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O IPÊ plantou, em dezembro, mais de 1.500 árvores no Sistema Cantareira, em uma região estratégica para a Mata Atlântica. E isso só foi possível por causa das doações de pessoas e empresas que utilizaram o site Tree-Nation. Trata-se de uma plataforma internacional onde qualquer pessoa tem a oportunidade de fazer uma doação para plantios de árvores. Ali existem 243 projetos cadastrados, de 33 países, que compartilham do objetivo de enfrentar as mudanças climáticas. 

Por meio do projeto Semeando Água, com o nome em inglês “Sowing Water Project”, o IPÊ recebeu doações suficientes para o primeiro plantio. As primeiras mudas que levam a assinatura da Tree-Nation foram plantadas no entorno do reservatório Atibainha, um dos cinco que formam um dos maiores sistemas de abastecimento de água do mundo. 

No Sistema Cantareira, mais de 21 mil hectares de APPs - Áreas de Preservação Permanente precisam ser restaurados. 

“O desafio na região é enorme e todas as contribuições são super bem-vindas, afinal trata-se de restaurar florestas e melhorar a produção de água, em quantidade e qualidade para milhões de pessoas. Apenas na região metropolitana de São Paulo, 7,6 milhões de pessoas recebem água do Sistema Cantareira,  além de 5 milhões nas regiões de Campinas e Piracicaba. O Projeto está inscrito na plataforma há sete meses”, celebra Andrea Pupo, coordenadora de Educação Ambiental do Projeto Semeando Água. 

Paineira (Ceiba speciosa), capinxigui (Croton floribundus), jatobá (Hymenaea), araucária (Araucaria angustifolia) e juçara (Euterpe edulis) estão entre as mais de 30 espécies presentes no plantio realizado em dezembro de 2020. Na plataforma Tree-Nation, as pessoas podem escolher com quais espécies desejam contribuir via doação.  

A diversidade de espécies é essencial para a Mata Atlântica e exige um planejamento que considere as particularidades de cada uma, como explica Paulo Roberto Ferro, engenheiro florestal do IPÊ. 

“Além da divisão entre espécies de recobrimento - que apresentam rápido crescimento - e de diversidade que têm tempo de vida mais longo, avaliamos quais se adequam melhor às características locais. A araucária, por exemplo, apresenta bom desenvolvimento em especial, nas áreas mais altas com solos mais profundos, o que também contribui com a dispersão de sementes. Já para as juçaras, buscamos áreas onde os remanescentes florestais no entorno já forneçam certa sombra, uma estrutura, de fato, capaz de contribuir com o desenvolvimento das mudas”.  

O próximo plantio do Semeando Água com recurso das doações da Tree-Nation está previsto para março.  

O Projeto Semeando Água também conta com uma campanha nacional para doações de mudas: Protetor do Cantareira

O Projeto mantém também canal aberto para o apoio de empresas interessadas em somar esforços e contribuir com o Sistema Cantareira.

O LIRA – Legado Integrado da Região Amazônica abre novo edital para selecionar organizações para compor a rede LIRA e que atuarão em áreas protegidas da região do Norte do Pará. As inscrições vão até 08/03/21 e devem ser feitas somente através do email: [email protected]

O projeto é uma iniciativa idealizada pelo IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas, junto com Fundo Amazônia e Fundação Gordon e Betty Moore, que são parceiros financiadores. Trata-se do segundo maior programa de conservação brasileiro e foi concebido para aumentar a efetividade de gestão das áreas protegidas da Amazônia - as unidades de conservação e as terras indígenas. A iniciativa abrange 34% do território das áreas protegidas da Amazônia, nas regiões do Alto Rio Negro, Baixo Rio Negro, Norte do Pará, Xingu, Madeira-Purus e Rondônia-Acre.

O Lira tem uma atuação em rede com ações já iniciadas em 2020. A Rede LIRA é formada por 8 projetos apoiados nos 6 blocos territoriais, 82 organizações atuando em rede, 35.610 beneficiários diretos, 48 municípios abrangidos nos estados do AM, PA, MT, RO e AC, 40 mi de hectares protegidos, 20 povos indígenas envolvidos e 15 comunidades extrativistas.

Quem pode participar?

O modelo será de aglutinadora-aglutinada. A Proponente será denominada Organização Aglutinadora, que coordena um arranjo integrado de implementação das ações com as organizações locais (aglutinadas) e parcerias institucionais.

