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Mais de 10 lideranças que atuam pela conservação das áreas protegidas no Brasil e no exterior estiveram reunidas nesta quinta-feira (14 de outubro) para valorizar e compartilhar os aprendizados sobre o voluntariado como uma estratégia de engajamento social em prol da biodiversidade. O I Fórum de Voluntariado em Unidades de Conservação (UCs), uma iniciativa do IPÊ, realizado de maneira 100% online, mobilizou cerca de 200 pessoas ao vivo e contava com mais de 1.300 visualizações até às 20:00. No próximo dia 28, a partir das 15:00 acontecerá o segundo dia de evento.

Suzana Padua, co-fundadora e presidente do IPÊ, abriu o evento destacando a biodiversidade brasileira, o histórico do IPÊ em parceria com o ICMBio pelo fortalecimento do voluntariado e a importância da ampliação dessa rede. “O Brasil é um país megadiverso, temos uma responsabilidade muito grande com esse patrimônio natural, quanto mais pessoas conseguirmos envolver em programas de voluntariado, melhor. Nos juntamos ao ICMBio (em 2016) para fortalecer uma rede de voluntariado, mas hoje essa rede pode se estender para Unidades de Conservação municipais, estaduais e aí sim, vamos ter um sistema de unidade de conservação, um sistema de proteção”.

María Olatz Cases, diretora do projeto regional áreas protegidas locais, da GIZ - Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável, ressaltou o número de apoiadores já na primeira edição do Fórum. “São 15 entidades apoiadoras, é uma lista grande que reflete a relevância do voluntariado nas áreas protegidas no Brasil. Esse evento é um momento coletivo de reflexão e fortalecimento do tema. Nos dias de hoje, sabemos uma gestão isolada não consegue superar os atuais desafios da perda de biodiversidade e da crise climática. O voluntariado é uma peça-chave na gestão colaborativa e também uma dessas ações transformadoras que a nossa sociedade está precisando”.

Jayllen VERA, coordenadora do Programa Brasil do Serviço Florestal dos Estados Unidos, pontuou a importância do voluntariado em ações preventivas aos incêndios. “Atualmente atuamos em parceria com a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) no Brasil no manejo florestal e na prevenção do fogo e reconhecemos que o voluntariado tem um papel importantíssimo nesses temas”.

Fabiana Prado, coordenadora do Projeto LIRA – Legado Integrado da Região Amazônica, do IPÊ, comentou que a construção de redes também é estratégica no voluntariado e mencionou os valores compartilhados pelos voluntários. “Não fazemos nada sozinhos, destaco a importância de trabalharmos em rede com as organizações. O voluntariado em UCS é algo que nos aproxima de nossa atuação como cidadão, para uma ação coletiva em um espaço público; algo muito nobre”.  

Após a fala de Fabiana, o público assistiu ao Manifesto com a visão do IPÊ sobre voluntariado em Unidades de Conservação.   

Na sequência, a jornalista Cláudia Gaigher (TV Globo/TV Morena) que realizou uma série de matérias sobre os incêndios no Pantanal em 2020 reforçou o potencial da soma de esforços. “Depois dos grandes incêndios do Pantanal, tivemos uma mudança que espero seja mantida, pessoas no mundo inteiro se mobilizaram para fazer doações para as ONGs, para os institutos de pesquisa e com isso foi possível montar brigadas voluntárias, ribeirinhas.   Quando a gente fala em voluntariado não precisa ser apenas em um momento de tragédia. De casa, dentro da sua expertise, da sua doação, daquilo que você pode, você consegue fazer a diferença”.  Nos incêndios no Pantanal, estudo revela que 17 milhões de animais morreram até 48 horas após a passagem de fogo . “Vendo esse ano o que a tragédia gerou de mudança, me trouxe uma esperança muito grande”, completa a jornalista.

O Fórum contou com o apoio da Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável, por meio da GIZ, da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) com apoio técnico do Serviço Florestal dos Estados Unidos (USFS) e do Projeto LIRA – IPÊ. Além de apoio institucional do ICMBio, SEMAD - GO, IMASUL - MS, Fundação Florestal - SP, Rede Brasileira de Trilhas de Longo Curso, Comitê Brasileiro-UICN, Coalizão Pró-UC, Rede Nacional de Brigadas Voluntárias (RNBV), Confederação Nacional de RPPN (CNRPPN) e Grupo de Estudos de Voluntariado Empresarial (GEVE).

