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Projeto Flora Regional contribui com a iniciativa por meio da educação ambiental e informações etnobotânicas levantadas durante estudo

Na última quinta-feira, 26 de maio, alunos da Escola Municipal Monsenhor Afonso reconheceram muitas espécies de árvores durante a trilha urbana e interpretativa que foi inaugurada pela Prefeitura de Nazaré Paulista em parceria com o IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas, no antigo recinto de exposições da cidade.

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A trilha teve como objetivo aproximar a população urbana de algumas espécies de árvores que são parte  da história de vida dos moradores rurais, conforme o identificado pelo projeto Flora Regional. A ideia é também, por meio deste trabalho, disseminar os conhecimentos técnicos do IPÊ na construção de ambientes verdes, além de estimular as percepções em torno da importância das florestas urbanas, valorizando o “saber local”.

“A proposta da trilha veio ao encontro de uma vontade da Prefeitura de criar um parque onde a população pudesse desfrutar de um ambiente verde. A área da trilha abrigará, futuramente, a nova Prefeitura e com a parceria com o IPÊ conseguimos revitalizar um espaço e transformá- lo em um local de vivência e aprendizado”, comenta Debora Maria Alfonsi Balestreri, arquiteta da Prefeitura.

Assim, a proposta é que alunos e população de Nazaré Paulista desfrutem de um ambiente agradável e arborizado e possam conhecer, por meio da vivência, informações técnica-cultural de espécies que compõem a região e fazem parte da história do município e de muitos de seus habitantes. “Foi muito legal reconhecer algumas árvores que tem no meu sítio. Gostei tanto da trilha que vou pedir para o meu pai me trazer de novo para eu ensinar para ele tudo o que eu aprendi aqui hoje”, diz Lúcio Flávio de Oliveira Lourenço, aluno do 4ºano da escola Monsenhor Afonso.

Sobre o Flora Regional

O projeto Flora Regional é uma pesquisa realizada pelo IPÊ com apoio do JRS Biodiversity Foundation e IPEF – Instituto de Pesquisas Florestais, sobre espécies florestais do bioma Mata Atlântica, realizada no município de Nazaré Paulista e região. O trabalho multidisciplinar resultou na elaboração de uma lista com centenas de espécies nativas, dentre as quais 72 indicadas pelo seu potencial para obtenção de produtos. Tais dados estão disponíveis para consultas online (flora.ipe.org.br) a fim de: subsidiar o desenvolvimento de programas de restauração e de reflorestamento, inclusive em Áreas de Preservação Permanente; promover a diversificação no uso de espécies arbóreas nativas em áreas urbanas; envolver alunos da rede pública de ensino em atividades multidisciplinares ligadas à conservação ambiental e apontar possíveis lacunas de conhecimento sobre as espécies inseridas no banco de dados. O diferencial deste projeto é que, além da pesquisa científica, utilizaram-se também os instrumentos etnobotânico e histórico junto aos moradores da zona rural de Nazaré Paulista.

Saiba mais

A Semana do Meio Ambiente 2015 do Pontal do Paranapanema tem como tema:
CIDADE SUSTENTÁVEIS: UM DESEJO NOSSO! UMA RESPONSABILIDADE TAMBÉM NOSSA!

Uma série de ações está planejada. Segue a agenda!

Parada Ecológica: Conscientização dos usuários da SP 613 (rodovia que cruza a área do Parque), Mutirão de Limpeza na estrada e doação de mudas de árvores nativas aos usuários.
Data: 01/06 /2015 Horário: 07:30h Local: Saída em frente ao Zerão – Vila São Paulo – Informações: Eriqui M. Inazaki – PEMD (18) 3282-1599

2º Encontro Participativo da VI Eco Negociação “Um Pontal Bom Pra Todos”
Data: 02/06 /2015 Horário: 13:00h Local: Clube Visual Fest – Vila São Paulo - Informações: Maria das Graças de Souza – IPÊ (18) 3282-3924

