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O voluntariado para a conservação da natureza é uma das frentes que o IPÊ atua desde 2015, quando iniciou o trabalho de fortalecimento do Programa de Voluntariado em Unidades de Conservação (UCs), junto ao ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade). O Brasil conta com mais de 2.500 unidades de conservação, que são responsáveis pela proteção da biodiversidade e geração de uma série de serviços como estabilidade climática, produção hídrica, contenção de encostas e de enxurradas, geração de produtos da sociobiodiversidade, entre outros. Fomentar o voluntariado nessas áreas é extremamente estratégico e gera benefícios para toda a sociedade.    

Munido de conhecimento técnico e com base em pesquisas sobre o tema, o IPÊ tem sido um articulador importante que conecta o voluntariado com as áreas naturais, chamando, inclusive, para o debate sobre o tema. Gestores de unidades de conservação e áreas protegidas, voluntários, empresários, turistas e moradores do entorno de áreas naturais participaram, por exemplo, do I Fórum Brasileiro de Voluntariado promovido pelo IPÊ em 2021.

Por conta dessa expertise, o Conselho Brasileiro de Voluntariado (CBV) convidou o Instituto para dar impulso a essa agenda no setor empresarial. Experiências na natureza com voluntários de empresas já fazem parte do portfólio dos projetos do IPÊ. Recentemente, o Instituto realizou, com apoio da Fundação Florestal, uma ação comemorativa do dia do meio ambiente com voluntários da Alpargatas. Em outras ocasiões, recebeu colaboradores de empresas como EDP, RaiaDrogasil, Tour House, entre outras, para plantios de árvores na Mata Atlântica.

A parceria de IPÊ e CBV busca dar visibilidade e fomentar a ação voluntária voltada para os desafios da sustentabilidade global pela perspectiva da conservação da biodiversidade brasileira. Para isso, tem como foco quatro dos 17 ODS: (17) Parcerias e meios de implementação; (11) Cidades e Comunidades Sustentáveis; (06) Água Potável e Saneamento; (13) Ação Contra a Mudança Global do Clima; e (15) Vida Terrestre.

Para o IPÊ, a parceria é uma oportunidade de aproximar mais essas pautas dos programas de voluntariado empresariais. Para Angela Pellin, coordenadora da iniciativa do voluntariado para a conservação do IPÊ “as empresas têm um papel muito importante gerando inovação e apoiando a busca de soluções para os desafios climáticas e da proteção da biodiversidade, fomentar o voluntariado corporativo associado ao voluntariado para a conservação pode ser uma importante contribuição”. 

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Com curadoria do artista multimídia Thiago Cóstackz,  mostra em galeria a céu aberto na Avenida Paulista conta com 30 obras em formato de coração e mudas de espécies de árvores do bioma Mata Atlântica

São Paulo, junho de 2022.  A programação de férias de julho da cidade de São Paulo acaba de ganhar uma nova atraçãoa intervenção artística Big Heart Parade, que reúne esculturas no formato de corações, inspiradas em espécies típicas da Mata Atlântica, foi prorrogada até o dia 24 de julho.  Com o propósito de sensibilizar as pessoas, através da arte, sobre a importância de se preservar a biodiversidade brasileira, as obras foram criadas por artistas engajados com a causa ambiental e poderão ser conferidas, gratuitamente, na praça Cetenco Plaza (Avenida Paulista, 1842).

Com realização da Toptrends, empresa especializada em marketing cultural, e curadoria de Thiago Cóstackz, artista plástico multimídia e documentarista, a “Big Heart Parade – edição Mata Atlântica” conta com 30 obras,   instaladas em totens com um pequeno viveiro de mudas, sendo que algumas delas estão ameaçadas de extinção, tais como: araucária, cedro-rosa, jequitibá-rosa, palmeira-juçara e pau-brasil. Após o evento, as plantas serão doadas para projetos de plantio em escolas públicas da periferia de São Paulo.

