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Cerca de 50 monitores da biodiversidade participam do curso de Monitoramento Participativo da Biodiversidade com foco em quelônios aquáticos e pirarucu, na Reserva Extrativistas (Resex) Médio Juruá e Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Uacari, ambas localizadas no Amazonas, de 29 de junho a 02 de julho. 

Após 18 meses de atividades a distância, por conta da pandemia de Covid-19, o curso ministrado por pesquisadores do IPÊ e da UFAM – Universidade Federal do Amazonas é a primeira iniciativa presencial do projeto MPB - Monitoramento Participativo da Biodiversidade, do IPÊ, seguindo os protocolos de prevenção à Covid-19. 

Durante o encontro, os participantes têm a oportunidade de avaliar os resultados da última temporada e de se engajar nas atividades do segundo semestre de 2021. Entre as novidades apresentadas está a coleta digital, por meio do aplicativo ODK, já utilizado pelo projeto MPB nos protocolos florestais e pela primeira vez em UCs com alvos de monitoramentos aquáticos. 

O encontro é realizado na Base da FAS – Fundação Amazônia Sustentável, na RDS Uacari, em parceria com o Programa Pé-de-Pincha (UFAM), o ICMBio local e a SEMA/AM – Secretaria do Meio Ambiente do Amazonas. 

Sobre o projeto MPB 

A atividade faz parte da parceria entre IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - ICMBio, por meio do Programa Nacional de Monitoramento da Biodiversidade - MONITORA e do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Amazônica - CEPAM.

A iniciativa é uma atividade do projeto Monitoramento Participativo da Biodiversidade em Unidades de Conservação da Amazônia - MPB, desenvolvido pelo IPÊ em parceria com o ICMBio, com apoio de Gordon and Betty Moore Foundation e USAID.

Saiba mais sobre o projeto MPB - Monitoramento Participativo da Biodiversidade, do IPÊ

Conheça o Livro sobre o Monitoramento Participativo da Biodiversidade 2ª edição_JUL19  

Saiba mais sobre nossos resultados

O projeto MPB - Monitoramento Participativo da Biodiversidade, do IPÊ, vem reinventando a forma de trabalhar com comunidades tradicionais em 17 Unidades de Conservação (UCs) na Amazônia.  Com a pandemia, os cursos online são a forma de dar sequência ao trabalho realizado com monitores da biodiversidade, incluindo os manejadores do pirarucu, o maior peixe com escamas de água doce do mundo.  

No mês de maio, seis monitores da Reserva Extrativista (Resex) do Baixo Juruá, no Amazonas, participaram de curso online que mostrou o protocolo de monitoramento do pirarucu e orientou os manejadores sobre o preenchimento dos formulários com informações bioecológicas e socioeconômicas. 

Ministrado por Ana Maíra Bastos Neves, pesquisadora local do IPÊ, e Claudia Gemaque, bolsista do CEPAM - Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Amazônica/ ICMBio - Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade o curso integra uma série de encontros tendo em vista o aprimoramento do manejo do pirarucu. 

Entre os participantes do curso estava Raimundo Ferreira Lima (Dinda), um dos manejadores e membro da Associação dos Trabalhadores Rurais de Juruá (ASTRUJ) que destacou a importância do monitoramento para as comunidades tradicionais.

“O manejo do pirarucu é uma importante fonte de renda para as comunidades, mas não é só por isso que continuamos realizando o manejo. Eles querem conservar a espécie, o ganho real não é o financeiro e sim a possibilidade de continuarem encontrando pirarucu na região”. Desde 2014, o projeto MPB, do IPÊ, já monitorou 216.699 kg pescados de pirarucu em áreas de manejo. 

Os membros da ASTRUJ apoiaram a iniciativa recebendo os monitores da Resex na sede da Associação para a realização do curso. A medida é necessária uma vez que a Unidade de Conservação não possui acesso à internet. O curso seguiu todos os protocolos de prevenção da Covid-19.

A primeira capacitação a distância foi realizada a cerca de um ano em julho de 2020. 


Cursos de capacitação estão entre as atividades da parceria entre IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), por meio do Programa Nacional de Monitoramento da Biodiversidade (MONITORA) e do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Amazônica (CEPAM), com apoio da Fundação Gordon e Betty Moore, USAID e ARPA.

