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É com orgulho que apresentamos este Relatório, com os resultados de nossos projetos e ações em 2025. Os avanços em frentes relacionadas à pesquisa, à educação, à restauração, ao fomento de negócios sustentáveis e à articulação com diferentes atores reforçam o potencial da nossa visão de uma sociedade em que a conservação da biodiversidade seja central para a transformação socioeconômica e o enfrentamento dos desafios climáticos. Confira!
Foto: João Victor Teixeira/IPÊ

MENSAGENS

Eduardo Ditt

Foto: Ilana Bar/ Estúdio Garagem

Portfólio de projetos e ações diversificado

“A amplitude das nossas frentes de trabalho reflete a própria complexidade das inter-relações que existem na conservação da biodiversidade. Para que essa pluralidade de atuações não se transforme em dispersão, existe uma lógica estratégica fundamental que integra e dá coerência a tudo o que realizamos.”

EDUARDO DITT,
Diretor-executivo do IPÊ

Leia a mensagem completa aqui.

Suzana Pádua

Foto: Ilana Bar/ Estúdio Garagem

Incentivo à criatividade para enfrentar desafios

“Despertar a noção de que os desafios existem, mas podem ser enfrentados com criatividade e empenho, principalmente quando se dá espaço para talentos individuais colocados a serviço de benefícios coletivos, tem se mostrado eficaz e promissor.”

SUZANA PADUA,
Presidente e fundadora do IPÊ

Leia a mensagem completa aqui.

ONDE ESTAMOS

Clique e veja no mapa onde estão as nossas iniciativas

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nacional verde verde-escuro azul rosa laranja vermelho marrom

Na Amazônia, atuamos com soluções integradas para a conservação do bioma, incluindo ações de educação e de restauração florestal. Também incentivamos o empreendedorismo socioambiental. Fomentamos o monitoramento da biodiversidade em área protegida com concessão florestal.



Agroecologia em Rede
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Imersões (Baixo Rio Negro)
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INCAB – Iniciativa Nacional para Conservação da Anta Brasileira
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LIRA - Legado Integrado da Região Amazônica
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Mapeamento de Brigadas Voluntárias e Comunitárias na Amazônia Legal
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Monitoramento da Biodiversidade em Área Protegida com Concessão Florestal
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Navegando Educação Empreendedora (Baixo Rio Negro)
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Reflora (Baixo Rio Negro)
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No Sul da Bahia abriga uma das unidades da ESCAS. Na região, também promovemos formação de pequenos produtores e agricultores familiares, além da implementação de sistemas produtivos sustentáveis e de corredores florestais estratégicos para a conservação da biodiversidade.



ESCAS – Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade
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Iniciativa de Treinamento e Formação de Lideranças Ambientais
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Prospera – Projeto de Restauração Orientada e Sustentável para Produção Ecológica, Regeneração Ambiental e Renda Ampliada
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No Espírito Santo, promovemos ações de educação e formação técnica para restauração da paisagem em áreas degradadas e geração de renda para assentados rurais e pequenos agricultores.



CECSA-CLIMA – Centro de Educação e Cooperação Socioambiental
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Educação, Paisagem e Comunidade
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Paisagens Climáticas
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Terceira Margem do Rio Doce
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No Pantanal e Cerrado, promovemos projetos de conservação de espécies ameaçadas e incentivamos o diálogo e ações articuladas entre diferentes setores pela sustentabilidade.



INCAB – Iniciativa Nacional para Conservação da Anta Brasileira
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Áreas Conservadas do Pantanal
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Coalizão Pontes Pantaneiras
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Juntos pelo Pantanal – Fortalecendo a Participação Voluntária e Comunitária no Manejo Integrado do Fogo
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Tatu-Canastra
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No Pontal do Paranapanema (SP), atuamos com projetos de restauração florestal e fomento ao empreendedorismo que melhoram a renda das pessoas e contribuem com a oferta de serviços ecossistêmicos, incluindo a regulação do clima. Essa restauração também soma ao nosso trabalho de conservação do mico-leão-preto, espécie ameaçada, e com o de outras também beneficiadas pelas mesmas ações. A educação ambiental é uma fortaleza nesses trabalhos.



Café Agroflorestal
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Corredores de Vida
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INCAB – Iniciativa Nacional para Conservação da Anta Brasileira
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Programa de Conservação do Mico-Leão-Preto
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Viveiros Comunitários
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EM Nazaré Paulista (SP), as ações estão focadas no aumento da resiliência do Sistema Cantareira, para contribuir com a segurança hídrica de 7,5 milhões de pessoas. Com as Escolas Climáticas e programas de voluntariado, incentivamos as pessoas a serem agentes transformadores pelo clima. Aqui estão nossa sede, o campus da ESCAS e a loja física do IPÊ.



ESCAS – Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade
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Escolas Climáticas
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Loja do IPÊ
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Semeando Água
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Voluntariado para Conservação da Biodiversidade
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Sede do IPÊ

Em Brasília, temos o nosso escritório regional.

Após a realização de três expedições de campo em três anos consecutivos (2023, 2024, 2025), sabe-se que a anta não está extinta na Caatinga. Foram descobertas populações da espécie em áreas do bioma no norte de Minas Gerais, oeste da Bahia e sul do Piauí, um grande feito para a conservação dessa espécie ameaçada de extinção. Em breve, iniciaremos estudos na região.



INCAB – Iniciativa Nacional para Conservação da Anta Brasileira
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A Unidade de Negócios Sustentáveis há mais de duas décadas estabelece parcerias estratégicas com o setor privado, consolidando o Instituto como referência em Marketing Relacionado a Causas (MRC). Já com o projeto Territórios da Vida Silvestre, atuamos em todos os biomas, com exceção da Amazônia, no aprimoramento da gestão de territórios terrestres e marinhos críticos para a conservação em larga escala que envolve aperfeiçoamento da gestão de Unidades de Conservação (UCs), conectividade em áreas fora delas, construção de políticas públicas e disseminação de conhecimento.



Territórios da Vida Silvestre
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Unidades de Negócios Sustentáveis
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NOSSOS NÚMEROS EM 2025



7.875 

pessoas beneficiadas com atividades produtivas sustentáveis


5.308 

pessoas beneficiadas por formações e educação ambiental


384 

pessoas beneficiadas diretamente na gestão territorial

+ de
3,7 mi

de mudas de árvores plantadas com foco em restauração florestal


31.342 

mudas de árvores plantadas em sistemas produtivos sustentáveis


6 

espécies da fauna pesquisadas para conservação

 
290 

 pessoas participaram de cursos da ESCAS

 
25 

mestres formados

 
57 

bolsas de estudo oferecidas

DESTAQUES DO ANO

Confira as ações que se destacaram em 2025

Casa IPÊ na COP30

Casa IPÊ na COP30

Uma parceria entre IPÊ, Havaianas e a Sol de Janeiro, a casa trouxe um ambiente plural, que contribuiu para democratizar o acesso ao debate climático, com mais de 20 painéis e atividades com representantes de empresas, governo, pesquisadores, sociedade civil e lideranças comunitárias. Com uma curadoria cuidadosa e valorização da cultura e da gastronomia regional, a casa recebeu 1.000 pessoas durante as duas semanas.

Corredores de Vida: 25 anos

Corredores de Vida: 25 anos

Florestas que trazem mais do que a biodiversidade de volta, mas fomentam também negócios sustentáveis liderados pela comunidade local e assim geram renda são os objetivos do projeto que plantou 12.254.900 mudas de espécies nativas da Mata Atlântica em 7.085 hectares. A iniciativa estabeleceu, ainda, o maior corredor de Mata Atlântica já restaurado no bioma, com 2,4 milhões de mudas plantadas em 12 km.

25 anos de atuação no Baixo Rio Negro

25 anos de atuação no Baixo Rio Negro

Em 2025, comemoramos mais esse marco, desta vez na Amazônia. Na região do Baixo Rio Negro, temos história: pesquisas de espécies, como o peixe-boi; fomento ao Turismo de Base Comunitária (TBC) e à agroecologia; avanço da cadeia da restauração florestal e das imersões no Barco Maíra I, promovemos atividades que geram renda e valorizam a floresta em pé.

ESCAS: Mestrado Profissional na região Norte

ESCAS: Mestrado Profissional na região Norte

A ESCAS – Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade, escola do IPÊ, assinou cooperação com o maior projeto social da região Norte: a Fundação Matias Machline. Esse novo passo estabelece as bases para futuras negociações, cooperações e parcerias entre as organizações para apoiar a conservação da biodiversidade no Brasil por meio de cursos e treinamentos.

Reconhecimento internacional

Reconhecimento internacional

O projeto Navegando Educação Empreendedora na Amazônia recebeu o Prêmio Inovação, da Universidade de Yale. Reconhecimentos como esse são estratégicos, uma vez que aliam o potencial dos povos da floresta como guardiões da biodiversidade ao mesmo tempo em que fortalecem negócios sustentáveis que têm na floresta a principal aliada.

IPÊ em Movimento

IPÊ em Movimento

Eventos ciclístico e natação marcaram o ano de estreia desta nova frente. Por meio de eventos esportivos, aliamos conservação da biodiversidade à prática de atividades físicas, reforçando que o que faz bem para o corpo também pode fazer bem para o planeta.

NOSSOS PROJETOS

Cinco frentes de atuação orientam a organização das nossas iniciativas neste Relatório: pesquisa aplicada, ciência e inovação; restauração; articulação e redes; educação; e negócios sustentáveis. Nessas frentes, muitas vezes conectadas, acontecem nossas ações para contribuir com a conservação da biodiversidade, qualidade de vida das pessoas e o enfrentamento aos efeitos das mudanças climáticas.

CLIQUE E CONHEÇA OS PROJETOS E SEUS AVANÇOS

PESQUISA APLICADA, CIÊNCIA E INOVAÇÃO
RESTAURAÇÃO
ARTICULAÇÃO E REDES
EDUCAÇÃO
NEGÓCIOS SUSTENTÁVEIS

PESQUISA APLICADA, CIÊNCIA E INOVAÇÃO

Transformamos pesquisas sobre espécies e produção sustentável no campo em ações reais para a conservação da biodiversidade. Buscamos integrar o saber tradicional e o engajamento das comunidades das localidades onde acontecem os projetos ao conhecimento técnico e científico, uma vez que acreditamos nesse caminho para gerar soluções inovadoras por um mundo mais justo e sustentável.

