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As pesquisas do IPÊ e as metodologias de ensino desenvolvidas e testadas pela nossa escola, a ESCAS, têm sido cada vez mais procuradas para criar soluções adaptadas a realidades específicas.

Nos últimos anos, a Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade tem observado que empresas e instituições necessitam cada vez mais capacitar seus colaboradores no campo da sustentabilidade e conservação dos recursos naturais. Um dos desafios é, justamente, internalizar estes conceitos de maneira que eles estejam refletidos nos produtos e serviços prestados por essas organizações.

Desde 2017 levamos o “Sustentabilidade em Jogo” para a iniciativa privada. É um jogo de tabuleiro que engaja os participantes a trazerem discussões direcionadas à sustentabilidade empresarial. Em época de pandemia, o jogo foi adaptado para o formato virtual.

No campo das instituições também atuamos trabalhamos na criação de oportunidades de aprendizado direcionado para as necessidades. Em 2020, por exemplo, com o Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), desenvolvemos uma capacitação em gestão de Unidades de Conservação para gestores e guarda-parques com método inovador “cruzado”; para o Comitê das Bacias Hidrográficas dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí trabalhamos o tema Gestão de Bacias Hidrográficas; e para a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Campinas, desenvolvemos temas variados que tem atendido o município e outros que compõem a área metropolitana de Campinas.

Ale allCorNo mês de março, o IPÊ recebeu novas doações que se transformaram em árvores para o Sistema Cantareira. 

Encerrando a temporada de plantios no mês de março, já que a época de chuvas é o melhor momento para isso, a AllCor – corretora de seguros de São Paulo, doou 120 mudas para colaborar com a água da região. 

A empresa comemora 10 anos em 2021 e escolheu celebrar o amadurecimento com a doação de recursos para o projeto Semeando Água. 

“Existe uma relação muito forte entre plantar árvores e o mercado de seguros, uma vez que ambos trabalham na mitigação de risco e na garantia de um futuro melhor”, pontua Letícia Vergueiro, coordenadora de marketing da AllCor. 

A VRS Academy – empresa especializada em aprendizagem –  também inovou ao destinar metade do valor das inscrições do evento Natureza Feminina para o IPÊ.  O valor teve como destino o apoio à produção de 1.446 mudas de árvores no viveiro-escola do IPÊ, em Nazaré Paulista, como explica Vivian Rio Stella, fundadora da VRS Academy

“Foi muito acertado trazer essa responsabilidade social, esse olhar para o mundo e não apenas para a gente. Quando conheci o IPÊ encontrei a instituição que eu queria para fazer a doação. Além das ações de plantio, o instituto realiza um trabalho consistente nas áreas de pesquisa e de aprendizagem (capacitações para os diversos públicos, além de contar com mestrado e MBA);  algo que valorizo muito”.

O evento registrou recorde de interessados. “Tivemos 160 inscritas, um recorde entre os eventos online realizados pela VRS Academy durante a pandemia. O evento também atraiu empresas interessadas em apoiar a iniciativa. Contamos com o apoio do Clube Judiaiense essencialmente porque a equipe do Clube sabia que metade do valor iria para o IPÊ e garantiu 30 inscrições. Já o Louvre Hotel, grupo de hotelaria, destinou recursos para inscrições de 30 mulheres, com metade do valor revertido para o IPÊ”. 

No Sistema Cantareira, apenas nas áreas próximas às nascentes e aos cursos d’ água é preciso plantar 35 milhões de árvores. Restaurar a área é estratégico para a água que abastece 7,6 milhões de pessoas na região metropolitana de São Paulo e também beneficia as regiões de Campinas e de Piracicaba. Você também pode fazer parte dessa história

O IPÊ junto com empresas e pessoas físicas já plantou na região mais de 370 mil mudas no Sistema Cantareira e segue plantando. Só em 2021, foram 6.220.

Para saber mais como a empresa em que você atua também pode contribuir:[email protected]

Saiba mais sobre plantios realizados pelo IPÊ em parceria com empresas no Sistema Cantareira em 2021

Nos dias 06 e 07 de abril, mais de 70 jovens, de 10 países, estiveram reunidos na sessão “Jovens Vozes da Amazônia” realizada durante a Cúpula Mundial da Juventude, neste ano totalmente online. O evento reforçou o quanto a juventude amazônida está ativa pela conservação da sociobiodiversidade e a mitigação das mudanças climática.

