Últimas Notícias

 

Coordenadores de escolas municipais da cidade de Atibaia (SP) participaram do workshop "Formação de Educação Ambiental - Biodiversidade", promovido pelo IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecologicas e a Secretaria Municipal de Educação. O encontro aconteceu na Sala Verde da cidade, que hoje funciona na Biblioteca André Carneiro, no bairro Jardim Imperial.

O workshop contou com a presença de 38 coordenadores e teve como objetivo levar informações sobre a biodiversidade brasileira e regional, além de discutir com os participantes a importância da conservação da fauna e flora. O tema vem ao encontro dos objetivos da Secretaria de Educação, que é o de ampliar a informação e disseminar a causa socioambiental, fortalecendo a Educação Ambiental, que é um dos temas trabalhados de forma interdisciplinar nas escolas da cidade, segundo a Diretora de Educação, Eliane Doratiotto Endsfeldz. 

"Achei esse encontro muito produtivo, inclusive por nos permitir atender a uma de nossas diretivas em Educação Ambiental para o município. Já desenvolvemos a educação ambiental em todas as escolas, porque acreditamos que o tema tem que estar presente na vida dos estudantes. A cada ano, as escolas definem temas a serem trabalhados, como arborização ou resíduos. Mas, especialmente no nosso município, tão rico em biodiversidade, esse tema merece um olhar mais aprofundado. Ficamos felizes em poder falar sobre isso agora em parceria com o IPÊ", afirma a Diretora.

No encontro, a educadora e coordenadora de projetos do IPÊ, Andrea Pupo Bartazini, apresentou um conteúdo amplo sobre biodiversidade e conservação, levando aos coordenadores informações de pesquisas realizadas pelo Instituto ao longo de mais de 25 anos de atuação pela proteção da fauna e flora.

"Buscamos levar aos coordenadores informações relevantes e mais aprofundadas sobre a importância da conservação da biodiversidade a partir da valorização da fauna e flora regional da Mata Atlântica do município. Para que eles possam trabalhar com os alunos, usamos imagens dos animais encontrados por aqui e muitas vezes desconhecidos pela população, como o macaco sauá, por exemplo. Mas também buscamos mostrar o valor de espécies pouco carismáticas, que causam medo nas pessoas como o morcego, explicando a importância dele para o ecossistema. O conhecimento e a valorização de cada espécie são as bases para a conservação", afirma a educadora.

O conteúdo apresentado agora será disseminado pelos coordenadores aos professores do ensino fundamental, de forma a alcançar cerca de nove mil alunos das 27 escolas municipais, sob responsabilidade da secretaria.

XII Concurso de Desenhos 

O workshop também lançou as bases do XII Concurso de Desenhos realizado pela tradicional Festa de Flores e Morangos de Atibaia, que acontece anualmente, em setembro. O concurso acontece para os alunos de escolas municipais, algumas estaduais e particulares. Este ano, inspirado pelo workshop, o tema será "Nossos amigos da floresta", buscando despertar a curiosidade e valorização da biodiversidade local pelos estudantes. O regulamento do concurso já está sendo distribuído entre as escolas participantes e os vencedores ganharão prêmios como tablets e kits do IPÊ.

O concurso de desenhos é uma realização da Associação Hortolândia de Atibaia e do IPÊ, com apoio da Prefeitura da Estância de Atibaia. Os patrocinadores são Sicredi, Global e Legatto Comunicação.

 

Na lista dos desafios socioambientais do Brasil, a produção de alimentos em larga escala, com menos impacto sobre os recursos naturais e áreas verdes, gera grandes debates. No atual cenário global, o Brasil tem o potencial de liderar a Conservação do Meio Ambiente e, ao mesmo tempo, produzir de forma sustentável do ponto de vista ambiental, social e econômico. Um dos exemplos dessa produção está na pecuária sustentável, com objetivo de combater as mudanças climáticas a partir de uma economia de baixo carbono.

Com o olhar para as práticas inovadoras no campo da sustentabilidade, a ESCAS - Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade, do IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas, realiza pela primeira vez o curso Pecuária Sustentável e Lucrativa, que pretende trazer aos alunos todas as informações técnicas sobre modelos sustentáveis desse tipo de produção, capazes de diminuir a pegada ecológica do setor, sem perder a lucratividade.

O curso acontece dias 29 e 30 de julho, em Nazaré Paulista (SP), e será ministrado por Leonardo Resende, sócio e gestor da Fazenda Triqueda (MG) - que possui destacada atuação sustentável em cadeias produtivas da pecuária de corte e florestas renováveis. Durante as aulas, o professor irá mostrar como replicar experiências bem sucedidas através de estudos de casos, desenvolvendo nos participantes a capacidade de tomar decisões de forma mais holística e sustentável.