 
 

PROGRAMA DE CONSERVAÇÃO DO MICO-LEÃO-PRETO

A trajetória do IPÊ teve início há mais de 40 anos, com ações para conservar o mico-leão-preto (Leontopithecus chrysopygus) no Pontal do Paranapanema, no oeste do estado de São Paulo. Nossos esforços resultaram na mudança positiva do status da espécie na lista vermelha da UICN (União Internacional para a Conservação da Natureza) para uma categoria mais esperançosa: de “criticamente ameaçada” para “em perigo”. Entre os trabalhos realizados, está a identificação de mais de 10 populações de mico e a translocação estratégica de 27 indivíduos, de 6 grupos distintos, que formaram uma nova população e suplementaram outra que estava à beira da extinção. Também promovemos restauração florestal e educação ambiental, com ações em escolas e trilhas educativas. Além do manejo direto, nossa atuação já contribuiu para a criação da Estação Ecológica do Mico-leão-preto e da Área sob Proteção Especial Mico-leão-preto (Fundação Florestal/SP). Com isso, todas as populações conhecidas da espécie se encontram hoje em território protegido.

MICO-LEAO-PRETO

PRINCIPAIS RESULTADOS EM 2025:

Segundo grupo de micos translocados (4 indivíduos) do Parque Estadual Morro do Diabo para o fragmento de Reserva Legal da Fazenda San Maria. Indivíduos desse grupo e do anterior (levados ao local em 2024) formaram dois novos grupos com micos que já viviam ali.

35 pessoas participaram de formação para aplicação do Manual de Apoio Pedagógico para Educadores do Ensino Fundamental I em Teodoro Sampaio (SP), ampliando o alcance do uso desse material.

Mais de 1.100 estudantes de escolas estaduais e municipais, incluindo unidades em assentamentos rurais, impactados em ações de educação ambiental.

Mais de 3.000 visitantes percorreram a Trilha do Mico-Leão-Preto e 20 monitores foram capacitados para o percurso nos municípios de Teodoro Sampaio (SP) e em Piratininga (SP).

Início da avaliação dos fragmentos da Estação Ecológica Mico-leão-preto, com foco em planejamento de manejo populacional, a partir da aplicação do Procolo de Avaliação Rápida de Populações (PRAP).

3 artigos científicos publicados.

PRÓXIMOS PASSOS:

Seguiremos com a aplicação do Protocolo de Avaliação Rápida das Populações para finalizar a avaliação de fragmentos em diferentes áreas de conservação, a implementação do programa de manejo populacional e o acompanhamento dos resultados das translocações. Daremos continuidade às ações com o Manual Pedagógico de Apoio Pedagógico para Educadores de Ensino Fundamental I em Teodoro Sampaio e implementaremos Escolas Climáticas na região. Além disso, vamos consolidar a Corrida do Mico-leão-preto no calendário municipal de Teodoro Sampaio. Como pesquisadores integrantes do Programa de Manejo Populacional do Mico-leão-preto (PMP-MLP), uma política pública que visa garantir a viabilidade de longo prazo das populações de mico-leão-preto, vamos expandir as ações pela conservação da espécie para as regiões do Médio e do Alto Paranapanema com trabalhos na Estação Ecológica de Caetetus (FF/SP) e na Floresta Nacional Capão Bonito (ICMBio).

INCAB – INICIATIVA NACIONAL PARA A CONSERVAÇÃO DA ANTA BRASILEIRA

A INCAB-IPÊ completa 30 anos de atuação em 2026. É o mais longevo projeto no mundo atuando em pesquisa e conservação de antas, com reconhecimento de 10 prêmios internacionais, entre eles o Whitley Gold Award, o “Oscar” da conservação no planeta. Nessas três décadas, a INCAB-IPÊ construiu o maior banco de dados do mundo sobre a anta-brasileira (Tapirus terrestris) e se tornou referência em pesquisa básica e aplicada voltada à ecologia, saúde, genética e conservação de habitats da anta.

O projeto começou na Mata Atlântica e expandiu-se para o Pantanal (2008), Cerrado (2015), Amazônia (2021) e Caatinga (2023). Neste último bioma, foi constatada a ocorrência da espécie, onde havia sido previamente declarada regionalmente extinta. Cada região apresenta diferentes conjuntos de ameaças ao animal.

Atualmente, a INCAB-IPÊ atua em seis frentes pela conservação da anta-brasileira: Pesquisa Científica; Modelagem de Populações e Planejamento de Ações; Educação Ambiental, Campanhas e Ações; Treinamentos e Capacitações; Turismo Científico e Comunicação.

INCAB – INICIATIVA NACIONAL PARA A CONSERVAÇÃO DA ANTA BRASILEIRA

PRINCIPAIS RESULTADOS EM 2025:

Suporte ao desenvolvimento do novo Plano de Ação Nacional (PAN) do ICMBio para a anta-brasileira.

Gravações do documentário “Anta – o filme”, em parceria com Nitro Histórias Visuais e Tocha Filmes, para celebrar os 30 anos da INCAB-IPÊ em 2026.

Recordes de capturas e coletas de dados em todas as expedições – 46 indivíduos capturados e 13 indivíduos equipados com colar de telemetria satelital.

3 artigos científicos publicados.

PRÓXIMOS PASSOS:

Vamos celebrar os 30 anos do projeto, em 2026, incluindo o lançamento do primeiro documentário sobre a espécie. Também serão estabelecidas áreas de estudo no bioma Caatinga. Temos como meta publicar pelo menos 10 artigos científicos em 2026.

PROJETO TATU-CANASTRA

Os estudos para compreender hábitos, saúde e comportamento do tatu-canastra (Priodonte maximus) são realizados desde 2010 e já contribuíram para a criação de áreas protegidas e corredores de conservação no Mato Grosso do Sul. O projeto é realizado pelo IPÊ, em parceria com o ICAS - Instituto de Conservação de Animais Silvestres, e promove a redução de conflitos entre apicultores e o tatu, por meio da iniciativa Canastras e Colmeias. Além disso, o projeto atua na formação de brigadas comunitárias de combate a incêndios em Nhecolândia, no Pantanal, envolvendo uma área de 1.600 km² e 23 fazendas.

PROJETO TATU-CANASTRA

PRINCIPAIS RESULTADOS EM 2025:

10 expedições realizadas no Pantanal, com 8 recapturas e colocação de tags de GPS em 5 novos indivíduos para monitoramento.

Isabel, tatu-canastra com mais de 20 anos de idade, que o projeto segue desde 2011, continua sendo registrada pelas nossas armadilhas fotográficas (camera traps).

12 artigos científicos publicados.

6 conservacionistas internacionais e 9 do Brasil participaram de formação em áreas de estudo do projeto no Pantanal e no Cerrado.

3 escolas rurais, totalizando cerca de 60 jovens, beneficiadas com atividades educacionais sobre biodiversidade e prevenção ao fogo, em parceria com o Ibama/PrevFogo.

PRÓXIMOS PASSOS:

Vamos continuar os estudos de longo prazo, com foco em fêmeas adultas para monitorar e reunir dados sobre reprodução. Implementaremos um projeto piloto e elaboraremos um plano operacional para combate a incêndios em 6 fazendas nas áreas de estudo. Daremos sequência aos treinamentos para brigadistas de combate a incêndios florestais para as 23 fazendas do programa.

MONITORAMENTO DA BIODIVERSIDADE EM ÁREA PROTEGIDA COM CONCESSÃO FLORESTAL

Neste projeto, monitoramos áreas conservadas e de manejo sustentável na Floresta Nacional (Flona) de Caxiuanã (PA), operadas sob concessão florestal pela Benevides Madeiras. O projeto conta com apoio do Serviço Florestal dos Estados Unidos e parceria com ICMBio, Ibama, Serviço Florestal Brasileiro (SFB), Museu Paraense Emílio Goeldi, Jardim Botânico do Rio de Janeiro e Jardim Botânico de Nova Iorque. Todos os parceiros integram um Grupo de Trabalho Interinstitucional (GTI), que atua no planejamento, execução e acompanhamento das ações do projeto. Entre os resultados já alcançados está a implantação do programa Monitora, coordenado pelo ICMBio, na Flona, com implementação de protocolos do componente florestal nos módulos básico e avançado. Também iniciamos o piloto de um novo protocolo de monitoramento da madeira para espécies manejadas. Comunidades, líderes de projeto e gestores são incentivados a se engajar no projeto, por meio de debates e dos Encontros de Saberes.

MONITORAMENTO DA BIODIVERSIDADE EM ÁREA PROTEGIDA COM CONCESSÃO FLORESTAL

PRINCIPAIS RESULTADOS EM 2025:

Execução dos protocolos do Programa Monitora para monitoramento de biodiversidade em áreas sob manejo florestal sustentável, ampliando a base nacional de dados do Sistema Monitora e fortalecendo a atuação do Serviço Florestal Brasileiro (SFB) com evidências sobre conservação da biodiversidade em concessões florestais.

Consolidação dos dados de 2024 do Monitora demonstrando que o manejo florestal adequado mantém a capacidade da floresta de reter biomassa e carbono, reforçando seu papel na conservação e mitigação das mudanças climáticas.

Realização do Encontro dos Saberes, agenda estratégica do Monitora voltada ao diálogo entre conhecimentos das comunidades locais e conhecimento técnico-científico. O IPÊ apoia a implementação e institucionalização dessa tecnologia social desde sua criação em 2019.

Terceiro ciclo do Curso de Monitores fortalece capacidades locais e o engajamento comunitário no monitoramento.

Coleta de dados realizada pelo terceiro ano consecutivo, ampliando a série histórica e a robustez das informações sobre biodiversidade na região.

26 participantes no Encontro dos Saberes e no curso de monitoramento, 27% deles mulheres, entre equipe de instrutores e participantes.

Do total de 10 monitores, 3 mulheres realizaram monitoramento em campo.

PRÓXIMOS PASSOS:

A partir de 2026, o monitoramento da biodiversidade na Flona de Caxiuanã será conduzido pelo ICMBio, com recursos próprios e apoio de parceiros locais. Também na Flona, vamos implementar um projeto de fortalecimento do manejo florestal não madeireiro, com foco na castanha da Amazônia, em parceria com o SFB, comunidades, ICMBio e Museu Paraense Emílio Goeldi.