Palestra Temática: Murilo Cavalheiro- DAEE-CBH_PP
Data: 02/06 /2015 Horário: 19:30h Local: ETEC Prof. Nair Luccas Ribeiro – Informações: Maria Tereza Fink – Divisão M. Meio Ambiente – (18) 32823920

Passeio Ciclístico Estudantil: Pedalada Ecológica rumo a natureza local “Parque Estadual do Morro do Diabo”
Data: 03/06/2015 Horário: 07:30h Local: Saída em frente ao Zerão – Vila São Paulo - Maiores Informações: Eliane Guimarães – ETEC Prof. Nair Luccas Ribeiro – (18) 3282-1632

Espaço de Cidadania e Conservação da Biodiversidade: Informações ecológicas, doação de árvores e coleta de óleo usado e garrafas pets
Data: 05/06 /2015 Horário: 08:00h Local: Praça Antônio Evangelista – Pref. Municipal - Informações: Maria Tereza Fink – Divisão M. Meio Ambiente – (18) 32823920

Cine Energia: Data, Horário e Local: a definir. Informações: Ana Cristina Reis – Programa Energia Social – (18) 3282-9090/3991-9600

Campanha de coleta do Lixo Eletrônico na EE Salvador M. Munhoz
Data: De 25/05 a 11/06 Horário: Período escolar Local: EE Salvador M. Munhoz - Informações: Lucy Ikeda –– EE Salvador M. Munhoz - (18) 3282-1118

Comunicação ambiental: Informações ecológicas disseminadas via Rádio Comunitária kerigma FM
Data: 02 a 12/06/2015 Local: Rádio Kerigma FM – Teodoro Sampaio.

Instituições organizadoras:
DIVISÃO MUNICIPAL DE MEIO AMBIENTE
PREFEITURA MUNICIPAL DE TEODORO SAMPAIO
PARQUE ESTADUAL DO MORRO DO DIABO - FUNDAÇÃO FLORESTAL
ESTAÇÃO ECOLÓGICA DO MICO LEÃO PRETO / ICMBIO
IPÊ - INSTITUTO DE PESQUISAS ECOLÓGICAS
PROGRAMA ENERGIA SOCIAL
ETEC PROF. NAIR LUCCAS RIBEIRO
EE SALVADOR MORENO MUNHOZ
SABESP
GRUPO ODEBRECHT AGROINDUSTRIAL
POLÍCIA MILITAR AMBIENTAL
POLÍCIA MILITAR RODOVIÁRIA 

Até dia 31 de maio acontece a Semana dos Alimentos Orgânicos, evento que promove a produção e o consumo destes produtos. Em Manaus, a semana está sendo organizada pela Comissão de Produção Orgânica do Amazonas e Rede Maniva de Agroecologia (REMA), das quais o IPÊ e diversas organizações fazem parte.

A programação iniciou no dia 25, com uma Audiência Pública que tratou sobre a agroecologia e produção orgânica no estado do Amazonas. Outro destaque é a feira especial de orgânicos no dia 30, com a participação de agricultores da Rede Tucumã do Rio Negro, apoiada pelo IPÊ.

A Semana dos Alimentos Orgânicos é uma iniciativa da Coordenação de Agroecologia, do Departamento de Sistemas de Produção e Sustentabilidade da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo (Coagre/Depros/SDC) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O evento é organizado todos os anos com o objetivo de oferecer informações aos consumidores quanto aos produtos orgânicos, onde encontrá-los e como são produzidos. A proposta é divulgar para a população os benefícios ambientais, sociais e nutricionais desses alimentos.

Atualmente, a área de produção de orgânicos no Brasil, de acordo com informações do Mapa, é de cerca de 750 mil hectares, contando com mais de 10 mil produtores cadastrados e certificados e aproximadamente 13 mil unidades de produção. No entanto, este dado está muito abaixo da realidade pois existe um número muito maior de agricultores familiares e povos tradicionais que produzem de forma natural e agroecológica e que desenvolveram saberes e práticas no uso e manejo da agrobiodiversidade local, como os agricultores do Rio Negro.

