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“O mestrado da ESCAS tem três pontos-chave. O primeiro é o networking, você tem de fato contato com os principais especialistas da área do Brasil. A parte dos Seminários é fantástica! O networking é muito forte também entre os alunos. Outro ponto é o da sustentabilidade na prática. Tive experiência em outras instituições de ensino e na maioria das vezes é um conhecimento muito acadêmico, a teoria. Na ESCAS é o lado prático, você tem um trabalho direcionado para aplicação, para aquilo com que você está trabalhando e isso é muito forte. O mestrado da ESCAS mudou muito a minha visão, a forma com que eu consigo atuar com base na experiência que eu tive na ESCAS”, Jeilly Viviane Ribeiro, engenheira agrônoma, diretora da Polímata Soluções Ambientais – egressa da Turma Bahia.

“O mestrado da ESCAS era algo que já há muitos anos eu estava aguardando a oportunidade de fazer. Era algo que eu queria muito pensando em um curso voltado para a conservação e superou as minhas expectativas. Eu lia sempre os depoimentos, conversava com algumas pessoas, mas só fazendo mesmo o mestrado para saber”, Flávia Balderi, uma das fundadoras e secretária executiva da Associação Ambientalista Copaíba – egressa da Turma São Paulo. 

Captura de Tela 2017 07 20 as 14.32.35O mestrado profissional simplesmente me deu a possibilidade e pensar fora da caixa. Durante o estudo tive a oportunidade de fazer estágio em Londres (junto ao criador da sustentabilidade (John Elkington) e escrever um livro como tese. Hoje o livro é utilizado como referência bibliográfica de concurso público”, Rafael Chiaravalloti (foto), egresso e atualmente professor da ESCAS, pesquisador do IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas, do Smithsonian Conservation Biology (Estados Unidos) e diretor científico da Ecoa - Ecologia e Ação – egresso da Turma São Paulo.

“Fiquei muito feliz com o mestrado, me senti em casa por conta da proposta, por ser um mestrado interdisciplinar e que buscava colocar em prática a transdisciplinaridade, o fazer acadêmico. O mestrado me deu solidez, me fez reconhecer que posso fomentar projetos nesse caminho de tecer redes de produção e consumo, economia solidária e consumo responsável”. Juca Ulhôa Cintra Paes da Cunha, economista que está entre os fundadores e atuais conselheiros da SER – egresso da Turma Bahia. 

Interessados têm até 07 de agosto às 17:00 para realizar a inscrição e concorrer a uma vaga no Mestrado Profissional em Conservação da Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável, da ESCAS – Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade, do IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas. A ESCAS/IPÊ abre edital para duas turmas: Nazaré Paulista/SP e Porto Seguro/BA. 

O conhecimento estratégico obtido durante o curso proporciona ao aluno articular a ciência como aliada das melhores decisões no dia a dia profissional, a partir da análise crítica.

Profissionais que atuam nas esferas governamental, na iniciativa privada e no terceiro setor encontrarão uma jornada de aprendizado inovadora com sólidos conhecimentos científicos, múltiplas vivências relacionadas aos principais temas do Desenvolvimento Sustentável, além de governança e resolução de desafios reais. 

Por conta da pandemia, o processo seletivo será realizado a distância. 

As aulas das duas turmas terão início em  setembro de 2021. Importante destacar que o Mestrado conta com formato híbrido, com aulas online e presenciais. Para a turma São Paulo as aulas presenciais serão realizadas na sede da ESCAS, em Nazaré Paulista. Já para a turma Bahia as aulas serão ministradas na RPPN - Reserva Particular do Patrimônio Natural Estação Veracel, em Porto Seguro. A ESCAS segue as orientações científicas e a partir delas toma decisões no contexto da pandemia quanto ao formato de cada módulo, se online ou presencial.

Com duas linhas de Pesquisa: Conservação da Biodiversidade /  Meio Ambiente, Sociedade e Sustentabilidade, o mestrado profissional atrai o interesse de profissionais de diversas formações, como biólogos, engenheiros agrônomos e florestais, gestores socioambientais, coordenadores e diretores da área de Responsabilidade Socioambiental que têm em comum o objetivo de transformar realidades, criar/aperfeiçoar processos, ampliar o diálogo com os diferentes atores sociais e assim promover o Desenvolvimento Sustentável.

