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Começou hoje o III Seminário de Boas Práticas na Gestão de Unidades de Conservação e o I Fórum Internacional de Parcerias na Gestão de Unidades de Conservação. O evento, que acontece no Centro Internacional de Convenções do Brasíl, em Brasília, discute 46 boas práticas desenvolvidas em Unidades de Conservação, a partir da troca de experiências entre os participantes, até dia 29/11.

A mesa de abertura contou com a presença do Ministro do Meio Ambiente Sarney Filho. Segundo ele, gerir o patrimônio natural no Brasíl é uma tarefa complexa.“O desafio é grande, mas não intimida o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). A causa ambiental é uma missão para os gestores”, afirmou, diante de uma plateia de mais de 250 pessoas, entre profissionais de conservação da biodiversidade, servidores públicos, representantes governamentais, comunidades locais, empresários, voluntários, universidades e organizações da sociedade civil. O evento é organizado pelo ICMBio, Instituto Brasileiro de Administração Municipal (IBAM) e Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ).

O presidente do ICMBio, Ricardo Soavinski, ressaltou também a importância das 324 unidades de conservação geridas pelo ICMBio com o apoio de vários parceiros. Disse das iniciativas do governo em ampliar e criar mais unidades de conservação, como foi o caso do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, que ampliou a área de preservação. Segundo ele, o ICMBio precisa “chegar cada vez mais perto da sociedade”, para que as pessoas possam usufluir e cuidar dos recursos naturais. Soavinski elogiou o protagonismo dos gestores, servidores, parceiros, voluntários e comunidade científica. “Nossas boas parcerias resultam em sucesso na gestão de UCs. As trocas de experiências destas iniciativas inovadoras executadas nas unidades revertem em benefícios para a sociedade”.

Na abertura do evento, Claudio Padua, vice presidente do IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas, defendeu que as UCs são tesouros nacionais. “Elas trazem desenvolvimento nacional e regional”. A opinião é compartilhada com Alexandre Santos, do Instituto Brasileiro de Administração Municipal (IBAM). “Elas são patrimônio da humanidade, precisam ser preservadas. Por esse motivo que gestão e parceria são centrais nesse debate”.

Já Anselm Duchorow, da Agência de Cooperação Técnica Alemã (GIZ), reafirmou a parceria com o ICMBio para avançar na agenda de preservação da biodiversidade. Anna Toness, da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), ressaltou os desafios que um país enfrenta para proteger as suas áreas naturais. Ela defendeu que a troca de experiência é fundamental para “aprender com as práticas”. Marina Campos, da Fundação Moore, prôpos um desafio aos participantes do Seminário de Boas Práticas. “Aprendemos também com erros. Errar faz parte. Sugiro um debate sobre práticas que não deram certo”. A abertura do evento ainda teve a apresentadora e atriz da Globo, Maria Paula, hoje, Embaixadora da Paz do Distrito Federal, que proferiu um breve discurso sobre a paz e a natureza.

Além das iniciativas brasileiras, experiências internacionais fazem parte das discussões. Palestrantes dos Estados Unidos, Zâmbia, Zimbábue, Espanha e Colômbia vão dividir com o público a visão deles sobre a importância global do Brasil em relação à biodiversidade e áreas protegidas. O encontro também vai apresentar 46 melhores práticas de gestão realizadas nas UCs brasileiras, resultado de uma seleção prévia dos organizadores. As práticas serão debatidas entre os participantes, com o objetivo de trocar informações e ideias que possam ser disseminadas e aplicadas em outras UC.

Neste ano, o evento conta com uma maior participação de membros de comunidades vizinhas ou moradoras das UCs, que agregaram seus conhecimentos às discussões. A ideia é que eles também discutam a relação da comunidade com a área protegida e como a parceria entre eles pode fortalecer o desenvolvimento e conservação das unidades. Da mesma forma, o setor privado e organizações do terceiro setor também participam relatando e conhecendo experiências de envolvimento com a gestão das unidades de conservação.

Sobre as unidades

As UCs são patrimônios da sociedade brasileira. Atualmente, existem 324 unidades de conservação federais que protegem áreas de todos os biomas: Mata Atlântica, Amazônia, Cerrado, Pantanal, Pampa, Caatinga e Marinho Costeiro. A função primordial de uma UC é conservar a riqueza biológica do Brasil e porções significativas de diferentes populações, habitats e ecossistemas além de garantir o uso sustentável dos recursos naturais pelas populações. Cerca de 9% do território nacional, 793.659 quilômetros quadrados, são áreas de UCs administradas pelo ICMBio.

