Projetos Temáticos

Pecuária Sustentável​

No Brasil, onde o gado ocupa 3/4 das terras agrícolas, a pecuária convencional traz desafios ao degradar o solo e reduzir a qualidade das pastagens, gerando grande impacto na produtividade (cerca de 80% das pastagens apresentam algum grau de degradação), no meio ambiente e no bem-estar animal. As mudanças climáticas e a crescente demanda por produtos de alta qualidade indicam que precisamos construir, urgentemente, um futuro para uma pecuária sustentável. Esse modelo de pecuária deve ser capaz de simultaneamente:

- aumentar a produtividade e a rentabilidade dos sistemas;

- gerar bem-estar animal;

- aumentar a geração de bens ambientais e serviços ecossistêmicos; e

- facilitar a liberação de terras frágeis e marginais para a restauração ecológica.

Para alcançar esses objetivos, é preciso acelerar a transição da pecuária convencional não sustentável para sistemas mais ambientalmente amigáveis, por exemplo, com os sistemas silvipastoris (SPS).

Projeto Acelerando a Adoção de uma Pecuária Sustentável com Treinamento Especializado no Brasil

O projeto piloto é uma colaboração entre o IPÊ, a Escola de Estudos Florestais e Ambientais da Universidade de Yale e sua Iniciativa de Liderança e Treinamento Ambiental (Yale ELTI) e o Centro de Pesquisa em Sistemas de Produção Agrícola Sustentável (CIPAV), da Colômbia.

Saiba como ele acontece.


Análise de Serviços Ecossistêmicos

Desde 2012, o IPÊ vem ampliando a sua área de pesquisa junto a parceiros empresariais, com o objetivo compreender os impactos de suas práticas nos ecossistemas. Desta forma, realizou entre 2012 e 2014, análises da cadeia de produção do Danoninho, produto da empresa francesa Danone, e também desenvolveu estudos sobre água e café no Cerrado para a fabricante Nespresso. A iniciativa entre o Instituto e as empresas observa a relação dos negócios das companhias com os serviços ecossistêmicos, ou seja, com os benefícios que o ser humano obtém de ecossistemas. O objetivo é compreender de que forma as alterações no meio ambiente (mudanças climáticas, desmatamento, escassez de água) impactam diretamente a produção e como a produção empresarial impacta os serviços ecossistêmicos e a biodiversidade. Assim, é possível detectar os desafios e agir mais objetivamente para a conservação dos recursos naturais e para a oferta de serviços ecossistêmicos, de quem as empresas são dependentes para manter suas atividades. Os levantamentos são realizados por meio de tecnologia inovadora de análise da biodiversidade, que integra sequenciadores de DNA e pode avaliar a qualidade dos ecossistemas de forma mais precisa.


Pesquisa e Desenvolvimento

Os chamados projetos P&D - Pesquisa e Desenvolvimento - buscam respostas aos desafios tecnológicos e de mercado a partir da originalidade e a inovação. Monitoramento da biodiversidade, análise e avaliação dos serviços ecossistêmicos e valoração do Capital Natural são as frentes de atuação do IPÊ nesta linha. Utilizando-se de sua expertise em ciência e inovação, o IPÊ busca novas tecnologias que possam identificar e avaliar mais precisamente os resultados dos trabalhos promovidos por empresas e instituições de variados setores, que investem em sustentabilidade. Desenvolvimento de Tecnologias para Valoração de Serviços Ecossistêmicos e do Capital Natural em Programas de Meio Ambiente


Áreas Protegidas

As Unidades de Conservação (UCs) brasileiras, ao mesmo tempo em que são de extrema importância para a proteção da biodiversidade do País e uso sustentável dos recursos naturais, possuem índices baixos de implementação e enfrentam desafios para alcançar seus objetivos de criação. De forma a colaborar com o desenvolvimento dessas áreas protegidas, o IPÊ realiza atividades como elaboração de planos de manejo para essas unidades, capacitações e projetos em parceria com gestores, ICMBio (Instituto Chico Mendes de Biodiversidade), secretarias estaduais, prefeituras e demais organizações ligadas à criação e implementação de UCs.