No corpo docente estão profissionais que são referência em suas áreas de atuação, eles estão na ponta da inovação socioambiental, tanto em projetos no terceiro setor, quanto na iniciativa privada e na esfera governamental. Assim o aluno tem acesso ao conhecimento prático, com direito ao compartilhamento dos desafios enfrentados por esses profissionais, com todos os aprendizados inerente à superação. Entre os propósitos do Mestrado ESCAS/IPÊ está a formação de profissionais capazes de transformar desafios em oportunidades.

O Mestrado Profissional da ESCAS na Bahia é subsidiado parcialmente pelos parceiros: Instituto Arapyaú e Veracel; o que também contribui para valores mais acessíveis na mensalidade. Para a turma de 2021, a mensalidade tem o valor de R$ 350,00. Importante: cada aluno selecionado assinará um contrato com o programa, se comprometendo a reembolsar o investimento feito pelos parceiros caso abandone o curso ou descumpra as cláusulas de contrato e regimento do curso.

Bolsas de Estudo

Para a Turma 2021 ESCAS São Paulo são oferecidas duas bolsas de estudo do WWF/EUA - Programa Russel Train/Education For Nature (EFN). Uma das bolsas cobre 100% do valor do curso e é destinada a um candidato proveniente dos estados da Amazônia Legal, ou países da Amazônia Andina. Já a segunda bolsa de estudo, subsidia 40% do valor da mensalidade, é destinada a quem desenvolverá o Trabalho de Conclusão sobre os temas relacionados no edital, como Conservação de ecossistemas e restauração para proteger, restaurar e evitar a degradação da biodiversidade; Justiça socioambiental para promover o respeito aos direitos socioambientais; Envolvimento da sociedade em estilos de vida sustentáveis e Economia verde para desenvolver soluções que demonstrem que é possível atingir desenvolvimento econômico sem impactos ao meio ambiente e respeitando os direitos das pessoas. 

Na turma de 2019, a bolsa de estudo da mesma instituição foi destinada a José Palahv Gavião, o primeiro aluno indígena do Mestrado Profissional da ESCAS. “Procurei onde eu iria me encaixar melhor em um Mestrado, que tivesse a ver comigo e com a minha cultura. Fiquei sabendo sobre a ESCAS e que a escola tinha uma bolsa. Decidi que era a hora” comenta. 

“O projeto que estou desenvolvendo no Mestrado é justamente para criar uma cadeia de valor para a castanha coletada no nosso território. Para que seja vendida pelos indígenas, diretamente, sem atravessadores, com um preço mais adequado. Já ajudei a construir uma cooperativa e estamos buscando melhorar a coleta, modernizar o que conseguimos. Quero aprender mais sobre como fazer isso e estou conseguindo com apoio do curso e das pessoas que estou tendo contato.”, conta o egresso.

Confira os editais e inscreva-se:  

https://conteudo.escas.org.br/mestrado-da-bahia-2021

https://conteudo.escas.org.br/mestrado-nazare-paulista

Conheça os depoimentos de quem já fez essa escolha!

Publicamos diversos artigos em 2020. Muitos com temas inéditos.

Maturidade sexual do tatu-canastra. Avaliamos que agora ela varia de 7 a 8 anos em vez de 12 meses. Isso é de importância fundamental para a conservação, pois o tempo de geração listado anteriormente em 21 meses é agora de 33. https://doi.org/10.4404/hystrix-00375-2020


Primeiro artigo abrangente sobre ecologia espacial do tatu-canastra publicado: https://doi.org/10.1093/jmammal/gyz172


Primeiro artigo sobre nosso projeto de grade de armadilhas fotográficas de 6 meses e estudo de telemetria de 8 anos, com resultados aceitos para publicação
https://doi.org/10.31687/saremMN.20.27.2.0.08


Primeiro artigo sobre anestesia e cirurgia de quatro espécies de tatu selvagens:
https://doi.org/10.1638/2017-0194


Primeiro artigo descrevendo parasitas zoonóticos no tatu-canastra e em outras espécies de tatu no pantanal e no Cerrado:
https://doi.org/10.1111/tbed.13839

