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Dia 04 de outubro, mais de 20 profissionais que são referências em suas áreas de atuação, reuniram-se no evento “ESG na Prática – Lições de Parcerias e Negócios para um mundo em transformação”, uma parceria do IPÊ com o LinkedIn. Juntos, eles mostraram os caminhos já percorridos e os desafios que podem ser superados em conjunto por organizações do terceiro setor, iniciativa privada e governo. Para garantir seu e-book, registre-se no site ipe.org.br/eventoESG

Na abertura, Suzana Padua, presidente do IPÊ, destacou como é estratégica a aproximação entre iniciativa privada e organizações da sociedade civil. “A gente percebe que a nova geração quer propósito. Hoje é prejuízo não ser correto, o consumidor busca empresas responsáveis. A grande saída é darmos as mãos – sociedade civil e empresas – quando isso acontece temos a chance de fazer coisas maravilhosas”. 

Rudi Solon, diretor de contas do LinkedIn, trouxe para a discussão a perspectiva da iniciativa privada. “Entendemos que como empresa temos um dever de negativar o carbono e o LinkedIn tem esse compromisso com a Microsoft de ser carbono negativo até 2030. Temos que ampliar a água disponível no planeta, conseguir reabastecer o lençol freático. E ainda a compensação de nosso carbono histórico. Quando a gente fala da questão climática, isso é o básico”.  O evento contou com a facilitação gráfica de Camila Wanderley.  

Saiba mais sobre cada sessão

Na última sessão do evento ESG na Prática, parceria do IPÊ com o LinkedIn, Graziella Comini, professora associada da FEA/USP e vice-presidente do IPÊ, moderou o último painel do dia que teve como questão central a intencionalidade do impacto positivo na prática. Selma Moreira, diretora executiva do Fundo Baobá, fundo para promoção da equidade racial, destacou a importância de assumir ações como um compromisso. “Precisamos de seriedade, de estratégia, estruturação e orçamento. As ações precisam ter conexão com o seu negócio, com a sociedade na qual a empresa está inserida, essa leitura é fundamental”. 

Para Adriana Machado - Fundadora do Briyah Institute, o foco está na transformação. “Para ter impacto positivo, precisamos manter nossa atenção na intenção, nas boas práticas com métricas integradas monitoradas e por fim no pensamento sistêmico”

Ricardo Batista, CEO do Tribanco, explicou que uma série de ações relacionadas ao ESG já são praticadas há anos pelo Grupo. “Montamos uma matriz (construída em conjunto com uma série de atores) para desenvolver assuntos, como: mudanças climáticas porque isso pode afetar nossos clientes em todo o Brasil, criação de valor, questão de gênero, produtos financeiros que sejam sustentáveis, desde financiamento de placas fotovoltaicas até projetos de inclusão financeira”.

Para Tarcila Ursini, chief purpose partner da EB Capital, é o início de uma revolução social e ambiental. “O caminho é longo e a provocação profunda, há muita oportunidade para inovação. O ESG não é uma novidade ou uma evolução da sustentabilidade. A diferença é que ela vem do mercado de investimentos, então ela tem uma visão mais pragmática de riscos e oportunidades. Essa avalanche exige a criação de métricas comparáveis, verificáveis, com transparência e compromissos públicos”.

Confira a íntegra dessa conversa:

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A quarta sessão do evento ESG na Prática, parceria do IPÊ com o LinkedIn, foi moderada por Andrea Peçanha, coordenadora da Unidade de Negócios Sustentáveis. Ela conversou com três convidadas sobre as estratégias encontradas pelas empresas e organizações para trazer a sustentabilidade (ESG) para a prática. 

Bruna Sabóia, gerente de sustentabilidade das Americanas, contou sobre uma série de caminhos trilhados pela empresa, entre eles o e-commerce. “Recentemente a gente fez uma live e-commerce, com o IPÊ também, na nossa plataforma Americana Social que teve 17 mil clientes online, o que foi super positivo. Usamos o nosso tráfego para que as marcas pudessem vender, pensando na geração de renda; não temos lucro com esse projeto, todo o lucro é revertido para a comunidade ou ONG”.  

Georgiana Magacho, Head global de sustentabilidade de Havaianas, compartilhou as opções que o consumidor encontra na Alpargatas. “A gente quer trazer opções para que ele possa consumir de forma sustentável. O consumidor consegue encontrar produtos Havaianas que apoiam causas, existem linhas com materiais reciclados sustentáveis, além de soluções de circularidade. Há mais de 15 anos, temos uma parceria de apoio ao IPÊ com uma linha que traz espécies da fauna brasileira com 7% do valor das vendas revertido para o IPÊ”. 

Adriana Barbosa, CEO da Aceleradora Preta Hub, compartilhou a trajetória, os desafios sociais e as estratégias escolhidas como forma de desenvolver empreendedores, produzir estudos, valorizar os saberes ancestrais, além de uma ferramenta de e-commerce. “Hoje a Preta Hub tem a perspectiva de desenvolver o empreendedorismo negro do Brasil, sair do empreendedorismo por necessidade para empreendedorismo por oportunidade. Também estamos trabalhando em como levar a pauta da equidade racial para dentro do Social do ESG”.  

Acesse a íntegra dessa conversa:

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Na terceira sessão do dia, no evento ESG na Prática, o moderador Rudi Solon, diretor de contas do LinkedIn, parceiro do IPÊ, iniciou o painel pontuando o crescimento da procura por habilidades vistas como verdes (ligadas ao universo da sustentabilidade). “Olhando para as tendências, em todo mundo, desde 2007, temos visto nos dados do LinkedIn, o aumento da busca por profissionais com habilidades verdes, já que governos e empresas intensificam suas ações para alcançar metas climáticas e de sustentabilidade”.