TERCEIRA MARGEM DO RIO DOCE

Neste projeto, mapeamos e analisamos a vulnerabilidade das espécies da fauna e flora que são alvo de extrativismo ilegal na bacia do rio Doce, desde Mariana (MG) até Linhares (ES), incluindo estudo de novas dinâmicas após o rompimento da barragem do Fundão, em 2015. Fizemos o levantamento junto à população local sobre os principais usos e interações que fazem com a biodiversidade. O objetivo é, na sequência, propor ações e oportunidades de desenvolvimento com base no uso e manejo adequado dos recursos naturais, por meio de educação ambiental em rede, valorização de saberes tradicionais, restauração ecológica e produtiva, retenção da juventude no campo, turismo de base comunitária e o fortalecimento de cadeias da sociobiodiversidade. Os resultados contribuem com o Plano de Ação para Conservação da Biodiversidade Terrestre do Rio Doce, da Reparação da Bacia do Rio Doce, estabelecido pelo Novo Acordo do Rio Doce.

TERCEIRA MARGEM DO RIO DOCE

PRINCIPAIS RESULTADOS EM 2025:

Finalização da identificação, caracterização e mapeamento de áreas prioritárias para a conservação da biodiversidade, restauração ecológica e conectividade de paisagens ao longo de toda a calha do rio Doce.

Conclusão do mapeamento e da articulação de atores, organizações e instituições ao longo da calha do rio Doce, com proposição de redes colaborativas e estratégias de governança territorial voltadas ao fortalecimento de ações socioambientais integradas.

Levantamento de 342 espécies da flora, sendo 246 nativas da região, a partir das 1.233 citações.

O principal uso identificado pelas comunidades é o medicinal (43%), o que evidencia a conexão com os conhecimentos tradicionais. O uso alimentar apareceu em segundo lugar, representando 27% das citações.

Apenas 10% das plantas citadas são comercializadas, o que revela potencial ainda pouco explorado para geração de renda com produtos da sociobiodiversidade.

38 espécies nativas da flora identificadas com potencial para o desenvolvimento de cadeias produtivas sustentáveis e da sociobiodiversidade. Entre elas estão espécies como cambucá, jenipapo, juçara, pitanga, uvaia, sapucaia, jatobá, cajá-mirim e cipó-cravo.

Cerca de 50% das espécies de animais citadas apresentaram algum tipo de interação extrativista, como caça, captura, criação em cativeiro para comércio ou consumo, o que indica necessidade de fiscalização e educação ambiental.

Os principais animais identificados nas entrevistas (com diferentes interações, de extrativismo a observação) foram: capivara, teiú, canário-da-terra, gambá e jacu.

As espécies da flora mais citadas, que refletem conhecimento e uso pelas comunidades, foram: cajá-mirim, aroeira-pimenteira, goiabas, sapucaia e jenipapo.

3 bolsas de estudo vinculadas à ESCAS.

PRÓXIMOS PASSOS:

Vamos mapear as cadeias de sociobiodiversidade em uma área expandida da bacia do Rio Doce, além de realizar análises de mercado, promoção de arranjos institucionais e assessoria às associações comunitárias via parceria com o Ministério do Meio Ambiente e Universidade Federal do Espírito Santo.

PAISAGENS CLIMÁTICAS

O projeto visa criar paisagens multifuncionais sustentáveis na região dos Pontões Capixabas (ES), onde a degradação ambiental está provocando sua desertificação. Promovemos a formação técnica de agricultores familiares, assentados da reforma agrária e extrativistas, para incentivar a integração entre produção, conservação e conectividade da paisagem. Ações específicas são desenvolvidas para a juventude e mulheres do campo. Realizamos o traçado de 3 corredores ecológicos para conectar fragmentos florestais, a implantação de 4 unidades demonstrativas, utilizando as Soluções Baseadas na Natureza (SbN) como estratégia, além do fomento a políticas públicas para paisagens resilientes às mudanças climáticas na bacia do Rio Doce, também no Espírito Santo. Em 2025, assinamos um Protocolo de Intenções com a Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável (SNPCT/MMA), para cooperar com a construção do Programa Nacional de Gestão Ambiental e Socioprodutiva de Paisagens Rurais (Programa Gestar), fortalecendo ações de gestão integrada de paisagens rurais, considerando as esferas ambiental, econômica e sociocultural associadas às necessidades de adaptação e mitigação das mudanças climáticas.

PAISAGENS CLIMÁTICAS

PRINCIPAIS RESULTADOS EM 2025:

A análise integrada da paisagem de 217 propriedades apontou cerca de 1.000 hectares prioritários para restauração ecológica e adequação ambiental, com média de 4,6 hectares de passivos por propriedade.

4 Unidades Demonstrativas com Soluções Baseadas na Natureza implantadas, como sistemas agroflorestais e silvipastoril, produção agroecológica e recuperação de nascentes.

Apoio na comercialização de cafés especiais dos beneficiários do projeto.

60 famílias ao longo do traçado dos corredores ecológicos beneficiadas com o planejamento participativo e adequação ambiental de suas propriedades.

270 mudas plantadas para restauração florestal e outras 1.342 mudas destinadas a sistemas produtivos sustentáveis.

Realização de oficinas integradas com o projeto CECSA-Clima, voltadas à construção participativa do Plano de Cooperação Territorial.

PRÓXIMOS PASSOS:

Aumentaremos o número de Unidades Demonstrativas, de 4 para 21. O projeto passará a integrar outra iniciativa, a Estruturação e Fortalecimento da Rede Capixaba de Agroecologia e Sociobiodiversidade, aprovada no edital Ecoforte (Fundação Banco do Brasil e BNDES), o que permitirá dar sequência e escala às ações.

RESTAURAÇÃO

Acreditamos que o restabelecimento de florestas em áreas degradadas é uma das principais ações para recuperar ecossistemas e seus benefícios. Nossas iniciativas nessa frente acontecem na Mata Atlântica e na Amazônia, biomas importantes para a regulação climática. Os projetos não apenas promovem o plantio de mudas nativas, como também contribuem para gerar emprego e movimentar a economia das comunidades locais envolvidas em etapas da restauração, como viveiros e manutenção das mudas.

 
 

CORREDORES DE VIDA

Em 25 anos, já plantamos 12,2 milhões de mudas, em mais de 7 mil hectares, na região do Pontal do Paranapanema, no oeste do estado de São Paulo. Entre os destaques está a criação do maior corredor restaurado na Mata Atlântica com 2,4 milhões de árvores, em 12 km. Com o projeto, fomentamos a cadeia da restauração florestal, ao adquirir mudas dos viveiros comunitários e incentivamos o empreendedorismo da comunidade em empresas de plantio e manutenção de mudas. As áreas para restauração florestal têm como base o “Mapa dos Sonhos”, com objetivo de conectar duas das principais Unidades de Conservação da região, o Parque Estadual Morro do Diabo e a Estação Ecológica Mico-Leão-Preto, por meio de plantios em Áreas de Preservação Permanente (APPs) e de Reserva Legal (RL) em propriedades rurais privadas. O Mapa tem como critério áreas que são estratégicas para a biodiversidade. Afinal, o objetivo é restaurar a diversidade de vida que já existiu ali.

Nessa trajetória, acumulamos conhecimento e experiência em restauração em larga escala. Desde 2021, ampliamos nossa área de atuação de sete para 30 municípios, por meio do ARR Corredores de Vida – com foco na geração de créditos de carbono, uma parceria do IPÊ com a Biofílica e financiamento da AstraZeneca. Até 2041, o projeto vai restaurar 75 mil hectares. Em 2025, o projeto chegou à marca de 2.000 hectares restaurados ao ano, aumento de 1.000% em relação a 2020. Desde o início, o engajamento da comunidade é um dos pilares do projeto, que promove encontros periódicos, conhecidos como Sextas ConsCiência, para compartilhar desafios e avanços das pesquisas e ouvir os participantes.

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CORREDORES DE VIDA

PRINCIPAIS RESULTADOS EM 2025:

3.761.650 mudas de árvores nativas do bioma Mata Atlântica plantadas, em 1.910 hectares em restauração.

21 empresas de plantio e manutenção criadas e fomentadas, um aumento de 90% em relação aos últimos três anos.

Construção participativa da “Política de Direitos Humanos na Cadeia da Restauração Florestal”, que auxilia na identificação e gestão de riscos.

Quatro edições de Sexta ConsCiência, com participação de 432 pessoas, sobre os temas: mulheres na restauração, incêndios florestais, Código Florestal e plano de convivência com fauna e flora.

Criação do Grupo de Trabalho da Equidade de Gênero (GTEG), com o objetivo de garantir integridade no tratamento das mulheres na cadeia da restauração.

5 artigos científicos publicados.

PRÓXIMOS PASSOS:

Faremos edições anuais da Sexta ConsCiência voltadas para as mulheres e encontros regulares do Grupo de Trabalho da Equidade de Gênero (GTEG). Também lançaremos o Plano de Convivência entre Humanos e Fauna no Pontal do Paranapanema, para promover a convivência harmônica entre pessoas e a fauna que voltou a ser avistada na região devido aos corredores ecológicos.

PROSPERA

No sul da Bahia, o projeto Prospera – Projeto de Restauração Orientada e Sustentável para Produção Ecológica, Regeneração Ambiental e Renda Ampliada realiza a restauração ecológica de um trecho do Corredor Central da Mata Atlântica, nos municípios de Alcobaça, Prado, Porto Seguro e Itamaraju. Desde 2024, o projeto viabilizou a restauração de 25 hectares de Áreas de Preservação Permanente (APPs) no entorno dos Parques Nacionais do Monte Pascoal e do Descobrimento (ICMBio), conectando 7.871 hectares de remanescentes florestais e áreas privadas. O projeto promove Soluções Baseadas na Natureza (SbN) que conciliam conservação da biodiversidade, uso sustentável da terra e desenvolvimento local, a partir da restauração ecológica, de sistemas agroflorestais e silvipastoris. As ações acontecem por meio de parcerias com proprietários rurais e participação em fóruns regionais para ampliar o diálogo sobre conservação da biodiversidade, produção sustentável e desenvolvimento local. O projeto tem financiamento das empresas Procter & Gamble, Suzano Papel e Celulose e Fundação Sol de Janeiro.

PROSPERA

PRINCIPAIS RESULTADOS EM 2025:

25.283 mudas plantadas, de 41 espécies de árvores nativas da região.

Conclusão do plantio de 25 hectares de restauração ecológica em APPs.

Expansão da atuação para o município de Alcobaça, por meio da implantação de restauração florestal e de sistema agroflorestal com café.

PRÓXIMOS PASSOS:

Formalizaremos novas parcerias para ampliar a conectividade entre remanescentes florestais estratégicos da região. Vamos executar um plano de formação com cursos e seminários voltados a produtores rurais, técnicos e instituições locais. Também implantaremos protocolos de monitoramento de biodiversidade, cobertura vegetal e conectividade da paisagem nas áreas restauradas.

