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Nazaré Paulista, município localizado na região da serra da Cantareira, passará a integrar a Trilha Transmantiqueira (TMTQ). A trilha conecta as serras da Mantiqueira e Cantareira, por meio de trilhas caminháveis, e é uma ferramenta de conservação, de recreação e também uma alternativa para gerar emprego e renda junto às comunidades locais.

Para Simone Tenório, coordenadora de Políticas Públicas do IPÊ, a inclusão de Nazaré Paulista é um passo importante no fortalecimento de ações em direção ao desenvolvimento sustentável. “Essa é também uma iniciativa de fomento ao Turismo Ecológico, ao Turismo Rural, às possibilidades para a geração de novos mercados e negócios alinhados à nova lógica dos negócios verdes para adaptação às mudanças do clima, incluindo alimentos agroecológicos in natura e beneficiados. A trilha é um reforço para a conservação e a restauração das áreas naturais”, comenta.  

A região da Serra da Cantareira, em especial os municípios provedores do Sistema (incluindo Nazaré Paulista), faz parte da área de atuação do IPÊ, por meio do Projeto Semeando Água e de iniciativas da Unidade de Negócios. A sede do Instituto e a ESCAS - Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade, inclusive, estão localizadas no município. 

Beto Garja, diretor do Departamento de Turismo e Eventos da Prefeitura de Nazaré Paulista, explica como a prefeitura oficializou o apoio à implementação da trilha no Município. “É uma grande honra incluir Nazaré Paulista na Trilha Transmantiqueira (TMTQ). Formalizamos nosso apoio à organização da Trilha, por meio uma carta de anuência. Para o desenvolvimento econômico, em especial no pós-Covid 19, estamos focados no fomento às atividades outdoor relacionadas à conservação ambiental. O IPÊ está atento a essas oportunidades para a região. A partir da organização conheci o Paul Colas, integrante do Grupo de Trabalho Pedra Grande, da Associação Transmantiqueira, e já avançamos com a carta de anuência”.   

Ao todo a Trilha Transmantiqueira terá cerca de 1.200 km de extensão, com diferentes níveis de dificuldade, e passará por 40 municípios dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro e por mais de 30 Unidades de Conservação. 

“A trilha nos municípios de Nazaré Paulista, Bom Jesus dos Perdões, Atibaia, Bragança Paulista e Vargem terá cerca de 90 km. Estamos bem adiantados na região com um percurso compactuado com a Fundação Florestal, com propriedades privadas e com a Sabesp, já que a trilha inclui trechos próximos aos reservatórios do Sistema Cantareira. Em breve teremos novidades”, revela Paul. 

Confira a lista de municípios e as Unidades de Conservação

Os municípios com * se referem aqueles que passaram a integrar a trilha após a versão original. Inicialmente a trilha foi concebida para ser apenas na Serra da Mantiqueira, mas foi verificada a importância turística e para a conservação ambiental de integrá-la à Serra da Cantareira

  1. São Paulo (SP)*
  2. Mairiporã (SP)*
  3. Guarulhos (SP)*
  4. Nazaré Paulista (SP)*
  5. Bom Jesus dos Perdões (SP)*
  6. Piracaia (SP)*
  7. Atibaia (SP)*
  8. Bragança Paulista (SP)*
  9. Vargem (SP)
  10. Extrema (MG)
  11. Joanópolis (SP)
  12. São José dos Campos (SP)
  13. Camanducaia (MG)
  14. Gonçalves (MG)
  15. Sapucaí-Mirim (MG)
  16. São Bento do Sapucaí (SP)
  17. Campos do Jordão (SP)
  18. Pindamonhangaba (SP)
  19. Delfim Moreira (MG)
  20. Guaratinguetá (SP)
  21. Piquete (SP)
  22. Marmelópolis (MG)
  23. Cruzeiro (SP)
  24. Passa Quatro (MG)
  25. Lavrinhas (SP)
  26. Queluz (SP)
  27. Itanhadu (MG)
  28. Itamonte (MG)
  29. Resende (RJ)
  30. Itatiaia (RJ)
  31. Bocaina de Minas (MG)
  32. Alagoa (MG)
  33. Baependi (MG)
  34. Aiuruoca (MG)
  35. Serranos (MG)*
  36. Minduri (MG)*
  37. Carrancas (MG)*
  38. Itutinga (MG)*
  39. Itumirim (MG)*