Conteúdo do curso:

- Atualizações sobre Mudanças Climáticas e a Economia de Baixo Carbono           

- O atual estágio do agronegócio: Pecuária de leite e carne; Produção de Grãos; Florestas Plantadas; Agrofloresta; Biomassa energia; 

- Aprofundamento no atual estágio da pecuária brasileira;

- Diferença do impacto ambiental do confinamento para pecuária extensiva  - Balanço de energia;

- Gestão, controles e processos de certificação adequados para pecuária;

-  Pecuária Regenerativa ( ou Manejo Holistico e Simtropia na Pecuária);

-  Sistemas Silvipastoris;

-  Venda Direta ao consumidor final – encurtando os elos da cadeia produtiva.

Inscrições no site.
www.escas.org.br

 

20170629 200031A presidente do IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas, Suzana Machado Padua, foi a homenageada da 15a edição do Programa Benchmarking Brasil. O evento de celebração aconteceu dia 29 de junho, em São Paulo.

O Programa Benchmarking premia boas práticas socioambientais no país. Com metodologia reconhecida e participação de uma banca com especialistas de vários países, seleciona cases com excelência técnica para integrar um ranking dos detentores das melhores práticas socioambientais no Brasil. Este ano, na categoria Benchmarking Pessoas o programa prestou uma homenagem à Suzana, pelo trabalho que desenvolve por meio do IPÊ há mais de 25 anos, pela conservação da biodiversidade brasileira.

"É uma grande honra receber um prêmio como este. Recebo com alegria e em nome de toda uma grande equipe que forma o IPÊ e que trabalha para alcançar os resultados que conquistamos", afirmou Suzana.

A presidente do IPÊ destacou ainda a importância do olhar empresarial e das ações concretas para a sustentabilidade no Brasil.

"Estou bastante feliz por ver tantas iniciativas interessantes e inovadoras para a sustentabilidade e ainda ver que as empresas brasileiras e seus profissionais estão, a cada dia, buscando agir de forma mais coerente com o meio ambiente. Converso muito com empresários de diversos setores e o que temos visto é que se a empresa é correta social e ambientalmente, o lucro é certo. Então, acredito que, em breve, não haverá mais espaço para quem não tem a sustentabilidade como valor nas suas organizações".

Em 2017, o programa também premiou nas categorias: Vídeos, Games, Informação e Inclusão; Hackathon – APPs de Mobilidade Urbana e Cidades Sustentáveis; Benchmarking Junior – Projetos de Inovações Verdes; e Benchmarking das Artes.

Idealizado e liderado por Marilena Lavorato, o programa é considerado uma fotografia da gestão socioambiental brasileira com uma plataforma de cases produzidos por equipes e corpos técnicos de organizações de todo país. Na prática, a gestão do conhecimento aplicado do que entendemos ser "inteligência coletiva" em sustentabilidade.

benchmarkingbrasil.com.br

 

 

Há mais de 17 anos atuando na região do baixo Rio Negro, o IPÊ desenvolve projetos para melhoria das cadeias produtivas e valorização dos produtos da sociobiodiversidade junto com as comunidades locais. Na comunidade São Sebastião, por exemplo, já promoveu infraestrutura e capacitação para o Grupo de Mães Maria de Nazaré, que produz e vende doces, geleias e biscoitos com os sabores da biodiversidade da Amazônia como o cupuaçu, a castanha e o cubiu. A produção garante renda extra às suas famílias e ajuda a manter a floresta de pé, pois valoriza a biodiversidade local juntamente com as tradições. Mas o desenvolvimento do grupo e crescimento da produção esbarram em algumas dificuldades como a falta de uma cozinha mais equipada e a falta de energia elétrica específica para o espaço.

Para apoiar o grupo, o IPÊ, a Cervejaria Colorado e o site Benfeitoria, realizam até o dia 12 de agosto, uma campanha de financiamento coletivo pelo endereço: https://benfeitoria.com/maesdaamazonia

A cada 1 real arrecadado, a Cervejaria Colorado vai dobrar o valor apoiado. Com o financiamento coletivo, as mulheres poderão ampliar a sua produção, melhorando a sua cozinha e os equipamentos utilizados, e conseguir um painel de energia solar que será usado para refrigeração e produtos que precisam de eletricidade. A meta é arrecadar 18,5 mil reais. Os apoiadores recebem recompensas que passam por receitas tipicamente amazonenses, kits da Cervejaria Colorado e um dia como produtor de mudas de espécies nativas no IPÊ.

Seja um financiador desse projeto!

 

O projeto Motivação e Sucesso na Gestão de Unidades de Conservação, realizado pelo IPÊ, em parceria com o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) e Fundação Moore, promoveu a Oficina de Consolidação das Estratégias para Estabelecimento de Parcerias com Instituições Locais. De 18 a 22 de junho, em Brasília, gestores de 14 Unidades de Conservação (UCs) e de dois núcleos de gestão integrada (NGI) do ICMBio que atuam na Amazônia, participaram de palestras e discussões sobre estratégias para vencer os desafios enfrentados no dia a dia dessas UCs a partir de parcerias.