O gerenciamento desse patrimônio biológico requer cada vez mais esforços, não apenas dos servidores responsáveis pelas UCs, como de parceiros de diversos setores, com vistas a criar soluções conjuntas para fortalecer a proteção dessas áreas, combatendo desafios importantes como desmatamento, fogo, caça ilegal, entre outros.

Realização e apoio

O evento é organizado pelo ICMBio, Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ) e Instituto Brasileiro de Administração Municipal (IBAM), com o apoio da Gordon and Betty Moore Foundation, Projeto Desenvolvimento de Parcerias Ambientais Público-Privadas apoiado pelo Banco Interamericano para o Desenvolvimento (BID), Caixa Econômica Federal, Agência de Cooperação Técnica Alemã (GIZ), Serviço Florestal Norte-Americano (USFS) e Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID).

Unidades de Conservação - ICMBio

Quantidade de unidades de conservação federais: 324

Proteção Integral: 93

Uso Sustentável: 87

Área de cobertura: 793.659 Km²

34% abrigam pesquisas científicas

5.163.221 de visitantes em 61 UCs que recebem visitantes (2.648.110 pagantes e 2.515.111 não pagantes) - dados de setembro/2017

52.104 famílias beneficiárias em áreas de uso sustentável

Seminário em Números

150 unidades de conservação envolvidas diretamente

10 estados com representantes – Acre, Amazonas, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Minas gerais, Pará, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Tocantins

Serviço:

III Seminário de Boas Práticas na Gestão de Unidades de Conservação e I Fórum Internacional de Parcerias na Gestão de Unidades de Conservação

Quando: de 27 a 29 de novembro

Endereço: Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), Setor de Clubes Esportivos, Trecho 2, Conjunto 63, Lote 50, Brasília/DF

 

Com informações do ICMBio

 

Com mais de 35 países participantes, o #diadedoar serve de estímulo para ampliar a cultura de doação no Brasil. A proposta da campanha é incentivar a doação para organizações da sociedade civil, as ONGs. A campanha é organizada pelo Movimento por uma Cultura de Doação, uma coalização de organizações e indivíduos que promovem a cultura de doação no país. 

Resultados do World Giving Index 2016 mostram que mais de 65% dos brasileiros gostariam de se engajar mais em causas sociais e serem mais participativos no cotidiano da transformação positiva que nossa sociedade anseia. O Conselho do #diadedoar teve a iniciativa de unir essas vontade, e desde 2013 incentiva cada vez mais pessoas a promoverem a cultura de doação no Brasil. Essa celebração, que teve início nos EUA com o nome de #GivingTuesday, acontece uma vez por ano e é realizada na primeira terça-feira depois do Dia de Ação de Graças.

Para apoiar o IPÊ, é possível fazer doações por meio de diversos canais: www.ipe.org.br/doe

(Com informações do Dia de Doar)

 

 

A participação social é fundamental na conservação da biodiversidade e na gestão das Unidades de Conservação. Seja visitante ou comunitário desenvolvendo trabalho voluntário, participando dos conselhos ou se envolvendo com a gestão das áreas protegidas a sociedade civil faz a diferença. Apresentamos abaixo um pequeno resumo de algumas práticas com participação social, que estarão presentes no III Seminário de Boas Práticas na Gestão de Unidades de Conservação e I Fórum Internacional de Parcerias na Gestão de Unidades de Conservação, em Brasília (DF).

 

Gestora: Beatriz Nascimento Gomes
SEVOL/DGPEA/CGSAM/DISAT/DF
2009


Voluntariado como estratégia de promoção do engajamento da sociedade na conservação da biodiversidade e do patrimônio histórico e sociocultural

Realizada em 113 Unidades organizacionais do ICMBio, aderidas e ativas, junto ao Programa de Voluntariado, a Prática contou com a participação de diversos atores sociais (clubes de montanhismo, ciclismo e caminhadas, associações de moradores, associações de amigos do parque, conselhos gestores das unidades, organizações não governamentais e empresas privadas com atuação local, regional, nacional ou internacional, órgãos públicos de outras esferas de governo, tais como batalhão ambiental e prefeituras, entre outros). Com o objetivo de sensibilizar os diferentes segmentos da sociedade para a importância da conservação do patrimônio natural, histórico e cultural brasileiro; oferecer aos interessados oportunidades de contribuir, por meio de ações práticas, para a conservação do patrimônio natural, histórico e cultural sob gestão do ICMBio; promover a troca de ideias, conhecimentos e experiências entre todos os atores envolvidos em atividades de voluntariado no Instituto, seja localmente, seja nacionalmente.

