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Junto com o Departamento Municipal de Educação de Teodoro Sampaio, o Parque Estadual Morro do Diabo e a Fundação Florestal, o "Programa Um Pontal Bom para Todos" do IPÊ oferece dias 6 e 7 de novembro a Capacitação em Educação Ambiental e Sustentabilidade para professores do ensino municipal infantil de Teodoro Sampaio.  

O curso será no Parque Estadual Morro do Diabo, das 8h às 17h, direcionado a professores do pré II ao 3º ano do ensino Fundamental. Além das aulas presenciais, também haverá uma carga horária de 12 horas, em trabalhos realizados em salas de aula com os estudantes, sobre as temáticas abordadas no curso. Eles serão apresentados durante Exposição Fotográfica nos dias 2 e 3 de dezembro.

A Educação Ambiental e as práticas de sustentabilidade socioambiental no sistema de ensino brasileiro são preconizadas na Constitutição Brasileira desde 1988. Assim, há a necessidade de capacitar os gestores de ensino (professores, coordenadores e educadores do ensino fundamental municipal) para adoção e prática destas temáticas dentro e fora das salas de aula, contribuindo com os processos de ensino e aprendizagem dos docentes. 

Durante os dois dias, serão trabalhados nas aulas:
- Conceitos ecológicos usados nos estudos e pesquisas de conservação desenvolvidos pelo IPÊ e parceiros em Teodoro Sampaio; - Subsídios para práticas e aprendizagens socioambientais dentro e fora das salas de aula, estimulando o desenvolvimento da comunidade estudantil para valorização e conservação dos ambientes naturais e das espécies da biodiversidade como mico-leão-preto e seu habitat;
- Conscientização sobre as iniciativas municipais de sustentabilidade como a coleta seletiva e arborização urbana.

Esta atividade é financiada por DISNEY; HOLLOMOM PRICE FOUNDATION & WHITLEY

O Programa de Educação Ambiental “Um Pontal Bom Pra Todos" realiza até dezembro uma exposição itinerante sobre o mico-leão-preto nas cidades de Teodoro Sampaio, Euclides da Cunha Paulista, Marabá Paulista e Presidente Epitácio, em São Paulo.

A exposição tem como público professores, estudantes e moradores locais. São fotos, videos e mapas que levam informações sobre a espécie que é símbolo do Estado de São Paulo e vive em remanescentes de florestas da Mata Atlântica muito próximas a essas cidades, como é o caso da Estação Ecológica Mico-Leão-Preto.

"Queremos levar informações às pessoas sobre a importância da biodiversidade que elas têm nas suas próprias cidades. Buscamos o apoio de toda a comunidade na proteção e valorização do habitat do mico, que é uma espécie ameaçada de extinção e que só existe nessa parte do Estado de São Paulo. Nosso foco são as pessoas que vivem próximas à Estação Ecológica. Muitas ainda não conhecem a importância desse pedaço de floresta para a espécie e para a natureza do Brasil", afirma Maria das Graças Souza, coordenadora de Educação Ambiental do IPÊ.

A primeira parada da exposição foi em Marabá Paulista, na Escola Municipal Marabá Paulista, dia 27 de outubro. As próximas serão:
Euclides da Cunha - 17/11 - Escola Municipal EMEF Dr. Lucio Monteiro - das 8h às 17h;
Presidente Epitácio - 27/11 - Escola Municipal Prof. Waldyr Romeo da Silveira - das 8h às 17; e
Teodoro Sampaio - 3 e 4/12 - Club Visual Fest.

O Design da Mata estará presente na 16ª edição do Puro Design Handmade, evento bianual, que promove o design artesanal e exclusivo. Dias 12 e 13 de novembro, na cidade de São Paulo, diversas peças confeccionadas por profissionais brasileiros e internacionais, ficarão em exposição e à venda. São trabalhos de artistas plásticos, artesãos e designers têxteis, de moda, de joias, de interiores e de móveis, além de fotógrafos, arquitetos e comunidades.

Os artesãos de comunidades da Amazônia e da Mata Atlântica estarão representados no evento pelo Design da Mata, iniciativa coordenada pelo IPÊ desde 2015, e que tem como objetivo apoiar o desenvolvimento socioambiental dessas comunidades por meio da disseminação de sua cultura e tradições como o artesanato feito de maneira sustentável.

16º Puro Design Handmade
Data: 12 e 13 de novembro (quinta e sexta-feira)
Horário: Das 9h30 às 18h30
Local: Teakettle
Endereço: Rua Alexandre Dumas, 1049 - Chácara Santo Antônio, São Paulo - SP
Entrada gratuita, com doação de alimento para a Associação Maria Helen Drexel.

Avistar um tatu-canastra na natureza não é tarefa fácil. Mesmo sendo o maior dentre todos os tatus, o canastra tem hábitos noturnos e é um animal críptico (com coloração semelhante ao seu habitat), fatores que dificultam a tarefa até mesmo em regiões de maior ocorrência.

Por essa razão, pesquisadores do projeto Tatu-Canastra, realizado pelo IPÊ e Royal Zoological Society of Scotland, pedem apoio da população para localizar rastros da espécie ao longo de áreas de Cerrado, no Mato Grosso do Sul. Já estabelecido no Pantanal, o projeto vive uma nova fase no Cerrado e busca, agora, informações sobre a espécie no bioma, com objetivos de conservação.

Para mapear as áreas de ocorrência de tatus, os pesquisadores pedem que os moradores do MS relatem indícios de rastros, pegadas, tocas e fezes da espécie. Para isso, distribuem panfletos e cartazes e também disponibilizam informações no site www.vivatatu.com.br, ajudando as pessoas a reconhecerem os sinais de tatus nas redondezas.

"Estamos convidando todos para nos ajudar a encontrar os tatus-gigantes, os tatus-canastra. E temos tido respostas positivas das comunidades locais. É o que chamamos de Ciência Cidadã. Todas as informações serão investigadas. Embora a gente não saiba o quanto de resultado teremos, o mais importante é que estamos criando um grande interesse nas pessoas pela espécie que quase ninguém conhece. A partir disso, as pessoas reconhecem a importância da espécie e são também agentes na sua conservação", afirma Arnaud Desbiez, coordenador do projeto.

As pessoas que tiverem informações sobre ocorrência de tatu-canastra devem encaminhá-las para o email tatucanastra.ms@gmail.com, com fotos - de preferência com um objeto ao lado, que sirva como uma escala de tamanho.

Para as pesquisas no Cerrado, Arnaud, a equipe de pesquisadores Gabriel Masocatto e Bruna Oliveira, e parceiros já coletaram todos os locais existentes de tatus gigantes em bases de dados governamentais, inventários de biodiversidade e entrevistas com organizações e estudantes.

"Mais de 30 localizações foram obtidas. O mapa de localização está incompleto, mas é um ótimo ponto de partida. No momento temos pesquisados oito áreas e planejamos a visita de 30 antes do final do ano. Nós estamos encontrando evidências de tatus gigantes em algumas delas. No entanto, encontrar indivíduos não significa populações viáveis. Temos muito trabalho a fazer para avaliar completamente a situação", alerta Desbiez.

Mais informações em: www.vivatatu.com.br