadores de pirarucu da Reserva Extrativista (Resex) do Rio Unini, localizada no Estado do Amazonas, município de Novo Airão, na Amazônia, promoveram pela primeira vez a I Feira do Pirarucu Manejado, em outubro. Cerca de 10 monitores da biodiversidade estavam envolvidos com a ação. Os monitores integram o projeto MPB – Monitoramento Participativo da Biodiversidade, um projeto do IPÊ com o ICMBio - Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, por meio do MONITORA - Programa Nacional de Monitoramento da Biodiversidade e do CEPAM – Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Amazônica que coordena o subprograma aquático continental. O IPÊ apoiou a realização do evento. 

Marcela Silva, pesquisadora do IPÊ (foto), conta que as expectativas com o evento foram atingidas. 

“Os comunitários da Resex conseguiram vender os 15 pirarucus separados para o evento que deve ser promovido anualmente. Além da comercialização, com a feira, mais pessoas que vivem no município passaram a conhecer o trabalho realizado pela comunidade da Resex, o que também é estratégico”. 

O pirarucu é o maior peixe com escamas de água doce do mundo. O projeto MPB/IPÊ atua na implementação do monitoramento da biodiversidade com protocolos e indicadores que servirão de subsídio na melhoria da organização social e econômica da cadeia do Pirarucu das UCs. “O fato de o monitoramento ser participativo permite que pesquisadores, comunitários, gestores e parceiros possam discutir juntos resultados e aperfeiçoamentos. Não é para eles e sim com eles, o que facilita a tomada de decisão sobre o uso dos recursos naturais”, destaca Marcela. 

Além do IPÊ, a atividade também conta com o acompanhamento do Núcleo de Gestão Integrada (NGI/ICMBio) de Novo Airão (AM) e com a participação das comunidades de Vista Alegre, Tapira, Manapana, Terra Nova, Floresta II e Lago das Pedras. Além da Resex do Rio Unini, o monitoramento do pirarucu também é realizado pelos comunitários do Parque Nacional (Parna) do Jaú (AM) e da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Amanã (AM).

Sobre o MPB

O Projeto de Monitoramento Participativo da Biodiversidade em Unidades de Conservação da Amazônia (MPB) apoia a implementação do Programa Nacional de Monitoramento da Biodiversidade (Monitora), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e conta com apoio da Fundação Gordon e Betty Moore, USAID, Programa ARPA e mais de 20 instituições locais.

Desde 2013, o projeto realiza o monitoramento participativo da biodiversidade e promove o envolvimento socioambiental para o fortalecimento da gestão e da conservação da biodiversidade em unidades de conservação da Amazônia. Esse processo é estratégico para entender e moderar a extensão de mudanças que possam levar à perda de biodiversidade local, subsidiar o manejo adequado dos recursos naturais e promover a manutenção do modo de vida das comunidades locais e a obtenção de renda de maneira sustentável. A principal motivação do MPB é fomentar a participação social como alicerce para compreensão e conservação da biodiversidade.