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A parceria entre IPÊ e Havaianas já é de longa data. São 16 anos de uma relação sólida com uma coleção permanente que conta com lançamentos anuais e é vendida em cerca de 100 países. Todas as vendas têm 7% do valor líquido revertido para o Instituto que luta pela conservação da biodiversidade brasileira. De 2004 a 2019, cerca de R$ 9,2 milhões. Agora, Havaianas reforça seu compromisso com a biodiversidade e faz a doação de 100 mil reais para o IPÊ, um apoio importante na luta pelo Pantanal.

Até o momento, dados mostram que mais de  25% do Pantanal já queimou por conta dos incêndios florestais e o IPÊ está apoiando ações de combate ao fogo neste bioma que é uma das maiores extensões úmidas contínuas do planeta Terra. O Instituto fez contato com pessoas e organizações que trabalham na linha de frente do combate a incêndios e resgate de animais, tanto no norte como no sul do Pantanal para identificar as melhores formas de apoiá-los. Hoje, por meio do seu seu projeto Iniciativa Nacional para Conservação da Anta Brasileira (INCAB), o IPÊ disponibiliza profissionais e conhecimento técnico para a região, e, com doações que recebe, como a de Havaianas, auxilia para combater o incêndio e ajudar os animais afetados pelo fogo, além de promover informações atualizadas sobre a situação e ação in loco.

“Os incêndios florestais causam danos à vida de pessoas que moram em regiões afetadas. A degradação florestal, seja causada por incêndios ou desmatamento, impacta a vida no planeta de maneira geral, piorando a crise climática que já estamos enfrentando e afetando a qualidade de vida de todos nós. O momento é grave e demanda atenção: milhares de animais estão morrendo, inclusive antas, espécie que estudamos e lutamos para conservar de diversas formas há quase 25 anos. Além disso, o Tatu-Canastra e Tamanduá-Bandeira, espécies que também pesquisamos, estão sofrendo riscos sérios.”, explica Andrea Peçanha, coordenadora da Unidade de Negócios do IPÊ.

A coleção HavaianasIPÊ, que conta com algumas espécies do Pantanal como o tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) e o jacaré-do-papo-amarelo (Caiman latirostris), além de outras espécies brasileiras que habitam outros biomas, como o gavião-real (Harpia harpyja) também contribui com os trabalhos de conservação da biodiversidade realizado pelo Instituto. Através delas, todos podem ajudar. A coleção Havaianas IPÊ pode ser comprada nas lojas físicas da marca ou pelo site lojadoipe.org.br.

Na terça-feira (27), 18h, o Red Bull Bragantino tem um de seus jogos mais importantes nesta temporada, mas ele não será válido pelo Brasileirão ou pela Copa do Brasil. Em parceria com o Twitter e com o  IPÊ @InstitutoIPE, e apoio da Net Bet Brasil, o Massa Bruta irá jogar contra as queimadas em Bragança – mais especificamente na área do Sistema Cantareira.

A ativação digital irá simular o pré-jogo e o “minuto a minuto” de uma partida da equipe de Bragança Paulista no Twitter (www.twitter.com/RedBullBraga) mas, no lugar dos tradicionais lances de jogo, os mais de 50 mil seguidores do @RedBullBraga irão visualizar informações importantes sobre as queimadas que afetam a região e, infelizmente, boa parte do Brasil, assim como dicas e recomendações para ajudar na conservação dessas áreas.

Quando a bola rolar, a torcida terá participação direta no sucesso do Massa Bruta na partida, por meio de interações nas postagens, pois a cada “gol” marcado, o Red Bull Bragantino fará a entrega de 50 novas mudas para o reflorestamento da Mata Atlântica e conservação da água do Sistema Cantareira, no Bairro da Serrinha de Bragança Paulista.

Para que os “gols” sejam marcados e novas árvores plantadas na Mata Atlântica, porém, o Massa Bruta irá estipular uma meta para o número de interações que cada Tweet durante o jogo deve ter. Assim, ao interagir com esses posts, seja por meio de comentários, Retweets ou likes, o torcedor poderá contribuir diretamente, não apenas no resultado da partida e com as doações das novas mudas, mas espalhando a mensagem sobre a importância de preservação das áreas verdes na região.

Se, ao final do jogo, os 10 Tweets de “minuto a minuto” alcançarem suas metas de engajamento, 500 mudas poderão ser entregues pelo Red Bull Bragantino para o reflorestamento desta área.

Por que plantar árvores em Bragança?