Com o projeto Semeando Água, patrocinado pelo Programa Petrobras Socioambiental, buscamos superar o grave problema da resiliência do Sistema Cantareira. Nas cidades produtoras de água, promovemos educação ambiental, cursos e práticas para melhoria do uso do solo junto a produtores rurais, engajamento social, restauração do solo e políticas públicas em favor da melhoria ecológica e, consequentemente, da vida das pessoas. Mesmo com a pandemia, em 2020, conseguimos avançar em muitas frentes de pesquisa, ações de restauração, implantação de sistemas produtivos, políticas públicas e comunicação, ações que vão contribuir para a escala do projeto a partir de 2021.

Esta é a segunda fase de uma iniciativa que o IPÊ começou em 2013. Desde o início do projeto, beneficiamos 7.300 pessoas diretamente, incluindo educadores e produtores rurais em capacitações, estudantes e público geral em campanhas de conscientização ambiental.

Hoje, por causa do projeto, 15 propriedades nessas cidades possuem modelos de uso do solo mais sustentáveis: Sistemas Agroflorestais, Manejo de Pastagem Ecológica, Fruticultura, Silvicultura de nativas e restauração florestal. Tais modelos auxiliam a infiltração de água e sua retenção no solo, o que contribui significativamente para a produção de água na região e gera benefícios socioeconômicos aos produtores.

“Fiz um curso do IPÊ há três anos e me encantei pelo sistema silvipastoril. Sempre tive esse entendimento de que queria desenvolver a fazenda de uma maneira mais adequada com o meio ambiente. A fazenda era do meu avô, depois passou para o meu pai. Na época deles, não se falava nessas atividades porque as pessoas acreditavam que não dava certo. Mas em pouco tempo de aplicação das técnicas, a gente já vê resultado. Você começa a se perguntar, por que a minha vaca não pode pastar entre as árvores? Não precisa destruir para ter uma produção”, conta Marcio Peçanha Abu, da fazenda Rancho Alegre, em Piracaia (SP). Ali, cerca de 20 hectares são destinados a modelos produtivos sustentáveis.

Em 2020, junto com o Semeando Água, Marcio implementou também a silvicultura na propriedade. “Tenho aqui cerca de quatro mil árvores plantadas no sistema de silvicultura e que vou poder utilizar comercialmente em uns 20 anos. Mas só de imaginar a mudança que vai ser com elas aqui, dá um grande orgulho. Era uma área destinada a pasto, que agora vai virar uma floresta”.

Uma propriedade agroflorestal modelo e que sirva de laboratório ao ar livre para estudantes. Esse é o sonho que o projeto Semeando Água está ajudando a tornar realidade, junto com Luca Mantovanelli, produtor rural em Nazaré Paulista (SP). O sítio da família do professor universitário até pouco tempo era apenas uma área de lazer, mas, com a pandemia, Luca resolveu inovar e contou com apoio do IPÊ. “Já tinha ideia de fazer Sistemas Agroflorestais na propriedade e encontrei no projeto o apoio técnico-científico adequado”, explica.

Na propriedade existem duas nascentes que abastecem o Sistema Cantateira.

“Nós entendemos que conservar esse recurso natural é nossa missão e o projeto Semeando Água está cooperando para que possamos atingir a nossa meta, transformar a propriedade em uma RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural)”, afirma Luca.

Em 1,6 hectares, foram plantadas 1.030 mudas da Mata Atlântica para enriquecimento do solo e ajudar contra o assoreamento. Em uma segunda área já selecionada, de 0,5 hectare, o solo já está sendo preparado para plantio das frutíferas e hortaliças, além do café. A diversidade alimentar garante produção ao longo de todo o ano. “Queremos que nossa área seja produtora de alimentos livres de agrotóxicos e que eles possam chegar para as pessoas. Nesse sentido, o pessoal do projeto também tem discutido conosco as melhores maneiras de escoar os alimentos dos produtores”, conta Luca que, como docente, ainda vê o grande potencial da área para estudos científicos. “As saídas de campo para os alunos são fundamentais no curso que leciono na universidade. Em uma área como essa é possível fazer uma série de trabalhos como análise de permeabilidade do solo, levantamento de aves e pequenos mamíferos, entre outras atividades que enriquecem o currículo dos alunos. Espero que a propriedade possa ser visitada por estudantes com o objetivo de aprenderem mais sobre o tema”, conclui.