Saiba mais sobre:

Painel 1: Voluntariado para Conservação: experiências internacionais e brasileira

Painel 2: Vozes do Voluntariado: Inspira Ação

 

A partir de outubro, alunos de cinco escolas públicas de Nazaré Paulista que participam da ação Escolas Climáticas, do Projeto Semeando Água, uma realização do IPÊ, com patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental e Governo Federal, e apoio do IAMAR - Instituto Alair Martins, braço social do Grupo Martins -  vão iniciar a coleta de pernilongos nas próprias casas. A ação marca a primeira fase da parceria com o projeto Ciência Cidadã, uma pesquisa científica realizada pelo IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas em parceria com a Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, e o apoio do Laboratório de Saúde Ambiental, da Faculdade de Saúde Pública da USP. O projeto é patrocinado pela Conservation, Food and Health Foundation. 

 

Spray, raquete de choque, chinelo e palma

O pesquisador Pedro explica que o monitoramento dos pernilongos é feito a partir da coleta dos animais mortos sem restrições quanto ao uso de spray, raquete de choque, chinelo ou até mesmo esmagando os pernilongos com as mãos.  “Nessa pesquisa utilizarei nas amostras enviadas a técnica conhecida como metabarcoding, que possibilita identificar as espécies de pernilongos por meio do DNA, por esse motivo a falta de uma das patas por exemplo não compromete o resultado. Ter um animal inteiro é um dos principais desafios da técnica mais utilizada no momento - a morfologia baseada nas características externas do animal e em que a falta de uma pata, por exemplo, impossibilita a identificação da espécie. Por ter uma logística simples e ser relativamente econômico, o metabarcoding possibilita também ampliar a frequência e escala geográfica do monitoramento e pode assim ser uma ferramenta adicional para agências de vigilância”.

 

Abaixo de 0ºC 

A única questão-chave para preservar o DNA dos pernilongos nessa pesquisa liderada pelo pesquisador Pedro é a atenção ao armazenamento. “É preciso guardá-los dentro de um tubo com tampa – que será fornecido pelo projeto aos interessados em participar. A partir do primeiro pernilongo capturado, o tubo precisa ficar no congelador abaixo de 0ºC. É possível guardar centenas de pernilongos no mesmo recipiente”. Dessa forma, Pedro afirma que as condições para o desenvolvimento da Ciência estão garantidas dentro de casa. “Após a entrega dos tubos com os pernilongos pelos alunos, terei as amostras para analisar e em cerca de um mês apresentar os resultados nas escolas. Cada aluno participante receberá uma lista com as espécies de pernilongo que ele coletou identificadas e a proporção relativa entre elas. A partir desse momento vamos tentar entender por que elas estão presentes na casa dele para assim buscarmos ações com potencial de reduzir essa presença”. 

Investigue o seu bairro 

Entre os parceiros do Projeto Ciência Cidadã está a FATEC – Faculdade de Tecnologia de Bragança Paulista.  Em setembro, alunos do curso Tecnólogo em Análise e Desenvolvimento de Sistemas iniciaram os estudos para criação do aplicativo. A expectativa é que a primeira fase seja concluída ainda neste ano. 

Na prática, já nessa fase inicial, os alunos das escolas de Nazaré Paulista vão conseguir colocar o local da coleta via GPS, a data de início da coleta e o número do tubo que ele recebeu para armazenar os pernilongos. 

“Os alunos também vão contribuir com dados importantes para uma base de dados associada ao aplicativo. Os interessados poderão registrar, via aplicativo, áreas específicas no bairro que favoreçam a presença de uma espécie dada de pernilongo. Vamos pedir a cada participante que faça o reconhecimento de um raio de 1 km em relação à casa onde mora, pontuando no aplicativo onde há um lago, por exemplo, boca de lobo, área abandonada, piscinas. Essas informações são importantes para identificarmos as razões que estão contribuindo para o resultado que será encontrado e propormos medidas com potencial de melhorar a qualidade de vida, por exemplo”. 