Implementação   

O monitoramento do pirarucu na Resex do Baixo Juruá teve início em 2019 com a capacitação de 13 monitores, incluindo a gestora da Unidade de Conservação (UC).

O que é o protocolo do pirarucu?

É um dos Protocolos que compõem o Subprograma Aquático Continental do programa MONITORA (IN nº 03 de 04/09/17), que consiste em um roteiro seguido pelos monitores que fazem levantamentos sobre a biodiversidade pelo MPB - Monitoramento Participativo da Biodiversidade, do IPÊ, e programa Monitora/ICMBio. 

O protocolo do pirarucu foi criado de forma participativa, com apoio de gestores de UCs do ICMBio e SEMA - Secretaria Estadual do Meio Ambiente do Amazonas, manejadores de pirarucu, analistas ambientais do IBAMA, pesquisadores e técnicos do IPÊ e parceiros. 

Aprimoramento 

O protocolo do pirarucu está em fase de teste e aprimoramento, com a participação dos grupos de manejo de quatro UCs, uma área de Acordo de Pesca (Resex Unini, Resex Baixo Juruá, Resex do Médio Juruá, RDS Uacari e Área de Acordo de Pesca do Baixo-Médio Juruá), que colocarão todas as etapas em prática. 

O resultado desse trabalho será o desenvolvimento de uma ferramenta padrão para avaliar o status da espécie e a eficiência ambiental, econômica e social do manejo sustentável de pirarucu.

Sobre o projeto MPB 

A atividade faz parte da parceria entre IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - ICMBio, por meio do Programa Nacional de Monitoramento da Biodiversidade - MONITORA  e do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Amazônica - CEPAM.

A iniciativa é uma atividade do projeto Monitoramento Participativo da Biodiversidade em Unidades de Conservação da Amazônia - MPB, desenvolvido pelo IPÊ em parceria com o ICMBio, com apoio de Gordon and Betty Moore Foundation e USAID.

Para o lançamento do Portal Proteja, os parceiros da iniciativa convidaram pessoas que representam áreas-chave para o desenvolvimento sustentável das áreas protegidas no Brasil: Saberes ancestrais + Comunicação + Educação. “Os desafios demandam articulação e comunicação com diversos setores da sociedade. Por isso nossos convidados de hoje representam os povos que vivem nas áreas protegidas com Edel Moraes, vice-presidente do Memorial Chico Mendes; jornalistas que comunicam e sensibilizam sobre esse tema, com Paulina Chamorro; e educadores comprometidos com a formação das futuras gerações, com Bráulio Dias, professor na Universidade de Brasília”, revela Sylvia Mitraud, secretária executiva do Proteja. 

Para Edel, essa é uma oportunidade de trazer as vozes das mulheres da floresta e das crianças. “Estamos em um processo, saindo da condição de objeto da pesquisa para a de pesquisadores. Podemos inclusive debater sobre o que escrevem sobre nós. O Proteja é importante para proteger a memória, a história das comunidades e dos povos tradicionais. Durante muito tempo disseram que na Floresta Amazônica havia bicho, árvore e água, e muito pouco se falou das pessoas, dos povos, das comunidades tradicionais que protegem a floresta”. Edel é mestre em Desenvolvimento Sustentável em Povos e Territórios Tradicionais.  

Sobre a curadoria do Portal Proteja, Edel reforça a importância do comentário de Sylvia. “Quando você diz que seremos ouvidos na validação dos materiais que estarão no Portal eu não me arrependo de ter aceitado seu convite para participar desse processo. Vamos trazer a sabedoria das nossas forças e das nossas comunidades, as belezas, os encantos, mas também as lutas e os desafios”. 

Paulina Chamorro, responsável pelo podcast Vozes do Planeta e co-fundadora da Liga das Mulheres pelo Oceano, destaca a importância do Portal para os comunicadores. “Fico extremamente feliz com o lançamento do Portal. Como a Edel pontuou, era extremamente difícil encontrar um lugar que trouxesse o conhecimento tradicional no seu devido patamar, mas isso agora é passado. Ter um lugar organizado com informações sobre espaços naturais do Brasil, cultura e sociobiodiversidade vai nos ajudar muito a encontrar elementos que tragam luz para as histórias. Precisamos criar essas pontes para contribuir com uma sociedade democrática, informada e com acesso gratuito à informação”. 