 

Unidades de Conservação

  1. APA da Serra da Mantiqueira
  2. APA de Campos do Jordão
  3. APA Fernão Dias
  4. APA Mananciais do Rio Paraíba do Sul
  5. APA São Francisco Xavier
  6. APA Sapucaí Mirim
  7. APA Sistema Cantareira
  8. MONA da Pedra do Baú
  9. MONA do Pico do Itaguaré
  10. MONA Estadual da Pedra Grande *
  11. MONA Pedra do Picu
  12. PE Alberto Löfgren *
  13. PE da Cantareira *
  14. PE da Pedra Selada
  15. PE da Serra do Papagaio
  16. PE de Campos do Jordão
  17. PE de Itapetinga *
  18. PE dos Mananciais de Campos do Jordão
  19. PN do Itatiaia
  20. RPPN Alto do Deco
  21. RPPN Alto Montana
  22. RPPN Cachoeira do Tombo
  23. RPPN da Mata
  24. RPPN Gigante do Itaguaré
  25. RPPN Mitra do Bispo
  26. RPPN Mitra do Bispo I I
  27. RPPN Pedra da Mina
  28. RPPN Santa Rita de Cássia
  29. RPPN Serra do Papagaio-Matutu
  30. RPPN Serrinha
  31. RPPN Travessia

No final de abril (29) o Pacto pela Restauração da Mata Atlântica realizou a posse do Conselho de Coordenação para 2021-2022 formado por organizações da sociedade civil, empresas, governo e centros de pesquisa. Para este biênio o IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas está entre as organizações da sociedade civil eleitas. O novo ciclo marca também o início da Década da Restauração de Ecossistemas (2021-2030) declarada pela Assembleia Geral das Nações Unidas.

O Pacto tem como objetivo articular instituições públicas e privadas, governos, empresas, comunidade científica e proprietários de terras para integrar esforços e recursos na geração de resultados em restauração e conservação da biodiversidade nos 17 estados do bioma. A meta é restaurar 15 milhões de hectares até 2050, pela integração dos esforços de seus membros, sendo 1 milhão até 2025.

A bióloga Maria Otávia, pesquisadora do IPÊ, que atua no sul da Bahia, é a representante do IPÊ no Conselho. Para o biênio 2021/2022, três linhas são prioritárias: territórios certificados; comunicação e capacitação; monitoramento multidimensional. 

Conselho de Coordenação do Pacto pela Restauração da Mata Atlântica para 2021-2022

Organizações da Sociedade Civil:  Fundação SOS Mata Atlântica; Associação Ambientalista Copaíba; WWF Brasil; WRI Brasil; ISA – Instituto Socioambiental; CEPAN – Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste; TNC Brasil; IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas; IIS – Instituto Internacional para a Sustentabilidade; Mater Natura Instituto de Estudos Ambientais.

Empresas: Dap; DNA Florestal; Eco Ocelot; Florestal Maarin  Kawa Estratégias Sustentáveis; Mineral Engenharia e Meio Ambiente Ltda; Suzano; Verdesa.

Governo: Instituto Água e Terra (IAT – PR); Prefeitura Municipal de Engº Paulo de Frontin - RJ; Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo - SIMA/SP.

Centros de Pesquisa:  UFABC – Universidade Federal do ABC e ESALQ/USP - Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz". 

 

Em um dia muito especial para o Brasil, em que se comemora o Dia Nacional da Caatinga (28/04), tivemos eleições para o secretariado do comitê brasileiro da International Union for Conservation of Nature (IUCN), a maior rede de organizações e entidades para a conservação do mundo, que congrega governos, sociedade civil organizada, povos e comunidades tradicionais.

O governo brasileiro não é mais membro da IUCN, desde 2016. No entanto, há 26 membros brasileiros afiliados à IUCN que formam o comitê brasileiro dessa rede de organizações.

Quem assumiu a coordenação eleita pelo comitê brasileiro, para o triênio 2021-2024, foi Miguel Moraes, da Conservação Internacional Brasil. Assumiu a vice-presidência, Angela Pellin, do IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas  e a secretaria executiva ficou com Roberto Palmieri, do IMAFLORA. 

As pautas para este triênio são: 

- Reuniões extraordinárias mensais (na tarde da última quarta-feira do mês)

- Grupos de trabalho em: advocacy, communication e fundraising.

