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O IPÊ e o ICMBio lançam TDR para contratação de pessoa jurídica para elaboração de estudo técnico contendo análises das possibilidades legais de contratação de pessoal para atuar na gestão de Unidades de Conservação (UCs) Federais. Propostas devem ser encaminhadas até dia 29/11.

A consultoria ocorrerá no âmbito do projeto “Motivação e Sucesso na Gestão de Unidades de Conservação”, realizado pelo IPÊ e pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade –ICMBio, com apoio da Fundação Gordon e Betty Moore.

O objetivo do projeto é melhorar a gestão das UCs no Brasil, desenvolvendo processos que aumentem o empreendedorismo dos profissionais de UCs. O intuito é propor a busca por certa independência econômica e financeira em uma lógica de gestão inovadora, dinâmica, eficiente e durável e que aumentem o potencial das UCs como centro irradiador de um programa integrado de conservação e desenvolvimento no seu entorno.

Veja aqui o TDR: TDR_Tecnico_IPEICMBIO

Nos dias 21 e 22 de novembro acontece no Auditório Laura Vicuña, em Manaus (AM) o seminário “Cadeia produtiva do artesanato do baixo Rio Negro - margem esquerda".

Neste evento estarão presentes palestrantes convidados e artesãos das comunidades apoiadas pelo Projeto Eco-Polos Amazônia XXI realizado pelo IPÊ com apoio técnico e financeiro do Fundo Vale.

Além de palestras sobre o tema, durante o seminário será apresentado o estudo de viabilidade socioeconômica e ambiental da cadeia produtiva do artesanato regional.

Saiba mais sobre o projeto em: www.ipe.org.br/blogecopolos

O IPÊ está entre as organizações beneficiadas com o Movimento Arredondar. A iniciativa foi criada com o objetivo de transformar a cultura de doação de uma forma nova, simples e verdadeira, com foco na microdoação, uma tendência mundial.

Funciona da seguinte forma: ao comprar um produto ou utilizar um serviço de um estabelecimento conveniado ao Movimento Arredondar, se o valor a pagar pelo cliente for, por exemplo, R$27,50, ele tem a opção de “arredondar” esta conta para R$30,00, doando a diferença. O valor vai para a Arredondar, que distribui a arrecadação entre as organizações socioambientais que participam do movimento.

As lojas que arredondam para o IPÊ são Luigi Bertolli, Offashion, Meggashop, Timberland e Havaianas.

Os beneficiários do Arredondar passaram por um rigoroso processo seletivo para ter direito a participar do movimento e o IPÊ foi um deles. Para receber as doações, o trabalho dessas organizações tem deve estar alinhado a um dos oito Objetivos do Milênio, da ONU:
1. Acabar com a fome e a miséria;
2. Educação Básica de qualidade para todos;
3. Igualdade entre sexos e valorização da mulher;
4. Reduzir a mortalidade infantil;
5. Melhorar a saúde das gestantes;
6. Combater a AIDS, malária e outras doenças;
7. Qualidade de vida e respeito ao meio ambiente;
8. Todo mundo trabalhando pelo desenvolvimento.

Saiba mais: http://www.arredondar.org.br/

 

O reitor da ESCAS e vice-presidente do IPÊ Claudio Padua participa dia 06 de novembro da Mesa Redonda "Direção criativa da Highstil/Modelos de vida", às 20h, no teatro do Centro da Cultura Judaica (CCJ), em São Paulo.

O evento faz parte do 3º Festival de Inovação – DNA Brasil e a mesa redonda também contará com a presença de outros "Modelos de Vida" da campanha da grife Highstil, como Marcele Becker (da ONG AMPARA Animal) e Paul Lafontaine (Projeto Alma de Batera), além de Paulo Al Assal (CEO da BRCulture) e Marilene Ramos, diretora de marketing da empresa.

A entrada é gratuita, mas pede-se a doação de 1kg de alimento não perecível, para o Programa Ajuda Alimentando. É obrigatória a inscrição pelo e-mail/ [email protected] até o dia 05/11.

3º Festival de Inovação – DNA Brasil
De 4 a 10 de novembro
CCJ: rua Oscar Freire, 2.500

Resultado de um estudo de dois anos do projeto “Tatu-Canastra” (do IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas e Royal Zoological Society of Scotland) revelou um papel até agora pouco notado, mas de grande valor desta espécie para a biodiversidade, o de “Engenheiro do Ecossistema”.

Um monitoramento realizado entre 2010 e 2012 identificou que o comportamento dos tatus-canastra de cavar tocas regularmente, e de maneira profunda, tem criado novos habitats e trazido novos recursos de sobrevivência para pelo menos outras 24 espécies de vertebrados no Pantanal (MS). Utilizando armadilhas fotográficas (cameras trap), os pesquisadores Arnaud Desbiez e Danilo Kluyber flagraram animais beneficiando-se da cavação do tatu, seja na própria toca ou fora dela, como refúgio térmico, abrigo contra predadores, área de alimentação ou de descanso. O fato agrega ainda mais importância para esta espécie tão pouco conhecida pela ciência e já ameaçada de extinção.