Gestor: Adriano Melo
Mosaico Carioca de Unidades de Conservação/RJ
Fevereiro de 2017


Trilha Transcarioca: estimulando o cuidado, a criatividade e a colaboração na Paisagem Cultural Urbana da cidade do Rio de Janeiro

Realizada nas seis unidades de conservação por onde a trilha passa (dentre elas o Parque Nacional da Tijuca), a Prática contou com a participação do Mosaico Carioca de Unidades de Conservação e Movimento Trilha Transcarioca. Com o objetivo de promover a Trilha Transcarioca como ferramenta de conservação e estímulo ao cuidado, a inovação e a colaboração pelas unidades de conservação e seu entorno.

Gestora: Daniela Costa de Assis
Parque Nacional de Brasília e Reserva Biológica da Contagem/DF
Março de 2016


Ecotrilha no entorno de UC: uma ferramenta de integração ambiental, social e de conservação da natureza

Realizada no Parque Nacional de Brasília, Reserva Biológica da Contagem, Floresta Nacional de Brasília, Área de Proteção Ambiental do Planalto Central e Área de Proteção Ambiental do Rio Descoberto, a Prática contou com a participação de Voluntários, DER/DF; UCs federais: Parque Nacional de Brasília, Reserva Biológica da Contagem, Floresta Nacional de Brasília, APA do Planalto Central, APA do Rio Descoberto e Coordenação Geral de Uso Público e Negócios. Com o objetivo de promover, no âmbito das UCs do DF, o desenvolvimento e a implantação de trilhas ecológicas para múltiplos usos, interligando-as também com outras áreas protegidas do DF, contribuindo para a promoção da conservação da biodiversidade e fortalecendo corredores ecológicos.

Gestora: Maria Consolatión Villafañe Udry
Área de Proteção Ambiental do Planalto Central/DF
Março de 2017


Águas Serrinha do Paranoá - Ecotrilhas: sociedade civil e instituições públicas em cooperação para a implantação de ecotrilhas na Serrinha do Paranoá, na Área de Proteção Ambiental do Planalto Central

Realizada na Área de Proteção Ambiental do Planalto Central, a Prática contou com a participação de diversos atores sociais (IBRAM, Secretaria do Meio Ambiente do Distrito Federal, Administração Regional do Lago Norte, Fundação Banco do Brasil - Voluntariado Banco do Brasil, Conselho Regional de Desenvolvimento Rural Sustentável). Com o objetivo de promover a prática de gestão socioambiental integrada do território com ações de educação ambiental, proteção dos recursos hídricos e apoio à implantação e manejo das trilhas ecológicas na região da Serrinha do Paranoá situada na Área de Proteção Ambiental do Planalto Central contribuindo para conservação da biodiversidade e a melhoria da qualidade de vida da população local.

Gestor: José Leocádio Teixeira Godim de Lima
Floresta Nacional de Brasília/PE
Janeiro de 2015


Visitantes da Floresta Nacional de Brasília fazem dela como a Sonham

Realizada na Floresta Nacional de Brasília, a Prática contou com a participação do grupo ciclístico Jah, grupo de caminhadas de Brasília e grupos de escoteiros. Com o objetivo que os usuários se ''apossassem'' da Floresta Nacional de Brasília e percebessem que de fato a Flona é deles, pois na verdade ela é um bem público e só tem sentido se for assim.

Gestor: Alex Luiz Amaral Oliveira
Parque Estadual Mata do Limoeiro/MG
Janeiro de 2016


Ecofolia

Realizada no Parque Estadual Mata do Limoeiro, a Prática contou com a participação de diversos atores sociais (instituições envolvidas no Conselho; Polícia Militar de Meio Ambiente; universidades; faculdades e escolas do entorno). Com o objetivo de identificar o perfil socioambiental das comunidades do entorno, o envolvimento das comunidades com o Parque, o levantamento das problemáticas por meio de pesquisas, e realização de ações de educação ambiental.