- Campanha Brazil Matters

- Acompanhamento da implementação do programa no Brasil

Este último tópico está relacionado ao “início da organização e sistematização de dados de trabalho, de informações dos membros brasileiros em relação às metas globais de conservação”, explica André Siqueira, diretor presidente da Ecoa.

Dos nove viveiros comunitários localizados na região do Pontal do Paranapanema, acompanhados de perto pelo IPÊ, cinco são liderados por mulheres. Elas também são a maioria entre os colaboradores. No total, entre os 26 profissionais dos viveiros, 15 são mulheres. Em 2020, esses viveiros produziram aproximadamente 800 mil mudas e beneficiaram 26 famílias. O potencial de produção, entretanto, é quase o dobro e, visto que o passivo ambiental do Oeste Paulista é de 77 mil hectares, isso pode aumentar ainda mais. 

A força feminina está à frente desde a coleta de sementes até o momento de plantio no campo. Elas são responsáveis também pelas vendas. A produção é comercializada para o IPÊ, fazendeiros, empresários e prefeituras, para reflorestamento.  

Ivone Ribeiro Campos Félix, proprietária do Viveiro Floresta há quatro anos, revela os avanços do negócio e os próximos passos.  “Comecei produzindo 17.600 mudas por ano. Em 2020, o viveiro produziu 150 mil mudas e o plano é ampliar a produção. A meta para 2021 é produzir 300 mil mudas e contratar mais profissionais, uma vez que o mercado está aquecido na região”. 

Com a renda do viveiro ela garante o ensino universitário das duas filhas. “Paz, contribuição com meio ambiente, realização da graduação das filhas são os resultados que colho com meu viveiro”, pontua.

Nesta caminhada de sucesso, ela exalta dois grandes professores, o irmão Valter Ribeiro Campos, pioneiro na área de viveiros, em Teodoro Sampaio (SP) e as próprias mudas. “Com elas aprendi o tempo de germinação, quais espécies gostam de muita ou pouca água. Trabalhar com viveiro é um misto de trabalho com descanso, pois as plantas me transmitem tanta paz. Além do que é emocionante ver a muda que eu plantei se transformar em uma árvore nas áreas restauradas”, ressalta.

Marcela dos Santos viveirista no Pontal do Paranapanema Ana Lilian Barbosa 2 minMarcela dos Santos (foto) também vem se destacando no ramo.  Há um ano e seis meses, ela montou o viveiro Mata Nativa, onde emprega uma funcionária e produz cerca de 100 mil mudas por ano, de 85 espécies, entre nativas e exóticas (aquelas que não ocorrem naturalmente no local).  Neste momento, o viveiro está em reforma para ampliar a área de plantio. Após a conclusão será possível produzir 250 mil mudas/ano. 

“Meu marido divide comigo a função de comercializar as mudas. Já a coleta das sementes, o plantio e o trato com as mudas são minhas responsabilidades e conto com o apoio  de uma funcionária. Tem períodos em que a demanda de trabalho aumenta e, esporadicamente, contrato diaristas “, esclarece. 

Marcela vende as mudas nativas da Mata Atlântica ao IPÊ, fazendeiros da região e até mesmo a produtores rurais de outros estados como, por exemplo, Goiás. Já as mudas exóticas são comercializadas, em geral, para proprietários de loteamentos da zona urbana, em Teodoro Sampaio (SP) e cidades vizinhas. 

Ao longo de mais de 20 anos, junto com o desenvolvimento dos corredores florestais na região do Pontal do Paranapanema, o IPÊ incentivou a formação de 11 viveiros florestais e até hoje acompanha de perto nove deles. “Com o projeto Viveiros Comunitários é possível unir de forma positiva questões importantes como: restauração ambiental, geração de renda, qualidade de vida e segurança alimentar para a comunidade”, afirma Nivaldo Ribeiro Campos, técnico do IPÊ. A maioria dos viveiros está constituída sob a forma de associativismo ou cooperativismo, mas existem ainda iniciativas particulares de agricultores que passaram por capacitações gratuitas do IPÊ. 

Saiba mais sobre as iniciativas na região que tem como destino as mudas produzidas no viveiro:

Produtor rural contribui com os corredores florestais na adequação ao CAR, no Pontal do Paranapanema (SP)

IPÊ plantará mais 1 milhão de árvores na Mata Atlântica em parceria com a Biofílica, junto ao programa Regenera América