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Estão abertas as inscrições para a nova turma do Mestrado Profissional em Conservação da Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável da ESCAS - Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade. Com professores atuantes no mercado da conservação socioambiental e direcionado às questões práticas da sustentabilidade, o curso tem nota 4 da CAPES (a nota máxima é 5) e destina-se aos mais variados perfis profissionais, seja do setor privado, governamental ou não-governamental. Imerso na Mata Atlântica, o campus da ESCAS, em Nazaré Paulista (SP), é um ambiente propício para compartilhamento de aprendizagem em conservação e sustentabilidade e construção de conhecimentos inovadores para transformar realidades.

"Somos um Mestrado Profissional diferente dos cursos tradicionais. Nosso diferencial está em extrair o melhor de cada profissional, de cada aluno, de forma com que ele possa influenciar o setor socioambiental de maneira positiva, dentro de sua área de atuação. Incentivamos a criação de projetos inovadores, que possam ser verdadeiramente aplicados", comenta a coordenadora Cristiana Martins.

O Mestrado Profissional da ESCAS tem 11 anos e formou 120 mestres. De acordo com levantamentos da Escola, 41% dos mestres formados atuam hoje em instituições governamentais, 32% no setor privado, 25% em Organizações da Sociedade Civil e 2% em universidades. Quase 40% dos alunos que passaram pelo mestrado conseguiram ingressar no mercado de trabalho da conservação ou sustentabilidade por meio da rede de contatos formada pelo curso.

"O curso foi determinante para um novo momento meu na área profissional. Entender melhor a dinâmica profissional do terceiro setor, bem como o melhor engajamento de programas/projetos e ideias ou negócios inovadores foi relevante para que buscasse um melhor desenvolvimento e envergadura profissional. Também considero importante a amplitude de networking construído ao longo do curso que fortaleceu o meu desenvolvimento pessoal, propiciando novas oportunidades de diálogo e novas perspectivas profissionais", afirma Thiago Guedes, engenheiro agrônomo e coordenador Institucional do Instituto Viverde

A marca do curso é a qualidade e o contato com os desafios reais da sustentabilidade. Uma das disciplinas, por exemplo, é a Resolução de Desafios, quando os alunos são colocados frente a um projeto real que precisam executar em apenas uma semana.

Durante o mestrado, os alunos também têm contato com profissionais que estão na vanguarda da conservação socioambiental. A chance de poder acompanhar de perto projetos que são executados pelo IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas também é uma possibilidade enriquecedora. O Instituto tem 27 anos e é reconhecido por sua atuação em pesquisas científicas, educação ambiental, restauração florestal e envolvimento comunitário para a conservação da biodiversidade brasileira. 

As inscrições vão até o dia 03/06/2019: http://mestrado.escas.org.br/2019. Inscrições completas até o dia 31/03/2019 terão 50% de desconto na taxa de inscrição.

 

 

Desde 2014 é realizado no Lago de Balbina (AM) o monitoramento participativo no desembarque de três espécies de tucunarés, durante oito meses do ano. Para avaliar os resultados desse monitoramento são realizados diálogos com as comunidades. Nos dias 12 e 13 de março, a atividade será realizada na Comunidade Rumo Certo e na Vila de Balbina, município de Presidente Figueiredo. Ao todo 100 pescadores desses locais têm prestado informações ao monitoramento participativo de tucunarés.

 
Os objetivos são contextualizar o histórico do monitoramento de 2014 a 2017, mostrar aos comunitários os dados de 2018, reabrir o lago para a pesca de 2019 e apresentar o programa Monitora/automonitoramento da pesca.
 
Para saber mais assista ao video.
 
As atividades são uma parceria entre o IPÊ, ICMBio e Reserva Biológica do Uatumã/REBIO Uatumã, junto ao Programa Nacional de Monitoramento da Biodiversidade (MONITORA), Subprograma Aquático Continental.
 
O trabalho dos monitores ocorre através do projeto de “Monitoramento Participativo da Biodiversidade em Unidades de Conservação da Amazônia”, desenvolvido pelo IPÊ em parceria com o ICMBio, com apoio de Gordon and Betty Moore Foundation, USAID e Programa Arpa.