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De acordo com Thiago Cóstackz, a exposição destaca o papel da arte como agente transformador. “Durante muito tempo, alguns críticos mais conservadores rejeitavam um engajamento mais profundo de artistas e de suas produções em causas como a ambiental. Mas isso mudou, e hoje as maiores instituições artísticas do mundo têm exibido mostras, seminários e intervenções artísticas das mais diversas que visam fomentar o debate questionando os rumos de nossa civilização, que predatoriamente tem destruído áreas de natureza vasta e intocada, tornando-as cada vez mais raras e em risco de colapso”, conclui Thiago.

Para o curador da mostra, a diversidade de talentos brasileiros, tanto do ponto de vista de gênero como de etnia, também ganhou relevância. O grupo reúne os artistas Auá Mendes  (@aua___art), Bianca Foratori (@bforatori),  Coletivo Indígenas do Vale (@indigenas_do_vale),  Enivo (@enivo), Eva Uviedo (@evauviedo), Fétosz (@fetosz), Flip (@flipon), Franncine de Miranda (@estudio_luares), Guilherme Kramer  (@guilhermekramer),  Highraff  (@highraff), Hope (@andyhoup), Ignoto (@ignotograffiti), Jae Alves (@todacortemseuvalor),  Ju Amora (@ajuamora), Ju Violeta (@juvioleta), Karen Dolorez (@karendolorez), Kaur-Art (@kaur_art), Luna B. (@lunabastos_), Mariana Rodrigues (@marianarodrigues____), Nathalia Marszam (@nateszam), Nunca (@nunca.art), Possos (@possos_), Pri Barbosa (@priii_barbosa), Rodrigo Pasarello (@rodrigo_pasarello),  Tamikuã Txihi (@tamikuatxihi),  Thiago Nevs (@thiago.nevs) e Viviane Carneiro (@vivi_carneiroo), além de Thiago Cóstackz (@thiago_costackz), ) que também assina uma das obras.  O ator Reynaldo Gianecchini (@reynaldogianecchini) em uma coautoria com a artista plástica Claudia Liz (@claudializoficial)  e a jornalista Sônia Bridi (@soniabridi), em parceria com o cinegrafista e fotógrafo Paulo Zero, também participam da mostra.

A Big Heart Parade – Edição Mata Atlântica conta com o apoio do Ministério do Turismo, através da Secretaria Especial de Cultura, e o patrocínio da Liberty Seguros, uma das maiores seguradoras do país, e o apoio local do Governo do Estado de São Paulo, Mina Cultural, IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas e Memorial da América Latina.

Para Catherine Duvignau, CEO da Toptrends, que detém os direitos de realização da Big Heart Parade no Brasil, desde 2013, a nova edição do evento está alinhada com as temáticas dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), definidos na agenda 2030 da ONU. “Queremos sensibilizar as pessoas com a potência da arte, em forma de coração, órgão vital para a vida e símbolo do amor, sobre a urgência de se proteger o meio ambiente e plantar árvores para se combater o impacto dramático do aquecimento global, entre outras medidas”, comenta Catherine.

O IPÊ, organização brasileira da sociedade civil, que completa 30 anos em 2022, é responsável pelo plantio de quase 6 milhões de árvores na Mata Atlântica e também pelo maior corredor de reflorestamento do bioma no Brasil. De acordo com Paulo Roberto Ferro, engenheiro florestal, a Mata Atlântica (em especial o Pontal do Paranapanema e o Sistema Cantareira, onde o IPÊ possui projetos), estão sendo transformados pelos usos sustentáveis nas propriedades rurais, fruto do trabalho de muitas pessoas engajadas com a causa, desafios e conquistas. “Nós como IPÊ temos um propósito em comum, que é a conservação da biodiversidade, com base na ciência. E ações que venham para somar e demonstrar a importância do bioma Mata Atlântica, são essenciais para divulgarmos a riqueza que possuímos em nosso país”, conclui.