SEMEANDO ÁGUA

O Programa Semeando Água atua para fortalecer o Sistema Cantareira, que tem capacidade de abastecer mais de 9 milhões de pessoas da região metropolitana de São Paulo, além dos municípios de Campinas e Piracicaba. Focamos nossas ações em restauração florestal, implantação de sistemas produtivos sustentáveis, formações e engajamento de alunos, professores e das comunidades para promover a resiliência hídrica. Atualmente, 36 propriedades rurais são Unidades Demonstrativas, reconhecidas como referência no aumento da conectividade da paisagem, na concentração de carbono na biomassa e na infiltração da água da chuva; consequentemente, no potencial aumento da resiliência hídrica e na conservação da biodiversidade no Sistema Cantareira. Já formamos mais de 740 pessoas em práticas de produção rural sustentáveis fomentando o engajamento na conversão de uso do solo.

Também geramos conhecimento científico utilizado como estratégia de expansão da conservação de solo, água e biodiversidade na região. Além disso, incidimos em políticas públicas locais e incentivamos a formação de Coletivos Socioambientais para fortalecer a resiliência às mudanças climáticas, por meio do projeto Escolas Climáticas.

SEMEANDO ÁGUA

PRINCIPAIS RESULTADOS EM 2025:

25 mil mudas de espécies nativas plantadas para restauração ecológica.

22 mil mudas de espécies nativas plantadas em sistemas produtivos sustentáveis.

Estudo apontou potencial de geração de mais de 49 milhões de toneladas de crédito de carbono, no período de 40 anos, para a região das bacias hidrográficas dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ).

100 hectares na região do Sistema Cantareira convertidos em manejo de pastagem, 50 hectares em florestas multifuncionais e 10 hectares em restauração ecológica, por meio do Programa Refloresta SP – consórcio entre o IPÊ e a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo.

Lançamento da metodologia que permitirá a ampliação das Escolas Climáticas para todo o país.

33 pessoas participaram de cursos e oficinas sobre meliponicultura, manejo da palmeira juçara e sistemas agroflorestais.

16 famílias beneficiadas com assistência técnica para planejamento e adequação ambiental de suas propriedades rurais.

PRÓXIMOS PASSOS:

Ampliaremos a nossa atuação para a bacia do Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ). Vamos expandir as Escolas Climáticas para quatro municípios da região do Sistema Cantareira (Joanópolis, Piracaia, Mairiporã e Bragança Paulista). Desenvolveremos um mapa da conectividade funcional do Cantareira, com base em dados de biodiversidade. Estudaremos parcerias que possam viabilizar financeiramente o aumento da escala de práticas mais sustentáveis do uso do solo e educação ambiental climática.

REFLORA - RECUPERAÇÃO ECOLÓGICA E IMPLANTAÇÃO DE SISTEMAS AGROFLORESTAIS MULTIFUNCIONAIS

O projeto restaura áreas degradadas na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Puranga Conquista, na região do Baixo Rio Negro, em Manaus (AM). Com esse foco, atua em três frentes: plantio de mudas de espécies nativas, formação de pessoas para coleta de sementes e construção de viveiros para fortalecer a cadeia da restauração no estado do Amazonas. Já implementamos 67 hectares. Além disso, articulamos, junto a instituições e universidades, a realização de eventos e cursos sobre a cadeia da restauração ecológica, com enfoque nas comunidades locais. Com isso, contribuímos para a conservação da biodiversidade, a segurança alimentar e a geração de renda. O projeto é uma iniciativa do Floresta Viva Amazonas, do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio).

REFLORA - RECUPERAÇÃO ECOLÓGICA E IMPLANTAÇÃO DE SISTEMAS AGROFLORESTAIS MULTIFUNCIONAIS

PRINCIPAIS RESULTADOS EM 2025:

8 mil mudas de árvores plantadas de espécies de interesse alimentar, cultural, econômico e ecológico para as comunidades.

Prospecção e planejamento participativo realizados para 112 hectares de áreas a serem restauradas em 2026.

Estímulo à implementação de 4 viveiros comunitários, com capacidade produtiva de 10.000 mudas cada por ano.

Articulação com instituições e universidades para o fortalecimento da produção de palmeira tucumã (Astrocaryum aculeatum G.Mey.), espécie de importância alimentícia e econômica na região.

50 pessoas (39 mulheres) e 21 famílias beneficiadas com formação específica, assistência técnica e implantação de áreas de restauração em suas propriedades.

75 participantes em oficinas, curso sobre restauração ecológica e reunião do conselho gestor da RDS.

PRÓXIMOS PASSOS:

Criaremos uma rede de coletores de sementes, com articulação contínua com outras instituições no estado do Amazonas para dar escala à restauração florestal. Concluiremos as metas de 220 hectares em restauração ecológica até o início de 2028.

ARTICULAÇÃO E REDES

Priorizamos ações coletivas e a articulação entre comunidades, instituições da sociedade civil, empresas e governo em nossos projetos, pois acreditamos que o compartilhamento de diferentes saberes e experiências é essencial para enfrentar desafios complexos, como o do clima e da biodiversidade. Assim construímos soluções integradas e ampliamos a geração de impactos positivos necessários.

 
 

LIRA - LEGADO INTEGRADO DA REGIÃO AMAZÔNICA

O Fundo LIRA é um mecanismo que combina financiamento de projetos com ações estruturantes voltadas ao desenvolvimento territorial. O modelo conecta organizações comunitárias, pesquisadores, gestores públicos, empresas e redes da sociedade civil para implementar soluções de conservação em escala. A iniciativa se estrutura a partir de: financiamento com desenvolvimento institucional; atuação em escala territorial, não apenas por projeto; integração entre conhecimento científico e saberes locais; estruturação de cadeias produtivas da sociobioeconomia; acompanhamento contínuo e monitoramento dos resultados. A estrutura do Fundo revela um arranjo que combina recursos públicos e privados, incluindo o Fundo Amazônia/BNDES e a Gordon and Betty Moore Foundation, e o IPÊ como implementador. O LIRA começou em 2019 e finalizou um primeiro ciclo em 2024. Já, em 2025, deu início ao segundo ciclo. No consolidado, nossos resultados são: 103 projetos apoiados, 27 cadeias produtivas fomentadas, 91 áreas protegidas em 7 estados da Amazônia Legal e 45.175 beneficiários diretos com R$ 50 milhões investidos. Com isso, promovemos a transformação de áreas protegidas em polos de conservação e justiça climática, mantendo florestas, águas e o bem viver de povos e comunidades tradicionais.

LIRA - LEGADO INTEGRADO DA REGIÃO AMAZÔNICA

PRINCIPAIS RESULTADOS EM 2025:

Seleção e contratação de 53 projetos comunitários, envolvendo 18 cadeias produtivas (turismo comunitário, pesca artesanal, castanha, pirarucu, entre outras).

57 Áreas Protegidas (62.897.748 hectares em sete estados da Amazônia) abrangidas pelos projetos selecionados.

262 pessoas beneficiadas por meio de formações: 45 gestores públicos e 217 entre indígenas, comunitários e quilombolas.

Incidência política: na Política Nacional de Sociobioeconomia e na reforma tributária.

1 artigo científico publicado.

PRÓXIMOS PASSOS:

Vamos concluir os 53 projetos das organizações locais que integram o segundo ciclo do Fundo LIRA. Realizaremos a Trilha Formativa de Desenvolvimento Institucional do Fundo LIRA com 7 cursos, o evento de integração e resultados (Seminário Legado Amazônico) e publicaremos a Revista de Resultados do Ciclo 2, além de artigo científico e 3 séries técnicas.

COALIZÃO PONTES PANTANEIRAS

A Coalizão Pontes Pantaneiras: Conectando pessoas, cultura e biodiversidade para sustentabilidade atua para fortalecer a conservação e o desenvolvimento sustentável do Pantanal, com a valorização de suas populações e do capital natural. Entre as principais estratégias estão: a integração de atores locais, o incentivo à adoção de práticas sustentáveis e a disseminação de conhecimento científico. Para isso, a iniciativa facilita espaços de diálogo e construção coletiva, como o Fórum Pontes Pantaneiras e o Laboratório Pontes Pantaneiras, além de oficinas voltadas para a pecuária que resultaram no Plano Colaborativo de Valorização da Pecuária Sustentável no Pantanal.

A Coalizão é formada por IPÊ, Embrapa Pantanal, Instituto Smithsonian, The Pew Charitable Trusts e University College London (UCL), com parceria institucional da Fazenda Barranco Alto, da Ágora Comunicação Estratégica e Assuntos Públicos, da Panthera, do Sistema Famato, da Associação Aliança 5P e do Ministério do Meio Ambiente e Mudanças do Clima, além da colaboração de diversas instituições e lideranças pantaneiras.

COALIZÃO PONTES PANTANEIRAS

PRINCIPAIS RESULTADOS EM 2025:

Finalização do Plano Colaborativo de Valorização da Pecuária Sustentável no Pantanal, em oficina, que reuniu 44 participantes (23% mulheres e 10% jovens com até 34 anos).

8 propriedades (110 mil hectares) se tornaram fazendas-piloto da plataforma Solução Integrada Fazenda Pantaneira Sustentável (FPS) no Mato Grosso do Sul, que monitora indicadores ambientais, socioculturais, produtivos e de bem-estar animal nas propriedades rurais.

Anúncio coletivo na COP 30 de apoio à aplicação da FPS em 2 milhões de hectares do Pantanal até 2030, incluindo Governo do Estado do Mato Grosso, Sistema Famato, Coalizão Pontes Pantaneiras, The Pew Charitable Trusts, Associação Aliança 5P e Embrapa Pantanal.

2 artigos científicos publicados.

48 pessoas mobilizadas, entre membros de universidades, empresas, governos, organizações da sociedade civil, proprietários rurais e lideranças de associações de pecuária.

PRÓXIMOS PASSOS:

Entre as prioridades para os próximos anos da Coalizão Pontes Pantaneiras estão o monitoramento e avanço do Plano Colaborativo de Valorização da Pecuária Sustentável no Pantanal, a expansão da Solução Integrada Fazenda Pantaneira Sustentável, o apoio a caminhos para reconhecimento de áreas conservadas e outros instrumentos territoriais, além do desenvolvimento de abordagens que transformem evidências científicas e conhecimento territorial em ações concretas para orientar decisões e ampliar a escala da conservação no bioma.