Gestora: Angélica Beatriz Côrrea Gonçalves
Parque Estadual do Jalapão/TO
Fevereiro de 2003


Diálogos e Interação Social como instrumentos de fortalecimento da implementação do Parque Estadual do Jalapão

Realizada no Parque Estadual do Jalapão e seu entorno, abrangendo a Área de Proteção Ambiental Jalapão, a Prática contou com a participação de diversos atores sociais (Associação Onça D’água; Rede Jalapão de Produtos Artesanais; Conservação Internacional do Brasil; Instituto Sociedade População e Natureza; Prefeituras de Mateiros e São Félix do Tocantins; Associação da Brigada Civil Fogo; Conselho Gestor do Parque Estadual do Jalapão; Gerência da Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins; Pequi). Os objetivos dessa Prática foram definidos em cinco metas prioritárias para estabelecer os diálogos e discussões: conhecimento regional; orientação para o controle da visitação; orientação aos visitantes; orientação junto à comunidade urbana e rural dos municípios do entorno do Parque; e a otimização na administração dos recursos.

Gestor: Alexandre Caminha de Brito
Reserva Extrativista Marinha Delta do Parnaíba/PI
Junho de 2014


A Cartografia Social Como Instrumento para a Elaboração do Zoneamento Ambiental Participativo da Reserva Extrativista Prainha do Canto Verde/CE

Realizada na Reserva Extrativista Prainha do Canto Verde, a Prática contou com a participação da Associação de Moradores da Prainha do Canto Verde, Laboratório de Cartografia Social (LABOCART) e Laboratório de Geoecologia da Paisagem e Planejamento Ambiental (LAGEPLAN), ambos do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Ceará (UFC). Com o objetivo de estabelecer parcerias institucionais que possibilitem a construção do Zoneamento Ambiental Participativo da Resex Prainha do Canto Verde, otimizando recursos e utilizando metodologias participativas, a exemplo da Cartografia Social.

Gestora: Ana Carolina Saupe
Floresta Nacional do Assungui/PR
Abril de 2015


Monitoramento automático de visitantes nas trilhas no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro

Realizada na Floresta Nacional do Assungui, a Prática contou com a participação de diversos atores sociais (Associação Miríade, Fundação Angelo Cretã, Colégio Estadual do Campo Prof. Aloísio, Associação Solidária de Agricultura Ecológica de Ponta Grossa e Campo Largo, IFPR, UFPR, Prefeitura Municipal de Campo Largo, Sociedade Chauá, Mater Natura, SPVS, Emater, Empresa de Águas Ouro Fino, Programa Petrobras Socioambiental Comunidades). Com o objetivo de aproximar jovens da Floresta, por meio de oficinas semanais de formação em sustentabilidade; as comunidades do entorno através do contato com os jovens e de eventos abertos à comunidade realizados na Floresta; implantar estruturas sustentáveis com fins pedagógicas; promover a reflexão sobre a sustentabilidade da floresta de Araucária a partir de oficinas teóricas e práticas que consideraram a importância histórica, ambiental e cultural da Floresta.

Gestora: Ana Luiza Castelo Branco Figueiredo
Reserva Extrativista Rio Unini/AM
Maio de 2016


Ações educomunicativas na Reserva Extrativista Rio Unini e Parque Nacional do Jaú - continuidade ao estímulo do Protagonismo Juvenil

Realizada na Reserva Extrativista Rio Unini, Parque Nacional do Jaú e Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Amana, a Prática contou com a participação de diversos atores sociais (Fundação Vitória Amazônica, Projeto Saúde e Alegria, Coletivo Difusão e voluntários, conselhos da Resex e do Parna, Jovens Protagonistas do Unini, Associação de Moradores do Rio Unini e Cooperativa Mista Agroextrativista do Rio Unini). Com o objetivo de estimular e fortalecer o protagonismo juvenil na gestão participativa das UC, por meio da educomunicação; promover o acesso à informação e capacitar jovens em construção midiática, registro e sistematização de conteúdo; promover o registro audiovisual pelos jovens durante as reuniões e atividades de gestão das UC - produção de vídeos, áudios e jornal- mural; estimular a produção contínua de material pelos jovens, visando a divulgação das atividades em suas comunidades em linguagem acessível.