“O tatu-canastra é uma espécie fossorial. Isso significa que ele passa a maior parte de seu tempo sob a terra em tocas de sua própria construção. As tocas podem ser de até 5 metros de profundidade e até 35 cm de largura e a escavação gera uma grande quantidade de areia à sua frente”, explica Desbiez, coordenador do projeto.

As 15 câmeras instaladas ao longo de uma área de 250 quilômetros quadrados na área central do Pantanal (Nhecolândia/MS) registraram animais como queixadas e porcos selvagens descansando e resfriando-se no monte de areia fresco e úmido recém-cavado por tatus. O tamanduá-bandeira também foi fotografado tomando um banho de areia no monte. A anta e até mesmo onças-pardas foram fotografados usando o monte como um ponto de descanso. Muitas espécies também procuraram presas na areia (lagarto, teiú, pequenos roedores, quatis) e também na entrada da toca (seriema , pequeno roedores, guaxinim, jaguatirica, irara).

As tocas, o grande monte de areia e a abertura de galerias profundas afetam a geomorfologia, as características do solo, hidrologia, comunidades vegetais e a diversidade de animais em micro-escalas para a paisagem. A variedade de teias alimentares gerada pelas tocas e buracos e o fornecimento de abrigo ilustra a importância de animais escavadores como o tatu para o ecossistema.

“Embora raramente visto, o tatu-canastra desempenha um papel fundamental na comunidade ecológica e a espécie merece ser melhor compreendida e protegida. Esta função da espécie pode ser de grande valor para a comunidade de vertebrados nas regiões do Pantanal e também de outras áreas. Por exemplo, em nossas pesquisas, registramos que dentro da toca a temperatura se mantém constante (24 graus Celcius). Com as mudanças climáticas e a tendência das temperaturas aumentarem, as tocas de tatu-canastra podem ajudar as espécies a sobreviverem a essas mudanças e temperaturas extremas", complementa Desbiez.

Os tatus-canastra são encontrados em quase toda a América do Sul e em uma diversidade de biomas. O uso de tocas de tatu-canastra foi documentado na Amazônia por Renata Leite Pitman (Leite Pitman et al . 2004), onde múltiplas espécies foram registradas utilizando-se dessa ação dos tatus . No Brasil, o biólogo Edson Lima já havia identificado que os cachorros do mato preferencialmente utilizam essa engenharia como abrigo. (Lima et al. 2012)

O trabalho dos pesquisadores foi publicado na revista científica Biotropica (The Journal of Tropical Biology and Conservations).

O que é Engenharia de Ecossistema?

Interações entre vertebrados terrestres são importantes na estruturação ecológica e podem desempenhar um importante papel na formação de comunidades ecológicas. Estas interações incluem o papel que muitos organismos desempenhar na criação, modificação e manutenção de habitats, um processo descrito como “Engenharia de Ecossistema”. Um engenheiro de ecossistema é um organismo cuja presença ou atividade altera seus arredores físicos ou muda o fluxo de recursos, criando ou modificando habitats e influenciando todas as espécies associadas. Eles, direta ou indiretamente, afetam a disponibilidade de recursos para outras espécies, alterando alguns componentes do meio ambiente.

Tatu-Canastra: Um dos Mamíferos Mais Misteriosos da América do Sul

O tatu-canastra (Priodontes maximus) é a maior espécie da Superordem Xenarthra e pode chegar até 1,50 metros (incluindo a cauda) e pesar até 50 quilos. Possui comportamento altamente fossorial, noturna e as informações existentes a seu respeito são incertas. Uma das mais impressionantes características desta espécie são suas enormes garras frontais, especialmente a localizada no terceiro dedo que pode chegar a medir até 20 cm. Apesar de sua ampla distribuição geográfica, o tatu-canastra é uma espécie rara, com baixas densidades populacionais. Ocorre em uma grande diversidade de hábitats por toda a América do Sul, desde florestas tropicais e no cerrado. Sua distribuição geográfica ocorre do leste dos Andes, da Colômbia e Venezuela, ao sul do Paraguai e norte da Argentina. Devido ao seu comportamento fossorial e baixa densidade populacional, o tatu-canastra é uma das espécies menos estudadas da família Dasypodidae.

Sobre o Projeto Tatu-Canastra (giantarmadillo.org.br)

O projeto de longo prazo dedicado ao tatu-canastra teve início em julho de 2010 no Pantanal Brasileiro, na fazenda Baía das Pedras. Este projeto é uma parceria entre IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas (www.ipe.org.br), Royal Zoological Society of Scotland - RZSS e a Fazenda Baía das Pedras (http://www.baiadaspedras.com.br/).

O principal objetivo do projeto é investigar a ecologia e biologia das espécies e entender sua função no ecossistema usando transmissores de rádio, armadilhas fotográficas , pesquisas , monitoramento de recursos, recursos de mapeamento e entrevistas .

A equipe é composta por Arnaud Desbiez (Coordenador Biólogo, PhD em Manejo de Biodiversidade e pesquisador associado da RZSS e do IPÊ), Danilo Kluyber (Médico Veterinário e pesquisador associado do RZSS e IPÊ) e Gabriel Massocato (Biólogo e pesquisador associado do IPÊ).