ÁREAS CONSERVADAS DO PANTANAL

Esta frente de ação teve início em 2023 dentro do projeto Coalizão Pontes Pantaneiras e, em 2025, consolidou-se como iniciativa realizada pelo IPÊ, com o objetivo de apoiar a gestão das Unidades de Conservação e contribuir para a criação de novas áreas protegidas no Pantanal, por meio de articulação local e apoio técnico. A iniciativa é conduzida, desde o início, pelo IPÊ em parceria com University College London (UCL), Instituto Smithsonian, The Pew Charitable Trusts e ICMBio e, em 2025, contou também com o Instituto Delta do Salobra.

ÁREAS CONSERVADAS DO PANTANAL

PRINCIPAIS RESULTADOS EM 2025:

Oficina para mapeamento participativo da pesca e discussão da criação de Unidade de Conservação de Uso Sustentável com pescadores em Cáceres (MT), com 84 participantes (51% mulheres).

Apoio na articulação com atores locais para criação dessas potenciais Unidades de Conservação.

Realização, em parceria com o ICMBio, de oficina de planejamento para criação de Unidades de Conservação do Pantanal, com 27 representantes de comunidades tradicionais, terceiro setor e órgãos do governo federal.

Diagnósticos de uso da terra e dos recursos naturais para subsidiar o ICMBio na criação da Unidade de Conservação nas regiões de Cáceres (MT) e do Delta do Salobra (MS).

Oficina de apresentação e discussão de resultados do diagnóstico de uso da terra e dos recursos naturais com os moradores da região de Cáceres (MT).

192 pessoas engajadas em ações referentes às potenciais áreas conservadas, entre membros de associação/cooperativa de pescadores, comunitários, empresas, governo, escolas, organizações da sociedade civil e setor pecuário.

PRÓXIMOS PASSOS:

Vamos realizar ações para fortalecer o turismo de base comunitária na região do Salobra (MS) e buscar recursos para a implementação de Outros Mecanismos Eficazes de Conservação Baseados em Área (OMEC), tanto em áreas com vegetação nativa, quanto nas que contam com produção e uso sustentável e que haja conservação efetiva.

JUNTOS PELO PANTANAL

O projeto Juntos pelo Pantanal: fortalecendo a participação voluntária e comunitária no Manejo Integrado do Fogo realizou um diagnóstico inédito e participativo mapeando 14 brigadas comunitárias no Pantanal Sul-Mato-Grossense. Por meio dos esforços do projeto, as brigadas agora participam do Comitê do Fogo de Mato Grosso do Sul, o que permite que o conhecimento tradicional das comunidades seja integrado a políticas públicas. Essa articulação fomenta decisões mais eficazes frente à crise climática e fortalece estratégias preventivas de conservação dos ecossistemas pantaneiros.

A iniciativa também apoia a formação de novas brigadas e a qualificação das já existentes. Com isso, a segurança dos envolvidos e a autonomia das comunidades locais aumentam, reduzindo riscos ambientais e protegendo áreas estratégicas para a biodiversidade do Pantanal.

JUNTOS PELO PANTANAL

PRINCIPAIS RESULTADOS EM 2025:

Banco de dados consolidado, com informações de 14 brigadas comunitárias ativas com 120 brigadistas cadastrados, e compartilhado com órgãos públicos e organizações parceiras, para ampliar coordenação interinstitucional e o planejamento estratégico de MIF.

14 brigadas e suas comunidades locais beneficiadas pelas ações de prevenção, educação ambiental e fortalecimento, o que proporciona maior proteção dos territórios, redução de riscos de incêndios e conservação da biodiversidade.

120 brigadistas (47% mulheres) participaram de formação técnica, oficinas de diagnóstico e planejamento e contaram com apoio institucional e fornecimento de equipamentos.

1 nova brigada comunitária formada e outras 2 atualizadas em Miranda (MS), em parceria com a Ecoa e o Ibama/Prevfogo.

Entrega de EPIs e equipamentos a 31 brigadistas de 10 brigadas. O resultado aumenta a segurança dos brigadistas e a capacidade operacional das comunidades na proteção do Pantanal.

PRÓXIMOS PASSOS:

Seguiremos fortalecendo as brigadas comunitárias, por meio de novos financiamentos e projetos e ampliaremos a formação técnica e o acesso a equipamentos. Além disso, vamos consolidar a integração das brigadas às políticas públicas de MIF no estado do Mato Grosso do Sul.

AGROECOLOGIA EM REDE

O projeto atua pelo fortalecimento da agroecologia e da produção orgânica no Amazonas, por meio de assessoria técnica, formação de produtores rurais, fortalecimento das organizações locais, estruturação das unidades de produção, fomento à certificação orgânica participativa e apoio à comercialização de produtos, como frutas, hortaliças, mel e ao turismo de base comunitária. A proposta é melhorar a qualidade de vida de agricultores familiares, ribeirinhos, extrativistas, indígenas e assentados de reforma agrária. As atividades beneficiam sete associações locais e envolvem 192 propriedades rurais e 891 famílias dos municípios de Manaus, Apuí, Iranduba, Rio Preto da Eva, Careiro da Várzea, Borba, Manicoré, Urucurituba e Tefé.

AGROECOLOGIA EM REDE

PRINCIPAIS RESULTADOS EM 2025:

Estruturação da Rede Maniva de Agroecologia e fortalecimento do Sistema Participativo de Garantia, que viabilizou a certificação orgânica no Amazonas.

111 propriedades orgânicas certificadas em nove municípios e 1 agroindústria com impacto estimado sobre 12,5 milhões de hectares de floresta.

Apoio para o acesso dos produtores ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), feiras orgânicas e cestas por assinatura.

137 pessoas (66 mulheres) com formação em agroecologia, bio-insumos, sistemas agroflorestais e certificação orgânica.

133 equipamentos foram entregues às associações, sendo 83 de campo (tratores, motopodas e trituradores) e 50 administrativos (computadores e impressoras).

891 pessoas beneficiadas, por meio de sete associações, com cursos, apoio à certificação orgânica participativa e o fortalecimento institucional das associações.

PRÓXIMOS PASSOS:

Ampliaremos a certificação orgânica e o acesso a mercados institucionais e privados. Vamos diversificar a produção agroecológica e implementar agroindústrias comunitárias, além de fortalecer a articulação da Rede Maniva de Agroecologia e avaliar futuras possibilidades no extrativismo.

TERRITÓRIOS DA VIDA SILVESTRE

A perda da biodiversidade é o foco principal dessa iniciativa que atua para reduzir a perda e evitar a fragmentação do habitat. Para isso, o projeto – iniciado em 2025 – tem sua estratégia baseada no aprimoramento da gestão de territórios terrestres e marinhos críticos para a conservação em larga escala, que envolve aperfeiçoamento da gestão de Unidades de Conservação (UCs), conectividade em áreas fora delas, construção de políticas públicas e disseminação de conhecimento. São parceiros executores beneficiários o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Este último também assume o papel de Unidade de Coordenação do Projeto. O Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) é a Agência Implementadora e o IPÊ, a Agência Executora, responsável pela administração dos recursos, oriundos do GEF (Fundo Global para o Meio Ambiente), e acompanhamento dos resultados.

TERRITÓRIOS DA VIDA SILVESTRE

PRINCIPAIS RESULTADOS EM 2025:

Assinatura de Acordo de Cooperação com MMA, ICMBio e o JBRJ.

Elaboração do Manual Operacional e Planejamento Orçamentário de 2026, aprovado na I Reunião do Comitê Executivo do Projeto.

Oficina Estratégica realizada junto ao MMA, ICMBio, JBRJ e Funbio, para atualizar áreas críticas e alinhar ações planejadas e governança, identificando sinergia entre as iniciativas.

PRÓXIMOS PASSOS:

O projeto deverá contribuir para a avaliação do risco de extinção de 6.000 espécies da fauna e flora, para a criação de 1,4 milhão de hectares de UCs, a implementação de ações de conservação em 12 milhões de hectares, a restauração de 500 hectares, o apoio ao manejo integrado do fogo em 700.000 hectares, o apoio ao manejo de espécies exóticas em 300.000 hectares, incentivo às cadeias de valor da sociobiodiversidade em territórios prioritários apoio à implementação do Programa Monitora em 10 UCs, entre outros. O projeto abrange todos os biomas, com exceção da Amazônia.

VOLUNTARIADO PARA A CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE

O voluntariado que incentivamos, em ações como plantio de mudas de espécies nativas na região do Sistema Cantareira, contribui para aproximar a sociedade de áreas protegidas e da importância de conservar a natureza. Em 2025, somamos 3.175 horas de voluntariado. As atividades são desenvolvidas por meio do Voluntariado Empresarial que mobiliza colaboradores e parceiros pela causa socioambiental e promove o trabalho em equipe, com potencial de estreitar vínculos entre empresa e colaboradores. No ano, 200 voluntários participaram. Saiba como a sua empresa também pode participar. Também atuamos com o Programa Voluntariado para Conservação e Ação Climática em Unidades de Conservação.

VOLUNTARIADO PARA A CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE

PRINCIPAIS RESULTADOS EM 2025:

30 Colaboradores da 3M, GPA, GL Foods, Grupo Zonta (Rede Condor), Jungheinrich e CHEP realizaram plantio de mudas e outras ações na sede do IPÊ, em Nazaré Paulista (SP).

No Parque Estadual do Jaraguá, 20 colaboradores do LinkedIn ajudaram a organizar o viveiro de espécies nativas.

18 colaboradores da Elopar também realizaram a mesma atividade voluntária no Parque Estadual do Jaraguá.

277 horas de trabalho voluntário foram cedidos pela SAP para o desenvolvimento de um aplicativo para auxiliar a integração de brigadas contra incêndios, no âmbito da Rede Nacional de Brigadas Voluntárias.

32 pessoas, entre estudantes e diretores do Ecoswim, organizaram a 18ª edição da maratona de natação solidária, que fez uma arrecadação recorde de R$ 50 mil para o viveiro de mudas nativas de Nazaré Paulista. O evento teve participação recorde, com mais de 1.400 nadadores.

PRÓXIMOS PASSOS:

Seguiremos promovendo a importância de as empresas incorporarem o voluntariado de colaboradores e parceiros em seus calendários corporativos. Além disso, atuaremos para atrair o interesse desse setor para o voluntariado em Unidades de Conservação parceiras.

EDUCAÇÃO

Ampliamos perspectivas sobre os caminhos com potencial para transformações reais com benefícios compartilhados. A educação é central em nossos projetos e é realizada junto a comunidades, voluntários, educadores e estudantes do Brasil e do exterior, que passam a se reconhecer como protagonistas das mudanças que almejam para o mundo.