“A riqueza e diversidade da agrobiodiversidade amazônica não é valorizada e vem sendo desperdiçada pela ausência de ações voltadas à produção, processamento, escoamento e comercialização, o que tem desestimulado os agricultores familiares, em especial os jovens”, afirma Mariana Semeghini, do projeto Eco Polos, do IPÊ. “Há políticas públicas para agricultura familiar e agroecologia, porém, infelizmente, são ainda pouco acessadas e até conhecidas pelos produtores. Por outro lado, há uma grande demanda mundial por produtos orgânicos e da biodiversidade amazônica”, completa.

Na manhã desta segunda-feira (25) o fomento à agroecologia e a produção orgânica e familiar foi o tema de uma Audiência Pública, realizada na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM), a pedido do deputado Dermilson Chagas (PDT), que preside a Comissão de Agricultura, Pecuária, Pesca, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPPADR) e da Rede Maniva de Agroecologia.
“O produto orgânico segue um padrão que considera na sua produção a sustentabilidade social, ambiental e econômica. A produção desses alimentos valoriza a cultura e a tradição das comunidades rurais”, disse Chagas.

No evento, a REMA e a Associação de Produtores Orgânicos apresentaram os desafios e demandas da produção orgânica no estado, destacando a importância da criação de uma Política Estadual de Agroecologia e Produção Orgânica do Amazonas, que garanta o desenvolvimento de um programa, e o compromentimento das instituições governamentais com ações voltadas ao setor e à melhoria da qualidade de vida dos agricultores familiares orgânicos.

A presidente da Apoam, Miriam Carvalho, destacou as dificuldades enfrentadas pelos produtores associados, como as condições precárias das estradas vicinais, sem manutenção, a falta de transporte para escoar produção e de assistência técnica. Ela destacou, ainda, que há muitos agricultores que produzem frutas, hortaliças, frangos, ovos, de forma natural e orgânica, mas que encontram dificuldade para levar sua produção para feiras e mercados.

O coordenador da Rede, Márcio Menezes, afirma que “é possível aumentar o número de produtores orgânicos, mas para isso se faz necessário vontade política para mudar a lei já existente, que não contempla toda a cadeia”.

Segundo Menezes, iniciou-se a elaboração de uma legislação estadual para o setor, mas que não atende o pleito dos defensores da agroecologia. Márcio questionou os participantes quanto ao modelo de desenvolvimento que o estado tem buscado, que não prioriza o setor primário, não envolve e não valoriza a biodiversidade amazônica, nem os saberes e práticas agroecológicas.

Também participaram da Audiência Pública o superintendente do Ministério da Agricultura do Amazonas (Mapa), João Fernando Barreto; o superintendente do Ministério do Desenvolvimento Agrário do Amazonas (DFDA), Arivan Ribeiro Reis; o representante da Conab, Thomaz Silva; o presidente da Federação da Agricultura do Estado do Amazonas (Faea); o representante do Idam, Malvino Salvador; a representante do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária no Amazonas (Incra), Acácia Lima Neves; representante da Sepror, Eduardo Rizzo, a secretária de Políticas Sociais da Fetagri, Maria do Rosário Fernandes

No próximo sábado, dia 30, haverá uma feira especial de produtos orgânicos, com programação cultural e a presença de cerca de 30 produtores, da Associação de Produtores Orgânicos (APOAM), Rio Preto da Eva e Rede Tucumã do Rio Negro.

(Do Blog Eco-Polos)

Os estudos do IPÊ sobre a Anta Brasileira (Tapirus terrestris) passaram a incluir, desde março deste ano, novas áreas no Cerrado, em Mato Grosso do Sul. A cerca de 300 quilômetros da capital Campo Grande, as pesquisas da Iniciativa Nacional para Conservação da Anta Brasileira (INCAB) irão avaliar o impacto de diferentes ameaças às antas no bioma. Os novos dados irão aumentar o conhecimento sobre a espécie em mais uma importante área natural.

