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A equipe do IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas à frente das ações de restauração no Pontal do Paranapanema, extremo Oeste do estado de São Paulo, promoveu encontro com os prestadores de serviço da área de plantio para tratar sobre “Combinados e acordos para o desenvolvimento de ações e atividades de Restauração Ecológica em projetos do IPÊ”, no escritório do IPÊ, em Teodoro Sampaio/SP.

O encontro teve como objetivo aprimorar as técnicas de plantio e manejo na restauração florestal. O IPÊ já plantou na região mais de 5,4 milhões de árvores. Haroldo Borges Gomes, coordenador de projetos do IPÊ, destacou que o trabalho realizado pelos prestadores de serviço no campo é a extensão dos estudos dos pesquisadores do IPÊ em conjunto com a ESCAS - Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade. “Essa forma de trabalho tem gerado resultado positivo no quesito qualidade na restauração florestal. O IPÊ visa envolver prestadores de serviços em seus projetos, mobilizando a comunidade da região do Pontal e gerando emprego e renda para o maior número de pessoas”, ressaltou Borges.

Para Gilberto Aguilar Júnior, da AM Engenharia e Soluções Ambientais, um dos prestadores de serviço, a reunião foi esclarecedora. “Ficou muito claro que todas as exigências da instituição referente ao plantio são com base em pesquisas realizadas por professores e pesquisadores da ESCAS e equipe do IPÊ. Os estudos norteiam a melhor forma de nós prestadores executarmos o trabalho no campo”, disse.

A Reserva Biológica do Rio Trombetas, no Pará, é a primeira unidade de conservação da Amazônia a sediar a temporada 2022 dos Encontro dos Saberes. A iniciativa, promovida pelo Projeto de Monitoramento Participativo da Biodiversidade (MPB), do IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas, em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), é um espaço de diálogo entre pesquisadores, monitores e gestores de unidades de conservação a respeito das experiências de cada um sobre a manutenção da biodiversidade local. 

 “Esses encontros funcionam como um espaço de troca entre diferentes atores sociais que atuam no monitoramento das unidades de conservação. A partir das informações adquiridas com essa troca, criamos um espaço de conversa onde diversas fontes de conhecimentos, e especialmente do conhecimento tradicional, dialogam e encaminham soluções a respeito da melhor forma de preservação desses territórios”, explica Leonardo Rodrigues, coordenador pedagógico do projeto MPB. 

Leonardo afirma que a nova rodada dos Encontro dos Saberes tem gerado diversas expectativas entre os participantes, pois marca a retomada de uma agenda interrompida pela pandemia. “O retorno desses encontros reanima o processo de monitoramento nesses territórios e amplia a participação e o interesse de novos monitores e gestores das unidades de conservação na luta pela conservação da biodiversidade”.

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Crédito: Bruno Bimbato/IPÊ

Desde o início do projeto MPB, em 2014, o Instituto de Pesquisas Ecológicas já realizou oito encontros presenciais e dois seminários amplos envolvendo diversos parceiros da instituição como lideranças locais, gestores do ICMBio, monitores e pesquisadores.

Este ano estão previstos nove encontros presenciais em nove diferentes unidades de conservação. Além da REBIO do Rio Trombetas, os eventos serão realizados nas Reserva Extrativista (RESEX) do Cazumbá-Iracema, RESEX Baixo Juruá, Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Itatupã-Baquiá, Floresta Nacional Jamari, RESEX Rio Ouro Preto, RESEX Rio Unini, Parque Nacional do Jaú e Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque.

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Crédito: Bruno Morales/IPÊ

Confira a agenda dos Encontros dos Saberes 2022

- REBIO Rio Trombetas: 21 de março

- RESEX Baixo Juruá: 1º de abril

- RDS Itatupã-Baquiá: 8 de abril 

- RESEX Rio Ouro Preto: 19 de abril

- Floresta Nacional Jamari: 22 de abril

- RESEX do Cazumbá-Iracema: 28 de abril

- RESEX Rio Unini: 13 de maio

- Parque Nacional do Jaú: 1 de junho

- Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque: 10 de junho

O Projeto MPB conta com apoio da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional - USAID e da Fundação Beth Moore.

De 7 a 18 de março, integrantes do projeto “Educação, Paisagem e Comunidade”, realizado no Espírito Santo, visitaram outros projetos do IPÊ na Mata Atlântica, promovidos em conjunto com comunidades e assentados rurais. Participaram desse intercâmbio, coordenadores técnicos e mediadores do projeto.

