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Em evento realizado na Câmara dos Vereadores de Nazaré Paulista, dia 04 de setembro, o IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas reuniu produtores locais para falar sobre melhores usos do solo na região.

A ideia do Encontro com Produtores foi levar informações sobre técnicas que combinam melhoria da produção rural com conservação do meio ambiente, em especial da água.

 

Durante o encontro, os pesquisadores do IPÊ falaram sobre alguns resultados dos pilotos do projeto "Semeando Água", que usou o método Voisin de rotação de pasto para melhoria do solo, além de experimentos com restauração florestal. Veja mais sobre o projeto aqui.

Os presentes também puderam tirar algumas dúvidas sobre CAR - Cadastro Ambiental Rural e sobre como participar de uma pesquisa do Instituto relacionada a Pagamento por Serviços Ambientais. Mais encontros com os produtores estão programados para até o final deste ano, em Nazaré Paulista (SP). Datas e locais serão divulgados com antecedência.

Essa edição do Encontro com Produtores teve apoio da CATI e da Prefeitura de Nazaré Paulista (SP).

 

O IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas realiza no dia 4 de setembro um Encontro com Produtores na Câmara de Vereadores de Nazaré Paulista (SP). O evento vai reunir agricultores da região para falar sobre as novas formas de melhorar a produção das suas propriedades ajudando a conservar a água e o meio ambiente.

"Estamos colaborando com vários produtores na região do Sistema Cantareira mostrando novas formas de uso do solo que são importantes para a produção de água que alimenta o Sistema Cantareira. O melhor de tudo é que essas técnicas têm ajudado a melhorar a própria produção. Alguns produtores que já realizaram modificações, relatam aumento de peso do gado e melhoria na qualidade do pasto, por exemplo", afirma o pesquisador do IPÊ Alexandre Uezu.

O encontro é gratuito e tem apoio da CATI - Coordenadoria de Assistência Técnica Integral e da prefeitura de Nazaré Paulista.

Dia 04 de Setembro Às 18h30.
Câmara dos Vereadores de Nazaré Paulista.

As aulas modulares das turmas do 2º semestre da ESCAS já começaram no MBA Gestão de Negócios Socioambientais e no Mestrado Profissional em Conservação Ambiental e Sustentabilidade.

Na semana de 17 a 21 de agosto, os alunos do MBA tiveram sua semana inicial de imersão, com aulas sobre "Desafios da Gestão Socioambiental" com o professor Jacques Marcovitch (USP); "Perspectivas de Desenvolvimento", com a professora Rosa Maria Fischer; "O novo campo de negócios com impacto socioambiental" com a professora Graziella Comini, e História Ecológica (Global e Brasileira), com o professor José Augusto Pádua.

O reitor da ESCAS e vice-presidente do IPÊ, Claudio Padua, tratou com os alunos sobre "Negócios Ambientais - Contextualização e Exemplos". Na aula com o consultor Leandro Kao, os alunos refletiram sobre "Gestão de Conflitos e Liderança", e com o professor Haroldo Torres, sobre "Papel do Estado/Políticas Públicas e Oportunidades para Negócios Socioambientais". Para concluir a semana, Rosa Maria FIscher e Graziella Comini falaram sobre "Da Responsabilidade ao Empreendedorismo Socioambiental" e"Tipologia e Exemplos de Negócios Socioambientais".

As aulas do MBA continuarão agora no formato modular, um final de semana por mês.

A nova turma do Mestrado Profissional teve aulas ao longo da semana de 24 a 28 de agosto sobre "Educação Ambiental, Ética e Aspectos Humanos Ligados a Sustentabilidade" com os professores Suzana Machado Padua, Maria das Graças de Souza e Luiz Afonso Vaz de Figueiredo. O curso de mestrado no formato modular continua no próximo mês, também com uma semana completa de aulas teóricas e práticas.

Bahia
A ESCAS iniciará nova turma de Mestrado Profissional formato modular no sul da Bahia a partir de outubro.

www.escas.org.br

 

A primeira Oficina de Monitoramento Participativo de Quelônios, realizada de 13 a 15 de agosto no Parque Nacional (Parna) do Jaú (AM), foi marcada pela divulgação dos resultados do monitoramento realizado pela comunidade e equipe sobre o status de conservação das diversas espécies de quelônios da região.

