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A ESCAS - Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade - está com inscrições abertas para o processo seletivo 2017 do Mestrado Profissional em Conservação da Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável, no sul da Bahia. O curso acontece no formato modular, com aulas uma semana por mês, em Serra Grande, município de Uruçuca. As 15 vagas são destinadas especificamente a profissionais que atuem no sul e extremo sul do Estado.

"O objetivo é capacitar cada vez mais pessoas no desenvolvimento sustentável local, especificamente em uma área que concentra uma grande diversidade biológica no Brasil. O curso é direcionado para pessoas de diversas áreas do conhecimento, que queiram desenvolver um olhar mais direcionado para a sustentabilidade em suas atividades profissionais e aplicá-las regionalmente", explica a coordenadora do curso, Cristiana Martins.

Esta será a sexta turma do Mestrado, que já formou 44 profissionais na Bahia. O curso possui bolsas de estudo semi-integral, cabendo ao aluno os custos de transporte, alimentação e hospedagem em dias de aulas, além de uma taxa mensal do curso e materiais. As inscrições vão até dia 31/01/17, às 17h, pelo site: http://www.escas.org.br. Mais informações no EDITAL.

A ESCAS é uma iniciativa educacional do IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas, uma organização brasileira, sem fins lucrativos, que atua há 25 anos na conservação da biodiversidade do País. O Mestrado Profissional ESCAS/IPÊ foi criado em 2008, com apoio da Natura e hoje, na Bahia, conta com a parceria do Instituto Arapyaú, Fundação Cargill, Veracel e Fibria. O curso strictu sensu é multidisciplinar e prepara os alunos para serem líderes em conservação da biodiversidade e sustentabilidade, incentivando propostas inovadoras e práticas, focadas nas reais necessidades do mercado.

A base de dados online da Flora Regional tem como objetivo orientar decisões com relação à seleção de espécies para fins de restauração, silvicultura, arborização urbana e educação na região de Nazaré Paulista (incluindo os municípios de Atibaia, Guarulhos, Mairiporã e Santa Isabel). A ferramenta é resultado de uma proposta inovadora, que reuniu estudos da etnobotânica e da história ambiental junto à comunidade rural de Nazaré Paulista, além de levantamentos florísticos . O objetivo foi construir um sistema capaz de despertar o interesse do público pela flora nativa regional, acessando valores históricos e dados atualizados sobre espécies arbustivo-arbóreas.

No Flora Regional é possível encontrar informações de 184 espécies de árvores nativas da Mata Atlântica que podem ser utilizadas para diversos fins: programas de restauração e de reflorestamento; diversificação do uso de espécies arbóreas nativas em áreas urbanas; atividades multidisciplinares ligadas à conservação ambiental; e identificação de espécies nativas com potencial para uso econômico e de conservação.

A segunda Oficina de Formação de Monitores da Pesca na Reserva Biológica do Uatumã, no Amazonas, capacitou 33 moradores e operadores de turismo das comunidades residentes no entorno, para a realização da atividade utilizando o protocolo complementar vinculado ao Programa de Monitoramento in situ da
Conservação da Biodiversidade (ICMBio - Instituto Chico Mendes de Biodiversidade).  

Durante três dias, os participantes assistiram a palestras e fizeram atividades sobre o manejo do tucunaré, uma das espécies de peixe mais cobiçadas na região. Em conjunto com o IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas e o ICMBio,  também produziram um protocolo para a pesca esportiva e trabalharam no aprimoramento do protocolo do desembarque pesqueiro. Os dois protocolos foram avaliados pela comunidade e serão utilizados em 2017. 

"Agora entendo melhor a importância do monitoramento pesqueiro na região para
ajudar na preservação de tucunarés no rio Uatumã. A sobrepesca está afetando os peixes e só vamos entender como conservar as espécies se alinharmos ao desenvolvimento das pescas comerciais e esportiva na região com o monitoramento
dos estoques naturais. Com mais peixes no rio, melhora o equilíbrio da natureza, o desenvolvimento da comunidade, do turismo e da qualidade de vida.", comentou a monitora Christina Santos Braga. 

A iniciativa é uma atividade do projeto de “Monitoramento Participativo da Biodiversidade em Unidades de Conservação da Amazônia”, desenvolvido pelo IPÊ em parceria com o ICMBio, com apoio de: Cooperação Técnica Alemã – Deutschen Gesellschaft FürInternationale Zusammenarbeit (GIZ), Gordon and Betty Moore Foundation e USAID. 

 


O IPÊ deu início às atividades do seu novo projeto no Baixo Rio Negro, denominado "Auto-Fortalecimento da Cultura Baré". A iniciativa é um convênio do IPÊ com o Instituto C&A e a comunidade Indígena Nova Esperança, no Amazonas, que busca revitalizar as práticas da cultura desta comunidade. A primeira ação do projeto foi a realização do I Seminário de Educação Indígena e Cultura, que contou com a participação do escritor e ilustrador André Neves, reconhecido pelos seus trabalhos em literatura infantil, no Brasil e no exterior.

Nova Esperança localiza-se no Rio Cuieiras, dentro do território do município de Manaus (AM), na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Puranga Conquista. A comunidade está em uma região central do Roteiro de Turismo de Base Comunitária do Rio Negro (Tucorin), uma iniciativa para um turismo mais sustentável, que gera incentivos econômicos e valoriza a cultura de comunidades locais. Por meio do Roteiro, os turistas podem conhecer e vivenciar o dia-a-dia de populações ribeirinhas e destinar seus recursos diretamente às comunidades, sem intermediários. Por sua localização bastante próxima a Manaus, Nova Esperança concentra a recepção de visitantes que contratam os serviços do Tucorin. A comunidade é referência iconográfica para o artesanato e para promoção da cultura indígena Baré, entretanto, a proximidade com o centro urbano, faz com que receba várias influências que podem culminar em uma gradual descaracterização das raízes de sua etnia.

Em 2016, o IPÊ e o Instituto C&A, em parceria com a Secretaria Estadual de Meio-Ambiente (SEMA) e a USAID, fomentaram a construção da “Casa do Conhecimento” Uka Yayumbué Baiakù (UKA), um centro de cultura que beneficia a comunidade local e as populações do entorno, com opções de leitura e atividades de fortalecimento das tradições. Como forma de ampliar o impacto pela cultura local, a iniciativa passou então, a ser uma estratégia para promover a disseminação intercultural e a reafirmação da etnia Baré. O seminário foi a atividade inaugural dessa nova etapa.

“Com o seminário, fizemos uma abordagem com as crianças, jovens, professores e guardiões da UKA. O encontro foi todo pautado na construção do conceito de promoção da leitura e sua importância na formação das pessoas na perspectiva desses públicos e da valorização da etnia Baré. Contamos com a participação bem significativa da comunidade e foi encantador. Além disso, criamos estratégias de registros e organização do espaço junto com os guardiões, como organizar consultas, empréstimos de livros, ou ainda a realização de mediação de leitura, que vai expressar o número de ações culturais que a UKA começa a desenvolver”, comenta Marcia Cavalcante, do Instituto C&A.

Até 2017, serão desenvolvidas atividades com foco na sociobiodiversidade, para fortalecimento e empoderamento da comunidade a fim de valorizar o trabalho justo, a educação indígena, a qualificação e a atuação das mulheres na cadeia de valor do artesanato e do turismo. O objetivo é, também, por meio da visitação responsável na UKA, valorizar a identidade cultural, promovendo uma vivência autêntica e o reconhecimento do artesanato Baré.