“O projeto “Educação Paisagem e Comunidade”, que acontece em assentamentos das cidades de Águia Branca e Alto Rio Novo (ES), é inspirado em ações já consolidadas do IPÊ em áreas de Mata Atlântica e, por essa razão, a visita dos técnicos e mediadores é relevante para o andamento dos trabalhos. A inspiração para o desenho nessa iniciativa foi a experiência bem sucedida do IPÊ no Pontal do Paranapanema”, explica Eduardo Badialli, coordenador.

As visitas começaram em Nazaré Paulista, onde fica a sede do IPÊ e onde o Instituto realiza o projeto Semeando Água, iniciativa patrocinada pela Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental e Governo Federal. Na região do Sistema Cantareira, produtores realizam plantios de árvores e também produções mais sustentáveis, com o objetivo de melhorar os ganhos econômicos e conservar a água. Na sequência, a visita ocorreu no Pontal do Paranapanema, onde o IPÊ realiza há 30 anos projetos de pesquisa de fauna, plantios florestais para formação de corredores e também iniciativas de geração de renda a partir dos Sistemas Agroflorestais e viveiros comunitários.

“São muitos os pontos de convergência entre ambos os projetos, principalmente pelo fato de trabalhar junto à comunidade, no caso, assentamentos da reforma agrária, para a restauração de paisagens e conservação dos recursos, entendendo a educação como a base de todo o processo, capaz de trazer soluções socioambientais, mesmo em cenários tão distintos. A metodologia de envolvimento comunitário, capacitação de agricultores, jovens e mulheres, de pensar o desenvolvimento rural e a restauração de paisagens junto às famílias, são pontos comuns entre os projetos”, explica Vanessa Silveira, educadora ambiental e responsável técnica na inserção territorial.

A visita dos técnicos também é uma preparação para a ida de alguns produtores rurais ao Pontal do Paranapanema, ver de perto o resultado das ações do IPÊ e trocar informações com outros produtores.

 “Muitos aspectos observados são também de interesse dos assentados daqui, como a capacitação técnica e geração de renda para as famílias, trabalho e oportunidades para jovens e mulheres do campo através de negócios sustentáveis, produção de mudas nativas, viveiros comunitários, SAf’s, Café com Floresta, assim como a conservação dos recursos naturais”, diz Vanessa.

Para Edmilson Teixeira Jr, responsável pelo extensionismo rural do projeto, a visita foi importante para desenhar os próximos passos das ações de maneira mais integrada às atividades já executadas pelo IPÊ, especialmente com relação a questões técnicas.

“O que estamos desenvolvendo no ES é muito parecido com o que se faz no Cantareira com relação à área técnica, mas já vamos aprimorar ações como plano de voo com drones, demarcação de APPs e nascentes. A partir da troca de ideias sobre restauração também identificamos como implementar novas técnicas que vão nos ajudar na região do Espírito Santo”, comenta.

Utilizar a experiência com viveiros de mudas e café é, segundo Edmilson, o próximo passo para apoiar os agricultores locais na inovação da produção e geração de renda.

“Acredito ser essencial a capacitação para o trabalho com viveiros de mudas. Isso é algo que a gente consegue replicar aqui. A maioria aqui sabe trabalhar com cacau e café, mas com cursos, poderão ver como o plantio de nativas pode fortalecer a produção e isso vai agregar muito valor dentro do assentamento. Além disso, depois de conhecer de perto, entendemos que o café com floresta pode ser sim uma iniciativa inovadora e interessante para os assentados”, conclui.

A equipe de mediadores do projeto “Educação, Paisagem e Comunidade”, realizado pelo IPÊ no Espírito Santo, esteve em São Paulo para acompanhar de perto as ações do Instituto no estado e conhecer os trabalhos realizados junto a pequenos produtores e assentados rurais.

As atividades aconteceram de 7 a 18 de março, e começaram com uma visita a Nazaré Paulista, onde fica a sede do IPÊ e da ESCAS – Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade. Ali, além de fazerem uma imersão de conteúdo, conhecendo os projetos do IPÊ em diversos locais do Brasil, os mediadores puderam ter contato com pesquisadores que atuam diariamente com conservação da biodiversidade, e puderam entender melhor como são os projetos no Instituto.