As aglutinadoras podem ser associações civis, fundações de direito privado e cooperativas, constituídas há pelo menos três anos. As instituições devem demonstrar capacidade técnica e de gestão no desenvolvimento de ações que promovam benefícios diretos a conservação da biodiversidade e aos povos indígenas e comunidades tradicionais.

Para saber mais acesse o nosso site: https://lira.ipe.org.br/index.php/edital2

 

Suas escolhas podem contribuir muito com a área socioambiental.Temos mais uma forma de você contribuir com a nossa causa. 

Cisne siteA cada peça da Serpentina Bikini vendida, a marca destina recursos para a produção de 1 muda de Mata Atlântica no viveiro do IPÊ. As mudas de árvores nativas serão plantadas futuramente em áreas para a proteção da água.

Compre aqui

“A marca desde o início teve o propósito ligado com a água, com a floresta e eu só consegui começar de verdade, quando encontrei o IPÊ. Com a compra de uma peça da marca, as pessoas contribuem com o valor equivalente à produção de uma muda – que será plantada em áreas que precisam ser restauradas próximas aos cursos d’água”, explica a estilista Simone Nunes, sócia da marca junto com Luciana Prado. 

Plantar espécies nativas em áreas próximas aos cursos d’água que precisam ser restauradas está entre as ações mais eficientes para conservar tanto a qualidade quanto a quantidade dessa água. Entre as áreas em que o IPÊ realiza plantios está a região do Sistema Cantareira, que em anos recentes enfrentou crise hídrica.   

A parceria da Serpentina com o IPÊ teve início em 2017. Agora a LOJA DO IPÊ também vende o produto. “Fico muito feliz com a entrada no site da loja do Instituto, agora a Serpentina está dentro da loja do IPÊ como produto”, comenta Simone Nunes. 

Escolha dos materiais 

A marca das sócias Simone Nunes e Luciana Prado conta com uma linha confeccionada em poliamida reciclada em que mais de 90% das peças (100% das mais recentes) provém das redes de pesca retiradas dos oceanos, o que também é uma força e tanto para a natureza.

 Um recente post da marca explica que através de organizações como @healthyseas e @ghostdivingorg as redes são resgatadas, recicladas, e os polímeros transformados em fio @econylbrand e tecidos pela @carvicofabrics ? é toda uma cadeia trabalhando pra recuperar o planeta.

Inspiração ilimitada

Além do propósito, a natureza é também o fio condutor para a criação das estampas. “A flora é o grande tema da marca, preciso me segurar para que não fiquem tantas estampas por coleção”, complementa Simone Nunes.

Pesquisas 

Em fevereiro, a loja do IPÊ deve receber também as peças em tricô confeccionadas em poliamida tradicional. “Para essa linha vou começar um projeto, em parceria com a professora de um curso sobre tecnologia têxtil em que participei durante a pandemia. O objetivo é testar a utilização de novos fios para a confecção das peças em tricô que, até o momento, são desenvolvidos em poliamida tradicional”.   

Pelo mundo 

A Serpentina Bikini começou com marca voltada à exportação, está presente em mais de 10 países. “Contamos com a venda de nossos produtos em lojas localizadas em Nova York, Bélgica, Tóquio, Paris, Coreia, Espanha, Portugal, Áustria, Suíça, Itália e no Brasil. Uma conquista recente é a inclusão das peças da marca na plataforma alemã The wearness, altamente rígida com a questão da sustentabilidade. Tenho muito orgulho também de estar lá, desde junho de 2020”. 

No horizonte de Simone está também o desenvolvimento de projetos nos moldes do Costurando o Futuro, do IPÊ, (em que ela participou) – em outras regiões do mundo. “Esse plano precisa de mais um tempo, mas quero muito realizar trabalhos com mão-de-obra local lá, de modo que o recurso obtido com a vendas das peças fique na comunidade. A marca se chama Serpentina por causa desse movimento circular pelo mundo”.  

Serpentina Bikini

www.serpentinabikini.com

https://www.instagram.com/serpentinabikini/

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Por Suzana Padua

O que entendemos como “abordagens inclusivas” remete a uma compreensão da educação ambiental enquanto processo de gestação de uma nova ética, que leve a mudanças de comportamento, ou manutenção daqueles (comportamentos) que já priorizam a coletividade e a vida em geral. A importância desse pensar é que um dos maiores desafios da atualidade está no mudar comportamentos humanos, principalmente aqueles que agridem o meio ambiente e outros seres humanos.