Gestor: Hermógenes Henrique Oliveira Nascimento
Célula de Conservação da Diversidade Biológica, vinculada a Coordenadoria de Biodiversidade/CE
Maio de 2017


Programa agente voluntário ambiental: um instrumento de gestão para as unidades de conservação estaduais do Ceará

Realizada no Parque Estadual do Cocó, Parque Estadual Botânico, APA da Serra de Baturité, Estação Ecológica do Pecém, Parque Estadual do Sítio Fundão, APA da Bica do Ipú, a Prática contou com a participação de Casa Civil, IFCE (Campus Fortaleza), UFC, O Estado do Ceará (Jornal), Universidade de Fortaleza. Com o objetivo de estimular a cooperação entre sociedade civil e a gestão pública buscando soluções em grupo para a conservação e proteção da Unidade de Conservação; planejar ações de orientação e controle de visitantes na UC; articular a oferta de trabalho voluntário da UC e suas principais demandas.

Gestora: Izaura Lila Lima Ribeiro
Área de Relevante Interesse Ecológico do Sítio Curió/CE
Dezembro de 2016

 

Projeto Aflorar


Realizada na Área de Relevante Interesse Ecológico do Sítio Curió, a Prática contou com a participação de diversos atores sociais (SESC Ceará - Setor de Desenvolvimento comunitário Projeto Aflorar, Instituto Natureza Viva, Escola Liceu de Messejana, Movimento Pró árvore, Núcleo de Estudos em Agricultura Urbana/NEPAU/UFC). Com o objetivo de promover o desenvolvimento comunitário sustentável, contribuindo para a preservação e ampliação da cobertura vegetal, favorecendo a presença de plantas nativas nas áreas verdes da cidade de Fortaleza e região metropolitana, colaborando assim para a preservação da biodiversidade da flora e fauna do estado do Ceará, como também das unidades de conservação.

 

Com informações do ICMBio

 

Em sua décima edição, o Ecoswim, competição de natação promovida por estudantes da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), reuniu 622 pessoas para nadarem em prol de uma causa: a proteção da água! As 43 equipes competiram ao longo do dia 18 na piscina do Conjunto Aquático Carlos Antonio Biazotto, em São Caetano do Sul (SP).

No Ecoswim, parte das inscrições para a competição é destinada ao IPÊ para projetos de conservação dos recursos hídricos no Sistema Cantareira. Este ano, os recursos serão aplicados no viveiro escola do Instituto, em Nazaré Paulista (SP). O viveiro faz parte do projeto do IPÊ "Nascentes Verdes, Rios Vivos", que promove restauração e educação ambiental na região.

Todos os anos, o evento atrai novos participantes. É o caso de Michele Rodrigues (foto), que inscreveu a equipe Crossfit Utinga para a competição. "A minha grande motivação foi que o evento estava ligado a uma causa importante. É uma forma de se divertir com os amigos, porque é uma competição descontraída, mas com um propósito maior. Adorei e vou voltar". Assim como os demais participantes, a biomédica levou uma muda da Mata Atlântica para a casa doada pelo IPÊ, reforçando seu compromisso com a natureza. "Essa eu vou dar de presente para o meu pai plantar no quintal da casa dele".

A causa ambiental atrelada ao evento é relevante para a escolha dos participantes, segundo Gabriela Costa Bandeira de Mello, uma das diretoras gerais do Ecoswim. "Temos visto três tipos de motivação das pessoas que querem participar da competição. A primeira delas é o esporte em si, a segunda porque é um evento recreativo, que atrai a família, amigos e academias que querem treinar seus alunos e, claro, a causa ambiental. Muitas pessoas são impactadas por isso e querem saber como doar, para onde estão doando e como o recurso é aplicado", explica.

Um dos objetivos da comissão organizadora, segundo Gabriela, é despertar entre os participantes  a importância da conservação da natureza e, sobretudo, fazer com que eles se tornem defensores da proteção da água e promotores da causa socioambiental.  E parece que vem dando certo. "Eu planto a muda no parque perto de casa. Acho uma forma de estimular a conservação do meio ambiente, de estar conectada com a natureza", disse Luiza Sodero, à esquerda na foto.