Este é mais um importante passo no trabalho de pesquisa sobre a anta brasileira, que já é realizado há quase 20 anos pelo IPÊ. Um dos grandes resultados desses anos de pesquisa é a formação do inédito e mais completo banco de dados sobre a espécie, com informações fundamentais para o planejamento de ações regionais e nacionais para a sua conservação.

As pesquisas sobre a anta brasileira já passaram pela Mata Atlântica, na região do Pontal do Paranapanema (de 1996 a 2008), e continuam acontecendo no Pantanal do Mato Grosso do Sul (desde 2008).

"Na Mata Atlântica, analisamos os impactos da fragmentação de habitat. No Pantanal, fizemos uma análise das populações em vida natural, com poucas ameaças. Agora, no Cerrado, vamos analisar como a questão dos atropelamentos, o avanço da agricultura em larga escala (soja e cana), pecuária de alta densidade, caça e muitas outras ameaças presentes impactam a vida e consequentemente a sobrevivência da espécie", afirma Patrícia Medici (foto), pesquisadora do IPÊ e coordenadora da Iniciativa.

A expansão do projeto para o Cerrado foi possível a partir do Continuation Funding Awards, premiação recebida pela pesquisadora em 2014 por meio da organização britânica Whitley Fund for Nature (WFN).

A ESCAS - Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade está com inscrições abertas para novos cursos de Curta Duração:

Produção e Comercialização de Plantas Medicinais
09 e 10/06
Aprendizagem teórica sobre o cultivo e o processamento pós colheita de plantas medicinais e aromáticas dentro de critérios de boas práticas agrícolas e conforme a legislação vigente. Os tópicos do curso abrangem o processo produtivo desde a semeadura até o armazenamento, envolvendo aspectos da pesquisa agrícola, da produção e da comercialização. Trata também das etapas essenciais da cadeia produtiva dos fitomedicamentos e/ou produtos naturais de origem vegetal. O produtor de plantas medicinais e aromáticas é assim inserido num contexto exigente de responsabilidades normatizadas, requerendo conhecimentos específicos para que seus investimentos sejam bem sucedidos.

Biomimética
12 a 14/06
A busca por inovação é prática crescente no mundo corporativo, nas ONGs e nos órgão governamentais e ,cada vez mais, o sucesso desta busca se torna um fator determinante para o sucesso dessas entidades. Como prática de inovação, a Biomimética é uma ciência nova, que se propõe a buscar respostas que vão além da “esperteza humana”, acessando as soluções encontradas pela Natureza nos seus 3,8 bilhões de anos de evolução da Vida no Planeta Terra.

As soluções encontradas por meio da biomimética deixam para trás as melhorias contínuas e abrem espaço para os chamados “blue oceans” de inovação. A FORBES MAGAZINE apontou a biomimética como “n˚ 1 entre as ‘Five Tech Trends That Can Drive Company Success’"e cita a biomimética como “talvez a melhor ideia da qual você ainda não ouviu falar”. A revista TIMES publicou um artigo sobre biomimética onde diz que “o 1% das espécies que sobreviveram no processo de seleção natural tem poderosas lições a nos ensinar sobre como construir coisas para durar”.

Planejamento Territorial Ambiental
18 a 21/06
O Curso de Planejamento Territorial Ambiental vem, de forma didática, contribuir para que um público abrangente - incluindo servidores públicos, empresários, técnicos, gestores, docentes, estudantes e demais representantes da sociedade civil com atuação na área ambiental - possa tomar contato e aprofundar seus conhecimentos com relação à estrutura, às escalas e recortes de abrangência, aos métodos utilizados e à articulação entre os diversos tipos de instrumentos de planejamento territorial ambiental.