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O IPÊ apresentou no dia 08 de outubro o Plano de Manejo do Parque Natural Municipal Augusto Ruschi, de São José dos Campos (SP). A construção do Plano de Manejo começou em janeiro deste ano. Após diagnóstico, foram realizadas cinco oficinas, com participação ativa de moradores, proprietários rurais, além de representantes oficiais, instituições ambientais, ICMBio e universidades. O evento aconteceu na Secretaria do Meio Ambiente e em parceria com a Prefeitura e o Ipllan - Instituto de Pesquisa, Administração e Planejamento.

"A reunião foi ótima. Apresentamos a versão final do plano, abordando o processo de construção do documento, resultados do diagnóstico, o modelo conceitual que construímos, missão e visão do Parque, normas, zoneamento interno, zona de amortecimento, proposta de corredor ecológico e sobre as principais atividades previstas em seus oito programas de gestão", diz Angela Pellin, coordenadora de Áreas Protegidas do IPÊ.

Além dos Conselhos do Parque e de Meio Ambiente da cidade, a reunião também contou com a participação das pessoas que contribuíram durante o processo participando das oficinas e de outros interessados que foram conhecer o trabalho. 

Apoiado pela TAM e Instituto OIKOS "Mico Caiçara, Floresta Preservada & Gente Animada" fortalece atividades tradicionais no litoral paulista

Por meio do projeto "Mico caiçara, floresta preservada & gente animada: é com turismo e arte que se paga!" o IPÊ promove junto aos moradores da Vila do Ariri, Cananeia (SP), uma série de atividades para o fortalecimento do Turismo de Base Comunitária (TBC). O projeto visa fortalecer a atividade de turismo alinhando ganhos de renda com proteção ambiental nesta região prioritária para a Mata Atlântica, localizada no Mosaico de Unidades de Conservação do Lagamar de Cananeia.

Em setembro, a comunidade participou da Capacitação em Cooperativismo junto com a Cooperativa de Ecoturismo de Guaraqueçaba (PR), a Cooperguará Ecotur. A oficina foi destinada aos moradores que já praticam o turismo comunitário ou que estão interessados em desenvolver a atividade.

Estão previstas para os próximos meses oficinas de culinária; condução ambiental/cultural; gestão de empreendimentos turísticos; artesanato; atendimento ao turista; introdução à língua estrangeira; e organização de eventos. O projeto planeja ainda promover uma viagem de intercâmbio para Guaraqueçaba (PR) a fim de que os comunitários conheçam como o TBC é realizado em outras áreas do Mosaico do Lagamar, e também realizar um roteiro-teste com os convidados na Vila do Ariri no sistema de “fan tour/press trip”.

Paralelamente a essas ações, o Instituto e os comunitários buscam novos atrativos para os turistas que visitam a região, como trilhas utilizadas pelo mico-leão-de-cara-preta - espécie símbolo do local. O projeto também vem buscando alternativas de fortalecimento das atividades tradicionais como o artesanato, bem como mobilizando parceiros para apoiar algumas expedições turísticas passando pela Vila do Ariri valorizando a prática de canoagem, mountain bike, trekking e birdwatching.

"Com o projeto, o IPÊ pretende garantir que a comunidade do Ariri se torne um destino turístico sustentável conhecido e visitado por pessoas amantes da natureza e interessadas em vivenciar e trocar experiências com o modo de vida dos caiçaras, agricultores familiares e quilombolas", conta Gustavo Toledo, turismólogo do IPÊ.

Sobre o projeto

A iniciativa surgiu em resposta aos acordos das Econegociações de 2009 e 2013, quando a população e representantes locais reuniram-se junto com o IPÊ para traçar alternativas para um futuro mais sustentável da região. Uma das soluções apontadas como prioritárias para a geração de renda, e que traria benefícios a à população dessa rica área natural, foi o Turismo de Base Comunitária, que alinha ganhos financeiros à conservação da biodiversidade e da cultura caiçara e suas tradições. Assim, o IPÊ levou adiante a ideia de ajudar a promover um turismo feito pela própria comunidade, de forma justa (os ganhos são repassados sem intermediários) e de maneira condizente ao desenvolvimento sustentável local. O projeto é apoiado pela TAM e Instituto OIKOS e faz parte do Programa de Conservação do Mico-Leão-de-Cara-Preta, também do IPÊ.

livroESCASZalmir Silvino Cubas, autor de “Tratado de Animais Selvagens” lança, hoje, 20 de Outubro a segunda edição do livro. Revisada e ampliada, é uma obra de consulta e apoio inigualáveis para todos aqueles que atuam no campo de medicina veterinária de animais selvagens, assim como para as pessoas que praticam a clínica e o manejo.