O processo de mudança é, em geral, demorado porque exige mais que conhecimento. E um dos princípios propostos pela educação ambiental baseia-se em valores éticos, solidários e participativos. Na busca por participação, a educação ambiental difere da educação tradicional, que não foi concebida para que o aluno se expresse. Ao contrário, preza a passividade, a obediência e a submissão às regras.

Essa mudança de ótica talvez tenha sido uma das maiores inovações da educação ambiental, que ao ser formulada refletiu sobre o que levaria um indivíduo à participação cidadã que vise o bem planetário. Daí a inclusão de valores como aspecto indispensável. Não basta saber. É necessário transformar os princípios que orientam as decisões sobre prioridades locais, regionais, nacionais e globais. Para isso o indivíduo precisa ser tocado profundamente para que sua sensibilidade, criatividade e senso de coletividade sejam aflorados. A educação ambiental, assim, estimula o desenvolvimento de capacidades como engajamento e organização, diagnostico de problemas e dedicação a temas que levem a transformações de realidades indesejadas.

O senso de identidade de cada um é indispensável ao fortalecimento pessoal e precisa brotar de dentro para fora. O que vem de fora para dentro é normalmente interpretado como imposição ou doutrinação e combina mais com a educação tradicional, que aceita o professor como a fonte máxima ou única de conhecimentos e de iniciativas. O que emerge de dentro para fora, que resulta da experiência, é compreendido como expressão, pois acaba sendo uma capacidade pessoal, única e real. O verdadeiro educador é aquele que estimula a melhor expressão de cada um e a incentiva para que seja empregada para o bem comum.

De acordo com o pensamento de Martin Buber, o âmago do existir reside na relação, que considera ser a forma do indivíduo evoluir e se manifestar plenamente. A relação só se estabelece plenamente quando um ser está com outro integralmente, reconhecendo as diferenças, as respeitando e as contemplando como fortalezas e riquezas. Buber chama tal relação de ‘Eu-Tu’, possível quando ambos os seres interagem reciprocamente em total inteireza. É na alteridade que o ser humano encontra seu valor intrínseco, sua existência plena e sua potencialidade para aflorar o que de fato é. Na medida em que a relação com o outro é íntegra, é possível a pessoa se abrir para o mundo com iniciativas em que todos os entes da natureza passam a ser-com-outros, ampliando a percepção do todo e das inter-relações. Nesse sentido, um respeito intrínseco à vida é nutrido naturalmente e as atitudes frente ao mundo passam a ser de trocas genuínas.

Nessa concepção, o autor explica as crises entre indivíduos, nações e entre seres humanos e a natureza provocadas por relações que distanciam, que denomina de ‘Eu-Isso’. Nessas não há reciprocidade e nem o reconhecimento da integridade do outro, que muitas vezes é visto como um cumpridor de determinada função, quase um objeto.

A educação ambiental pode se apropriar do pensamento de Buber e incentivar a relação “Eu-Tu” com a natureza, com o outro, com a vida. O respeito passa a ser fundamental, principalmente quando se pensa na coletividade ou comunidade, que Buber entende como uma construção humana, cujo elemento de vínculo comum é a terra, o bem máximo e que, portanto, deve ser compartilhada por todos. Comunidade é a aproximação de seres humanos abertos a darem e receberem. Sendo assim, viver em comunidade é viver relação e diálogo.

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Com programação 100% online e gratuita, o Fórum Criare, que será realizado dia 20 de fevereiro, das 9h às 13h, tem como proposta contribuir com profissionais das mais diversas áreas nos temas desenvolvimento pessoal, networking e negócios. 

O slogan “Se não hoje, quando?” será o fio condutor de todo o evento que contará com apresentações dos organizadores, dos parceiros e dos apoiadores sociais, como o IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas, além de bate-papo sobre temas corporativos, pílulas, entrevista com especialista e cases de sucesso. Para participar do evento é necessário realizar inscrição em: https://forumcriare.crdlive.com.br/home/ (Cadastre-se).

A coordenadora da Unidade de Negócios do IPÊ, Andrea Peçanha, participa do bate-papo sobre Negócios às 10h30.

Durante o evento será disponibilizado o QR Code para que os espectadores possam colaborar com os apoiadores sociais que incluem além do IPÊ, o Rotary Club de Atibaia e a APAE Atibaia.  

Mais informações: https://forumcriare.crdlive.com.br/home/#
https://www.instagram.com/forumcriare/