A sessão “Jovens Vozes da Amazônia” é uma iniciativa da Rellac-Jovens - Rede de Jovens Líderes em Áreas Protegidas e Conservadas da América Latina e Caribe, que conta com apoio do IPÊ, por meio das Soluções Integradas em Áreas Protegidas, desenvolvidas pelo Instituto por meio de diversos projetos. 

Foto Polyana LemosPollyana Lemos, engenharia florestal do IPÊ e integrante da Rellac, destaca a força de mobilização da juventude amazônida. “Os jovens têm protagonizado ações ao redor do mundo e na Amazônia. Participar da Cúpula Mundial da Juventude é vivenciar todo esse impulso da indignação e necessidade de transformação perante o cenário insustentável de ameaças nos territórios e realidades dos jovens. O espírito de troca e coletividade que vivencio na rede, é algo muito forte e rico, que resulta na realização de ações transformadoras”

O compartilhamento de aprendizados práticos de uma juventude já mobilizada, a troca de informações e a ampliação da rede de contatos estão entre os resultados-chave do evento.  Participaram da sessão, jovens de organizações de grandes centros urbanos como, por exemplo, Belém (PA), jovens que vivem e atuam em assentamentos rurais, em comunidades atingidas por mineração, além de indígenas do Brasil, Peru e Colômbia.

A pauta também incluiu os desafios da pandemia de Covid-19 e quais são as perspectivas de futuro pós-pandemia.

O evento contou também com a intervenção artística de jovens da região Pan-Amazônia.

Os contatos dos participantes da sessão estão consolidados no link: https://padlet.com/rellacjamazonia/u2e6a5q3dcwcul42

Pesquisadores do IPÊ e alunos do Mestrado Profissional em Conservação da Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável da Escola Superior de Conservação Ambiental e Conservação (ESCAS/IPÊ) desenvolvem estudo de bioacústica nas florestas fragmentadas de Mata Atlântica e áreas reflorestadas na região do Pontal do Paranapanema, no extremo Oeste do estado de São Paulo.

A pesquisa integra o projeto “Desenvolvimento de Procedimentos Simplificados para a Valoração Econômico monetária de Serviços Ecossistêmicos e valoração não monetária de Serviços Ecossistêmicos Culturais Associados à Restauração Florestal”, uma parceria do IPÊ com a CTG Brasil, uma das líderes de geração de energia limpa do País, por meio de um projeto de Pesquisa & Desenvolvimento - P&D da ANEEL.

São parceiros do projeto: a FEALQ - Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz da ESALQ; o Lastrop - Laboratório de Silvicultura Tropical, da Esalq/USP; a Universidade Federal de Lavras; GVCes, da Fundação Getúlio Vargas; Weforest e Rainforest Connection.  Segundo a pesquisadora e coordenadora da frente de Biodiversidade do projeto, Simone Tenório, o foco da pesquisa bioacústica é realizar o levantamento da biodiversidade, por meio da vocalização das espécies de aves, anfíbios e morcegos que habitam as áreas de conservação ambiental e as unidades de conservação.

instalacao audio recorders na floresta 2Pesquisadores realizaram coleta de dados em três campanhas de campo, no período de setembro/2020 a fevereiro/2021; temporada de reprodução das espécies. “Instalamos os gravadores, nas matas nativas e reflorestadas, nos meses de novembro, dezembro/2020 e janeiro/2021. Os gravadores são colocados na mata, em média a 1,60m de altura. O ponto de instalação tem cerca de 100 metros da borda ao interior do fragmento nativo ou reflorestado. Toda a trilha é marcada manualmente e via GPS para facilitar o retorno dos pesquisadores para a retirada dos gravadores após 21 dias”, pontua Carolina Biscola, aluna do Mestrado em Conservação da Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável da ESCAS/IPÊ.

