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Hidrografia e Sustentabilidade são a temática do novo livro organizado pelo Grupo de Pesquisa em Planejamento de Gestão Territorial (PGT) e Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais da UNESC (PPGCA) e Universidade do Extremo Sul Catarinense. A publicação foi organizada em 13 capítulos, escritos por 43 autores relatando experiências sustentáveis de várias áreas do conhecimento como Engenharia, Biologia, Geografia, Turismo e Ciências Ambientais, dentro também de um amplo projeto de debate e divulgação científica. 

O projeto "Semeando Água", do IPÊ é uma das experiências relatadas no livro. Ali, o pesquisador do IPÊ e professor da ESCAS, Alexandre Uezu, conta como foi o processo de mobilização e as ações para a melhoria dos solos que afetam os corpos d'água no Sistema Cantareira, em São Paulo.  

O livro está à venda no site: http://www.insular.com.br/loja3/product_info.php/products_id/1025

Conheça mais os resultados do projeto "Semeando Água" aqui.

Em sua 36ª edição, a Festa das Flores e Morangos contará com a participação do IPÊ. A organização atua há mais de 24 anos pela proteção da biodiversidade em locais como a Mata Atlântica, Amazônia, Pantanal e Cerrado. Uma das áreas de grande interesse para a conservação ambiental é justamente a Mata Atlântica da região Bragantina, por ser uma área que abriga flora e fauna ameaçadas de extinção e recursos hídricos importantes, que ajudam a abastecer o Sistema Cantareira, fornecedor de água a milhões de pessoas.

Durante o evento, educadores ambientais do IPÊ estarão presentes levando aos estudantes das escolas visitantes informações ambientais relevantes e os principais desafios na proteção dos recursos naturais. Estima-se que cerca de 3 mil alunos das escolas locais passem pela Festa.

"Temos grandes desafios ambientais nas cidades da região. A questão do lixo, da proteção das nascentes e corpos d'água, o desmatamento com queimadas e cortes de árvores. Nossa ideia é despertar nos estudantes o olhar para essas questões que estão muito próximas deles no dia a dia e que às vezes eles não percebem. Temos feito muito esse trabalho com alunos e comunidades da região do Sistema Cantareira e durante a festa mais pessoas poderão ter contato com essa frente de atuação do Instituto", afirma a educadora ambiental Andrea Pupo Bartazini.

Por ano, cerca de 10 mil pessoas participam das atividades de educação ambiental promovidas pelo instituto, que levam conhecimento, informação e capacitação para transformar realidades e a forma de os cidadãos enxergarem o meio ambiente em que estão inseridos.

"Compreender a importância de se proteger ambientes naturais tem relação com o conhecimento que as pessoas têm sobre isso. Aproximá-las dos temas ambientais e criar uma conexão entre elas e a natureza por meio da educação é fundamental para a construção de uma sociedade mais sensibilizada aos desafios sociais e ambientais que vivemos. Afinal, só podemos proteger aquilo que conhecemos", afirma Andrea.

Mais no Site do G1

36º Festa de Flores e Morangos de Atibaia
Data: de 02 até 25 de setembro de 2016
As sextas, sábados e domingos (incluindo dias 07 e 08)
Horários: das 09h até 18h
Local: Parque Municipal Edmundo Zanoni, Av. Horácio Neto, 1030, Atibaia, SP
Telefone – 0800-555-979
Site: www.floresemorangos.com.br

O Ecoswim 2016 vai acontecer no dia 19 de novembro!

A iniciativa é uma competição de natação beneficente organizada pela equipe de Natação da Escola Politécnica da USP, que reverte o dinheiro das inscrições para o projeto “Nascentes Verdes, Rios Vivos”, do IPÊ. A quantia arrecadada é utilizada para garantir a produção de árvores plantadas em áreas localizadas na região do Sistema Cantareira. Os nadadores inscritos levam um kit com uma muda de árvore nativa e ainda ajuda o projeto.

Em 2015, o Ecoswim reuniu 611 pessoas e o percentual das inscrições resultaram em R$4.000,00 revertidos para a manutenção do viveiro de mudas do IPÊ, usado para restauração florestal na região de Nazaré Paulista (SP).

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Na expedição ao Pantanal do mês de agosto, no Mato Grosso do Sul, a equipe do projeto Tatu Canastra flagrou por meio de camera trap mais um filhote da espécie. Tatus Canastra (ou tatus gigantes, Priondontes maximus) jovens ou adultos são dificilmente avistados na natureza e um filhote é um fato ainda mais raro. O uso de câmeras facilita esse registro e auxilia os pesquisadores a monitorarem a espécie.

Este é o quarto tatu filhote registrado em seis anos desse projeto, realizado pelo IPÊ e Royal Zoological Society of Scotland. A equipe, entretanto, só conseguiu acompanhar a vida inteira de apenas um desses filhotes (chamado de Alex) durante dois anos e, pela primeira vez, documentar o comportamento parental de um tatu canastra. Mas em 2015, os pesquisadores registraram a morte do tatu monitorado que, segundo a necropsia, foi atacado por uma onça.

"Após percebermos uma nova toca de tatu em um local recém monitorado pela equipe, decidimos colocar uma armadilha fotográfica na frente dele. Ao final da expedição, ao analisar as imagens, avistamos esse novo filhote e nos emocionamos muito! Foi uma surpresa enorme", relata o biólogo do projeto, Gabriel Massocato.

De acordo com o coordenador do projeto, Arnaud Desbiez, esta é uma importante etapa para o trabalho. " Um novo capítulo para o projeto acaba de se abrir. Nós temos uma segunda chance para seguir a história de Alex, que começou a ser escrita, mas foi interrompida. No entanto, para chegarmos ao ponto onde paramos, levaremos ainda dois anos e tudo pode acontecer, já que a natureza é um mundo perigoso para um jovem tatu gigante. Mas estamos muito animados por essa oportunidade!", afirma.

Ciência Cidadã no Cerrado

Além do Pantanal, o projeto Tatu Canastra percorre o Cerrado do Mato Grosso do Sul (MS). Ali, os pesquisadores estão na fase final das entrevistas e coleta de dados com a ajuda da população de diversas cidades locais a fim de detectarem a presença de tatus canastra na região.

Para mapear as áreas de ocorrência de tatus, os pesquisadores pedem que os moradores do MS relatem indícios de rastros, pegadas, tocas e fezes da espécie. Para isso, distribuem panfletos e cartazes explicando como perceber a presença de tatus e entrevistam os moradores. Os dados apontados pela população serão inseridos nas pesquisas prévias realizadas pela equipe e ajudarão a compor um mapa da presença dos tatus na região. Este trabalho é chamado de Ciência Cidadã, feita com a participação da população, ajudando a ampliar o conhecimento sobre a espécie entre as pessoas e consequentemente o apoio pela sua proteção.