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MBA Gestão de Negócios Socioambientais é um curso que trata dos grandes temas fundamentais na área e prepara o aluno para criar, implementar e desenvolver soluções para os complexos desafios socioambientais no Brasil e no mundo. Com professores de ampla experiência no mercado, o curso é estruturado no formato Blended Learning, ou seja, as aulas são divididas em módulos online e presenciais, facilitando o acompanhamento e gerenciamento do tempo pelos alunos, ao longo de 18 meses. As inscrições podem ser feitas até 23 de setembro, no http://mba.ipe.org.br/2019.

As aulas presenciais acontecem na sede do IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas, na cidade de Nazaré Paulista (SP) a cada dois meses, de sexta a domingo, em um ambiente que promove a interação, networking e imersão nas discussões e debates. O curso tem apoio pedagógico da ARTEMISIA Negócios Sociais e CEATS-USP (Centro de Empreendedorismo e Administração em Terceiro Setor) e atrai profissionais variados, que buscam desenvolver em suas áreas de atuação a sustentabilidade socioambiental a partir de negócios inclusivos e de valor compartilhado. No corpo docente, professores com expertise na área, como Rosa Maria Fischer (USP), Graziela Comini (USP), Claudio Padua (IPÊ), Maure Pessanha (ARTEMISIA), Edgard Barki (FGV), Luciana Zaffalon (FGV), José Augusto Padua (UFRJ).

"Grandes empresas, não só no Brasil, mas em vários países, já perceberam a necessidade de terem empreendimentos com finalidades sociais e ambientais, não apenas visando o lucro. Estão repensando a finalidade de seus negócios e isso é uma tendência que chegou para ficar. Assim como empreendedores individuais estão já criando negócios com a função de superar desafios socioambientais a partir de um produto ou um serviço. Estar preparado para esse novo momento, com esse MBA, abre portas de trabalho em diversos setores, além de transformar o mindset desse profissional", afirma Rosa Maria Fischer, coordenadora do CEATS-USP.

O curso é direcionado tanto para quem quer criar um negócio socioambiental como para quem atua em empresas e pode gerar essa transformação dentro do setor corporativo.

Ana Luiza Reis Rosa Silva atua na indústria de papel e celulose,  em uma frente que impacta cerca de 245 comunidades e 62 mil pessoas no Vale do Paraíba. Para ela, o conhecimento por meio do MBA proporcionou uma evolução na carreira, já que foi promovida em sua área, e também transformou o modo como ela encarava sustentabilidade.  "Trabalho na área de sustentabilidade, gestão e monitoramento dos projetos nas linhas de educação, cultura, esporte, agricultura familiar. Para mim esse MBA foi uma experiência profunda. Não tinha ainda passado por um período de formação com essa ênfase que o MBA traz, um universo completamente diferente, de reflexão e ação. Alguns colegas meus já tinham feito o curso e eu vi na prática o desenvolvimento dessas pessoas. Com certeza isso já reflete hoje em mim também", diz.

Os principais assuntos são ilustrados em cases, que estimulam os participantes a desenvolverem soluções práticas aos desafios sociais e ambientais reais. Na grade, há agendas para visitas técnicas objetivando interação com projetos de diversas instituições que atuam nesta área, uma delas é uma imersão na Amazônia, no barco escola Maíra do IPÊ.

Ao final do MBA, o aluno estará apto a: desenvolver planos de ação para projetos de impacto,empreender, gerir negócios de impacto, projetos e parcerias em fundações empresariais; atuar como consultor ou gestor de projetos em organizações de fomento como aceleradoras e fundos de investimento; tornar-se gestor ou responsável da área/comitês de sustentabilidade dentro de grandes corporações; e tornar-se gestor ou responsável de inovação social em grandes corporações.

Mais informações:
http://mba.ipe.org.br/2019
cursos@ipe.org.br
11 99981-2601 (whatsapp)

A melhoria da gestão das Unidades de Conservação depende, em grande parte, do constante aperfeiçoamento de seus gestores, parceiros, comunitários e voluntários, em um trabalho contínuo de aprendizado. Em junho, foi realizado no Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, o IV Curso de Capacitação de Monitores da Biodiversidade Integrado dos Parques Nacionais Montanhas do Tumucumaque e Cabo Orange, Reserva Extrativista do Cajari, Estações Ecológicas do Jari e Maracá-jipioca.

Trata-se do Módulo Básico do Componente Florestal do Programa Nacional de Monitoramento da Biodiversidade, que foi aplicado a 17 novos monitores que atuarão nas cinco Unidades de Conservação (UCs). Durante os quatro dias de curso, os comunitários das UCs foram capacitados para coleta de dados que contemplam os protocolos de Mamíferos de Médio e Grande Porte e Aves Cinegéticas, Borboletas Frugívoras e Plantas Lenhosas. O encontro também serviu para que eles pudessem ter noções de Segurança e Ações de Emergência em Campo.

A instrução sobre borboletas frugívoras ficou a cargo do consultor independente Marcio Uehara Prado. O analista ambiental do ICMBio Christoph Jaster abordou questões relativas às Plantas Lenhosas. Lais Fernandes, consultora local do IPÊ, realizou instrução sobre o protocolo de masto/aves. Aniel Cardoso, do Instituto Guarda Florestal do Amapá (IGFAP), levou aos participantes noções de segurança e ações de emergência em Campo.

A iniciativa é uma atividade do projeto de “Monitoramento Participativo da Biodiversidade em Unidades de Conservação da Amazônia”, desenvolvido pelo IPÊ em parceria com o ICMBio, com apoio de Gordon and Betty Moore Foundation e USAID.