A WeForest, organização sem fins lucrativos sediada na Bélgica, capta recursos junto a grandes empresas e investe em projetos de restauração realizados por ONGs. Na América, o Brasil é o único país a ser contemplado, já na África são vários países e, no momento, está finalizando um projeto na Índia. 

A proposta é que o recurso seja encaminhado a organizações estruturadas e com projetos sólidos para estabelecer a parceria. Juntos, parceiro e organização, traçam a quantidade de hectares a serem reflorestados, quais os caminhos de restauração (se vão utilizar Áreas de Proteção Permanente –APP ou agrofloresta). 

Na avaliação da gerente de projetos da WeForest, Cristina Vidal, no Pontal, a cadeia da restauração vai além do papel ambiental, pois consegue envolver também fatores econômicos, sociais e a questão de gênero com a inserção de mulheres no mercado de trabalho, inclusive muitas delas liderando viveiros. Tais benefícios demonstram que a restauração traz melhorias para a fauna, flora e preservação dos recursos hídricos, e ainda extrapola o viés da natureza ao beneficiar também a mão de obra masculina, feminina e gerar qualidade de vida. “A conta com o IPÊ vai muito além dos hectares plantados porque essas mudas nativas da Mata Atlântica vieram de viveiros que englobam o trabalho de dezenas de famílias. Esse impacto de ultrapassar a restauração em si (biológica e ecológica) é uma junção que a WeForest faz questão de olhar”, pontua.

No Brasil, na avaliação da WeForest, o IPÊ tem uma atuação forte, é uma das grandes ONGs com projetos diversificados nas regiões: Pontal do Paranapanema, Nazaré Paulista, Baixo Rio Negro, Pantanal e Cerrado. Especificamente no Pontal, segundo ela, a instituição é conhecida pela sociedade por ter uma atuação séria, quesito este que facilita o contato com os proprietários rurais, que disponibilizam parcelas de suas terras para serem reflorestadas e formarem os corredores de vida. 

O Novo Código Florestal no estado de São Paulo determina que as propriedades rurais deverão preservar ou recompor 20% de sua área com Reserva Legal e Mata Ciliar (proteção de recursos hídricos). Porém, de acordo com Cristina, não é tarefa fácil convencer grandes e pequenos produtores a aplicarem a lei em suas terras.  “Conseguir áreas para restauração é um dos gargalos de qualquer projeto ambiental, por mais que a lei exige, obter a autorização para restaurar não é um trabalho simples. E isso o IPÊ tem feito com maestria na região do Pontal”, frisa. E continua.,”Além  de conseguir as áreas para plantio, a instituição construiu toda uma cadeia produtiva onde envolveu a criação de viveiros, a capacitação dos viveiristas (coleta de sementes, produção e comercialização de mudas), e também as empresas que fazem o plantio e manejo das mudas. Enfim, o IPÊ é um parceiro muito forte”, reforça ela.

Investimento em pesquisa

Segundo Vidal, a WeForest tem também uma vertente de investimento em pesquisas científicas. Atualmente, há parte do recurso alocado em pesquisas no projeto Newfor – junto a pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). 

Na região, os pesquisadores estudam sobre as florestas plantadas e as remanescentes. “Como a WeForest investe na restauração é interessante investir também em pesquisas, já que é o estudo é exatamente nas florestas restauradas onde há investimentos da instituição”, explica. 

De acordo com a gerente de projetos, a instituição financia os voos de Lidar que fazem a leitura da estrutura da vegetação. Também está previsto para iniciar no primeiro semestre de 2022 o financiamento da instalação de audiorecorder nas áreas em que a Newfor fez a leitura da vegetação. A expectativa é registrar quais são os bichos que frequentam as matas restauradas e fragmentos nativos. Essa proposta partiu de Laury Cullen Jr., coordenador de projetos no IPÊ, para ampliar um projeto (em andamento) com recursos da CTG Brasil. “Acredito que será um complemento interessante na área de pesquisa que irá traçar um panorama das matas no Pontal”.