Pesquisa Piloto 

Para testar a técnica desenvolvida e a preservação do DNA dos pernilongos armazenados em tubos no congelador da casa dos participantes, Pedro e sua esposa Marcela Beraldo, mestra em Ciências Sociais e Humanas Aplicadas, realizaram pesquisa inicial entre o final de 2019 e o primeiro semestre de 2020. Participaram do estudo 22 cidadãos que vivem no estado de SP, entre Piracicaba até Cachoeira Paulista e uma pessoa de Brasília. “Como a maioria vive em áreas urbanas, o pernilongo mais frequente foi o Aedes aegypti, isso já era esperado, mas quando mostrei o resultado todos ficaram desconfortáveis. Uma coisa é saber que existe o Aedes aegypti, espécie que pode transmitir dengue e febre amarela urbana, e outra bem diferente é alguém te mostrar que ele estava no seu quarto”. 

Quanto às pessoas que vivem em áreas rurais, a pesquisa possibilitou a identificação de dois problemas resolvidos com medidas simples. “Na casa de um dos participantes identifiquei pernilongos associados ao esgoto (Culex quinquefasciatus). Conversando com o participante descobri que havia uma fossa ecológica no local e apesar de ter a saída de gás fechada com uma rede, ainda permitia que os pernilongos entrassem e se reproduzissem lá dentro. Com o fechamento mais adequado da saída de gás, com uma tela mais fina, os pernilongos praticamente desapareceram da casa desse participante. Ele me contou que o índice está próximo de zero”.

Outra situação identificada foi a presença do gênero Mansonia, um grupo relacionado à presença de plantas macrófitas que flutuam na água – como, por exemplo, Aguapé (Eichhornia crassipes). “Essa participante contou que desde os últimos anos havia uma verdadeira infestação de pernilongo e ninguém sabia o motivo. Na pesquisa, a partir da identificação da espécie, observamos o entorno no Google Maps e vimos um lago coberto por essas plantas nas proximidades da casa dela. No histórico das imagens é possível fazer a relação entre o aumento dessas plantas, nos últimos anos, com o agravamento da infestação de pernilongos. Com a retirada dessas plantas do lago é possível eliminar essas espécies de pernilongo”, conclui Pedro Pedro, descrevendo um projeto com alta aplicabilidade.  

Aproximar os alunos de escolas públicas da Ciência e estimular que eles testem as próprias hipóteses, com base em conhecimento científico, é a proposta de mais um trabalho do IPÊ- Instituto de Pesquisas Ecológicas, em Nazaré Paulista (SP). Até mesmo um aplicativo está em desenvolvimento especificamente para isso

Na primeira semana de outubro, pesquisadores do IPÊ iniciaram a apresentação do projeto Ciência Cidadã nas Escolas Climáticas a educadores da rede pública de ensino de Nazaré Paulista. O projeto tem como público-alvo os alunos de 11 a 17 anos, mas com o potencial de mobilizar também os familiares dos estudantes e as comunidades do entorno das cinco escolas do município que contam gratuitamente com a ação Escolas Climáticas, do Projeto Semeando Água, uma realização do IPÊ, com patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental e Governo Federal, e apoio do IAMAR - Instituto Alair Martins, braço social do Grupo Martins.

“Vejo a escola como o maior agregador de um bairro. Acredito que realizar pesquisa científica a partir das escolas, mobilizando educadores e alunos é uma maneira eficiente para monitorarmos um bairro inteiro. Se tivermos 100 pessoas de um bairro coletando informações ao mesmo tempo será algo inovador e com a Ciência Cidadã temos essa oportunidade”, afirma Pedro M. Pedro, pesquisador do IPÊ à frente do projeto Ciência Cidadã, uma realização do IPÊ em parceria com a Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, e o apoio do Laboratório de Saúde Ambiental, da Faculdade de Saúde Pública da USP. O projeto é patrocinado pela Conservation, Food and Health Foundation. 

Pesquisa na prática com… pernilongos

Com a proximidade do final do ano, com temperaturas mais elevadas e maiores volumes de chuva aumenta também a incidência de pernilongos – o ponto de partida dessa edição do projeto Ciência Cidadã voltado à aplicabilidade dos resultados. “A ideia é monitorar pernilongos, tanto aqueles que transmitem doenças como por exemplo a dengue, Aedes aegypti, mas também outras espécies que raramente são vetores de doenças, mas incomodam e podem chegar a comprometer a qualidade de vida, como o gênero Mansonia. A partir da identificação das espécies mais frequentes em cada bairro temos condição de pesquisar e dizer por que aquela espécie está presente e o que é preciso fazer para eliminá-la”. 