 
 

ESCAS - ESCOLA SUPERIOR DE CONSERVAÇÃO AMBIENTAL E SUSTENTABILIDADE

Pilar de educação formal do IPÊ, a ESCAS, que completa 30 anos em 2026, visa formar lideranças capazes de contribuir para os principais desafios contemporâneos relacionados à conservação da biodiversidade, à sustentabilidade e aos impactos das mudanças climáticas. É uma escola de educação transformadora. Entre os destaques está o Mestrado Profissional em Conservação da Biodiversidade e Sustentabilidade, nota 5 na Capes, além de cursos de curta duração e in company. A ESCAS já alcançou 8.500 profissionais e formou 290 mestres.

A escola mantém parcerias longevas com instituições do exterior para a formação de estudantes internacionais. Além disso, desenvolve projetos dentro do conceito Integração, Escola e Comunidade – aplicação prática da educação ambiental, unindo ciência, pesquisa de campo e desenvolvimento social – como no caso da iniciativa Educação, Paisagem e Comunidade, realizada no Espírito Santo. A interface com os projetos do IPÊ contribui para levar o conhecimento gerado na prática à sala de aula.

ESCAS - ESCOLA SUPERIOR DE CONSERVAÇÃO AMBIENTAL E SUSTENTABILIDADE

PRINCIPAIS RESULTADOS EM 2025:

290 alunos matriculados nos cursos.

57 bolsas oferecidas, sendo 50 para o Mestrado Profissional entre integrais e parciais.

25 mestres formados.

Como parte da disciplina Resolução de Desafios, as turmas de Mestrado Profissional de Nazaré Paulista e do Sul da Bahia desenvolveram projetos sobre comunidades intencionais e perfil dos neo-rurais na região do Sistema Cantareira e a valorização da biodiversidade.

Os dois trabalhos subsidiarão ações junto ao Programa Semeando Água, do IPÊ, e a equipe de educação ambiental da Veracel S.A.

78 artigos científicos publicados.

Realização de cursos sobre Mercado de Carbono, Educação Ambiental e Redes Sociais para Projetos de Causas Ambientais, temas atuais e relevantes para as comunidades de interesse.

15a edição do curso de Biologia da Conservação e Práticas na Mata Atlântica, realizada em parceria com a Universidade do Colorado, com a participação de 15 estudantes da instituição.

Finalização do projeto Educação, Paisagem e Comunidade, com a integração de 35 famílias em atividades educativas e cerca de 65 hectares restaurados.

Aplicação de trilha formativa para integrantes do Programa Petrobras Socioambiental, com destaque para temas ligados a mudança, resiliência e justiça climáticas.

PRÓXIMOS PASSOS:

Lançaremos o Doutorado Profissional stricto sensu. Vamos ampliar o nosso papel como escola-referência em sustentabilidade e conservação da biodiversidade, nacional e internacionalmente, contribuindo para a formação de agentes transformadores. Temos como objetivo aumentar o intercâmbio de conhecimento prático entre ações que acontecem na ponta e o conteúdo apresentado na escola. Valorizamos as soluções desenvolvidas por projetos do IPÊ ao mesmo tempo que reconhecemos também o trabalho realizado por instituições que são referência nas respectivas áreas de atuação.

ESCOLAS CLIMÁTICAS

Com esta iniciativa, fortalecemos as escolas públicas como polos locais de ação climática e conservação da biodiversidade. Promovemos a formação de Coletivos Socioambientais, que reúnem estudantes, educadores e comunidade escolar para realizar diagnósticos e planos de ação pela sustentabilidade baseados em ciência, realidade local e soluções coletivas, com apoio técnico e financeiro do projeto. A metodologia é participativa e transversal, com conteúdo organizado em sete eixos temáticos (clima, paisagem, biodiversidade, horta agroecológica, compostagem, coleta seletiva e educomunicação). Desde 2022, envolvemos mais de 2.700 estudantes e mais de 460 educadores. Entre os destaques estão o coletivo Ipê Branco, da Escola Estadual Profª Maria Eloiza Pinheiro Ramos, em Nazaré Paulista (SP), que implementou agrofloresta em uma área de 2.000 m².

ESCOLAS CLIMÁTICAS

PRINCIPAIS RESULTADOS EM 2025:

Lançamento de metodologia sistematizada e da plataforma digital interativa, que permitem que o modelo seja replicado em escolas de todas as regiões do país. A tecnologia desenvolvida apoia a implementação das atividades, coleta evidências e monitora o desempenho dos Coletivos.

Escolas particulares também podem fazer parte do projeto, desde que financiem sua participação e viabilizem a jornada de pelo menos uma escola pública.

Participação em eventos de educação: IV Seminário de Educação Interdimensional (Uberlândia-MG); VIII Congresso Internacional de Educação Ambiental (Manaus-AM); VI Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (Luziânia-GO).

Disciplina Resolução de Desafios ministrada à turma do Mestrado ESCAS da Bahia, que resultou em um projeto de educação ambiental com foco na conservação da biodiversidade local.

PRÓXIMOS PASSOS:

Atuaremos pela implementação da metodologia sistematizada em escolas públicas na região do Sistema Cantareira e em outros territórios e biomas.

IMERSÕES

A bordo do barco Maíra I, estudantes e profissionais de organizações, universidades e empresas viajam e conhecem os projetos que desenvolvemos na região do Baixo Rio Negro (AM), em uma imersão responsável e sustentável, que respeita, valoriza e beneficia as comunidades locais. Os participantes ampliam o conhecimento sobre essa parte do território amazônico e as soluções que fomentamos em negócios sustentáveis. Dessa forma, promovemos vivência, educação e intercâmbio de conhecimentos. Em 2025, a convite da Associação-Mãe da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Negro, as viagens de imersão tiveram como roteiro a comunidade de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, na RDS, onde há um trabalho que une monitoramento de quelônios com turismo de base comunitária.

IMERSÕES

PRINCIPAIS RESULTADOS EM 2025:

180 comunitários beneficiados, por meio do Turismo de Base Comunitária.

Apoio do barco Maíra I às atividades dos projetos Navegando Educação Empreendedora e Reflora, além da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (SEMA-AM).

Viagem de imersão de pós-graduandos da University College London e London Imperial College e de alunos do Mestrado Profissional da ESCAS.

136 pessoas participaram das viagens, entre pós-graduandos, técnicos do IPÊ e participantes das atividades de apoio à SEMA.

Realização de expedição de reunião trimestral do IPÊ, com mais de 150 profissionais que conheceram de perto a atuação do Instituto na região há mais de 25 anos.

PRÓXIMOS PASSOS:

Vamos prospectar mais parceiros para o projeto e transformar a imersão em estratégia de educação contínua.

INICIATIVA DE TREINAMENTO E FORMAÇÃO DE LIDERANÇAS AMBIENTAIS

O projeto, uma parceria entre o IPÊ e a Escola de Meio Ambiente da Universidade de Yale, promove formações em conservação da biodiversidade e uso sustentável da terra. Desde o início das atividades na região do Sistema Cantareira, em 2018, e no sul da Bahia, onde está desde 2021, a iniciativa promoveu 27 cursos e eventos, beneficiando 660 participantes até o final de 2025. O público inclui agricultores, estudantes, extensionistas rurais e profissionais de restauração. Por meio de mentorias e recursos, a iniciativa também apoia a execução de projetos de lideranças ambientais. As estratégias para alinhar conservação com produtividade têm como pilares as Soluções Baseadas na Natureza (SbN), por meio do fomento a sistemas produtivos sustentáveis, como silvicultura de espécies nativas, sistemas agroflorestais e silvipastoris.

INICIATIVA DE TREINAMENTO E FORMAÇÃO DE LIDERANÇAS AMBIENTAIS

PRINCIPAIS RESULTADOS EM 2025:

5 eventos (106 horas de cursos) oferecidos para 243 técnicos extensionistas, profissionais do terceiro setor, de empresas e do governo, sobre temas como restauração produtiva, restauração de ecossistemas florestais e formação de corredores ecológicos.

Apoio a ex-participante do projeto – viabilizado com recurso do Programa de Liderança Ambietal, da Elti/Yale – na realização de seminário sobre sistemas agroflorestais, quintais produtivos e agroindustrialização para 30 jovens de assentamento em Prado (BA).

16 pessoas obtiveram bolsa de 54% no valor da inscrição para curso de campo.

PRÓXIMOS PASSOS:

Em 2026, vamos oferecer cursos sobre sistemas produtivos para a restauração de ecossistemas florestais, cursos de campo para produtores familiares e um webinar sobre mecanismos financeiros para a restauração.

EDUCAÇÃO, PAISAGEM E COMUNIDADE

Com o projeto iniciamos nossa atuação no Espírito Santo em áreas estratégicas para o Programa de Recuperação de Áreas de Preservação Permanente e Recarga Hídrica do Rio Doce. De julho de 2020 a agosto de 2025, levamos tecnologia social desenvolvida com agricultores do Pontal do Paranapanema, no estado de São Paulo, para quatro assentamentos rurais, nos municípios de Alto Rio Novo e Águia Branca (ES). Atuamos com restauração florestal de paisagens rurais e a produção sustentável na agricultura familiar, a partir de educação ambiental, formações e extensão rural. A iniciativa marcou o início da linha de projetos Integração Escola e Comunidade, realizada pelo IPÊ e pela ESCAS, nossa frente educacional. Educação, Paisagem e Comunidade contou com financiamento inicial da Fundação Renova e posteriormente da instituição Reparação Bacia do Rio Doce, até a conclusão das atividades em agosto de 2025.

EDUCAÇÃO, PAISAGENS E COMUNIDADE

PRINCIPAIS RESULTADOS EM 2025:

Cerca de 200 hectares identificados, de forma participativa, como estratégicos para a restauração florestal.

68 hectares restaurados com espécies nativas (entre mudas e sementes).

150 famílias beneficiadas com conhecimento de aplicação prática, a partir de cursos e oficinas.

Cerca de 80 famílias de produtores tiveram o planejamento da propriedade concluído.

Cercamento de 45 hectares feito para proteger áreas em processo de restauração florestal do acesso do gado.

Coleta e comercialização de sementes de espécies florestais nativas da Mata Atlântica se tornaram importante fonte de renda complementar para cerca de 35 famílias.

PRÓXIMOS PASSOS:

Os projetos Cecsa-Clima e Paisagens Climáticas, em andamento no Espírito Santo, representam para o IPÊ a continuidade de uma estratégia que alinha restauração florestal de paisagens rurais com produção sustentável em uma região repleta de desafios, mas também de oportunidades.

