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Vanessa Spacki, consultora da Ecoa e mestre em Conservação da Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável pela ESCAS, ganhou o Prêmio Ecologia e Ambientalismo por seus 11 anos de dedicação e trabalho em defesa do Pantanal e sua gente. 

O Prêmio Ecologia e Ambientalismo foi instituído no município por meio de Decreto Legislativo nº 698/2002 e pela Lei n° 4.299/2005, e integra as comemorações da Semana do Meio Ambiente.

Vanessa foi aluna da ESCAS em 2012 e defendeu o produto de seu Mestrado com o produto Mapeamento de Eventos Naturais Extremos e Seus Impactos Sobre Comunidades Pantaneiras.

 

 

Já é possível acessar online as mais importantes informações e dados sobre todas as 327 Unidades de Conservação federais (UCs) do Brasil. Está no ar o Painel Dinâmico de Informações Gerenciais do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), criado com o IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas.

O painel será lançado oficialmente dia 06 de junho, na semana do meio ambiente, no auditório do ICMBio em Brasília, mas já pode ser acessado aqui.

Dados de pesquisas, gestão e atividades das UCs de todos os biomas brasileiros estão reunidos em um único local para consulta, de forma atualizada e simplificada. O painel é resultado da utilização do software QlikView®, ferramenta de business intelligence, voltado aos processos de coleta, organização, análise, compartilhamento e monitoramento de dados que oferecem suporte à gestão de uma organização.

O banco de dados está disposto em grupos temáticos interativos, que reagem de imediato ao uso de filtros e caixas de seleção. Com isso, é permitido ao usuário realizar a navegação e o cruzamento de informações oriundas de diversas áreas temáticas, obtendo uma visualização rápida e integrada dos importantes resultados produzidos pelo ICMBio.

As informações revelam resultados de 10 anos de trabalho do ICMBio e também a transparência da aplicação dos recursos nas UCs como: números da Fauna avaliada pelo ICMBio, Gestão Administrativa e de Pessoas, Uso Público, Turismo, Pesquisa de Biodiversidade, Orçamento e Finanças. Tais dados podem ser utilizadas para fins educativos, de pesquisa, turistas, cidadãos e imprensa.

“A ferramenta é bastante intuitiva e muito poderosa para consulta, análise e integração de dados. Todos os seus gráficos e tabelas são interconectados, de modo que, ao fazer qualquer seleção na visualização, as informações são rearranjadas segundo o critério selecionado”, afirmou Marcelo Kinouchi, chefe da Divisão de Gestão Estratégica e Modernização do ICMBio.

A coordenadora de projetos do IPÊ, Fabiana Prado, destaca a importância da ferramenta para os gestores das UCs federais. "Além da transparência dos dados e de reunir em um único lugar informações tão relevantes, a ferramenta vai proporcionar um ganho de escala no trabalho de gestão das unidades de conservação, otimizando e qualificando a tomada de decisão de quem trabalha diariamente para o desenvolvimento das UCs federais".

O IPÊ, organização que atua há 25 anos pela proteção da biodiversidade, foi um dos responsáveis pela elaboração dessa ferramenta, por meio do projeto Motivação e Sucesso na Gestão de UCs, apoiado pela Fundação Moore. O projeto acontece em parceria com o ICMBio há seis anos e busca ampliar a qualidade da gestão das UCs no Brasil, por meio do incentivo as boas práticas dos gestores de áreas protegidas. Para isso, dá apoio técnico, capacitação e promove debates entre os seus principais articuladores e interessados.

 

O projeto Monitoramento Participativo da Biodiversidade realizou em maio seu primeiro curso de capacitação de protocolos para monitoramento da biodiversidade na Reserva Extrativista (Resex) Rio Ouro Preto, em Guajará-Mirim, Rondônia. O objetivo foi preparar a comunidade local para a realização de coleta de dados do monitoramento da diversidade biológica na Resex, trabalho que já vem sendo feito em mais sete Unidades de Conservação da Amazônia pelo IPÊ em parceria com o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade).

Para a instrução do protocolo de Mamíferos e aves, bem como o de Borboletas frugívoras, o evento foi realizado com a participação e apoio da equipe de consultores do IPÊ e para o protocolo de plantas lenhosas contou com o apoio do Serviço Florestal Brasileiro - SFB.

Ao todo, participaram do curso 12 extrativistas moradores da Resex, 12 alunos do curso de Gestão Ambiental da Universidade Federal de Rondônia e oito colaboradores do ICMBio, Polícia Militar Ambiental, Corpo de Bombeiros, Emater, e da Sema de Porto Velho.

Com os biólogos Camila Lemke e Samuel Nienow, os alunos vivenciaram a prática de instalação e revisão de nove armadilhas de borboletas e foram capacitados quanto à biologia e identificação de espécies. Em uma trilha, realizaram a prática de censo de aves e mamíferos com as orientações do biólogo Paulo Bonavigo e prática de plantas, com o engenheiro florestal Adriano Ferreira.

Atualmente, a Resex está em processo de implementação de estações amostrais e possui uma trilha de 5km já implementada para o protocolo de mamíferos e aves. Ainda em 2017, a UC pretende abrir as demais trilhas e implantar as cruzes de malta para a coleta dos dados de plantas lenhosas.