A cidade de Bragança Paulista é reconhecida como Estância Climática e, em seu território, estão as represas dos rios Jaguari e Jacareí, parte importante do Sistema Cantareira, que abastece quase 8 milhões de pessoas. A qualidade do solo da região é superimportante para a produção de água, porque várias fazendas e sítios abrigam nascentes e cursos d´água que alimentam as represas. Para que haja produção de água em boa quantidade e qualidade, é necessário plantar florestas nativas, já que 60% das Áreas de Preservação Permanente de todo o Sistema Cantareira estão degradadas.

 

Parceria com o IPÊ


A ativação digital é acompanhada pelo Instituto IPÊ, que apoiou a produção do conteúdo. Presente em várias regiões do Brasil, o Instituto, realiza um importante trabalho na região do Sistema Cantareira, já tendo plantado 370 mil árvores para preservação de todo o ecossistema local. Um dos projetos na região é o “Semeando Água”, que apoia produtores rurais e realiza restauração florestal. Para todos que quiserem contribuir e também se tornar um “Protetor do Cantareira” o IPÊ possui a campanha: https://semeandoagua.ipe.org.br/faca-parte/campanha/

“Estamos felizes em poder ter esse espaço para dialogar com os torcedores do Red Bull Bragantino, por meio dessa ação. É importante que mais pessoas possam ser informadas sobre a importância da conservação de florestas para a produção de água e sobre como evitar a degradação e as queimadas. Além disso, de forma simples elas vão poder ajudar o IPÊ a conseguir plantar mais árvores em favor da qualidade de água da região bragantina e do Sistema Cantareira. É um bom momento para mobilizar as pessoas sobre o assunto, principalmente porque vivemos uma emergência climática sem precedentes”, afirma Andrea Peçanha, coordenadora da Unidade de Negócios do IPÊ (www.ipe.org.br).

A 13a edição do Ecoswim está chegando!!!

O Ecoswim é organizado pela equipe de natação da POLI-USP desde 2007, com o objetivo de arrecadar fundos para projetos de conservação da água, realizados pelo IPÊ, na região do Sistema Cantareira. Nos anos anteriores, a competição foi na piscina, movimentando uma média de 800 pessoas por evento. No ano passado, o Ecoswim doou, por meio das inscrições das equipes na competição, 20 mil reais, destinados ao viveiro do IPÊ em Nazaré Paulista (SP).

Em 2020 não poderia ser diferente, o evento segue com a motivação de unir natação, competição, diversão e a causa ambiental!

Em função do momento atípico, o Ecoswim será remoto, para garantir a segurança de todas e todos. Assim, sem sair de casa, você poderá contribuir com as atividades do IPÊ, assistir às lives, competir em grupo e concorrer a sorteios!

Bora começar?
Se inscreva: https://www.ecoswim.com.br/
Ajude a causa: https://ipe.colabore.org/Ecoswim

pirarucuO monitoramento da biodiversidade passou por uma série de adequações no contexto da pandemia. Desde março, por conta do isolamento social, como forma de dar continuidade ao trabalho, a equipe do projeto MPB – Monitoramento Participativo da Biodiversidade, do IPÊ, segue em contato com as comunidades de maneira remota. 

Com o objetivo de apresentar o protocolo de monitoramento do pirarucu e orientar sobre preenchimento dos formulários com informações bioecológicas e socioeconômicas, neste mês de outubro (dia 15), monitores da Reserva Extrativista (Resex) do Rio Unini participaram de curso ministrado pela equipe do IPÊ, acompanhados de profisisonais do ICMBio.

Segundo Pauletiane Horta, técnica em recursos pesqueiros e brigadista do NGI/ICMBio Novo Airão, o manejo do pirarucu no Rio Unini vem crescendo e ganhando seu espaço, desde 2013; o que reforça a importância dos apoiadores e parceiros. “Cada vez mais os apoiadores buscam melhorias para que os manejadores possam entender a funcionalidade do manejo e consigam ter autonomia. Nós, como técnicos e apoiadores, estamos sempre dispostos a levar nosso conhecimento para eles, pois somos multiplicadores do conhecimento”, comenta. Pauletiane contou com acesso à internet no escritório do ICMBio.

Já para Paula Pinheiro, analista ambiental do NGI/ICMBio Novo Airão, o treinamento facilitou muito a capacitação que será realizada com os monitores em campo no momento pós-pandemia. “Com a ferramenta teremos informações importantíssimas sobre o manejo do pirarucu e os fatores que afetam a efetividade do manejo; o que nos ajudará a ter uma visão mais ampla da evolução do manejo ao longo dos anos".

Ângela Midori, analista ambiental do NGI/ICMBio Novo Airão, destaca os avanços obtidos com o monitoramento do pirarucu. Para a gestão, com o monitoramento é possível compreender a atividade como ecologicamente sustentável. Já a comunidade tem condição de avaliar se a atividade é economicamente viável e se tem gerado um recurso com repartição justa. Os novos protocolos estão bem bonitos visualmente, o que acredito agradará o monitor e contribuirá com o preenchimento. Quero muito ver como vão ficar os protocolos digitais”.