CECSA-CLIMA – CENTRO DE EDUCAÇÃO E COOPERAÇÃO SOCIOAMBIENTAL PARA O CLIMA

A região da Bacia do Rio Doce, no estado do Espírito Santo, área sob risco de desertificação, também enfrenta o desafio do êxodo da juventude rural. As ações do projeto promovem a mobilização de atores institucionais com potencial de influenciar no uso do solo da região, na construção coletiva de paisagens sustentáveis e no desenvolvimento sustentável para melhorias na resiliência social e no fortalecimento de uma rede de interações frente às mudanças climáticas, a partir do fomento à Governança Territorial.

A iniciativa articula uma rede com representantes de 41 instituições, entre escolas públicas e agroecológicas, prefeituras e secretarias municipais, cooperativas, associações e sindicatos da agricultura familiar, instituições de pesquisa e de extensão rural, que buscam aprimorar a governança de seus territórios para melhorar as condições socioambientais e enfrentar os impactos das mudanças climáticas.

CECSA-CLIMA – CENTRO DE EDUCAÇÃO E COOPERAÇÃO SOCIOAMBIENTAL PARA O CLIMA

PRINCIPAIS RESULTADOS EM 2025:

Construção coletiva de um Plano de Cooperação Territorial envolvendo 37 instituições e organizações locais, estaduais e federais comprometidas com as melhorias socioambientais do território.

27 instituições participaram também da elaboração do Painel de Políticas Públicas, orientada à compreensão e ao acesso a políticas estruturantes, além do Plano Estratégico de Sustentabilidade.

Realização de 3 formações em Escrita de Projetos e Captação de Recursos, das quais 19 instituições participaram, contemplando os municípios de Águia Branca, Alto Rio Novo e Pancas.

Escolas parceiras e agricultores da região se tornaram guardiões de sementes crioulas, valorizando a conservação e multiplicação dessas sementes, após realização do seminário “Bancos Comunitários de Sementes e a Conservação das Variedades Crioulas”, em Águia Branca (ES).

148 pessoas beneficiadas com formações em agroecologia, fortalecimento institucional e seminário da ESCAS, a escola do IPÊ, sobre governança.

452 pessoas participaram de ações de educação ambiental, entre estudantes, professores, mulheres, equipes das Secretarias Municipais de Educação, agricultores, guardiões de sementes e instituições parceiras.

4 publicações sobre Educomunicação desenvolvidas por alunos e educadores.

Formação de coletivo estudantil, com alunos do 8º e 9º anos, com foco no enfrentamento aos efeitos das mudanças climáticas.

PRÓXIMOS PASSOS:

No âmbito do projeto Paisagens Climáticas, desenvolvemos, de forma participativa, o Plano de Cooperação Territorial, que será validado junto aos parceiros do território e implementado com o objetivo de orientar ações, projetos e dar continuidade as iniciativas desenvolvidas na região. Iniciaremos a execução do projeto Estruturação e Fortalecimento da Rede Capixaba de Agroecologia e Sociobiodiversidade, aprovado no edital Ecoforte (Fundação Banco do Brasil e BNDES), que permitirá dar sequência e escala às ações do projeto, com foco em mulheres e jovens rurais.

NEGÓCIOS SUSTENTÁVEIS

Incentivamos o empreendedorismo socioambiental e a consolidação de negócios sustentáveis em diversos territórios, associando benefícios socioeconômicos à conservação da biodiversidade. Ao valorizarmos iniciativas que priorizam a floresta em pé, como a bioeconomia, garantimos que as comunidades assumam papel central e de liderança no desenvolvimento de modelos econômicos e de geração de renda que respeitam a natureza. Também atuamos em parceria com empresas e inciativas que apoiam e impulsionam a causa socioambiental.

 
 

NAVEGANDO EDUCAÇÃO EMPREENDEDORA

Junto às comunidades da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Puranga Conquista, na região do Baixo Rio Negro, em Manaus (AM), usamos a educação empreendedora como uma ferramenta estratégica para fomentar soluções inovadoras em um cenário marcado por mudanças climáticas cada vez mais evidentes, que traz desafios que vão além da conservação ambiental e demandam um novo olhar sobre as práticas econômicas e sociais. Há três anos, o Navegando Educação Empreendedora promove formação, assessoria técnica e investimento semente em empreendimentos comunitários. O projeto conta com parceria da Unidade de Negócios Sustentáveis do IPÊ e financiamento do LinkedIn.

NAVEGANDO EDUCAÇÃO EMPREENDEDORA

PRINCIPAIS RESULTADOS EM 2025:

Projeto reconhecido com o Prêmio Inovação, da Universidade de Yale, entre 56 iniciativas inscritas.

Realização de 2 oficinas, envolvendo 84 participantes, sobre desafios e oportunidades de empreender de forma sustentável na Amazônia.

Modelos de negócios desenvolvidos para 19 novos empreendimentos.

12 projetos selecionados, em áreas como artesanato, cultura, turismo e alimentos, para receberem assessoria; 4 deles contarão com investimento em 2026.

3 capacitações estratégicas realizadas em pontos-chave da RDS Puranga Conquista, para ampliar a participação de diferentes comunidades.

PRÓXIMOS PASSOS:

Continuaremos a mentoria dos projetos selecionados com foco na estruturação de modelos de negócio economicamente viáveis e ambientalmente sustentáveis. Aqueles com maior potencial de implementação e impacto socioambiental receberão apoio financeiro inicial e acompanhamento técnico na implantação. Com isso, haverá o fortalecimento de cadeias de valor locais que consolidam a floresta em pé como base econômica para o desenvolvimento territorial.

CAFÉ AGROFLORESTAL

Os Sistemas Agroflorestais (SAFs) contribuem com a variedade de alimentos e possibilitam o aumento de renda de agricultores, além de reduzir o uso de agrotóxicos. No Pontal do Paranapanema, oeste do estado de São Paulo, 51 famílias se beneficiam com os SAFs, em especial com o cultivo de café agroflorestal. Os agricultores cultivam o café à sombra de árvores frutíferas, como limão-taiti e laranja-pera-rio, além das árvores nativas. Adquirimos o café produzido para beneficiamento e comercialização local. Para a biodiversidade, esse sistema cria trampolins ecológicos, ou seja, áreas de vegetação que se conectam com outras, e que podem ser usadas por aves e outros animais da fauna nativa como pontos de parada durante a locomoção.

CAFÉ AGROFLORESTAL

PRINCIPAIS RESULTADOS EM 2025:

795 kg de café em coco comprados dos agricultores para a produção do café agroflorestal.

171 kg de café beneficiados, resultando em 270 pacotes de 500 g de café, todos comercializados pelo IPÊ na região.

PRÓXIMOS PASSOS:

Continuaremos a adquirir o café produzido nesses SAF e a beneficiá-lo para comercialização local.

VIVEIROS COMUNITÁRIOS

Na região do Pontal do Paranapanema, no oeste do estado de São Paulo, fomentamos a criação de viveiros comunitários, que cultivam mudas de espécies nativas da Mata Atlântica. São viveiros com autonomia que são fornecedores do IPÊ, com potencial de atender também a outras iniciativas. Contribuímos com a formação de pessoas das comunidades locais para que atuem nesse setor. O projeto conta com o viveiro-escola Campos da Alvorada, onde são realizados cursos e formações para viveiristas e colaboradores. O IPÊ compra mudas desses viveiros comunitários, bem como de outros viveiros parceiros, para restauração na região. Atualmente, trabalhamos com 23 viveiros (17 comunitários e 6 parceiros), que empregam 114 pessoas. Deles, adquirimos mais de 4,7 milhões de mudas em 2025, um crescimento de 42,42% em relação ao ano anterior.

VIVEIROS COMUNITÁRIOS

PRINCIPAIS RESULTADOS EM 2025:

4.744.250 mudas de espécies nativas da Mata Atlântica compradas pelo IPÊ para o projeto Corredores de Vida.

Integração feminina à atividade: 63 mulheres, que representam 55% dos profissionais que trabalham nos viveiros comunitários e parceiros; 9 viveiros são liderados por mulheres.

Início da criação de um viveiro-modelo para a produção de 150 mil mudas por ano, a ser concluída em 2026.

Segunda máquina de biopotes instalada na área do viveiro-modelo.

Os viveiros comunitários realizaram a transição de 35% dos tubetes de plástico para os biodegradáveis.

40 pessoas beneficiadas.

PRÓXIMOS PASSOS:

Seguiremos com a transição dos tubetes de plástico para os biopotes (biodegradáveis) e com a adequação da produção à demanda crescente da restauração florestal. Seguiremos com a formação continuada dos viveiristas e seus colaboradores.

LOJA DO IPÊ

A Loja do IPÊ comercializa produtos que incentivam a conservação da biodiversidade e contribuem para a geração de renda de comunidades, pequenos produtores, indígenas e artesãos. Há mais de 20 anos, a loja reúne produtos feitos por comunidades locais e aqueles de marketing relacionado a causas, frutos de parcerias do IPÊ com empresas. Temos loja física, localizada na nossa sede, em Nazaré Paulista (SP). Contamos também com loja on-line, que alcança um público mais amplo interessado em apoiar a nossa causa. Conheça.

LOJA DO IPÊ

PRINCIPAIS RESULTADOS EM 2025:

R$ 120 mil reais de faturamento com a comercialização de 2.451 itens.

Do total, 611 produtos comercializados são da iniciativa Costurando o Futuro, em que bordadeiras valorizam a biodiversidade brasileira e ampliam a renda.

213 itens comercializados de produtores rurais vinculados aos projetos Semeando Água, Navegando Educação Empreendedora e Tatu-canastra.

As sandálias da linha Havaianas-IPÊ seguem como referência na área de Marketing Relacionado à Causa.

Integramos o Programa Biomas a um Clique, do Mercado Livre, como forma de reforçar nossa estratégia de vendas on-line.

Participamos com a loja de eventos presenciais, como a Festa das Flores e Morangos de Atibaia (SP) e a Casa IPÊ, durante a COP30, em Belém (PA).

PRÓXIMOS PASSOS:

Continuaremos a expansão da loja, por meio da ampliação da presença digital, do estabelecimento de mais pontos físicos de venda e da busca de novos produtos, sempre com foco na sustentabilidade e no fortalecimento das comunidades envolvidas.