Segundo o pesquisador, a ideia é a de que os alunos utilizem esses dados para o desenvolvimento de projetos. “O objetivo da Ciência Cidadã é que os alunos não apenas contribuam com a Ciência, mas também que produzam conhecimento, gerem dados, testem, hipóteses e analisem os resultados. Vamos iniciar uma ação não apenas de vigilância, mas de educação e estimulando o interesse pela ciência. Os estudantes terão a oportunidade de registrar, com a orientação dos professores e da equipe do projeto, essas descobertas em publicações científicas - esse é o meu sonho que o envolvimento deles vá além dessa pesquisa inicial”. 

O pesquisador destaca ainda a importância do estudo diante das consequências das mudanças climáticas. “O monitoramento de pernilongos é especialmente relevante ao tema de mudanças climáticas porque a distribuição e comportamento de várias espécies é substancialmente impactado por alterações no clima, principalmente no regime de chuvas. Tendo em mente que essas mudanças podem também alterar a frequência e severidade de epidemias transmitidas por esses insetos, o monitoramento participativo desenvolvido neste projeto é cada vez mais estratégico para a sociedade”. 

Andrea Pupo, coordenadora do Projeto Escolas Climáticas, destaca a importância do envolvimento dos professores com a pesquisa. “Temos uma oportunidade ímpar com essa pesquisa de desenvolvermos ciência nas escolas com aplicabilidade prática no município. Podemos incorporar o projeto ao currículo escolar e assim enriquecer o desenvolvimento de habilidades dos alunos, de forma participativa, democrática e prática. Os alunos serão os protagonistas e quanto mais essa pesquisa e os assuntos relacionados estiverem presentes no dia a dia das disciplinas, melhor”. 

O Projeto Semeando Água tem avançado em uma série de ações voltadas ao fortalecimento de uma rede intersetorial que visa contribuir com o desenvolvimento sustentável na região do Sistema Cantareira.  Para múltiplos atores sociais (governo, iniciativa privada e organizações da sociedade civil) esse objetivo é visto como estratégico como forma de conciliar crescimento de produtividade no campo, com aumento da renda e conservação dos serviços da natureza, com ênfase para a água.

Em 2021, reforçamos a importância do desenvolvimento socioeconômico sustentável para as cidades do Sistema Cantareira, por meio de um nota que traz um consolidado sobre o quanto a região é estratégica para a produção de uma série de serviços da natureza, entre elas a água. O desenvolvimento socioeconômico sustentável é fundamental para essa região inclusive para as atividades com potencial de ampliação como a agricultura de base agroecológica e o turismo, por exemplo, tendo em vista o incremento a curto, médio e longo prazo.

Em 2020, participamos do processo de construção do Plano de Manejo das Áreas de Proteção Ambiental (APAs) Sistema Cantareira e Represa Bairro da Usina. Entre os destaques na esfera das articulações institucionais está também o Encontro sobre Desafios e Oportunidades para aumentar a Segurança Hídrica no Sistema Cantareira, realizado pela equipe do Projeto Semeando Água, em 03 de julho de 2018, na sede do IPÊ, em Nazaré Paulista. O evento reuniu produtores rurais, pesquisadores, representantes da iniciativa privada e da esfera governamental que compartilharam os desafios e elaboraram em conjunto Carta do Sistema: intenções e ações para assegurar a disponibilidade hídrica de um dos sistemas mais importantes do planeta. 

Dessa forma, a ideia é somar esforços com ações essenciais para a região em cinco áreas:

Uso do Solo; 
Criação, Sistematização e Disponibilização da Informação; 
Educação Ambiental e Capacitação; 
Fortalecimento Institucional e Comunitário; 
Apoio no direcionamento, aplicação e  formulação de Políticas Públicas além do desenvolvimento econômico territorial

Na linha das parcerias estratégicas, o IPÊ e a Fundação Florestal organizaram o Simpósio Técnico-Científico do Continuum Cantareira , em 30 e 31 de outubro de 2019, também na sede do Instituto, em Nazaré Paulista, a partir de Termo de Cooperação Técnica. Entre os resultados obtidos está a identificação de lacunas de informação, o reconhecimento dos pesquisadores atuantes na região, a elaboração de documentos norteadores para a pesquisa no contínuo e a formação da Rede Cantareira

Ao todo, profissionais de 36 instituições de ensino e pesquisa participaram do evento, além de gestores de Unidades de Conservação da região e coordenadores da Fundação Florestal. O Simpósio também mobilizou profissionais de agências financiadoras de pesquisa como a FAPESP – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo e a Agência PCJ – Piracicaba, Capivari e Jundiaí.   