Após trabalho intenso de cinco meses, monitores comunitários registraram o nascimento de cerca de 950 filhotes de tartaruga da amazônia (Podocnemis expansa); 791 de tracajá (Podocnemis unifilis) e 583 de irapuca (Podocnemis erytrocephala), apenas em cinco praias protegidas na Reserva Extrativista (RESEX) do Rio Unini e Parna Jaú. Esse será o referencial para os próximos anos de monitoramento e avaliação das condições de proteção dessas espécies.

A ação de levantamento sobre os animais só foi possível devido ao envolvimento e apoio dos monitores e das lideranças comunitárias, bem como das parcerias com instituições locais, além dos cursos de capacitação sobre monitoramento. Tais atividades, realizadas desde 2014 pelo projeto "Monitoramento Participativo da Biodiversidade" (promovido por IPÊ, ICMBio - Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e parceiros), despertaram nas comunidades locais um maior interesse pelas ações de conservação. O trabalho coletivo também fortaleceu os órgãos ambientais, que vêm atuando em conjunto pela proteção dos quelônios nas Unidades de Conservação (UCs).

A Oficina reuniu mais de 60 pessoas: comunitários, monitores da biodiversidade e lideranças locais residentes do Parna Jaú, RESEX do Rio Unini e Parque Estadual Rio Negro Setor Norte; representantes das comunidades do Rio Jauaperi (afluente do Rio Negro); e representantes das seis instituições que a partir deste ano trabalharão juntas na execução de um protocolo mínimo comum e pesquisas associadas em prol da conservação dos quelônios aquáticos.

O encontro foi realizado no âmbito do Programa de Conservação de Quelônios do Mosaico do Baixo Rio Negro, promovido pelo ICMBio; IPÊ; SEMA – Secretaria Estadual de Meio Ambiente; WCS – Associação Conservação da Vida Silvestre e UFAM – Universidade Federal do Amazonas/ Projeto Pé de Pincha. A Oficina marcou a realização da primeira ação conjunta do Programa, resultado da parceria entre instituições que atuam na região.

 

 

Os corredores florestais da Mata Atlântica plantados pelo IPÊ ganharam um grande reforço com o Whitley Continuation Funding. Pela quarta vez, o prêmio foi concedido pelo Whitley Fund for Nature ao pesquisador Laury Cullen Jr., coordenador do projeto dos corredores no Instituto. A premiação de 70 mil libras será utilizada ao longo de dois anos para a restauração de 20 hectares de floresta – 40 mil árvores – na Mata Atlântica de interior, no Pontal do Paranapanema.

Cinco hectares serão plantados em Áreas de Reserva Legal de assentamentos rurais no formato de Sistemas Agroflorestais (SAFs) - uma metodologia que une plantio de florestas aos cultivos de alimentos e outros produtos de forma a manter a diversidade no ambiente e conservar a biodiversidade. Outros 15 hectares serão plantados para integrar o corredor reflorestado pelo IPÊ na Mata Atlântica, o maior do Brasil, que une as duas principais Unidades de Conservação da região - o Parque Estadual Morro do Diabo e a Estação Ecológica Mico-Leão-Preto.

Os corredores de floresta fazem parte da estratégia de longo prazo do IPÊ para a conservação da paisagem no Pontal do Paranapanema. O Instituto, inclusive, é criador do Mapa dos Sonhos do Pontal, que mostra onde devem ser plantadas as florestas de maneira a contribuírem para a conservação da fauna local. Conectar os fragmentos florestais, seja de forma contínua com os corredores de floresta, ou por meio da criação de bosques de biodiversidade com os SAFs, é o caminho para a proteção de animais, que podem utilizar essas novas áreas e se deslocarem na paisagem em busca de alimento, reprodução e abrigo. Após a restauração de 1,5 milhão de árvores no corredor, pesquisadores do mico-leão-preto já buscam evidências da presença da espécie nessa área.

Além da conservação da fauna, a restauração via corredores caminha em conjunto com trabalhos de educação ambiental, de envolvimento comunitário e de desenvolvimento de novas alternativas para geração de renda, a fim de encorajar a adoção de paisagens produtivas sustentáveis. A implantação de SAFs pelos agricultores é um meio de tornar as áreas de agricultura mais saudáveis e sustentáveis, melhorando a produção e ampliando os ganhos financeiros. Outro exemplo são os viveiros comunitários que beneficiam a renda de famílias e também produzem mudas utilizadas em restauração. Atualmente, no Pontal, o IPÊ apoia 11 viveiros que produziram, em 2014, 500 mil mudas.