UNIDADE DE NEGÓCIOS SUSTENTÁVEIS

Há mais de duas décadas, a Unidade de Negócios Sustentáveis (UNS) estabelece parcerias estratégicas com o setor privado, consolidando o Instituto como referência em Marketing Relacionado a Causas (MRC). Essa estratégia amplia a visibilidade da causa socioambiental e engaja o público, ao mesmo tempo em que capta recursos essenciais para o fortalecimento organizacional da instituição. Além das parcerias corporativas, a UNS fomenta negócios sustentáveis nas comunidades onde o IPÊ atua, contribuindo para agregar valor a produtos e serviços e gerando renda às famílias envolvidas.

VIVEIROS COMUNITÁRIOS

PRINCIPAIS RESULTADOS EM 2025:

Havaianas-IPÊ

Havaianas-IPÊ

Em 2025, completamos 21 em que a Havaianas, da Alpargatas S.A., destina 7% do lucro líquido da venda das sandálias Havaianas-IPÊ ao Instituto. Já são 26 coleções, com 60 modelos que retratam 56 espécies nativas da fauna brasileira, com 16.644.005 pares vendidos e R$ 10,9 milhões arrecadados.

Parceria com a Fundação Sol de Janeiro

Parceria com a Fundação Sol de Janeiro

A iniciativa apoia o fortalecimento institucional do IPÊ, a restauração de corredores ecológicos no sul da Bahia e garante bolsas de estudo para alunos da ESCAS. A empresa Sol de Janeiro também foi uma das patrocinadoras da Casa IPÊ na COP30, em Belém (PA).

Aporte do Fundo Comunitário Airbnb

Aporte do Fundo Comunitário Airbnb

Programas sociais sugeridos por anfitriões da plataforma recebem recurso do Fundo. No caso do IPÊ, a indicação foi do Clube de Anfitriões de Campinas e interior do Estado de São Paulo e resultou em US$ 40 mil que serão usados no fortalecimento institucional.

Lançamento do IPÊ em Movimento

Lançamento do IPÊ em Movimento

Nessa nova frente, eventos esportivos aliam conservação da biodiversidade à prática de atividades físicas. A primeira ação, o “Pedal na Mata”, em setembro, reuniu 100 participantes em percursos de mountain bike de 12 km, 24 km e 36 km. Os recursos arrecadados foram destinados ao projeto Escolas Climáticas.

Ecoswim: recorde de inscritos

Ecoswim: recorde de inscritos

A maratona de natação obteve recorde de 1.440 inscritos e arrecadou a quantia inédita de R$ 50 mil para o viveiro de mudas nativas do IPÊ em Nazaré Paulista (SP). Organizado por voluntários da Poli-USP, o evento realizado em novembro chegou à 18ª edição e passou a integrar o IPÊ em Movimento.

Casa IPÊ na COP30

Casa IPÊ na COP30

Uma parceria entre IPÊ, Havaianas e a Sol de Janeiro, a casa trouxe um ambiente plural, que contribuiu para democratizar o acesso ao debate climático, com mais de 20 painéis e atividades com representantes de empresas, governo, pesquisadores, sociedade civil e lideranças comunitárias. Com uma curadoria cuidadosa e valorização da cultura e da gastronomia regional, a casa recebeu 1.000 pessoas durante as duas semanas.

Parceria com RaiaDrogasil

Parceria com RaiaDrogasil

Em 2025, a comercialização dos 18 produtos da linha da Needs Natos, uma parceria entre IPÊ e grupo RaiaDrogasil, destinou para o Instituto R$ 98.103,04. Cada produto tem 1% do valor da venda revertido para o IPÊ. São sabonetes, protetores solares, desodorante, entre outros – com ingredientes naturais e embalagens sustentáveis. Os recursos recebidos são utilizados em ações de desenvolvimento institucional.

Estudo com apoio da JPA

Estudo com apoio da JPA

Iniciamos o Estudo de Viabilidade Econômica do Tucumã, na RDS Puranga Conquista (Manaus) para fortalecer a cadeia produtiva. A iniciativa é financiada pelo JPA – Juntos pela Amazonia, do Grupo + Unidos.

PRÓXIMOS PASSOS:

Seguiremos com o desenvolvimento e aprimoramento de parcerias nacionais e estratégicas com empresas interessadas em promover e ampliar o impacto de ações socioambientais em colaboração com o IPÊ.

 

Dados Financeiros

O IPÊ é uma organização sem fins lucrativos. Os recursos para nossas iniciativas, projetos e estrutura são oriundos de financiamentos, parcerias, editais e doações nacionais e internacionais.

Metas Globais

Soluções locais para os desafios atuais

As soluções locais e integradas para conservação da biodiversidade em territórios com áreas degradadas e espécies ameaçadas envolvem cientistas e pesquisadores, empresas, poder público e comunidades, buscando alcançar o bem-estar de todos. Ao impulsionar mudanças locais, o IPÊ contribui para o enfrentamento dos grandes desafios da atualidade: mudanças climáticas e perda de biodiversidade.

Agenda 2030

O trabalho do IPÊ está diretamente vinculado a sete Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS): 1 (erradicação da pobreza); 2 (fome zero e agricultura sustentável); 6 (água potável e saneamento); 11 (cidades e comunidades sustentáveis); 12 (consumo e produção responsáveis); 13 (ação contra a mudança global do clima); e 15 (vida silvestre).

ODS 1
ODS 2
ODS 6
ODS 11
ODS 12
ODS 13
ODS 15

Metas de biodiversidade

Nossas ações estão diretamente conectadas ao cumprimento de mais de 70% das metas mundiais de biodiversidade, estabelecidas pelo Marco Global de Kunming-Montreal da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) da ONU, que buscam frear e reverter a perda da natureza até 2030.

Atuamos também com apoio técnico na construção de políticas nacionais estruturantes, como a Estratégia e Plano de Ação Nacionais para a Biodiversidade (Epanb), instrumento que alinha as ações nacionais às metas globais, e os Planos de Ação Nacional de Espécies Ameaçadas (PANs), por meio de pesquisa e implementação de iniciativas.

Somos membros da UICN (União Internacional para a Conservação da Natureza) e fazemos parte de comissões de especialistas e grupos técnicos de trabalho para avançar na articulação de conhecimento, algo essencial tendo em vista resultados que contribuem para a conservação em nível global. No Brasil, somos representantes da sociedade civil do bioma Pantanal na Comissão Nacional da Biodiversidade (Conabio), uma ponte estratégica entre governo, comunidade científica e sociedade civil, para que o Brasil cumpra seus compromissos internacionais.

Soluções para o clima

No contexto climático, o IPÊ participa de redes estratégicas, colaborando como sociedade civil para a adaptação climática e no apoio a políticas públicas que considerem a conservação da biodiversidade elemento-chave para o enfrentamento da crise do clima.

 

Tecnologia a serviço da conservação da biodiversidade

A tecnologia é uma importante aliada da conservação da biodiversidade, em campo ou à distância. Pesquisadores obtêm, por meio de diferentes tecnologias, dados valiosos sobre as espécies-alvo de estudos, assim como do ambiente em que elas vivem.

Conheça mais de 10 tecnologias utilizadas pelos pesquisadores do IPÊ:

Câmera térmica

Câmera térmica

Foto: Lucas Leonil
Gravador autônomo de áudio

Gravador autônomo de áudio

Foto: Arquivo IPÊ
Armadilha fotográfica - Câmera Trap

Armadilha fotográfica - Câmera Trap

Foto: Arquivo IPÊ
Colar de telemetria

Colar de telemetria satelital

Foto: Arquivo IPÊ
GPS e acelerômetro juntos

GPS e acelerômetro juntos

Foto: Fernanda Abra
Sequenciamento de DNA

Sequenciamento de DNA

Foto: Arquivo IPÊ
Uso de iDNA para encontrar antas na Caatinga

Uso de iDNA para encontrar antas na Caatinga

Foto: Raquel Alves
Sistemas de Informações Geográficas (SIG), como o ArcGIS Pro

Sistemas de Informações Geográficas (SIG), como o ArcGIS Pro

Foto: Arquivo IPÊ
Drone

Drone

Foto: Sergio Andrade
LIDAR - Light Detection and Ranging

LIDAR - Light Detection and Ranging

Foto: Arquivo IPÊ

Comunicação para fortalecer a causa socioambiental

Para alcançar a diversidade de públicos com os quais o IPÊ se relaciona, investimos em um time de comunicação institucional e de projetos. Para nós, informar de maneira qualificada e acessível é uma premissa que valoriza a ciência, gera conhecimento entre todos e fortalece a causa socioambiental.

Em 2025, ampliamos nossos seguidores nas redes sociais e provocamos ainda mais participação levando informações sobre fauna, restauração, educação e negócios sustentáveis. Contamos com 110 mil seguidores no Instagram, 56,9 mil no Facebook e 15 mil no X. Lançamos também nosso TikTok.

Nas nossas redes, as pessoas também acompanham o dia a dia da instituição e as nossas prestações de contas, sejam elas financeiras ou os resultados concretos de nosso trabalho. Com apoio do LinkedIn Grants e conteúdo direcionado, temos 178 mil seguidores nessa plataforma.

Junto à imprensa, encerramos 2025 com mais de 1.000 notícias sobre o IPÊ e nossos projetos espalhados pelo Brasil.

A Comunicação do IPÊ teve papel relevante na COP30, em Belém, tanto na Blue Zone, junto com demais organizações da sociedade civil, quanto nas atividades da Casa IPÊ. Construímos a comunicação da Casa a partir de nossa essência, reforçando a relação direta entre conservação da biodiversidade e clima. Esse tema esteve presente em todos os materiais e debates. Abordamos desde os impactos das mudanças climáticas sobre fauna e florestas até o papel da biodiversidade na mitigação e adaptação à crise climática.

Na Casa IPÊ, os visitantes puderam conhecer projetos do Instituto para o enfrentamento da crise do clima, entender os impactos disso sobre espécies e vivenciar a biodiversidade, por meio de sons da natureza transformados em música pelo Biosample e provar a culinária com sabores da biodiversidade do Norte do Brasil.

Em 2025, além do grupo de comunicação do Observatório do Clima, passamos a fazer parte da Rede de Parceiros pela Integridade da Informação sobre Mudança do Clima que integra o Capítulo Brasileiro da Iniciativa Global sobre o tema vinculado à ONU e à Unesco.

Coordenação geral: Paula Piccin Coordenação editorial e de conteúdo: Cibele Quirino
Texto: Bem Comunicar Design: Ed Santana Ilustrações: Shirley Felts
Desenvolvimento: Prima Estúdio