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Rafael Morais Chiaravalloti conta histórias de personalidades que transformaram realidades com o olhar direcionado para o desenvolvimento sustentável

Rafael Morais Chiaravalloti, pesquisador do IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas, acaba de lançar o livro: "O Homem que salvou Nova York da falta de Água e outros 11 mestres da Sustentabilidade".

Formado como Mestre pela ESCAS - Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade, Doutorando pela University College London e finalista do prêmio Rolex Awards para jovens visionários de 2015, o autor é um entusiasta não só de ações ligadas à sustentabilidade planetária, como de histórias de pessoas inspiradoras, que batalham para que projetos e ações práticas nesse campo aconteçam.

"Com certeza temos muitos problemas para resolver na atualidade. No entanto, também existem soluções. Busquei relatar aqui histórias de pessoas que estão conseguindo tornar
o mundo um lugar um pouco melhor", afirma o autor.

O livro, publicado pela editora Matrix, fala não só dos já conhecidos resultados das ações de mestres como Chico Mendes, John Elkington e Marcio Ayres, mas como foi o "pulo do gato" ou o momento crucial das vidas dessas pessoas que fez com que eles olhassem para os desafios socioambientais de maneira diferenciada e se arriscassem em busca por soluções, nos seus diferentes campos de atuação.

Esse é o caso da história do personagem que dá título ao livro: Albert Appleton, ou "o homem que salvou Nova York da falta d’agua"."Talvez o mais importante da história de Albert não seja o modelo que ele implantou para resolveu o problema da cidade de Nova York - replantando as áreas desmatadas, buscando um melhor manejo da terra e reduzindo o desperdício, sem construir nenhum obra. O mais importante a saber sobre essa história é que com ela entendemos que 'a única forma de se chegar ao impossível é acreditar que ele é possível'", afirma Rafael.

Além dos já citados, o livro aborda os legados para a sustentabilidade de Ray Anderson, Claudio e Suzana Padua, Roberto Waack, Harri Lorenzi, Patricia Pinho, Walfrido Tomas, Teresa Corção e Ricardo Voltolini.

"Este é somente um recorte sobre algumas pessoas que me inspiram e que também inspiram o mundo a ser um lugar melhor. Assim como eles, existem muito mais personalidades fazendo isso acontecer. Elas mostram as diversas possibilidades de transformação da nossa sociedade, em busca por melhoria de vida, que garanta a sustentabilidade no planeta. Dar voz a essas pessoas é sempre fundamental para que não esqueçamos do que elas já construíram e para que outros se inspirem e possam ser, no futuro, também líderes e mestres para a sustentabilidade", explica Rafael.

Confira um resumo sobre cada uma das personalidades:

1. Albert Appleton – O homem que salvou Nova York da falta de água

Se São Paulo está passando por uma severa crise hídrica, isso não é um fato isolado no mundo. Diversas cidades também já sofreram com isso. No entanto, diferente daquilo que todos esperavam o secretário de Meio Ambiente de Nova York não construiu uma obra se quer. Ele resolveu junto com os fazendeiros buscar um melhor manejo das nascentes, replantar áreas desmatadas. E junto com a população acabar com o desperdício. Ele mostrou que nem todos os problemas se resolvem com soluções de engenharia, principalmente, a crise hídrica.

2. Chico Mendes – O herói das comunidades tradicionais

Preservar a natureza é uma ação antiga. Há mais de 3 mil anos as pessoas já criavam reservas para proteger remanescentes naturais de florestas na Índia e na China. No entanto, ninguém nunca tinha pensado que se poderia fazer isso utilizando as próprias pessoas como agentes de conservação. Até Chico Mendes chegar.

3. John Elkington – o pai da sustentabilidade

Se sustentabilidade é uma palavra que está na moda, é simplesmente porque John Elkington resolveu mostrar que ela poderia ser muito mais completa que qualquer outra ideia que já tinha existido antes. Depois dela, muitas outras nasceram e o pai da sustentabilidade é considerado o grande guru que temos na área.