Foto: Erico Kauano

 

 

A campanha Um Dia no Parque quer mostrar que as Unidades de Conservação (UCs), além de protegerem a biodiversidade, oferecem inúmeras opções de lazer e geram benefícios aos visitantes, como melhora da saúde e garantia de bem-estar, além do desenvolvimento econômico. A Coalizão Pró UCs, que realiza a campanha, pretende fazer isso por meio da promoção de atividades em contato com a natureza em áreas protegidas de todo o país. Entre as áreas já confirmadas na ação estão os Parques Nacionais da Tijuca, Iguaçu, Serra da Bodoquena, Aparados da Serra e Serra da Capivara, os Parques Estaduais de Ibitipoca e Serra do Brigadeiro, em Minas Gerais, Vila Velha, Ilha do Mel e Guartelá, no Paraná, o Refúgio de Alcatrazes em São Paulo, entre outras. 

O objetivo é criar uma cultura de visitação e turismo nas UCs – mais conhecidas como parques ou reservas – por meio de um dia de comemoração fixo no calendário do país, em que áreas protegidas e parceiros (organizações não governamentais, grupos de visitantes organizados, empresas) em todo o Brasil ofereçam atividades que, além servirem como recreação, despertem a consciência ambiental nos participantes. Em 2019, a ação ocorre no dia 21 de julho. 

Esta é a segunda edição da campanha, que teve início em 2018. De acordo com Angela Kuczach, diretora executiva da Rede Pró UC, que idealizou a iniciativa no Brasil, “o povo brasileiro ama a natureza, mas ainda tem pouco contato com o que o Brasil tem de mais bonito e raro, um patrimônio natural que está nas nossas Unidades de Conservação. Com a campanha, queremos gerar esse sentimento de orgulho e pertencimento dessas áreas para nossa sociedade. Em 2018 realizamos o ano zero, de experimentação, e foi um sucesso, com cerca de 65 Unidades de Conservação e parceiros em todo o país participando com múltiplas atividades”, como observação de aves, surf, oficina de pipa, trilhas, contação de histórias. Em 2019, o objetivo é chegar a 100 UCs participantes. 

O IPÊ apoia essa iniciativa!

WhatsApp Image 2019 07 02 at 18.00.34As mudanças climáticas já fazem parte da nossa realidade e, para encarar os desafios socioambientais deste e dos próximos anos, a startup Youth Climate Leaders (Jovens Líderes Climáticos Brasil) prepara jovens com uma capacitação intensa no tema. A proposta é que eles sejam capazes de tomar decisões pessoais e profissionais com um olhar mais abrangente para essa questão. Durante dois meses, 35 jovens de 17 a 37 anos passaram por aulas, palestras e vivências que despertaram neles um desejo e técnicas de transformação socioambiental, com vistas a reduzir o impacto das mudanças climáticas nas nossas vidas. Para terminar esse período intenso, o grupo escolheu o IPÊ para um dia de trocas de conhecimentos entre pesquisadores e coordenadores de projetos do Instituto.

"Os jovens do programa estão em transição de carreira, em busca de um propósito. Buscamos sempre essa imersão em algum local que desenvolve trabalhos com meio ambiente, contato com especialistas da área e, claro, esse contato com a natureza. É um modo de mostrar como é isso na prática e no Brasil. O IPÊ tem toda a estrutura que precisamos e foi muito interessante esse momento", explica Flavia Bellaguarda, uma das fundadoras do Youth Climate Leaders e assessora de mudança do clima do ICLEI.

No IPÊ, os alunos tiveram a chance de conhecer alguns projetos, a ESCAS - Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade e a Unidade de Negócios Sustentáveis.

“Todos os projetos desenvolvidos pelo IPÊ têm como base a pesquisa aplicada. Nesse processo, mobilizar a comunidade é também uma característica do nosso trabalho. Sabemos que um dia os projetos terão um fim e a ideia é envolver e capacitar a comunidade para que ela tenha condição de seguir adiante. A proximidade com a comunidade nos projetos desenvolvidos pelo IPÊ envolve inclusive a criação de protocolos em conjunto, como acontece no Monitoramento Participativo da Biodiversidade (MPB) em Unidades de Conservação da Amazônia, uma parceria com Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio)”, afirmou Eduardo Badialli, coordenador de cursos da ESCAS.

O grupo também conferiu apresentação de Andrea Pupo, coordenadora desta área no Projeto Semeando Água, que contribui para o aumento da segurança hídrica do Sistema Cantareira. Durante vídeo apresentado sobre os principais desafios da água na região, muitos lembraram da crise hídrica que assolou a região metropolitana de São Paulo de 2014/2015. ”Aumentar a resiliência do Sistema Cantareira passa necessariamente por melhorar o uso do solo na região. Isso significa que precisamos recuperar mais de 100 mil hectares de pastagens degradadas e restaurar 21 mil hectares de Áreas de Preservação Permanente (APPs), o que equivale a plantar 35 milhões de árvores. Sabemos que não resolveremos essa questão sozinhos, mas entendemos que, de maneira integrada, com Manejo de Pastagem, Restauração Florestal, Educação Ambiental, Políticas Públicas e Comunicação, isso é possível”, afirma Andrea.

Para celebrar o dia de visita, o grupo participou de um plantio de árvores na beira de uma das represas do Sistema Cantareira (a Atibainha), contribuindo com a restauração para segurança hídrica, realizada pela IPÊ nessa região. Ali, já foram plantadas mais de 300 mil árvores nativas, protegendo nascentes e beira de represas.

Este foi o quarto curso do Youth Climate Leaders no Brasil. Em agosto, esses jovens farão uma imersão na Alemanha. A inciativa já capacitou 100 jovens que hoje fazem parte de uma rede global. www.youthclimateleaders.org