“Aprendi várias coisas que posso levar pra minha vida e na vida da minha família aprendi a ter paciência e sempre olhar os dois lados da história, abriu a minha visão tanto para o meio ambiente quanto a como enxergar as pessoas ao meu redor sem julgar”, disse Jacimara Oliveira, moderadora e moradora do assentamento Laje. Eder Luiz Dias, do assentamento Boa Esperança, corcorda e completa: “O que me chamou mais atenção foi a forma do IPÊ trabalhar, com diversos projetos diferentes para um objetivo comum e como é importante o envolvimento de todas as pessoas (técnicos e comunidade) para que o projeto tenha resultados positivos”.

Os moderadores do projeto são jovens assentados rurais. Suas famílias são produtoras na região onde o trabalho do IPÊ acontece, nos assentamentos Rosa de Saron (em Águia Branca) e Boa Esperança, Laje e Beija-Flor (em Alto Rio Novo), todos no Espírito Santo.

Elisa Maciel, que é estudante de veterinária, também participou do intercâmbio e destaca como a experiência agregou conhecimentos. “O levantamento de fauna e flora, o apreço pelos talentos locais, a unidade representativa que visitamos, oficinas de produção de mudas nas escolas e as conversas interativas onde os assentados colocam seu ponto de vista sobre os conhecimentos. Tudo isso me chamou atenção.  O intercâmbio me permitiu olhar além do horizonte, pontos que eu nem imaginava que tinham tanta relevância na biodiversidade e sociedade”, comenta Elisa Maciel, moradora de Rosa de Saron.

Com relação à aplicação das técnicas que todos puderam conhecer, Matheus Nogueira, morador do assentamento Beija Flor comenta sobre alternativas interessantes de produção. “Vejo que os SAFs, são bem importantes para fomentar essa ideia e conseguimos implantar isso, além também dos viveiros de nativas. Como aqui alguns assentamentos já tem um certo conhecimento com viveiros, seria uma ótima possibilidade”, conta o moderador.

Moradores de comunidades do Parque Nacional (Parna) do Jaú e da Reserva Extrativista (Resex) Rio Unini, no Amazonas, realizaram, entre os meses de janeiro e fevereiro deste ano, a soltura de 2.500 quelônios. Os animais, das espécies tartaruga-da-amazônia, irapuca, tracajá e iaçá, foram soltos com a orientação dos pesquisadores do projeto de Monitoramento Participativo da Biodiversidade em Unidades de Conservação (MPB), realizado pelo IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas em parceria com o ICMBIO - Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, através do programa Monitora. 

O Monitoramento de Quelônios, com parceria do projeto MPB, ocorre desde 2014 no Parna do Jaú e na Resex Unini. Através do monitoramento, os pesquisadores avaliam dados reprodutivos das espécies, além de dados sobre o deslocamento dos indivíduos dentro de um mesmo rio, estimativas como taxa de crescimento, razão entre os sexos e faixa etária dos indivíduos por espécie. A coleta é realizada com uma rede de captura. Os animais são coletados, marcados e soltos. 

 

Soltura de Quelônios MPB RESEX Unini 2

"Esse ano foi bastante conturbado para quem trabalha com a conservação de quelônios. Além de muitas praias não ‘aparecerem’ pelo nível alto da seca, após as grandes cheias dos rios, as fêmeas demoraram para desovar e muitos ninhos foram perdidos pelas enchentes que atingiram a região.  Mas, mesmo com todos esses desafios, os monitores têm conseguido garantir a soltura das espécies e gerado resultados importantes para fornecer subsídios para a gestão de áreas protegidas com base no estado de conservação das espécies”, afirma Virgínia Bernardes, coordenadora regional do Monitoramento de Quelônios e pesquisadora do IPÊ. 

A ação de soltura fecha a temporada do Monitoramento de Quelônios do projeto MPB na Amazônia. Com o término do projeto, as Unidades de Conservação seguem com o monitoramento em parceria com as comunidades. 

 

Soltura de Quelônios MPB RESEX Unini 3

Sobre o MPB

Na busca por uma grande participação social na conservação de Unidades de Conservação (UCs) na Amazônia, o IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas, em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), realiza o projeto Monitoramento Participativo da Biodiversidade, em 18 UCs do bioma. O trabalho acontece desde 2013 e conta com apoio da Fundação Gordon e Betty Moore, USAID, Programa ARPA e mais de 20 instituições locais. Por meio do projeto, comunidades que vivem nas UCs ou próximas a elas, participam de cursos e capacitações para se transformarem em monitores da biodiversidade da floresta, em uma troca constante de conhecimentos com pesquisadores do IPÊ e gestores do ICMBio. Desde a sua implementação, mais de 4.000 pessoas se beneficiaram do projeto.