4. Ray Anderson – um capitalista Radical

Dizer hoje que uma empresa é totalmente sustentável pode parecer meio exagerado. No entanto, Ray resolveu mudar completamente sua empresa milionária para um novo modelo de negócios radicalmente diferente. E conseguiu. 

5. Claudio e Suzana Padua – os heróis da Biodiversidade

Olhar Claudio e Suzana hoje à frente de uma das maiores e mais importantes ONGs do Brasil, o IPÊ, não parece que tudo começou quando Claudio - já casado e com filhos - resolveu largar o emprego dos sonhos de muitos e se mudar para o meio de um Parque Estadual para salvar um pequeno macaco. Salvou e influenciou toda uma geração de novos conservacionistas.

6. Márcio Ayres

Pensar fora da caixa é algo que Márcio sabia muito bem. Ele conseguiu unir diversos mundos em uma mesma ideia, ajudando a criar grandes áreas protegidas e corredores ecológicos na Amazônia que, se fossem um país, estariam entre os 50 maiores do mundo. 

7. Roberto Waack – a madeireira sustentável

Dizer que temos que salvar a Amazônia é uma tarefa fácil. O complicado é encontrar mecanismos que realmente consigam solucionar essa equação. E foi isso mesmo que Roberto Waack mostrou ser possível, começando uma pequena revolução nessa que é uma das mais importantes florestas do mundo.

8. Harri Lorenzi, o best-seller da ciência

Fazer da ciência algo mais popular para as pessoas entenderem a importância da natureza já não é uma tarefa fácil. No entanto, fazer, ter sucesso e usar o dinheiro para montar um dos mais belos jardins botânicos que existem no país é uma tarefa apenas para Harri Lorenzi. 

9. Patrícia Pinho – resolvendo um conflito de 20 anos

Cuidar de Áreas Protegidas é um enorme desafio. E fica ainda mais difícil quando há 20 anos existe um intenso conflito na região. Mas Patrícia conseguiu e com isso mostrou o caminho para diversos outros gestores.

10.Walfrido Tomas - usando a ciência como uma arma para proteção da natureza

Provavelmente Walfrido jamais imaginava que iria ajudar a resolver uma das guerras mais violentas que tivemos no nosso país nos últimos anos contra a caça de jacaré no Pantanal. Ele usou o conhecimento cientifico para mudar politica pública, incorporou sustentabilidade no manejo de fazendas. Tudo isso quando resolveu fechar a sua clinica veterinária / pet shop e foi em busca do seu sonho de trabalhar com conservação no Pantanal. 

11.Tereza Corção

O desperdício de comida é um grande contrassenso quando comparamos com o número de pessoas que passam fome. Mas se não fosse por pessoas como Tereza Corção estaríamos muito pior, pois ela tem unido chefs ao redor do Brasil para ajudar a tornar a comida algo mais sustentável. 

12.Ricardo Voltolini

Essas 12 pessoas citadas no livro não são os únicos buscando um mundo melhor. Unir esses líderes alinhando as forças por um bem comum e influenciando novos jovens a buscarem o mesmo caminho é o papel que Ricardo Voltolini vem fazendo no Brasil e no mundo.

 

A partir de julho, o IPÊ irá distribuir gratuitamente o material educativo "Água Boa" para professores e diretores de escolas públicas de Nazaré Paulista (SP). O lançamento do material aconteceu ontem, dia 1º de julho, na câmara de vereadores da cidade. O evento contou com a presença de cerca de 100 educadores .

Direcionado a docentes, o material é composto por um livro e um CD de apoio ao professor e o kit de jogos “ProvocAção”. O material é iniciativa do projeto "Água Boa", desenvolvido pelo IPÊ em Nazaré Paulista (SP).