A oficina vem ao encontro de um dos grandes objetivos do projeto, que é alavancar o fortalecimento das parcerias entre UCs e instituições locais que possam apoia-las com ações operacionais, como trilhas, recepção de visitantes e auxílio no monitoramento da biodiversidade.

"O projeto visa realizar parcerias locais, por intermedio do IPÊ, para contratação de serviços com vistas a apoiar o desenvolvimento das unidades de conservação selecionadas em ações estratégicas dos macroprocessos do instituto e, assim, atingir o objetivo central de potencialização da gestão das unidades de conservação. As parcerias poderão representar um salto qualitativo e quantitativo nas atividades cotidianas, além do fortalecimento dos parceiros locais envolvidos", afirma Carla Guaitanele, chefe da Divisão de Fomento à Parcerias do ICMBio.

Na oficina, os gestores também falaram sobre liderança de alta performance, gestão de equipe e elaboração de plano de trabalho que serão implantados nas UCs, e foram capacitados para identificar instituições parceiras em nível local, como associações comunitárias e universitárias, para apoiar as atividades-meio. Com relação a este último ponto, o IPÊ será o responsável por fechar as parcerias com as instituições, que, por sua vez, oferecerão os profissionais. O ICMBio fica com a tarefa de apontar os perfis profissionais necessários e definir as tarefas e competências.

“Buscamos resultados diretos para as UCs, com ações de fortalecimento das unidades com as populações locais, alinhado aos processos estratégicos do ICMBio”, afirma a coordenadora de projetos do IPÊ, Fabiana Prado.

Para a coordenadora de educação corporativa do ICMBio, Thaís Ferraresi, esta é uma oportunidade de incorporar à cultura corporativa valores de liderança e qualidade na gestão. “É uma resposta ao nosso desafio de gerir unidades grandes e desafiadoras com poucas pessoas. É sempre importante a formação continuada para que a gente consiga enfrentar esses desafios”.

Grandes desafios nas UCs

Na Amazônia, diversos são os desafios enfrentados diariamente pelos gestores das UCs, como as grandes distâncias, o isolamento, as pressões do agronegócio, o desmatamento e o relacionamento com as comunidades da região.

O Parque Nacional do Juruena, entre Mato Grosso e Amazonas, por exemplo, fica na fronteira agrícola mato-grossense e é alvo de crescente impacto causado pelo desmatamento.

“Também somos uma UC isolada de outras unidades administrativas com uma equipe reduzida”, explica a gestora do parque, Lourdes Iarema. “Por esse motivo, nossas ações operacionais carecem de apoio”, completa.

Por meio da construção de parcerias, Iarema espera que a unidade receba auxílio em várias ações desenvolvidas pelo parque centradas no monitoramento da biodiversidade, principal ferramenta para elaborar as medidas de gestão na unidade.

A gestora diz estar otimista com os resultados que o projeto pode alcançar. “Desde a criação da unidade há conflitos por se tratar de área estratégica. Trazendo a comunidade, esperamos que a participação social na gestão e sensibilização da necessidade de conservação do parque”, afirma.

Na região de Itaituba, no Pará, o ICMBio implantou a Unidade Especial Avançada (UNA), uma decisão inovadora que congrega as várias unidades da região administradas por macroprocessos de trabalho.

Para o analista ambiental Aderson Avelar, da área de Proteção, além das pressões antrópicas (do homem), lidar com a comunidade local é um desafio. “Uma das ameaças que as unidades enfrentam é a ocupação. O modelo na Amazônia é muito voltado para o desenvolvimento agrícola então é difícil implementar até conselhos consultivos com a comunidade”.

Avelar conta que a região é permeada por conflitos de terra, exploração de madeira e minérios e ocupação irregular. Nesse aspecto, a fiscalização por parte do ICMBio precisa ser “muito incisiva”.

Apesar das resistências, os gestores tiveram uma boa resposta depois da chamada por profissionais para compor a brigada de incêndio para atender a Serra do Cachimbo. Eles devem começar os trabalhos no próximo dia 3.

O sucesso da iniciativa estimulou os gestores a ingressar no projeto. A unidade espera contar com colaboradores para auxiliar na base da Serra do Cachimbo, em matéria administrativa e apoio logístico. “Também almejamos que nossa iniciativa mostre a outros órgãos que podemos contar com o apoio da comunidade”, conta Avelar

Para a gestora Jackeline Spínola, da Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns, no Pará, o modelo de parceria com a comunidade vai estimular o sentimento de pertencimento e, consequentemente, fazer com que as pessoas se sintam parceiras do ICMBIO na conservação da biodiversidade.

A Resex Tapajós-Arapiuns possui aproximadamente 3,5 mil famílias vivendo no interior ou no entorno. A economia é baseada em agricultura de subsistência e na extração de produtos diversos, como castanha, óleos vegetais, sementes e frutos.

“O projeto vai possibilitar alternativa de geração de renda com qualidade a essa população”, diz Spínola. “O ICMbio é um vetor para o fortalecimento para que a economia local se desenvolva de forma sustentável”.

Com informações do ICMBio