Já Bráulio reforça a urgência das pessoas entenderem a importância das áreas protegidas. “Com 85% da população no Brasil vivendo em áreas urbanas, elas precisam conhecer e visitar as áreas protegidas. Várias pesquisas no mundo questionam as pessoas que vivem em cidades com perguntas simples: ´De onde vem a água que você bebe?’ A maioria das pessoas não sabe a resposta. Ao mesmo tempo, elas estão preocupadas com a questão da água, sentem os impactos do racionamento e quando a água está com baixa qualidade. No entanto, elas não fazem a relação, que se há água disponível é porque existem áreas que protegem essa água”.

Uma biblioteca digital com tudo sobre áreas protegidas. Esse é o Portal Proteja, lançado dia 24 de junho, por um grupo de organizações socioambientais brasileiras, entre elas o IPÊ. O objetivo é facilitar o acesso à informação e mobilizar a sociedade em ações em defesa das áreas protegidas do Brasil. 

O IPÊ é parceiro da iniciativa por meio das Soluções Integradas em Áreas Protegidas, e integra o Conselho Deliberativo em conjunto com outras seis ONGs: IPAM – Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia, ISA – Instituto Socioambiental, Imazon - Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia, WCS Brasil - Wildlife Conservation Society, TNC Brasil - The Nature Conservancy Brasil e Funbio. O Proteja tem o apoio da Fundação Moore e a colaboração internacional da GIZ.

O evento de lançamento 100% online, por conta da pandemia, contou com a participação de três convidados: Edel Moraes, vice-presidente do Memorial Chico Mendes; Bráulio Dias, professor na Universidade de Brasília, e Paulina Chamorro, jornalista ambiental.  

“O portal é a espinha dorsal de uma iniciativa colaborativa que visa informar, sensibilizar e mobilizar a sociedade em defesa das áreas protegidas do Brasil. Nessa era digital apesar da crescente disponibilidade de dados, as informações estão dispersas e muitas vezes não são sequer identificadas como conteúdos relativos às áreas protegidas”, afirma Sylvia Mitraud, secretária executiva do Proteja.  

Durante a abertura, o público teve a oportunidade de conferir os depoimentos de profissionais das 16 organizações que atuam de maneira colaborativa na construção do portal, já são cerca de 700 conteúdos gratuitos sobre áreas protegidas, entre publicações, vídeos, artigos científicos, mapas, além do ProtejaTalks em parceria com o UDNP – Um Dia No Parque e de um podcast recém-lançado. A princípio estão previstos cinco episódios. A próxima edição do Um Dia no Parque será em 18 de julho. 

Fabiana Prado, coordenadora de Projetos do IPÊ, destaca a importância do Portal Proteja. “No IPÊ trabalhamos com Ciência, Educação e Negócios Sustentáveis e por isso somos parceiros do Proteja. Acreditamos no Portal Proteja como um espaço importante para melhorarmos a educação no Brasil”. 

Sylvia Mitraud ressalta a curadoria do Proteja como um aspecto central. “Por meio da curadoria garantimos a qualidade do Portal. No momento os curadores são os membros do Conselho Deliberativo, mas estamos em uma busca ativa para ampliar o número de parceiros institucionais de diversos setores da sociedade. Vamos convidar outras organizações, comunidades tradicionais e povos indígenas para nos ajudar na curadoria desse conteúdo. Precisamos de muitos contribuindo com esse esforço, esse é um trabalho de todos nós”. Interessados em fazer parte devem entrar em contato com o Proteja pelo fale conosco ou por meio dos parceiros.

Até 07 de agosto às 17:00, as inscrições estão abertas para o processo seletivo das suas turmas do Mestrado Profissional da ESCAS em Conservação da Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável.  

A turma São Paulo conta com duas bolsas de estudo - uma integral e outra semi-integral - ambas vinculadas ao WWF (EUA) via o Programa Russel Train/Education for Nature (EFN). Já a turma Bahia tem o valor das mensalidades parcialmente subsidiado pelos parceiros: Instituto Arapyaú e Veracel.

EDITAL PORTO SEGURO (BA)

EDITAL NAZARÉ PAULISTA (SP)