 

Pesquisadores da INCAB - Iniciativa Nacional para a Conservação da Anta Brasileira do IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas - lançam no dia 12 de março uma campanha de crowdfunding para arrecadar recursos para a realização de sua primeira expedição à Amazônia. A expedição tem por objetivo identificar as ameaças enfrentadas pela anta brasileira na Amazônia e selecionar áreas de estudo para um novo programa de pesquisa e conservação da espécie. As doações podem ser feitas pelo site: https://igg.me/at/TAPIRAMAZON

A Amazônia será o quarto e último bioma por onde a INCAB vai passar com suas ações de pesquisa e conservação da anta brasileira. A INCAB nasceu em 1996, quando a pesquisadora e conservacionista Patrícia Medici estabeleceu, na Mata Atlântica, um programa pioneiro de pesquisa aplicada à conservação do maior mamífero terrestre da América do Sul. Desde então, vêm sendo realizados monitoramentos de longo-prazo – Mata Atlântica (1996-2007), Pantanal (2008 – em andamento), Cerrado (2015 – em andamento) – responsáveis pela criação e manutenção do maior banco de dados sobre a espécie no mundo. Os dados e resultados obtidos através das pesquisas são aplicados no desenvolvimento e implementação de medidas que promovam a conservação da espécie em todos os biomas brasileiros onde ela ocorre. Conhecida como a jardineira da floresta, por sua incrível capacidade de dispersão de sementes, a anta brasileira tem papel fundamental na manutenção da biodiversidade. Após o estabelecimento de programas na Mata Atlântica, Pantanal e Cerrado, é chegado o momento de expandir os esforços para a Amazônia.

"A Amazônia, a maior floresta tropical do mundo, é o último bioma do país onde a espécie ainda não foi estudada sistematicamente. A floresta amazônica e sua biodiversidade são extremamente importantes em diversas esferas, desde a conservação de nossa biodiversidade, até a preservação cultural de populações tradicionais, o balanço hídrico do país e do mundo e a redução dos efeitos do aquecimento global. A anta vai nos ajudar a gerar subsídios para a conservação da Amazônia", afirma Patrícia Medici, ponderando sobre a importância do estabelecimento da INCAB na região.

A expedição será realizada em junho de 2019. No decorrer de 30 dias, a equipe irá percorrer mais de 5 mil quilômetros ao longo da área conhecida como arco sul do desmatamento, passando por três estados brasileiros - Rondônia, Mato Grosso e Pará. Nesta região, encontra-se um mosaico de atividades humanas incluindo a agricultura em larga escala (particularmente a soja), pecuária, mineração, plantios de óleo de palma entre outras. O dinheiro arrecadado pela campanha será utilizado para cobrir as despesas da logística da expedição.

"Por se tratar de um projeto de organização não-governamental, a INCAB-IPÊ mantem esforços constantes de busca por suporte financeiro para realizar suas atividades de pesquisa e conservação. Desta vez, decidimos apostar no financiamento coletivo e buscar o suporte da sociedade civil para a realização da expedição!  Esperamos ter sucesso!", afirma a conservacionista.

Para conhecer mais sobre a INCAB-IPÊ, saber mais sobre a campanha e/ou fazer uma contribuição para a mesma, acesse: https://igg.me/at/TAPIRAMAZON

A expedição na Amazônia em junho poderá ser acompanhada nos canais da INCAB-IPÊ:

Website – www.tapirconservation.org.br  
Facebook – www.facebook.com/INCAB.BRASIL  
Instagram – @INCAB_BRASIL
Twitter – @INCAB_BRASIL
YouTube – www.youtube.com/c/INCABBrasil

 

O IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas comemora, em 2019, os 35 anos de trabalho em favor da conservação dessa espécie. Os esforços acontecem na região do Pontal do Paranapanema, extremo oeste de SP, por meio do Programa de Conservação do Mico-Leão-Preto. Ali, pesquisas científicas sobre comportamento e saúde da espécie são complementadas por atividades de mobilização da comunidade, educação ambiental e restauração florestal, que garantam a sobrevivência dos micos em longo prazo. O Instituto é o responsável por dados científicos que são utilizados na composição de políticas públicas para a proteção desse animal, como na criação da Estação Ecológica Mico-Leão-Preto (ESEC-MLP).