Implementação   

O monitoramento do pirarucu na Resex do Rio Unini teve início em 2019 com a capacitação de oito monitores, incluindo a gestora da Unidade de Conservação (UC).

O que é o protocolo do pirarucu?

É um dos Protocolos que compõem o Subprograma Aquático Continental do programa MONITORA (IN nº 03 de 04/09/17), que consiste em um roteiro seguido pelos monitores que fazem levantamentos sobre a biodiversidade pelo MPB - Monitoramento Participativo da Biodiversidade, do IPÊ, e programa Monitora/ICMBio. 

O protocolo do pirarucu foi criado de forma participativa, com apoio de gestores de UCs do ICMBio e SEMA - Secretaria Estadual do Meio Ambiente do Amazonas, manejadores de pirarucu, analistas ambientais do IBAMA, pesquisadores e técnicos do IPÊ e parceiros. 

Aprimoramento 

O protocolo do pirarucu está em fase de teste e aprimoramento, com a participação dos grupos de manejo de quatro UCs, uma área de Acordo de Pesca (Resex Unini, Resex Baixo Juruá, Resex do Médio Juruá, RDS Uacari e Área de Acordo de Pesca do Baixo-Médio Juruá), que colocarão todas as etapas em prática. 

O resultado desse trabalho será o desenvolvimento de uma ferramenta padrão para avaliar o status da espécie e a eficiência ambiental, econômica e social do manejo sustentável de pirarucu.

Sobre o projeto MPB 

A atividade faz parte da parceria entre IPÊ e o ICMBio - Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, por meio do CEPAM - Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Amazônica, que integra o Monitora - Programa Nacional de Monitoramento da Biodiversidade, Subprograma Aquático Continental.

A iniciativa é uma atividade do projeto MPB - Monitoramento Participativo da Biodiversidade em Unidades de Conservação da Amazônia”, desenvolvido pelo IPÊ em parceria com o ICMBio, com apoio de Gordon and Betty Moore Foundation e USAID.

Nesta terça-feira, 20 de outubro, às 19h, a ESCAS/IPÊ - Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade realizará mais um encontro dos Diálogos da Conservação com o tema Educação Ambiental é Ciência – transformando desafios em resultados, no YouTube do IPÊ. Ative as notificações para acompanhar!

Bate-papo imperdível com Suzana Padua, presidente do IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas, Andrea Pupo Bartazini, coordenadora de educação ambiental no IPÊ, e Zysman Neiman, professor da Unifesp – Universidade Federal de São Paulo e da ESCAS – Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade. 

Afinal, quais são os desafios para a Educação Ambiental ser vista como Iniciativa Científica? Como isso é visto na academia?  Qual é a importância da avaliação e monitoramento junto aos projetos de Educação Ambiental? 

Acompanhe esse encontro e conheça os desafios e os avanços da Educação Ambiental como Ciência

Participantes:

SUZANA MACHADO PADUA

Co-fundadora e presidente do IPÊ. 

Uma das responsáveis pela criação da Escola do IPÊ (ESCAS - Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade). Possui Mestrado concluído na Universidade da Flórida (UF), em 1991, com foco em educação ambiental e, posteriormente, o doutorado na Universidade de Brasília (UnB), em 2004. Suzana publicou mais de 50 artigos e orientou mais de 30 estudantes de Mestrado, ao longo de sua carreira. Por conta de ações que influenciaram a transformação socioambiental e a vida de muitos estudantes, profissionais e membros da comunidade rural, especialmente mulheres, foi reconhecida por 17 prêmios nacionais e internacionais.

ANDREA PUPO BARTAZINI

Bióloga, pedagoga e mestre em Conservação da Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável, pela ESCAS. Coordena projetos de educação ambiental no IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas, projetos que alcançam cerca de 3 mil pessoas todos os anos.

ZYSMAN NEIMAN

Mestre e Doutor em Psicologia (Psicologia Experimental com pesquisa em Educação Ambiental). Atualmente é Pesquisador e Professor Adjunto da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), atuando como vice-coordenador e professor no curso de Bacharelado em Ciências Ambientais. É autor de diversos livros na área de Ecologia, Educação, Meio Ambiente e Sustentabilidade e é Editor Chefe da Revista Brasileira de Ecoturismo (Qualis B2). Tem experiência na área de Ecologia Humana, atuando principalmente nos seguintes temas: Educação Ambiental, Unidades de Conservação, Sustentabilidade, Percepção Ambiental, Ética e Meio Ambiente, Terceiro Setor, Ambientalismo e Ecoturismo.