Nesta edição, o livro conta, também, com um capítulo dedicado à Educação para Conservação. Cristiana Saddy Martins, Suzana Padua e Claudio B Valladares-Padua, fundadores do IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas, expõem em algumas páginas como se deu a criação da ESCAS - Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade e seus desdobramentos como a concretização de um Mestrado Profissional e um MBA, considerados inovadores para a área, além de outras iniciativas em Educação Ambiental realizadas por alguns dos projetos da Instituição.

Entre temas bastante relevantes, o capítulo discorre sobre a trans e multidisciplinariedade necessária para que um curso de pós-graduação na área de conservação da natureza possa suprir os atuais desafios da sociedade moderna e a importância de fomentar uma linha educacional como um caminho para disseminação do conhecimento e transformação de pessoas.

Mais do que descrever uma iniciativa isolada, o texto se propõe a trazer reflexões do que necessitamos em educação para conservação. Ilustra os pensamentos e as ideias que estão por trás de um conteúdo prático e corriqueiro e se propõe a dar um exemplo de como se pode pensar e se realizar ações novas a partir de experiências consolidadas. 

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Patrocinado pela Petrobras, projeto é desenvolvido no Sistema Cantareira com objetivo de conservar os recursos hídricos

Quando a ideia é boa, gera frutos. Depois de aplicar em sua propriedade em Piracaia (SP) o modelo de pastagem ecológica proposto pelo projeto "Semeando Água", o casal de produtores rurais João Roberto e Patrícia Sampaio decidiu desenvolver o mesmo sistema em outra fazenda da família, desta vez, no município de Urutaí, Goiás. A iniciativa teve origem após os proprietários adotarem as práticas de melhoria no uso do solo da fazenda Cravorana, no interior paulista, após capacitação e intervenção na propriedade pelo projeto, que é patrocinado pela Petrobras. Hoje, a propriedade em Piracaia é uma unidade demonstrativa do projeto no Sistema Cantareira.

DSCN5234Animados e confiantes que o modelo renderá bons frutos econômicos e ambientais também em outras regiões, os proprietários apostam agora na aplicação da técnica em 74 hectares de pasto na fazenda goiana e querem passar o conhecimento sobre o modelo a mais proprietários locais. Para isso, contaram com a consultoria do professor Jurandir Melado, responsável por ministrar dois cursos de Manejo de Pastagem Ecológica para o projeto “Semeando Água”. Durante sua passagem por Goiás, o professor pôde implantar e ensinar o passo a passo do modelo para os funcionários da fazenda, vizinhos, alunos do Instituto Federal Goiano e da Universidade Estadual de Goiás. O modelo desenvolvido é o sistema Voisin, que basicamente implementa um rodízio do gado, favorecendo a dinâmica da pastagem de modo a beneficiar a recuperação de pastos degradados, a infiltração de água no solo, a produção animal em si, por conta da oferta de melhor forragem, aumento progressivo da fertilidade do solo e a diminuição do uso de pesticidas e medicamentos para os animais.

“É uma sensação boa trazer uma nova tecnologia para a fazenda aqui de Goiás e poder compartilhar com nossos empregados, vizinhos e alunos de Agronomia e Zootecnia. Estamos iniciando uma nova etapa na região! Nossa expectativa é tornar nossas pastagens sustentáveis e nossas Áreas de Preservação Permanentes protegidas e reflorestadas”, comenta a proprietária Patrícia Sampaio.

DSCN0078Em abril, o projeto “Semeando Água” iniciou as intervenções na fazenda da família em Piracaia, por lá foram convertidos cinco hectares de pasto convencional para o pastoreio ecológico. Segundo o João Roberto, medidas vieram ao encontro da sua vontade de adotar modelos mais sustentáveis de produção. “Sempre tivemos a preocupação de conservar os recursos que temos aqui, como as 30 nascentes, mas o pasto era o mais complicado, devido ao relevo acidentado sofríamos com as chuvas. Estamos ansiosos para ver os primeiros resultados, mas sabemos que com o manejo correto da pastagem os animais terão o melhor alimento, o solo voltará a reabsorver a água e ainda economizaremos com produtos que combatem parasitas nos animais e solo.”, afirma o proprietário parceiro.

Com o patrocínio da Petrobras, o projeto “Semeando Água” vem desenvolvendo ações em outras cinco propriedades rurais representativas de diferentes condições e locais do Sistema Cantareira. O intuito é que essas propriedades se tornem catalisadoras de uma mudança em maior escala, dentro e fora da região do projeto, subsidiando programas/política de adequação ambiental que visem à conservação do solo e da água.

Saiba mais sobre o projeto