Nesses dois anos, vale ressaltar também a participação da equipe do Projeto Semeando Água em grupos-chave, como: 

- Conselho Gestor das APAS Piracicaba/Juqueri-Mirim Área II, Sistema Cantareira e Represa Bairro da Usina, incluindo na elaboração dos Planos de Manejo das Áreas de Proteção Ambiental (APAs) Sistema Cantareira e Represa Bairro da Usina (Decreto nº 65.244, de 14 de outubro de 2020). 

- Câmaras Técnicas dos Comitês do PCJ: CT de Educação Ambiental, CT Rural, CT Plano de Bacias e CT de Recursos Naturais.

- Na Frente Parlamentar Ambientalista, da Assembleia Legislativa do Estado, a equipe do Projeto participa de dois Grupos de Trabalho: Defesa da Água e do Saneamento de São Paulo e Florestas Unidades de Conservação e Agroecologia. 

-  Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, um movimento multisetorial, composto por entidades que lideram o agronegócio no Brasil, reunindo organizações civis da área de meio ambiente e clima, representantes do meio acadêmico, associações setoriais e companhias líderes nas áreas de madeira, cosméticos, siderurgia, papel e celulose, entre outras.

- Grupo Finanças Verdes da Coalizão, os pesquisadores do Projeto contribuem na elaboração de propostas para influenciar as linhas de crédito voltadas ao setor agropecuário que serão encaminhadas ao Ministério da Agricultura.

- O convite da Prefeitura Municipal de Nazaré, juntamente com a SABESP e a Agência PCJ para elaboração em conjunto com o IPÊ de uma proposta para PSA - Pagamento por Serviços Ambientais com apoio dessas instituições. Essa iniciativa uma vez estabelecida tem o potencial de trazer benefícios aos produtores rurais e para a região nas esferas sociais, econômicas e ambientais.

O Projeto Semeando Água conta com patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental e Governo Federal, apoio da Caterpillar Foundation, da Tree Nation, da FAPESP - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo e do CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. São parceiros do projeto: o IAMAR - Instituto Alair Martins, braço social do Grupo Martins, a UFLA - Universidade Federal de Lavras, a UFSCAR – Universidade Federal de São Carlos, Unifesp – Universidade Federal de São Paulo (São José dos Campos), Instituto Florestal, entre outros.

O LIRA – Legado Integrado da Região Amazônica abre novo edital para selecionar projetos de iniciativas comunitárias sustentáveis em Áreas Protegidas da Amazônia.  As inscrições vão até 07/11/21 e devem ser feitas somente através do email:  [email protected]

É uma oportunidade de recursos para associações representantes de povos e comunidades tradicionais exercerem seus propósitos como guardiões das florestas.

O LIRA é uma iniciativa idealizada pelo IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas, junto com Fundo Amazônia e Fundação Gordon e Betty Moore, que são parceiros financiadores. Trata-se do segundo maior programa de conservação brasileiro e foi concebido para aumentar a efetividade de gestão das áreas protegidas da Amazônia - as unidades de conservação e as terras indígenas. A iniciativa abrange 34% do território das áreas protegidas da Amazônia, nas regiões do Alto Rio Negro, Baixo Rio Negro, Norte do Pará, Xingu, Madeira-Purus e Rondônia-Acre.

O Lira tem uma atuação em rede com ações já iniciadas em 2020. A Rede LIRA é formada por 8 projetos apoiados nos 6 blocos territoriais, 82 organizações atuando em rede, 35.610 beneficiários diretos, 48 municípios abrangidos nos estados do AM, PA, MT, RO e AC, 40 mi de hectares protegidos, 20 povos indígenas envolvidos e 15 comunidades extrativistas.

Quem pode participar?

1. Associações civis de base, sem fins lucrativos, representantes de povos e comunidades indígenas;

2. Associações civis de base, sem fins lucrativos, representantes de povos e comunidades extrativistas e tradicionais;

3. Cooperativas.

As organizações devem estar constituídas há pelo menos um ano.

Para saber mais acesse o nosso site: https://lira.ipe.org.br/index.php/edital2