Outra ação relevante para a conservação do mico-leão-preto foi o estabelecimento do maior corredor de floresta restaurada do Brasil. Como a Mata Atlântica no Oeste de São Paulo é extremamente fragmentada em pequenas áreas de mata, os animais sofrem com o isolamento, correndo riscos de se extinguir por falta de hábitat, de alimento e de pares reprodutivos. Uma das iniciativas do IPÊ foi justamente plantar um corredor de mata que conecta duas grandes áreas florestais na região do Pontal do Paranapanema, a ESEC-MLP e o Parque Estadual Morro do Diabo. Com 2,7 milhões de árvores nativas, o corredor tem cerca de 20 quilômetros de extensão e é uma estratégia para que os animais possam transitar em uma área mais ampla, aumentando as chances de abrigo, alimentação e reprodução.

O Corredor da Mata Atlântica, como é chamado, já é percorrido por diversas espécies, inclusive de mamíferos de grande porte como a onça e a anta, segundo pesquisas com armadilhas fotográficas. O uso da área pelos micos já é investigado, porém, como a espécie utiliza ocos de árvores como abrigo contra predadores, e as árvores do corredor são muito recentes e ainda não os possuem, os pesquisadores do IPÊ testam atualmente ocos artificiais em algumas áreas próximas a este corredor, para verificar a aderência do animal aos novos abrigos. O acompanhamento desses ocos tem mostrado o sucesso da estratégia com dois grupos já usando os ocos artificiais. Logo eles também se beneficiarão desses abrigos na área reflorestada.

 

 

O Brasil tem quatro espécies de micos-leões que só existem aqui, na Mata Atlântica. O mico-leão-dourado (mais popular e que vive nas matas do Rio de Janeiro), o mico-leão-da-cara-dourada (que vive em território baiano), o mico-leão-de-cara-preta (que ocorre apenas no litoral sul de São Paulo e norte do Paraná) e o mico-leão-preto (que vive exclusivamente na Mata Atlântica de interior do estado de São Paulo, especialmente na porção oeste).

Os micos-leões-pretos pesam cerca de 600 gramas quando adultos. Têm o corpo coberto por uma pelagem longa, predominantemente preta, com exceção do dorso, que apresenta coloração alaranjada. Recebem esse nome por conta da pelagem da cabeça, que se assemelha a uma juba de leão.

Vivem em grupos familiares de 2 a 8 indivíduos. Cada grupo é composto por uma fêmea dominante, um a dois machos reprodutivos e os filhotes e juvenis do casal, que permanecem no grupo até atingirem a maturidade sexual e dispersarem para a formação de seus próprios grupos familiares. A fêmea geralmente dá à luz gêmeos, uma vez ao ano, após uma gestação de aproximadamente 4 meses. Os demais integrantes do grupo auxiliam no cuidado parental até que o filhote possa se locomover sozinho. Eles se comunicam entre si, emitindo diversos tipos de vocalizações, tanto para os membros do próprio grupo, como de grupos vizinhos.

Como são animais territorialistas, cada grupo utiliza uma área que pode variar de 40 a 400 hectares. Eles realizam suas atividades durante o dia, e à noite se abrigam em ocos de árvores para dormir. Geralmente, quando os pesquisadores precisam fazer estudos de observação, precisam estar atentos aos ocos onde os micos dormiram na noite anterior e acompanhá-los logo pela manhã. Eles não saem do oco durante a noite.

Alimentam-se majoritariamente de frutos, mas também de invertebrados, pequenos vertebrados, como lagartixas, aves e pererecas, exsudatos das árvores (goma) e flores. Seus principais predadores são as aves de rapina, serpentes, iraras e alguns felinos.

(Foto: Katie Garrett)