Rudi também destaca que essas habilidades não são exclusivas das profissões diretamente relacionadas à temática. “Esse crescimento não é necessariamente em áreas tradicionais (verdes), o que vemos no LinkedIn, são profissões que tradicionalmente não estão ligadas a habilidades verdes. Por exemplo, um designer de produtos de embalagens pode minimizar o plástico nas embalagens de um produto”.

Fabio Alperowitch, diretor da FAMA Investimentos, ressaltou a particularidade do momento atual. “Precisamos pensar em dois aspectos, nessa questão da responsabilidade (das empresas) e como isso deve originar novas oportunidades de profissão, tanto ligadas a questões sociais, ambientais, de economia circular, quanto da compreensão do contexto da empresa dentro do seu papel e da sua economia. Mas também precisamos considerar o contexto local, brasileiro. Sustentabilidade é local e não global. Temos que tomar um pouco de cuidado com a agenda ESG que está sendo implementada no Brasil, uma agenda internacional desconsiderando questões locais”.

Segundo Claudio Padua, fundador do IPÊ, professor e reitor da ESCAS – Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentável, a história recente do Brasil conta com exemplos que mostram a importância de investimentos em duas direções para avançarmos da economia do século XIX para a economia do século XXI.  “A prova de que o empreendedorismo com conhecimento é parte fundamental dessa história está em três setores brasileiros que cresceram brutalmente nos últimos anos: o setor de aviação (Embraer), setor de papel e celulose – Brasil é o maior produtor no mundo (Suzano) – e a Embrapa que fez uma mudança drástica no agronegócio”.

Padua contou também o que tem feito como forma de contribuir nessa direção. “Criei uma escola diferenciada de pós-graduação (ESCAS-IPÊ) e também estou criando empresas dentro da economia verde para mostrar que isso é possível”.

Carolina Santos Pecorari, diretora de Sustentabilidade & ESG LATAM - Cervejaria AMBEV, compartilhou a estratégia da AMBEV. “Sabíamos que não daria para atingir nossas metas superambiciosas sozinhos, por isso lançamos junto uma aceleradora que visa justamente incentivar os empreendedores com soluções socioambientais que nos ajudem no atingimento dessas metas”.

Segundo Carolina, internamente, a AMBEV tem buscado oferecer a oportunidade para que independente do cargo ou da área, as pessoas tenham a oportunidade de contribuir com a Sustentabilidade. “Estamos garantindo que cada vez mais pessoas que queiram trabalhar com o tema, trabalhem independente da posição que ocupam”.

Joaquim Levy, diretor de estratégia econômica e relações de mercado no Safra, trouxe para a discussão a importância dos indicadores. “É muito importante conseguirmos medir a efetividade fazendo uma referência ao mercado de carbono, a capacidade de reduzir a emissão e de capturá-lo, assim como a questão de carbono no solo. Primeiro para sabermos que estamos fazendo a coisa certa, segundo para sermos eficientes e levarmos isso para o âmbito internacional para o reconhecimento dessas abordagens como legítimas e eficazes para o problema climático”.

Levy também destacou a sustentabilidade como caminho com melhores oportunidades para as empresas. “As empresas perceberam que virar as costas para o meio ambiente não vai dar certo. Na verdade, os custos aumentam e o acesso aos mercados fica fragilizado, na medida que a gente não toma cuidado para reduzir a pegada de carbono das atividades empresariais. Isso, aliás, faz parte de uma visão mais ampla de repensar o papel das empresas”.

Confira tudo aqui: https://www.linkedin.com/feed/update/urn:li:activity:6851186726552039424

O segundo painel, moderado por Roberto Waack – presidente do Conselho do Instituto Arapyau, mostrou como a restauração florestal é o ponto de partida para uma série de benefícios que vão desde geração de renda para comunidades locais até benefícios climáticos compartilhados por todos.

Taciana Abreu, head de sustentabilidade do Grupo Soma (FARM), conta que as decisões do grupo quanto ao investimento levam em conta todos esses aspectos. “A gente acredita nessa soma de benefícios da restauração florestal associada ao retorno da biodiversidade e ao impacto social local nas comunidades”. Já Marcela Porto, Head de Comunicação da Suzano, compartilhou a importância da agenda ESG para as decisões da empresa. “A nossa estratégia de avanço em novos mercados precisa estar conectada com a estratégia de sustentabilidade e absolutamente conectada com o propósito organizacional, esse foi o grande aprendizado da construção da agenda ESG”. 

Plínio Ribeiro, co-fundador e CEO da Biofílica Ambipar Environment, chamou a atenção para o que tem percebido no mercado, mas ressaltou que é preciso olhar para as restaurações que conciliam uma série de benefícios. “A boa notícia é que cada vez mais a gente encontra investidores institucionais, bancos de desenvolvimento, empresas que têm comprado crédito a partir da restauração. Mas é muito importante que as empresas comecem olhar para os co-benefícios, como a conexão dos fragmentos florestais, a volta da biodiversidade, o benefício local do ponto de vista de água, da polinização, além da geração de renda; assim todos ganham”.  

Para Laury Cullen, coordenador de projeto do IPÊ, o ESG é uma oportunidade. “ESG nas empresas tem que passar por quatro domínios: a liderança, consumidores, sistema de negócios e o sistema financeiro. Essa ação climática começa pela liderança, sinalizando as prioridades, demonstrando compromisso e o que é um compromisso de longo prazo, empoderando conselhos, colegas, atraindo investimentos e influenciando outros players”. 

Confira essa conversa na íntegra:

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