Para Daniela Bouissou, diretora de transformação da Liberty Seguros, os temas relacionados à ESG (Environmental, social, and corporate governance) são parte da estratégia da companhia. Por isso, a seguradora apoia ações para contribuir para um mundo mais sustentável, como a Big Heart Parade. “O patrocínio dessa iniciativa faz parte do Plano de Sustentabilidade da Liberty, alinhado aos ODS da ONU, e temos o prazer de participar de um movimento tão importante em prol da Mata Atlântica, um dos principais biomas do mundo, que hoje tem tantas espécies sob ameaça de extinção”, completa Bouissou.

Ao final do evento, como parte do legado, será realizado um leilão beneficente das obras em prol da Associação das Mulheres Rurais de Rio dos Índios, localizada na cidade de Ceará-Mirim (RN), e do IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas. O projeto S.O.S Terra receberá a doação das mudas com o objetivo de conduzir oficinas de reflorestamento junto às escolas públicas, em regiões periféricas da cidade de São Paulo.

SERVIÇO

Exposição Big Heart Parade – Edição Mata Atlântica

Obras: 30 esculturas no formato de Coração

Local/Data:  Até 24 de julho, na praça Cetenco Plaza - entrada (dias úteis) pela Avenida Paulista, 1842 e, aos finais de semana, pela Rua Frei Caneca, 1381.

Horário: Das 7h às 20h.

Entrada: Gratuita

Perfil no Instagram @bigheartparade

O voluntariado é um dos instrumentos mais relevantes de mobilização pela conservação da biodiversidade. O IPÊ vem estimulando essas ações em parcerias com ONGs e o mundo corporativo. No mês do meio ambiente, 22 colaboradores da Alpargatas/Havaianas (parceira do IPÊ há 18 anos) participaram de ação voluntária no Parque Estadual do Jaraguá, na cidade de São Paulo. A atividade envolveu muita mão na massa, com identificação e setorização de 18 espécies a partir de mudas e coleta de sementes, organização do viveiro, transplante de 550 mudas de palmito-juçara, espécie ameaçada de extinção, e plantios de mudas de árvores. 

A programação teve início logo pela manhã com apresentação de Gustavo Lopes do Espírito Santo, gestor do Parque Estadual do Jaraguá, sobre a Unidade de Conservação (UC) considerada Patrimônio da Humanidade, pela Unesco. O Parque abriga um dos últimos remanescentes de Mata Atlântica da Região Metropolitana de São Paulo e integra a Reserva da Biosfera do Cinturão Verde de São Paulo.  

gestor Gustavo

Na sequência, Andrea Peçanha, coordenadora da Unidade de Negócios do IPÊ, destacou o voluntariado corporativo como estratégico para a conservação da biodiversidade. “O potencial que as companhias têm de envolver os colaboradores em uma iniciativa como essa reforça os valores corporativos e o senso de coletividade e de pertencimento. Afinal, todos podemos contribuir com a conservação das áreas protegidas e com a biodiversidade. Reunir os colaboradores na UC reforça o amadurecimento dessa relação do IPÊ com a Alpargatas/Havaianas, o que pode inspirar outras empresas a seguirem por esse caminho, de um posicionamento que mobiliza os colaboradores a atuarem pela conservação de nossos parques e áreas protegidas", afirma. 

Maria José de Martini, head de Sustentabilidade e reputação da Alpargatas/Havaianas, explica como o voluntariado é aplicado dentro da empresa. "Na área de responsabilidade social promovemos a inclusão através da educação, do empreendedorismo social e do voluntariado, um dos grandes pilares da estratégia global", comenta. 

Grande parte dos voluntários de Alpargatas/Havaianas participou pela primeira vez de uma ação como essa. “Essa foi nossa primeira grande entrega dentro da nova estratégia global, a primeira de muitas. E nada melhor como começar com um parceiro (o IPÊ) com quem já atuamos há 18 anos.  Muitos colaboradores nunca tinham feito uma ação voluntária. Alguns já eram voluntários e adoraram a nova iniciativa junto à natureza, foi um dia incrível.  Já temos colaboradores interessados nas próximas edições, querendo participar, perguntando quando será a próxima ação”.  