Os dados são armazenados na plataforma digital Arbimon (Automated Remote Biodiversity Monitoring Network). O estudo permitirá levantar inúmeras questões, entre elas, quais são as espécies que vivem nas áreas de mata nativa e reflorestadas.  As informações do banco de dados também vão possibilitar analisar, por exemplo, se são espécies que dispersam sementes e que ajudam na restauração florestal, se estão ameaçadas de extinção e ainda se são frequentes na região.

Será possível estabelecer um comparativo com a tese de doutorado do pesquisador do IPÊ Alexandre Uezu, também professor na ESCAS e que integra a frente de Biodiversidade no projeto de bioacústica. Uezu, relata que entre 2003 e 2005 analisou 28 áreas entre fragmentos florestais e áreas dentro do Parque Estadual Morro do Diabo. Atualmente, a amostragem está em 64 fragmentos nativos e restaurados - quantidade quase três vezes maior em relação à pesquisa inicial do pesquisador e que inclui as 28 áreas analisadas no doutorado. 

“Uma das expectativas do estudo atual é verificar qual é o panorama atual em relação a fragmentação, após 15 anos de estudo e ainda a influência do plantio de cana-de-açúcar e de pastagem nas proximidades das matas. Com os dados identificaremos os fatores que influenciam a presença de aves e anfíbios na região”, explica Uezu.

Vale ressaltar que com o corredor reflorestado já está ocorrendo incremento na conectividade da paisagem, o que representa aumento da conexão para a biodiversidade. Principalmente, para as espécies que não conseguem atravessar áreas muitos extensas de pasto ou de cana-de-açúcar, como por exemplo o mico-leão-preto (Lentopithecus chrysopygus).

As inscrições para o Mestrado Profissional em Conservação da Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável da ESCAS-IPÊ, turmas em Nazaré Paulista/SP e Porto Seguro/BA estarão abertas de 01 de abril até 19 de junho. 

Confira os editais e inscreva-se!

Mestrado Profissional ESCAS/ IPÊ – turma Bahia 2021

Mestrado Profissional ESCAS/ IPÊ – turma São Paulo 2021

O conhecimento estratégico obtido durante o curso proporciona ao aluno articular a ciência como aliada das melhores decisões no dia a dia profissional, a partir da análise crítica. 

Profissionais dos setores governamental, iniciativa privada e terceiro setor encontram na ESCAS uma jornada de aprendizado inovadora com sólidos conhecimentos científicos, múltiplas vivências relacionadas aos principais temas do Desenvolvimento Sustentável, além de governança e resolução de desafios reais. 

Para o edital da  turma São Paulo, a Escola conta com duas bolsas de estudo - uma integral e outra semi-integral - ambas vinculadas ao WWF (EUA) via o Programa Russel Train/Education for Nature (EFN). As informações sobre quem pode concorrer às bolsas estão no edital. 

Por conta da pandemia, o processo seletivo será realizado a distância. As aulas da turma Bahia terão início em agosto de 2021 e da turma São Paulo em setembro de 2021. 

Como é o Mestrado Profissional da ESCAS 

O Mestrado tem formato híbrido com aulas online e presenciais. Para a turma São Paulo as aulas presenciais serão realizadas na sede da ESCAS, em Nazaré Paulista (SP). Já para a turma Bahia as aulas serão ministradas na RPPN - Reserva Particular do Patrimônio Natural Estação Veracel, em Porto Seguro. No contexto da pandemia, os módulos são apenas online.

O curso conta com duas linhas de Pesquisa:  Conservação da Biodiversidade e Meio Ambiente, Sociedade e Sustentabilidade. Os alunos são incentivados a criar produtos finais que tenham aplicabilidade prática.

Profissionais diversos podem se candidatar: biólogos, engenheiros agrônomos e florestais, gestores socioambientais, coordenadores e diretores da área de Responsabilidade Socioambiental que têm em comum o objetivo de transformar realidades, criar/aperfeiçoar processos, ampliar o diálogo com os diferentes atores sociais e assim promover o Desenvolvimento Sustentável.

No corpo docente estão profissionais que são referência em suas áreas de atuação, eles estão na ponta da inovação socioambiental, tanto em projetos no terceiro setor, quanto na iniciativa privada e na esfera governamental.