Nos últimos três anos, com apoio do Fehidro, o projeto capacitou jovens estudantes do ensino médio e também 72 professores da rede municipal de ensino em temas ambientais, trabalhando com eles desafios como a perda de vegetação nativa ciliar, o assoreamento dos corpos d'água, o lançamento de esgoto sem tratamento nos rios e o depósito de lixo em áreas irregulares -- problemas que afetam a vida de quem mora nas áreas rurais e urbanas na região.

Por meio de cursos, os educadores de diversas escolas tiveram acesso a conteúdos socioambientais além da experiência de visitar locais estratégicos para a conservação do meio ambiente, fortalecendo assim a compreensão sobre o ciclo da água e do esgoto no município.

Provocar ações

A ideia agora é que os professores possam multiplicar o conhecimento adquirido, aplicando ferramentas diferenciadas que facilitem o aprendizado de seus alunos em sala de aula. Desta forma, o projeto disponibiliza não só um livro e CD de apoio pedagógico como um jogo de tabuleiro que contribui para o aprendizado de forma lúdica.

O jogo chama-se "ProvocAção", e busca estimular os estudantes a refletirem sobre ações necessárias à solução dos problemas socioambientais. O jogo foi resultado de uma criação coletiva, uma parceria do projeto "Água Boa" com alunos do Mestrado Profissional da ESCAS - Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade (IPÊ) e com os próprios professores da rede pública que opinaram, testaram e aprovaram o material como ferramenta educativa.

“Para nós educadores foi um processo bem interessante de transformação da educação municipal de Nazaré Paulista. O IPÊ incluiu em nosso currículo escolar as nossas riquezas – humana, cultural e ambiental.”, comenta a Diretora do Departamento de Educação do Município, Daniela Matias Zanoni.

Além de Nazaré Paulista, outras áreas também serão contempladas no decorrer do próximo semestre, começando pelas cidades jurisdicionadas pelas Diretorias Regionais de Ensino de Bragança Paulista e de Mirante do Paranapanema, no estado de São Paulo.

Rita Coelho conhece como ninguém as belezas e riquezas naturais do Pantanal. Filha de fazendeiros e proprietária da Fazenda Baía das Pedras, local onde o IPÊ realiza as pesquisas sobre a anta brasileira e o tatu-canastra, ela aposta no turismo ecológico diferenciado como forma de incentivar as pessoas a conhecer e valorizar esse bioma tão importante.

A Baía das Pedras fica na região da Nhecolândia, no coração do Pantanal, distante 300 km de Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul. A fazenda foi fundada em 1940 e foi ampliada com o passar dos anos. Duas baías localizadas na propriedade, que têm cascalho de pedra no fundo ao invés de areia, inspiraram seu nome.

Parte da grande fazenda passou para Rita em 1993, mas foi nos anos 2000 que ela decidiu estabelecer o turismo ecológico como atividade , além da tradicional pecuária. "Nossa região sempre foi muito bonita e eu costumava receber amigos ali para admirar essa beleza. Como algumas inciativas de turismo começaram em outras áreas na nossa região, resolvemos apostar na atividade", conta Rita.

Hoje, a fazenda recebe cerca de 350 pessoas por ano e 90%, segundo Rita, são estrangeiros. "O brasileiro tem mais inclinação ao turismo de aventura. Nós oferecemos um turismo mais contemplativo, de observação", comenta. Foi nesse espaço que a pesquisadora do IPÊ Patrícia Medici viu a oportunidade de estudar a anta brasileira no Pantanal.

"Já havíamos recebido algumas pesquisas com espécies dentro dos limites da fazenda. Atualmente só temos o IPÊ. Sinto que fazemos a nossa parte colaborando com a conservação das espécies. Abrir o espaço para essas pesquisas é uma forma de dar nossa contribuição para a biodiversidade do Pantanal. Além disso, trabalhamos muito bem juntos. É muito interessante, porque a Patrícia também traz informações e faz apresentações sobre a anta para os nossos hóspedes, quando está aqui com a equipe para suas expedições", afirma Rita, à esquerda na foto.