As ações no viveiro contaram com a orientação dos profissionais do Parque e de dois técnicos do IPÊ, Gustavo Brichi e Paulo Roberto Ferro. A equipe também realizou o plantio de mudas e caminhou até o Pico do Jaraguá, que dá nome à unidade, com 1.135 metros de altitude.  A palavra Jaraguá, de origem tupi, significa “Senhor dos Vales”.   

Havaianas viveiro Pq Pico Jaragua

Para Gustavo Lopes do Espírito Santo, gestor do Parque Estadual do Jaraguá, iniciativas como essa reforçam o voluntariado como estratégico para engajar a sociedade pela natureza. “Foi uma atividade enriquecedora, sem dúvida a oportunidade de expor a importância das áreas protegidas para grupos engajados e comprometidos contribui para melhoria dos serviços ofertados ao público e desperta um sentimento de carinho e pertencimento ao espaço. E sem dúvida serve de inspiração para novas ações”. No dia, os 22 voluntários somaram 130 horas de voluntariado dedicadas à unidade de conservação, 6 horas de cada participante. 

Andrea Peçanha ressalta que a iniciativa superou as expectativas dos colaboradores. “Todos ficaram positivamente impressionados com a receptividade da equipe da Fundação Florestal que atua no Parque e com a gestão na Unidade. O interesse foi tanto que os participantes já estavam planejando a próxima oportunidade de visitar o local.” 

Pico do Jaragua recorte

Bem coletivo, afinal todos somos biodiversidade 

As ações dos voluntários contribuíram com a revitalização do viveiro que produz mudas nativas da Mata Atlântica para a restauração de áreas degradadas dentro da UC, o que é essencial para auxiliar na proteção desse importante remanescente de floresta e de sua biodiversidade, como explica Angela Pellin, pesquisadora que coordena a frente de Voluntariado para Conservação, do IPÊ. “É o tipo de iniciativa onde todos ganham: o Parque que recebeu apoio dos voluntários e materiais doados para revitalizar parte do viveiro, os voluntários que têm um dia diferente, em contato com a natureza e com muito aprendizado, e a Alpargatas que tem a oportunidade realizar uma ação integradora com seus funcionários, e que reflete o compromisso da empresa com o meio ambiente”, diz. 

De volta ao Lar!” é o slogan do Um Dia No Parque (UDNP) 2022 que após dois anos será realizado em 24 de julho com atividades presenciais em Unidades de Conservação de todo o país.

O slogan inspirado na frase do poeta estadunidense Gary Snyder, “Natureza não é um lugar que se visita. Ela é nosso lar” reforça que somos parte da natureza e, por consequência, das Unidades de Conservação.

A ação é uma campanha da Coalizão Pró-UCs (Pró Unidades de Conservação da Natureza), da qual o IPÊ faz parte, que busca conectar as pessoas com a natureza das áreas protegidas de todo o país. A expectativa desse ano é que a mobilização seja a maior já realizada.

Segundo o PNUMA - Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, cerca de 15% da superfície do planeta Terra é de áreas de conservação. Atualmente, o Brasil possui pelo menos 3.600 UCs, incluindo as Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs).

Na edição 2021, 350 Unidades de Conversação participaram do UDNP com atividades presenciais e online, como rodas de conversa, seminários, palestras e aulas de yoga no formato on-line.

Gestores de Unidades de Conservação, grupos e instituições interessados em oferecer atividades no UDNP devem realizar inscrição gratuita pelo e-mail [email protected]  com as seguintes informações: nome da UC, município e estado, descrição da atividade, data, horário e local, e informações extras, como cobrança de ingresso e formulário de inscrição.

