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A ESCAS - Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade, braço educacional do IPÊ, abriga agora todos os cursos da instituição: Cursos de Curta Duração, MBA e Mestrado Profissional.

A grande novidade da união dos cursos em uma única escola é a de que o CBBC (Centro Brasileiro de Biologia da Conservação) passa a ser o núcleo de Cursos de Curta Duração da ESCAS, com a mesma qualidade e temas abrangentes na área socioambiental, que capacita em torno de 500 pessoas por ano em cursos como SIG, Biologia da Conservação, História Ecológica, Viveiros e Mudas, Ecologia da Paisagem, Ferramentas de Ação Participativa, entre outros, já bastante reconhecidos no mercado.

Além disso, a ESCAS mantém o MBA em Gestão de Negócios Socioambientais, com apoio pedagógico do CEATS/USP e Artemisia Negócios Sociais, bem como o Mestrado Profissional em Conservação da Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável, em parceria com o Instituto Arapyaú e apoiadores como Fibria, US Fish Wildlife Service e o Programa do WWF/EFN – Education for Nature.

Sobre a ESCAS

A ESCAS é uma iniciativa do IPÊ para formação de profissionais capazes de desenvolver, implementar e multiplicar ações na área socioambiental. Com a Escola, o IPÊ desenvolve uma parte importante de sua missão institucional, que é a de compartilhar conhecimentos para a conservação da biodiversidade de maneira inovadora. A proposta da ESCAS é, por meio da educação, contribuir na formação de profissionais que influenciem na construção de uma sociedade cada vez mais sustentável.

O alinhamento entre a teoria e a prática, o foco na multidisciplinaridade e a excelência de seu corpo docente composto por renomados profissionais da área socioambiental, atuantes tanto na academia como no mercado, são os principais diferenciais. A Escola oferece cursos em variados formatos buscando atender às necessidades tanto daqueles que estão em contato com a temática socioambiental pela primeira vez até o profissional que deseja uma atualização e especialização na área.

O projeto "Corredores da Mata Atlântica" é o responsável pela formação de 700 hectares de um grande corredor florestal que une as duas principais Unidades de Conservação do bioma no Pontal do Paranapanema (extremo oeste de SP), a Estação Ecológica Mico Leão Preto (ESEC-MLP) e o Parque Estadual do Morro do Diabo (PEMD). O projeto foi iniciado em 2002 pelo IPÊ, com coordenação do pesquisador Dr. Laury Cullen Jr.. O objetivo do trabalho é conservar a biodiversidade da Mata Atlântica por meio da restauração florestal em Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reserva Legal (RL) de propriedades rurais. Com o projeto, pretende-se reconstruir a paisagem de uma região bastante conhecida pela disputa por posse de terras e pela degradação de sua área verde, hoje resumida em "manchas de floresta", que abrigam espécies ameaçadas como o mico-leão preto, a onça pintada, a jaguatirica, entre outras.

"Um dos problemas para a sobrevivência dessas espécies é justamente a perda de hábitat e o corredor é uma das formas de suprir essa necessidade de deslocamento entre as UCs, tanto para alimentação, como para reprodução dos animais", explica Laury Cullen Jr.. 

Ao todo, 1,4 milhões de árvores foram plantadas para reconectar a porção sul do PEMD (37 mil hectares) com um dos quatro fragmentos da ESEC-MLP (que tem o total de 7 mil hectares). Os plantios são monitorados pelo IPÊ até estabelecerem-se como floresta. O corredor passa por dentro da Fazenda Rosanela, localizada entre as duas Unidades de Conservação. A área plantada fazia parte de um passivo ambiental da propriedade, de acordo com o código florestal vigente.

Para escolher as áreas estratégicas para plantio, o IPÊ segue o seu "Mapa dos Sonhos", um estudo elaborado por seus pesquisadores para identificar as áreas prioritárias para a restauração florestal, significativas para a biodiversidade e que, por isso, precisam ser reconectadas. O próximo desafio agora é fazer um novo corredor, na porção norte do PEMD, plantando 5 mil hectares de floresta, em APPs e RLs de 11 grandes propriedades.

Nossa mensagem de final de ano a todos os parceiros e amigos do IPÊ! Boas festas e feliz 2014!

Cartao IPE 2014


Negociao Sr Durval

O IPÊ, por meio do projeto “Semeando Água”, firma novas  parcerias com proprietários rurais nos municípios de Extrema (MG) e Itapeva (SP).

Desde setembro, tes áreas para a conservação da água estão sendo identificados e convidados a participarem do projeto. Juntos, estão implementando melhores práticas de uso de solo e modelos de restauração da paisagem. Este é o caso de José Bragion, que aceitou o desafio e implantou o pastoreio rotacional em sua propriedade. “Estou animado para ver os resultados, minha maior preocupação é a proteção das encostas, já que minha propriedade fica localizada em um vale, sofro constantes enxurradas, e isso além de me gerar gastos, compromete as nascentes que tenho aqui.”

O projeto terá duração de dois anos e é patrocinado pela Petrobras Ambiental. O trabalho do IPÊ prevê a recuperação de corpos hídricos em municípios que abrangem o Sistema Cantareira de Abastecimento de Água, por meio de extensão rural, capacitação e educação ambiental.

Nos dias 11 e 12 de dezembro as comunidades Nova Esperança, São Sebastião e Pagodão, no baixo Rio Negro, receberam a visita do chef de cozinha Felipe Schaedler, do premiado restaurante Banzeiro (www.restaurantebanzeiro.com.br), referência manauara em culinária regional. O chef realizou uma oficina sobre preparação de pratos utilizando produtos locais no Clube de Mães Maria de Nazaré e experimentou produtos dos agricultores, destacando o potencial da parceria para a compra de frutas, raízes e hortaliças.

A qualidade da farinha de mandioca e de tapioca produzidas no baixo Rio Negro surpreendeu o chef.  “Nós viemos conhecer o processo produtivo, queremos produtos regionais e orgânicos de alta qualidade. Aqui encontramos uma farinha muito especial, acima das expectativas”.  Felipe afirmou que hoje o que se busca na culinária é cada vez mais a regionalização de alimentos como forma de valorizar a identidade cultural, saberes e sabores do povo do campo.

A visita faz parte das atividades do projeto Eco-Polos Amazônia XXI, que tem como objetivo desenvolver a cadeia de produtos sustentáveis da Amazônia, reconhecendo a importância dos produtos da sociobiodiversidade.

Veja fotos e saiba mais no Blog Eco-Polos: http://ipe.org.br/blogecopolos/troca-de-experiencias-em-culinaria-regional-com-produtos-locais/