Contagem Regressiva

Há um mês do evento, acompanhe as postagens nos perfis do Um Dia no Parque no Instagram e no Facebook e confira uma série de registros de pessoas em contato com a natureza em Unidades de Conservação.

Indígenas, ribeirinhos, extrativistas e ativistas fazem curso para melhorar o entorno e trazer desenvolvimento sustentável para o local onde vivem

Como melhorar o lugar de onde se tira o sustento e desenvolvê-lo de forma sustentável? Em busca dessas respostas, indígenas, ribeirinhos, extrativistas e ativistas deram início ao curso Formação de Jovens Lideranças Transformando Territórios Amazônicos. O Seminário de Abertura aconteceu no início do mês (03 a 05 de junho), de maneira presencial, em Manaus e abordou o tema Ciência Política e Histórias das Ocupações da Amazônia. Depois serão mais sete módulos virtuais e como resultado final os alunos irão elaborar um plano de ação para seus territórios. O curso é uma iniciativa do LIRA- Legado Integrado da Região Amazônica, projeto do IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas.

“Como jovens futuros líderes, precisamos falar de política, porque ela está dentro de nós e é através dela que vamos trabalhar para o bem comum e buscar a nossa felicidade em nome do nosso povo. Representando minha comunidade, Paiter-Suruí, fico muito feliz em ter essa oportunidade de conhecer e aprender uns com os outros. É um momento muito importante”, diz Naraiamat Surui, da aldeia Paiter, coordenador do Centro das Plantas Medicinais Olawatawah e participante do curso.

Estimular a formulação de políticas públicas efetivas que tragam impactos positivos frente às causas e direitos defendidos por indivíduos, organizações ou grupos, é uma prática do sistema democrático chamada de incidência política ou, no termo em inglês, advocacy. Para que seja exercida de maneira plena, é preciso ter uma base de conhecimento e informações, inclusive sobre a legislação, relacionados ao tema.

Segundo Fabiana Prado, coordenadora do LIRA, fortalecer a compreensão política dos jovens sobre a importância das áreas protegidas, biodiversidade e floresta é uma questão central para o desenvolvimento sustentável e a conservação da floresta. “O curso foi construído para atender à necessidade de qualificar a atuação do jovem para o advocacy na agenda socioambiental. Já vínhamos apoiando redes de juventude da região com os projetos das Soluções Integradas do IPÊ e com o LIRA entendemos que poderíamos começar a desenhar esse processo de formação política”, diz.

Alzerina Mercado Joaquim, da Associação Primavera - RESEX Estadual Rio Pacaas Novos, Rondônia, acredita que a produção de informação desqualificada, as chamadas fake news, dificulta a luta política no território, mas o acesso à internet possibilita a disseminação do que realmente acontece na comunidade. “O acesso à internet nesses espaços foi e está se tornando uma revolução, porque a partir do momento em que eu, dentro do meu território consigo filmar e expor o que é que está acontecendo aqui dentro, como no caso dos jovens comunicadores indígenas, a gente consegue levar uma informação mais verdadeira”, conta.

“O processo de sucateamento da saúde e educação também é uma forma de nos matar. Também é uma forma de genocídio contra os nossos povos. O que a gente precisa é construir políticas afirmativas para a gente entrar, permanecer, se formar e levar essa informação para dentro de nossas comunidades. Precisamos ocupar esses espaços de poder político, se não, nossas pautas não serão levantadas”, afirma Mayara Pereira Batista, do Movimento dos Estudantes indígenas do Amazonas.

Fabiana conta que os primeiros dias de curso foram bastante produtivos e promissores. “A ideia é conectar jovens formando uma rede e construir saberes para atuação dentro das diferentes instâncias de incidência política nos temas de governança, biodiversidade e gestão de territórios, além de trazer conteúdo para o domínio da linguagem jurídico-administrativa e percebemos, já nesse início de curso, que a vontade de conhecimento e atuação é imensa”, afirma Fabiana Prado.